quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Alô alô, seu Caetano! Ainda é proibido proibir?


Uma certa polêmica rola entre a mídia e o cenário musical nacional, quanto a proibição de biografias não autorizadas. Tais proibições são lideradas pelos renomados cantores da Música Popular Brasileira como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan. Infelizmente estão inclusos também neste rol o rei Roberto Carlos e o tremendão Erasmo Carlos (ambos os quais sou fã) e mais alguns artistas como a atriz Marília Pêra.

É incrível como os papéis se inverteram nos últimos tempos. Tanto que estes cantores lutaram contra a censura durante os anos 80 e agora querem calar autores de tais biografias, que também são seus fãs. Uma coisa é certa: a liberdade de expressão faz parte da democracia que tanto eles lutaram nos tempos da ditadura militar. Sei que por um lado há preocupação destes em evitar algum tipo de assunto indevido que possa denegrir a imagem artística atual. O que é incontrolável deter algo inapagável. É um refúgio inútil.

Um caso parecido -- neste exemplo envolvendo direitos de imagem -- foi com a Xuxa e a proibição do filme Amor Estranho Amor, onde no auge de sua carreira como "Rainha dos Baixinhos", a loira mandou tirar de circulação o longa dirigido por Walter Hugo Khouri, pelo fato dela ter interpretado uma personagem que (dado a entender) teria dormido com um garoto de 12 anos. Em parte, Xuxa teve seu direito. Por outro, tal fato não tem como ser apagado da história. Não há como voltar atrás.

Voltando, sempre curti as músicas da maioria deles e isso é um caso à parte. Agora, não dá pra aceitar uma atitude dessas. É totalmente incoerente aos ideais que eles acreditam ou acreditavam no passado. É lamentável ver essa postura engessante enraizadas do regime militar. Opiniões são divididas entre aqueles que defendem os tais militantes das causas egocêntricas e os que se decepcionaram com os mesmos. Nada justifica nesse jogo de interesses e quem paga por isso são os consumidores de suas obras históricas. É um assunto delicado que vai render muito num futuro bem mais próximo que imaginamos.


O público brasileiro é testemunha de uma das músicas do rapaz dos caracóis -- então exilado nos tempos de trevas -- em que ele afirma que é proibido proibir. Será que isso não tem mais valor algum para a sociedade em geral? Repensem melhor, senhores.

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