domingo, 31 de julho de 2016

Never Die - um romance sobre imortalidade


O que acontece quando um jovem é salvo da morte por uma garota? Certamente a sua resposta será bem óbvia, não? Só que a morte é fichinha para quem é imortal como a garota Min Se Yeon (Nam Ji Hyun). Nascida em 1815, morreu ao cair de um poço e foi ressuscitada por um feiticeiro que lhe deu a imortalidade. A garota bicentenária vive nos nossos dias como uma garota de 20 anos.

Ao salvar o jovem Lee Jung Hoon (Ji Eun Sung) de ser atropelado, Se Yeon revela o que sabe sobre seu dom. Naturalmente, Jung Hoon se apaixona pela moça (velha) e procura superar a diferença de idade entre eles.

Never Die é mais uma daquelas séries de K-drama curtinhas que você assiste numa sentada. Apenas 5 episódios de 15 minutos cada que foram lançados de uma vez no dia 27 de outubro de 2015. Sempre ao final do episódio, o tal feiticeiro aparece para revelar pistas sobre o segredo da imortalidade de Se Yeon e seu ponto fraco que pode ser a chave para o fim do encantamento. É uma história legal e simples. Quase um conto de fadas do século XXI.

O K-drama estreou na Netflix em 28 de junho de 2016.

sábado, 30 de julho de 2016

Gai Kurenai se livra da suspeita de ser o Ultraman Orb por um detalhe boboca

Ninguém vai suspeitar mais de Gai na série? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

A nova série da Tsuburaya vem mostrando ser boa e surpreende. Mas tem horas que exagera um pouco nos momentos de comédia com o trio do SSP (Something Search People). Então, é legal ter uma equipe anti-monstros diferente/improvisada como a liderada pela Naomi Yumeno. A gatinha (sim, ela é muito bonita) tem bom humor junto de seus subordinados, além de ser um páreo e tanto para um possível romance entre Gai Kurenai. E isso é o que muita gente que acompanha Ultraman Orb espera.

Só que o pessoal da SSP fizeram algo até então impensável numa série tokusatsu. No episódio desta sexta (29), Orb é vencido temporariamente e cai do meio do espaço para a Terra. A cena lembrou um pouco o episódio 18 de O Regresso de Ultraman em que Jack é salvo por Ultra Seven, antes do herói principal receber o Ultra Bracelete de seu antecessor.

A queda gerou uma cratera do tamanho (gigante) do Orb e Gai voltou à sua forma humana (normal). Até aí isso poderia ficar na vista que Gai e Orb são a mesma pessoa, correto? Mas tem um detalhe: Juggler atacou o seu rival e o arremessou para longe. Melhor, um perto da tal cratera.

O caso virou um debate bobo entre Jetta Hayami e Shin Matsudo sobre isso. A conclusão de Matsudo foi que isso é impossível, pois Orb é gigante e Gai tem tamanho humano. Nada a ver, segundo estes noves fora. E o pior disso tudo que que Gai estava bem pertinho da cratera de onde Orb caiu e o gigante já não estava mais lá. Será que não sobrou um pinguinho sequer de suspeita - apesar da distância considerável?

A verdade é que não só eles, mas também Naomi e Shibukawa (o agente da VTL) poderiam suspeitar ali mesmo, pois era mais do que óbvio o que estava debaixo do nariz de todos. Bem, em todo o caso Gai se livrou de uma relevação bombástica que poderia pôr em cheque sua identidade secreta. E isso tudo por causa da simples inocência boba dos personagens. Mas isso não quer dizer que a série seja ruim, entenda. Particularmente eu espero que Ultraman Orb não caia no mesmo mal de séries Super Sentai mais recentes como Ninninger e ToQger, por exemplo. Um pouco de comédia faz bem, mas como diz o velho ditado: tudo demais é veneno.

Ultraman Orb tem potencial pra mostrar que pode andar sem essa muleta. A rivalidade entre Gai e Juggler tem ajudado a salvar a série.


A cratera da queda de Orb (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Shout! Factory divulga detalhes sobre maratona de Ultraman e lançamento de Ohranger


Neste domingo (31) a Shout! factory TV realiza uma maratona especial de comemoração aos 50 anos de Ultraman. A Ultra maratona foi anunciada na recente edição da Comic Con de San Diego. Serão 12 episódios selecionados pelo expert em tokusatsu August Ragone que irão ao ar via streaming a partir do meio-dia do Pacífico norte-americano (16h de Brasília).

Todos eles serão apresentados com o áudio original em japonês e legendas em inglês. E assim como nas maratonas de Zyuranger e Dairanger, que aconteceram neste ano, será usada uma hashtag (#Ultraman). Os 39 episódios da série são disponibilizados pelo mesmo serviço de streaming da Shout! Factory, mas apenas visível para quem mora nos EUA.

Confira a programação com os títulos dos episódios em inglês (entre parênteses, os títulos batizados aqui no Brasil):

12:00 p.m. – Ultraman 101 – an opening segment with host August Ragone
12:15 p.m. – Episode 01: Ultra Operation No. 1 (O Invasor da Galáxia)
12:45 p.m. – Episode 03: Science Patrol, Move Out! (O Monstro Invisível)
1:10 p.m. – Episode 07: The Blue Stone of Villarge (A Pedra Azul)
1:40 p.m. – Episode 15: Terror of the Cosmic Rays (Os Terríveis Raios Cosmicos)
2:10 p.m. – Episode 16: Science Patrol into Space (S.I.A. no Espaço)
2:40 p.m. – Episode 17: Passport to Infinity (Passaporte para o Infinito)
3:10 p.m. – Episode 25: Cyphon, the Mysterious Comet (O Misterioso Cometa Twifon)
3:40 p.m. – Episode 27: Monster Majesty (O Príncipe dos Monstros - Parte 2)
4:00 p.m. – Episode 28: Human Specimens 5 & 6 (Espécime Humana 5 e 6)
4:30 p.m. – Episode 33: The Forbidden Words (As Palavras Proibidas)
5:00 p.m. – Episode 36: Arashi, Don’t Shoot! (Arashi, Não Atire)
5:30 p.m. – Episode 39: Farewell, Ultraman! (Adeus, Ultraman!)


Assista a chamada:


Ainda sobre a Shout! Factory, a empresa divulga a capa do DVD-box de Choriki Sentai Ohranger (Power Rangers Zeo no ocidente), a 19ª série Super Sentai da história. Originalmente a chegada de Ohranger foi anunciada oficialmente em maio na maratona de Dairanger na internet. A série completa estará à venda a parir de novembro que vem, com áudio em japonês e legendas em inglês. Confira a capa:


quinta-feira, 28 de julho de 2016

ReLIFE - a conquista inédita da Crunchyroll para a temporada de verão

O anime estreou em julho e seu final está disponível oficialmente antes do Japão

Não lembro de outro título que a Crunchyroll tenha conseguido trazer de alguma temporada em atividade na TV japonesa de forma privilegiada. Foi isso que aconteceu com ReLIFE. A série de anime estreou no dia 1 de julho às 24:00 JST (ou dia 2 à 0:00 JST). Os 13 episódios da série estão sendo exibidos semanalmente nas madrugadas de sexta para sábado pelos canais Tokyo MX e BS11. Enquanto os japoneses assistem ReLIFE à moda antiga -- Sim, amigos. O jeito de assistir TV como conhecemos está mudando -- o resto do mundo pode assistir a SÉRIE COMPLETA em streaming pela Crunchyroll (com exceção da China, da Coréia do Norte, da Síria e do próprio Japão). Isso mesmo. Antes do episódio final - previsto para 23 de setembro - ReLIFE está disponível para os assinantes do serviço assistir quando quiser e tudo de uma vez. Não se sabe se isso é um caso isolado ou se haverá um trunfo igual como esse nas próximas temporadas.

A série ReLIFE foi produzida pela TMS Entertainment (a mesma de Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas) é baseada no mangá seinen de mesmo nome (também disponível na Crunchy) do mangaká e ilustrador Yayoiso. Arata Kaizaki é o protagonista de 27 anos (prestes a completar 28) que havia abandonado um emprego em que serviu por apenas três meses, após sua formatura. Havia um motivo bem pessoal para a decisão de Kaizaki que pode ter relação com a morte de uma pessoa próxima a ele.

Um dia, Kaizaki conhece um homem chamado Ryo Yoake que lhe faz uma proposta: participar de um programa de reabilitação para os NEETs (sigla usada no Japão e Reino Unido para classificar jovens sem emprego, educação e/ou estágio). Esse tal programa é conhecido como ReLIFE e para participar o usuário precisa se medicar com uma pílula de rejuvenescimento. Assim, o usuário (ou "cobaia" como também é chamado) tem que participar por mais um ano no ensino médio.

Kaizaki passa a viver em sociedade com jovens na faixa de 17-18 anos. Ele passa a viver outra vez toda aquela experiência da juventude, porém sofre com as diferença físicas de sua idade. Como por exemplo, sua limitação em corridas. Ao final do prazo, as pessoas com quem Kaizaki conviver durante o ReLIFE não se lembrarão mais dele. Kaizaki continuará com as lembranças de seus colegas, a não ser que ele conte sobre o segredo sob a pena instantânea de amnésia destas informações e perder grandes oportunidades profissionais para o futuro.

ReLIFE é uma série legal de ficção científica e drama. Possui comédia feita na medida e sem exageros. Em paralelo ao conflito pessoal de Kaizaki, a trama foca também nos demais personagens principais. Kaizaki guarda uma possível paixão por sua colega de classe, a estranha Chizuru Hishino, que por outro lado é uma rival (involuntária) da ruiva Reina Kairu, que rende boas atuações no decorrer da série. Kaizaki vai descobrindo mais coisas sobre ReLIFE, inclusive sobre um possível colega que tem a mesma idade real.

Sem spoilers, ReLIFE termina com um toque de romance que deve agradar em cheio os amantes do gênero (assim como eu), embora a série não seja especificamente sobre isso. Termina com um gancho para uma possível continuação no futuro, já que o mangá ainda está em andamento. Não posso deixar de falar que a cada episódio os temas de encerramento se diferenciam. Entre elas uma canção da banda japonesa L'Arc-en-Ciel (que já trabalhou em Samurai X). O tema de abertura é "Button" (lembra demais Kamen Rider Ghost) pela banda PENGUIN RESEARCH.

Taí uma boa pedida pra quem procura algo diferente sobre o gênero e, o que é melhor, antes do público japonês. Simples e digna de maratona.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Guia do Ultraman no Brasil: streaming e outras mídias

Quem disse que não temos mais tokusatsu no Brasil, hein? Se você é daqueles que ainda pensam assim e estão esperando por um milagre na TV aberta, o Blog Daileon te ajuda com um guia de títulos oficiais da franquia Ultraman que estão presentes atualmente no Brasil. A grande maioria dos títulos se encontram nas plataformas de streaming. Então, vamos juntos embarcar para a Nebulosa M-78 e desbravar por incríveis multiversos em comemoração aos 50 anos das séries Ultra. Schwatch!

Última atualização: 25 de novembro de 2017

Séries


Ultraman Leo

Ano: 1974
Total de episódios: 51
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseUltraman Leo vem de Nebula L77. Ele vem à Terra e faz dela sua segunda casa após sua terra natal ter sido destruída por Alien Magma. Na Terra, Ultraman Leo toma a forma humana de Gen Otori, um treinador de ginástica em um clube local. Depois de testemunhar a luta entre Ultra Seven e Alien Magma, luta que fez Seven se ferir seriamente e perder seu poder de se transformar, Leo aceita a missão de defender a Terra em seu nome. Ele se une a MAC, com Seven de capitão, e recebe rigoroso treinamento para se transformar no gigante Ultra Leo e proteger seu amado planeta Terra!

*Assista a série completa via Crunchyroll.
*Nota do blogleia mais sobre esta série aqui.


Ultraman 80 (Eighty)

Ano: 1980
Total de episódios: 50
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseTakeshi Yamato, um jovem rapaz de 22 anos de idade, leva uma vida dupla. Durante o dia, ele é o novato, porém popular professor de ciências em uma escola secundária em Tóquio. Mas após as aulas e aos domingos ele trabalha como um membro da elite UGM (Utility Government Members), uma organização que protege a Terra lidando com situações difíceis, como invasão espacial e ataque de monstros. Quando a situação fica fora de controle, Takeshi se transforma em um poderoso guerreiro de 50 metros de altura, o Ultraman 80, e vence os monstros para salvar o dia!

*Assista a série completa via Crunchyroll.
*Nota do blog: em breve uma resenha sobre esta série.


Ultraman Gaia

Ano: 1998
Total de episódios: 51
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseAt the dawn of the 21st century, the Earth faces destruction. Its savior turns out to be super- intelligent college student Gamu Takayama, who bonds with the mysterious light of Ultraman Gaia in order to stop devastating attacks by inscrutable aliens. Gaia receives the support of Earth defense organization X.I.G., but soon finds himself clashing with another mysterious giant, Ultraman Agul, who thinks protecting the Earth doesn't necessarily mean protecting humans.

*Assista a série completa via CrunchyrollApenas em inglês.
*Nota do blog: em breve uma resenha sobre esta série.


Ultraman Nexus

Ano: 2004
Total de episódios: 37
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseIn an era of global terrorism, how would people really react to a mysterious alien that battled deadly monsters on Earth? Would a suspicious human race be capable of viewing that Ultraman as a friend? Ultraman Nexus follows Kazuki Komon, a first responder who joins the Night Raiders, a secret group that battles murderous monsters called Space Beasts. Komon's life is changed after the mysterious giant called Ultraman saves his life, but is shocked to find that the Night Raiders' parent organization, TLT, is inclined to view Ultraman as a threat.

*Assista a série completa via Crunchyroll. Apenas em inglês.
*Nota do blog: em breve uma resenha sobre esta série.


Ultraman Max

Ano: 2005
Total de episódios: 39
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseNo primeiro e recente episódio, um estranho visitante vindo do espaço nota a bravura do jovem Kaito Toma quando este arrisca sua própria vida para salvar um garotinho em apuros. O alienígena dá a Kaitou Toma o poder de se transformar no poderoso super-herói Ultraman Max, um gigante vermelho e prateado de 40 metros de altura. Agora, quando monstros gigantes ameaçarem o mundo, não teremos nada a temer, pois Kaitou Toma utilizará seus novos poderes para destruí-los!

*Assista a série completa via Crunchyroll.
*Nota do blog: leia mais sobre esta série aqui.


Ultraman Mebius

Ano: 2006
Total de episódios: 50
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseDepois de 25 anos de paz, os monstros que já ameaçaram uma vez o mundo atacam novamente. A GUYS, um time de alta tecnologia cujo trabalho é proteger o planeta Terra, não se encontra preparado para esse ataque. Ultraman Mebius, um jovem Herói Ultra enviado da Nebulosa M-78 para vigiar nosso mundo chega para o resgate e derrota o monstro Dinozaur.

*Assista a série completa via Crunchyroll.
*Nota do blog: leia mais sobre esta série aqui.


Ultraman X

Ano: 2015
Total de episódios: 22
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

SinopseQuando os Lampejos Ultra do sol cobrem a terra, Sparkdolls que estavam escondidos no subterrâneo e no mar são transformados em monstros. Para lider com o surgimento repentino de invasores alienígenas, a humanidade se arma com máquinas da super-ciência e cria a equipe de defesa Xio. Quinze anos depois... Um membro da Xio, Oozora Daichi, ouve uma voz misteriosa durante um combate contra um monstro. "Una-se...". Justo quando Daichi estava prestes a ser aniquilado pela criatura, ele se vê banhado por uma luz radiante.

*Assista a série completa via Crunchyroll.


Ultraman Orb

Ano: 2016
Total de episódios: 25
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

Sinopse: A série é estrelada por Hideo Ishiguro como Gai Kurenai / Ultraman Orb, que vai utilizar transformações para invocar o poder de antigos heróis das séries ultra, como Ultraman Taro, Ultraman Jack e Ultraman Mebius. Kiyotaka Taguchi retorna como diretor-chefe da série, enquanto os roteiros estão sendo escritos por Takao Nakano e Yuji Kobayashi.

*Assista a série via Crunchyroll.



Ultraman Geed

Ano: 2017
Total de episódios: 25 (em andamento)
Distribuição: Tsuburaya Productions
Traduções e legendas: Crunchyroll

Sinopse: Num mundo em que monstros gigantes e os Ultraman são lendas urbanas, o jovem Asakura Riku está prestes a descobrir algo incrível sobre si próprio e o mundo que o cerca.

Assista a série via Crunchyroll. Um novo episódio todos os sábados a partir das 0h30.*

*Horário brasileiro de verão.



Filmes

Ultraman Mebius & Ultraman Brothers - Yapool Ataca!

Ano: 2006
Classificação: 12 anos
Duração: 92 minutos
Distribuição: Focus Filmes
Versão brasileira: Dubrasil/Rio Sound

Sinopse: Ultraman Mebius não sabe que um grupo de alienígenas do mal planeja libertar o monstro U-Killer Saurus e conquistar o mundo.

*Assista o filme via Looke.
*Nota do blog: leia mais sobre este filme aqui.



Superior Ultraman 8 Brothers - A Grande Batalha Decisiva

Ano: 2008
Classificação: 12 anos
Duração: 97 minutos
Distribuição: Focus Filmes
Versão brasileira: Dubrasil/Rio Sound

Sinopse: Após derrotar o monstro Gesura, Ultraman Mebius volta à forma humana e protege a Terra de uma invasão alienígena.

*Assista o filme via Looke.
*Nota do blog: leia mais sobre este filme aqui.





Outras mídias


Ultraman (livro nacional)

Ano: 2017
Autor: Danilo Sancinetti Modolo (do canal TokuDoc)
Classificação: Livre
Distribuição: Editora Estronho
Coleção: TV Estronho
Sinópse: Japão, 1966. Kagaku Tokusoutai – ou a Patrulha Científica – foi criada para investigar e combater monstros gigantes e alienígenas que ameaçassem a Terra. Nascia assim Ultraman, personagem criado pelo mestre dos efeitos especiais Eiji Tsuburaya. Tema do livro de estreia de Danilo Sancinetti Modolo, Ultraman é o mais famoso super-herói do Japão e um dos mais conhecidos do mundo. Para o autor, o personagem é “referência para outras produções dentro e fora do gênero tokusatsu, e tem seu nome ligado a histórias de heróis e monstros no Brasil e no mundo”. Este livro reconstitui a história do personagem, da série de TV e de suas obras derivadas, e entrevista com exclusividade os dubladores brasileiros. O prefácio é de Alexandre Nagado, da revista Herói e do site Omelete, para quem – e para todos os fãs – Ultraman é eterno! (Saulo Adami - Coordenador da coleção TV Estronho)

*Mais informações aqui.
*Nota do blog: leia a entrevista com Danilo Modolo aqui.


ULTRAMAN (mangá)

Ano: 2011
Classificação: 14 anos
Total de volumes: 10 até o momento (8 no Brasil)
Distribuição: Editora JBC (continua em 2018)

SinopseEsse mangá é uma atualização (ou uma repaginada) do Ultraman clássico. A história é uma oportunidade de ver novas aventuras do herói contextualizadas para os dias de hoje, e chama atenção dos fãs da franquia Ultra por “desmistificar” alguns mistérios da série clássica e resgatar os queridos personagens da Família Ultra.

*Mais informações aqui.
*Nota do blog: leia mais sobre esta série no blog Sushi POP (por Alexandre Nagado).



Ultraman (DVD-box)

Ano: 1966
Classificação: 10 anos
Total de episódios: 39
Distribuição: World Classic
Versão brasileira: BKS (redublagem dos anos 90)

SinopseAo perseguir o monstro Bemlar, um alienígena de nome Ultraman, vindo da nebulosa M-78 chega a Terra. Acidentalmente, a nave extraterrestre se choca com uma nave da Terra, onde se encontrava o oficial Hayata, da Patrulha Científica. Após à colisão, Hayata, em estado crítico, é salvo pelo alienígena, que transfere sua energia vital ao humano moribundo. Também lhe entrega um artefato chamado ''Cápsula Beta'', que confere a Hayata a possibilidade de se transformar em Ultraman. Dessa forma, Ultraman, que havia sido nomeado para proteger a Terra, cumpre sua missão através do humano Hayata, que, toda vez em que um monstro aparece, se transforma no alienígena. Entre os principais monstros inimigos de Ultraman, estão os Baltan, que por diversas vezes enfrentam o herói.

Ultra Seven (DVD-box)

Ano: 1967
Classificação: 10 anos
Total de episódios: 48
Distribuição: World Classic


SinopseA Terra está em perigo! Ainda mais agora, que as mãos diabólicas estão saindo das estrelas distantes para se aproveitar do mundo. Em seu enorme complexo subterrâneo perto do monte Fuji, o Esquadrão Ultra, uma unidade de elite da Força de Defesa Terrestre, equipado com um esquadrão de Ultra Gaviões, está sempre vigilante em nossa primeira linha de defesa para combater a miríade de agressores alienígenas, que ameaçam a própria existência do nosso planeta. Sem o conhecimento de seus companheiros do esquadrão, Dan Moroboshi, um extraterrestre que secretamente vem os auxiliando na sua luta para preservar o futuro da humanidade, considerado o sétimo membro da Esquadrão Ultra: mais conhecido como UltraSeven!

Kaiju Girls (web-série/anime)


Ano: 2016
Total de episódios: 12 (segunda temporada em janeiro de 2018)
Distribuição: Tsuburaya Productions

Traduções e legendas: Crunchyroll

Sinopse: Após muitos anos, chegou ao fim a batalha entre a humanidade e os monstros gigantes conhecidos como kaijus. Agora que a Terra entrou numa era de paz, garotas com almas de kaiju começaram a aparecer, dando-lhes o poder de se transformar em kaijus. Elas são as Kaiju Girls, e esta é a poderosa, bela e despreocupada história dos estranhos destinos que essas garotas carregam.

*Assista a série via Crunchyroll.



Ultraman Geed

Ano: 2017
Total de episódios: 25 (em andamento)
Distribuição: Tsuburaya Productions

Sinópse: Num mundo em que monstros gigantes e os Ultraman são lendas urbanas, o jovem Asakura Riku está prestes a descobrir algo incrível sobre si próprio e o mundo que o cerca.

*Assista a série via Ultra Channel (canal oficial da Tsuburaya no YouTube). Um novo episódio todas às sextas a partir das 22h30.*

*Horário brasileiro de verão



Veja também:

- Guia dos 50 títulos tokusatsu via streaming no Brasil (atualizado)

terça-feira, 26 de julho de 2016

Quem é a garota mais popular em Re:Zero: Rem ou Emilia?

Rem ou...

Você assiste ao anime Re:Zero? É uma das melhores séries da temporada anterior (a de primavera) e ainda está dando o que falar na atual (de verão). Não é mais uma daquelas seriezinhas de anime que mostra waifus gratuitamente. A trama é carregada de suspense e atualmente está em sua fase mais violenta. Ou senão a mais sombria. Re:Zero está programado para ter 25 episódios e semanalmente a Crunchyroll lança os episódios em simulcast com o Japão, sempre aos domingos. Além da série original, a Crunchy recentemente lançou de uma vez o spin-off ~Starting Break Time From Zero~ e a partir desta sexta vai apresentar semanalmente outro spin-off, Re: PETIT.

O anime chama atenção por conta das garotas. Quando começou, o protagonista Subaru Natsuki ficou interessado em Emilia, que é alvo de ataques. Por si, é uma personagem que chama atenção. Quase uma Saori Kido, por exemplo.

E nas últimas semanas quem acabou roubando as atenções foi Rem (de cabelos azuis). Ela e sua irmã gêmea Ram (de cabelos vermelhos) brilharam involuntariamente a ponto de se tornarem ícones do programa dominical da TV Tokyo. Rem foi a que mais se destacou por sua desenvoltura em batalhas e por sua empatia com Subaru (embora aja profissionalmente como empregada da Mansão de Roswall).


...Emilia?

Era difícil escolher até ver o episódio deste domingo (24) onde Emilia volta a ser vítima de um horrendo atentado. Rem também deu um sumiço no mesmo episódio que deixa o espectador mais apreensivo pra saber o que houve realmente. Quem vai resistir mais tempo em popularidade até o final da série em setembro, hein? Só o tempo dirá.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

9 Seconds - Eternal Time, um romance coreano com toque de ficção-científica

A estrela do pop coreano Na Hae Ryung como a estudante Yoo So Ra

Esse pode ser um bom exemplo de como contar um romance sem cair para apelações. O drama sul-coreano 9 Seconds - Eternal Time, de 2015, foi um programa de apenas 7 episódios com cerca de 15 minutos cada. A série começa com um encontro casual entre a estudante Yoo So Ra (Na Hae Ryung) e o fotógrafo Kang Yoo Chan (Lee Joo Seung).

So Ra, que é nova na cidade, intervem contra um trio de valentões da escola que estavam furtando um estabelecimento comercial. Consequentemente ela é vítima de perseguição dos malandros, até que aparece Yoo Chan para salvá-la. Os dois naturalmente se conhecem e So Ra descobre que Yoo Chan tem um agravante problema de saúde. Além disso, os dois descobrem que a máquina fotográfica de Yoo Chan tem um poder especial de paralisar o tempo por nove segundos.

Em paralelo, há um outro romance entre Suk Young (Lee Jae Hyung), o tímido/desajeitado tio de Yoo Chan e a professora de inglês Mina (Fujii Mina). Como todo bom romance, há quem atrapalhe o casal principal da trama. No caso, Jin Ah (Park Lydia), a mãe de So Ra, que julga muito fácil o pretendente de sua filha.

A graciosa Fujii Mina
9 Seconds - Eternal Time seria apenas mais um romance se não fosse o pequeno toque de ficção-científica que ajudar na proximidade do casal. Não há sequer a preocupação em explicar o motivo/razão/circunstância da máquina fotográfica ter esse poder especial, porém isso acaba sendo "poético" para o romance. O final do K-drama é um tanto complicado de se entender, mas tenta agradar, embora apele para uma viés realista.

A atriz principal de 9 Seconds - Eternal Time é a bela atriz Na Hae Ryung (de 21 aninhos), muito conhecida no meio K-pop como cantora/bailarina/MC/modelo. Anteriormente era integrante da banda EXID e logo depois fundou o grupo musical feminino BESTie, cujo a própria Haeryung (seu apelido) batizou.

Outra curiosidade vem da atriz Fujii Mina, que é natural dos EUA, participou de vários J-dramas e está escalada para o filme Death Note: Light Up the New World (estreia em outubro nos cinemas do Japão) como a personagem Shô Nanase. Fujii fala fluentemente japonês, coreano intermediário e inglês básico.

9 Seconds - Eternal Time está disponível no Brasil via Netflix desde 28 de junho de 2016.

sábado, 23 de julho de 2016

Saga de Majin Boo em Dragon Ball Z estreava há 15 anos na Globo

Goku e cia na saga de Majin Boo

No dia 2 de julho de 2001 a Globo lançava a última fase da extinta Sessão Aventura. Naquela época a onda de séries americanas ainda era comum na TV aberta. Várias séries do horário nobre americano podiam ser vistos no meio da manhã ou da tarde. Ainda era possível assistir algumas no horário mais digno - entre sete e meia-noite.

O problema da derradeira passagem da Sessão Aventura é que ela foi para a faixa das onze da manhã e não tinha a pretensão alguma de expandir as séries americanas fora da TV por assinatura. Era mesmo um tapa-buraco na programação de férias do meio daquele ano. Numa temporada curtíssima foram exibidas semanalmente séries como Roswell (rebatizada na Globo com o medonho título "Arquivos Roswell"), Stargate, O Homem Invisível, etc. Só durou três semanas e nada mais. A Sessão Aventura continua extinta desde o dia 20 de julho de 2001 e assim morria um dos blocos mais populares dos anos 80 e 90 e que chegou a acolher também séries tokusatsu (a dobradinha Space Cop [Gavan] e Bicrossers).

Eis que no dia 23 de julho a Globo voltava a ampliar o horário do Bambuluá e dentro do programa infantil estreava a saga de Majin Boo, da série de anime Dragon Ball Z. As antigas sagas (Saiyajin/Freeza/Cell) de Goku e cia foram todas exibidas na Band e no Cartoon Network. A saga de Majin Boo havia estreado antes no Cartoon.

O então novo lote de episódios caiu no gosto popular. Ora porquê. Parou na Globo, caiu na boca do povo. E era uma confusão. Por causa da acensão do covardão Mr. Satan na saga, muitos pais de família - que não sabiam absolutamente de nada do que aquilo realmente se tratava - acabavam associando diretamente à imagem do demônio e julgavam fácil o programa. Já vi até pastorzinho peregrinando pelo Brasil contra as séries de anime como DBZ ao invés de pregar o santo e puro evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Enfim, quem é fã mesmo e pesquisa a fundo sem brincar, sabe que isso não é verdade. Já escrevi aqui no blog uma explicação sobre o tal nome de Satan em DBZ, na época em que a mesma saga ganhou uma releitura em Dragon Ball Kai.

A saga de Majin Boo era a mais mentirosa de Dragon Ball Z. Tinha alguns fillers como o demônio Dabura ir para o paraíso e ficar bonzinho da noite pro dia. Outra coisa que chamava atenção era o longo período de 30 minutos da fusão entre Goten e Trunks para Gotenks. Era 30 minutos que duravam mais de dois episódios. Uma coisa de louco (esse é um elogio meu para o Akira Toriyama numa hora dessas). E outras situações bem tresloucadas já pintaram nesta saga de versão clássica pra TV.

Como eu disse, Dragon Ball Z ganhou popularidade maior no Brasil devido à exibição na emissora carioca. Ultrapassou a esfera do nicho de público que já existia na Band e no Cartoon para atingir outros públicos. Teve o seu lado bom e ruim. O bom foi que a Globo passou a investir na franquia, adquiriu os episódios que estavam com a Band, passou Dragon Ball GT e a primeira série de Dragon Ball (incluindo os episódios finais que o SBT jamais exibiu). A parte ruim é que a série passou num horário ruim onde os pais pagavam de sabichões e caçadores de bruxas, era muita violência pra passar pela manhã, a Globo não exibiu a série completa (referente aos episódios que passaram na Band), etc, etc, etc.

Talvez Dragon Ball tivesse um destino melhor (ou não) se continuasse na Band. Em todo caso foi até divertido, na época, ver a roda de amigos aumentar na escola pra debater o episódio do dia.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Melissa McCarthy diz que infância de quem assistiu "Os Caça-Fantasmas" original foi destruída

Melissa fala sobre a nova versão nos cinemas (Foto: Reprodução/Netflix)

A nova versão de Caça-Fantasmas estreou na semana passada e está dividindo opiniões. Uns curtiram o novo time formado por mulheres e outros detonaram o remake. A atriz Melissa McCarthy, que interpreta Abby Yates no filme, deu entrevista nesta quinta (21) no talk-show de Chelsea Handler, na Netflix. A apresentadora disse que acredita que a atriz conseguiu redefinir o papel das mulheres nos filmes. Melissa foi bem humilde e disse que não achava isso e logo foi rebatida por Chelsea que reiterou o seu elogio à atriz de 45 anos.

Chelsea indagou sobre o que a atriz achava quanto ao fato dos fãs mais ávidos de Os Caça-Fantasmas ficarem chateados pelo novo time ser formado por mulheres. A atriz disse o seguinte: "Entendo que as pessoas amam os originais e disseram: "Ah, não..." Ficaram meio nervosas de mexer nisso, mas tipo, já faz 32 anos, vai dar tudo certo. E às pessoas que dizem: "Vocês estão destruindo minha infância", tenho certeza que sua infância foi bem f***. Não acho que seja culpa nossa."

Ainda nesta semana de estreia, a revolta por parte dos fãs dos dois primeiros filmes produzidos nos anos 80 chegou a usar o nome do falecido ator Harold Ramis como "ódio sexista" e isso chegou a ser reprovado pela filha do saudoso Dr. Egon Spengler do clássico.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Takumi Tsutsui e Shouhei Kusaka ensinam a Tetsuo Kurata como ser carismático em evento

Jiraiya e Jiban juntos no Brasil (Foto: Divulgação/Toku Force)

Não precisou exatamente alguém ir à São Paulo para perceber o quanto os atores Takumi Tsutsui e Shouhei Kusaka - respectivamente os próprios Jiraiya e Jiban - são extremamente carismáticos. Já era possível sentir isso a distância através da atenção que os mesmos retribuem ao público. Mesmo pra quem não foi ao evento e acompanhou o balanço e os comentários dos fãs na internet (como foi o meu caso), ficou bastante claro que a satisfação foi geral. Disso eu já tinha certeza.

A verdade é que Takumi e Shouhei (este adota seu nome de batismo, Hiroshi Tokoro, nas redes sociais) fizeram escola ao ator Tetsuo Kurata. O ator que viveu Issamu Minami nas séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX se apresentou no ano passado no Anime Friends e foi motivo muita alegria para os fãs no palco. Porém, a coisa foi frustrante na hora do meet and greet do ator que fez várias exigências. Bem, frustrante para alguns e aceitável para outros. E isso não é nenhuma invencionice de blogueiro nem nada disso. Aconteceu e pronto. Basta dar uma googada pra ver que já haviam comentários de próprios fãs que estiveram presentes e relataram (dias antes deste que vos escreve comentar o caso).

Enfim, Takumi é garantia certa de alegria para o publico e nada parcial como foi na passagem do "Black Sun". Por sinal, o nosso ninja Jiraiya foi bem "povão". Sem contar que ele já é de casa, sendo que há anos participa de eventos no Brasil). E Shouhei é outra alegria. Sempre receptivo com os fãs e procura interagir. Se você o acompanha na internet, pode notar a ímpar interatividade dele. O próprio chega a escrever textos em português, coisa que não se vê em relação a outros atores de tokusatsu. Isso só aumenta a minha vontade de conhecê-los pessoalmente um dia.

Moral da história: Takumi e Shouhei fizeram uma coisa que Tetsuo não conseguiu fazer totalmente na edição do Friends no ano passado. O primeiro já tinha experiência com o público brasileiro e dispensa explicações. O segundo se mostrou ansioso em se encontrar com seus fãs do outro lado do mundo e atendeu essa expectativa. A dupla está de parabéns e tem mesmo que continuar assim, sempre. 

PS: Antes de quaisquer acusações precipitadas (como as quais levei no ano passado nas redes sociais), não se trata de ter algo contra o Kurata. Isso é bobagem. Disse na época e volto a afirmar: sempre vou admirá-lo como ator e em seu trabalho nas séries Kamen Rider. E digo mais: apesar dos pesares, essa admiração continua imutável. Não fui o primeiro a criticá-lo sobre o caso e é só procurar alguém que se decepcionou lá na hora. Agora, Kurata bem que poderia tomar o bom exemplo do "Ninja Olimpíada" e do "Policial de Aço" e rever os pontos que não deram certo para uma próxima vinda ao Brasil. Humildade é tudo e a dupla que se apresentou no último fim de semana em São Paulo são mestres nessa matéria.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Mob Psycho 100 não chega nem perto da pegada de One-Punch Man

Mob, o "irmão" de Saitama

One-Punch Man foi uma ótima série de anime e uma grata surpresa no final do ano passado. A criação é uma obra prima do mangaká que atende pelo pseudônimo One. Uma segunda trama das páginas de mangá, Mob Psycho 100, ganhou uma adaptação para anime na TV japonesa e streaming.

Por ser do mesmo autor de "Wanpanman" (como também é chamado), resolvi acompanhar. Esperava mais da série, mas, pelo menos os dois primeiros episódios, não foram lá tão impressionantes quanto o primeiro trabalho de One. A trama é focada no estudante Shigeo Kageyama, conhecido simplesmente como Mob. Ele possui poderes telepáticos e quer viver uma vida normal como qualquer garoto de sua idade. Quando seu nível de poder chega a 100, seu poder se torna incontrolável.

Até aí, tudo bem. O plot da série é interessante. Há também o fato de Mob passar a conviver com falsos telepatas. A trama toda se passa nesse tipo de ambiente. Só que, por ser do mesmo autor de One-Punch Man, a nova série sequer consegue ter uma pegada parecida com aquele grande sucesso. As piadas são superficiais e falta aquele toque paródico que sabemos bem qual é. Não precisa ser uma série sobre super-herói que tem poderes estrambólicos e que ainda paga de esforçado. Nada disso. Mob Psycho 100 tem seu próprio estilo, sua própria trama, mas bem que poderia ter uma comédia que estivesse próximo ao OPM. 

No episódio desta segunda (18), por exemplo, houve uma situação na qual Mob tinha que estudar sobre o comportamento feminino. O garoto chegou até se vestir de menina e não teve nenhuma piada com isso. Pareceu uma tentativazinha (bem minúscula) de ser um One-Punch Man numa história de vida cotidiana. Tudo beirou a superficialidade e nada do que foi mostrado empolgou.

Mob Psycho 100 anda a passos lentos e está longe de ter a mesma popularidade de One-Punch Man. Talvez seja lembrado mesmo por ser do mesmo autor e não mais que isso.

sábado, 16 de julho de 2016

Ultraman Orb tem o herói e o vilão que estão faltando nas séries Kamen Rider

Gai tem tudo pra fazer escola aos novos Riders (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Sei que ainda é cedo pra dizer, mas sinto que Ultraman Orb deve ser uma grande revelação entre as séries tokusatsu deste ano. Não só pela divulgação bem elaborada da Tsuburaya, mas pelos diferenciais que o programa de TV tem mostrado até aqui. Uma equipe anti-monstros improvisada e bem humorada ajuda a fugir um pouco do velho formato que o público das séries Ultra está acostumado a ver. O mistério em volta da origem do herói, que leva ao público a formar teorias, também conta bastante.

Uma coisa que me chamou atenção no episódio desta sexta (15) foi a participação de Gai Kurenai (Hideo Ishiguro), o alter-ego de Orb, e do vilão Juggler (Takaya Aoyagi). Os dois são rivais antigos. Um quer despertar os grandes demônios na Terra enquanto o outro quer defender a paz em nosso planeta. Até aí tudo bem. A diferença é que ambos fogem dos padrões de herói e vilão que a Tsuburaya costuma apresentar desde quase todo o sempre nas séries de Ultraman. Lembrou muito o conceito que era apresentado até poucos anos nas séries Heisei Kamen Rider.

Gai tem o estereótipo que pode ser muito bem equiparado ao Shotarô Hidari (de Kamen Rider W/Double) em estilo/elegância - embora Gai não adote o Hard Boiled, tem um lado solitário de Eiji Hino (de Kamen Rider OOO/Ôzu) e quase um jeitão de Souji Tendou (de Kamen Rider Kabuto). Esse misto - que até onde se sabe é espontâneo - ajudou a formar um personagem misterioso que vaga pela cidade afim de combater o mal. Seria quase um Kenshin Himura dos nossos tempos. Já Juggler lembrou aquele esterótipo que me faz falta desde o final de Kamen Rider Gaim. Aquele do tipo de agente do caos misterioso que tem que cumprir sua missão de espalhar o terror.

São elementos assim que estão em falta nas séries Kamen Rider. Quem acompanha há longa data, vai entender o que estou falando. Nos últimos anos a Toei tem se perdido com as séries Kamen Rider e não tem mais o mesmo pique que tinha num passado não muito distante. O fato da Toei não criar hiatos de seis meses como a Tsuburaya faz desde Ultraman Ginga leva a "toda-poderosa" a cair num cansaço de roteiro. Hoje em dia as produções de anime e tokusatsu estão se tendenciando a trabalhar com séries e temporadas pequenas de um a dois cours (três a seis meses) para dar tempo em trabalhar com qualidade nos enredos. Nessa a Tsuburaya leva vantagem e está fazendo escola à sua concorrente.

Não dá pra dizer o mesmo do excelente Kamen Rider Amazons, pois é um caso à parte já que se trata de um programa com programação elaborada, voltado ao público jovem/adulto, é praticamente independente das imposições da Bandai (não que a Tsuburaya esteja livre disso), tem mais liberdade por ser uma série exibida direto-para-streaming e por ser dividida por temporadas (como teremos uma segunda em 2017). O problema da franquia Kamen Rider está mesmo na faixa matinal de domingo que precisa urgentemente dar umas merecidas férias aos heróis, assim como os Ultras tem tido. Os tempos são outros e é sempre bom dar aquela relaxada pra reciclar as ideias.

Kamen Rider precisa voltar ao estilo dos antigos heróis da primeira fase da era Heisei. É bom a Toei prestar bem atenção nisso e aprender com a Tsuburaya, pois a casa do "deus do tokusatsu" está fazendo isso em Ultraman Orb.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Visual de Kamen Rider Ex-Aid é o mais horroroso da história da franquia

Tem muita gente na tokunet que acaba associando erroneamente os visuais dos Kamen Riders e dos Super Sentais com as histórias. É mais ou menos o que acontece no nicho das

séries de anime quando comparam traços com os seus respectivos roteiros. A confusão é tão grande que algum ou outro já perdeu a chance de analisar uma determinada trama por mimimis coletivos. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não dá pra ficar generalizando elementos por aí. O bom senso deve prevalecer nessas horas.

Particularmente não tenho costume de falar sobre visual dos heróis de tokusatsu, justamente por causa dessa confusão. Mas o caso do traje do Kamen Rider Ex-Aid, que estreia em outubro no Japão, é uma exceção. Seja sincero: quem em sua sã consciência teria coragem de dizer que o visual do próximo motoqueiro mascarado é "bonito"? Realmente não dá, né? Então, de longe chegamos à conclusão de que Ex-Aid é o herói mais feio da história da franquia Kamen Rider ou senão da história da Toei CompanyComparar o visual com os Amazons, o Kuuga, o Double, o Faiz, o Wizard seriam uma luta injusta e desleal.

Isso pode ser um mero detalhe se vermos a trama que será voltada aos games. Lendo a sinopse, tive a impressão de que a série pode ser mais uma daquelas a ficarem amarradas à venda de brinquedos do que para o próprio desenvolvimento da trama. Sim, tem séries da Toei que conseguem se dar bem e ultrapassar como foi o caso do Kamen Rider Gaim. Se Kamen Rider Ex-Aid vai vingar pelo menos como uma boa série ou se vai ser ruim, só o tempo dirá. Ainda é cedo. Melhor aguardar a série começar e acompanhar - independente de visual.

Se você um dia perdeu a calma (ou mesmo alguma série) por causa de visuais esquisitos como a do Kamen Rider Fourze, por exemplo, saiba que a Toei conseguiu criar uma coisa pior ainda e se superar nas feiuras. Até as armaduras esdrúxulas dos Troopers são mais bonitas na frente do Ex-Aid.

Tsuburaya relança episódios expirados de Redman

É hora de maratonar Redman

Pra quem acompanha todo santo dia o Ultra Channel, o canal oficial da Tsuburaya no YouTube, Redman virou rotina. Um novo episódio sempre é lançado de segunda à sexta às 18:00 JST (6:00 da manhã de Brasília). Porém cada episódio fica disponível apenas uma semana quando um novo episódio é lançado. Com exceção do vídeo da abertura e do primeiro episódio.

Já que o "serial killer vermelho" de 1972 atualmente está em alta no Japão e é sucesso absoluto entre os internautas de lá, a Tsuburaya lançou nesta sexta (15) no mesmo canal os episódios de Redman que foram expirados. Os mesmos ficaram no catálogo até o dia 29 de agosto. A intenção é o bom proveito do público nas férias de verão, em agosto. Eis uma boa oportunidade de acompanhá-lo, rever episódios e entender o sucesso do "herói gigante de 42 metros de altura".

Fica a dica de leitura sobre a série pelos blogs Casa do Boneco Mecânico (por Usys) e Sushi Pop (por Alexandre Nagado).

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Yumi Matsuzawa - 20 anos de inspiração e romantismo

Ela é ou não é uma princesa?

Já fiz alguns posts neste espaço falando sobre a Yumi Matsuzawa e já tá mais que na hora de escrever algo sobre a carreira desta mulher de 40 (42 anos, sendo mais exato) que jamais perdeu o seu jeitinho de menina. Depois de uma turnê em alguns países como EUA e França, Yumi está de volta ao Brasil.

Ela nasceu no dia 29 de março de 1974, na cidade de Fujimi, cidade da província de Saitama. Seu sonho de criança era ser uma lutadora de luta-livre. Ela também tinha outras opções como ser motorista de táxi e ser cantora de sucesso como a famosa Seiko Matsuda. Desistiu do sonho de ser lutadora pois uma vez ela brincou disso e levou uma baita surra e, é claro, doeu bastante. (Venhamos e convenhamos, ainda bem que ela desistiu disso a tempo.) Yumi achou que ser motorista não seria uma boa ideia, pois seria arriscado uma mulher dirigir à noite. 

Aos 19 aninhos, passou um período como modelo. Serviu como um "bico" e experiência de vida. Como é padrão das revistas de moda, há sempre comentários de quem posou para os ensaios fotográficos. Nessa ida, perguntaram para ela sobre o que queria ser no futuro. Sua resposta foi curta e direta: quero ser cantora.

A partir de então, Yumi começou a participar de testes e auditions, até que finalmente, aos 20, foi escolhida para interpretar a canção "You Get to Burning", tema de abertura da série de anime Kidou Senkan Nadesico. No filme baseado na mesmo programa de TV, Yumi interpretou o tema de encerramento "Dearest" (particularmente a minha canção favorita dela). Nadesico foi um passo importante para sua a carreira solo, interpretando desde então temas de anime e games e embarcando nesse universo. Na série de Nadesico, Yumi dublou a personagem Junko Mizuhara (foi substituída pela dubladora Yuka Imai apenas no filme).

Em agosto de 1997 lançou três singles e começou a colaborar com outros artistas. Chegou a interpretar canções de outras séries como Bucky e Gate Keepers.

A saga de Hades de Os Cavaleiros do Zodíaco foi também um trabalho importante para Yumi. Além de interpretar as famosas músicas "Chikyuugi", "Kimi to Onaji Aozora" (ambas da fase do Santuário em Hades) e "My Dear" (encerramento da fase do Inferno em Hades), foi a própria que compôs as canções. Seiya e seus amigos foram também parte de sua infância/adolescência e ela jamais imaginava trabalhar com o grande clássico de Masami Kurumada


Uma curiosidade interessante é que "Chikyuugi" surgiu de improviso num momento em Yumi estava tomando banho. Sem perder tempo, ela ligou para seu produtor para saber o que achava. A letra foi feita independente da série, sendo que Yumi imaginou o momento atual vivido por guerras, conflitos e ataques terroristas. Ela queria passar uma mensagem que diz que, apesar de cada um de nós termos poucas forças, o mundo pode caminhar em paz através de nossos próprios esforços.

Mais tarde, quando abriram o concurso, perguntaram para Yumi se ela não queria mudar a letra de "Chikyuugi", afim de se aproximar do contexto da série. Ela defendeu a sua visão de Seiya é que ele era - até então - um Cavaleiro de Bronze. Estava abaixo dos Cavaleiros de Ouro. Ainda assim, Seiya sempre ousou em superar os obstáculos e sem desistência. A ideia de Yumi era que ela não poderia cantar algo parecido como os clássicos "Pegasus Fantasy" ou um "Soldier Dream" onde abordava o Cavaleiro de Pégaso como um ser invencível. Yumi queria mostrar um lado mais humano de Seiya para a canção e assim foi. Afinal, Seiya também tem suas fraquezas (e apanha muito) e sempre supera as barreiras com muito custo.


Yumi no palco em sua performance angelical

A carreira de Yumi é cheia de premiações no mundo dos desenhos japoneses e também da música popular japonesa. Foi jurada da competição anual Animax Anison Grand Prix ao lado de outros dois grandes monstros sagrados de animesong, Ichiro Mizuki (atualmente canta o tema de abertura de Ultraman Orb) e Mitsuko Horie.

Yumi se apresentou pela primeira vez no Brasil em 2006. Em seus primeiros shows fora do Japão, se apresentou em palcos da Espanha, Argentina, etc.  Nos últimos anos, fez shows em outros países, sendo um dos mais recentes o evento Anison USA 2016, em Los Angeles em fevereiro passado. Lá ela dividiu o palco com a cantora Halko Momoi (série tokusatsu Akibaranger) e Nozomi (ex-Little-non).

Agora é a vez de Yumi voltar ao Brasil. No próximo sábado, 16 de julho, ela se apresenta palco do Anime Friends, em São Paulo. A atenção deve ser especial, pois o show será comemorativo aos 30 anos de Cavaleiros. Junto com ela estarão Nobuo Yamada e o quarteto do Cavaleiros In Concert (Ricardo Cruz, Larissa Tassi, Edu Falaschi e Rodrigo Rossi). É esperado um dueto de "Chikyuugi" entre a cantora original e a intérprete brasileira aconteça. E aqui em Fortaleza no dia seguinte, em 17 de julho, no palco do Sana. O evento cearense também vai celebrar as três décadas do anime junto com Nobuo e Ricardo. É provável que haja alguma homenagem ao cantor Koji Wada, falecido em abril deste ano, que também cantou ao lado dos três na oitava e mítica edição do Sana.


Duas gotas de ternura na Terra da Luz


Yumi numa foto tirada em Fortaleza, em janeiro de 2011

Lembro muito bem do sábado daquele show de oito anos atrás. Infelizmente não pude ir na sexta-feira, por motivos de trabalho. Foi nesse dia em que Yumi e Nobuo deram autógrafos. Perdi essa oportunidade. No dia 12 de julho de 2008, consegui um autógrafos e fotos do saudoso Koji Wada (chamado carinhosamente pelo público como "FeijoAda" e "KeijoAda) e Ricardo Cruz.

Á noite, fui direto para o antigo anexo do Centro de Convenções (mesmo local onde Akira Kushida e Takayuki Miyauchi cantaram no ano anterior) para assistir ao show de Nobuo e Yumi. Quem abriu o show foi o roqueiro com "Pegasus Fantasy". Gosto muito das músicas do Nobuo, mas a estrela maior do show (pelo menos pra mim) foi Yumi. Lembro dela vestir um quimono na primeira apresentação. Começou cantando o tema principal de Nadesico e no decorrer do show cantou temas de Cavaleiros e de outros animes dos quais já trabalhou.

Lembro bem que quando ela cantou "Chikyuugi" o povo foi ao delírio. Quem estava longe ao fundo correu para a frente. Me encantei mesmo com "Dearest" que já era minha favorita. De vez em quando soltava um "cantem comigo".

No dia seguinte, uma multidão parou pra ver o show dos quatro cantores convidados. A fila era imensa (veja aqui). Atravessou multidões. A expectativa era que seria um grande show. E foi mesmo. Todos os quatro se apresentaram com uma banda (nos dois dias anteriores as músicas foram tocadas em playback). Sobre a Yumi, a grande surpresa foi quando ela cantou "Chikyuugi" acústico e em português. E digo pra vocês que ela superou o Kushida (que cantou "É Isso Aí", de Ana Carolina e Seu Jorge no Sana 7). Não foi um português perfeito, mas deu pra notar o seu esforço. Aquele dia 13 de julho de 2008 foi perfeito. Pra terminar, o "quarteto" cantou Pegasus Fantasy, coisa que ficou marcada por vários shows futuramente.


Yumi voltou em 29 e 30 de janeiro de 2011. Foram dois anos e meio de espera para a volta da minha querida ternurinha. Antes do Sana Fest daquele ano, resolvi fazer um presente para ela. Confesso que sou um péssimo desenhista e pedi ajuda à minha irmã (que só aprecia o seu trabalho) para fazer um desenho para ela. Então o tal presente acabou sendo nosso. Da minha parte eu escrevi uma mensagem em inglês. 

Os dois shows foram marcantes. No sábado, levei uma edição do caderno Zoeira, do jornal Diário do Nordeste onde Yumi aparecia na capa. Em alguns momentos do show eu levantei a mesma capa. Mas no meio daquela multidão, ela consegui me avistar e acenou para mim e ainda fiz um "thumbs up". E Yumi respondeu com o mesmo sinal. Aquilo foi importante e não esqueço jamais disso. Foi rápido, porém guardo aquele momento com carinho e felicidade.

No domingo eu estive na fila dos autógrafos. Estava nervoso, pois iria ver de perto a musa inspiradora, a princesa que encantou este humilde plebeu. Finalmente eu a vi e entreguei o presente para Yumi. Ela gostou muito e assim tirei uma foto com ela (relatei o momento aqui no blog). Semanas depois Yumi postou em seu blog pessoal o presente que a dei.

Voltando sobre aquele domingo, fiz questão de estar na frente. Ao cair daquela tarde, já não me importava mais o resto do evento. Eu queria mesmo era ouvir de perto aquela doce voz angelical que sempre me conquistou. Por isso, umas quatro e meia eu já tava na fila. E assisti aquele último show como se não houvesse amanhã.

Após o show, bateu aquele sentimento de saudades. Cenas de Yumi no Sana 8 e naquele Sana Fest passaram na minha mente como um filme. No dias seguintes os sentimentos que passavam por mim eram de felicidade e também de saudade. Pode ser loucura o que eu vou dizer, mas o sentimento de saudade que eu sentia era parecido com aquele sentimento de quem estava se despedindo de um grande amor.

Yumi tem 20 anos de carreira e ainda inspira ter o frescor de 20 anos de idade. Não apenas fisicamente, mas de longe é possível perceber que sua alma também é jovem. Dona de um belo sorriso e de uma voz que acalma até uma fera. Yumi é assim. Só sabe descrever tais sentimentos quem a admira como fã e quem um dia realmente já se apaixonou. Ah! Quem me dera um dia ser o seu príncipe e tomar sua mão... Quem sabe então um outro eu de algum universo paralelo tenha tido essa bendita sorte.