quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O novo Super Campeões deveria ser uma história original

De tempos em tempos Oliver Tsubasa (Tsubasa Ozora) recomeça sua jornada para se tornar um jogador profissional. E isso irá acontecer mais uma vez a partir de abril de 2018 com o novo Super Campeões -- ou melhor, Captain Tsubasa. Será a quarta série animada da franquia para a TV japonesa. Desta vez com produção da David Production (mesmo estúdio de JoJo no Kimiyo na Bouken) e será exibida na TV Tokyo. Provavelmente será na faixa matinal de sábado ou de domingo. Curiosamente esta foi a mesma emissora que exibiu a versão original.

A primeira versão foi exibida entre 1983 e 1986, com produção da extinta Tsuchida Production e que tinha uma pegada infantil e trilha sonora eletrizante. Em 1994 surge Captain Tsubasa J pelo Studio Comet. Esta foi a versão exibida pela extinta Manchete entre 1997 e 1998. Em 2001 o Group TAC lança a série Captain Tsubasa: Road to 2002. Exibida por aqui via Cartoon Network e RedeTV!.

Para esta década que está quase no fim, Tsubasa ganha um novo começo. Nenhuma grande novidade à vista, a não ser pela atualização de animação e efeitos que irão ajudar a recontar a saga do craque japonês para o público infanto-juvenil de hoje. Há também indícios de que Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Manuel Neuer poderão dar as caras. Não deixa de ser oportuno para o ano de Copa do Mundo. Recentemente saiu um game da série para celular e isso seria pouco para dar sobrevida à franquia.

Isso não seria ruim, entenda. Super Campeões é sempre bem vindo e gosto da série. Mas seria legal ver uma continuação, nem que fosse uma história desvinculada do mangá de Yoichi Takahashi. Algo original, como será Megalobox, continuação de Ashita no Joe que está programado para o mesmo mês.

Em todo caso, só nos resta gritar: Fight Tsubasa!!!

Assista o trailer do novo Captain Tsubasa:


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mente quem diz que o Ultraman é velho. Bin Furuya comprovou exatamente isso na CCXP

O encontro épico de Bin Furuya, Austin St, John e Kenji Ohba (Foto: Divulgação/4 Fun Fest)

Tem uma música do veterano grupo musical MPB4 que diz no refrão "mente quem diz que a Lua é velha". Essa foi minha inspiração no título acima pra desmistificar algo que ouvi falar há algum tempo e que talvez você também tenha se deparado. Algo como Ultraman é "velho", que é "ultrapassado" e que "ninguém gosta mais da série". Pura desinformação. Um absurdo sem cabimento. Ultraman é a alma e a essência do tokusatsu. Talvez alguém que se declara fã do estilo diga que não gosta da franquia. Ele pode pensar que não gosta, mas com certeza já curtiu elementos bem presentes em produções oitentistas e que continuam até os dias de hoje, certo? É só ver Jaspion e Power Rangers, por exemplo, que dá pra encontrar fácil fácil.

É estranho ouvir falar que gosta de tokusatsu e não curte a Família Ultra. Seria o mesmo que alguém falar que gosta de HQ e não curte um Superman, um Batman ou um Homem-Aranha. Contraditório, não? Pois bem. Mas a questão aqui não é exatamente sobre gosto pessoal de cada um e sim tentar mostrar mais uma vez (sem querer, mas já mostrando) que Ultraman continua muito bem atrelado ao gênero e continua atravessando gerações. E uma má notícia pra você que de repente torce o nariz para o gigante: ele vai continuar assim nas próximas décadas.

Eu não pude ir para a CCXP, mas acompanhei alguma coisa ou outra por fotos de amigos, vídeos de canais do YouTube e até envios de leitores. Lá na fan page do blog no Facebook há alguns registros bem bacanas. Quem esteve lá pode expressar melhor como foi a experiência, mas quem acompanhou de longe pôde notar de alguma maneira que o evento foi épico. Mais precisamente sobre atores de tokusatsu, lá estavam Austin St. John (o Jason de Power Rangers), Kenji Ohba (o nosso eterno Gavan) e Bin Furuya (dublê do primeiro Ultraman e intérprete de Amagi em Ultra Seven). Queria ter visto e conversado com os três se eu pudesse estar lá em SP e quem sabe entrevistá-los.

Power Rangers conquistou uma geração que acompanha a franquia nipo-americana há quase 25 anos. Já Gavan tem um público fiel que acompanhou a trajetória dos Metal Heroes nos anos 80 e 90. E com Ultraman não é muito diferente. Pelo que deu pra perceber, Bin Furuya representou o nome do herói mais importante da história do tokusatsu e provou que não existe idade pra curtir um bom clássico -- que continua bastante presente. Antigos e novos fãs aproveitaram a oportunidade pra conversar com o veterano ator/suit actor, pegar um autógrafo e bater aquela foto imitando a pose de disparo do Specium Ray. Marca que Furuya carrega por onde vai, sempre com boa simpatia. Isso é o bastante para derrubar mitos citados na introdução deste artigo. Fora tantos outros exemplos que poderia mencionar. O gigante prateado consegue sim cativar várias idades do nosso nicho.

Como disse duas semanas atrás neste post, Ultraman é rentável, mas ainda precisa ser melhor difundido. É como descobrir Star Wars que também é uma franquia antiga, atual e é riquíssima em mitologia e bastidores. Porém não é tarde para explorar essa "mina de ouro". Esta edição da CCXP serve de referência para tantos outros grandes eventos de cultura pop no Brasil e é uma prova da força que Ultraman tem na esfera da cultura pop japonesa. Por isso não dá pra deixá-lo de fora ou ofuscado na hora de divulgar o tokusatsu.

E imagino o quão especial deve ter sido conhecer três lendas vivas do tokusatsu e sem distinção de idade ou geração.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Na reta final, Ultraman Geed muda o rumo de maneira totalmente inesperada

Kei após mais uma dura batalha (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Esse foi de longe um dos melhores episódios da série. Estamos a duas semanas do final de Ultraman Geed e a cada episódio a produção da Tsuburaya vem deixando o espectador na ponta do sofá (ou da cadeira se você assiste pelo computador). O episódio deste sábado (9) foi marcado pela luta decisiva entre Riku/Geed e Kei/Belial. Seria só isso se não fosse por uma surpresa que ficou guardada para este momento que antecede os dois últimos episódios.

Quem acompanha o blog sabe que comentários eventuais de episódios da semana podem conter spoilers. Como se trata de algo surpreendente, não leia as linhas abaixo caso não tenha visto nada ainda.














A luta foi marcante, porém não tinha muito do clima de desfecho. Parecia mais um acerto de contas antes dos momentos decisivos. Mas o que chamou atenção mesmo foi a inesperada aparição de Arie Ishikari, que aparece viva, com poderes especiais e retira o poder de Belial do corpo de Kei. Tem mais: ela revela que é a mãe de Riku Asakura.

A participação de Arie foi curta, pois ela desmaiou logo após o ato. Foi pequena, porém o bastante para mudar os rumos da série. Possivelmente veremos no próximo episódio uma explicação sobre o passado de Arie e qual sua relação com Belial. Há um ponto que deixa subtendido uma razão para Arie querer ir para Okinawa ao lado de Kei. Esta relevação leva o espectador a crer que algo muito importante aconteceu na cidade (onde Jaspion atua como instrutor de mergulho... Hahaha!) e que o local seja a terra-natal de Riku. Nada confirmado até o momento. Então temos que esperar pra ver o que acontece. Se você acompanha as notícias, deve saber então que Okinawa será palco do filme de Ultraman Geed em março de 2018 nos cinemas japoneses.

Escrevi dois posts nesta coluna sobre a curta aparição de Arie em Ultraman Geed e, até onde ela foi dada como morta, disse que ela tinha potencial para formar uma insana parceria com Kei/Belial e que ela poderia ser melhor explorada na trama. Seu retorno foi significativo e dá mais sentido ainda à sua participação. Ficou acima do esperado.


Arie em seu retorno triunfal... e revelador (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Em Ultraman Geed, Arie Ishikari foi um mero joguete nas mãos de Kei

Arie em seus últimos momentos ao lado de Kei (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Semanas atrás comentei sobre a parceria entre Kei Fukuide/Belial e Arie Ishikari. Ela que foi uma escritora que teve a improvável decisão de se aliar ao vilão, mesmo tendo ideia dos riscos que ela poderia sofrer. Foi uma coisa louca, mas que tinha tudo pra ser explorado em Ultraman Geed. Seria ideal se ela vingasse até o penúltimo episódio, pelo menos.

Ela foi uma escritora como disse acima. Você não leu errado. Ela foi vítima de seu próprio parceiro. Alguém em que ela jamais deveria ter compactuado. Sim, ela poderia ser vitimada a qualquer momento, como aconteceu no episódio deste sábado (2). Mas Arie poderia ter ficado mais algum tempinho e continuar ajudando Kei de alguma forma ou de outra. A escritora serviu apenas de cobaia para atrair Riku/Geed e Leito/Zero numa cilada para capturar duas cápsulas importantes.

O destino de Arie foi cruel e inesperado -- pelo menos neste exato ponto da série. Ela poderia ficar em mais dois episódios e, digamos, servir por mais tempo ao mal. Por outro lado, como todo "bom" vilão, Kei apenas aproveitou a ambição da moça para conquistar seu objetivo e descartá-la em seguida. Cena forte para os padrões atuais de programação infantil na TV japonesa e o bastante para odiá-lo.

Infelizmente Arie foi apenas um joguete nas mãos de Belial e não deu tempo para ela ter mais desenvolvimento na trama. Que pena.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Mangá ULTRAMAN é digníssimo de animação

O anúncio oficial do animê (Foto: Reprodução/Heros-ULTRAMAN)

A maravilhosa obra da dupla Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi foi uma das gratas surpresas que tivemos nos últimos tempos. O décimo primeiro volume da publicação vai sair agora no dia 5 de dezembro, lá no Japão. Enquanto isso, os volumes 9 e 10 devem ser publicados no começo do próximo ano (se nada dar errado) pela Editora JBC.

Um contador regressivo de horas apareceu no site oficial do mangá no início da semana e nos preparava para uma divulgação que envolve o mangá ULTRAMAN (a estilização oficial é assim mesmo, tudo maiúsculo). A mesma aconteceu no começo da madrugada desta sexta-feira (1) no Japão (tarde desta quinta-feira [30] no Brasil) e revelou uma adaptação da obra em animê. Com previsão para 2019.

O mangá está em publicação desde 2011 pela editora japonesa Shogakukan e de lá pra cá sempre saem dois volumes por ano na terra dos monstros gigantes. A trama se passa décadas depois do final da série clássica Ultraman. Desconsiderando eventos de Ultra Seven, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace e outras séries e filmes da cronologia de M-78. Ou seja, Ultraman foi o único herói que lutou na Terra nesta linha alternativa. Hayata está idoso e tem um filho adolescente, Shinjiro, que tenta levar uma vida pacata como os garotos de sua idade. Porém ele carrega uma força sobre-humana conhecida como Fator Ultra, provável de Hayata devido ao período em que esteve em simbiose com o gigante prateado.

Personagens como Dan Moroboshi (Seven) e Seiji Hokuto (Ace) estão presentes nesta releitura e com personalidades fortes, se compararmos as suas contrapartes originais. O segundo Ultraman é representado pelo humano chamado Jack, que possui o Ultra Bracelete. Isso sem mencionar as constantes referências e homenagens às séries clássicas, aparições de alguns personagens da Patrulha Científica, e muitas surpresas.

O mangá poderia ganhar uma versão tokusatsu? Sim, quem sabe um dia. Mas não acho que seja o momento. Sempre esperei por uma versão animê do que em live action. O ritmo da história tem todas as características para uma animação da faixa da madrugada e as batalhas são de deixar o leitor (futuro espectador) na ponta do sofá/roendo as unhas. Até aqui tudo fica na imaginação de como poderá acontecer e torcermos pra que a adaptação seja o mais fiel possível. Uma temporada de dois cours (termo francês que significa "curso" e que representa um período de três meses cada na TV japonesa) seria o ideal para contar essa história semanalmente. Vamos esperar um pouco mais de um ano para ver o resultado. A ansiedade é grande para quem é fã dos Ultras e acompanha o mangá. Pretendo recomeçar a ler em breve para entrar no clima e comemorar essa grande novidade.

Ah, torço pra que a atriz/dubladora/cantora Maaya Uchida (a Hiroyo Hakase do tokusatsu Akibaranger) participe do animê. Ela interpretou a idol Rena Sayama numa Motion Comic do mangá apresentado no canal oficial da Tsuburaya no YouTube e poderia reprisar a personagem na TV. Se não for sonhar demais, ela poderia cantar ao menos algum tema de abertura.

Se você ficou curioso e está no aguardo do lançamento do animê ULTRAMAN, não fique só na vontade. O mangá está em publicação pela Editora JBC, vale cada centavo e é mais uma ferramenta que diverte, instiga a nova geração a conhecer a mitologia Ultra e emociona fãs veteranos. Item obrigatório para os fãs de tokusatsu.

PS: Recomendo dois artigos escritos pelos mestres Alexandre Nagado e Usys222 sobre o mangá em seus respectivos blogs Sushi POP e Casa do Boneco Mecânico - Anexo -. Nesta sexta o grande Danilo Modolo vai apresentar no canal TokuDoc a primeira parte de sua review sobre a obra.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

TimerMan - O Guerreiro do Tempo

Nasce um novo herói brasileiro (Foto: Divulgação)

Quando se fala em tokusatsu, logo vem à mente produções como Jaspion, Changeman, Ultraman, Kamen Rider, Godzilla, Gamera, Power Rangers e tantos outros. Tokusatsu, abreviação de "tokushuu kouka satsuei" (algo como "filmagem de efeitos especiais"), é um gênero que utiliza maquetes, pirotecnia, entre outros recursos de produção para contar uma história. Originalmente estrelados por monstros e robôs gigantes, o gênero, que começou em 1954 com a estreia de Godzilla no cinema japonês, evoluiu de lá pra cá. Desde destaques para heróis de tamanho humano até mesmo a evolução desses efeitos.

Assim como, por exemplo, o samba é um estilo musical genuinamente brasileiro em qualquer parte do mundo, o mesmo vale para o tokusatsu. Qualquer país pode produzir o seu próprio conteúdo neste estilo, mesmo que seja uma adaptação estrangeira. Aqui mesmo no Brasil tivemos o famoso Insector Sun (em 2000) e o Cruzer (em 2015). Este último foi um personagem exclusivo do clipe da música "On The Rocks", do cantor Ricardo Cruz, integrante da banda JAM Project.

Close para o guerreiro do tempo
O ano 2018 já tem um novo super-herói e ele irá defender a paz e a justiça -- no Brasil. TimerMan é um novo projeto de tokusatsu nacional que tem tudo para se destacar entre o público. A produção independente se passa em um futuro distante da cidade maravilhosa: Rio de Janeiro. A Terra é o alvo dos Nômades. Grupo formado pelos seres espaciais Rei Madu e seu filho, o príncipe Madam. A humanidade conta com armamentos de alta tecnologia. Prestes a serem derrotados, os Nômades conseguem roubar uma tecnologia experimental criada em nosso planeta para viajar no tempo. Essa tecnologia permite enviar material inorgânico apenas para o passado. Assim, os Nômades ganham vantagem na tentativa de conquistar os terráqueos, além de ser ideal, uma vez que a fisiologia deles é diferente dos humanos.

Ao descobrirem os planos dos vilões, os humanos do futuro correm contra o tempo para enviar aos nossos dias atuais uma androide, cuja a missão é encontrar uma pessoa que seja compatível a um poderoso traje de combate - denominado pela sigla T.I.M.E.R.MAN - para lutar contra o diabólico Madam.

A inspiração do projeto TimerMan nasceu em 2014 através da parceria do trio Fabiano Ferreira, Francisco Mauriz e Jeferson Martins. Além de roteirizar e cuidar do figurino, das armaduras e dos efeitos especiais, Fabiano é quem interpreta o herói-título. Com ele está Francisco que é encarregado da produção e ilustração dos personagens.

"Conforme o planejamento para execução do projeto avançava novos membros, de diferentes regiões do Brasil, se aliaram na intenção de trazer o personagem à vida. São eles, Rafael Alencar (roteiro), Marister Cortez (atriz), Felipe Gotelip (ator), Tuta Vasconcelos (compositor), Fagner Alves (modelador 3D)". Conta o ilustrador e produtor Francisco Mauriz.

Atualmente está em produção um curta que deve ter duração de 5 ou 10 minutos, servindo como episódio-piloto para divulgação e mostrando a primeira batalha entre TimerMan e Madam. Filmado no Rio de Janeiro, o curta será o pontapé inicial para a campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para a produções do longa-metragem do herói, que tem lançamento previsto para 2018.

TimerMan se apresentou pela primeira vez no evento carioca AnimeStar, ainda este ano. "ficamos bem satisfeitos, pois seu visual agradou ao público, Fabiano Ferreira (Timerman), Felipe Gotelip (Madam) e Marister Cortez (Andróide Iane) subiram no palco e falaram sobre o projeto para os presentes". Relata Francisco com bastante entusiasmo.

As primeiras cenas de TimerMan estão em produção

No dia 23 de novembro, o primeiro teaser de TimerMan foi lançado em parceria do canal TokuDoc (tocado pelo meu amigo Danilo Modolo) através da fan page no Facebook. O projeto TimerMan pode ser acompanhado no canal oficial no YouTube e na página oficial no Facebook. Seguindo a evolução do tokusatsu, TimerMan embala o público com um projeto promissor e a missão de representar os heróis do gênero.

Veja a seguir o primeiro teaser de TimerMan, seguido do vídeo de apresentação no evento AnimeStar:


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Bin Furuya no Brasil: A sorte de Ultraman está mudando nos eventos locais de cultura pop?

Bin Furuya fazendo a famosa pose de batalha do Ultraman
Em 2016 escrevi esse texto onde eu dizia que os eventos brasileiros de cultura pop deveriam ter mais Ultraman e evitar pedestais criados pelo saudosismo da geração Manchete. Falei um pouco da dificuldade de levar esse tema adiante, em meio a falta de interesse e subestimação. A Comic Con Experience anunciou nesta sexta (24) que Bin Furuya, o dublê do Ultraman original, estará na próxima edição que acontece agora em dezembro. Ele também foi o oficial Amagi em Ultra Seven.

Quando escrevi o artigo eu pensava que a possibilidade de algum ator das séries Ultra vir ao Brasil seria zero. Confesso que não tinha a menor esperança. Na ocasião eu tinha acabado de apresentar uma palestra sobre os 50 anos de Ultraman aqui mesmo na capital alencarina. Foi legal, porém não foi nada fácil tocar a temática para um público que só tem (ou tinha) apenas a Manchete e a Toei Company como únicas e exclusivas referências ao gênero tokusatsu. A responsabilidade foi pesadíssima para e mim e meu fiel escudeiro de eventos, pois contamos com poucas pessoas que realmente acreditaram e só mesmo quem esteve no palco sabe quais foram as provações que enfrentamos (desde o planejamento até o momento de apresentação). No fim das contas não fiquei totalmente satisfeito. O número de espectadores foi razoável (já esperava por isso). Atualmente estou desligado dessas atividades.

Olhando para o lado positivo, a vinda de Bin Furuya ao Brasil deverá ser um marco. Ele já participou de vários eventos, principalmente nos EUA. Numa dessas viagens, no ano passado, Furuya esteve ao lado de Hiroko Sakurai (a Akiko de Ultraman) e Akira Takarada (o eterno astro de Godzilla). Foi um sucesso e teve gente de todas as gerações estavam lá pedindo autógrafo, tirando fotos e conversando com eles. Um sonho ainda distante para mim que não moro nos "States" nem em São Paulo.

Tenho certeza de que lá na "terra da garoa" o momento será um sucesso. Lá tem muitos fãs de Ultraman e existia o evento Ultracon (nunca vi algo parecido aqui no Nordeste). Pelo que pude acompanhar por informações na internet, a CCXP sabe como difundir cada tema trabalhado. Não que os outros eventos não saibam, entenda bem. É que infelizmente a grande maioria dos eventos de cultura pop no Brasil não aproveitam bem a marca Ultraman ou simplesmente ignoram a história do tokusatsu. Acaba sobrando para Jaspion e cia que estão mais saturados a cada ano. Nada contra divulgá-los, ok? Só acho que deveria haver um equilíbrio de divulgação dos gêneros das franquias.

Os que subestimam a Família Ultra que me perdoem, mas mal sabem eles do potencial que a franquia da Tsuburaya tem. Eu poderia aqui escrever um post inteiro explicando a importância de Ultraman, Godzilla, Kamen Rider, mas de nada adianta se pouca gente envolvida compra ideia, valoriza a história do tokusatsu e procurar se atualizar. Inovar conteúdo (nem que seja com uma coisa "velha" e que quase ninguém viu). A presença de Bin Furuya no Brasil, pela CCXP, será um belo exemplo pra essa turma, além de ser uma grande oportunidade para outros eventos começarem a enxergar o Ultraman com outros olhos, como sempre deveria ser.

Ao lado de Kenji "Gavan" Ohba, outro veterano do tokusatsu, Furuya deve conquistar o público paulistano com sua simpatia e servir de referência para outros eventos no Brasil. Mas para que isso aconteça, os organizadores dos respectivos eventos locais (alguns são meus amigos e tenho apreço por cada um) devem compreender o valor da franquia Ultra para o gênero tokusatsu e passar a difundir mais e mais a relevância em suas programações. A franquia Ultra é a que mais teve materiais oficiais de tokusatsu lançados em nosso país nos últimos dez anos, ao lado de Power Rangers. Além de ser o ano do cinquentenário de Ultra Seven, 2017 foi marcado pelo lançamento de Ultraman Geed, mais uma série transmitida oficialmente pelo canal de streaming Crunchyroll. Tivemos o lançamento do primeiro livro dedicado ao Ultraman, escrito por meu amigo Danilo Modolo, do canal TokuDoc. O ano fechará com chave de ouro com a inesperada visita de um ator/dublê da série original.

Ultraman é rentável no Brasil? Sim. Só precisa ser mais difundo nos demais eventos brasileiros e ser melhor aproveitado. Venhamos e convenhamos: já está mais do que na hora de divulgar o tokusatsu como valor cultural ao invés de puramente agradar saudosistas. Felizmente existem eventos que fazem caminho contrário das mesmices, porém são poucos.

A CCXP está de parabéns pela iniciativa. Isso pode mudar os rumos dos Ultras nos eventos no Brasil e servi-los de inspiração. Em todo caso, as coisas estão mudando aos poucos nos últimos tempos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Já vai tarde. Ribrianne foi eliminada do Torneio em Dragon Ball Super (e não fará absolutamente falta nenhuma)

O último episódio de Ribrianne e seu famigerado "poder do amor" (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Os últimos episódios de Dragon Ball Super foram bem interessantes. De longe o confronto de Goku contra Jiren e o cansativo embate do herói contra Kefla (não confunda com a Youtuber Kéfera, ok?) ficam consagrados na história da franquia e serão lembrados como clássicos. Vale destacar o despertar do Instinto Superior de Goku nas duas ocasiões. Aqui acolá acontecem umas enrolações no Torneio. Uma dessas atende pelo nome Ribrianne. Ela simplesmente é a personagem mais chata que já apareceu neste arco.

É sério. Ninguém aguentava mais esse papo de "poder do amor" pra lá e "poder do amor" pra cá. O negócio era forçado à beça e não convenceu ninguém, por mais que houvesse esforço da guerreira pra isso. Bom, quem fez o favor de despachá-la foi a Nº 18, que (de certa forma) foi confrontada pelo fato da androide ser casada com Kuririn, aparentemente fora dos padrões, segundo a "especialista" Ribrianne. No mais, não foi lá uma luta fácil, embora ela tenha ficado gigante nos seus últimos minutos na arena, serviu para alegrar aos espectadores que já estavam de saco cheio dela.

E um outro detalhe que talvez não fizesse tanta diferença. Ribrianne poderia aparecer mais vezes (assim como na foto abaixo) sem se transformar. Aliás, nem precisava disso. Era só manter algum poder, ter menos exageros e... ficar com sua verdadeira forma. Sua aparência tipo "bonequinha" é bem mais atraente e não causaria tanta rejeição. Deixando bem claro aqui que não é a aparência da Ribrianne que está em questão e sim sua performance forçada e suas frases de efeitos repetidas à exaustão.

Se você estava que nem este blogueiro, torcendo pra eliminação de Ribrianne, abra um champanhe e vamos brindar.


Bem que a guerreira poderia ter aparecido assim mais vezes, né? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Temos mesmo que boicotar Samurai X pelo crime de Nobuhiro Watsuki?

Kenshin Himura, o herói principal do clássico Samurai X

Você deve estar acompanhando sobre o caso do mangaká. Ele foi pego com materiais de pornografia infantil, foi preso nesta terça (21), confessou que gosta de meninas de 6 e 15 anos de idade, e obviamente sua carreira está em jogo. Muita gente anda comentando na internet dizendo que isso não vai dar em nada, visto casos com a de Mitsutoshi Shimabukuro, outro mangaká que foi preso há 15 anos por prostituição infantil e que retomou com o lanamento de Toriko. Só que atualmente existe uma lei que pune quem comete esse tipo de crime. Detalhe ignorado por muitos fãs. Comentei sobre isso no neste post.

Muita decepção e revolta do público podem ser vistas nas redes sociais. Também há algumas bobagens ditas. Uma delas é com a revolta contra a série de mangá/anime Samurai X. A obra mais famosa de Nobuhiro Watsuki e que marcou uma geração entre os final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Vamos por partes: Samurai X é uma ótima série, é ambientada  na era Meiji, tem um ótima trama e outros elementos que cativaram o público. Querendo ou não, a violência faz parte do contexto. Se não me falha a memória, não tinha apelo sexual como se vê em alguns animês hoje em dia. No mais, é um clássico venerável. Já o crime de Watsuki, é uma outra coisa e não tem absolutamente nada a ver com Samurai X e demais obras assinadas por ele.

Boicotar, deixar de gostar de suas histórias e ir na onda "Maria-vai-com-as-outras" não vai consertar o problema e é o mesmo que cuspir no prato que comeu. O negócio é separar a criação de seu criador e não cair em qualquer generalismo. Independente do crime de Watsuki, a saga de Kenshin Himura sempre fará parte da história da animação japonesa e, apesar do ocorrido, não temos que transformar boas lembranças num trauma infundado.

O que está em questão é a má conduta de Watsuki e não o seu trabalho.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Escândalo de Nobuhiro Watsuki é uma mancha nos tempos modernos da cultura pop japonesa

Samurai X, a obra mais famosa de Watsuki

Os fãs de anime e mangá amanheceram com uma bomba sobre o mangaká Nobuhiro Watsuki, autor de Samurai X, que foi detido pela polícia japonesa por porte de materiais de pornografia infantil. Em seu escritório foram encontrados vários DVDs com meninas de 10 anos. Segundo informações, Watsuki teria confessado que "gostava de meninas de 6 a 15 anos".

Este não é o primeiro caso e nem deve ser o último entre artistas ligados à cultura pop japonesa. Em 2002, o mangaká Mitsutoshi Shimabukuro foi preso por violação das leis locais de prostituição infantil. Na época ele pagou 80 mil ienes a uma jovem de 16 anos para fazer sexo. Ele foi preso, o caso chocou o público e a Shonen Jump se viu obrigada a cancelar o mangá Seikimatsu Leader den Takeshi!, de sua autoria. Shimabukuro deu a volta por cima anos depois com Toriko, publicado pela mesma editora que cancelou sua obra anterior.

Só que os tempos são outros. As leis do Japão estão mais rígidas quanto a isso. Sem mencionar que desde julho de 2015 isso é crime, com pena de até um ano e multas de R$ 29 mil. No caso de Nobuhiro Watsuki, é difícil dizer se ele irá retomar com algum novo trabalho, com uma continuação de Samurai X ou algo do tipo daqui a alguns anos. Talvez isso aconteça ou talvez nunca. Pode ser que ele consiga consertar sua vida, recuperar a dignidade no futuro e ser bem recebido pelos fãs japoneses. A coisa pode ser diferente no resto do mundo, principalmente no ocidente onde o mangaká é conhecido, inclusive no Brasil onde já visitou. A ascensão das redes sociais fortaleceu indiferenças a certos casos. O que deve potencializar esta mancha na história da cultura pop japonesa.

Como o público japonês irá reagir? Só o tempo dirá.

PS: O mestre Alexandre Nagado comentou em seu blog Sushi POP sobre o assunto com pontos mais aprofundados.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Yu Yu Hakusho ganha box comemorativo com trilha sonora do animê


A obra de Toshihiro Togashi completou 25 anos em outubro. Em ritmo de nostalgia, a gravadora Pony Conyon anunciou na noite desta quarta (15) a coleção Yu Yu Hakusho 25th Anniversary Single Record Box. O pacote, que está programado para lançamento japonês em 21 de fevereiro de 2018, irá reunir as principais músicas do animê produzido pelo Studio Pierrot.

A edição regular vai custar 11.340 ienes (ou R$ 330). A caixa (esta da imagem acima) conterá 14 músicas divididas em 7 discos. Já a edição limitada estará disponível no site da gravadora por 12.960 ienes (R$ 380). Esta terá as mesmas canções, porém com adição de duas canções em dueto. Uma entre Yusuke e Keiko e outra entre Kurama e Hiei.

Veja a lista de músicas:
  • Disco 1: "Hohoemi no Bakudan" / "Homework ga Owaranai" por Matsuko Mawatari
  • Disco 2: "Unbalance na Kiss wo Shite / "Taiyo ga Mata Kagayaku Toki" por Hiro Takahashi
  • Disco 3: "Sayonara byebye" / "Dyadream Generation" por Matsuko Mawatari
  • Disco 4: "FIRE!" / "Kokoro wo Tsunaide" por Nozomu Sasaki como Yusuke Urameshi
  • Disco 5: "Otoko no Jyunjo" / "DACHI" por Shigeru Chiba como Kazuma Kuwabara
  • Disco 6: "Kurayami ni Akai Bara ~Romantic Soldier~" / "Koori no Knife wo Daite" por Megumi Ogata como Kurama
  • Disco 7: "Tasogare ni Se wo Mukete" / "Kuchibue ga Kikoeru" por Nobuyuki Hiyama como Hiei
  • Disc0 8: "WILD WIND" por Kurama e Hiei / "Omoide wo Tsubasa ni Shite" Yusuke e Keiko Yukimura (Yuri Amano)

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Década perdida! O destino infeliz de Kamen Rider Kuuga no Brasil

O primeiro Rider da era Heisei

Se você acompanhava as notícias sobre séries japonesas que estavam no páreo para serem veiculadas no Brasil entre 2002-2003, provavelmente você deve lembrar do possível lançamento de Kamen Rider Kuuga por aqui. Revistas e sites especializados publicaram sobre a volta da franquia dos motoqueiros mascarados na TV brasileira. Foi um título que causou expectativa para muitos de nós que ficamos órfãos de produções originais do estilo tokusatsu desde o repentino cancelamento de Ultraman Tiga na Record (todas as três exibições sem o final).

Lembro que em outubro de 2003, a primeira das três edições do extinto site Awika! (revista eletrônica mensal de tokusatsu na internet tocado por Ricardo Cruz e cia), destacou a estreia de Kamen Rider Kuuga que poderia acontecer em algum momento de 2004. Porém, sem emissora e dublagens definidas. Luiz Angelotti, que na época era representante da empresa de licenciamento Dá Licença, estava empolgado e certo de que poderia mesmo acontecer o lançamento oficial do primeiro Rider da então nova geração, assim como aconteceu com Os Cavaleiros do Zodíaco no Cartoon Network e na Band. Afinal, a marca ainda era forte na memória do público que assistiu Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX na extinta Rede Manchete. O Awika! também ressaltou a importância de Kamen Rider Kuuga, a história da franquia da Toei, e o potencial que Kuuga tinha para cativar/impactar o público. Infelizmente o licenciamento não vingou. Rumores foram surgindo quanto aos motivos do fracasso e no fim das contas perdemos uma chance de ter oficialmente mais um Rider legítimo da terra do sol nascente.

A primeira parte da entrevista com o sr. Luiz Angelotti lançada neste fim de semana pelo canal do JBox no YouTube esclareceu esse episódio. Algumas séries como Kamen Rider Kuuga, o animê Pretty Cure, entre outros foram vendidas para emissoras de TV aberta e simplesmente ficaram na gaveta. Obviamente que não foi culpa dos licenciadores, entenda. Eles fizeram suas partes. O problema mesmo era a falta de aproveitamento das próprias emissoras.

O terreno estava fértil no começo da década de 2000. Hoje o investimento em séries tokusatsu para a TV aberta é um tanto improvável devido ao esfriamento desse tipo de produto para o mercado brasileiro para este veículo. Hoje a salvação seria os serviços de streaming (focados em nichos específicos) e já falei várias vezes sobre isso aqui no blog. Só que hoje as coisas são diferentes. O "grande público" de séries tokusatsu demora para se renovar (justamente por esses problemas com Ultraman Tiga e Kamen Rider Kuuga), é exigente e boa parte é saudosista -- esses geralmente ficam presos no "museu" da Toei Company e da Rede Manchete. E não custa lembrar: Power Rangers não tem nada a ver com o problema. Quem tem culpa no cartório são as próprias emissoras de TV aberta. A essa altura do campeonato, não cabe a nós sabermos qual foi exatamente a emissora que  comprou a série tokusatsu. Tudo é questão de ética/sigilo e tentar especular não vai adiantar nada.

Se tudo desse certo, quem sabe Kamen Rider Kuuga poderia ser um sucesso e ter a dignidade da memória afetiva de muitos fã, não é? Mais do que isso. O herói-título poderia abrir a porteira para outras séries da franquia e despertar o interesse por tokusatsu para a geração dos anos 2000. Foi um fracasso antes de qualquer possibilidade de lançamento oficial. Esse problema gerou uma grande lacuna para o tokusatsu no Brasil e vários anos sem um lançamento de uma série inédita até 2009, quando estreou Ryukendo na RedeTV!. As coisas seriam diferentes se as emissoras tivessem boa vontade.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Paulo Celestino deu um show como Máscara da Morte no filme A Lenda do Santuário

Paulo nos estúdios da DuBrasil (Foto: Divulgação/CavZodiaco)

Perdemos mais um talento na dublagem. Paulo Celestino nos deixou na manhã desta terça-feira, dia 7 de novembro. Quem vivenciou os anos 90, provavelmente irá lembrar sua voz como o Babar adulto, do desenho As Aventuras de Babar. Exibido na programação infantil da TV Cultura. Nas séries tokusatsu foi o vilão Gatezone de Kamen Rider Black RX e fez um trabalho que lembra um pouco a atuação de Ricardo Petinne. O Taurus (Bilgenia) de Kamen Rider Black.

Foi em Cavaleiros do Zodíaco que Paulo deixou seu principal legado. Inicialmente como Ohko e como Jango, foi eternizado na lembrança dos fãs como o terrível Máscara da Morte de Câncer. Sua última atuação como o personagem foi em Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro, que será lançado direto-para-vídeo no Brasil em 2018, pela PlayArte.

Sua maior e melhor interpretação, sem dúvida alguma, foi no filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário. A atuação desta versão do Máscara da Morte dividiu opiniões na época do lançamento. Ainda assim, mesmo que aparentemente fugindo um da essência do vilão, se aproximou do Contador da Morte de Câncer, do mangá Next Dimension e de outras referências ligadas ao teatro grego. Paulo deu um show de interpretação que lembrou algo como musicais da Disney, por exemplo. Sempre que assisto ao filme, me divirto com a versatilidade que ali ele deixou. A cena não será vista da mesma forma após a morte de Paulo Celestino. Melhor dizendo, além de nos fazer rir (que é o meu caso) ou se irritar, haverá um pesar na minha lembrança.

Em homenagem ao mestre de ouro, deixo um vídeo deste momento que ficará marcado na história da carreira de Paulo Celestino:


terça-feira, 7 de novembro de 2017

A noite em que Pokémon contagiou gerações

Ash e Pikachu no mais novo filme da série Pokémon

Quem acompanha este blog sabe que costumo escrever resenhas de análises e primeiras impressões, incluindo lançamentos. Desta vez eu vou abrir uma exceção e fazer um pouco diferente. Sera mais do que isso. Algo mais pessoal. Nos dias 5 e 6 de novembro estava em cartaz Pokémon O Filme: Eu Escolho Você! pelas redes de cinema UCI, Cinépolis e Cinemark. Eu assisti na última exibição. Minha intenção era acompanhar a estreia, mas não deu certo. Confesso que pensei que o filme iria atrair mais adultos do que crianças. Isso porque Pokémon tem bastante fãs das antigas. Ledo engano meu.

Assim que foi sinalizada a fila para a sala 10 do UCI Iguatemi (Fortaleza), corri diretamente para lá. Modéstia à parte, fui o primeiro da fila. Estava esperando desde cedo. Tipo meia hora ou quarenta e cinco minutos antes. Me surpreendi com a quantidade de pessoas que foram assistir e também pela variação de idades. Seria normal isso acontecer com uma exibição de filme da Marvel, da DC ou mesmo de Star Wars. Ora, estamos falando de um animê infantil. E não há nada errado nisso. Tanto crianças como adultos podem sim assistir numa boa. Não existe essa de idade x e y (sem trocadilhos) para assistir um filme voltado para a família. É isso que Pokémon é desde sempre (mesmo que venham aí pseudo-pastores tentar "provar" o contrário com teorias fajutas e lendas urbanas furadas).

Não sou um fã assíduo de Pokémon. Acompanhei a estreia da série no Brasil via Rede Record na manhã do dia 10 de maio de 1999 (coincidentemente, a mesma data de extinção da Rede Manchete). Assistia as duas primeiras temporadas. A partir da terceira, perdi o interesse com o tempo, já que Digimon era minha paixão de adolescência junto com Dragon Ball Z, Samurai X, Patlabor, Yu-Gi-Oh!, Batalha dos Planetas, etc. Vi alguns episódios de temporadas recentes, mas essas nunca me prenderam. Sempre que podia, acompanhava as reprises da Indigo League.

Pokémon O Filme: Eu EScolho Você! não é qualquer filme aleatório da franquia. É o vigésimo da saga de Ash e Pikachu. Além de ser comemorativo aos 20 anos de Pokémon, o longa é o primeiro da série Sun and Moon. Estreou no Japão em 15 de julho deste ano. O Brasil e outros países tiveram exibição limitada nos cinemas. O que chamou atenção foi o simples fato do filme recontar o início de jornada de Ash para se tornar um mestre Pokémon. Há momentos que são impossíveis de não serem lembrados por quem assistiu a série clássica. Porém a maneira de contar é diferente, muitas vezes resumida e tentando passar alguma emoção parecida com o que vimos há (quase) 20 anos. Sem contar com o descompromisso de cronologia, passando por alguns momentos importantes e referências surgindo no meio do caminho.

Misty e Brock não existem. No lugar deles estão Sorrel e Verity. Novos amigos de Ash e também treinadores de Pokémon. Em meio a jornada, o foco esteve na procura de Ash pelo lendário Pokémon Ho-Oh. Aquele mesmo pássaro que apareceu no primeiro episódio. Por outro lado, a Equipe Rocket tentando aprontar e roubar monstros de bolso. Quem gosta do trio Jesse, James e Meowth deve ter se decepcionado por eles terem sido inúteis e terem chances desperdiçadas para tocar o terror quando podiam. Esse ponto negativo não atrapalha, já que o arrogante treinador Cross é, digamos, o vilão principal que também está em busca de Ho-Oh.

Como todos devem saber, a dublagem de Pokémon foi transferida para o Rio de Janeiro há algum tempo. O simpático dublador Charles Emanuel é quem está com a difícil tarefa de substituir Fábio Lucindo, que atualmente mora fora do país e não tem mais a mesma voz que tinha há 18 anos. A qualidade é mediana. Ponto para Sérgio Strern que conseguiu aproximar a sua voz com a de Armando Tiraboschi na interpretação do Meowth.

Foi legal ver uma platéia de todas as idades assistindo, rindo e vibrando com uma boa animação japonesa. Não é qualquer animê. É Pokémon sacudindo mais uma vez o brasileiro. Pude então experimentar uma porção do fenômeno em apenas 1h38 de filme. Tinha criança que manjava do assunto, comentava e fazia comparações com as temporadas anteriores. Entrei um pouco também na conversa e dei meus pitacos. Pra mim era como voltar aos velhos tempos de escola. Nos minutos finais tinha uma criança bem animada que até a frente pra ver o Pikachu de pertinho. É raro ver pessoas esperando até o fim dos créditos para sair da sala. Culpa do efeito do fenômeno Pokémon. Coisa que nem o Thor consegue fazer em cenas pós-créditos e duvido que a nossa querida Liga da Justiça repita tal proeza nas próximas semanas. As emoções foram encerradas com aplausos e ovações como eu nunca tinha ouvido há tempos numa exibição de animê em tela grande.

A última noite de Pokémon: Eu Escolho Você foi digna de estreia e glamour. Não ganhei um card de brinde, mas ganhei uma boa lembrança do momento em que um desenho japonês - ainda subestimado por muita gente que se acha adulto demais para ver esse tipo de programa - contagiou gerações. Independente do espectador ser um fã hardcore ou um curioso leigo. Se o novo filme resumiu principais momentos da série clássica, nós é quem tivemos flashes de uma fabulosa época que não volta mais. Pokémon é homenageado nesse 20º aniversário e quem ganhou presente foi o público.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Parceria entre Kei e escritora ambiciosa promete ser uma loucura em Ultraman Geed

Arie em sua primeira aparição (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Estamos quase na reta final de Ultraman Geed e muita coisa vem nos surpreendendo desde sua estreia em julho. Temos ótimos atores, excelentes atuações, personagens cativantes e uma trama muito bem trabalhada. É de longe a melhor série Ultra dos últimos cinco anos. Um dos atores que merecem destaque é Kunito Watanabe como Kei Fukuide. Antes da estreia, muita gente pensava que ele seria um segundo Jugglus Juggler, vilão de Ultraman Orb. O tempo provou em pouquíssimos episódios o potencial de um vilão mais sagaz, somado a uma excelente atuação.

Se você acompanha semanalmente Ultraman Geed na Crunchyroll, sabe que Belial foi derrotado no episódio 17 e isso atingiu Kei Fukuide que perdeu a memória e está foragido por matar seu editor e ainda por cima é perseguido por Dada (alienígena que apareceu pela primeira vez na série original do Ultraman). Em seu caminho surge a escritora Arie Isikari (Ryoko Kobayashi), que pretende lançar um livro e ser famosa. Investigando sobre Kei, ela decide escrever um conto baseado na morte do editor de Kei. Ao recobrar a memória, Kei se declara "herdeiro de Belial" e invoca seus monstros. Escondida, Arie viu Riku se transformar em Ultraman Geed e quase viu Leito se transformar em Ultraman Zero. Vendo Kei em ação, decide ajudá-lo.

Essa nova personagem é promissora e deve uma grata surpresa na série por ter um lado sutilmente louco. Sabe-se lá qual a intenção da garota em ajudar um sujeito maquiavélico como Kei - e que ainda por cima domina o poder das trevas. O normal seria a garota fugir ou coisa do tipo. Bem, ela resolveu ajudá-lo para obter um benefício próprio que certamente lhe custará muito caro por tal ambição. No mais, essa parceria tem tudo para ser uma coisa louca (no bom sentido, é claro) e dar aquela dor de cabeça para Riku e seus amigos. Imprevisibilidade chegando e isso é ótimo para a trama.


Kei no episódio desta sexta (3) (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Problemas técnicos e falta de popularidade acabaram com o canal de streaming Daisuki

One-Punch Man teve sua primeira exibição oficial no Brasil pela extinta plataforma

No ar desde 16 de maio de 2013, o canal de streaming Daisuki chegou ao seu final nesta terça (31). Com o propósito parecido da Crunchyroll em manter o foco em animações japonesas, o serviço não tinha o mesmo carisma que sua concorrente. Tentou emplacar, embora tivesse episódios semanais, temporários e gratuitos.

O Daisuki teve uma relativa fama no Brasil pelas exibições simultâneas dos animês Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de OuroOne Punch Man e até Dragon Ball Super. Além desses títulos, o extinto canal tinha em seu catálogo séries como Sword Art Online, Madoka Magica, Gundam, etc. Era uma opção a mais para quem procura esse tipo de material de forma legal/oficial.

Bater de frente contra um canal de streaming consolidado como a Crunchyroll é bem difícil. Uma nova plataforma do tipo e com o mesmo seguimento deveria ter, no mínimo, um diferencial que atraia mais assinantes. O mesmo vale para um serviço que tente bater de frente contra uma Netflix da vida com conteúdos variados. O Daisuki não tinha recursos suficientes para bater de frente. Não tinha a mesma popularidade que a Crunchy. Além de oferecer episódios da semana gratuitamente, o site e o aplicativo apresentavam constantes problemas técnicos. Talvez esses fatores atrapalharam a concorrência que tinha tudo pra dar certo, caso houvesse mais agressividade, digamos, para chegar à altura e sanar tais problemas.

Provavelmente o Daisuki não fará falta pra ninguém. Quem sabe para poucos. Isso pode ser muito bom ou muito ruim. Depende muito a quem realmente interessa. Uma pena que o canal não tenha ido pra frente como deveria e esteja fadado às trevas do esquecimento.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Stranger Things retorna como um novo clássico da cultura pop

Mike, Eleven e sua turma voltaram pra ficar (Foto: Divulgação/Netflix)

Definitivamente, Stranger Things é a melhor série exclusiva da Netflix. A primeira temporada conquistou o público com personagens cativantes, uma ótima história de ficção científica e vários elementos dos anos 80. Sem contar, é claro, as referências aos filmes clássicos de ficção-científica e terror. A segunda temporada estreou mundialmente na madrugada deste sexta (27) e expandiu a mitologia do Mundo Invertido.

A história se passa quase um ano depois dos eventos da temporada anterior na pacata cidade de Hawkins, Indiana. No final de outubro de 1984, véspera do Halloween. Mike e sua turma continuam mais nerds do que nunca e embalados pelo sucesso de Caça-Fantasmas, com direto a cosplays do quarteto e tudo mais. Porém, longe de Eleven, que está sob proteção do policial Hopper. Ao mesmo tempo em que está reintegrado ao convívio dos normal de sua família e amigos, Will continua atormentado pelas visões de Demogorgon.

O primeiro episódio se chama "Mad Max". Além de uma referência ao filme estrelado por Mel Gibson em 1979, surge uma nova personagem: Maxine (Sadie Sink). A valente garota é excelente jogadora que rouba os corações de Lucas e Dustin (este último deixou de ser banguelo). A garota é irmã do valentão Billy, que se torna um rival de Steve. Outro personagem novo é Bob Newby, o novo amor de Joyce (Winona Ryder).

Billy e Bob são destaques no elenco de Stranger Things. O primeiro é interpretado por Dacre Montgomery, o Ranger Vermelho do reboot de Power Rangers. Já o segundo é vivido por Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis. Curiosamente, Astin (que agora parece estar "ligeiramente grávido") foi Mikey em Os Goonies. Um dos filmes que ganharam referência nesta nova temporada.

Stranger Things 2 dá continuidade às pistas que foram deixadas há um ano. Com um episódio a mais, Stranger Things 2 teve um episódio totalmente focado em Eleven e sua origem. Sem muito desenvolvimento, mas o bastante para definir o rumo da garota paranormal no programa. Mais uma vez a trama gira em torno de Will que está cada vez mais atormentado pelo Mundo Invertido. Fica a impressão de que Os Irmãos Duffer - criadores da série - foram sádicos com o garoto que tenta levar uma vida normal. Sofrimento que faz todo sentido para um trabalho primoroso. Stranger Things voltou para sagrar-se como uma das maiores e melhores séries da atualidade. Muito mais sombria do que antes, é digna de uma maratona completa num só dia ou num único fim de semana. Merece mais uma rodada e quem sabe uma terceira temporada em 2018 ou 2019.

Os Irmãos Duffer criaram mais uma vez uma história onde são encaixadas várias referências aos clássicos de maior sucesso dos tempos dourados do cinema. Stranger Things é mais que uma série. É um título promissor que divulga e renova o interesse por filmes antigos de ação, aventura, suspense, terror e ficção-científica. Vale tanto para os mais antigos quanto para os jovens, que é o público-alvo. Estamos diante de um novo clássico que abraça uma antiga geração, sem barreiras e sem desculpas.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Maratona de Megaranger acontece neste fim de semana


Denji Sentai Megaranger, série Super Sentai que deu origem ao clássico nipo-americano Power Rangers no Espaço, é o sexto título da franquia da Toei lançado oficialmente nos EUA. Como é de praxe da Shout! Factory, distribuidora responsável pelos lançamentos das séries Super Sentai em DVD na terra do Tio Sam, acontecerá uma maratona com os primeiros sete episódios desta atração. Assim como aconteceu com Zyuranger, Dairanger, etc.

Os episódios serão exibidos com áudio original e legendas em inglês no próximo sábado, 28 de outubro, através do site oficial da Shout! Factory e no canal Pluto TV Channel a partir das 13h do Leste (15h de Brasília).

A maratona servirá como divulgação do DVD-box de Megaranger em 31 de outubro nos EUA. É possível que durante a programação aconteça algum anúncio oficial de mais uma série Super Sentai de forma oficial no país.

Veja a chamada:

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Um palpite: Freeza vai sabotar o Torneio em Dragon Ball Super

Freeza está planejando algum plano maquiavélico? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Pode ser que este blogueiro que vos escreve esteja certo ou errado, mas alguma coisa não cheira bem no momento atual do Torneio dos Doze Universos em Dragon Bal Super.

No episódio da semana passada, Freeza foi um tanto benevolente com Goku ao transferir parte de sua própria energia para o Saiyajin. Ali foi uma retribuição da clássica luta entre eles em Dragon Ball Z. Porém, Freeza ainda apresenta nuances de crueldade como aconteceu ao jogar Kyabe para fora da arena no episódio deste domingo (22). Até aí, não houve mortes. O que é proibido pelas regras do Torneio. Há a questão do Freeza ter traído Frost episódios atrás. Pode significar uma mudança na personalidade de Freeza? Sim, mas nada provável.

O que estou querendo dizer é que Freeza pode estar tramando um grande plano para sabotar o Torneio, tentando ganhar confiança dos demais guerreiros do Sétimo Universo. Algum plano inimaginável, talvez. É bom ficarmos atentos no que o vilão pode fazer antes mesmo do final do Torneio.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Netflix revela data de O Justiceiro em trailer explosivo

O anti-herói da Marvel está de volta

A espera acabou. Após muito suspense e até rumores sobre um adiamento, a Netflix revelou a data de lançamento da primeira temporada de O Justiceiro. Todos os 13 episódios serão disponibilizados pelo canal de streaming a partir de 17 de novembro. Jon Bernthal volta a interpretar o anti-herói da Marvel após sua participação na segunda temporada d'O Demolidor. O mais novo trailer está carregado de tiro, sangue e muita explosão.

Assista:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Rede Brasil adquire novo pacote de animes

The Lost Canvas será exibido pela primeira vez na TV brasileira

Segundo informações do site Animation Info, a Rede Brasil adquiriu um novo pacote de animações japonesas. Em parceria com a distribuidora FlashStar, a emissora paulista irá exibir Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas e As Aventuras do Pequeno Príncipe. Além da animação Poporo: O Pequeno Pinguim, da Coréia do Sul e O Diário de Mika, produção brasileira indicada ao prêmio internacional Emmy Kids.

O anúncio oficial da nova programação da Rede Brasil deverá acontecer ainda na noite desta quarta (18) no programa Em Revista com Evê Sobral, que contará com convidados como os jornalistas Eduardo Vilarinho, Marcelo Del Greco, a dubladora Tânia Gaidarj, entre outros.

Até a publicação deste post, não há previsão de estreia dos novos programas. Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas ainda é inédito na TV brasileira. Seu lançamento aconteceu anos atrás diretamente para vídeo e atualmente é exibido via streaming pela Netflix. Já As Aventuras do Pequeno Príncipe é conhecido por sua exibição nos anos 80 pelo SBT. Os primeiros 16 episódios (de um total de 39) foram lançados em vídeo pela Focus Filmes e este mesmo lote também está disponível na Netflix.

Atualmente a emissora exibe - com exclusividade na TV brasileira - uma dobradinha entre Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na faixa das 20h, com qualidade em alta definição.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Jiren virou clássico e salvou Dragon Ball Super

O guerreiro mais forte do 11º Universo (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Nas vésperas do especial de Dragon Ball Super na semana passada, havia uma grande expectativa sobre a duelo entre Goku e Jiren. Sem dúvida alguma, foi um episódio épico na mitologia. Não demorou muito para perecermos que o maior guerreiro do 11º Universo se tornou uma lenda entre os fãs. Um adversário clássico que será lembrado por muitos anos pela frente - quem sabe até com ar de saudosismo.

E ele continua surpreendendo. No episódio deste domingo (15), Jiren travou uma batalha contra Hit. Outra grande revelação em Dragon Ball Super. Hit foi superado por Jiren, mesmo usando todos os seus recursos de ataque. Saiu da arena como herói, mas Jiren se saiu melhor. É provável que ele possua mais técnicas e ainda não tenha mostrado tudo o que pode fazer.

Jiren salvou o Torneio dos Doze Universos de batalhas rápidas demais e não tão memoráveis. Não que estivesse ruim, entenda. A atuação de Jiren é imprevisível em Dragon Ball Super e só aumentou mais e mais o interesse pelo programa que vinha sofrendo furos, enrolações e personagens chatos (como a Ribrianne). Só tem a melhorar nos próximos episódios com a força de Jiren em evidência.

PS: No post anterior disse que Goku tinha se transformado num nível Super Saiyajin. Fui chamado atenção nos comentários de que se tratava de uma técnica. Como escrevi logo após o episódio e as informações eram destrinchadas, ficou claro que o Instinto Superior (ou Instinto Supremo) não pode ser uma transformação como estamos habituados. O Youtuber Nelson, da Casa do Kame, explicou passo-a-passo esse processo num vídeo recente.

Stranger Things tem Chiquinha em vídeo promocional

A segunda temporada de Stranger Things estreia no dia 27 deste mês. É uma das séries mais legaos da Netflix e tem todo tipo de referências aos anos 80, principalmente de filmes de ficção científica da época. Para esquentar a divulgação, a atriz mexicana María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha do seriado Chaves, volta a interpretar a personagem num vídeo promocional. Confira: