segunda-feira, 29 de junho de 2015

Plastic Memories termina com final esperado, mas inesquecível

A androide Isla deixa saudades no final desta primavera (japonesa)

A temporada de primavera está chegando ao fim e confesso que o anime destes últimos três meses que mais deixará saudades pra este blogueiro é a série Plastic Memories. Pode parecer uma daquelas histórias cheios de "kawaii" e coisinhas fofinhas demais pra quem costuma ver apenas a "capa do livro". Poderia até ser isso mesmo, mas nem tanto. É bem mais sério, só que é algo a ser respeitado e subestimá-la é, no mínimo, uma bobagem gratuita. Se duvida, vá lá e assista.

Nesta temporada assisti alguns shin'ya anime como Kuroko no Basket, JoJo no Kimyou na Bouken, Fate/stay night. Mas Plastic Memories ganhou o meu favoritismo por ter um romance que começou de uma forma surreal, mas que ganhou consistência com o passar dos 13 episódios. Isso por se tratar de um interesse do humano Tsukasa pela androide Isla (lê-se: "Áila). Por ser uma Giftia, Isla tem seus dias contados e teria que passá-los trabalhando ao lado de seu parceiro (marksman).

Há dois meses atrás, quando o anime estava ainda nos primeiros episódios, falei aqui no blog sobre as minhas primeiras impressões sobre a ginoidezinha. Lá eu disse que Isla era um tanto complicada, mas que na personagem havia alguma coisa em especial que chamasse a atenção do telespectador. Porém era algo indescritível, até então. Quem acompanhou a série pode descrever agora. Ou melhor, Tsukasa já fez isso na exibição do último episódio, exibido neste sábado (26). Pois a personagem evoluiu com o desenrolar da trama e mostrou os motivos de ser tão carismática e não fazer tanto esforço pra isso.

O final foi algo que já era esperado. Mas não tanto imprevisível. Foi uma despedida emocionante entre os pombinhos, que deixou uma certa melancolia e olhos marejados. Em suma, foi uma história belíssima de um romance que está longe do alcance da nossa realidade. Uma série lindíssima que é digna de maratonar.

Plastic Memories é sem dúvida um dos melhores animes que surgiram neste deste ano e que terminou como de quem se despede de um grande amor. Uma boa pedida pra quem curte romances e que procura ficar o longe possível de fanservices, embora tivesse pouquíssimos resquícios destes.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Morte de Kamen Rider Drive foi a mais nova forçação de barra de toda a série

Kamen Rider Drive em sua forma final

Alguns hão de concordar que Kamen Rider Drive se tornou uma série estranha demais e forçada quando Shinnosuke Tomari revelou sua identidade secreta publicamente. Outros hão de aceitar o fato de goela abaixo. Quem curte analisar roteiros percebe que o desenrolar do programa dominical está meio que perdido e procurando um jeito de segurar o tranco até o fim do calendário de exibição.

Mais uma coisa bizarra mesmo que aconteceu nos últimos episódios sem dúvida alguma foi a morte de Shinnosuke pelas mãos de Soichi Makage (mais conhecido como Freeze ou Roidmude 001). Foi algo totalmente dispensável e que poderia ser resolvido com alguma outra saída, sem precisar de morte ou ressurreição do herói. Aliás, foi algo que não teve emoção alguma. Tudo soou como uma desculpa pra que as mentes de Shinnosuke e de Krim (o Mr. Belt) se fundissem e criassem um poder para que Drive passasse para sua final form, o Type Tridoron.

Claro que isso poderia ser resolvido de uma maneira mais concisa e até emocionante. Uma vez que os produtores de brinquedos, no caso da Bandai, criam as formas dos heróis e os roteiristas tem que se virar pra montar todo um contexto por cima daquela nova forma que está programada para ir ao ar na TV ou no cinema.

Outra coisa que me incomoda bastante é a participação do Go Shijima, o Kamen Rider Mach, que mais uma vez decepciona. Para obter informações do tal tablet, ele fingiu estar sendo controlado pelos Roidmude. O que por si já causou todo um constrangimento para ele e para os demais personagens a sua volta.

O que está salvando ainda Kamen Rider Drive é a trama em volta da morte do pai de Shinnosuke. É esperar pra que Riku Sanjô não estrague esse rumo como já tem feito com o resto da série. Um personagem que escapa perfeitamente da lista negra (pelo menos até aqui) é o Chase. Em partes, está difícil de engolir tanta desculpa em Kamen Rider Drive. É meio que desafiar a inteligência do público que acompanha a série nas manhã de domingo, e parte desse público é formado por adultos. Sem mencionar o público alvo que são as crianças.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Porquê reverenciar a obra chamada Roque Santeiro

Os protagonistas da divertida trama oitentista
(Foto: Divulgação/Globo)

Hoje a teledramaturgia brasileira comemora os 30 anos da clássica novela Roque Santeiro. Particularmente considero uma obra prima da Globo e não escondo minha predileção pela saga que dominou a faixa das oito da noite entre 24 de junho de 1985 e 22 de fevereiro de 1986. A seguir eu listo alguns pontos que mais me cativam desta obra de Dias Gomes e Aguinaldo Silva.

1) A trama - É uma das coisas mais criativas já realizadas para uma novela. A história gira em torno da lenda de Roque, que teria se tornado um mártir e um santo devotado pelos moradores da pequena cidade de Asa Branca (que ficaria em algum ponto do Nordeste brasileiro). Tudo vira de pernas pro ar com a chegada do "defunto" que nunca morreu. Sem contar que o mesmo nem imaginaria sobre tamanha fama e repercussão que ganhou, após fugir da cidade. Sem mencionar que no período havia gravações de um filme sobre sua história.

2) O triângulo amoroso - Praticamente todos os personagens carregam bastante carisma. Mas, claro, nada comparado ao Sinhozinho Malta (Lima Duarte), Viúva Porcina (Regina Duarte) e o próprio Luiz Roque Duarte (José Wilker; in memorian). O primeiro é um vilão com personalidade engraçada e que você acaba gostando dele desde o início e não sente sequer ódio por ele. A segunda é tagarela e um tanto fogosa (apesar da fama de "santinha"). E o terceiro tenta driblar a mentira em volta de sua famosa saga e é cabeça fria diante dos problemas internos que envolve a política e a religiosidade de Asa Branca.

3) O grande elenco - Os atores são talentos renomados. Um que merece destaque é Paulo "Odorico Paraguaçu" Gracindo (in memorian) como Padre Hipólito. Curiosamente, Lima Duarte foi um dos poucos atores da versão censurada de 1975 que defendeu o mesmo personagem até a versão exibida nos anos 80. Apesar de já ter visto trechos da versão original, queria muito assistir o material na íntegra até onde foi produzido. Coisa que a Globo poderia muito bem liberar nos tempos de hoje.

4) A trilha sonora - Essa é a parte que eu mais gosto. Sem dúvida alguma, Roque Santeiro é uma novela riquíssima em termos de qualidade musical. Um bom exemplo de como a Música Popular Brasileira era extremamente superior, se comparada com as gritantes dos dias atuais. Principalmente pelo fator romantismo. Você pode até conferir um setlist das minhas canções favoritas da novela aqui.

5) Pontas amarradas - Apesar das tramas paralelas, muita coisa acaba sendo ligada à farsa e mais engôdos são gerados para tentar impedir que a verdade sobre Roque seja revelada, afim de que toda aquela aculturação seja salva a qualquer custo. É divertida e há momentos em que você ri com tanta confusão. Há também uma boa dosagem de drama, mas sempre na medida certa. Vale a pena o esforço pra adquirir o box completo da novela.

sábado, 20 de junho de 2015

Alma de Ouro sofre o pior traço nesta quinzena com Aldebaran transformado

Repare bem como Aldebaran está esquisito (Foto: Reprodução/Daisuki)

Por mais que eu tente me concentrar no enredo em si e prestar atenção ao máximo em tudo o que está em volta na série Os Cavaleiros do Zodíaco - Alma de Ouro, falar sobre os traços dos personagens está se tornando algo irresistível. A cada episódio a qualidade cai gradativamente.

E no episódio desta sexta (19) aconteceu algo que quem observar bem pode simplesmente dar risada ou se irritar por tamanha chocridão. Veja aí a imagem acima e diga quem está mais feio. Com certeza o mais estranho é o Aldebaran, não é mesmo? Não sei vocês, mas a impressão que tive foi que o nosso cavaleiro brasileiro (representante do Pará, diga-se) parece ter sido desenhado por alguém que passou por uma Hanna-Barbera da vida. O cara tá feio demais e de longe superou Máscara da Morte, no quesito visual.

Incrível como uma produtora de peso como a Toei Animation permite um resultado tão catastrófico para com uma das franquias de maior sucesso da casa. E motivo nenhum justifica, por mais que a intenção seja ou não de lançar Cloth Myth dos personagens. Um pouco mais de desempenho e dedicação é essencial para a arte final. Mas pelo jeito faltou tempo pra que a coisa saísse caprichada.

Lembrando que a arte ficou impecável nos primeiros dois episódios de Alma de Ouro. Algo que chegou próximo ao nível de Sailor Moon Crystal, que conseguiu manter a qualidade desde o início até agora nos momentos finais da primeira temporada.

Olha, se realmente tivermos uma continuação de Alma de Ouro, que a Toei revise de vez antes que algo vá pro ar de qualquer jeito, mesmo que a produção atrase. O que seria melhor para o primor da própria produtora. Vai saber se ela sabe ao menos o que é isso, né?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Dragon Ball Z: O Renascimento de 'F' é nostalgia pura a mais de oito mil


Quando o filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses (de 2013) foi lançado no Brasil, muitos fãs se dividiram pela pirataria (a versão japonesa em home vídeo tinha saído um mês antes) e pelo lado nostálgico (dublagem/comédia). Que, aliás, também conta e ajuda no retorno comercial. Enfim, está em cartaz agora o filme Dragon Ball Z: O Renascimento de 'F' (Dragon Ball Z: Fukkatsu no「F」). Pra encurtar a janela de lançamento entre Japão e Brasil, a Fox Film do Brasil procurou estrear exatamente dois meses em relação à terra do sol nascente. A divulgação foi mediana foi mediana, se comparada com o tratamento glamouroso para Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário (em setembro de 2014) e com o vergonhoso fiasco de bilheteria The Last: Naruto the Movie (maio deste ano).

A nova aventura de Goku e cia nas telonas é uma das melhores e mais divertidas dos últimos tempos. E se por acaso você é um daqueles que se contorceram por ver mais pitadas de humor do que as próprias batalhas em si (melhor dizendo, houve um equilíbrio dos conceitos já vistos desde a série clássica de 1986), este foi melhor trabalhado e mais conciso. Uma vez que o próprio Akira Toriyama - criador da franquia - se empenhou em dobro na supervisão desta nova produção.

Duas coisas podem incomodar ou deixar os fãs mais exigentes com um pé atrás antes de ir ao cinema. A primeira é quanto à participação de Bills e Whis (estreantes do filme passado). Este último é uma peça importantíssima para a trama e que deve ser observado com bastante atenção (para evitar possíveis mimimis gratuitos). O ajudante do temível (e folgado) destruidor treinou Goku e Vegeta para serem mais fortes/poderosos do que já são. A dupla de Saiyajins agora chega ao nível acima de um Deus Super Saiyajin. Há um diálogo que está nas entrelinhas e que tem tudo haver com os momentos finais do filme. Inclusive, isso deve ser muito bem abalizado por cada um na hora de assistir, pois é um gancho para o clímax.

A outra coisa que parece ser duvidosa - ou tenebrosa - na cabeça de boa parte do público é quanto à ressurreição do clássico vilão Freeza (o que obviamente faz jus ao 'F' do título). Sendo bem direto, passa longe de um fanservice ou de qualquer outro pretexto pra trazê-lo de volta do mundo das trevas. Seu retorno foi um tanto consistente, apesar de não acrescentar tanto na mitologia de Dragon Ball (pelo menos por ora). Vale por ver Freeza numa aventura totalmente inédita e diferente contra Goku e Vegeta. Ou até mais do que isso. Freeza mostrou o seu nível mais avançado de poder. O interessante é que tudo gira em volta do vilão, que renasce sedento de vingança e mais ameaçador. Agora ele tem que treinar para tentar se igualar ao nível dos Saiyajins que o destruíram no passado. Apesar de suas informações serem precárias.



Bem, como todos já sabiam pela sinopse, Freeza ressuscitou por causa das Esferas do Dragão do nosso planeta. O responsável pela catástrofe foi o novo comandante do exército de seu exército, Sorbet, que estava buscando originalmente pelas Esferas do Dragão do planeta Nameku para realizar tal façanha. Para isso, os vilões contaram com a ajuda do icônico trio Pilaf, Mai e Shu - que estiveram só de passagem e interferiram na presença de Shenlong.

Há um furo considerável, no anime, que é quando Freeza aparenta não saber da vitória de Goku contra o demônio Majin Boo. Quem acompanhou os episódios finais de Dragon Ball Z ou até mesmo se estiver assistindo atualmente esta mesma saga em Dragon Ball Kai, irá lembrar que Freeza assistiu a luta de lá do inferno, ao lado de Cell e tantos outros vilões derrotados anteriormente. Mas isso só aconteceu na TV, uma vez que isso nunca aconteceu no mangá. Toriyama jamais havia colocado uma visão do inferno, como foi mostrado pela Toei. Bem, o inferno de Freeza parece ser um tanto kawaii.

Dragon Ball Z: O Renascimento de 'F' equilibra melhor os momentos de luta e de humor. E por que não dizer que os momentos de batalha sofrem praticamente breaks de piadas. O que não e ruim, veja bem. Serviu até mesmo pra quebrar o gelo (padrão) imposto nos tempos de brutalidade da série Z - onde vimos muito mais sangue e o espírito comediante da série original praticamente desaparecer com o tempo. Curiosamente, tanto Goku quanto Vegeta lutaram sem cogitar a mínima possibilidade de derrota. O negócio com eles era lutar como se não houvesse amanhã. Falando em Vegeta, o Príncipe Saiyajin foi o um belo trunfo do enredo. Com certeza aqueles que queriam vê-lo longe de alguma situação constrangedora (não sou um deles) ficarão satisfeitos com o desempenho do anti-herói contra Freeza. Ou não.



A dublagem dispensa comentários. Mas destaco aqui algumas atuações: Carlos Campanile (o Barão Kageyama de Cybercop), que emprestou sua voz mais uma vez ao Freeza com bastante entusiasmo e estilo; Felipe Grinnan (o Willy da novela mexicana A Usurpadora) que se entregou ao personagem de uma maneira que Whis não enganasse ninguém e superasse até mesmo a qualidade da dublagem japonesa; Armando Tiraboschi (o Change Pegasus de Changeman e Meowth de Pokémon) foi outra voz ilustre que abrilhantou como Sorbet. Ah, não dá pra não se divertir com Alfredo Rollo interpretando os velhos e manjados insultos de Vegeta. Ouvir o sonoro "Seu verme maldito!" é impagável.

O Renascimento de 'F' vale cada centavo e merece ser assistido mais de uma vez. Em caso de algum detalhe despercebido, um bom repeteco à acústica é válido pra tirar todas as dúvidas. Supera o filme anterior e tenta agradar a todos os gostos e expectativas possíveis do público. Diferente de A Batalha dos Deuses, onde qualquer leigo em Dragon Ball poderia assistir sem se preocupar muito com a cronologia, este pode ser um pouco mais cansativo na última metade pela sequencia de lutas. Mas pode vir a se divertir com as piadas que entram sem forçação alguma. Aliás, piada é quando a preocupação sobre o filme é derrubada com a diversão, que é garantida. A nostalgia também é outro ponto que engrena o filme. É digno de deixar as salas de cinema pequenas pra tanto chi.
 
Tanto A Batalha dos Deuses quanto O Renascimento de 'F' estarão ligadas de uma forma ou de outra em Dragon Ball Super, a nova série da franquia que estreia no próximo dia 5 de julho nas manhãs de domingo da emissora japonesa Fuji TV, cuja está prevista para ter 100 episódios.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Aquela semana em que o "Leão" Gilberto Barros detonou Yu-Gi-Oh!

O Leão também chegou a humilhar Goku em rede nacional (Foto: Divulgação)

Nesta segunda (15) a Netflix estreou as duas primeiras temporadas do anime Yu-Gi-Oh! em seu catálogo. A série pode ser vista também na grade do canal pago PlayTV. Pra quem tem menos de 18 anos, mencionar o título pode ser fácil como qualquer outro anime popular. Mas pra quem era criança/adolescente no auge do seu sucesso na Globo e na Nickeloedeon, no ínicio da década passada, é praticamente impossível não lembrar da polêmica que caiu pra cima de Yugi Muto/Yami Yugi em plena rede nacional.

E o antagonista deste capítulo sombrio da história dos animes no Brasil foi nada mais e nada menos que o "Leão" Gilberto Barros. A confusão toda se deu em quatro noites seguidas da primeira semana de junho de 2003, durante o tempo em que comandava a segunda fase do extinto programa Boa Noite Brasil (a primeira foi comandada pelo saudoso e lendário Flávio Cavalcanti entre 1982 e 1983).

Nas três primeiras noites, Gilberto dedicou a primeira meia hora do diário para fazer uma "denúncia" contra o card game daquele momento. Ele mesmo denominava de "o baralho do demônio" de uma forma sensacionalista e assustadora. E sem contar que o mesmo chegava a generalizar e tentar associar com outro card game famoso entre jovens e adultos, o Magic (também lançado por aqui pela Devir). Lembro que numa dessas noites um determinado político mineiro chegou a acusar os jogos como parte das máfias japonesa (Yakuza?!), americana e russa. Nunca houve quem provasse esse tipo de afirmação absurda e jamais haverá.

Claro que teve toda uma comoção na internet entre os fãs de Yu-Gi-Oh! e com toda a razão. Afinal, sintonizar a tevê às dez da noite e se deparar com um conhecido apresentador detonar um anime famoso - sem ao menos conhecer do que realmente se trata - era trágico. Sites como a Herói (ainda lá na primeira versão) rebateram a acusação de Gilberto Barros e a ira dos fãs era visível no mural de comentários que os leitores deixavam nas páginas de notícias (a seção Papum) e de crítica, que perdurou debates por todo o resto daquele ano. O jornalista Odair Braz Jr. (atualmente do Portal R7) frisou bem um termo que poderia muito bem resumir toda aquela repercussão em apenas duas palavras: polêmica falsa.

Mas foi na noite da quinta-feira, 5 de junho de 2003, que o Boa Noite Brasil se dedicou inteiramente a tratar sobre o tal "baralho do demônio". Gilberto, como já estava fazendo, não media esforços pra satanizar Yu-Gi-Oh! (o tal baralho que acusou sem ao menos saber o que é de fato). Mas deixou espaço para ambas as partes. Ou melhor, três lados.

Para a acusação havia um teólogo que dizia coisas como "não entregue os seus filhos nas mãos do demônio" e tentou hostilizar todo tipo de jogos de card game e até RPG, como se a temática sobre demônios, vampiros, lobisomens e coisas do gênero fossem uma pura apologia ao satanismo. Coisa que até hoje ninguém jamais conseguiu comprovar de fato. Para a defesa estava um organizador de eventos especializados em card game, Luciano Santos, que explicou a origem e a essência de Yu-Gi-Oh e que ali se tratava apenas de um jogo que exercitava agilidade e inteligência. No mais, nada de influências sobrenaturais que transformassem as crianças em zumbis como os leigos queriam subtender naquele tempo. Luciano chegou a ressaltar que haviam card games e RPGs voltados para o público cristão, principalmente para os pequeninos. O terceiro lado era neutro e que procuraram entender os jogos sem julgamento. Ali estavam um psicólogo e um juiz da vara da infância e juventude.

Mas como se não bastasse todo o esclarecimento, o Leão tinha uma estranha "carta" na manga e bem pior que um deck com várias cartas de ressurreição. Ele mostrou um trecho de uma cena do filme A Árvore do Poder, do anime Dragon Ball Z (lançado nos cinemas brasileiros como Dragon Ball Z - O Filme) onde o saiyajin Tales (Turles no original) usou Gohan, o filho de Goku, para que ele se transformasse no temível macaco gigante Ozaru. Na cena em que Gohan transformado atacava (inconscientemente) seu pai, Tales disse algo como: "E o filho esmagará o pai como uma barata tonta". Gilberto usou esta cena pra tentar "provar" um inexistente ponto onde haveria uma "influência negativa" e de "imposição de filho contra pai". O que por si é uma acusação inverídica. Ora, a produção do programa era de uma emissora que já tinha exibido a série Dragon Ball Z às tardes poucos anos antes do tal evento. Mais estranho do que essa contradição (permitida pela própria Band) foi a omissão do Leão quanto à citação do final do filme onde o bem vence o mal e Goku e Gohan superam a luta como pai e filho. Ironicamente, outros dois animes chegaram a anteceder o Boa Noite Brasil meses depois 9ainda em 2003). Slayers (primeira temporada) e Batalha dos Planetas (primeira adaptação americana do Gatchaman). Bem, depois de tanta polêmica, Gilberto deu chance pra Yu-Gi-Oh! e disse que jogaria com o seu filho a partir de então. Né, Leão?

Com certeza esta foi uma época tensa que poderia ser esquecida. Melhor dizendo, tamanho vexame tem mais é que ser lembrado para mostrar que não adianta um ou outro leigo querer tentar provar com a "visão de chifre em barriga de bode" e querer dominar um assunto que não se entende. Aliás, Yu-Gi-Oh! é um anime baseado no mangá de Kazuki Takahashi, publicado na Weekly Shonem Jump (da editora Shueisha). É preciso que se diga que Yu-Gi-Oh!, assim como os demais títulos publicados (como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, One Piece, Hunter x Hunter, YuYu Hakusho, etc), são formados por três pilares essenciais: amizade, persistência e vitória. E logicamente nenhum desocupado da oposição irá afirmar isso para um pai de família. É nessas horas que a palavra dos fãs é essencial e deve ser levada a sério.

Yu-Gi-Oh! atualmente em dose dupla no Brasil

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nostalgia: Solbrain, o último Metal Hero exibido no Brasil, estreava por aqui há 20 anos

A Super Equipe de Resgate em ação

No dia 12 de junho de 1995 (segunda-feira), às 17h35, a extinta Rede Manchete ressuscitava a mítica Sessão Super-Heróis. E a primeira (de apenas duas) das séries japonesas de tokusatsu licenciadas pela Tikara Filmes (anteriormente Everest Vídeo), do sr. Toshihiko "Toshi" Egashira, no bloco foi a série Super Equipe de Resgate Solbrain (Tokkyu Shirei Solbrain). Esta foi a última da franquia Metal Hero a vir para o Brasil, sendo a segunda da trilogia Rescue Hero. Portanto, é a continuação direta de Winspector e predecessora de Exceedraft (inédita no Brasil). Com o total de 53 episódios, sua exibição original japonesa acontecia entre 20 de janeiro de 1991 e 26 de janeiro de 1992 e ia ao ar sempre aos domingos, às 8 da manhã (horário ocupado atualmente pelas séries Kamen Rider), na TV Asahi.

A história começa logo após a transferência da antiga equipe do Chefe Shunsuke Masaki (interpretado pelo heroico ator Hiroshi Miyauchi) para a França. Para proteger Tóquio da criminalidade, uma nova equipe foi treinada e recrutada para missões especiais de resgate. O líder da nova equipe é Daiki Nishio, um detetive que ao ativar o sistema "Plus Up" se transforma em SolBraver. Junto com ele está a policial Reiko Higuchi, que atende pelo codinome SolJeanne, e do robô escavadeira SolDozerA equipe também conta com o auxílio do policial civil Jun Masuda, do expert em máquinas Kamekichi Togawa (sucessor de Nonoyama), Takeshi Yazawa (piloto da nave-mãe Solid States-I), e do supercomputador Cross 8000 (sucessor de Madocks).


O encontro das duas primeiras equipes
 lideradas pelo Chefe Masaki

No meio da série, Solbrain recebe a participação especial dos heróis do Esquadrão Winspector num arco triplo que compreende entre os episódios 21 e 23. Mas a partir do episódio 34, Liuma Ogawa (Ryouma Kagawa no original), outrora Fire de Winspector, se junta à Super Equipe como o quarto guerreiro blindado, atendendo o codinome Knight Fire. Trajando uma armadura praticamente idêntica ao de Braver - bem como seus poderes/técnicas e herdando a cor de sua antiga armadura.

Solbrain continuou seguindo os padrões de Winspector, o que caracterizou bem os Rescue Heroes de seus antecessores da década de 80. Mais vilões de carne e osso e menos com poderes especiais (monstros, aliens, fantasmas, etc). Apesar da qualidade ser aquém à sua antecessora, Solbrain teve vilões marcantes como Sasamoto Katsuhito (interpretado pelo lendário Junichi "MacGaren" Haruta) que vestiu a armadura Proto usada por Daiki. O robô Messayer, que apareceu nos episódios onde Winspector retorna, além de Ryuichi Takaoka (interpretado por Masaki Terasoma, que foi o seiyu original de Cross 8000 na mesma série e também é conhecido no Japão por emprestar a sua voz ao vilão Shadow Moon, de Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX), que ficou por mais tempo na série, mais precisamente nos últimos episódios. Solbrain teve algumas outras curiosidades: como a aparição do ator Kazuoki Takahashi (o Change Grifon de Changeman) em um dos episódios, uma triste referência ao saudoso piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, e também uma interessante abordagem sobre nazismo. Tema raro, inclusive, em séries do gênero.


Knight Fire e SolBraver
 com suas armas Nitrogun
A dublagem de Solbrain foi realizada nos estúdios da Mastersound, que fez um bom trabalho. Vale destacar aqui o importante retorno de Emerson Camargo (o dublador brasileiro oficial de National Kid) tanto como narrador e na voz de um supercomputador, assim como em Winspector. Daiki/Braver foi dublado por Afonso Amajones, que dublou o Highter (Walter) na série anterior. Ele que também interpretou alguns monstros da semana em Kamen Rider Black RX e foi o Hayata na redublagem de Ultraman; Letícia Quinto, conhecida por emprestar sua voz à deusa Atena em Os Cavaleiros do Zodíaco, interpretou Reiko/Jeanne. Outro dublador renomado de CdZ foi Arakén Saldanha - o Mestre Ancião - como Dozer. Daoiz "Sorento de Sirene" Cabezudo (in memorian) e Marcelo "Mu de Áries" Campos voltaram a dublar Masaki e Liuma, respectivamente. Isso sem mencionar Hermes "Seiya de Pégaso" Baroli emprestando mais uma vez sua voz ao BikerComo Amajones já estava dublando o herói-protagonista da série, Highter teve que ser interpretado por Cassius Homero, que se destacou na mesma série como Takaoka, e foi eternizado por outros personagens dos animes exibidos nos anos 90 no Brasil. Os temas de abertura e encerramento tiveram versões brasileiras. Foram legais até, mas nada que superasse a potente interpretação do "tremendão" dos anisongs Takayuki Miyauchi.

Infelizmente, como mencionado no começo do post, Solbrain foi o último Metal Hero lançado no Brasil. Por desistência das licenciadoras, somada à intensa febre popular dos animes (Cavaleiros e cia) e também dos Power Rangers, nunca pudemos ver a série Tokusou Exceedraft na TV brasileira. Bom seria ver o ator Shigeru Kagemaru (Draft Redder) antes mesmo da vinda de Ultraman Tiga, onde viveu o oficial Shinjoh. Outros Metal Heroes como Janperson e Blue SWAT poderiam ter ganhado espaço por aqui, talvez, se as empresas não perdessem a coragem de bater de frente com a concorrência e inovar as estratégias de mercado.


Reiko e Daiki após mais uma missão de resgate

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O drama de Kamen Rider Baron exibido no Brasil: Seiya Toudouin

Volta e meia vou colocar aqui umas resenhas sobre J-drama. E já começo com um que indiretamente lembra as séries dos motoqueiros mascarados do tokusatsu. Logo após o final 


de Kamen Rider Gaim, em setembro do ano passado, não houve descanso da imagem do ator Yutaka Kobayashi, que deu a vida ao solitário Kaito Kumon/Kamen Rider Baron.

Naze Toudouin Seiya 16-sai wa Kanojo ga Dekinai no ka? (Por que Seiya Todoin, de 16 anos, não consegue uma namorada?) é uma comédia-romântica apresentada na última temporada de outono. Possui apenas 9 episódios de 23 minutos cada e esteve no ar pela primeira vez na TV japonesa pelo canal Nagoya Broadcasting Network (ou Metele) entre os dias 10 de outubro e 15 de dezembro de 2014. Sempre nas madrugadas de segunda pra terça às 24:20 (0:20) JST. Além de uma reprise no canal metropolitano TOKYO MX, às 22:00 de quarta-feira, entre 7 de janeiro e 11 de março de 2015.

A história - que é baseada originalmente do mangá de 2011 do mesmo nome - começa quando o jovem Seiya Todoin retorna do exterior, após superar um determinado trauma de infância. O rapaz tem tudo pra ser popular. Ora, ele é bonito, tira boas notas na escola, tem uma mansão, é craque nos esportes, além de ser bastante perfeccionista. Mas ele tem um problema: não consegue arrumar uma namorada. Disposto a descolar a qualquer custo, o rapaz se mete em várias situações constrangedoras e engraçadas para driblar a sua timidez.

A cada episódio, Seiya tenta buscar sua candidata em vários tipos de lugares/serviços/afazeres. O mais engraçado é que Kobayashi passa perfeitamente uma imagem oposta de seu herói da franquia da Toei Company, quebrando completamente qualquer estigma que venha a levar daquele anti-herói. Aqui, Seiya é um rapaz tímido e desajeitado no amor. Ele planeja certas fórmulas para conquistar suas amadas e seus planos são frustrados das maneiras mais imprevisíveis que se pode imaginar. O final da série é um ápice que define todas as tentativas de Seiya, além de uma surpresa que se estende pelos últimos três episódios. Em contrapartida, Seiya perde para um galã de sua escola que é rodeado por garotas que caem aos seus pés. Aparentemente ele é paralelo à trama, mas sua participação é essencial para o desfecho.

Além de Kobayashi, um outro ator da franquia Kamen Rider está no elenco. É o Itsuji Itao, que viveu como Spider em Kamen Rider The First (2005) e Ren Aoi/Kamen Rider Fifteen em Heisei Rider vs. Showa Rider: Kamen Rider Taisen feat. Super Sentai (2014); além de interpretar Yutaka Daimon no filme Denjin Zaborgar (2011). No elenco, vários integrantes da banda BOYS AND MEN, da qual Kobayashi também faz parte, podem ser vistos na série.

Naze Toudouin Seiya 16-sai wa Kanojo ga Dekinai no ka? está disponível no Brasil pela Crunchyroll desde janeiro último, podendo ser assistido gratuitamente aqui. A série possui ainda mais dois especial após o final, mas ainda inédito por aqui. Bom, divirta-se com esta comédia, bula-se de rir ou seu mal humor de volta.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Fãs de Naruto ajudam o novo filme a fracassar no Brasil

Os naruteiros não deixam o herói fazer sucesso nos cinemas

Em dezembro de 2014 estreou nos cinemas japoneses o filme The Last: Naruto the Movie, e o mesmo está em cartaz no Brasil desde o final de final de maio passado. A janela ainda é considerável, uma vez que o material será lançado em DVD e Blu-ray no Japão em julho que vem.

Pra ajudar o ninja loiro a emplacar mais do que é conhecido no ocidente, The Last foi lançado em outros países, incluindo os EUA (lá acontecia em fevereiro). O Brasil não podia estar de fora e a Playarte tratou de fazer esse agrado ao público. Afinal, temos um número expressivo de fãs de Naruto que em sua maioria são adolescentes e recém-adultos. Mas a grande maioria deles sequer procuram ajudaram o tão admirado herói a emplacar nos cinemas brasileiros. No primeiro fim de semana, The Last ficou em sétimo lugar. O que é bastante vergonhoso para um título japonês dito de peso no Brasil.

Naruto poderia muito bem fazer sucesso com foi com Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário e Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses. Mas os próprios fãs ajudaram a destruir o sucesso de Naruto se vendendo à pirataria. Ou seja, todo mundo tem o filme dublado em casa (gravado descaradamente dentro da sala de cinema) e de uma péssima qualidade. Cortando qualquer possibilidade de procurar alguma emoção com as acústicas de uma sala de cinema.

Claro que não são todos os fãs de Naruto. Com certeza deve haver alguns conscientes quanto ao mercado nacional dos animes, mas infelizmente são uma minoria se comparada aos que dariam tudo pra ver Seiya ou Goku em material oficial no Brasil. Teve também o problema da má divulgação da Playarte, mas será que nenhum fã de verdade do anime pensou em se mobilizar nas redes sociais e criar uma campanha pra motivar os cinemas a lotarem?

Essa geração leite-com-pera, que já nasceu com tablet na mão e se fecha pro seu próprio ego, é uma grande preocupação para os animes no Brasil. Pra não dizer que são uma ameaça de fracasso. A bilheteria de The Last: Naruto the Movie é uma prova incontestável desse fato. A coisa poderia ter sido bonito como muitos fãs de Harry Potter fazem, por exemplo, criando um fenômeno de mídia.

Naruto poderia merecer sucesso de qualquer país. Menos do Brasil, onde seus próprios seguidores não querem que seu herói faça sucesso e fique restrito às favelas das fansubs pirateiras de quinta categoria. Algo decepcionante e ingrato para qualquer licenciadora do ramo que busca alavancar o mercado de animes por aqui. Depois reclamam por falta de material oficial ou fingem que não existem novas mídias pra ajudar.

O ninja loiro não merece o amor de seus fãs brasileiros que o traíram e hão de traí-lo pra todo o sempre. Lamentável.

Toei não cumpre promessa de embate entre Aiolia e Shura em Alma de Ouro

Shura e seu novo visual mutável (Foto: Reprodução/Daisuki)

Definitivamente, não tem como deixar de comentar sobre os traços dos Cavaleiros de Ouro em Os Cavaleiros do Zodíaco - Alma de Ouro. Por mais que você queira focar na história, as "mutações" dos personagens estão ficando cada vez mais gritantes a cada episódio. O problema-mor foi Máscara da Morte de Câncer (que até mudou de personalidade sem explicação alguma). Agora é Shura de Capricórnio. Foram tantas mudanças bruscas de visual no cara num único episódio que o telespectador perde a conta. O tamanho dos olhos dele variaram entre o pequeno e o graúdo. Se você ainda não viu, veja aqui ou aqui e comprove.

Mas falando sério, quem acompanha avidamente as notícias sobre a nova série de CdZ sabe que há dois meses atrás - quando Alma de Ouro começou - a Toei Animation havia prometido uma luta entre Aiolia de Leão e o nosso Shura. Pela nota, passou-se uma impressão de que veríamos um forte embate entre os dois. Não precisa ser aquela coisa mortal, claro. Mas a luta foi, digamos, bondosa e fácil demais de se resolver.

Shura entrou em cena quando o seu sósia atacava Aiolia e havia até alguma motivação pra tal. Uma vez que o Cavaleiro de Capricórnio matou Aiolos de Sagitário - irmão de Aiolia. Essa seria a motivação, mas nem isso causou emoções no episódio desta sexta (5). Aliás, parece que as resoluções estão cada vez mais fáceis de se resolver, até por causa do limitado total de 13 episódios desta primeira temporada. Ou seja, poderia ter uma comoçãozinha pra "temperar", assim como na série clássica ou até mesmo na saga de Hades.

Olha, estou bem temeroso de como isso pode terminar e está quase óbvio (eu disse quase) de que o desfecho será um tremendo fanservice. Dois Cavaleiros de Ouro já foram dados como mortos (Afrodite e Milo). É claro que eles irão aparecer do nada ou fingir suas mortes na base de "enganar o aliado para enganar o inimigo". E isso é um erro mortal que a Toei anda meio que insistindo ultimamente. Bem, mais de qualquer forma, valeu a referência aos Cavaleiros de Bronze, embora também fosse óbvio e fanservice.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Nisekoi: Onodera vira Guerreira Mágica e protagoniza o episódio mais louco da série

Assistiu o episódio da semana de Nisekoi:? Então, o oitavo da atual temporada foi o mais louco possível da série. Pra quem não sabe, o mangá original teve um spin-off (assinado por Taishi 

Tsutsui) baseado nos personagens da série. A diferença é que a história se passa num universo paralelo onde a nossa (ou melhor, a minha querida e amada) Kosaki Onodera se transforma espécie de mahou bishojo (garota mágica) que atende pelo codinome Magical Patissier Kosaki-chan e salvar o mundo. Algo que vai lembrar bem animes/mangás como Sailor Moon, Sakura, Madoka Magika, Reyearth, etc.

Com direito a uma abertura própria, a super-heroína (por um dia) assinou um contrato com um ratinho falante. O sujeitinho é um tanto, digamos, pervertido, pois fez com que nas suas transformações Kosaki esteja... do jeito que veio ao mundo (alguém lembrou uma das séries mencionadas?). O mais engraçado é que na parte A do episódio tudo fica parecendo uma maratona de uma série com episódios de curta duração. Algo em torno de um minuto cada ou mais. E como se a fanservice não bastasse, Chitoge e Marika também são mahou bishojo e se unem à Onodera.

A parte B do episódio parece ter sido com a cronologia que conhecemos. O final do episódio foi bem chato e foi focado mais em Ichijô e Haru (a chata irmã mais nova de Kosaki) que tentavam se entender. Voltando sobre a primeira parte do episódio, foi um dos mais legais de Nisekoi e pudemos ver o quanto Onodera é fofa e o porquê ela deve ficar com Raku. Bem, pelo menos às versões não-paralelas deles, né?

Bem que poderia ter mais uns especiais de Magical Patissier Kosaki-chan em paralelo à série de TV. Pra quem curte coisas do tipo kawaii e bishoujo seria um prato cheio.

terça-feira, 2 de junho de 2015

24 Horas sem o protagonismo de Jack Bauer pode ser uma jogada de marketing da Fox

Kiefer Sutherland como Jack Bauer

A Fox americana divulgou neste fim de semana que um spin-off de 24 Horas estaria confirmada. Só que ao invés de vermos Jack Bauer (Kiefer Sutherland) em ação, teremos um rookie agent da faixa de uns 20 anos, que trabalharia com uma agente feminina mais experiente. O produtor-executivo do programa Howard Gordon frisou que esta não seria Kate Morgan (Yvonne Strahovski), de 24 Horas: Viva um Novo Dia. Não descartando a possibilidade dos dois personagens veteranos darem as caras.

Conhecendo bem como a produção e os roteiristas de 24 costumam fazer, tudo pode não passar de uma jogada de marketing da produção e criar alguma expectativa. A ausência de Jack Bauer já havia sido especulada algumas vezes antes do início de alguma temporada. Lembro que já disseram que Jack passaria para o "lado sombrio" no final da oitava temporada. Mas foram coisas esquecidas com o tempo e poucos fãs lembram. A coisa pode não ser diferente e de repente Sutherland pode ser fixo na série. Quem sabe, né?

Não é a primeira vez que temos um agente novato como protagonista. Nos spin-offs 24 Horas: A Conspiração e The Rookie já tivemos uns "protótipos" do gênero. Claro que isso funcionaria mais em outras mídias do que diretamente para um série feita para TV, que exige mais apelo de Jack Bauer. Se realmente não tivermos Jack em algum dos novos episódios ou somente em alguns, certamente estaríamos entrando em mais uma história paralela contra o terrorismo no mesmo universo e a impressão de assistir uma outra série. O que não é ruim, veja bem. Mas ainda seria arriscada para a audiência americana. O jeito é aguardar.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Fansubs: inimigas ou aliadas da indústria de séries japonesas?

Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro é uma das vítimas das subbers

Em tempos de aquisições de séries antigas e novas de tokusatsu e animes na Netflix, vale uma reflexão sobre materiais com direitos aqui no Brasil e o lado das fansubs. Antes de qualquer coisa: eu não tenho nada contra os grupos que se reúnem pra legendar e não citarei os seus nomes por questões de ética. Mas tenho que expor alguns pontos que discordo e que quase ninguém se atentou pra falar. É um assunto chato, eu sei, que não dá pra fugir e é preciso ser debatido com todos os que se consideram amantes da cultura pop japonesa.

Sobre os animes: existe uma fansub conhecida pelo público que já legendava desenhos japoneses que estavam no ar na TV local. Todos os que queriam assistir, tinham que baixar o material, pois não havia nenhuma tecnologia aliada à indústria específica para distribuição. Quando o Brasil ganhou uma versão nacional da Crunchyroll, em novembro de 2012, muitos fãs comemoraram. Ora, com o avanço da tecnologia, precisávamos de algo que suprisse a necessidade de um mercado da animação japonesa no Brasil. Não é verdade? Por outro lado, tivemos um chororô medonho por parte de alguns leite-com-pera. Por que? Pelo simples fato da tal fansub conhecida ter tomado a decisão de cancelar parte de seus projetos, pois estes animes estavam chegando oficialmente através da então nova "casa dos animes e J-dramas". Toda uma comoção foi gerada por uma minoria que fez birra pra sequer pagar uma "arara vermelha", se acharam donos dos animes que assistiam, e pregavam várias ideias absurdas que até hoje são motivos de piada. O tal medo se deu por um suposto "fim das fansubs", pela falta do "-kun" e do "-san" (fato que não é muito diferente das fansubs por aí), e fora que inventaram alguns defeitos que nunca surgiram no serviço. Tinha até quem dissesse que a Crunchyroll tem licença, mas "não tem direitos". (???) Hoje em dia há aqueles haters deste serviço e que acreditam em tais ideais atrasadas sem jamais ter feito uma assinatura. Bobagens que o tempo provou o contrário. Duvida? Pergunte então a quem adere o serviço (pode ser pra mim também, ok?) se vai querer saber em acordar de madrugada, perder horas baixando, ocupar espaço no disco rígido e esperar uma semana pra ver o episódio, quando o que grande parte do que nós queremos está lá no catálogo? Alô alô, seu Morfeu! Tem alguém aí? 2015, otakada. É pra frente que se anda, meus paixes. Não há problema nenhum em ter o capitalismo nesse meio, até porque o seu anime favorito é movido por essa engrenagem. Você sabe porque pagamos pelo serviço? Simplesmente porque não consumimos os produtos dos animes que são anunciados na programação da TV japonesa. É justo sim e a começar pelo preço. Mais justo ainda é que os episódios surgem por lá através de simulcast. Distâncias encurtadas que nenhuma fansub fará igual. Aceite.


Ultraman Leo é uma série que foi
respeitada, comercialmente,
 pelas subs americanas
Sobre os tokusatsus: Muitos (como eu) estão brindando com a chegada de Jaspion, National Kid, Garo e cia naquela que é a maior plataforma on demand do planeta. A notícia teve uma grande repercussão por várias fontes confiáveis e também não confiáveis (responsáveis por distorcer e criar boatos na web que não duraram muito) durante a semana passada. Mas muitos esquecem que a Netflix já tinha filmes da Família Ultra há algum tempo. Fora que a Crunchyroll, por licenciamento da Tsuburaya Productions, lançou quatro séries: Ultraman Max, Ultraman Mebius, Ultraman Leo e Ultraman 80 (Eighty). Todas elas podem ser assistidas gratuitamente, inclusive. Eu fui um dos poucos que noticiaram e frisaram que as séries estavam garantidas para vir ao Brasil através do serviço. Os dois últimos títulos mencionados não tinham sido legendados por nenhuma fansub até então, pelo simples fato de nenhuma sub gringa ter legendado antes. Aliás, havia uma fansub da terra do Tio Sam que estava legendando Ultraman Leo até o final de 2014. Em respeito ao material legalizado que estava chegara aos EUA pela Crunchyroll (sede), a tal fansub gringa cancelou o projeto, faltando os episódios finais para completar e incentivando o material inédito oficial por lá. Infelizmente a coisa aqui no Brasil é bem contrária e feita (perdão pelo termo) na cara dura. Foi só aparecer os Ultramen da Era Showa na Crunchyroll americana que uma outra fansub conhecida por aqui no Brasil já apareceu legendando, desconsiderando o fato de que a série já estava garantida em nosso país. Quando, do contrário, a tal fansub poderia seguir o mesmo exemplo da tal sub gringa e divulgar os novos tokusatsus pós-Ryukendo (e pré-Garo) e incentivar o público a aderir as novas mídias. Isso fica ruim para o próprio staff, pois dá aquela má impressão que que eles se passaram como os "primeiros" quando na realidade já havia quem trouxesse direto da fonte. Sem contar que há muitos fãs de tokusatsu no Brasil que ainda desconhecem os tais lançamentos destas novas Ultra Series no Brasil e estas precisam ser divulgadas pelas grandes e pequenas fontes de informação do meio.

É daí que eu faço o triste questionamento: pra que servem as subs brasileiras? Divulgar um nicho de séries inéditas em nosso país ou competir indiretamente contra os serviços oficiais de streaming? Que bem me lembro, as fansubs foram feitas pra divulgar materiais não licenciados. Se há serviços de streaming/on demand que estão se prontificando em agilizar a transmissão oficial de séries japonesas com rapidez e precisão, então porque não dá força ou desvalorizar/relativizar estes meios? Eles são as nossas TV do futuro, onde podemos escolher e montar a programação e assistir a hora que quisermos. Uma portabilidade como essa é uma coisa que as fansubs ou qualquer meio alternativo jamais prestarão igual aos seus "clientes".

Em particular, o que mais me incomoda nas redes sociais atualmente é quando sai um episódio inédito de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro (através da Crunchyroll e do gratuito Daisuki) e tem gente que faz propaganda de download ilegal de uma série que a Toei Animation se prestou em pensar no Brasil (além de outros países) e trazer em tempo real para o seu público fiel. E o pior é que muita gente não procura se informar e prefere trocar o certo pelo duvidoso. Melhor dizendo: trocar um avião por um jegue.

Como fãs de séries japonesas, devemos ser gratos às empresas japonesas que se lembram do Brasil e de outros países. Ou senão acompanhem o raciocínio: se uma empresa ver que o nosso país está realmente assistindo diretamente pelas fontes oficiais, o mercado de produtos pode entrar em ascensão com o tempo. On demand é o que há de mais moderno e está desbancando os próprios downloads ilegais. Metade dos fãs brasileiros de animes e de tokusatsu já acordaram pra vida (eu me incluo nesse meio) e outra metade continua no arcaico parasitismo, infelizmente. E pra ser sincero, a desinformação no rol (principalmente vindo da geração leite-com-pera) não tem limites.

Infelizmente as fansubs perderam a consciência sobre sua real função e estão se tornando, legitimamente, as grandes vilãs do mercado japonês de animes e tokusatsu. Sim, foram por causa delas que muitas séries exibidos até então apenas no Japão se tornaram populares. Mas aquela foi uma outra época e o novo sempre vem com algo maior/melhor. Incrível como algo tão futurístico como on demand seja ignorado por uma garotada que nem sequer procura saber como isso funciona, em plena era digital, e prefere sacar a "manivela". Perde quem não se atualiza e prefere fechar a mente por birra, esquecendo que o mercado de animes/tokusatsu necessita de mais materiais originais vindos diretamente do Japão e que o mercado precisa crescer mais e mais. É preciso que se diga que as fansubs gringas de animes são mais honestas que as brasileiras, como citei um exemplo acima, pois elas são mais competentes e do que certas fansubs brasileiras. Sem generalismos, claro. Quero acreditar que ainda há algumas subs que realmente apoiem e divulguem se caso no futuro alguma nova série de Sentai ou Kamen Rider pintar por estes serviços com transmissão simultânea e poder de escolha.

Eu considero os download salutares quando se tratam de materiais raros/inéditos no Brasil ou que tiveram direitos expirados com o tempo. O que seria uma autentica divulgação. Diferente de pirataria. No mais, quando se tem materiais licenciados e de acesso oficial, os downloads se tornam coisas obsoletas e da idade da pedra. Não estamos mais no ano 2000 e não precisamos mais madrugar pra ter aquele anime atual ou tokusatsu antigo, pois uma boa porção está toda lá nos catálogos pra assistirmos com apenas um clique.

PS: Não ganho e jamais ganhei um centavo pra mencionar os nomes dos serviços, pois como blogueiro tenho o papel de informar, emitir opiniões e divulgar/recomendar os bons serviços. Legítima liberdade de expressão que assiste à imprensa.

Entenda sete importâncias sobre a chegada das séries de tokusatsu à Netflix

+ Ultraman 80 chega finalmente ao Brasil via Crunchyroll