segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Barry Kahn é o vilão mais bizarro que já apareceu em Dragon Ball

Barry Kahn de volta em Dragon Ball Super (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Dragon Ball Super está numa fase onde está revisitando alguns elementos das séries clássicas da franquia de Akira Toriyama. Nestas duas últimas semanas o foco foi no Grande Saiyaman. Gohan agora é casado com Videl e juntos cuidam da pequena Pan. A ideia era a gravação de um filme onde o Grande Saiyaman contra o Mr. Satan. Logo, alguém deveria interpretá-lo. Ninguém sabe que Gohan é o verdadeiro Grande Saiyaman, a não ser as próprias pessoas ao seu redor (Goku e cia).

E quem viveria o herói no cinema é Barry Kahn. Esta não é a primeira vez que ele aparece, pois já o vimos na saga de Majin Boo em Dragon Ball Z. Barry reaparece mais mimado e tramando contra tudo e todos. Quase um Justin Bieber dos animes. Tinha alguns momentos em que ele lembrava aquelas típicas vilãs de novela mexicana que sempre tramavam uma armadilha pra puxar tapete.

Por outro lado, foi um arco bem divertido. Ver o Gohan vestindo mais uma vez o traje do super-herói improvisado de sua adolescência e despertando o affair de uma idol que também era estrela do filme. Sorte do Gohan por ser fiel e por Videl ter plena confiança nele. Tudo isso além do ataque do parasita Watagash que pode voltar num arco mais consistente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Com Carranger, EUA ultrapassam o Brasil em séries Super Sentai

Os Carranger

A americana Shout! Factory segue em frente investindo em mais séries da franquia Super Sentai em home-video. Desde 2014 a empresa vem lançando séries como Zyuranger, Dairanger, Kakuranger e Ohranger. Todas adaptadas nos EUA como Power Rangers.

A partir de 25 de abril o público gringo vai poder conferir oficialmente a série Gekisou Sentai Carranger, mais popular no ocidente como Power Rangers Turbo.

Esta é a quinta série Super Sentai lançada oficialmente nos EUA. Este ultrapassa o Brasil que ainda soma quatro séries da franquia lançadas oficialmente. O último lançamento foi Maskman, distribuído pela extinta Everest Vídeo e exibido pela também extinta Rede Manchete entre 1991 e 1999.

Apenas Changeman e Flashman estão atualmente em exibição no Brasil, pelo canal de streaming Wow! Play.

Veja a capa do DVD-box de Carranger:



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Tokushare acerta em deixar de piratear séries legalizadas; mas faltam imediatismo e incentivo

Ultraman Orb é a mais nova série tokusatsu no Brasil

Faz muito tempo que deixei de falar sobre esse tipo assunto e hoje volto com uma boa razão. O site Tokushare (esta é a primeira vez que cito um nome de uma fansub) anunciou na noite desta segunda (2) que vai deixar de vai deixar de disponibilizar séries legalizadas no Brasil. Uma decisão bastante acertada e que deveria ter acontecido há muito tempo.

O Tokushare é bem conhecido pelos nicho brasileiro que acompanha tokusatsu por divulgar séries do gênero, além de séries de anime e drama. É preciso que se diga que a grande maioria destes títulos são inéditos no Brasil e alguns deles tiveram direitos expirados há zilhões de anos. Claro, todos com a finalidade de divulgação. Até aí, nenhum problema.

O controverso é que o Tokushare disponibilizava (ou ainda disponibiliza) ilegalmente para download algumas séries e filmes com direitos no Brasil. Muitos destes títulos lançados em DVD e principalmente em streaming. Todos aqui sabem (ou deveriam saber) que as franquias que estão em alta nas novas mídias são Ultraman e Power Rangers.

Porém ainda faltam duas coisas essenciais para a tomada de decisão se concretizar:

1) Falta imediatismo

Segundo o próprio Tokushare, os links das séries pirateadas vão ficar disponíveis até o final de fevereiro. Ou seja, mais dois meses no erro. Em relação às fansubs gringas acontece exatamente o contrário. Quando uma nova série aparece com direitos, as mesmas apagam para justamente não competir nem atrapalhar o mercado. É justo e lógico. Volto a citar aqui que quando Ultraman Leo chegou mundialmente via Crunchyroll, uma sub dos EUA apagou os links antes mesmo do projeto de legendagem desta mesma série ter sido concluída.


2) Falta incentivo

Há algumas pessoas que estão dizendo que não vão poder ter "sua série" pra download. O fato de você assistir uma série tokusatsu não te faz ser dono dela. Se algumas delas serão apagadas dos links pra download, é porque as mesmas tem direitos em nosso país. E se tem direitos, o que custa valorizá-las? No caso dos streamings - apesar dos 2% de imposto sancionados pelo presidente Temer - os custos são irrisórios. Pra assistir "sua série" favorita é fácil: é só dar o play e curtir sem problemas. Todos só tem a ganhar e você sente menos peso no tempo, sono e espaço no HD. Isso também é mais qualidade para as próprias fansubs, pois elas podem focar na legendagem de títulos que estão parados e/ou que nunca foram trabalhados/divulgados. Infelizmente são poucas subs brasileiras que pensam dessa forma.


Apoiar séries japonesas legalizadas no Brasil não é ser contra as fansubs e muito menos divulgar os serviços pra ganhar assinatura vitalícia em troca. Eu mesmo critiquei essa pirataria há uns dois anos atrás. Muita gente ainda acha que tenho "ódio mortal contra as fansubs" e esta mesma gente é nota zero em interpretação de texto. Isso é bobagem e argumento de 5ª série. Não sou o único que incentiva. Outros meios como Jbox, TokuDoc, Mega Hero, Herói, entre outros também fazem o mesmo. Todos nós que divulgamos materiais legalizados apoiamos porque curtimos, sabemos da importância de valorizar estes conteúdos (e do resultado que o nosso feedback pode dar) e não ficamos inventando desculpazinhas e botando dificuldade na vida. Temos que fazer a nossa parte e agora o Tokushare está fazendo a dele e da maneira dele. Aliás, não faz sentido nenhum piratear algo trazido oficialmente e acessível. A quem vamos apoiar se continuar assim, não é?

Parabéns, Tokushare. Continuem divulgando o tokusatsu e jamais voltem atrás nesta decisão de não bater de frente contra as séries e filmes legalizados no Brasil. Vocês mesmos também só tem a ganhar e vão entender no futuro quando colherem os frutos desta importante decisão.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Ultraman Leo, o sobrevivente herói da crise setentista

Ultraman Leo e seu irmão Astra (Foto: Divulgação/Crunchyroll)

Em 1970, após a morte de Eiji Tsuburaya, o estúdio Tsuburaya Productions passou por uma reorganização, graças ao empenho de seus filhos Hajime e Noburo Tsuburaya. A então nova fase começou em abril de 1971 com o lançamento da série O Regresso de Ultraman. Um importante embrião para a formação da Irmandade Ultra. Nesta fase surgiram outras séries como Ultraman Ace (1972) e Ultraman Taro (1973). Durante a exibição deste último, o mundo sofria com a segunda crise do petróleo que atingiu a pré-produção de uma série Ultra que estava programada para ir ao ar em março de 1974. Ultraman Taro (leia: Ultraman "Tarô") foi obrigado a ter mais quatro episódios. Foram 53 no total. Portanto, a série Ultra mais longa da era Showa. Finalmente, na noite de 12 de abril de 1974, estreava a série que seria a última da era de ouro da Família Ultra.


O amargurado oficial Gen Ootori
Ultraman Leo foi a sétima da franquia e uma das mais importantes da mitologia dos heróis gigantes da Tsuburaya. Era uma sequencia indireta de Ultra Seven, clássico de 1967. Dan Moroboshi (o alter-ego do lendário herói reinterpretado por Kohji Moritsugu) estava de volta à Terra após 6 anos de sua batalha contra Alien Ghos e Pandon. Agora como capitão da equipe anti-monstros MAC (Monster Attacking Crew), o veterano trava uma batalha feroz contra Alien Magma e os monstros gigantes Giras Brothers (Red Giras e Black Giras), onde perde os seus poderes e fica manco de uma das pernas. Uma das cenas mais chocantes do programa.

Para salvá-lo, surge impetuosamente Ultraman Leo, vindo diretamente da extinta Nebulosa L-77, situada na constelação de Leão. Assim como Seven, Leo assume a forma humana na Terra, ao invés de usar um hospedeiro. Sua identidade na Terra é Gen Ootori (vivido por Ryu Manatsu) e passa a servir como oficial da MAC. Além de carregar a responsabilidade de proteger a paz em nosso planeta como Ultraman. Fora da MAC, Gen treina crianças num clube de esportes junto com Takeshi Nomura e Momoko Yamaguchi. Nos primeiros episódios, Gen e seus amigos passam a cuidar de Tooru (uma versão chatinha de Jiro Sakata, de O Regresso de Ultraman) e sua irmã mais nova Kaoru após ver seu pai ser assassinado por um monstro. Gen se identifica com Tooru ao vê-lo solitário e lembra de sua terra natal que foi destruída. 

Gen usa o Leo Ring como ferramenta de transformação em Ultraman Leo. Apesar de Leo ter alguns golpes e ataques especiais como o Leo Kick, o guerreiro lutava corpo a corpo contra seus oponentes, utilizando até mesmo habilidades do karatê. O herói não dispensava socos e pontapés. Assim como Metalder foi nas séries Metal Hero, Ultraman Leo foi um herói bastante sofrido nas séries Ultra. Logo nos primeiros episódios, Gen se mostra um guerreiro despreparado e seu descuido era deixar facilmente inocentes em perigo. O Capitão Dan Moroboshi era um elemento importante nestes momentos de crise (e que não deixa o espectador dropar a série por conta dos vacilos de seu subordinado/discípulo).

Para aprender a ser um herói com grandes responsabilidades, Moroboshi sempre colocava Gen em treinamentos extremamente pesados. Numa dessas situações, Gen foi desafiado a cortar a correnteza de uma cachoeira para vencer um poderoso inimigo (A situação se repetiu anos mais tarde num episódio de Shaider, da Toei Company). Com seu Ultra Olho destruído e nem ao menos poder se transformar em Ultraseven, Moroboshi usa a Ultra Psicocinese apenas em casos de extrema necessidade. Tal poder consome as forças do capitão da MAC. O ponto alto da interação deles sempre era a bronca que o veterano dava ao novato, com a intenção de mostrar que a vida não é nada fácil. O foco da MAC era sempre nos membros alienígenas. Diferente das séries anteriores que mostravam o carisma das equipes anti-monstro, a MAC tinham membros coadjuvantes.


Capitão Dan Moroboshi passando mais uma lição para Gen

A série vai melhorando e abandonando clichês. Tomando pegada mais sombria e altamente violenta. A qualidade levou a Tsuburaya produzir vários episódios dignos de verdadeiros contos de terror. Durante um período, alguns episódios focaram em homenagens ao folclore japonês, saindo um pouco do clima sangrento e partindo para um apelo mais infantil. O que não deixa a série ruim. Porém isso não durou muito e as histórias voltaram a ficar violentas.

Ultraman Leo possui sagas marcantes. Algumas delas com o auxílio de Astra, o irmão mais novo do herói-título que chega para ajudá-lo. Sendo este o primeiro Ultra secundário da franquia. (NOTA: O termo "Ultraman Astra" é incorreto e jamais oficializado pela Tsuburaya.) Nesta mesma série acontece a estreia do lendário Ultraman King, que concede a Leo o Ultra Mantle que pode se converter (pasme!) num guarda-chuva, o LeoBrella e também no Ultra Mantle Mirror. Até então, Ultraman King era apenas um divindade jamais vista por alguém da Estrela Ultra. Os irmãos Zoffy, Ultraman, Ultraman Jack (ainda chamado na época como Kaetekitta Ultraman e Shinman) e Ultraman Ace também dão o ar de suas graças, além de uma brevíssima participação do casal Pai e Mãe de Ultra.


O magnífico Ultraman King
O episódio 40 é, senão, o mais decisivo. Devido à crise do petróleo, a Tsuburaya não teve outra opção a não ser mudar o rumo de Ultraman Leo. Com isso, vários personagens principais tiveram seus destinos alterados com a chegada dos demoníacos Discos Vivos. Este arco é tão intenso que chega a ser pecado mortal dar qualquer spoiler. O que posso dizer é que os últimos 12 episódios são os melhores devido à intensidade de catástrofes e dramatização. São momentos carregados de puro terror e violência que podem ser traumáticos, caso você se apegue com um determinado elemento. É de deixar o espectador na ponta do sofá e roendo as unhas. Além disso, os laços entre Gen e Tooru são colocados à prova.

Por causa da instabilidade econômica gerada pela crise, Ultraman Leo teve efeitos capengas e monstros de baixa qualidade. Em contrapartida, os roteiros são muito bem compensados. Aliás, a série teve vilões bastante impopulares. Os únicos que se salvaram do "anonimato" ao longo da história foram o próprio Alien Magma e o monstro Nouva (um dos Discos Vivos) que apareceram em outras séries e filmes Ultra. Nem mesmo a escassez de verba deixou o brilho da série se apagar. Numa época onde animes de esporte estavam em alta - Ultraman Leo passava uma mensagem de determinação de maneira própria e imparcial para os padrões das séries japonesas da época. E o herói aprendeu e ensinou a superar toda e qualquer crise.


Elenco e produção

O ator Ryu Manatsu, que viveu Gen Ootori, era quem cantava o primeiro tema de abertura. Um dos destaques era o tema de inserção "Hoshizora no Ballad" (Balada de um Céu Estrelado) que contava a tristeza de Leo após ter perdido seu planeta-natal. Uma lindíssima melodia. Esta mesma canção foi tocada no game Ys IV - The Dawn of Ys, lançado em 1993 pela Falcom. A partir do episódio 14, Ultraman Leo ganha um novo tema de abertura, "Tatakae! Ultraman Leo", interpretada por Yuki Hide (creditado como Hideyuki). Ele é mais conhecido por cantar temas de outras séries tokusatsu como Kikaider e Spider-Man.

Ultraman Leo teve refinadas participações no elenco:

  • O ator Tsunehiro Arai (Tooru) apareceu em Lion Man como o garoto Sankichi. Curiosamente ele interpretou dois personagens mirins que representavam leões em tokusatsu. Também participou em Ultraman Taro no ano anterior;

  • Ainda sobre participação mirim, o ator Tomonori Yoshida, o Júpiter da série Cybercop, também aparece ainda aos 8 anos de idade. Anos mais tarde, ainda criança, aparece num episódio de Spider-Man, de 1978.

  • O ator Yukio Ito, que viveu como Takeshi Nomura, se tornou Midorenger em Gorenger (1975) e Battle Cossack I em Battle Fever J (1979). Ambas séries Super Sentai.

  • Ultraman Leo também contou com outras participações como Susumu Kurobe, Hiroko Sakurai (ambos foram Hayata e Akiko, respectivamente, em Ultraman), o saudoso Tetsuo Narikawa (Spectreman), Tetsuya Ushio (Lion Man) e Masayuki Susuki (Kojiro Ooyama em Gavan, Sharivan e Shaider e Hakushin em Jiraiya).

  • Para os fãs de Ultra Seven, a atriz Yuriko Himishi volta a interpretar Anne Yuri em apenas um episódio. O que seria seu suposto retorno seis anos depois do fim da série.


Leo contra Silver Bloome, no clássico episódio que marcou a reta final


Após a série de TV

Algumas cenas de Ultraman Leo em ação podem ser vistas no filme Ultraman Story (de 1984) que conta a origem de Ultraman Taro. Um filme bem confuso e cheio de furos na cronologia de M-78. Ryu Manatsu volta à pele de Gen Ootori em 2006 na série Ultraman Mebius, série que comemorou os 40 anos do primeiro Ultraman. Aparece também nos filmes Mega Batalha na Galáxia Ultra (2009), Ultraman Zero: A Vingança de Belial (2010), e Ultraman Saga (2012). Além do especial Ultra Galaxy Legend Gaiden: Ultraman Zero vs. Darklops Zero (2010), algumas aparições no programa Ultraman Retsuden (2011) e na série Ultraman Ginga (2013). Na atual era Heisei, Ultraman Leo se tornou mestre de Ultraman Zero, o filho de seu mentor.

Todos os 51 episódios de Ultraman Leo podem ser visto oficialmente através do canal de streaming Crunchyroll. A série estreou no Brasil e em outros países em 12 de novembro de 2014 (com legendas em português desde 25 de janeiro de 2015). Ultraman Leo é a série drama mais antiga a passar pelo catálogo que tem agregado mais conteúdo da franquiaSe você é daqueles que ainda acham que não existe mais tokusatsu por aqui e já viu tudo com Jaspion e cia na extinta Rede Manchete, tente uma nova experiência com está maravilhosa série e se emocione. Com certeza não irá se arrepender. E uma dica: a atmosfera de Ultraman Leo funciona melhor se você assistir tarde da noite. A emoção e a tensão são aumentadas.

Parada obrigatória para as comemorações dos 50 anos de Ultraseven em 2017.

Assista a primeira abertura de Ultraman Leo e na sequencia a canção "Hoshizora no Ballad":






Leia também:

- Ultraseven X é a mais nova opção para os amantes de ficção científica

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O que esperar do próximo Super Hero Taisen?

Mais um Super Hero Taisen vem aí

Desde 2012 esses filmes de primavera da Toei são tradição. Alguns bem legais como do Kamen Rider 1-gô (deste ano) e outros bizarros. E mais um filme desta série foi anunciado. O título será Kamen Rider x Super Sentai: Chou Super Hero Taisen. Será um crossover entre Kamen Rider Ex-Aid e Uchuu Sentai Kyuranger.

Cá pra nós: os únicos filmes tokusatsu que prometem mesmo em 2017 são do Ultraman Orb (também na primavera japonesa) e os dois Space Squad (Girls in Trouble e Gavan vs. Dekaranger). Não há muito o que esperar a não ser mais um caça-níquel da Toei e sem compromisso com a lógica. Esses crossovers estão cansativos e não geram mais expectativa alguma.

É bem provável que seja um mais do mesmo. Se algo diferente surgir, vai valer a espera.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Suposição antiga sobre Kyoryu Blue como Jaspion vira piada de primeiro de abril

Yamato Kinjo como "Nossan" em Kyoryuger (Foto: Reprodução/TV Asahi)

Na época do Kyoryuger, o Super Sentai de 2013, sempre que a gente via o visual "black power" de Nobuharu Udo/Kyoryu Blue (também conhecido na série como Nossan) a gente lembrava do Jaspion. Isso porque os dois personagens tinham cabeleiras parecidas. Não seria uma má ideia se o ator Yamato Kinjo um dia vivesse o pequeno Tarzan Galático (o garoto que Jaspion passou a criar no final da série) ou algum outro sucessor de Jaspion. Seria mais lógico uma vez que Hikaru Kurosaki está afastado por motivos que bem sabemos. É uma ideia que a Toei poderia adotar? Sim, mas temos que aguardar por algum anúncio oficial pra não cair na fantasia.

Por outro lado, sempre tem um ou outro que quer manter as esperanças e acaba caindo numa pegadinha qualquer na web. Foi o que aconteceu neste fim de semana quando um boato surgiu nas redes sociais dando a entender que Yamato Kinjo interpretaria Jaspion no filme Space Squad: Gavan vs. Dekaranger, no meio de 2017. Obviamente, nada confirmado e Yamato já não tem mais aquela cabeleira dos tempos de Kyoryuger, como pode ser visto em sua conta no Twitter, por exemplo.

Todo cuidado é pouco com qualquer boato que se vê por aí nas esquinas da internet, mesmo que seja uma "brincadeirinha". Tem gente tomando como verdade e a próxima vítima pode ser você. Prefira as informações vindas diretamente da fonte.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Goku ataca com "Pegadinha do Mallandro" em Dragon Ball Super

Goku trolou o próprio público na série

Não sei se você teve a mesma impressão quando assistiu os últimos dois episódios de Dragon Ball Super, mas ficou na cara de que aquela tentativa de assassinato de Hit contra Goku poderia ser mais uma desculpa pra ter um embate de titãs antes da nova saga começar pra valer em fevereiro. E a desculpa foi mais esfarrapada que essa.

Goku foi vítima do ataque de Hit. Na realidade tudo não passava de uma "brincadeira" do próprio Saiyajin para lutar com alguém muito poderoso. No fim das contas tudo pareceu uma "Pegadinha do Mallandro" e nada de importante foi acrescentado na série. E pensar que ainda teremos janeiro com mais essa extensão do epílogo da saga do Trunks do Futuro.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Só pra constar: Herbaira também vai aparecer em Space Squad

A assassina do Império Water está de volta em 2017

Podemos dizer que ganhamos um presente de Natal com a notícia da volta d'O Fantástico Jaspion. Se você não acompanhou ainda, o nosso "Ginga no Tarzan" está confirmado no filme Space Squad: Gavan vs. Dekaranger. Não custa nada lembrar (pela milésima vez, eu acho): o ator Hikaru "Seiki" Kurosaki é instrutor de mergulho em Okinawa e não quer mais saber de tokusatsu.

Como disse aqui, Jaspion pode aparecer num flashback ou em ação. Seja qual for a situação, deve ser apenas trajando sua Metal Tech Suit. E quem sabe também apareça alguma silhueta nas sombras (com algum dublê interpretando, né?). Até aí a gente espera que faça algum sentido. Certamente algum seiyu deverá empresar a voz ao Jaspion.

Agora, na mesma publicação divulgada nesta sexta (23) também foi confirmada a volta de Herbaira, a vilã de Spielvan. Esse detalhe passou despercebido entre o público brasileiro - que ainda está mais empolgado com a volta do Jaspion do que qualquer outro personagem que passou pela era Manchete.

Enfim, se a gente analisar bem, esta volta de Herbaira ainda tem algumas incógnitas. Quem acompanhou Spielvan sabe que ela é Helen e ela se libertou da maldição da Rainha Pandora. Não se sabe ainda se esta Herbaira monstruosa é a mesma da série de 1986 ou se é um clone, um experimento de DNA ou coisa do tipo. No futuro saberemos qual a explicação.

Veja as imagens:



Na primeira imagem vemos MacGaren (Junichi Haruta) ao lado da nova versão de Benikiba (Mikie Hara). E claro, o nosso Jaspion no rodapé. Surge um vilão que lembra ligeiramente Kenga e Zahul, os capangas de Silk, em Jaspion. Na segunda vemos uma Herbaira monstruosa que lembra referências dos filmes Alien e O Predador. Bem assustadora, não?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Netflix lança novos animes e mais Power Rangers

Todos os Rangers reunidos

Estamos em contagem regressiva para 2017 e um dos filmes mais aguardados do ano é o reboot de Power Rangers. Pra preparar os fãs, 
a Netflix lança a partir de 1 de janeiro a recente temporada Power Rangers Dino Super Charge e o especial Power Rangers Super Megaforce: The Legendary Battle.

Pra quem curte anime, na mesma data está confirmada a volta do clássico As Aventuras do Pequeno Príncipe. Série de 1978 que passou aqui no Brasil na década de 80 pelo SBT e ganhou lançamento em DVD pela Focus Filmes anos atrás. Ainda no dia de ano novo, a Netflix lança também a série Yo-Kai Watch e o filme Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki (este último disponível nos canais Telecine e Telecine Play).

E não para por aí. No dia 13 de janeiro está de volta o filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário. E tem muito anime chegando durante 2017 como séries Charlotte, God Eater, Erased (disponíveis também no canal de streaming Crunchyroll) e o inédito Cyborg 009 Call of Justice.

Em 2016, Ultraman Orb fez escola para as séries Rider e Sentai

Orb em sua forma Trinity no filme de 2017

2016 foi um ano muito especial para o estilo tokusatsu e mais feliz ainda pra quem acompanhou Ultraman Orb. A série chega ao seu final e já na madrugada da próxima sexta pra sábado veremos em primeira mão via Crunchyroll.

Ao lado de Redman (série de 1972 exibida mundialmente via Ultra Channel, no YouTube), esta foi, sem dúvida alguma, foi uma grata surpresa neste ano. Aponto aqui alguns motivos que considero os fatores cruciais para o sucesso:

1) Comemorações dos 50 anos das séries Ultra

Ultra Q e Ultraman completaram meio século. As celebrações foram centradas mesmo na série do gigante prateado vindo da Nebulosa M-78. A franquia é uma tradição no Japão e tem bastante força quanto um Star Wars da vida.


2) Quebrou padrões

Aqui acolá sempre tem uma turma que acha que Ultraman é "a mesma coisa". Mas quem assistiu pelo menos umas três ou cinco séries Ultra sabem que isso não é verdade tem argumentos que derrubam facilmente tal desinformação. Orb foi uma série que quebrou padrões e superou Ultraman X, que ainda mantinha clichês como uma equipe anti-monstros. O trio da SSP é uma equipe improvisada e cheia de bom humor. Nada de exageros e pegadas infantiloides como acontecem viciadamente nas atuais séries tokusatsu da Toei. Kamen Rider Amazons é uma exceção, obviamente.


3) Miyabi Matsuura

A atriz é bonita sim. Nesse quesito, ela é um páreo duro em meio às gracisosas atrizes de Kamen Rider Ex-Aid e Zyuohger. Mas Miyabi, a nossa querida Naomi Yumeno, simplesmente detona elas com sua interpretação ímpar. Não que as atrizes de Rider e Sentai sejam ruins, veja bem. É que Miyabi tem um dom especial e uma química forte em cena. É só ver por exemplo os momentos em que ela contracena com Hideo Ishiguro, o Gai Kurenai da série.


4) Rivalidade inteligente

Gai e Juggler ensinaram a Toei como criar uma rivalidade consistente e sem abandonar personagens, como aconteceu infelizmente com Decade e Diend. A ligação entre o herói e o vilão ainda é um mistério e deve ser desvendado em The Orgin Saga, agora em dezembro. Juggler foi um vilão terrível e foi um misto de diversão e ódio. Sim. Juggler conseguiu agradar em cheio o público e vai nos fazer odiá-lo no último episódio.


5) Spin-off e filme em 2017

Os filmes de primavera agora são praticamente uma tradição e Orb nas telonas é motivo de muitas expectativas. Já o spin-off, que será o prólogo do herói, tem tudo pra ser uma jogada inteligente da Tsuburaya.


6) Exibição simultânea no Brasil

Ultraman Orb é a segunda série tokusatsu a vir mais rápido pra cá. A primeira foi Ultraman X no ano passado. Ambas derrubaram Jiban do topo de série exibidas no Brasil no mesmo período que no Japão. Os tempos são outros e a transmissão simultânea pelo canal de streaming Crunchyroll é uma grandiosa conquista. Orb teve uma audiência de 89% a mais que X. Sinal de que não precisamos mais esperar anos-luz pra ver uma série tokusatsu na TV brasileira. E além do mais, hoje em dia só é refém da pirataria quem quer.


7) Ultrapassou Kamen Rider e Super Sentai

Enquanto a Toei teve um ano aquém para comemorar os 45 anos de Kamen Rider e os 40 de Super Sentai, a Tsuburaya soube se planejar e criar um programa divertido, carismático e sem abuso de infantilidade. Não teve susto, mas muitas surpresas agradáveis que não deixaram o público se cansar. As séries Ultra estão em sua melhor fase nos últimos 10 anos e a Tsuburaya tem muito ainda que ensinar à nossa querida Toei.