terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pitaco - Tiririca e seu humor genial no Horário Político

"Que "bifões", bicho." (Foto: Reprodução)

Depois de um longo período eleitoral, a coluna Pitaco está de volta pra falar sobre alguma coisa ou outra relacionada ao mundo paralelo (e atípico) da nossa cultura pop. Não sei se você teve paciência pra assistir ao Horário Político. Particularmente não tive muito tempo saco pra assistir. Mas do pouco que me restava para ver na TV, mudava o sinal local para o sinal de São Paulo, na hora da programação estadual (é claro), para ver nada mais e nada menos que o Tiririca.

Falando sério, eu sintonizava mais para vê-lo fazer graça mesmo. Aliás, quem é que não gosta de ver suas palhaçadas, não é verdade? Só em a gente ver a cara dele, já dá vontade de rir à beça. Aqui o Tiririca fez o que sempre soube fazer de melhor - como humorista: matar o povo de risadas/gargalhadas. E logo em um horário em que costumeiramente muitas pessoas tem desligado a a TV com mais frequência e descontentamento às promessas que são feitas em todo santo período eleitoral do que em anos anteriores. 

Dá pra perceber que Tiririca investiu mais pesado na campanha desta vez. Como diferencial, ele começou imitando rei Roberto Carlos parodiando a música "O Portão". Com direito à uma referência ao Friboi. Sensacional. Uma das melhores performances do cearense, embora tenha sido dublado ao cantar. Houve um momento em que o palhaço também foi dublado ao imitar o Pelé. Nada que não nos fizesse arrancar umas boas gargalhadas. Como prestação de contas ao eleitor, Tiririca foi criativo ao brincar com situações como conhecer "Brasília" (simbolizada pelo carro de mesmo nome), ocupar uma "tribuna", lutar pela "bandeira dos cornos", e até com as repressões pelas quais foi questionado após ser eleito em 2010.

Foi uma boa ver o Tiririca novamente no meio humorístico depois de tanto tempo, mesmo que sendo de passagem para uma campanha eleitoral. Bem que ele poderia retornar aos palcos e tal, mas agora sua empreitada é outra. Quem sabe o veremos naquele comercial de uma famosa campanha publicitária de sucesso, já que as eleições para os deputados já acabou, né?. Certamente o palhaço está liberado pra isso.

Se você não viu ainda ou quer ver de novo, confira os vídeos do Tiririca em campanha neste ano e se bula de rir. Vale a pena ver todos, "abestado!":
 
 
  
  
  
  
 

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A pior música de todos os tempos da última semana


Alguém aí já ouviu no rádio a música "Bilu Bilu"? Se não ouviu, parabéns. Você é uma pessoa feliz. Se já, bem vindo ao clube. (rsrs) De qualquer forma, ouça aqui. A música do cantor de tecnobrega chamado Pablo, também conhecido como "A Voz Romântica" (quem?!), é a PIOR música das paradas de sucesso atualmente. Não sei se aquilo dá pra ser enquadrado no rol da "periferia" sertaneja da atualidade. Mas o ritmo lembra muito o gênero. A melodia é até engraçadinha e você acha bonitinha no começo. Mas quando vem o refrão, meu cumpadi, você não sabe se ri ou se chora e loga dá uma vontade de rebolar uma banda de tijolo no aparelho de som que tiver tocando esta praga.

"Bilu Bilu" é uma daquelas música chiclete que entram na cabeça do ouvinte sem pedir licença, que chegam a atormentar o mais fundo do subconsciente nos momentos de extremo sossego. Cá pra nós: a letra é pobre de criatividade, não tem sentimentalismo sequer, poetismo zero, é feita pra ganhar dinheiro nas coxas, e daqui a 20-30 anos jamais será lembrada como grandes clássicos do passado que perpetuam há várias décadas em boa parte das emissoras de rádio.

O refrão começa assim: "Como criança em seus braços/Eu me sinto um rei de sangue azul/Gosto quando encosta em meu nariz e faz/Bilu bilu bilu bilu". E daí vem junto toda uma repetição de um tal de "bilu bilu bilu bilu" pra lá, "bilu bilu bilu bilu" pra cá, desculpa pra dizer "bilu bilu bilu bilu", carência depressiva pra mais um "bilu bilu bilu bilu"... Ah! Isso é de infartar fulminantemente ou estourar o cérebro até do mais renomado dos compositores da música brasileira.

Em off, eu digo sempre que tenho oportunidade pra falar que não existe mais romantismo nas músicas brega e sertanejo. O motivo são os mais óbvios possíveis. E o tal sucesso de Pablo é um exemplo da decadência musical no Brasil e do jeito que descrevi. Se há quem queira me provar o contrário, eu convido para escutar uma maratona da minha coletânea destes gêneros das antigas. Música romântica de verdade é aquela que fala sobre fio de cabelo no paletó, sobre as paredes azuis, sobre o convite inesperado de casamento, sobre o cara que não aprendeu dizer adeus, e por aí vai. Pena que os mais jovens nem fazem ideia de que músicas são essas ou quem as cantam, né?

A diferença de qualidade é gritante em todos os sentidos. Uma lástima.

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