quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Comemoração de Cavaleiros e Dragon Ball na Rede Brasil seria melhor se não fosse por 12 erros grotescos

Evê e Larissa papeando sobre Cavaleiros e algo mais (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

Se você está acompanhando às vésperas do relançamento de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z à TV brasileira certamente ficou sabendo do especial da Rede Brasil sobre as duas séries japonesas na edição desta semana do Em Revista. O programa apresentado por Evê Sobral, que também é diretor de programação da emissora paulista, trouxe vários envolvidos nas produções da Toei Animation. Sejam jornalistas, redatores, cantores, dubladores e até representantes do próprio estúdio japonês. É preciso que se diga que, pela intensão, isso jamais foi feito por nenhuma outra emissora brasileira.

Durante a exibição das comemorações da última terça-feira vários fãs se manifestaram nas redes sociais. Por um lado, muita gente curtiu o fato de falarem sobre o assunto por duas horas no horário nobre. Por outro, teve quem tirou sarro da coisa toda. Sem contar com alguns desavisados que estranharam a forma como o Em Revista levou. É que a Rede Brasil mesmo esse lado trash e não é de hoje. É mais ou menos como era a CNT/Gazeta nos ano 90 de maneira deformada. Tudo bem popularesco e como uma qualidade aquém de outras emissoras como Globo, Record, SBT, etc.

Se a gente peneirar tudo o que foi mostrado, vamos ver que tivemos uma tentativa de apresentar a cultura pop japonesa para leigos. Nesse âmbito foi bom? Sim, porém com várias falhas. Há quem diga que não foi ninguém que representasse Goku e cia. Ao menos tivemos os dubladores Figueira Jr. e Tânia Gaidarj (as respectivas vozes de Androide 17 e Bulma no Brasil). Só que o glamour ficou mesmo para Seiya e sua turma. Era de se esperar.

Agora pelo menos 12 coisas atrapalharam a tal comemoração e renderam momentos de pura vergonha alheia. Foram essas:

1) Excesso de merchandising com direito a intervenções do Marcos Tolentino, presidente da Rede Brasil. Só na abertura foram 15 minutos interruptos de anúncios. Um absurdo pra qualquer veículo de comunicação.

2) O bullying de Evê Sobral com Yudi Tamashiro pra tentar explicar quem é o Goku. Nada a ver e foi constrangedor. Comentei sobre isso aqui.

3) Evê Sobral tentando limpar a imagem da emissora. Nem precisava o apresentador/diretor ficar falando que a programação é digna e tal. Todo sabemos que apesar da aquisição legal destas séries da Toei, tem muita coisa passando sem autorização. Também não precisava dizer que a Rede Brasil não terminou de copiar as masters enviadas do Japão. Pela fama da RBTV, isso obviamente virou piada na internet. Há quem acredite mesmo que esses episódios estejam mesmo sendo baixados apesar de todo o sarcasmo.

4) Gente comendo bolo e salgado na platéia. Tudo bem apresentar bolo confeitado com os personagens de Cavaleiros e Dragon Ball (até o Bills da série Super estava no meio). A refeição podia esperar pra depois do programa.

5) Falando em bolo, uma confeiteira disse ter assistido as séries pelo YouTube pra conhecer a trama. Ficou feio, vai.

6) O estúdio estava pequeno demais pra tanta gente. E o cenário é novo.

7) Nâni Venâncio tentando falar japonês com Sobral e Tolentino. Num papo que não tinha nada com anime estava Larissa Tassi (que veio pra cantar temas dos Cavaleiros, veja bem). Só pra se ter uma ideia, os minutos se perderam com assuntos como merchan, chocolate, implantação de TV digital, exibição de mais séries na Rede Brasil (com direitos desta vez?), e Larissa ali no meio da conversa sem falar nada e vendo navios. É bom citar que ela cantou durante o programa e conversou sobre Cavaleiros. Aí sim valeu.

8) Nyvi Estephan promovendo sua atual edição na Playboy. Isso poderia ser assunto na próxima semana.

9) Tudo bem que tinham duas miss, mas o que isso tem mesmo a ver com o tema, hein?

10) Bastidores do estúdio do Em Revista. Sem comentários.

11) Microfone do Tolentino sendo cortado na hora de Larissa cantar no palco. Ele dizia: "eu tenho que ter 20% de todo o cachê dela..." e puff. Engraçadíssimo. Procure na internet que vale uns replays.

12) Evê Sobral falando por três minutos só pra terminar o programa.

Tirando todo esse momento de vergonha alheia, o assunto poderia ser melhor aproveitado e quem sabe mais trabalhado. Valeu a intenção sim da Rede Brasil de Televisão, mas esse é seu "trash way to life" de sempre.

Um comentário:

  1. Caraca, quanta "maletada". Excelente post, me fez até bater uma saudade de um blog que eu postava na década passada e era dedicado ao "show de horrores" da TV aberta brasileira.

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