sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Com Cavaleiros e Dragon Ball em horário nobre, Rede Brasil deverá ser boa referência para TV aberta

Os Cavaleiros do Zodíaco serão exibidos oficialmente em horário nobre

Quem me acompanha há longa data por aqui sabe que quase sempre fui crítico da Rede Brasil por causa das exibições ilegais de séries clássicas. Não só por isso, tinha também muita lambança e mudança repentina de programação. Lá nos primórdios do blog eu fiz este post falando da programação da emissora, devido ao acesso à TV por assinatura em todo o Brasil. Mas depois me liguei e vi que era tudo pirata e com tratamento de quinta.

Desde a semana passada eu venho tirando meu chapéu pra emissora pelo anúncio oficial de uma parceria inédita com a própria Toei Animation. A Rede Brasil irá exibir um bloco duplo com exibição de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z. Disse no outro post e repito: coisa improvável até pouco tempo atrás.

Nesta quinta saiu a divulgação do horário desse novo bloco. Será de segunda à sexta - a partir do próximo dia 24 - depois das 20h. É uma faixa de horário próxima do que foi trabalhado anos atrás pela extinta Manchete. Não vou dizer que Cavaleiros e Dragon Ball vão ter uma dura batalha disputando com telejornais e novelas até porque a RBTV é canal UHF. Tecnicamente não existe essa disputa com emissoras VHF (Globo, Record, SBT, Band, RedeTV!). As duas séries de anime estão numa "casta" correta. Só quem vai assistir é o próprio nicho formado por antigos e novos espectadores e tem tudo pra ter, pelo menos, uma audiência significativa, despretensiosa e suficiente.

A RBTV está no caminho certo e tem tudo pra ser uma boa referência. Não só pela parceria, mas também pelo horário acessível. Poderia ser a Rede Brasil a salvação das animações japonesas na TV aberta, quem sabe. Particularmente eu torço e fico feliz por essa parceria. Só espero que não haja cortes e mudanças de horário sem aviso prévio.

PS: Espero também que a Rede Brasil também regularize logo a exibição das séries tokusatsu. É preciso que se diga.

Um comentário: