quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dragon Ball teve dois filmes live action mais constrangedores que o próprio Evolution

A versão carne e osso de Goku na Coréia do Sul

Se você é um fã fervoroso de Dragon Ball certamente você guarda uma certa raivinha do filme Dragonball Evolution, lançado mundialmente nos cinemas em 2009 pela Fox. Recentemente o roteirista Bem Ramsey pediu desculpas aos fãs da série do mangaká Akira Toriyama pelo "transtorno". Então, falando nisso, você sabia que DB já teve dois filmes live action que são mais toscos ainda?

Pois bem. Um atende pelo título Dragon Ball: The Magic Begins. Produzido em Taiwan, em 1991, esta produção não-oficial foi baseada no filme A Lenda de Shenlong, o primeiro da série animada da TV. Foi lançado nos EUA e ganhou dublagem local que mudou o nome dos personagens.

A história começa quando King Horn envia sua tropa contra a humanidade em busca das sete Esferas do Dragão. King Horn é baseado em Pilaf, mas tem fortes referências ao Rei Gourmet (do filme animado citado) e ao Lúcifer (de A Bela Adormecida do Castelo Amaldiçoado, o segundo filme de DB). Seus principais capangas são os atiradores Zebrata (Vongo) e Maria (Pasta) -- que mais parecem ter saído do universo de Mad Max. A ameaça de King Horn chega ao velho Sparkle (Son Gohan), que possui a esfera de quatro estrelas. Para vingar o seu avô, Monkey Boy (Goku), um descendente de Monkey King. (Quem?!) parte para uma jornada. Monkey Boy conhece a meiga Seetoe (Bulma). Juntos eles salvam a pequena Jen Jen/Jade (baseada em Pansy do primeiro filme) do tarado porco humanoide - "pedófilo" - Piggy (Oolong). Mais tarde aparece La Ping/Westwood (Yamcha) e sua cacatua Miss Knowwhat/Snowhite (Pu'ar). (Quem?! 2) Toda essa trupe acaba indo de encontro ao mestre Turtle Hermit/Turtle Man (Mestre Kame) que é um pouco mais depravado do que no próprio anime. Sem contar que há algumas insinuações de apelo sexual que jamais seriam aceitos numa programação infantil.

O filme é típico de Sessão da Tarde a nível de um Katate Kid da vida ou um filme clássico do Jackie Chan. Tem BGMs dignos de filmes de artes marciais da época e umas boas cenas de ação. Só que o filme tem efeitos tosquíssimos e enredo meio forçado. Pra você ter uma ideia, o filme desenrola durante uma hora em diálogos superficiais e de quebra os apelos de Turtle Man. Shenlong é invocado numa ideia altamente bizarra e sua aparição parece ter sido produzido através daqueles fantoches com cordinhas. Seetoe foi interpretada pela atriz Jeannie Hsieh (que continua mais bela aos 41 anos do que na época do filme), que é conhecida popularmente em Taiwan também como cantora, dançarina e compositora pop, além de ser modelo. The Magic Begins ganhou uma versão estendida de mais 15 minutos em 2007.

Antes deste filme tivemos outro e mais bombástico ainda. Melhor dizendo, a pior adaptação live action de Dragon Ball e a prova viva de que existe sim algo mais medonho que a versão hollywoodiana na história da franquia. Dragon Ball: Ssawora Son Goku, Igyeora Son Goku foi lançado na Coréia do Sul em dezembro de 1990. Tentou adaptar vários elementos do anime para a realidade, se baseando na saga de Pilaf. O resultado não foi outro a não ser o seguinte: catastrófico. A começar pelo cabelo de Goku (foto acima) que parece metade peruca feita de coroa de chifres e metade lambido com saliva de boi. Oolong é um cara fantasiado e que parece ter saído direto da atual era da (pasme!) Carreta Furação e se perdido no passado. Sem contar que Pu'al e a Tartaruga viraram bonecos (o que era de se esperar, né?). Chi-chi soltando um "Eye Slugger" gigantescamente desproporcional (o capacete da personagem é originalmente uma homenagem ao famoso herói de tokusatsu Ultraseven). E o que falar dos trajes? Bem dos vilões? A roupa de Nappa (de Dragon Ball Z) é da pior qualidade e nem a película ajudou a disfarçar. Shu usou usa a armadura de Sparkman - um filme coreano de tokusatsu de 1988. Ah, aparecem também uns robôs "gigantes" em tamanho surreal (assista pra tentar entender minha tentativa de redundar isso). E o Shenlong? É um holograma de quinta categoria e realizou o desejo mais bizarrão da história de Dragon Ball (não direi tal spoiler. É coisa que nem Toriyama se atreveria a escrever tais ideias, mesmo com a seu espírito zoador).

Tem lá outras chocridões como o Radar do Dragão ser um Game Boy, a Nuvem Voadora soltar fumaça de gelo (ela não é dourada), e Goku assistir a sua própria versão animada (cena do primeiro episódio). Isso pra não dizer algumas vergonhas alheias como Oolong fazer suas necessidades diante às câmeras e a Tartaruga mordeu o "instrumento" de Mestre Kame. O filme diverte pelos efeitos toscos, trilha sonora que tenta ser bacaninha e sequencias de ação. Mas do meio pro fim fica chato, constrangedor e não dá um desenvolvimento ao Pilaf e sua gangue. (Ah, eu já disse que Pilaf é parece mais um ratão?) Em compensação o filme teve a atriz mais bela a interpretar Bulma, Lee Ju-Hee.

Bem, se na época de Dragonball Evolution você saiu fumegando do cinema, saiba que isso é fichinha e Dragon Ball teve coisas mais absurdas que isso na história do cinema. Todos os três live actions mostram que a série de mangá/anime não serve pra versões em carne e osso. Ramsey não foi o primeiro e tomara que seja o último. Vale uma boa cascavilhada na internet pra analisar esses filmes e ver quem pesa mais na balança da bizarrice.

2 comentários:

  1. Esses 2 filmes mesmos toscos são são mais fieis ao enredo original do que o Evolution

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    1. concordo até o mestre kame ta bem melhor nesse ai q falou primeiro :)

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