segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nostalgia: Lembranças de uma ingênua e inovadora RedeTV!

Mensagem da contagem regressiva para a inauguração
oficial da RedeTV! (Foto: Reprodução/RedeTV!)

Há duas semanas atrás eu relembrei aqui no blog sobre os últimos dias de exibições das séries de anime (Shurato e YuYu Hakusho) e tokusatsu (Jiraiya e Maskman) na Manchete/TV!. Querendo ou não, esse tipo de programa sempre foi o carro-chefe da programação dos Bloch. Principalmente se tratando do núcleo infanto-juvenil da emissora. Então, neste sábado (15) a RedeTV! debutou. Ou seja, são 15 anos sem Rede Manchete. Vamos voltar no tempo mais uma vez e fazer um tour e entender como era o início da emissora que substituiu diretamente a emissora carioca mais querida de todos os tempos e passar pela recente programação de animes e tokusatsu.

No dia 12 de novembro de 1999 - sexta-feira, sintonizei a TV! (lê-se mesmo como: RedeTV!) à noite para assistir o Primeira Edição (então outrora chamado de Jornal da Manchete). Já que as séries japonesas desapareceram, eu só tinha este programa como opção em meio a tantos infomerciais jogados na programação. (Sim. Tinha que me atualizar, pô!) Tomei um susto, pois ao invés do Jornal aparecia uma mensagem como aquela de fundo verde lá em cima dizendo assim: "faltam 03 dias para o início de uma nova era da televisão brasileira". Obviamente, me caiu a ficha de que a programação oficial da RedeTV! estava pra começar no feriado da Proclamação da República e a essência da Manchete, de fato, tinha desaparecido de vez.

No sábado, 13 de novembro de 1999, aparecia a tal mensagem apontando faltar 2 dias para a inauguração da nova emissora - exatamente como na imagem do topo. A cada 15-30 minutos, surgia este vídeo (alternado com as chamadas de cada programa) que veremos a seguir:


Deu pra sentir a diferença? Pois bem. Inicialmente a RedeTV! tinha a proposta de ser uma "alternativa de qualidade" e fugir das mesmices da TV aberta. E realmente era fora do comum. Como um garoto de apenas 14 anos e viciado em TV, acompanhei tudo. Parei mesmo o sábado e o domingo daquele fim de semana prolongado pra conferir tudo sobre a então mais nova rede de TV do Brasil. No domingo acontecia o mesmo esquema referido daquele sábado. A diferença é que o contador regressivo fazia a cronometragem de horas/minutos/segundos/milésimos de segundo que faltavam pra inauguração da RedeTV! O tempo apontava a estreia para começar exatamente às 7:00 da manhã do dia seguinte. (Nota: aqui em Fortaleza, seguíamos o horário de verão naquela temporada) O único programa que foi exibido neste período foi Show Bussines, apresentado por João Dória Júnior, das 22:00 às 23:00. Vale lembrar que este programa estreou na Manchete em 1996 e permaneceu por alguns anos na RedeTV!. Atualmente é exibido na Band.

Curiosidade: Programação inaugural da RedeTV!

Segunda à sexta

7h - BrasilTV!
7h30 - Galera da TV (reprise)
9h30 - A Casa é Sua
12h - RTV!
13h - Jeannie é um Gênio
13h30 - A Feiticeira
14h - Interligado
15h - TV Magia
17h - Galera da TV!
19h - TV Fama
20h - Superpop
21h30 - Jornal da TV!
22h15 - TV! Economia
22h30 - Te Vi na TV (segundas)/Cine Total (de terça à sexta)

Sábado

12h - RTV!
12h45 - Te Vi na TV (re)
14h15 - Interligado
15h - TV Magia
17h - Galera da TV!
19h - TV Fama
19h30 - Friends
20h - Superpop
21h30 - Jornal da TV!
22h15 - TV Terror

Domingo

12h - Conexão Gospel
13h - TV Fama
13h30 - Friends
14h - TV Escolha 1
16h - TV Escolha 2
18h - TV Escolha 3
20h - Bola na Rede
22h - Leitura Dinâmica
22h30 - Show Bussines
23h30 - TV Arte


Andréia Sorvetão apresentava o
 infantil Galera da TV (Foto: Divulgação)

Então, acordei às 6:30 da manhã pra ver a estreia. Fiz questão de presenciar isso em casa. Exatamente às 6:59:30 - faltando exatos 30 segundos para o lançamento, surgiu uma chamada do bloco TV Séries, que apresentava as séries clássicas Jeannie é um Gênio e A Feiticeira. Pontualmente às sete horas surgia a vinheta de jornalismo da RedeTV! e em seguida começava o telejornal matinal BrasilTV! (extinto em 2003), apresentado pelo jornalista Júlio Mosquéra. Em sua bancada, ele anunciava a estreia oficial da nova emissora.

A programação matinal seguiu com o Galera da TV (extinto em 2001), apresentado pela ex-Paquita Andréia Sorvetão. O horário oficial era às 17h e com reprises na manhã seguinte às 7h30. Confesso que não tinha muita paciência pra ficar assistindo ao programa, por ser infantiloide demais e por não ser a mesma coisa que assistir aqueles programas que crescemos vendo na Manchete. Lembro que no dia da inauguração o episódio inédito foi exibido pela manhã e foi reprisado por duas vezes. Obviamente no fim de tarde e na manhã seguinte para fazer jus ao formato estabelecido para a programação.

Enfim, seguia também o programa feminino A Casa É Sua (extinto em 2006). Inicialmente o programa, que era de mesmo nome de um antigo programa da Globo e foi apresentado pela jornalista Valéria Monteiro. Dois meses após a estreia, o programa foi apresentado pelo trio Sônia Abrão, Meire Nogueira e Castrinho. Curiosamente, este último apresentava paralelamente na Record o seu personagem Geraldo na Escolinha do Barulho. A melhor fase do A Casa É Sua foi sem dúvida quando o saudoso Clodovil Hernandes assumiu o comando entre 2003 e 2005 com seu jeitão polêmico e desbocado. Após a saída do estilista, o programa sofreu instabilidades de escala e passaram por lá Ronaldo Ésper (de janeiro a maio de 2005), Liliane Ventura (ficou apenas uma semana na atração), Monique Evans (maio a agosto de 2005) e Marisa Carnicelli (agosto de 2005 a abril de 2006).


Jeannie é um Gênio (I Dream of Jeannie; 1965-70)


A Feiticeira (Bewitched; 1964-72)

Ao meio-dia ia ao ar o jornal RTV! (extinto em 2003), que era apresentado pelos âncoras Florestan Fernandes Jr. e Cláudia Barthel, diretamente do Rio de Janeiro. Curiosamente, a dupla de jornalistas vieram da extinta Manchete.

Seguiam também as séries Jeannie é um Gênio e A Feiticeira entre 13h e 14h. Mas a dobradinha teve maior projeção no ano seguinte quando migrou para o horário nobre (20h-21h), antecedendo a famosa novela colombiana Betty, a Feia no mesmo horário.

As tardes tinha o programa Interligado (primeira fase extinta em 2003 e retornou entre 2009 e 2011), apresentado por Fernanda Lima, que veio de sua fase inicial na televisão pela extinta MTV Brasil, e nem sonhava em apresentar o famigerado Amor & Sexo, da Rede Globo. O programa basicamente era voltado ao público jovem e apresentava videoclipes das atrações pop do momento. Teve maior projeção com a substituição da modelo Fabiana Saba, que veio pra reformular a atração e transformou-a no Interligado Games. O meio da tarde seguia com a sessão de filmes TV Magia, que era algo como um "Cinema em Casa" ou um "Sessão da Tarde" do canal. E por fim vinha a edição inédita do Galera da TV.


Qual delas é a melhor apresentadora do Superpop? (Foto: Divulgação)

As noites começavam com o famigerado TV Fama, que começou fazendo reportagens sobre artistas medianos. Mais famigerado ainda, pois a apresentadora Mariana Kupfer não levava jeito pra coisa. Suas passagens eram muito secas. Pra se ter uma ideia, a sua frase de despedida "TV Fama volta amanhã. Tchau." era seca demais e a falta de entusiasmo era visível. Resultado: o programa ficou no ar por apenas três semanas. (!) Voltando mais tarde em julho de 2000 com a fase atual. O TV Fama ganhou maior projeção no comando de Paulo Bonfá e Monique Evans. Só firmou mesmo com a chegada de Nelson Rubens ("Ok ok!") e ao seu lado já passaram várias apresentadoras, como a ex-BBB Iris Stefanelli, que retornou recentemente ao tabloide eletrônico de fofocas.

Bom, um dos programas mais legais da grade era o Superpop. Acredite e não se espante pela afirmação, pois a qualidade do programa de auditório era um pouco melhor do que atualmente. Melhor dizendo, era menos pior. O comando era da Adriane Galisteu, que também vinha da extinta MTV Brasil. Tinha lá umas entrevistas bacaninhas e tal, mas nada de tão espetacular. Mas era legal. Um mês depois da estreia, o Superpop perdeu 30 minutos por cortes de funcionários. Adriane mudou-se para a Record no final de 2000, onde passou a apresentar o barulhento É Show. Em seu lugar no Superpop estiveram a dupla Fabiana Saba e Otávio Mesquita, que não convenceram no comando. Houve uma votação para escolher a nova apresentadora do Superpop e a escolhida foi, nada mais e nada menos que Luciana Gimenez. Nem preciso comentar sobre o programa, pois já tivemos tempos em que o diário marcou zero em audiência.


João Kléber e seu programa Te Vi na TV foram umas das
 primeiras atrações do dia de lançamento da RedeTV! (Foto: Divulgação/RedeTV!)

As noites seguiam com o excelente Jornal da TV! (extinto em 2005) com a dupla de jornalistas Augusto Xavier e Lilian Fernandes, também herdados da Manchete. Era meio que um Jornal da Manchete de cara nova. O noticiário atualmente vigora sob o título RedeTV! News. Logo em seguida vinha o TV Economia (extinto em 2000) com a jornalista Denise Campos de Toledo, também vinda da Manchete.

Como retorno da comédia nas segundas-feiras, após o fim de Viva o Gordo (apresentado por Jô Soares) em 1987 pela Globo, a RedeTV! contava com o Te Vi na TV com João Kléber. Confesso pra vocês que era o meu programa favorito da emissora. Isso porque eu era muito embalado por programas humorísticos da época. Era um stand-up simples/modesto onde apresentava o João fazendo suas imitações e personagens. Tinha também a dupla C1 e C2 fazendo suas macacadas e a Banda Karnak. O programa também trazia outros humoristas para participações. O ponto culminante do Te Vi na TV foi quando João lançou a personagem Charlotte Pink no final de janeiro de 2000. Trata-se de uma drag queen que apresentava um talk show e entrevistava artistas. Como Carlos Alberto de Nóbrega, por exemplo. Lembro-me que tomei um baita dum susto e não parei de rir quando vi João encarnando um travesti de rosa-choque. ("Mona! aaaaahhhh...") Detalhe é que a personagem era tratada como uma pessoa desassociada à imagem de João Kléber. Tanto é que João e Charlote apareciam como eles "próprios" na vinheta comemorativa dos 4 meses da emissora, junto com demais artistas da casa. Coisas de televisão, né?


Charlote Pink, a pessoa que
 não era João Kléber

O programa ficou chato de vez quando abandonou o formato stand-up comedy pra dar lugar ao tenebroso Teste de Fidelidade. Das comédias saíram C1 e C2, as imitações, as participações humorísticas, etc. Mudou até de nome: Eu Vi na TV (:P). Não é errado dizer que a RedeTV! começou a perder seu referencial quando o programa de João Kléber passou a ter cunho tremendamente apelativo. Se o programa era bom pela tosquidão, ficou da pior qualidade. A mudança foi viral para a emissora. Quanto à Charlote Pink, seu quadro virou praticamente um bacanal e um sex shop. Prefiro nem comentar. Pulando a parte de que o Teste de Fidelidade tinha como atração o bombadão ("Eu sou um ator. Você me respeite!") Marcos Oliver, o Eu Vi na TV saiu do ar por decisão judicial em novembro de 2005 e deixou uma herança maldita para a qualidade do canal. Bem merecido para um programa que fugiu do seu foco original.

Voltando aos tempos de "ingenuidade" da RedeTV!, de terça à sexta havia a sessão Cine Total, apresentado pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho. O bloco era uma espécie de "Intercine" do canal pro telespectador ligar e escolher qual filme desejava assistir à noite. Seguindo este mesmo modelo, havia também a sessão tripla TV Escolha nas tardes de domingo. Também apresentada por Ewald Filho. Outro destaque das sessões de filmes era o TV Terror nas noites de sábado. Era praticamente frequente a presença do personagem Jason Voorhees com a clássica série de filmes Sexta-Feira 13. Aos sábados havia a exibição do sitcom Friends com dublagem carioca. As reprises aconteciam nos domingos à tarde.


Jason arrepiava as noites de sábado com o TV Terror

Deu pra perceber que a RedeTV! começou muito bem e desandou com o passar de seu primeiro ano. Mudanças de seus programas, adesão à baixarias e coisas do gênero. Totalmente diferente de quando começou. Sim, a Geração Manchete sentiu falta daquelas séries japonesas na programação diária desde então. Infelizmente não havia interesse da então nova rede de TV do Brasil para este nicho. Apesar disso, incontestavelmente havia boa qualidade naquele humilde começo.


Bônus: A (tímida) invasão japonesa na RedeTV!


Pokémon teve uma sobrevida na RedeTV! no final da década de 2000





















Já que estamos falando então de séries japonesas, não custa nada citar a sessão TV Kids, que estreou na RedeTV! em 2006 e deu uma certa sobrevida aos animes na TV aberta com uma dobradinha de Fullmetal Alchemist (com cortes) e Super Campeões: Road to 2002. Mais tarde vieram mais dois animes: Hunter x Hunter (também com cortes) e Viewtiful Joe. A primeira fase do TV Kids durou até meados de 2007.

Em junho de 2008, a RedeTV! investe nas reprises das primeira - e clássicas -temporadas de Pokémon, que fizeram sucesso na Record entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000. Logo veio o desenho americano Chaotic para fazer dobradinha com Ash e Pikachu. Mas foi no dia 13 de abril de 2009 que o TV Kids voltou oficialmente com a estreia da série Madan Senki Ryukendo. Sendo este o último tokusatsu licenciado e exibido na TV aberta brasileira.

Houve mais alguns investimentos da RedeTV!, ainda em 2009, como o TWF - Federação de Luta Livre de Polegares (Hein?!), o anime Dinossauro Rei (Hein?!²), e mais algumas temporadas de Pokémon. Porém houve um hiato em estados fora de São Paulo para dar espaços à infomerciais. Em 2010 o TV Kids (re)lançou Digimon Frontier (ou Digimon 4) e estreou Inazuma Eleven (Super Onze) e Ilha dos Desafios. Além da aquisição de Yu-Gi-Oh! GX.

Sem investimentos inéditos, reprises quase infindáveis imperavam o bloco. O que ocasionou sua saída da programação em abril de 2012. Por pouco tempo até voltar no final de junho do mesmo ano com os não tão expressivos Johnny Test e Gormiti.

O TV Kids podia não ter a mesma força e apelo que tinha a saudosíssima Rede Manchete. Mas deu a sua contribuição para a cultura dos animes na TV aberta brasileira. Era um dos "trunfos" da emissora que marcava cerca de 5 pontos de audiência. Um bom número para os padrões da RedeTV!.


Ryukendo, o último tokusatsu da TV brasileira e o único da RedeTV!

Um comentário:

  1. O ano é 1999, instantes finais do século XX.
    Nós morávamos em uma fazenda no interior de Minas Gerais.
    A nossa janela para o mundo eram algumas revistas que sempre chegava em nossas mão com as noticias já defasadas. Com cerca de 2 a 6 meses depois dos fatos ocorridos e Antena Parabólica.
    Esta sim entregava a noticia em tempo real, quer dizer, no tempo real da TV Aberta.
    No inicio do mês de Novembro de 1999, a antiga Rede Manchete começou a bombardear o canal com chamadas de estreia da RedeTV. A emissora de TV que assumiria o canal antes ocupado pela Rede Manchete.
    Confesso que a principio nada me chamou a atenção na programação da Nova RedeTV, porém em uma de suas chamadas sobre séries, algo sobressaiu. Nesta chamada era dito que a RedeTV iria transmitir com exclusividade na TV Aberta o premiadíssimo seriado Friends, sucesso absoluto na TV Paga da época.
    Isso era uma coisa totalmente nova para a época. A TV Aberta transmitir uma série que era o maior sucesso do Sony Channel na TV Aberta? Tudo bem que no Sony ela já estava na 5ª Temporada, mas enfim, isso nunca tinha acontecido antes. A grande maioria das séries na época, chegavam a TV Aberta após serem extintas na TV Paga.
    Mas enfim estava lá.
    No dia 15/11/1999 por volta das 8:00 da manhã sintonizei o novo canal e a primeira coisa que eu vi a apresentadora Andreia Sorvetão no comando de um programa infantil - Galera na TV. Um programa nos moldes de programa infantil da TV Paga. Foi um programa bastante educativo e com uma qualidade inquestionável.
    Logo depois veio Valeria Monteiro, importada de Nova Iorque para apresentar A Cada é Sua, na época era um programa de culinária mais refinado,nos moldes do programa Simplesmente Nigela, do GNT.
    Eu notei duas coisas de imediato. A primeira foi a falta de anunciantes, não sei dizer se talvez eles não deram credibilidade ao canal ou o próprio canal optou por ter uma programação mais enxuta ou os valores eram altos para um canal iniciante.
    A outra coisa que eu achei muitíssimo estranho, foi o fato de alguns programas serem reprisados em dias e horários alternativos. Pois na TV Aberta era assim, você viu bem, não viu, não veria nunca mais.
    Mas em fim, a semana foi passando e pra mim nada era mais importante do assistir ao primeiro episódio de Friends no Sábado dia 20/11.
    Eu me lembro que estava tão cansado que nem consegui ver, mas... tinha a reprise no Domingo dia 21/11 e quando deu por volta das 12:00 eu monopolizei a TV e o controle remoto.
    Eu estava louco pra assistir Friends, aquela série que estava em todas as revista da época. Veja, Época, Isto É.
    Eu me lembro bem disso. Todas as revistas da década tinham algo a dizer a respeito desta série. Era mais ou menos como acontece com Game of Thrones nos dias de hoje. As revistas se sentem na obrigação de dar uma notinha mesmo que seja simbólica sobre algum assunto qualquer relacionado a algum ator, autor ou personagem da série.
    E eu pude assisti-la e confesso que a principio aquilo pra mim foi meio complexo demais. Eu não entendi a dinâmica da série, as piadas rápidas, as referencias a cultura pop nada daquilo, mas continuei a assistir e fiquei inteiramente viciado na série.
    Ainda naquele domingo eu eu assisti ao TV Escolha, e um dos filmes que eu me lembro de ter assistido naquele dia foi Jornada nas Estrelas - O Filme.
    Basicamente estas são as lembranças que eu guardo daquele inicio da RedeTV.
    Um ano mais tarde eu me mudei para a cidade e dividi minha vida entre o trabalho e os estudos. Aliando isso a falta de grana eu não acompanhei mais a RedeTV até que um dia por volta do ano de 2003 eu li em uma revista que a nova direção da RedeTV era em direção a popularização e não mais rumo a uma programação elitizada na TV Aberta.
    E enterrou ali o sonho da TV de qualidade.

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