quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nostalgia: VR Troopers, uma das "bombas" da Saban, completa 20 anos

VR Troopers são os heróis que até hoje
 deixam a Geração Manchete
 de cabeça quente
Quem aí lembra da série VR Troopers? É claro que você lembra. Era um clássico e tanto dos anos 90, hein?. Clássico da chocridão! Uma das coisas mais toscas que a Saban já fez nessa parceira com a japonesa Toei Company. Exatamente hoje a série completa 20 anos de sua estreia nos EUA. O programa veio "nas costas" de um grande sucesso da empresa americana: Mighty Morphin Power Rangers.

Tudo começou quando o eípicio Haim Saban resolveu criar uma nova série nos mesmos moldes dos jovens de Alameda dos Anjos: série adaptada de heróis japoneses, utilizando as cenas de ação da produção original. E na hora de tirar a máscara, estão lá os atores americanos. Claro que isso mudava pra caramba o roteiro e a qualidade era pífia. Não batia nem de longe com as produções da Toei que eram mais articuladas e tinham histórias bem mais dramáticas e elaboradas.

Pra você entender a picaretagem adaptação para os Troopers, quando a Saban resolveu criar uma nova série, ela queria lançar um herói solitário para lucrar com isso (obviamente). Saban obteve pela Toei os direitos direitos da série Choujinki Metalder (1987-88; Metalder, o Homem-Máquina no Brasil) e intitulava originalmente como Psycon. O roteiro foi apenas escrito e contaria a história do jovem Adam Steele, que se fundiria com o ciborgue Psycon ao invés de se transformar nele. (Alguém lembrou de Ultraman aí?) Seu arqui-inimigo seria Grimlord (leia mais aqui), que assumia a identidade humana como Cyrus Ritker e lideraria um exercito de robôs chamado Cyberdrones. Cyrus teria um filho chamado Percy, que seria rival de Adam nas artes marciais. Outros personagens principais seriam Tao, o mentor de Adam; Mia, sua filha; e mais um jovem chamado Mouse MacKenzie.


Jason David Frank (o Tommy de Power Rangers)
 vestiria a armadura metálica azul-vermelha e assumiria
 o codinome Cybertron, na série que nunca foi ao ar.

O roteiro teve umas mexidas, a começar pelo nome do herói que se chamaria Cybertron. Seria estrelada nada mais e nada menos que Jason David Frank, o Tommy Oliver de Power Rangers. Nada mais justo, pois seu personagem fez bastante sucesso e ainda conquista o público pelo seu carisma e bravura. David Frank interpretaria Adam Steele, que lutaria contra Grimlord e seus WardronesA história seria basicamente a mesma de Psycon. Os atores Gardner Baldwin interpretaria Cyrus Ritker/Grimlord; Richard Rabago seria Tao Chong.

Por causa dos direitos do nome do herói que já pertenciam à Hasbro (a mesma fabricante de brinquedos dos Transformers), a Saban teve que mudar de nome mais uma vez e de rumo também.


Da esq. pra dir.: J.B. Reese, Ryan Steele, Kaitlin Star e o cão falante Jeb

O nome escolhido foi VR Troopers e outra série japonesa seria adaptada para o mesmo programa ao lado de Metalder. A vítima foi Jikuu Senshi Spielban (1986-87; Guerreiro Dimensional Spielban ou Jaspion 2: Spielvan no Brasil). Daí a inclusão de mais dois heróis na trama. Ou seja, VR Troopers seria uma "salada mista" de duas séries originais do gênero Metal Hero.


As mudanças que seguiram foram as seguintes: Jason David Frank voltaria à série Mighty Morphin Power Rangers. Adam Steele mudaria de nome para Ryan Steele e seria a contraparte americana de Ryusei Tsuruji/Metalder. Este passou a ser interpretado por Brad Hawkins, que curiosamente seria o Ranger Branco na segunda temporada de Power Rangers. Os dois novos heróis inseridos seriam Kaitlin Star como contraparte Diana/Diana Lady e J.B. Reese como contraparte de Yousuke Jou/Spielban. Ambos interpretados respectivamente por Sarah Brown e Michael Bacon.


Metalder e Spielvan; as duas séries adaptadas
 para uma batalha em defesa da Realidade Virtual

Na nova premissa, Grimlord atravessa a barreira da Realidade Virtual para conquistar o nosso mundo com o auxílio de sua tropa. Para isso, três jovens são convocados pelo Professor Horatio Hart (interpretado por Julian Combs), que foi aprisionado na Realidade Virtual, para se tornarem os VR Troopers e lutarem contra os (nem tanto) terríveis inimigos. Ryan teve o seu pai desaparecido dez anos antes do início da série e junto com J.B. treina no dojo do mestre Tao. Kaitlin é fotógrafa do jornal Underground Voice Daily e trabalha com o editor-chefe Woody Stocker e com o fotógrafo Percy -- que por sinal é o personagem mais idiota de toda a série e que era uma tentativa fracassada de ser uma versão de "Bulk e Skull" na série. Tinha também o Jeb (Springer em Metalder), o cão de Ryan que passou a falar depois de um acidente experimental no segundo episódio.


Professor Hart

Os Troopers podiam se transformar pelos elementos Virtualizer ao erguer dizendo "We are VR!" (Somos Realidade Virtual!). Os heróis também vestiam os trajes chamados Battle Grid para lutarem contra os soldados Skugs (Kinclons/Soldados Clown em Spielvan) em uma outra dimensão alternativa, dependendo da situação adversa. Curiosamente, por falta de criatividade ou não da Saban, os capacetes tinham os mesmos moldes do capacete do Ranger Vermelho original dos Power Rangers. Ah, nem disse que os Troopers teriam uma transformação mais "demorada" e o Professor Hart pareceria um "Einstein" tresloucado e bigodudo (:P)


Os Troopers na forma Battle Grid

Grimlord (contraparte de God Neros de Metalder) assumia a identidade de Karl Ziktor (Gozo Kirihara ou Makoto Dolbara no Brasil; vilão principal em Metalder) e é dono da Ziktor Industries. Em seu escritório, contava com suas assistentes (similares às Secretárias K e S de Metalder). Em seu calabouço chamado Virtual Dungeron (Ghost Bank em Metalder) tinha o auxílio de seus guerreiros. Como Grimlord, podia se comunicar com o General Ivar e Coronel Icebot (respectivamente General Darthzero [Deslok] e Doctor Bio de Spielvan), que situavam-se num castelo aéreo.


Virtual Dungeron - o calabouço oculto de Grimlord

A série se desenrolava em episódios isolados com situações um tanto forçadas e sem expressividade. Citando algumas: no segundo episódio, Ryan esquece de seu "morfador". Poxa, no mínimo seria um herói irresponsável, hein seu galeguinho? Nem o mais sonolento dos heróis seria tão burro assim. Outra situação é do pai de J.B. ter seu caminhão atacado por golpes repetitivos dos Skugs que não fizeram arranhão nenhum. Os heróis se tornarem crianças em um dos episódios, Hert tentando aprimorar técnicas especiais em cima da bucha, e por aí vai todo um constrangimento.

As BGMs eram sérias demais (pareciam que foram feitas em 8bits) e raramente se ouvia o tema principal cantado. Aliás, o tema de abertura pode ficar só mesmo no refrão que a mesma se entranha fácil fácil na cabeça de quem assiste. Os heróis não tinham o mesmo carisma que o elenco de Power Rangers, mas se esforçavam para engrenar. Quantos aos monstros, tinham umas vozes muito engraçadas. Padrão Saban de qualidade. E as armaduras americanas, ó... um lixão de doer. Tínhamos um "Metalder" inchado, uma "Diana" gordinha e um "Spielvan" com um tampão grosso no capacete.


"We are VR!"

O fim da saga de Dark Heart

J.B. medindo forças contra a vilã Red Python

Mas VR Troopers teve um momento marcante, de certa forma, na primeira temporada, que foi um arco de quatro episódios denominado "Defending Dark Heart" (entre os episódios 31 e 34), onde Dark Heart (Top Gunder de Metalder) duelaria contra Ryan e perderia pateticamente. Como punição, seria executado pelo exercito de Grimlord, até se defender, se ferir, e ser salvo por Ryan. Os Troopers descobrem que Dark Heart é na realidade o seu pai desaparecido, Tyler Steele. Por algum motivo, ele foi transformado em um dos guerreiros de Grimlord. A luta final de pai e filho contra Grimlord teve seu valor, apesar de uns furos. Mas não teve a mesma carga dramática que teve a luta de Metalder e Top Gunder contra Neroz. Teve também o arco da vilã Red Python (Herbaira/Hellvira de Spielvan) no final da primeira temporada, mas este ficou bem aquém do arco citado e também com a saga da sua contraparte original.


Ryan em sua nova armadura na segunda temporada

As cenas de ação de Metalder acabaram com o fim da primeira temporada. Ainda sobraram mais algumas cenas de Spielvan pra inserir em outras histórias. Para continuar com a série que fazia um relativo sucesso nos EUA, a Saban tratou de adquirir uma outra série de Metal Hero e mais antiga. A vítima era Uchuu Keiji Shaider (1984-85; Policial do Espaço Shaider -- leia mais sobre a série original aqui). Com isso, Ryan Steele vestiria uma nova armadura, teria uma nave-mãe própria, novas armas, novos golpes, etc, etc, etc.

Dentre outras mudanças para a então nova temporada, Kaitlin passaria a se duplicar através de uma técnica virtual. Sendo então a contraparte de Lady Helen que possuía um cutter como arma principal. J.B. poderia ativar a transformação da nave Sky Base (Grand Nasca/Defender de Spielvan) para o robô-humanoide VR Troopertron (What hell is it?!). Algumas cenas de batalha de mecha da série Shaider foram mescladas também com este mecha, substituindo a forma (horrorosa) humanoide de Vavilos.


"Trooper" o que?!

No núcleo de vilões da série, Grimlord teria cenas originais americanas e ganharia chifres pra deixar o vilão muito mais feio/tinhoso. Sua nova base seria a Fortaleza das Trevas Virtual (Fushijigen em Shaider) onde haviam novos vilões inspirados no Império Fuuma. Curiosamente a Rainha Pandora de Spielvan se inserido na história como Desponda, que era a irmã de Despera -- a contraparte da Sacerdotisa Paul de Shaider. Haviam algumas cenas de ação reaproveitadas de Desponda interpretada pela saudosa Machiko Soga. Que curiosamente também teve cenas de sua personagem Bandora da série Zyuranger inseridas como Rita Repulsa em Power Rangers. Sem contar que a mesma havia gravado cenas para a adaptação americana. Para mais, leia aqui.

Tantos as cenas de Shaider como as de Spielvan acabaram, e a série foi cancelada. Não teve final, e após dois anos no ar a Saban faria uma nova adaptação americana para a franquia dos Metal Heroes: Big Bad Beetleborgs e Beetleborgs Metalix. O que daria um bom "desenterra" para o futuro.



Quanto aos atores, Brad Hawkins seria o Ranger Branco como citamos acima. Depois de VR Troopers, ele dublou o Trey de Triforia/Ranger Dourado em Power Rangers Zeo quando morfado, intercalando com os trigêmeos Ted, Tom e Tim DiFillippo, que interpretavam o herói na forma civil. Como ator, passou brevemente pelas séries de primetime (horário nobre) como Prison Break, Charmed, CSI, etc. É também cantor country.

Sarah Brown é casada com o produtor executivo Shuki Levy desde o ano de inauguração da série. O casal tem um filho de 16 anos chamado Jordan. Também passou pela série Power Ranger Zeo como Heather no episódio triplo "There's No Business Like Snow Business" (episódios 15 ao 17), onde era o interesse romântico de Tommy. Passou por séries como General Hospital, Cold Case, e também na veterana novela Days of Our Lives (exibida no Brasil pelo canal Sony nos anos 90) entre 2011 e 2012.

Michael Bacon, chegou a aparecer no clipe da música "You Mean the World to Me" como um affair da cantora Toni Braxton. Foi o único do elenco principal de VR Troopers que não participou de alguma temporada de Power Rangers após o cancelamento da série. Atualmente, Bacon vive com sua família em Massachusetts. Contrariando os boatos da "hateria" de plantão de que o mesmo fosse ator de filmes pornô.



No Brasil, VR Troopers estreou em 18 de setembro de 1995 no extinto (e saudoso) programa infantil TV Colosso, fazendo dobradinha com a segunda temporada de Power Rangers na hora do almoço. Aliás, ambas as temporadas vigentes, até então, das mesmas no Brasil estrearam no mesmo dia na Globo. Que por um lado, fez sucesso por aqui e rendeu vendas de brinquedos pela marca Estrela (ao invés de ter vindo diretamente pela Bandai como foi com PR por aqui), chicletes com figurinhas auto colantes da Bomky, etc.

Enquanto o sucesso mediano rolava por estas bandas, havia uma tristeza por conta de muitos fãs hardcore das séries de tokusatsu da geração Rede Manchete. É que pelo fato da Saban ter comprado os direitos de Metalder, Spielvan e Shaider, não haveria mais exibição das séries originais por aqui. O que deixou muita gente fula da vida e deixa até hoje. É preciso que se diga que essa raiva existe até hoje, mesmo com o advento da internet e fácil acesso (alternativo) às séries originais. Mas fala a verdade, quem é que não assistia o VR Troopers pra ver as cenas de ação e matar as saudade dos nossos heróis que atire a primeira pedra, né?

VR Troopers foi dublado pelos extintos estúdios da Herbert Richers. Ryan tinha a voz de Marcus Jardym, que dublou a voz de Ken em Bicrossers (Kyodai Ken Byclosser, 1985) no trabalho do mesmo estúdio. Kaitlin era dublada por Adriana Torres, a Maria Joaquina da novela mexicana Carrossel. E J.B. por Marco Ribeiro, que dublou o Gavan nos estúdios da VTI e eternizou-se como Yusuke Urameshi de YuYu Hakusho nas duas dublagens da Audio News.



VR Troopers teve exibição na extinta Fox Kids brasileira em meados de 1996 indo até o final de fevereiro de 1998. Era exibido em dois horários: 16h30 e 23h00; de segunda à sexta. Entre 1998 e 1999, VR Troopers foi jogado nas madrugadas da Globo. Onde a segunda temporada -- que era inédita na emissora carioca -- amargou o horário inconstante da insônia. Tipo, entre 4h00 e 5h30 da manhã. Coincidência ou não, Shaider também passou nas madrugadas da Globo anos antes. Atualmente VR Troopers pode ser visto por vias legais através da Netflix. Porém, com nova dublagem dos estúdios Gemini Mídia. Falando nisso, a nova dublagem é cheia de falhas. A começar pela transformação "Trooper transformar!". Isso seria um outro assunto a tratar com mais calma e mais detalhes.

Para o bem ou para o mal, a série pode ser a ovelha negra da Saban. Perde apenas pro Masked Rider na ruindade da tosquice. Mas ao invés de se assistir com um trauma existente na época, hoje pode ser vista pra escrachar a catastrófica produção e rir à beça. De qualquer forma, Troopers marcou uma geração positiva ou negativamente por aqui, mas está anos-luz de ser considerado um cult como Power Rangers é até hoje.

Em todo caso, já pensou se VR Troopers fizesse mesmo sucesso? Acho que a próxima vítima seria a série do... Humm, é melhor nem falar nada. É até pecado dizer qual seria. Jogue suas mãos para o céu e agradeça...



 

Bônus: Concorrentes contemporâneos


Ainda em 1994, VR Troopers e Power Rangers tinham outras duas séries concorrentes da DIC Entertainment. Relembre e confira um resumo destes tokusatsus americanos a seguir:


Superhuman Samurai Syber-Squad

A série foi o resultado de uma parceria entre a DIC, a Tsuburaya e a Ultracom. Esteve no ar entre 12 de setembro de 1994 e 11 de abril de 1995 e teve 53 episódios. Foi a adaptação americana do tokusatsu original Denkou Choujin Gridman (Super-homem Relâmpago Gridman; 1993-94), do gênero Kyodai Hero (herói gigante).

Foi estrelado por Matthew Lawrence - então com 14 anos de idade, do filme Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire, 1993) protagonizado pelo já saudoso Robin Williams. A história contava sobre o adolescente Sam Colins que tinha uma banda chamada Team Samurai. Um dia, ele foi teletransportado para o seu computador e assume a identidade de Servo para lutar contra criaturas monstruosas de Kilokhan na realidade cibernética. O jovem contava com seus amigos na luta contra o mal.

O programa era de baixo custo e se limitava a cenários fechados. Pra se ter uma ideia, Sam tinha uma irmã que ficou apenas na imaginação e que se comunicava com ele através de uma caixa de som. As história tinham um certo carisma e alívio cômico à moda americana. Mas agradava a quem assistia.

Foi exibida na extinta Rede Manchete simplesmente como Super Human Samurai e fazia parte do licenciamento da Sato Company para a programação da saudosa emissora carioca dos Bloch. Assim estreava o bloco JapAction* no dia 25 de março de 1996 com Super Human Samurai e as reprises de Ultraman e National Kid com redublagens. Havia também a reprise de Solbrain e mais tarde a estreia do anime Shurato (ambas trazidas pela Tikara Filmes). A dublagem ficou por conta da extinta Gota Mágica (sim, a mesma de Cavaleiros) e teve Jonas Mello na narração, Hermes "Seiya de Pégaso" Baroli como Sam/Servo, Gilberto "Saga de Gêmeos" Baroli como Kilokhan (alguém lembra do "pedaço de carne"?), e grande elenco da dublagem paulista.

Segundo o sr. Nelson Sato, em entrevista à unica edição da lendária Revista Gyodai, havia o interesse de licenciar a série original para o Brasil. Porém, a Tsuburaya não permitiu e sugeriu a adaptação americana. Que fez sucesso relativo para o público que acompanhava a Manchete.

Super Human Samurai foi reprisado entre 2000-01 pela Gazeta/CNT junto com as séries licenciadas pela Sato Company.


*Curiosidade: Relembre a grade do bloco JapAction na Manchete:

25 de março a 26 de abril de 1996

Segunda à quinta

19h00 - Super Human Samurai (estreia/inédito)
19h30 - Ultraman (estreia/reprise/redublado; foi ao ar até o ep. 12)

Sexta

19h00 - National Kid (estreia/reprise/redublado; foi ao ar até o ep. 3[?!])
19h30 - Solbrain (estreou em junho de 1995; reprise)

29 de abril a 10 de maio de 1996

Segunda à quinta

19h00 - Super Human Samurai (inédito)
19h30 - Kamen Rider Black RX (estreou em julho de 1995; reprise)

Sexta

19h00 - National Kid (reprise/redublado)
19h30 - Ultraman (reprise/redublado)

13 a 31 de maio de 1996

Segunda à quinta

19h00 - Shurato (estreia/inédito)
19h30 - Super Human Samurai (inédito)

Sexta

19h00 - Shurato (inédito)
19h30 - Ultraman (reprise/redublado)

Fonte de programação: Acervo Folha

OBS: O bloco ficou apenas dois meses no ar e as demais séries continuavam seguindo na programação da Manchete.


Tattooed Teenage Alien Fighters from Bervely Hills


No ar entre 3 de outubro e 8 de dezembro de 1994, esta série foi uma produção puramente americana e os visuais lembram ligeiramente o Super Sentai Battle Fever J (1979). Como o próprio título diz, a série se passa na famosa e popular cidade da Califórnia.

O quarteto estudantil é escolhido pelo alien Nimbar, que era uma gosma falante que seria algo como o "Zordon" da série. Os jovens teriam que lutar contra o Imperador Gorganus que visa conquistar a Terra, onde seria o centro de uma rede de portais que lhe daria mais poder para o domínio de nosso planeta.

Com apenas um toque no dedo de Nimbar, os jovens ganhariam tatuagens baseadas em constelações celestiais. Quando Nimbar se comunica, as tatuagens piscam. As plataforma chamadas Transo Discs são as chaves para a transformação dos heróis para as Sentinelas Galáticas. Ao se unirem, o quarteto forma o guerreiro medieval Knightron. Algo como um "Megazord" de tamanho humano.

O ator Kevin Castro, o Tunker de Super Human Samurai, fez uma participação especial em um dos episódios como Rick. O quinto sentinela chamado Orion -- que foi o substituto temporário de Laurie/Scorpio. O jovem (alien) foi o affair de Drew/Centaur.

No Brasil, a série ficou conhecida como Os Jovens Guerreiros Tatuados de Bervely Hills. Estreou no SBT em 12 de outubro de 1995 (quinta-feira) num compacto dos três primeiros episódios dentro do Cinema em Casa Especial - apresentado por Eliana. Logo no dia 16 do mesmo mês (segunda-feira) estreou no Programa do Mallandrona faixa das 11h da manhã. Ganhou uma rápida reprise em 1997 no mesmo horário. Vale destacar as vozes dos dubladores brasileiros Angélica dos Santos (como Laurie Foster/Scorpio), Wendel Bezerra (Gordon Henley/Taurus), Lúcia Helena (Drew Vicent/Centauro) e Hermes Baroli (Swinton Sawyer/Apollo). Apesar de ser muito tosca, vale a pena assistir por algumas peculiaridades que diferem de Power Rangers e as demais séries citadas.



17 comentários:

  1. Parabéns pela postagem.

    embora as series fossem toscas é um belo resgate da memória de quem na época era pré adolescente q nem eu.

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  2. Muito legal! Acho que a matéria que melhor sintetizou as curiosidades do seriado! E aqui tem uma montagem legal de como ficaria se usassem a trilogia dos Metal Hero de resgate para continuar a franquia: https://www.youtube.com/watch?v=ver4QSdXDek

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  3. O kevin castro era o tunker nao o malcom!!!

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  4. Alguém lembra on nome da série que tinha um vilão que colocava a mão em uma bola e dizia algo do tipo "realidade virtual" e se transformava em uma espécie de mosntro??? Passava na hora do almoço nos anos 90...

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  5. Olá, Unknown. É na própria série tema deste post. :)

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  6. o Jason david frank e um sacana ele tomou o lugar de brad hawkins em mmpr e ele teve q voltar para os troopers e o Jason fez o ranger branco dos powerrangers...já não era suficiente tomar o lugar de austin st jhon....na serie q foi um líder formidável e começou a ficar covardão e molenga perdendo toda coragem....o austin st John e um ator melhor q ele eo brad t5bmmm

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    1. Não, Kimberly. O David Frank não tomou lugar do Brad Hawkins. A própria Saban fez a troca por conveniência própria.

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    2. sim mas ele fez complor para o austin sair.e o austin e melhor ator q ele e o brad tbm.....

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  7. o haim saban e egípcio e não israelita,ok.

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  8. power rangers era morfenomenal o problema foi q tentaram colocar um gala meia boca q estragou tudo a era de Jason lee scott como o rangers vermelho e dourado em zeo foi melhor q a do tommy oliver,nunca gostei do personagem de Jason frank......tommy era sagaz e avido,foi ele q tirou o j.scott da serie,entao acho q não tem a ver bravura e tudo mais....

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  9. kkkkkk o ranger branco loiro e branco o ranger preto afro descendebnte e a ranger amarela asiática....kkkkkkkkse a serie fosse exibida hoje muitos reclamariam disso com razão parece q os sabans são racistas e homofobicos como no caso com o david yost.....fale mais dos power rangers....

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    1. Então, Kimberly. MMPR ainda hoje é exibido no Brasil (atualmente pela Netflix). Não vi nenhum problema de racismo e homofobia na escalação do elenco original. Talvez o problema esteja em quem vê problemas e teorias da conspiração onde não existe.

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    2. eu assisto hoje em dia os mmpr e outras temporadas no Now da net.e pela internet,obrigada.

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  10. eu assisto os mmpr pelo now da net.me desculpe, se fui um pouco rude nesse dia estava muito eufórica....mas,e q eu queria q o brad tivesse sido o ranger branco.eo tommy o ranger verde apenas.ja pensou 7 rangers,bom vamos deixar os julgamentos discriminatórios de lado o david yost e o Walter Jones já falaram disso publicamente....

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  11. elas não foram exibidas no mesmo tempo de esrtreia.mmpr em janeiro de 1995 e vr troopers em 18 de setembro de 1995.

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  12. a fox kids existe a mais temopo acho q desde como canal 95 e 96 como um bloco do canal fox filmes desde 93 ou 94.

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