sábado, 27 de setembro de 2014

Kamen Rider Gaim mostra porque é uma das melhores séries de tokusatsu desta era

Os Riders principais do show

Vocês devem ter percebido a minha ausência de comentários sobre a série Kamen Rider Gaim aqui no blog há cerca de um mês e meio. Então, por situações de força maior (lê-se: falta de tempo) acabei atrasando algumas séries de anime e de tokusatsu. Uma delas é o nosso "motoqueiro-fruta". Detesto acumular episódios, mas foi o jeito. Pra ficar em dia e empatar com o Japão, fiz uma maratona de 2h30 de duração com os últimos cinco episódios exibidos (#42-46) até então, antes da season finale da franquia.

[SPOILERS]

Pra início de conversa, dizer que KR Gaim está em seu melhor momento e seu final é o mais surpreendente dos últimos quatro anos. Está bem melhor do que quando começou. Os primeiros episódios nos apresentou uma premissa boa, porém meio arrastada com um monte de Kamen Riders lutando entre si. Daí chega o meio da série e as coisas começam a engrenar e ganhar mais proporção.

Na última vez em que falei sobre a atração, havia criticado a demora por toda uma explicação sobre a menção da Era Sengoku no enredo e da relação de Mai com a Garota Misteriosa. Pois bem, confesso que o tempo ajudou a queimar minha língua. (rsrs) Tudo foi deixado pro final? Sim. Mas tudo foi justificado no tempo e na hora certa.

Mai é na realidade a Garota Misteriosa que deixou de ser humana nos eventos finais da série e viajou por várias partes do tempo para ajudar Kouta e os demais Beat Riders. Até que ela parou numa linha alternativa onde não existia futuro e a guerra entre Gaim e Baron seria sediada na Era Sengoku. Um deles tinha que sair vencedor.

A luta final entre os dois - mostrada em duas linhas diferentes do tempo - foi emocionante. Kaitô Kumon/Kamen Rider Baron é, de longe, O melhor personagem da série. Foi um rival que evoluiu bastante até chegar onde chegou, a ponto de se tornar no Overlord Lord Baron.

E o que dizer de Mitchy? O molequezinho maldizente/ambicioso esteve demais como Ryugen Yomi. Seu sofrimento e obsessão por Mai foi ao ápice de seu sofrimento. Normal que ele tenha sofrido após tudo o que ele passou. É provável uma redenção para ele.

Citando alguns momentos: Pensei que Zack/Kamen Rider Knuckle estivesse se aliando ao Kaitô por puxa-saquisse. Mas foi um lance de enganar o aliado para enganar o inimigo que deu muito certo. Quanto à Yoko Minato/Kamen Rider Marika, fiquei com pena por ela ter morrido de forma tão horrível. Gostava dela e achava ela "Rider-pêssego" uma gracinha.



Em suma, reafirmando o título acima, Kamen Rider Gaim é uma das melhores séries de tokusatsu. Pode se julgar que a série foi bastante construída, se formos ligar cada peça que é montada no quebra cabeça. Digo sem medo que, dentre as séries dos Neo-Heisei Riders, desbancou e ultrapassou o nível de séries como de W (Double), OOO (Ôzu), Fourze e Wizard. E olha que sou fã do primeiro citado.

KR Gaim não chega a ser minha série favorita de Riders, mas gostei muito da trama. Vale umas maratonas em alguma oportunidade no futuro. Quem não assistiu por birra de não querer ver um Rider com uma temática de frutas, uma coisa a dizer: meus pêsames. As frutas são apenas chaves (ou cadeados) para um conceito que interligou uma tecnologia criada para batalhas. É preciso assistir desde o início e ter paciência para ver até onde e como o caminho para o palco finaliza.

Só nos resta ver o epílogo no 47º episódio neste domingo (28). Mas estou ansioso mesmo é com a estreia de Kamen Rider Drive. Tem tudo para ser uma ótima série. Assim espero... Adivinhem por que estou ansioso?

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