terça-feira, 1 de abril de 2014

Balanço final sobre Saint Seiya Omega


Ontem eu escrevi aqui comentários sobre o final de Saint Seiya Omega, que foi ao ar neste fim de semana no Japão. Hoje, dia em que o anime completa dois anos, faço um balanço final sobre o anime que deu o que falar nesse tempo. Seja para o bem ou para o mal.

Em meados de fevereiro de 2012, quando o anime foi anunciado, muitos fãs ficaram divididos. Uns achavam que a série seria ruim por ter traços dos quais não estávamos acostumados e pelas mudanças nas armaduras e no conceito. Outros foram mais prudentes em esperar o resultado ir ao ar. Bem, chegou o dia 1 de abril daquele ano (dia da mentira... :P) e aí foi que os ânimos e as decepções se acirraram naquele domingo da estreia.

Mas eu quero me deter mesmo é no enredo em si. Achei a série boa. Claro que não chega aos pés das aventuras de Seiya e cia. Mas deu pra curtir. A saga de Marte foi a mais surreal e a que mais teve pontos positivos e negativos na balança. Fugiu um pouco do conceito original de Saint Seiya, como os Cavaleiros de Bronze usarem Cloth Stones (aqueles pingentes que serviam como espécie de "pokébola") para guardarem armaduras; As próprias vestimentas pareceram colante (de Super Sentai) e por aí vai. Nada que isso atrapalhasse a nova trama. Que por sinal foi mais densa na fase das 12 Casas do Zodíaco.

Como referência ou "imitação", Saint Seiya Omega bateu mais uma vez numa tecla bastante manjada: Salvar Atena do perigo, ter Cavaleiros de Ouro e suas 12 Casas e coisas afim. Não que ficassem ruins, mas houve poucos momentos forçados e "inovados" até. Por fim mostram grandes Cavaleiros de Ouro nesta nova era.

A saga que mais procurou ser fiel à originalidade da obra de Masami Kurumada foi a de Pallas. Os traços dos personagens ficaram próximos aos do falecido Shingo Araki, as urnas das armaduras voltaram, e até tivemos mais participações dos Cavaleiros do século XX.

E o que falar dos heróis desta geração? Kouga não convence muito como Cavaleiro de Pégaso. Há não ser pelo final do anime, onde ele lutou bravamente. Mas há outros personagens com mais carisma que ele. Souma, Haruto, Ryuho, Eden, e a graciosa Yuna passam uma boa impressão. Todos os seis Cavaleiros tiveram seus passados e motivações explorados. Mas ficaram no escanteio à medida que Seiya e seus companheiros apareciam na reta final da segunda temporada.

Em tempo, Omega mostrou novos Cavaleiros de Ouro com personalidades distintas (bons e maus). Eles são bem interessantes e não devem nada aos da era clássica. O anime empolgou mesmo ao ver Seiya, Shiryu, Shun, Hyoga e o tão aguardado Ikki de volta em aventuras ambientadas nos dias atuais.

Saint Seiya Omega foi uma série que teve seus altos e baixos. Não foi tão ruim quanto muitos diziam na época ou ainda dizem hoje (sem mesmo terem assistido a série completa). Garantiu bons momentos. Quanto ao final, vi na internet alguns dizerem que "o final foi um lixão". Claro, tinha aquela pequena necessidade de legendas pra tirar conclusões, né? Então, Saint Seiya Omega não conseguiu convencer aqueles que continuam a odiar os Cavaleiros do Omega. Mas quem acompanhou até o fim foi um Bravo Soldado. Gostar ou não depois de acompanhar o anime de cabo a rabo depende muito de quem encara tal produção.

No Brasil, Saint Seiya Omega pleiteia uma vaga para a TV aberta, além de ter seu primeiro volume lançado em DVD. Seria uma boa chance de quem ainda não viu fazer uma medida justa pra pesar os pontos do anime. Foi bom enquanto durou, quem sabe pinte uma terceira temporada no futuro. Mas queria ver mesmo é uma versão animada do mangá Next Dimension...

Falando nisso, tem outro ponto que alguns viviam falando sobre a produção do The Lost Canvas acabar por causa do Omega. Ah, isso é lá TMS Entertainment. Nada haver com a Toei Animation.

Nenhum comentário:

Postar um comentário