segunda-feira, 14 de março de 2016

A imprensa "otaku" pode sim vazar informação, desde que seja verídica

Mangá de Hokuto no Ken está confirmado no Brasil

Semana passada aconteceu algo meio inusitado na imprensa especializada e também a especulativa "otaku" (siga em frente, Mara, please). O site Jbox havia noticiado na última quinta sobre um possível lançamento do mangá Hokuto no Ken para o Brasil. A nota não havia divulgado o nome da editora que lançaria. Possivelmente não havia uma permissão pra tal. Quem tem, pelo menos, uma noção básica sobre jornalismo deve saber como funciona esse tipo de ética. O que não é muito diferente de outros portais sérios de outros segmentos (e que não deve ser confundido com "técnica de informações ocultas").

O negócio quase pegou no dia seguinte quando o blog Mais de Oito Mil especulou que a informação seria um "vazamento" do portal de notícias. Segundo o mesmo blog, "rolaram muitas críticas após essa revelação", pelo simples fato do Jbox ter noticiado. O Jbox respondeu através de sua coluna Editocrítica às tais reclamações.

Não digo que isso seja um "vazamento", até porque como disse acima, informações do tipo são comuns nesse e em outros segmentos, desde que haja permissão pra tal divulgação. Acredito que um portal de credibilidade não daria uma nota falsa ao léu pra se ganhar audiência. E como foi dito no editorial, tudo depende de pautas. Se há alguma informação verídica nos bastidores e há liberação para anunciar apenas o título em primeira mão, isso não é errado e não é motivo de mimimi. Muito pelo contrário, isso incentiva uma ou outra editora a ir atrás de outros títulos relacionados/semelhantes e isso pode criar uma concorrência massiva no mercado. O que na prática é muito bom e eleva os mangás em evidência.

Em tempo, segundo o portal de notícias da Crunchyroll, Hokuto no Ken deve ser confirmado até a data do evento Henshin+. Pelo visto isso está anos-luz de ser um boato. Melhor uma notícia com uma certa fidedignidade do que boatos furados que jamais se concretizam. E esta última opção já foi criticada em certas oportunidades aqui no blog.

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