sábado, 16 de abril de 2016

Doraemon, a grande aposta da Sato Company para o mercado brasileiro de animes

Doraemon e Noby, a dupla atrapalhada

Um bom fã de animes que se preze já deve ter ao menos ouvido falar de Doraemon. O gato-robô que veio do século XXII é um patrimônio da cultura pop japonesa desde 1969, através do mangá de Fujiko Fujio, publicado pela editora Shogakukan. Doraemon teve sua primeira série de anime em 1973 no canal Nippon TV com apenas 26 episódios (cada um com duas histórias). A segunda na TV Asahi entre 1979 e 2005. Alguns episódios desta versão foram distribuídos pela WTC Comunicações e exibidos na extinta Rede Manchete a partir de outubro de 1992, no programa Clube da Criança (onde o bichano ganhou uma música tosca cantada por Angélica).

A atual série de Doraemon começou em abril de 2005 e está entre os dez animes mais assistidos da TV japonesa, devido a sua exibição semanal no horário nobre da TV Asahi, nas noites de sexta-feira. Os primeiros 26 episódios desta versão foram licenciados pela Sato Company e estão disponíveis desde 10 de dezembro de 2014 via streaming pela Netflix.

O personagem é bastante querido no Japão e também em outros países. Não é errado dizer que o "super gato" (como assim a loira de pinta na perna o chamava nos anos 90) é equivalente à Turma da Mônica. Em 2008, Doraemon foi eleito pelo governo japonês como o embaixador dos animes e mais tarde como embaixador das Olimpíadas de 2020 em Tóquio.


A belíssima atriz Jacqueline Sato interpretou a "Canção do Doraemon" (Foto: Divulgação/Globo)

Doraemon pode ter histórias infantis, mas não tenha intenção nenhuma de retardar e muito menos subestimar a inteligência das crianças como certos programas do gênero atualmente. Muito pelo contrário. Doraemon é diversão garantida ao lado do atrapalhado garoto Nobita Nobi. O gato azul sempre traz consigo algum aparato futurístico para ajudá-lo em situações que acabam dando errado, na grande maioria das vezes. Sempre com momentos inusitados e imprevisíveis. As histórias sempre tem um proveito de lições de amizade e reflexões. Digno para ser assistido entre família e não deixa de ser opção para tirar o estresse (ou o seu mal humor de volta, amigo), independente de idade.

Infelizmente Doraemon não teve o sucesso que merecia aqui no Brasil nos anos 90. O empresário Nelson Sato está apostando forte no anime, planejando exibições na TV brasileira e licenciamento de produtos do personagem no mercado brasileiro. É válido, pois Doraemon é uma grande referência dos animes. Além do mais, ele é um diferencial que pode um dia quebrar o preconceito de leigos que pensam que desenhos japoneses se resumem a apenas animes violentos. Eu torço pra que Doraemon se popularize não só entre as crianças, mas que também caia no gosto de jovens e adultos. E que venham mais episódios.

O tema de abertura chamado "Canção do Doraemon" ganhou notoriedade com a interpretação - e doce voz - da atriz e cantora Jacqueline Sato. Ela é nada mais e nada menos que a filha do sr. Nelson Sato (com todo o respeito, que filha linda e talentosa!) e curiosamente é prima da apresentadora Sabrina Sato, da Record. A dublagem foi realizada no estúdio Zás Trás e os nomes dos personagens foram adotados da versão americana, apesar da matriz ser da versão original japonesa.

E antes que a molecada de hoje diga que "Naruto é melhor do que isso", o ninja loiro está bem longe de ter a mesma representatividade e currículo que Doraemon. Em outras palavras, o gato-robô está anos-luz de se tornar uma passageira modinha das bandanas e das orelhinhas. Assistir Doraemon e não se deixar cativar é impossível.

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