quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Repentinas reprises de Cavaleiros e Dragon Ball na Rede Brasil ainda são furos que não convencem ninguém

Evê Sobral e convidados (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

No começo desta semana a Rede Brasil "resetou" as exibições de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z. Ambas são exibidas na faixa das oito da noite via Rede Brasil. E quem estava esperando o desfecho das respectivas sagas das 12 Casas e de Ginyu teve que se contentar em ver as séries desde o início mais uma vez. A comoção foi tanta que a Rede Brasil teve que esclarecer na noite de terça, durante o programa do Evê Sobral, sobre o caso.

Lá foi alegado que as reprises foram exigências da própria Toei Animation. Não vou e nem quero entrar no mérito da questão de quem foi que partiu a ideia. O problema é que, seja do canal ou do próprio estúdio japonês, a decisão é obscura demais. Ainda que houvessem comparações com temporadas de séries americanas e com a velha tradição a la Manchete em parar uma série em andamento para voltar ao começo, isso não convence.

Quem acompanha o formato da TV japonesa sabe que isso é bastante incomum. Toda reprise que começa nos canais de lá seguem até o fim. Tudo bem que no Japão as exibições costumam ser semanais (e não diários como é cultural no Brasil). É só ver, por exemplo, a atual reprise de Dragon Ball Z no canal metropolitano Tokyo MX. Por lá é exibido um episódio a cada terça-feira (também em horário nobre e bem mais tarde) desde julho de 2013. Atualmente está no episódio 184 e não deve parar pra voltar ao início de tudo. Muito pelo contrário, a previsão pra acabar é para o início de 2019. Junto com DBZ acontece uma dobradinha com as séries Gundam, que são substituídas por reprises de outras séries da franquia assim como acontece com as novelas.

Falando em reprise, foi mencionado no programa que isso tinha sido avisado. Só que se não me falha a memória, Evê Sobral deu a entender naquele programa comemorativo de outubro passado que as reprises seriam em horário alternativos e que estas poderiam entrar na programação. Não se falou em voltar ao início como acontecia na Manchete.

Seja lá de quem partiu essa ideia, a novela das inesperadas reprises começou com aquele furo clássico de roteiro que não convence nem uma criança de cinco anos. Vai entender, né?

PS: Marcos Tolentino, de boa, eu tenho o que fazer e pago minhas contas. Só pra constar. ;)

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