terça-feira, 3 de novembro de 2015

Jaspion ainda é um poderoso sinônimo de herói japonês que habita nas minhas velhas lembranças

O Fantástico Jaspion é celebrado por suas três décadas

Hoje é dia do tokusatsu e este ano estamos comemorando os 30 anos de Jaspion e Changeman. A iniciativa é do amigo Raphael Maiffre (a quem parabenizo), que administra os sites Mega Hero, Mega Sentai Brasil e Mega Power Brasil, além de escrever em seu blog, o Centro de Comando. Foi ele deu o ponto de partida para a data comemorativa em 2013, no mesmo dia em que Godzilla (o pioneiro do tokusatsu) estreou no Japão.

Pode parecer brincadeira, mas tenho lembranças de Jaspion de bem pequeno. Devia ter meus 2 ou 3 anos de vida. (!) O que eu lembro era de uma fita VHS e a imagens do quarto episódio da série (aquele em que o herói chega ao nosso planeta azul que a gente chama de Terra). Jaspion ficou calcado na minha memória desde as primeiras exibições na saudosíssima Rede Manchete, junto com Changeman, é claro. Cheguei a ter máscara, álbum de figurinhas, algumas HQs e por aí vai. Eu era fascinado pelos efeitos especiais, explosões, a história e tudo o que você puder imaginar. Tenho ainda lembranças das minhas brincadeiras com meus antigos vizinhos, onde também me reunia pra assistir ao episódios desta e de outras séries da época.


Pra uma criança que tinha lá seus cinco aninhos, não importava muito se era reprise ou não. Eu sabia na ponta da língua as falas, mas também fingia que era primeira vez que assistia aquilo. Minha mãe sempre reclamava das infindáveis reprises, mas eu sempre assistia com ela. Lembro das últimas exibições passarem na hora do almoço (meio-dia) e serem dois episódios na sequencia. Também lembro que já estava na reta final, na saga do Poderoso Satan Goss. Com certeza era início de 1993, pois essas últimas exibições antecediam o Horário Eleitoral Gratuito da campanha do plebiscito daquele mesmo ano (até isso eu lembro e com o corte do tema de encerramento pra rede obrigatória).

Só vim a ver o Jaspion novamente no dia 11 de agosto de 1995. Naquela sexta-feira que antecedia o dia dos pais estava eu mudando os canais num velho televisor de 14 polegadas e eis que paro no canal 14 UHF e estava passando a última luta entre Jaspion e Daileon contra o Poderoso Satan Goss. Fiquei lá assistindo e vi que a emissora era uma tal de Rede Record. Ali foi o primeiro contato que tive com a emissora, mas isso é um assunto que conto um dia. Bem, assisti séries como Sharivan, Terra de Gigantes, Os Três Patetas, Agente G, Arquivo X (eu já era um rato em TV) e esperei ansiosamente pela segunda-feira. Pois queria ver o Jaspion de novo, oras. Mas a Record estava em fase de testes por aqui e só voltou no ano seguinte, mas sem o Jaspion. Infelizmente nunca vi na CNT/Gazeta, pois a mesma chegou na minha cidade depois de sua passagem nas manhãs da emissora. Outra memória de chegada de canal que quero contar um dia aqui no blog.

O século XXI chegou e voltei a assistir os tokusatsus aos poucos. Conheci outras séries e até que revi o Jaspion nos DVDs alternativos. Foi anunciado o DVD da série pela Focus Filmes e não passei batido. Minha ânsia era tanta que cheguei bem cedo na loja pra comprar.

Confesso que apesar de ser fã dos Metal Heroes, Jaspion não é minha série favorita. Hoje tenho um carinho maior por Spielvan, Metalder, Jiraiya, Jiban, Janperson, etc. Mas sempre que assisto Jaspion as emoções se renovam em mim. Pode não ser a melhor série do segmento como muitos mancheteiros pregam por aí. Existem outras séries antigas, recentes e novas que superam sem medo e que tiram o herói do imerecido pedestal do saudosismo. Não que Jaspion seja ruim, entenda. Pelo brilho de uma época dourada ainda assim exerce uma sinergia que só quem realmente tem noção do que o herói representa para nós consegue descrever.

Jaspion continua sendo uma referência de uma geração que dominou a mídia brasileira como nunca houve e jamais haverá igual. Isso acontecia numa era distante da nossa tecnologia e que deixou pais de família e a própria imprensa de cabelo em pé. Jaspion foi, é, e sempre será uma série cultuada na cultura pop brasileira. Merece ser lembrado e reconhecido assim como tantos outros clássicos do tokusatsu que passaram pela história, mesmo ao lado de títulos que tiveram a infelicidade de permanecerem inéditos por aqui.

Em março passado escrevi um post aqui no blog sobre o Jaspion. É uma pesquisa que havia feito sobre a origem da série e sua concepção. Leitura obrigatória pra todo fã e amante do nosso Tarzan Galático.

PS: no próximo sábado (7) o grupo Henshin Gattai - do qual sou integrante - participará de mais uma edição do MasterSatsu, aqui em Fortaleza-CE. Estaremos palestrando sobre Jaspion e Changeman, em comemoração aos 30 anos de ambas e ao dia do tokusatsu. A coordenação é do senpai Wesley Mendes. Mais informações na fan page do evento no Facebook.

2 comentários:

  1. Bela matéria, estou gostando muito do blog.

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  2. Velho, amo essa serie. Na época eu era igual a você. Via direto e não importava se era reprise. Pra levantar cedo pra ir pra escola, minha mãe ligava a trilha sonora pra eu poder acordar... hahaha... Eu tinha bonecos, camisetas, máscaras, álbum de figurinhas, o vinil das músicas... Eu tinha tudo do Jaspion e claro, Changemam. Mas Jaspion sempre foi minha paixão. Quando o circo veio pra minha cidade, na época Campinas/SP, era só alegria. Lembro que na hora de ir embora meus pais não quiseram comprar as máscaras. Eu e meu irmão demos um show no carro... hahaha... a recompensa veio na hr. Nunca choramos por algo, mas não ter a máscara do Jaspion bateu uma dor no peito que meus pais não resistiram... hahaha
    Já estou bolando uma tatuagem dele e do Gigante Guerreiro Daileon... :D
    Abraços

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