quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ultraman merece um digníssimo espaço no dia do tokusatsu em 2016

Os Irmãos Ultra estão em alta no Brasil, caso não saibas

De uma coisa é certa: tokusatsu não é uma modinha no Brasil. Mas que dentro dessa gama alguns fãs brasileiros de tokusatsu (tokufãs) que acabaram transformando séries como Kamen Rider, Super Sentai e algumas exibidas na saudosa Manchete como Jaspion, Changeman e Jiraiya em modinhas. Isso é fato e não dá pra negar, se a gente analisar bem. Tanto é que sempre que essa parte do gráfico fala sobre tokusatsu, há uma limitação. Como se houvessem apenas esses tipos de tokusatsus e nada mais. Entenda, as séries da geração Manchete sempre tiveram e terão sempre o meu respeito. O que não signifique que eu tenha que ter uma rejeição, preconceito ou algo do tipo para com as séries clássicas, inéditas, recentes e novas. Se atualizar, nem que seja aos poucos, é importante.

É chato ver nas redes sociais quando alguns fãs andam desatentos (ou torcem o nariz) à nova safra de tokusatsu no Brasil que está surgindo oficialmente fora da TV no Brasil. Enquanto muitos ainda estão com a cabeça perdida no passado, aqui no ano 2015 os Ultramen estão dando continuidade ao legado que começou com o lançamento brasileiro de National Kid há cerca de cinco décadas. Sim, não adianta dizer que "os Ultras não voltaram". Pois apesar de um boom discreto, as Ultra Series estão defendendo o bastão através de títulos oficiais.

Eu disse recentemente numa entrevista ao Blog Toku Force que se formos calcular a história do tokusatsu em nosso país, estamos passando por uma transição dominada pelos Ultras. Época que sucede a era das séries japonesas do estilo tokusatsu na TV brasileira (sendo Ryukendo o último lançamento, na RedeTV!) e que antecede a estreia de Garo na Netflix e quem sabe de outros tokusatsus.

A verdade é que os Ultras voltaram no final de 2011 com os lançamentos dos filmes da franquia da era Heisei. Totalizando 9 lançamentos em home-vídeo pela Focus Filmes. Os oito primeiros atualmente estão na Netflix e em breve o filme Ultraman Saga poderá estrear na grande plataforma de streaming.

Para a surpresa de muitos, séries como Ultraman Max, Ultraman Mebius, Ultraman Leo e Ultraman 80 (Eighty) foram licenciadas internacionalmente pela própria Tsuburaya para a plataforma Crunchyroll. Dentre vários países, o Brasil não foi esquecido. Fomos mais agraciados ainda com a estreia de Ultraman X. Pela primeira vez o Brasil acompanha uma transmissão simultânea (simulcast) de uma série de tokusatsu. Ultrapassando Jiban que até então defendia o recorde de tokusatsu a vir mais rápido no país. As surpresas não pararam e há algumas semanas atrás foi confirmada a estreia de Ultraseven X na Netflix, cuja a data de lançamento será divulgada em breve. Alcançando outros públicos que curtem ficção científica em geral, por exemplo.

Isso tudo sem mencionar o mais novo lançamento da Editora JBC. O lançamento do mangá ULTRAMAN (com grafado assim mesmo com letras maiúsculas) que conta uma trama excelente que dá continuidade à primeira série clássica da franquia.

Com todo o crescimento gradativo da Família Ultra no Brasil nos últimos tempos, somado ao jubileu de ouro a ser comemorado ano que vem no Japão, Ultraman merece ter um lugar especial como tema do próximo dia do tokusatsu. E digo mais. Grandes campanhas de incentivo precisam ser massificadas ousadamente na tokunet brasileira, afim de despertar o interesse daqueles que nunca deram uma chance sequer ou que viram poucos títulos do gênero. Motivos não faltam pra se atualizar e sair da mesmice.

Ultraman tem tudo pra fazer bonito e marcar o próximo ano. Que me perdoem os Riders e os Sentais, que farão seus 45 e 40 anos, respectivamente. Mas Ultraman é praticamente uma prioridade e precisa de uma divulgação mais agressiva (no bom sentido da coisa). Pelos motivos citados acima e outros mais como a exploração de sagas e multi-versos. Então, que em 2016 façamos diferente e adotemos pelos menos um Ultra. Keep calm and... Schwatch!

PS: É apenas uma sugestão minha e não estou confirmando nada.

Um comentário:

  1. As series Ultra sempre me chamaram atenção, mas confesso que, fora os filmes disponíveis na Netflix, pouca atenção dei aos heróis gigantes.

    Creio que seja hora da tokuweb se unir em torno desta franquia que, pelo que vi e apreciei nos filmes, tem muito para contribuir para o crescimento do Tokusatsu em nosso país.

    Como sempre, um ótimo texto César.

    Abraços!

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