sexta-feira, 15 de maio de 2015

Nostalgia: Armação Ilimitada, clássico juvenil da Globo, completa 30 anos

Capa do LP da série com o elenco principal (Foto: Divulgação/Som Livre)

Muito antes de Malhação, existia uma série voltada para o público juvenil/adulto que curtia surf, cinema, música, e altas aventuras. Era o Armação Ilimitada. A série completa 30 anos de sua estreia na Rede Globo. O programa foi ao ar pela primeira vez em 17 de maio de 1985 e ia ao ar, inicialmente, uma vez por mês no bloco Sexta Super, às 21h20. A partir da segunda temporada (1986) a série era apresentada quinzenalmente.

Armação Ilimitada contava as aventuras da dupla Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André De Biase), que moravam na Zona Sul do Rio de Janeiro e possuíam uma agência de prestação de serviços que dá o nome à série. Eles eram polivalentes e estavam dispostos pra topar qualquer parada (missão). Os dois eram apaixonados pela jornalista Zelda Scott (Andréa Beltrão), que já adotou os mais variados estilos e modismos até decidir ser uma mulher "moderna" para os contemporâneos padrões. Ela trabalhava num jornal chamado Correio do Crepúsculo, onde seu chefe (Francisco Milani, in memorian) a enviava para as mais loucas pautas para as manchetes.

A série tinha alguns outros personagens de suporte como o Bacana (Jonas Torres), que perdeu os seus pais no começo da trama e foi adotado por Juba e Lula. Possuía um estranhíssimo bordão onde dizia "Ai, meu saquinho!". Também tinha Ronalda Cristina (Catarina Abdala), amiga de Zelda que falava umas certas verdades como conselho. Não podemos esquecer que a série era narrada pela Black Boy (Nara Gil), que é algo semelhante à DJ negra do filme Os Selvagens da Noite (1979).


O chefe maluco do jornal Correio do Crepúsculo (Foto: Divulgação/Globo)

Armação Ilimitada foi um grande sucesso entre a juventude brasileira nos anos 80 e a dupla Juba & Lula eram genuinamente referências de heróis nacionais. Foi uma série ousada para um tempo onde o fim da ditadura militar era bastante recente. A começar pelo triângulo amoroso inspirado no filme francês Uma Mulher para Dois, do diretor François Truffaut. Os protagonistas retratavam de forma bem humorada a juventude que curtia altas ondas/aventuras. Os clichês, então, eram os ingredientes certos para os episódios. Claro, inspirados em várias produções cinematográficas e televisivas do momento e clássicos antigos também. Era fácil encontrar diversas referências e sátiras a agentes secretos, super-heróis, vampiros, extraterrestres, mulheres perigosas e tudo o que você puder imaginar. Armação Ilimitada era um prato cheio de um grande misto da cultura pop dos anos 80. Isso sem mencionar que os próprios personagens brincavam ao dizer que iriam assistir ao próprio programa. Até o Cristo Redentor e o então Presidente José Sarney, se duvidar. Era uma série diferente de tudo o que antecedeu e ainda é diferente, por mais que os conceitos não sejam mais atuais. Armação Ilimitada abusava de cenas aventureiras e perigosas.

O programa nasceu de uma idealização de Kadu Moliterno e André de Biase que trabalharam juntos na novela global das oito Partido Alto (de maio a novembro de 1984) e tinham o surf como hobby em comum. A intenção era criar uma série de TV onde tivesse esportes, romances e aventura como elementos e que fossem voltadas para o público jovem. O projeto foi levado para Daniel Filho, em 1985, que apostou de cara na empreitada.

Para que a série fosse além do universo surf, foram chamados o autor Antonio Calmon (que trabalhou nos filmes Menino do Rio [1981] e Garota Dourada [1984] - onde Biase esteve no elenco), a atriz e escritora Patricya Travassos, o dramaturgo Euclydes Marinho e o produtor musical Nelson Motta. Vale ressaltar que os dois últimos residiam na Itália e não tinham pretensão em voltar ao Brasil em definitivo, mas receberam o recrutamento pessoalmente pela parte de Daniel Filho. Estes contribuíram com os quatro primeiros episódios e foram substituídos por Daniel Más (in memorian). A influencia cinematográfica ficou a cargo do diretor Guel Arraes que relutou no início por achar que o nicho da série fosse bastante carioca. Mas foi convencido por Daniel para criar uma linguagem específica para a trama.


Black Boy, a DJ que narrava as avanturas
da dupla de heróis (Foto: Reprodução/Globo)

Diferente de demais produções da Globo, Armação Ilimitada era filmado apenas com uma só câmera, ao invés de quatro. Coisa inédita até então para os bastidores da emissora dos MarinhoA iluminação era do diretor de fotografia Nonato Estrela, que era atuante no cinema e estava despontando para a TV.

Os custos não eram altos, pois a produção era modestamente "econômica" para os recursos. A demora média de 12 dias para as gravações de cada episódio virou até piada entre os roteiristas do programa. Curiosamente, o título da série surgiu de um de palavras que usavam o "ar", o "mar" e a "ação", que associavam à gíria "armação" que surgia na época. O nome da jornalista Zelda Scott é uma referência direta à romancista Zelda Sayre Fitzgerald, esposa do escritor americano F. Scott Fitzgerald (autor de O Grande Gatsby). Armação Ilimitada teve várias participações de atores globais conhecidos e até de dubladores cariocas fazendo pontas. Dentre eles vimos Caio Junqueira, de Tropa de Elite, ainda criança e em início de carreira. A série foi uma peça importante também para o rock brasileiro, onde a música nacional descobria novos talentos pelo gênero nacional como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Blitz, etc. O sucesso foi tamanho que Armação foi vendido para outros países como França, Argentina, Mônaco, etc.

Após o final da série, em 8 de dezembro de 1988, Juba e Lula protagonizaram um outro programa batizado com o nome da dupla, em junho do ano seguinte. Era exibido diariamente nos fins de tarde e era um programa de auditório. A fórmula não deu certo, apesar da temática ter sido um apelo à ecologia.

Armação Ilimitada ganhou várias reprises na extinta Sessão Aventura (ainda em 1988), além de passar pelas comemoração do Festival 25 Anos da Globo em 1990; e sua última reprise no canal foi em 1997 durante às tardes de domingo. Na TV fechada, Armação foi ao ar em 2005, pelo Multishow; e no Viva, de 2011 a 2012. Bem, já tá mais do que na hora de termos mais uma reprise pra gente matar saudade, né?

terça-feira, 12 de maio de 2015

Agents of S.H.I.E.L.D. não merece uma nova temporada

Skye é a personagem mais mala da série

Não deve ser novidade pra ninguém a renovação da série Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. para a terceira temporada. O que por sinal é bem estranho a emissora ABC - que anuncia hoje sua programação para o horário nobre em 2015-16 - juntamente com a editora-estúdio investirem numa série que praticamente perdeu popularidade em comparação ao ano passado.

Vamos combinar uma coisa: Agents of S.H.I.E.L.D. nunca conseguiu ser aquela série que viesse a deixar o telespectador na ponta do sofá. Começou com uma boa impressão, decaiu na qualidade a partir do segundo episódio e persistiu assim até a chegada de H.Y.D.R.A.. Tivemos uma boa expectativa quanto à uma melhora a partir de então. Mas a coisa derrapou bestialmente durante toda a segunda temporada.

As missões ficaram inexpressíveis e dá pra contar nos dedos as que foram marcantes. Os personagens, que tinham tudo para serem melhores trabalhados, se tornaram cada vez mais chatos. Destaco aqui a Skye, que é uma personagem mala demais e que se perde para resolver seus conflitos. E seu drama familiar, então, é um sonífero injetável.

Outros personagens que se ficaram enfadonhos foram Fitz e Jemma. No final da temporada passada ele havia se declarado para ela num momento em que os dois sofriam de risco de vida. Eles ficaram numa atmosfera estranha até então - por conta desse amor não correspondido - e jamais conseguiram resgatar o carisma que tinham antes. Tinham tudo pra serem os mais queridos, independente da aceitação ou não de Jemma.

Coulson e Mei são dos poucos que escapam desta lista negra. Eles tiveram até um episódio bacana em que atuaram numa missão juntos. Mas eles precisam se destacar mais, pois eles tem potencial para que a série tenha uma virada que merece. Do contrário, será uma dureza acompanhar o programa, que carece de mais referências diretas aos Vingadores.

Quem mereceu mesmo uma renovação foi Marvel's Agent Carter que tem muito mais carisma e um roteiro envolvente, com justas referências ao Capitão América, obviamente.

domingo, 10 de maio de 2015

Rede Brasil comete mais um descaso contra Ultra Seven

O segundo gigante de M-78 perde espaço nas manhãs de domingo

E a Rede Brasil, emissora que exibe séries antigas (incluindo tokusatsus) sem pagar um tostão para as verdadeiras licenciadoras, e que também é iludidamente tratada como "refúgio" de alguns saudosistas, cometeu mais uma falta de respeito com seu público. E a isca usada foi a série Ultra Seven.

Não é a primeira vez que a Rede Brasil promete esta série num determinado horário da programação. Há alguns anos atrás a série foi prometida para passar no final das noites de domingo, porém nunca aconteceu por conta do espaço prometido ter sido cedido aos infomerciais. Até pouco tempo, Seven vinha sendo exibido nas noites de sábado e mudou de horário.

No domingo da semana passada a série começou a ser exibida nas manhãs de domingo, às 7h da manha, com o primeiro episódio (intitulado no Brasil como "Os Invasores"). Até aí você pensa que Seven ficaria no horário, mas a coisa foi bem diferente e traiçoeira. No mesmo horário desde domingo (10), Seven foi substituído por um programa independente religioso e sem aviso de mudança de horário. Falta de consideração total com o público e mais uma prova da bagunça que é a emissora. Não dá pra acompanhar absolutamente nada no canal.

Apesar de ser uma transmissão não-oficial (pirata), a transmissão de Ultra Seven é curiosa por trazer a dublagem original da Cine Castro, que é uma peça bastante difícil de ser encontrada na internet e demais vias alternativas. Uma pena que isso aconteça. Em contra partida temos serviços oficiais on demand - como Netflix e Crunchyroll - que possuem filmes e séries da Família Ultra em seus respectivos serviços, podendo ser assistido a hora que desejar e com materiais na íntegra.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O que aconteceu com Máscara da Morte em Alma de Ouro?

O novo visual do Cavaleiro de Câncer (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Tem muita gente reclamando a toa que os traços dos personagens de Os Cavaleiros do Zodíaco - Alma de Ouro está estranha. Eu reitero minha opinião de que esta é a tendência dos animes atualmente produzidos no Japão e isso não fere absolutamente em nada no roteiro, de qual quaisquer produções do gênero. Aceite. Aliás, os traços dos Cavaleiros do Ouro estão próximos aos que vimos na série clássica, porém com um pouco mais de "brilho".

Mas infelizmente não dá pra dizer o mesmo de Máscara da Morte e a quem reclamar dou total razão. Simplesmente essa barbicha ficou bem esquisita. Mas vamos ao ponto que interessa de fato: O Cavaleiro de Ouro de Câncer ficou bonzinho demais e meio relaxadão pra quem era um assassino que matou pessoas inocentes e sem escrúpulo algum no passado. Agora vejamos o seguinte: isso nem dá pra comparar com aquele Máscara da Morte apresentado no ano passado no filme A Lenda do Santuário. Tem que se entender que ali foi uma adaptação (um reboot pra que fique bem claro) e o que vimos foi uma clara representação do que é o Contador da Morte de Câncer, do mangá Next Dimension. Até aí, nenhum motivo pra se fazer uma tempestade em copo d'água e desaviso como teve.

Outro ponto de extração deste episódio foi o fato de Camus de Aquário se aliar aos Guerreiros Deuses por um motivo pessoal. É que Surt é seu amigo de longa data. O que em parte justifica e que provavelmente deve ser explorado mais à frente. Espero que isso não termine naquele velho conto manjado de "enganar o aliado para enganar o inimigo". Mas em si isso é interessante e é mais um motivo pro público brasileiro prestar mais atenção. Pra agravar mais o interesse, tivemos a aparição de um irmão de um Guerreiro Deus conhecido da série clássica.

Mais uma nota: o site do Daisuki foi congestionado em pouco tempo após o lançamento do novo episódio. Espero que isso seja um bom sinal de uma procura maior dos fãs ao redor do mundo (e brasileiros também) e que tenhamos audiência pelas fontes corretas. Quem assistiu pela Crunchyroll conseguiu acompanhar sem problemas no mesmo período.

Warner Channel segue descumprindo sua promessa de programação

Gotham é uma das séries que não receberam dublagem ainda

Parece que inserir dublagem numa série exibida na TV por assinatura no Brasil tem sido uma complicação. E a janela pra manter a diferença mínima de tempo em relação aos EUA pode ser um desafio. Tudo isso deve levar um certo tempo pra ficar pronto, mas nem tudo está tão perfeito como deveria.

Outro dia eu falei aqui de uma mancada que o Sony deu na série Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. (e que não era a primeira vez que isso acontecia). Então, a Warner havia anunciado há algum tempo que sua programação seria totalmente dublada desde a última segunda-feira (4). A coisa ainda não está 100%.

Só pra se ter uma ideia do problema: As legendas das séries continuam hard sub. Ou seja, legendas fixas e, obviamente, sem como tirá-las quando optarmos. O mesmo problema acontece há eras em alguns canais como a HBO, por exemplo. Um detalhe inovador é que durante um episódio inédito, no horário nobre, as legendas ficam com outra fonte e cor. As dublagens estão presentes apenas em filmes e exibição de temporadas concluídas de séries. Até o momento atuais temporadas de Gotham, The Big Bang Theory e The Flash - por exemplo - continuam com áudio original. Quem já estava a esperar por uma dublagem destas está sofrendo com o tal descaso e o canal ainda não se pronunciou sobre o problema.

Segundo apurações, as legendas eletrônicas estão disponíveis em algumas operadoras. Mas quanto às dublagens das séries da temporada 2014-15? O que aconteceu? Vale lembrar que a Warner aumentou a janela para duas semanas, tempo suficiente para que haja um trabalho pronto pelos estúdios envolvidos nas dublagens. Mas nada aconteceu e o telespectador, que paga seu dinheirinho suado pra ver episódios inéditos, é desrespeitado e sequer tem um retorno sobre a situação.

Tá certo que a Warner se preparou meses antes pra montar toda uma estrutura, mas os responsáveis pela emissora precisam correr urgentemente para corrigir isso a tempo. O povo merece respeito.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Nostalgia: Lembranças da minha MTV de 20 anos atrás


Bem, o título é uma alusão a aquele slogan que a emissora tinha lá no comecinho dela (no mesmo embalo da versão original americana do canal): "Eu quero minha MTV". Então, há cerca de 20 anos atrás tive meu primeiro contato com o sinal da extinta MTV Brasil. Confesso que não vou saber precisar a data que chegou pela primeira vez no canal 54 UHF, até pela escassez de arquivos que possam comprovar a data de lançamento na capital alencarina. Mas lembro do dia em que meu pai sintonizou pela primeira vez em casa o canal 54 UHF numa TV de 14 polegadas que tínhamos.

Naquela manhã de domingo - 7 de maio de 1995 - acontecia o meu primeiro contato com a emissora. E olha, eu - que era uma criança ainda - era um rato na programação de TV e cascavilhava mesmo os canais que chegavam no nosso UHF local. A MTV Brasil foi a primeira do meu "laboratório". Naquele mesmo dia eu passei a assistir programas como Palco MTV (apresentado por Edgard Piccoli) na hora do almoço e à tarde eu vi o Top 20 Brasil (com a Cuca Lazzarotto).

Durante esse programas, vi que a emissora estava em ritmo de comemoração dos seus 5 anos de transmissão (NOTA: O seu lançamento original acontecia em 20 de outubro de 1990). Tinham vários cantores parabenizando, inclusive o rei Roberto Carlos. E eu achava engraçado o estilo dos apresentadores e até das vinhetas também. Coisa inédita pra mim até então. Tenho até saudades de ver uma animação de um elefante desmaiando com a presença de um ratinho, da vinheta rebobinada (isso mesmo, rodando ao contrário) e coisas do tipo. Era o top da criatividade nos tenros anos 90.


Na semana conferi programas como Teleguiado MTV, com o Cazé Pecini (hoje assina como Cazé Peçanha). Era bem divertido. Lá ele atendia os pedidos do público na hora do almoço, além de interagir com quem estava do outro lado da linha. Lembro de um momento engraçado que foi quando uma telefonista ligou pro estúdio por engano, e quando ficou sabendo que estava falando ao vivo em rede nacional, disse: "ah, é da emitevê". Aliás, Cazé fazia aquele programa descontraído do tipo FM televisivo. E isso agradava a quem almoçava diante à telinha.

Lembro que à tarde eu dava umas leves zapeadas pelo Gás Total (no final da tarde), com Gastão Moreira. Era um programa de rock pesado, mas não fazia muito o meu estilo. Lembro do Disk MTV (início da noite), apresentado também pela Cuca que mostrava os clipes mais votados do dia. Um dos meus favoritos era o Clássicos MTV, que tinham clipes de canções dos anos 80. Assistia alguns episódios de Beavis and Butt-Head, que era tudo legendado mesmo. E por aí vai.

Dos clipes? Lembro demais de alguns como de filmes que estavam em cartaz na época, como Seal cantando "Kiss From A Rose", U2 cantando "Hold Me, Thrill, Kiss Me, Kill Me" (ambos de Batman Eternamente), da dupla feminina Shampoo cantando "Trouble" (de Power Rangers: O Filme), além de Pink Floyd com "Another Brick In The Wall" - ao vivo), Paralamas do Sucesso com "A Brasileira" e tantos outros.


A trilha sonora de Batman Eternamente também era
presença constante na programação da MTV, em 95

Foi lá na MTV Brasil onde eu vi os Mamonas Assassinas despontando para o sucesso, poucos meses antes deles pisarem em palcos de programas de auditório populares como de Gugu e Faustão, por exemplo. Foi lá onde também vi a primeira edição do MTV Video Music Awards Brasil, onde os Paralamas do Sucesso ganharam na categoria de melhor clipe pop daquele ano; e ainda cantaram com Carlinhos Brown ao vivo.

São tantas lembranças que voltam e meia aparecem em minha mente quando lembro daquela MTV que não volta mais. Mas foi um período bacana onde se podia assistir clipes bons (e ruins) a qualquer hora, praticamente. Muito diferente da década passada onde só se encontrava clipes em altas horas.

Por aqui a MTV Brasil teve umas leves alternâncias com o sinal da CNT/Gazeta no final de junho de 1996. Ah, e tinha um sinal repetido no canal 22, onde também acontecia essa mesma fase experimental. (Nota: em julho de 1996 o canal 22 passaria a ter programação local da extinta TV Comunitária [ou simplesmente TV COM] por dois anos seguidos e foi substituída em seguida pela TV Diário) Enfim, a MTV caiu no gosto popular dos fortalezenses. Mas seu sinal naquela época saiu em definitivo do canal 54 em 30 de novembro de 1997, quando a CNT/Gazeta se firmou no sinal a partir do dia seguinte, por um pouco mais de dois anos. Daí só quem tinha TV por assinatura poderia continuar assistindo a emissora. O que já não era mais a mesma coisa e não se tinha mais o mesmo brilho que fazia com que pudéssemos comentar numa roda de amigos.

PS: Mais lembranças do UHF de Fortaleza nos anos 90 deverão surgir no futuro e com precisão de certas datas. Espero que isso venha a ajudar nos registros de pesquisas.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Jason David Frank é comprovadamente o rei dos Power Rangers

Jason em mais uma participação no Bat in the Sun

Se você assistiu ao novo episódio do Bat in the Sun desta terça (5), conferiu a tão esperada luta entre o Tommy Oliver/Ranger Verde (de Mighty Morphin Power Rangers) e Ryu (de Street Fighter). Já era esperado que o personagem de Jason David Frank vencesse. A votação do público reflete a grande popularidade do ator que tem seu merecidíssmo destaque construído ao longo das últimas duas décadas.

Tá mais que provado que Jason mereça algo mais além de sua fama. Ele tem que ser coroado. Ou melhor, ele já é de longe o rei dos Power Rangers ou até dos grandes ícones de super-heróis de todas as eras. Duvida? O homem praticamente uma preferência americana. Não só deles, mas no restante do planeta. Tá certo que uma meia dúzia colocaria o Burai/Dragon Ranger (a contraparte original de Tommy na série japonesa Zyuranger) pra disputar com sua versão estadunidense. O que é injusto até. Burai teve uma importância no Super Sentai e Tommy tem outra absolutamente independente em Power Rangers. Os esquadrões japoneses tem vários heróis lendários/memoráveis, assim como os da franquia de Haim Saban. Mas ambas nunca tiveram algum ator que construiu sua própria força e chegar ao ponto de ter um favoritismo reconhecido pelo público. E isso não é a toa. O personagem Tommy teve todo um carisma. Jason chegou a ser chamado para viver o herói Cybertron (cujo projeto virou VR Troopers) e deu o ar de sua graça na terceira temporada de Sweet Valley High (uma drama-comédia da Saban exibida no Brasil como "Aí Galera").

É uma lenda viva, querendo ou não. Jason David Frank está numa escala próxima de Schwarzenegger, Stallone ou Van Damme. Mas isso é questão de tempo e acredito que não estamos tão longe de ver isso acontecer. Anota aí.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Você vai deixar que Alma de Ouro seja descontinuada por bobagens?

Segunda temporada da saga periga não acontecer

Outro dia estava lendo no site CavZodiaco uma nota em relação à série Os Cavaleiros do Zodíaco - Alma de Ouro que me deixou um tanto chateado. A audiência do segundo episódio da nova saga caiu pra 38% no Brasil. E apesar de ter tido aquele vazamento na pré-estreia (de março) no evento AnimeJapan, a audiência da estreia oficial no dia 10 de abril chegou a 55% no território nacional. Um número surpreendente e que poderia ser maior ainda se não fosse a intervenção das subs (que pagam de penetra copiando descaradamente o material oficial existente em nosso país).

Incrível como em pleno ano 2015 - era digital - muitos otakus (fãs de anime) ainda não sabem como usar on demand ou sequer entendem qual a importância desse tipo de serviço em pleno avanço tecnológico. Pensam que perder trocentas horas de download vai ajudar a contabilizar a audiência pra Toei e garantir uma nova temporada. Sério que tem gente que pense assim mesmo? Pensamento errôneo e jurássico até. Olha, até os fãs mais inveterados de séries e filmes americanos sabem de longe qual importância de uma Netflix da vida. Tanto é que é a maior plataforma desse tipo de nicho atualmente e é preciso dizer que já tem TV americana querendo lançar suas séries inéditas por lá. Na gama das séries japonesas a coisa continua bem dividida. Muitos tem a consciência de uma Crunchyroll, um Daisuki ou de um Funimation e valorizam a indústria. Outros (mais principalmente da geração leite-com-pera) botam dificuldade em algo tão simples de ser manuseado e querem justificar os meios piratas como fins. Não tem desculpa e aceite que estamos com tecnologia superior. Não estamos mais nos anos 90 e é pra frente que se anda.

Outro problema de uma parcela de fãs brasileiros de CdZ é que muitos não sabem dominar as analises da trama ou não conseguem interpretar as justificativas como deveriam. E nem é questão de gosto/opinião que eu me refiro, mas os comentários na internet afora são pequenos demais, sem cabimento algum e são impossíveis de formular um review que preste. Tipo, é sempre sobre os traços que são diferentes da era clássica, é a historia que não teve tanta porradaria, que o anime antigo é o melhor e as novas são uma b***, e por aí vai. Tudo sem uma explicação plausível pra defesa de suas teses e não conseguem enxergar além das estéticas.

Então vamos por partes. Sobre os traços: não vi problema nenhum e esta estilização é a mais moderna que existe nos animes atuais/recentes. Se você não está acostumado, dê uma fuçada nos novos animes e você vai encontrar boas e más histórias (e bem-vindo ao século XXI). De preferência, procurem pelos serviços que citei, pois são o caminho mais fácil e seguro pra tal; Sobre as lutas: temos que entender que os tempos são outros. Não se fazem mais animes sanguinários como antigamente (com raríssimas exceções). Outro ponto a se considerar no atual momento no Japão e nada disso atrapalha a trama; Sobre a qualidade das novas produções: cada uma tem suas falhas e acertos. Até a série clássica teve as suas e nunca foi perfeita. No fundo sabemos disso. Outras produções como Omega e A Lenda do Santuário foram muito mal abalizadas por parte do público e deixaram de ver certos pontos técnicos (positivos/negativos) que poderiam ser debatidos de forma mais sensata e madura. As produções recentes citadas podem não chegar aos pés da série clássica, é verdade. Mas também tem seus valores.

Uma pena que parte do público (específico) brasileiro prefira olhar mais pro visual e se permitir perder o foco dos roteiros. Cavaleiros tem muito mais conceitos a serem destrinchados e pesquisados do que certos detalhes "supérfluos" que podem ser considerados. E é importante os fãs prestarem mais atenção nas informações antes de cair no mesmo vexame feito em setembro passado nos cinemas, onde muita gente se iludiu em ver uma maratona de doze horas ininterruptas do final da saga do Santuário. Faz favor, né gente? Não dá pra entender o que realmente o público nacional quer de verdade. São reclamações nonsenses e tumultuadas ao vento. Essa é que é a verdade.

É impossível e cedo demais pra dizer se a primeira temporada de Alma de Ouro vingará com apenas dois episódios lançados. O jeito é assistir mesmo e acompanhar religiosamente todas às quinzenas (nas sextas) pra ver como se dará. Do contrário, veremos outra reclamação impaciente por falta de continuidade na nova saga. Isso é fato. A trama pode nos surpreender como não e ter seu mistério respondido com o tempo. O negócio é assistir de coração aberto e lembrar que não só de batalhas se vive os animes. E que vergonhoso seria se Alma de Ouro beirar ao fracasso por aqui por reclamações tão bizarras dos brasileiros. Os japoneses então nem reclamam e não tem tanta algazarra como aqui. Sinal disso é a venda relâmpago (de cinco minutos) do Cloth Myth do Mu de Áries com a Armadura Divina, por exemplo.

De boa, o público geral brasileiro de Cavaleiros era bem mais compreensivo e entendido em 1994-95 do que hoje. Ponto que supera a geração atual. E todos liam as matérias em revistas como a Herói, por exemplo. Não tinha essa de ler um texto em partes ou julgar pela manchete (sem trocadilhos). As opiniões de cada um eram formadas sem frescuras, mimimis, má vontade e outras intervenções como se tem hoje.

Maturidade e macrovisão são elementos técnicos indispensáveis na hora de argumentar e cada fã de CdZ que se preze tem capacidade pra tais, independente de qual opinião algum ou outro pode levar.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Sony precisa decidir urgentemente a versão de suas séries

Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. volta a ser legendado temporariamente

Desde o início do ano o canal Sony, assim como outros canais brasileiros de séries e filmes na TV por assinatura, vem exibindo seus programas em versão dublada. Isso pra atender as "novas tendências" e agradar uma parcela de telespectadores que curte as dublagens. Até aí, problema nenhum (desde que pensem também no público que quer assistir com áudio original).

Quem acompanha as notícias sabe que o canal ainda não disponibilizou legendas opcionais. Diferente da Warner, que começa sua programação 100% dublada e que promete oferecer a alternativa para as operadoras. Enfim, na noite deste domingo (3) o Sony voltou a passar um episódio inédito de Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. com áudio original e legendas. Sem dublagem alguma. E não é a primeira vez que isso acontece no canal durante essa última metade da temporada. O problema já tinha acontecido há algumas semanas atrás. E é muito estranho em seguida ouvir os trechos do episódio seguinte com dublagem, após os créditos finais. Uma loucura.

O Sony precisa decidir logo como irão ao ar suas séries. Dubladas ou legendadas? Outro problema do canal é a mudança de programação que acontece há alguns anos, o que deixa muito telespectador desnorteado e perder episódios importantes. O Sony precisa rever com extrema urgência sua grade de programação ou tudo isso vai beirar na bipolaridade. O público (que paga caro pra ter um sinal diferenciado) merece respeito total acima de tudo.

Falando em Agents of S.H.I.E.L.D.: a série virou um teste de resistência com a atual temporada. E um desses fatores chama-se Skye. Tá certo que ela é uma gata e tudo, mas a protagonista é muito mala. Toda aquela história sobre seu passado e sua família virou uma novela da depressão e sem sal. Outro personagem chato na trama é o Fitz que sequer acrescentou algo naquela tentativa romântica com a Jemma. A amizade deles anda meio abalada, mas isso é algo que eles tem que superar duma vez antes que atrapalhe diretamente numa missão. Seria vergonhoso. Nem mesmo Coulson e Mei - que são os melhores personagens - estão salvando o programa do tédio. Eles andam bastante apáticos e sem expressividade. Coisa que eles tinham na temporada passada, inclusive.

Se a série ganhar um anúncio oficial de uma terceira temporada até a semana que vem, provavelmente teremos mais 22 episódios de pura enrolação. A peteca da Marvel na TV caiu há um bom tempo.

sábado, 2 de maio de 2015

Kamen Rider Drive toma rumo estranho após revelação pública

Shinnosuke sofre as consequências de sua precipitada decisão

Há algumas semanas atrás eu comentava aqui sobre a decisão do herói Shinnosuke Tomari em assumir publicamente a sua identidade secreta como Kamen Rider Drive e afirmei que tal foi absurdamente irresponsável para um herói que tinha que manter a sete chaves os seu segredo. Muitos no Facebook comentaram e disseram que minha análise foi exagerada e que tal fato poderia dar um "up" na trama. É algo que acredito e ainda estou longe de ser convencido do contrário.

Muitos também disseram que ele teve o direito sim de quebrar o sigilo, pois estaria "cansado" de guardar segredo. Isso não justifica de forma alguma Shinnosuke agir insensatamente. Uma vez que o mesmo jamais pediu permissão ao Mr. Belt (seu mentor) para tal.

Agora Shinnosuke sofre com as consequências de sua decisão e isso, obviamente, está refletindo negativamente no rumo da série. Esta tudo muito estranho e a intervenção dos colegas da polícia que antes nem sabiam das ações de Shinnosuke como o Kamen Rider é penetra e fora do comum. Isso pra não dizer que ele está sendo pressionado pela imprensa e pela própria polícia em que serve. A coisa vai pro apelo psicológico quando o assunto é a honra de seu pai que morreu em serviço.

Falando em polícia, agora sabemos sobre uma tal conspiração dos próprios Roidmude na corporação. Isso poderia ser melhor trabalhado, independente de Shinnosuke ter se revelado ou não. Mas está faltando um pouco mais de mistério quanto a identidade do Roidmude 001. Quem está acompanhando, soube prematuramente que é um superior da polícia local. Ainda há uma brecha disso ser mais desenvolvido com o tempo, mas tal segredo poderia ser mantido por mais alguns episódios, afim de criar uma expectativa maior em torno do grande vilão. Outra coisa que não deu pra engolir foi a cena onde Brain aparece na reunião como auxiliar investigativo e provocar uma luta para emboscar o Drive. Mais forçado, impossível. E é preciso que se diga que isso deu na vista que os Roidmude estão diretamente ligados a tal conspiração.

Não estou dizendo que Kamen Rider Drive não possa a ter um bom rumo até o final. Pode ser que algo venha a surpreender no futuro, mas isso jamais será um motivo de isenção da atitude leviana do herói. Aliás, a precipitação de Shinnosuke é um exemplo óbvio que nunca deve ser seguido por um outro herói. E sua identidade secreta foi um elemento de tamanha importância na trama quanto outros heróis da Toei como Jiban e Spiderman, por exemplo. Uma pena que foi perdida de forma tão bestial.

Faltam menos de 5 meses para Kamen Rider Drive acabar e Riku Sanjô terá que fazer um "balão" pra que esta injustificação tenha algum sentido, o que não será nada fácil. A série ainda tem uma salvação: Chase, que se tornou Kamen Rider Chase anteriormente. Talvez também seja mais útil no roteiro, já que sua família tem uma ligação história com os Roidmude. Esperar pra ver.