quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Masked Rider, o tokusatsu mais idiota da Saban, completa 20 anos

O Cavaleiro Mascarado com sua Electro Sabre

Em meados de 1995, a TV brasileira vivia a febre do anime Os Cavaleiros do Zodíaco. Ao mesmo tempo em que acontecia a era de prata das séries tokusatsu por aqui com reprises de algumas séries na Record (como Jaspion, Changeman, Flashman, Goggle V, Machine Man e Sharivan), além de exibições inéditas na extinta Rede Manchete. A parceria entre a emissora dos Bloch com a também encerrada distribuidora Tikara Filmes (antiga licenciadora do sr. Toshihiko "Toshi" Egashira que atendia pelo nome Everest Vídeo) trazia títulos até então inéditos como Winspector, Patrine, Solbrain e Kamen Rider Black RX (leia mais aqui). Este último é nada mais e nada menos que a continuação direta de Kamen Rider Black, que jamais teve seu último episódio exibido por aqui.

Ao mesmo tempo que rolava as aventuras inéditas de Issamu Minami (Kotarô Minami no original) aqui no Brasil, nos EUA acontecia a febre mundial chamada Mighty Morphin Power Rangers (adaptação dos Super Sentais Zyuranger, Dairanger e Kakuranger). Claro, o fenômeno da Saban Entertainment também já estava instalado no Brasil e fazia uma certa "rivalidade" com Seiya de Pégaso e sua turma. Ainda na terra do Tio Sam, havia outra produção da Saban intitulada VR Troopers (adaptação dos Metal Heroes exibidos no Brasil: Metalder, Spielvan e Shaider) e mais alguns títulos da DIC Entertainment como Super Human Samurai (Gridman) e Os Jovens Guerreiros Tatuados de Bervely Hills (produção original americana).

Bem, em meados daquele ano, Haim Saban estaria planejando uma nova adaptação americana de um outro gênero clássico da Toei Company: Kamen Rider. O título escolhido pelo egípcio (naturalizado israelita/americano) foi a série Kamen Rider Black RX. Sim, justamente a série que estava passando no Brasil em 95. Tivemos muita sorte de acompanhar a série original antes de ver o tragicômico resultado final no ocidente. Aliás, não apenas esta foi usada, mas também cenas de ação dos filmes Kamen Rider ZO (lê-se: Zettô; 1993) e Kamen Rider J (Jay; 1994) também estavam presentes. Foi então que surgiu a série Saban's Masked Rider.


Masked Rider ao lado do Ranger Branco

A primeira aparição do primeiro Rider norte-americano se deu num episódio-triplo de MMPR intitulado "A Friend in Need", situado no início da terceira temporada. A primeira parte foi exibida no sábado, dia 2 de setembro de 1995 e as outras duas no sábado seguinte, dia 9. Indiretamente, pode-se afirmar que este foi um segundo crossover entre Rider e Sentai, porém non-cânon. O primeiro, dentro da cronologia oficial japonesa, se deu em 1978 no filme JAKQ vs. Gorenger. Outro encontro similar foi em 2009 entre Samurai Sentai Shinkenger (versão original de Power Rangers Samurai/Super Samurai) e Kamen Rider Decade. Sendo este o primeiro oficialmente e direto entre as duas maiores franquias da Toei.

Voltando sobre Masked Rider: tudo começa quando Alpha 5 descobre que seu planeta natal, Edenoi, é atacado por Conde Dregon (contraparte americana de General Jark, de Black RX) e sua tropa maligna. Dregon seria um rival de Lord Zedd, inclusive. Para ajudar Alpha, os Rangers - menos Kimberly que estava doente - partem para Edenoi e procuram ajudar o Rei Lexian e seu povo. Ao chegarem por lá, se deparam com o Príncipe Dex e seus amigos. O jovem líder pensa que os visitantes são invasores de Dregon e ativa sua Ectophase (transformação) para se tornar Masked Rider (ou Cavaleiro Mascarado na dublagem clássica perdida) e atacá-los. Depois que o mal-entendido é resolvido, Dex se alia ao grupo liderado por Tommy e eles partem contra a horda de monstros do tirano. Dregon, ao ver a partida dos heróis multi-coloridos (como assim os chamava), decide investir seus ataques contra a Terra. Ao saber disso, Dex persegue Dregon e vem ao nosso planeta para nos defender contra as forças do mal (Uhum). Sem dúvidas, esse é um dos melhores episódios de Power Rangers ou senão melhor do que a série própria da versão americana do "filho do sol".


A Família Stweart

O primeiro episódio de Saban's Masked Rider - exibido pela primeira vez no bloco Fox Kids (da Fox americana) em 16 de setembro de 1995 - começa com a chegada de Dex à Terra, na cidade de Leawood. O jovem herói é adotado por uma família multiétnica, os Stewarts (equivalente à Família Sahara). Eles são: o pai de família - gorducho - branco Hal (Shunkichi Sahara), a mãe oriental Bárbara (Utako), a loirinha adolescente Molly (Hitomi) e o afro-mirim Albee (Shigeru). Os Stewart ficam cientes da missão de Dex na Terra e também adotam o mascote (sem-graça) de Dex chamado Ferbus. Curiosamente, há um episódio em que Albee se transforma em Masked Rider, mas apenas num sonho.

Dex Stweart (como assim passa a adotar o sobrenome de sua família na Terra) usa a Ectophase para se transformar em Masked Rider. Seus poderes foram herdados de geração em geração e são visados por Dregon afim de usá-los para o mal. Sua fonte de transformação é o cinto Ecto-Accelerator (Sunriser), que gera a espada de luz Electro Sabre (Metalion/Revolcane). Seu golpe (não se assuste, por favor) é o Rider Kick (que foi rebatizado na dublagem como "Chute Masked Rider"). Masked Rider também possui dois veículos falantes: a moto Combat Chopper (Acrobatter) e o carro Magno (Ridron). Ah, é preciso que se diga que eles tem formações feita pelos americanos que são medonhas e chatas pra caramba, apesar de rápidas.


"Ectophase, ativar!"

Dregon - que é tio de Dex - conta com o auxilio dos seus vassalos: Nefaria (Maribaron), Cyclopter (Gatezone), Dupla-Face (Bosgan), Gork (Gadorian) e do robozinho Fact. Além de seus soldados Commandoids (Chaps), Dregon envia o trio de monstros atrapalhados chamados Maggots (que são reutilizados no episódio 16 de Power Rangers no Espaço, na Taverna Onxy). Semanalmente usa seus invasores para atrapalhar a vida do herói que veio do espaço. (Uhum 2)


Robo (hein?!) Rider
Num determinado arco duplo (episódios 7 e 8), Donais (um dos amigos de Dex que também aparece em Power Rangers) vem à Terra para uma missão especial. Porém é atacado e sequestrado por Dregon. Em seguida é transformado em Robo Rider - contraparte de Shadow Moon! Ironicamente o vilão adotou o nome de uma das formas de RX, que, por sinal, sua contraparte americana deu o nome a este duplo episódio. Após um desfecho que não teve pretensão nenhuma de causar impacto ou emoção nos telespectadores-mirins (como foi o caso de RX no Japão), Donais recobra sua consciência e entrega a Dex a fonte para ele adquirir a forma Super Ouro (Super GoldRobo Rider!). A última aparição de Donais foi no episódio 21 onde ativou um upgrade nos poderes do herói para ele se tornar Super Azul (Super BlueBio Rider). Como Super Ouro, Dex usa a pistola laser Ecto Ray como o golpe fatal de misericórdia. Como Super Azul, o herói usa o Sabre Azul para detonar os inimigos. Chopper também sofre influências destas transformações respectivas.

A série quase (eu disse "quase") teve um final no episódio 37, conhecido como "The Invasion of Leawood". Lá, Dex se depara com o ataque de Brutacon (Grandailas) que viria a transformar Leawood em pó. (Que linguajar mais "sabanistico", hein?!) Mas pra não ficar sozinho, Dex conta com a ajuda dos 10 Guerreiros Masked Riders. São eles: Líder Guerreiro Masked Rider (Kamen Rider Ichigô), Guerreiro Masked Rider Anônimo 1 (Kamen Rider Nigô), Comandante Guerreiro Masked Rider (Kamen Rider V3), Guerreiro Masked Rider Anônimo 2 (Riderman), Masked Rider V3 (Kamen Rider X), Riderman (Kamen Rider Amazon), Masked Rider X (Kamen Rider Stronger), Masked Rider Amazon (Skyrider), Strongman (Kamen Rider Super-1) e Masked Rider Z-Cross (Kamen Rider ZX [lê-se: zê-cross]). Com a intenção de referenciar os Showa Riders - e trocar alguns de seus nomes - o episódio foi mais um daqueles em que Issamu Minami viraria "dublê" de Dex. Este é um dos episódios onde se encontra erros facilmente. Em um dos takes, Dex aparece ao lado do ombro de "Shadow Moon" e "Bio Rider" americanos. Nas cenas japonesas escapam breves aparições de Reiko Shiratori, Joe Kasumi e Kyoko Matoba (outros personagens de Black RX) ao lado dos Riders "gringos" (por que será, hein?). Além de Hitomi e Shigeru numa outra cena. Curiosamente, anos mais tarde, a frase "I am Amazon" foi usada como meme na internet entre o fandom de tokusatsu nos EUA. Especialmente quando Skyrider original se autodenomina como "Amazon".



Masked Rider é uma série constrangedora e digna da pior vergonha alheia possível para uma série americana de tokusatsu. Mighty Morphin Power Rangers, apesar das adaptações e possuir certos furos, foi dignamente uma série marcante para sua geração e arrasta sucesso até hoje. VR Troopers é uma série assistível, mesmo com a tentativa tosca de tornar a série mais séria e "adulta" que a dos garotos de Alameda dos Anjos. Mas Masked Rider foi o cúmulo de todo o nonsense para as adaptações da Saban. Tá certo que a ideia de fazer uma série menos violenta possível seja compreensível, mas a coisa foi de mal a pior.

Pense aí num sabre de luz que atira um raio laser ao invés de perfurar o ventre do monstro. Quer mais? Então pense em personagens mais mongolóides que Bulk & Skull (eu gosto da dupla, ok?) ou que chegaram a superar Percy (de VR Trropers) em quesitos de imbecilidade. Voltando pras cenas e edições, o que dizer então de "RX" lutando contra vilões de ZO e J? O resultado disso é a edição mais mal feita e descarada possível. Pois é, até de costas os Riders noventistas apareciam. Mais visivelmente foi naquele episódio onde o Masked Rider se torna gigante. Olha, até o Chopper teve uma versão desconhecida. (Por que será, hien? 2) Ah, melhor nem falar nada, né? Masked Rider ficou gigante com a ajuda de um ETzinho anão. (Glump!) E os planos de Dregon? Um deles foi ter que fazer os cidadãos de Leawood dançarem direto. Mais? Um gato sendo transformado numa espécie de bomba. Bem, pra ser menos "perverso", cito a hilária cena onde "Shadow Moon" vai para a escola e é confundido com festival de cosplays. E por aí vai sendo empurrados absurdos por cima de mais absurdos que puder imaginar.


ZO e J fizeram suas "participações especiais" em Masked Rider

Masked Rider é tão mal feito, mas tão mal feito de um jeito, que merecia concorrer ao Framboesa de Ouro. Não é a toa que virou "ovelha negra" das series tokusatsu da Saban. Pra você ter uma ideia, a série jamais parou na Netflix como a franquia completa de Power Rangers ou até os spin-off VR Troopers, Beetleborgs e As Tartarugas Ninja: The Next Mutation. Nem sequer a Shout! Factory ousou anunciar Masked Rider para algum lançamento home-video e sabe-se lá se isso acontecerá algum dia.

E no Brasil, hã? Masked Rider apareceu pela primeira vez numa manhã de domingo na Globo, em 1996, onde a emissora carioca copilou o lendário (sem aspas mesmo e tem meu respeito) episódio-triplo em um só. Decepando as cenas trapalhadas de Bulk & Skull que foram inúteis para o arco. Na época, todos os que assistiam Kamen Rider Black RX tomaram um baita de um susto ao ver o herói ao lado de Tommy e cia. Mas quem já acompanhava o início da imprensa especializada em cultura pop japonesa (revistas como a Herói, por exemplo) já manjava da "malandragem" (com trocadilho) e tinha caído a ficha de que a Saban já havia mexido no material licenciado no Brasil pelo Toshi.

Por aqui ficou acertado que Black RX teria direitos de exibição na TV aberta enquanto Masked Rider seria exibido na TV paga. RX foi exibido na Manchete até meados de 1997, quando ocupava a faixa das 20h. Já Masked Rider estreou em 1996 na extinta Fox Kids. Masked Rider ia ao ar inicialmente aos domingos na faixa do meio-dia e meia, e depois ganhou exibição diária às quatro da tarde, no ano seguinte. Voltaria a ser exibido em meados de 2002, também aos domingos na hora do almoço, antes do canal mudar de formação para o Jetix.

Por conta do acerto entre Tikara e Saban, Masked Rider jamais parou num canal de TV aberta brasileira. E nem deveria, pois a comoção seria bem maior - e com mais sentido - do que na estreia de Troopers ou até pior que a sonora hateria nonsense contra os Rangers americanos. Resumindo, seria um convite ao boicote.


Conde Dregon e Nefaria

O (aprendiz de) herói Dex Stweart foi interpretado por Ted Jan Roberts (ou simplesmente T.J. Roberts). Antes de Masked Rider, o ator ficou conhecido como Magic Kid, que teve dois filmes, exibidos por aqui pela Record nos anos 90. Em Power Rangers, os atores Ken Merckx e Jennifer Tung haviam apenas dublado seus respectivos personagens - Dregon e Nefaria - enquanto os vilões apareciam apenas em cenas japonesas de Black RX. Mas atuaram em cenas originais durante a série. Aliás, Tung interpretava com trejeitos bem esquisitões e se contorcia. Sensualizar a vilã? Dar um toque diferente da Maribaron? Talvez, mas não era nada atraente. Canastrice pura, diga-se.

A série foi dublada pela VTI (a mesma de Gavan e Os Simpsons), do Rio de Janeiro. Lá o Rider teve a voz emprestada por Paulo Vignolo, que dublou o Skull em Power Rangers. Como o herói-título, marcou com a enfadonha frase "É preciso mais do que isso para derrotar Masked Rider", que dizia quase sempre após destruir o monstro da semana. Na dublagem clássica da terceira temporada de Power Rangers, Dex foi dublado por Felipe Grinnan, que ficou conhecido como T.J. em Power Rangers Turbo e Power Rangers no Espaço, o Mestre Ryukendo em Ryukendo, V-Mon em Digimon 02, Nozomu Taiga/Ultraman Zero no filme Ultraman Saga, etc. O saudoso dublador Paulo Flores, a clássica voz de Lord Zedd e de Kubulai em Shaider, emprestou sua voz ao Dregon. Mas foi foi substituído por Maurício Berger.


O mascote penetra Ferbus

É preciso que se diga: na tokunet brasileira sempre rola algum piripaque dos "anti-Saban" quando surge o termo "Masked Rider", até mesmo nas primeiras séries Heisei Kamen Riders. Isso nada tem haver com a influencia americana, mas sim da própria Toei quanto à romanização do título da franquia em inglês.

É preciso que se diga 2: pra não dizer que "os americanos não sabem fazer tokusatsu", veja aí produções mais recentes como o filme Círculo de Fogo e o a série Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão (adaptação de Kamen Rider Ryuki). Tiveram boas histórias e dão um "shut up" tranquilamente em qualquer preconceito ou xenofobia que venha a surgir do acaso na tokunet. Como diz uma canção de Walter Franco (cantor da nossa MPB): Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.





8 comentários:

  1. Ha! Nunca assisti a esse troço. Os finais de Kamen Rider Black e RX, consegui ver pela internet.

    Também achava Bulk e Skull engraçados, de tão patetas que eram.

    ResponderExcluir
  2. Acho que a pior tristeza dos japoneses é olhar e ver que um trabalho como o deles foi transformado em um lixo pelos americanos,o japão é o país com a população mais inteligente do mundo ,os japoneses criam as coisas e os americanos copiam tudo em tecnologia o japão esta na frente dos EUA ,os EUA sempre quiz ser a nação mais poderosa do mundo e por isso na minha opinião eles jogaram no japão a bomba atômica para destruir o país inteiro e assim ser a nacão de maior k i mas os japoneses boa parte sobreviveram e o japão hoje é um pais de primeiro mundo, so não entendo é porque depois do que os Eua fizeram jogando bomba no japão ainda assim o japão é aliado dos eua.

    ResponderExcluir
  3. Olá, Maurício. Assim, não vou tocar no mérito da questão das bombas que atingiram Hiroshima e Nagasaki justamente por ser um outro assunto e fugir do contexto. Na realidade, Masked Rider foi uma catástrofe feita pela Saban. Não é uma imitação e sim uma adaptação de Kamen Rider. Uma coisa é diferente da outra e sempre houve uma parceria entre a japonesa Toei Company e a americana Saban Brands (antiga Saban Entertainment).

    Nem toda adaptação de tokusatsu é ruim. Power Rangers (que também é "comprovado cientificamente" uma franquia de tokusatsu) evoluiu com o passar dos anos em técnicas, efeitos especiais, acrobacias, etc. Tem seus altos e baixos no quesito roteiro nas séries da atual nova era Saban (Power Rangers Samurai até o presente). Mas não é por isso que se deve haver uma aversão. O próprios japoneses curtem a franquia norte-americana.

    Outro exemplo é o Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão. Foi uma boa série, bem mais madura que séries americanas de tokusatsu dos anoa 90 e ainda rendeu popularidade no Japão. Tanto que ganhou uma sequencia em novel na terra do Kamen Rider Ryuki - sua contraparte original.

    ResponderExcluir
  4. Que lixooo gracas a Deus que eu vi Rx primeiro quem defende essa praga de saban so pode ter cerebro vazio.tudo copia do japao

    ResponderExcluir
  5. Poxa, se alguem souber onde baixa me avisa, apesar de ser uma completa bosta, eh muito engraçado.

    ResponderExcluir
  6. *Ótimo texto sobre essas adaptações americanas dos originais japoneses que foram sugeridas nesta matéria!! Porém, como eu sou fã da cultura oriental e dos Tokusatsus de verdade, em geral, e, sobretudo, vindos do Japão, eu prefiro mesmo os originais!! Como disse o personagem Barney Ross (Sylvester Stallone) na franquia "Os Mercenários": "NADA SUPERA O ORIGINAL!!!". [^J^]*

    ResponderExcluir