quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Samurai X sem dublagem. Culpa da Netflix?

Kenshin está de volta

Numa das palestras que participei na última edição do Sana Fest alguém na plateia havia comentado sobre a Netflix ter um estúdio de dublagem em Miami. Na oportunidade disse que isso não é verdade e expliquei rapidamente como a coisa funciona. O que acontece é que o serviço - que tem uma função equivalente à qualquer emissora de TV - recebe materiais das distribuidoras que fecham uma licença para um determinado período de exibição/disponibilidade. Ou seja, a Netflix não banca dublagem, com exceção das suas séries originais (lê-se: exclusivas). Um caso a parte aconteceu com Glitter Force que teve uma dublagem brasileira mediana feita em Los Angeles (e não em Miami como alguns generalizaram na net afora). A adaptação americana de Smile PreCure! foi produzida pela Saban Brands (que optou por essa dublagem para economizar) e entrou no catálogo com exclusividade. Interpretações errôneas dizem que qualquer série que tem o selo "Original Netflix" é uma série vitalícia e que não está sujeita a expirações, como se não houvesse dependência de contratos e direitos autorais.

Vamos por partes: há um número considerável de animes inéditos chegando na Netflix com dublagem. Um certo burburinho reclama como se todo anime novo que está surgindo tivesse dublagem em Miami (e achando que foi feito num estúdio da Netflix que nem existe) e a informação errada acaba indo pra frente e confundindo o público. Ainda são poucos os títulos dublados em Miami. Dois se não me engano. Há animes dublados no catálogo da Netflix, sendo que dois "originais" foram dublados no Brasil. Um em São Paulo (Knights of Sidonia) e outro no Rio de Janeiro (The Seven Deadly Sins). Uma boa olhada nos próprios créditos de dublagem no final de cada episódio faz cair por terra qualquer mito infundado.

Incrível como parte do público negligencia uma boa pesquisa pra saber como funcionam os tramites. Ou melhor, tentar entender isso. Que há burocracia de algumas distribuidoras que levam os seus títulos para os serviços de streaming e também em TV e home-vídeo. Provavelmente esse é o caso de Samurai X (Rurounin Kenshin no original), que entrou na Netflix nesta semana sem a dublagem clássica da BKS. Apenas com os áudios em japonês e inglês. Era de se esperar reclamações dos fãs e alguns incautos andaram mais uma vez a acusar a Netflix como se a "mancada" fosse dela. Entenda que meus argumentos não são para advogar o serviço (sou imparcial) e sim explicar que a coisa não é como a gente pensa e pra isso a gente tem que se informar antes de jogar pedra.

Quem está distribuindo para a Netflix brasileira? É a Sony, que por sinal distribuiu a mesma série para a Netflix de outros países dessa mesma forma. Não dá pra dizer ou muito menos especular o que houve. Tem tramites que ficam só nos bastidores. Motivo para boicotar? Claro que não. É nessa hora que como fãs temos que dar força, assistir, marcar ponto, dar audiência e dar um retorno. Reclamar para a Netflix? Sim. Por que não? Mas desde que você saiba do que vai reclamar e porquê vai reclamar - sabendo que nem tudo depende exatamente dos serviços. Uma reclamação pacífica pode fazer com que distribuidoras como a Sony atenda o público da forma mais fidedigna e haja uma comuniçação melhor no futuro.

Eu mesmo esperava a dublagem clássica da BKS, mas fiquei ciente de que talvez isso não fosse possível. Por isso não alimentei esperanças (como muitos saudosistas infelizmente fizeram). Aliás, a dublagem escorregou como era comum nos anos 90, por falta de consultoria. Ainda assim é uma das melhores por conta da escalação de elenco. Falando nisso, a Focus Filmes tinha planos para lançar a série em DVD e com uma possível redublagem. Mas não aconteceu. Comercialmente falando, talvez a dublagem antiga se defase com o tempo e fique apenas nos materiais alternativos de divulgação. Caso um dia aconteça uma redublagem (o que particularmente acho necessário), vá com o mesmo destino de Os Cavaleiros do Zodíaco e YuYu Hakusho. Mantendo o elenco original e corrigindo erros de tradução.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dupla de heróis ganham protagonismo merecido em Active Raid


Dias atrás eu comentava sobre Active Raid, um dos animes desta temporada que tem elementos policiais e mechas na trama. Uma coisa que achei estranha de início foi a falta de protagonismo dos heróis Takeru Kuroki (Oscar 1) e Soichiro Sena (Oscar 2), uma vez que a novata Asami Kazari (Oscar VI) é quem roubava cenas apenas com seu forte temperamento.

No episódio da semana passada a dupla teve um tratamento melhor do que nos episódios anteriores. Kuroki e Sena foram apresentados como dois caras que aparentemente não suportam um ao outro. Mas por algum motivo conseguem manter uma forte interação no trabalho. Fica parecendo que um tira sarcasmo do outro, o que ajuda a trama a ser envolvente.

A tendência da série é continuar a focar o ponto de vista de Kazari e a dupla dos mechas Oscars serem secundários. Independente disso, é interessante deixar Kuroki e Sena aparecerem mais de vez em quando.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Stan Lee e Nelson Sato seriam odiados por tentarem adaptar tokusatsus originais no ocidente?

Nelson tinha planos para uma adaptação brasileira de Cybercop (Foto: Reprodução/Jbox)

Infelizmente a tokunet brasileira carrega uma mancha vergonhosa que, digamos, continua beirando na desinformação quando o assunto é Power Rangers e derivados. Ainda há quem defenda essas crendices como a Saban proibir tokusatsus no Brasil e coisas do tipo. Uma visão tapada gerada pelo saudosismo mancheteiro e que criaram absurdas lendas com o tempo. Nada como uma boa pesquisa aprofundada pra derrubar os mitos numa cajadada só.

Mas antes de Haim Saban adaptar Zyuranger nos EUA, tivemos dois candidatos que seriam seus precursores. O primeiro é Stan Lee. Pra quem não sabe, a Marvel foi parceira da Toei Company por quatro anos - de 1978 a 1982. O clássico nipônico Spiderman foi o primeiro fruto dessa parceria, seguido de Battle Fever J, o primeiro Super Sentai (até então). A Marvel trabalhou nas séries Denziman e Sun Vulcan como co-produtora. Foi mais pra cumprir o tempo restante de contrato. Em 1983, a divisão japonesa da Marvel tinha planos de levar tais produções japonesas para a TV americana, especialmente Sun Vulcan. Uma das emissoras visadas era a HBO. Já em 1985, foi gravado um piloto de uma adaptação americana de um Super Sentai, mas o projeto foi rejeitado pelas grandes emissoras estadunidenses.

Aqui no Brasil aconteceria uma coisa parecida. Na época da febre de Cybercop no começo dos anos 90, o diretor Jayme Monjardim conversava com Nelson Sato e na oportunidade deu uma ideia para o empresário de uma criação de uma versão brasileira dos Policiais do Futuro. Porem não deu certo, uma vez que a Manchete estava focada na produção da novela Pantanal. Segundo entrevistas à revista Gyodai (em 2005) e recentemente ao site Jbox (em 2015), Sato deu a entender que tal versão usaria cenas de ação da série japonesa enquanto os atores seriam brasileiros.

Daí a gente pode perguntar o seguinte: Lee e Sato seriam odiados no Brasil? Com certeza não. E nem merecem por isso. Essa forma de divulgar tokusatsu é válida e no mínimo interessante. No caso do primeiro: Changeman ainda estaria sendo exibido no Japão e obviamente ninguém no Brasil conhecia a ponto de vivenciar a febre que foi, junto com Jaspion. Caso a adaptação americana do estúdio de Stan Lee desse certo, nada disso iria interver na chegada das mais séries japonesas por aqui. O mesmo vale para o segundo caso: a exibição seria nacional seria uma e a série japonesa também. Talvez a versão brasuca faria sucesso ou talvez não. Acredito que sem grandes pretensões.

Com essa conclusão surge outra pergunta: Então pra que odiar Haim Saban se as séries originais continuam nos seus devidos lugares, independente da existência dessas adaptações? Nem se trata de defender o empresário israelita, até porque sua empresa acertou e errou como a Toei e qualquer produtora desse planeta azul que a gente chama de Terra. Power Rangers, assim como qualquer série japonesa, estão sujeitas a ter uma história boa ou ruim. Vai depender muito da criatividade e do empenho dos roteiristas.

Olha, hoje em dia fica mal informado e passa vexame quem quer. Uma coisa é questão de gosto, que não se discute. Outra é odiar e fazer uma campanha peregrina contra uma produção que sequer tem domínio no assunto pra falar. Por ironia do destino, um dos maiores divulgadores de Power Rangers são os próprios haters, que são genuinamente brasileiros (por que será?). Então, parabéns pela campanha que levou ao sucesso dos heróis americanos e vai continuar por várias e várias gerações.

Stan Lee ao lado do Homem-Aranha japonês

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Dragon Ball Super recicla elementos batidos em temática sobre universos paralelos

Vados e Champa

De uma certa forma a gente pode dizer que Dragon Ball Super começou de vez. Tivemos nos primeiros sete meses de exibição versões alternativas dos filmes A Batalha dos Deuses e O Renascimento de 'F', exibidos nos cinemas do Japão e também do Brasil. Finalmente aparece Champa, uma versão gorda do Bills que é irmão gêmeo do deus da destruição. Ambos possuem o mesmo título, só que em mundos diferentes. O mesmo caso é parecido com Vados, que é irmã de Whis e tem a mesma função de mestre/auxiliar de seus respectivos deuses.

Pelo visto Akira Toriyama deve apostar em temas como realidades alternativas, mundos paralelos, etc. Algo que está em evidência há um bom tempo nas HQs, séries americanas, cinema, tokusatsu, etc. Isso é legal e se depender do ritmo que a série levar, pode explorar perspectivas de mundos diferentes ou quem sabe até versão alternativas dos personagens. Acredito que o foco esteja mais pro lado do Sexto Universo, a versão "gêmea" do Sétimo (onde se encontram os personagens que conhecemos de longa data). É inevitável que venham a surgir especulações e mais especulações dos fãs de DB.

O problema é que Toriyama está renovando a temática com os mesmos elementos de fases anteriores de DB. O time de Bills e o time de Champa vão se enfrentar num torneio de artes marciais e até uma busca de outro tipo de Esferas do Dragão está no jogo. Esta última alternativa já era esperada quando as sagas foram divididas. Mas quanto à disputa, a coisa pode não causar tantas surpresas e cansar o público.

Ainda falta uma grande ameaça pra movimentar a trama. Toriyama deve estar preparando algo. E conhecendo o seu trabalho em Dragon Ball, a coisa deve ficar na enrolação. Pode apostar.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Em maratona de Zyuranger, americanos mostram como ser um fã (saudável) de tokusatsu; sem saudosismo

Zyuranger ganha maratona online nos EUA (Foto: Divulgação/Shout! Factory)

Os fãs americanos de tokusatsu ganharam de presente da Shout! Factory com uma maratona dos sete primeiros episódios de Kyoryu Sentai Zyuranger (Esquadrão Dinossauro Zyuranger), . Esta é apresentada pelo expert de tokusatsu August Ragone (um grande fã de Godzilla) e outras maratonas da série da franquia Super Sentai de 1992, que deu origem ao clássico nipo americano Mighty Morphin Power Rangers devem acontecer no futuro. É possível ver a repercussão da maratona nas redes sociais.

No Twitter, por exemplo, muitos ficaram extasiados ao verem uma mini biografia do saudoso mangaká Shotarô Ishinomori (o pai dos Kamen Riders e dos esquadrões pioneiros Gorenger e JAKQ). Rolou até um anúncio oficial da série Ninja Sentai Kakuranger (Esquadrão Ninja Kakuranger) em DVD local. Fora isso, muitos fãs estão animados, comentando os episódios, identificando as cenas de ação que foram reaproveitadas e por aí vai. Por sinal, a Bruxa Bandora (Rita Repulsa em Power Rangers) é uma das personagens mais comentadas.

Isso é só uma amostra de como os fãs americanos de Power Rangers e Super Sentai sabem ser fãs de ambas as franquias sem medo, sem frescura, sem saudosismo, sem hateria, sem fanatismo, sem nada de outros problemas que nós fãs estamos carecas de saber. O problema é que a falta de informação é um câncer quase incurável na internet. Tipo: boatos, disse-me-disse e outros desconexos que são disseminados mais rapidamente do que uma informação verídica/precisa/pontual.

No Brasil, quem acompanha ambas as franquias (ou pelo menos os Super Sentais) devem saber que não houve picaretagem, não houve roubo de direitos autorais, Saban não impediu o legítimo tokusatsu de passar no Brasil e por aí vai. O choro é livre e o ódio é brasileiro. Eu sempre defendi que cada um é livre pra gostar ou não de uma determinada série. Gostar ou não de Power Rangers é um direito que assiste a cada um. E quem não gosta não tem que condenar quem assiste e criar polemiquinhas pra disputar. Uma vez eu já vi alguns dizerem "diga não a Power Rangers" como se a franquia fosse algum tipo de droga ilícita. Bobagem. Mal sabem que a Saban já tentou finalizar Power Rangers (uma dessas ainda na primeira temporada) e o resultado do fenômeno continua crescendo e vai se perpetuar por várias e várias décadas.

É fácil reclamar do que não se sabe. Eu queria ver mesmo é os fãs brasileiros de Super Sentai se unirem para mostrar interesse a Shout! Factory de que Zyuranger, Dairanger, Kakuranger poderiam passar no Brasil. Sejam no formato de mídia física ou streaming. Pra isso o mais difícil tem que ser feito primeiro: deixar o pessimismo de lado. É por essas e outras que o tokusatsu no Brasil tende a envelhecer e caducar mais e mais. True story.


Os fãs americanos estão de parabéns e dando um show morfenomenal (sim!). Duvida? Então confira um cheirinho dessa repercussão:







sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ataque dos Titãs: o pior de 2015; apenas em bizarrice

O elenco dos dois filmes de Ataque dos Titãs

Segundo a "Premiação Decepção do Ano Fiscal de 2015", da edição de março da revista HiHo, o primeiro filme live-action de Ataque dos Titãs foi eleito o pior filme do ano passado. Perdendo na sequencia para O Exterminador do Futuro: Gênesis, Ataque dos Titãs: O Fim do Mundo (a segunda parte da mesma produção), entre outros.

É um tanto estranho a listagem que saiu com alguns filmes que foram aclamados pela crítica, incluindo até mesmo Jurassic World que foi um dos filmes que garantiram recordes de bilheteria. Mas faz parte da crítica. Opiniões diferentes. O jogo funciona assim. Há mesmo quem não goste da versão cinematográfica da obra de Hajime Isayama pro vários motivos.

Ainda assim é inegável que o filme Ataque dos Titãs surpreendeu muitos fãs. Eu fui um dos que ficaram chocados e abismados com tamanho "realismo" dos próprios gigantões bizarros. Na época que o filme foi divulgado, escrevei uma resenha e lá disse que era um dos maiores dark fantasy já feitos nos últimos tempos. O maior problema da produção foi a bizarrice. Já era esperado que algum crítico (seja especializado ou não na série) torcesse o nariz para esse detalhes: titãs feios, velhos e cheios de barangas, etc. Mas isso é uma característica da mitologia de Ataque dos Titãs.

Não digo que o filme foi extremamente bem adaptado - porque não foi - e nem chegou a ser ruim. Eu diria que ficou no essencial em certo ponto. O filme surpreende pela fotografia e ousadia. Quase um filme B moderno ou algo do tipo que serviu como blockbuster local. Todo o escracho foi válido pra apresentar o que a produção queria, apesar das mudanças (autorizadas pelo próprio Isayama). Talvez Ataque dos Titãs ganhasse mais carisma de parte do público se personagens importantes da série original estivessem presentes. O rumo seria outro e quem sabe até melhor.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Active Raid confunde elementos da trama e é cheio de "kawaiis"


Confesso que o que me levou a assistir o anime policial foi o visual dos mechas que lembram visualmente Patlabor e Sharivan. Esperei três episódios pra tentar entender o propósito da trama, mas a coisa parece ser mais uma desculpa (fanservice) pra mostrar maids cantando, esbanjando muito "kawaii" e coisas afim. Não que isso não seja legal ou que eu esteja fazendo um juízo disso. Aliás, isso é uma provável característica forte Production IMS (fundada desde 2014).

O problema mesmo de Active Raid é que tem protagonistas que parecem tentar chamar atenção mais pelo carisma excessivo do que contar a história em si. Tem lá os bastidores da Unidade 8, mas sempre nada tão formal. Agora, um ponto curioso é que Asami Kazari (Oscar VI) rouba o protagonismo de Takeru Kuroki e Soichiro Sena (Oscar 1 e 2, respectivamente). Os dois heróis são os primeiros a aparecerem na abertura. Só que eles parecem funcionar na trama como "máquinas de combate" ou coisas do tipo. O foco todo sobra pra Asami, que apesar da inicial falta de construção do anime, se destaca pela sua forte personalidade e sua adaptação ao novo local de trabalho.

Pode ser que Active Raid melhore com o tempo em relação ao jovem que controla os mechas. Sua participação foi significativa no episódio desta quinta (21) e quem sabe isso  venha a revelar alguma conspiração. Seria um bom elemento pra movimentar esta e a próxima temporada que estreia em julho.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Walter Jones, o primeiro Ranger Preto da Saban, já foi vilão em Power Rangers

Zack está no Brasil

Antes de se apresentar no 4 Fun Fest (de São Paulo) e no Sana Fest (de Fortaleza) no próximo fim de semana, o ator americano Walter Jones está no Brasil para tirar uns dias pra descansar. Falando numa perspectiva local, o eterno Zack Taylor, o primeiro Ranger Preto da série clássica Mighty Morphin Power Rangers, é o primeiro ator de tokusatsu a vir à capital alencarina. Quem seria originalmente era Jason Faunt, mas sua participação foi adiada para julho nos respectivos eventos, devido a uma gravação de um filme no Japão.

Alguns devem saber que Jones é dançarino profissional, fez pontas em séries do horário nobre estadunidense como Buffy, CSI: New York e Nova Iorque contra o Crime. Mas uma curiosidade que pouco conhecem e que fica em falta nos papos de roda entre fãs (pelo menos os brasileiros) é que Jones dublou dois vilões na franquia. No episódio 39 de Power Rangers na Galáxia Perdida, de 1999, interpretou o monstro Nightmare. Seu personagem prendeu Maya (Ranger Amarela) e Karone (Ranger Rosa) no mundo dos sonhos. No mesmo ano, Jones fez dupla com Austin "Jason" St. John na apresentação do especial The Lost Episode (que apresentou pela primeira vez o catastrófico piloto de MMPR).

Sua participação mais curiosa foi em 2002, no episódio 34 de Power Rangers Força Animal, conhecido como "Forever Red". Naquele mítico episódio que reuniu quase todos os atores que vivenciaram os Rangers Vermelhos, Jones dublou Gerrok. Um dos generais liderados por Venjix. Pelo nome talvez você não se lembre, mas vai associá-lo ao Green Hunter Beetleborg, da primeira temporada de Big Bad Beetleborgs, já que o traje foi reciclado. Não só o do herói, mas também de outros da versão ocidental das séries B-Fighter. Além de Jones, veteranos de Power Rangers retornaram para dublar os generais como Archie "Kai" Kao e Catherine "Kat" Sutherland.

Claro que a imagem de Walter Jones sempre estará atrelada ao rapaz que dançava até nas lutas contra os Bonecos de Massa e que tentava cantar uma garota de nariz empinado que sempre o "pisava". É um dos meus personagens favoritos de MMPR e já era de muita criança na época do auge. Carisma ele tem de sobra. Muitas expectativas e o momento promete ser morfenomenal.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Blog Daileon agora no Facebook

Desde o último fim de semana, o Blog Daileon lançou uma fan page no Facebook. A intenção é difundir os posts que saem daqui para a página na rede social. Só que na fan page sairá materiais extras/diferenciados. Como curiosidades, coisas bacanas, dicas, etc. Buscando interagir com os leitores (Independente de concordar ou descordar. A democracia será a mesma do site).

Adianto também que em breve o blog fará resenhas especiais e comemorativas de tokusatsu e algumas nostalgias de anime. Aguardem.

Curta a fan page do blog aqui, compartilhe e escolha sua opção de atualização: ver primeiro ou notificações. Nos vemos lá. ;)

TV Metrópole comete duas burradas fatais contra os Power Rangers


Semana passada eu comentei sobre o fato da TV Metrópole, da cidade de Caucaia - região metropolitana de Fortaleza-CE - exibir a primeira temporada de Mighty Morphin Power Rangers com episódios com som abafado. Claro que é de um material alternativo que usou imagens do DVD alemão (vide os títulos dos episódios) com a inserção da dublagem gravada nas exibições na TV brasileira.

Nesta semana o canal local cometeu mais um erro. Um não. Dois, que são praticamente a mesma coisa. Anteontem houve uma rede obrigatória de um partido político. Antes disso, a Metrópole passava o sexto episódio de MMPR. A exibição começou atrasada: por volta das 19h12. Como não há horário de verão no Nordeste, o horário político começa pontualmente às 19h30. São vinte minutos de episódio e dois ficaram de fora para cumprir com a lei.

O pior foi nesta quarta (13), quando a emissora demorou cerca de 10 minutos sem exibir nada, devido a um problema técnico. Apenas ficou sua logomarca e prefixo. Power Rangers começou nesse mesmo horário (sendo que o mais "correto" seria entrar às 19h00). O problema é que o canal passou apenas a metade do episódio. A exibição foi cortada às 19h23. Dois minutos depois foi ao ar um informativo das 19h25.

Uma total falta de respeito com o telespectador. Ou senão uma gafe astronômica em plena era digital. Mas estamos falando de uma emissora (legalizada) que exibe qualquer série e desenho sem a detenção de direitos autorais. O mais estranho nisso é que cortaram o episódio para passar um informativo de cinco minutos. E o tal não foi exibido no horário no dia anterior quando teve rede obrigatória partidária. Dá pra entender uma grade de programação assim? Depois dizem que a pontualidade americana e japonesa são apenas culturais, né?

Bom, ganha o fã que tem assinatura da Netflix e pode maratonar esta e outras séries da franquia dos "enlatados americanos fabricados no Japão" assistindo a qualquer hora/lugar e sem cortes. E com qualidade de áudio,diga-se.