terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Pânico foi longe demais durante sua passagem pela Comic Con

Selfie Boy durante o assédio no evento (Foto: Reprodução/Band)

Parece que a cada ano que passa a turma do Pânico caduca e fazem coisas acima do absurdo pra conseguir audiência. Sem dúvida alguma, a passagem da equipe do programa Pâncio na Band no evento Comic Con Experience foi a mais bizarra e sem graça de toda a história. Mal gosto é o mínimo que se poderia descrever. 

Pra quem ainda não acompanhou o caso, os repórteres Lucas Selfie (Selfie Boy) e Aline Mineiro estiveram fazendo uma cobertura na CCXP. Lá eles fizeram piadinhas com vários visitantes, inclusive cosplayers. A polêmica tomou uma proporção maior quando Selfie entrevistava a cosplayer Myo Tsubasa e a lambeu. Ela estava fantasiada da personagem Estelar da série animada Jovens Titãs. Durante a reportagem, Myo foi comparada a alguma Panicat que teria se "bronzeado quando dá errado". Do nada, Selfie Boy resolve dar uma lambida na moça, ela diz que aquilo não tem graça. Selfie diz ainda algo como "Ah, engraçado é a fantasia dela lá, né?".

A atitude imbecil do Pânico fez com que a direção da CCXP banisse o programa das atividades de futuras edições, em meio de nota oficial do site Omelete. Myo relatou em sua página no Facebook, no qual teve grande apoio do público durante esta segunda-feira (7).

Essa atitude faz pensar o seguinte: qual a necessidade de um programa como o Pânico na Band ir para um evento, do qual não são especializados, e ficarem zoando com um público que é mal visto por leigos? Se não entendem o porquê de tais fantasias ou coisas do tipo, melhor produzirem outro tipo de "atrativo" para encher linguiça. Sim, isso é o que o Pânico tem feito nos últimos anos. Vale lembrar que o Pânico teve uma boa fase durante o tempo em que estava na RedeTV! e era mais engraçado. Mas só piorou de uns tempos pra cá. A coisa ultrapassou os limites nesta que foi a sua última e vexaminosa visita ao CCXP. A história poderia ser diferente algum repórter do CQC estivesse no lugar. Provavelmente não haveria tal exagero. Dependendo de quem fosse o repórter, as perguntas poderiam ser criativas ou até vazias. Nada de tão gritante como faz o pessoal do Pânico.

A expulsão do programa comandado por Emílio Surita foi mais que merecida e que sirva de exemplo para que não aconteça o mesmo em outros eventos de cultura pop. Afinal, os nerds, otakus, gamers, cinéfilos e afins merecem respeito.

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