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sábado, 24 de março de 2018

Agente duplo de Kamen Rider Build sempre foi um bom suspeito

Sawa no episódio 27 de Build

Desde o primeiro arco da série que ficou claro que Sawa Takigawa (Yukari Taki) ainda era suspeita de trabalhar para Seito. Ela comoveu os personagens principais, da região de Touto, como se estivesse se aliando aos heróis. Ok, mas ela aprontaria cedo ou tarde.

E foi o que aconteceu nos dois episódios anteriores de Kamen Rider Build. Ela trabalha como informante da região de Seito e passou para o Primeiro Ministro tudo o que os Riders de Touto estavam preparando. No meio do time estava Kazumi Sawatari/Kamen Rider Grease, de Hokuto.

Você deve se lembrar que no episódio passado Sawa ligou para Kazumi pedindo ajuda. Talvez o Rider de Hokuto também esteja trabalhando ou seja uma simples cobaia. Veremos isso a seguir. Esse detalhe certamente será crucial para a batalha entre Sento/Build e Gentoku/Rogue.

Sawa que já atuava desde sempre como agente duplo e isso deverá mudar mais uma vez os rumos da série desde a "traição" de Soichi Isurugi/Blood Stalk. 

segunda-feira, 12 de março de 2018

TV Diário faz tratamento absurdo com séries japonesas e fãs cearenses aprovam

Flashman é uma das vítimas da inconstante transmissão

Meses atrás escrevi este texto sobre a transmissão bagunçada que a TV Diário fazia com o animê Super Campeões (Captain Tsubasa J) no final de 2017. Eram erros bem piores que a extinta Rede Manchete fazia nos anos 90 com as séries japonesas. Ok, dava pra relevar tais problemas na época pois eram bem pequenos. A emissora situada em Fortaleza (também conhecida fora do Ceará por ter tido sinal aberto até uns anos atrás após incomodar a Globo) inaugurou sua nova programação em janeiro e de lá pra cá tem apresentado mudanças significativas. Um provável aquecimento para as comemorações de seus 20 anos em julho que vem.

Além de repaginar antigos programas e lançar novas atrações, a TV Diário lançou desde então uma nova grade de séries, desenhos e filmes clássicos. Não se sabe bem quanto a permissão dos respectivos direitos de exibição de enlatados na emissora. Apesar de não ser o carro-chefe da programação, séries japonesas tem chamado atenção do público saudosista que parece não se importar de jeito nenhum com erros crassos que a TV Diário vem cometendo. Apesar da chamada da sessão de desenhos anunciar a "volta" de Jaspion, Changeman, a TV Diário jogou as séries tokusatsu Changeman, Flashman, Cybercop, Ultraman, Kamen Rider Black RX e o animê Shurato. Todos de forma incompleta, com episódios pulados, encerramentos cortados no meio e quase sempre voltando ao primeiro episódio sem dar muitas satisfações com seus espectadores.

Antes da sessão, há um horário isolado para séries tokusatsu que está no ar desde o final de janeiro. A primeira da vez foi Cybercop que teve os mesmos erros citados acima, além de já ter finalizado um dos episódios em meio a um diálogo, ir para o intervalo minutos antes da veiculação dos eyecachtes (as vinhetas de intervalo) e (pasme!) um salto gigantesco do episódio 13 para o episódio 22. Quem estava assistindo pela primeira vez com certeza não entendeu absolutamente nada ao ver Lúcifer surgindo no meio da trama e perdeu toda a reviravolta que tinha acontecido com a chegada do anti-herói.

Sem ao menos passar o episódio final, a TV Diário colocou desde semana passada a série original do Ultraman no lugar dos Policiais do Futuro. Ao que parecia ter um timing correto no primeiro episódios, os erros foram aparecendo ao limar o tema de abertura (sem "Ultraman no Uta" é sacrilégio!) e ter começado o terceiro episódio durante um diálogo entre Akiko, Hoshino e um guarda, antes de serem surpreendidos pelo monstro Neronga. E ainda na mesma semana, a TV Diário exibiu o mítico episódio 15 de Flashman (aquele onde Kaura aparece e Flash King tem o braço decepado) e no dia seguinte voltou para o primeiro episódio. Nestas duas sequências, a emissora ignorou completamente o segundo episódio.

E logo na manhã desta segunda (12) entrou Kamen Rider Black RX sem mais nem menos no lugar de Ultraman (que mudou de horário), a partir do segundo episódio, com o importante diálogo entre Issamu e seu tio cortado pelo break comercial, sem encerramento e (pasme! 2) o título da série apareceu como "Black Kamen Raider RX". Existe uma diferença gritante entre Rider e Raider. Sem contar que a série foi confundida com Kamen Rider Black, que ficou conhecido oficialmente no Brasil como Black Kamen Rider. A impressão que fica é que temos um estagiário ou algo assim cuidando da programação. A TV Diário chegou a rebatizar Cybercop como "Cybercops". Veja aí o erro com Black RX:


O confuso rebatismo de RX (Foto: Reprodução/TV Diário)

O que era pra ser um descontentamento entre os fãs de tokusatsu/animê, virou um mero espetáculo por parte do próprio público cearense nas redes sociais, que parecem não se importar com tais problemas e pensam que estão voltando aos distantes anos 80 e 90. As desculpas são as mais clássicas possíveis: pra ver séries da época da Manchete "de volta" à TV aberta e dar aquela "moralzinha" para uma exibição ilegal que não sabe nem por onde vai a cronologia. Obviamente isso não implica a todos os fãs cearenses, mas é que esse tipo de reclamação seria normal - e com toda razão - quando alguns desses erros acontecessem em materiais oficiais (DVD, canais de streaming etc). Quer dizer, há quem deixa a nostalgia falar mais alto que a razão e vemos por aí a defesa ao indefensável. Não dá mesmo pra entender.

Nas redes sociais é fácil de encontrar essas euforias. Aqui vão dois exemplos encontrados no Twitter:


- "Fico muito feliz em ver que a TV Diário está se tornando a sucessora espiritual da TV Manchete, só hoje pela manhã assisti Cybercop, Shurato e agora tá passando Kamen Rider Black RX. De novo que felicidade ver isso na tv aberta."

- "Black Kamen Rider passando atualmente na TV Diário, e me respeito que sou da época que passava na Manchete"


E é preciso que se diga: Atualmente quem possui direitos de Cavaleiros no Brasil é a Angelotti Licensing (representante nacional da Toei Animation) e a mesma série, junto com Dragon Ball Z, possui exclusividade na TV aberta pela Rede Brasil, que exibe em HD. Logo os direitos de Jaspion, Changeman e Flashman pertencem atualmente à Sato Company. Estas três séries e mais Jiraiya, Jiban e National Kid estão disponíveis de graça pelo canal oficial Tokusatsu TV, via YouTube.

Bem, é aí que essa discussão gera um questionamento: O que é mais? Comprar ideia de um material licenciado quando o mesmo apresenta qualidade impecável ou promover na internet da vida uma transmissão que sequer consegue dar conta de séries japonesas? Outra pergunta fica no ar: a TV do Nordeste tem mesmo licença para exibir produções japonesas que são caras no mercado?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Conspiração e rivalidade fazem de Kamen Rider Build a melhor série dos últimos tempos

O duelo entre Grease e Build (Foto: Divulgação)

Incompreendida algumas vezes, as séries Kamen Rider geram boas (e más) discussões ano após ano. Desde o visual até o roteiro. Apesar dos altos e baixos e a mudança dos tempos, os elementos atuais seguem o legado deixado por Shotaro Ishinomori. E as últimas séries tem surpreendido bastante. A qualidade chegou aos ápice com Kamen Rider Build. Uma série extremamente envolvente, que amarra o espectador desde o inicio e sempre vem um episódio mais espetacular do que o outro.

O episódio exibido nesta semana foi considerado pelo público como o melhor até o momento. Se você acompanha, deve saber que um duelo foi travado entre Sento/Build e Kazumi/Grease. Ambos representando as respectivas regiões de Touto e Hokuto que entraram em guerra. O dilema de Sento, a preocupação de Banjo e a lealdade de Kazumi aos seus companheiros Smash (um deles foi morto) foram pontos que deram um peso importante na batalha decisiva. Batalha essa que é digna de ser comparada a um final.

O escritor Shogo Muto vem realizando um excelente trabalho neste que é o seu primeiro em tokusatsu. A conspiração entre os Primeiros Ministros de Seito, Touto e Hokuto é outro elemento incontestável na trama e deve esquentar ainda com a aparição de Kamen Rider Rogue (Night Rogue?), até então desconhecido. A tendência é que Kamen Rider Build fique cada vez melhor e aumente mais a ansiedade para o fim de semana chegar e roer as unhas. Mais do que isso, é de longe a melhor série tokusatsu da Toei nos últimos 5, 10 anos. Sem mencionar que estamos diante do melhor vilão da franquia até hoje: Blood Stalk.

Kamen Rider Build tem momentos que não dá pra mencionar tudo num post inteiro e quem ainda não começou a acompanhar, nem imagina o potencial da série que pode ser a número um da franquia. Superando até mesmo clássicos como Kamen Rider Black, por exemplo. Sensacional.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Kamen Rider Build é uma ótima série com um anti-herói impulsivo

O secundário Kamen Rider Cross-Z

Após meses sem assistir Kamen Rider Buildtirei uns dias pra maratonar episódios atrasados e ficar em dia. Indiscutivelmente essa é uma das melhores séries da franquia. A trama é muito bem construída (sem trocadilho) e é escrita por Shogo Muto, que por sinal, é seu primeiro trabalho com tokusatsu. Além de direção de Ryuta Takasi, que já esteve envolvido em algumas séries Kamen Rider e também Super Sentai.

Se você está acompanhando, provavelmente você viu várias reviravoltas durante a trama. Só pra destacar: as revelações sobre a verdadeira identidade de Blood Stalk (um dos grandes vilões dos últimos tempos) e sobre o passado de Sento Kiryu foram pontos-chave para tudo o que vem acontecendo até aqui. Kamen Rider Build tem bastante coisa pra comentar e não daria um post inteiro.

Como toda boa produção, nem tudo é perfeito e como em praticamente toda série Kamen Rider, tem um anti-herói esquentadinho. Nesta série temos Ryuga Banjou, acusado de ter matado Takumi Katsuragi, o cientista (do diabo) que criou o Rider System. Bem como o Build Driver e outros apetrechos usados no enredo. Desde o primeiro episódio, Ryuga se mostra um personagem à altura e não tem como não se deixar apegar a ele. Ainda mais pelo fato de Ryuga ter perdido sua noiva após ter sido transformada num Smash e ser derrotada por Build em seguida. Demorou alguns episódios para Ryuga se transformar no Kamen Rider Cross-Z (lê-se: "cross", com Z mudo). De lá pra cá vemos um herói impulsivo e que não mede as consequências quando seu foco é apenas obter mais poder e vingar a morte de sua noiva. Isso não vem sendo ruim para a trama, pois ele não perde o carisma e seu lado humano.

Bem, mais cedo ou mais tarde essa atitude pode prejudicar algum personagem e talvez mudar o rumo das coisas. Seja para o bem ou para o mal. Provavelmente lá para a reta final da série, como aconteceu com Hiiro Kagami/Kamen Rider Brave em Kamen Rider Ex-AidEssas expectativas podem fazer com que Ryuga seja um personagem bem mais interessante do que agora.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ninguém vai sentir falta dos filmes Super Hero Taisen

Os últimos Riders da era Heisei

Saiu nesta quarta (13) um tweet do produtor Shinichirô Shirakura sobre a descontinuidade de Super Hero Taisen. A famigerada série de filmes da Toei que reúne as franquias Kamen Rider e Super Sentai na primareva japonesa. Quem assistiu sabe da bagunça que é. Fanservices malfeitos, situações forçadas, estratégias toscas, etc. Filmes como Super Hero Taisen GP: Kamen Rider 3 (2015) e Kamen Rider 1 (2016) são exceções e são recomendáveis.

A nota de Shirakura diz o seguinte:

"Nós não pretendemos fazer mais filmes de "primavera". O "Final" no título deste se refere a isso e concentrou esforços tantos para os filmes de inverno quanto para os de primavera. O filme de (Kamen Rider) Amazons é algo à parte, separada dos principais filmes Rider. Gostaríamos de trazer algo impressionante."

O "Final" que Shirakura se refere é ao filme Kamen Rider Heisei Generations Final: Build & Ex-Aid with Legend Rider, lançado no último fim de semana nos cinemas japoneses e que marca o fim da atual era imperial para os motoqueiros mascarados. Pelo que dá a entender, a Toei está abandonando esses formatos de filmes que vinha aderindo desde o começo da década. O filme de Kamen Rider Amazons é um caso isolado como foi explicado e servirá como desfecho da web-série.

Já era sem tempo da Toei mudar e fazer algo diferente. Mesmo com seus altos e baixos, Super Hero Taisen não passou de um circuito "caça-níquel". Alguns devem ficar felizes, outros nem tanto. Mas cá pra nós: foi uma série que não fará falta alguma. Quem sabe a Toei esteja preparando algo mais elaborado/inteligente para a próxima era.

Até aqui, a série de filmes Space Squad tem feito sucesso no Japão e, segundo declaração de Kenji Ohba (Gavan) na CCXP, terá continuação em 2018.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Década perdida! O destino infeliz de Kamen Rider Kuuga no Brasil

O primeiro Rider da era Heisei

Se você acompanhava as notícias sobre séries japonesas que estavam no páreo para serem veiculadas no Brasil entre 2002-2003, provavelmente você deve lembrar do possível lançamento de Kamen Rider Kuuga por aqui. Revistas e sites especializados publicaram sobre a volta da franquia dos motoqueiros mascarados na TV brasileira. Foi um título que causou expectativa para muitos de nós que ficamos órfãos de produções originais do estilo tokusatsu desde o repentino cancelamento de Ultraman Tiga na Record (todas as três exibições sem o final).

Lembro que em outubro de 2003, a primeira das três edições do extinto site Awika! (revista eletrônica mensal de tokusatsu na internet tocado por Ricardo Cruz e cia), destacou a estreia de Kamen Rider Kuuga que poderia acontecer em algum momento de 2004. Porém, sem emissora e dublagens definidas. Luiz Angelotti, que na época era representante da empresa de licenciamento Dá Licença, estava empolgado e certo de que poderia mesmo acontecer o lançamento oficial do primeiro Rider da então nova geração, assim como aconteceu com Os Cavaleiros do Zodíaco no Cartoon Network e na Band. Afinal, a marca ainda era forte na memória do público que assistiu Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX na extinta Rede Manchete. O Awika! também ressaltou a importância de Kamen Rider Kuuga, a história da franquia da Toei, e o potencial que Kuuga tinha para cativar/impactar o público. Infelizmente o licenciamento não vingou. Rumores foram surgindo quanto aos motivos do fracasso e no fim das contas perdemos uma chance de ter oficialmente mais um Rider legítimo da terra do sol nascente.

A primeira parte da entrevista com o sr. Luiz Angelotti lançada neste fim de semana pelo canal do JBox no YouTube esclareceu esse episódio. Algumas séries como Kamen Rider Kuuga, o animê Pretty Cure, entre outros foram vendidas para emissoras de TV aberta e simplesmente ficaram na gaveta. Obviamente que não foi culpa dos licenciadores, entenda. Eles fizeram suas partes. O problema mesmo era a falta de aproveitamento das próprias emissoras.

O terreno estava fértil no começo da década de 2000. Hoje o investimento em séries tokusatsu para a TV aberta é um tanto improvável devido ao esfriamento desse tipo de produto para o mercado brasileiro para este veículo. Hoje a salvação seria os serviços de streaming (focados em nichos específicos) e já falei várias vezes sobre isso aqui no blog. Só que hoje as coisas são diferentes. O "grande público" de séries tokusatsu demora para se renovar (justamente por esses problemas com Ultraman Tiga e Kamen Rider Kuuga), é exigente e boa parte é saudosista -- esses geralmente ficam presos no "museu" da Toei Company e da Rede Manchete. E não custa lembrar: Power Rangers não tem nada a ver com o problema. Quem tem culpa no cartório são as próprias emissoras de TV aberta. A essa altura do campeonato, não cabe a nós sabermos qual foi exatamente a emissora que  comprou a série tokusatsu. Tudo é questão de ética/sigilo e tentar especular não vai adiantar nada.

Se tudo desse certo, quem sabe Kamen Rider Kuuga poderia ser um sucesso e ter a dignidade da memória afetiva de muitos fã, não é? Mais do que isso. O herói-título poderia abrir a porteira para outras séries da franquia e despertar o interesse por tokusatsu para a geração dos anos 2000. Foi um fracasso antes de qualquer possibilidade de lançamento oficial. Esse problema gerou uma grande lacuna para o tokusatsu no Brasil e vários anos sem um lançamento de uma série inédita até 2009, quando estreou Ryukendo na RedeTV!. As coisas seriam diferentes se as emissoras tivessem boa vontade.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Kamen Rider Black surgia há 30 anos como o novo começo da franquia da Toei

O homem mutante

Falar deste clássico apenas por passar na extinta TV Manchete - onde o sucesso foi consagrado no longínquo ano de 1991 - é muito pouco diante do grande trabalho que a Toei teve para criar, ou melhor, recriar todo o conceito da franquia dos motoqueiros mascarados. Kamen Rider Black foi um projeto ousado para os padrões, fugindo totalmente dos velhos clichês, narrativas caricatas, alívios cômicos e até de vilões exagerados que seus antecessores tinham.

Susumu Yoshikawa, produtor responsável por várias séries Metal Hero, esteve à frente da atração, sucedendo Toru Hirayama (falecido em 2013). O primeiro episódio foi praticamente um "remake" da série original de 1971. Como se fosse um novo começo para a mitologia Kamen Rider e reformulando tudo o que conhecíamos até então. Mas essa ideia ficou de lado durante a exibição dominical na TBS, fazendo como que Black seguisse a mesma cronologia, encerrada até então em 1984 com a exibição do especial de Kamen Rider ZX (leia Zêcross). Antes disso, havia o risco de desconsiderar todo o conceito dos Riders anteriores que a Toei desenvolveu em 13 anos.

O visual do Black era mais inovador ainda e lembrava algo como uma armadura insectóide. A ideia veio graças à PLEX, uma empresa subsidiária da Bandai que ajudou a desenvolver o traje do Rider de forma que não parecesse uma fantasia ou algo parecido. A Bandai era quem decidia sobre o material do herói, ao invés do próprio Shotarô Ishinomori. Isso apenas nos anos 80 e ao contrário do que acontecia antes. A cor do traje do então novo Kamen Rider se destacou pelo simples motivo: a cor preta estava em evidência naquela época. Isso foi justificado como "a cor que mais absorve a luz solar".

As mudanças não foram só essas aí, não. A equipe Japan Action Club (atual Japan Action Enterprise), que já atuava nas séries Super Sentai e Metal Hero, entrou para substituir a equipe de dublês Ohno Ken Yuu Kai, que trabalhou nas cenas de ação das primeiras séries Kamen Rider. Outra mudança foi a escalação de Eiji Kawamura, que ficou no lugar de Shunsuke Kikuchi. Ryudo Uzaki compôs parte da trilha sonora do seriado. Em outras palavras, não só o conceito, mas toda a produção foi reconstruída para esse momento que seria o "marco zero" das séries Kamen Rider.

E ao contrário do que muita gente pensa e diz por aí, Ishinomori apenas criou esboços, mas não chegou a fazer grandes trabalhos para o Black da televisão. Enquanto isso, o mangaká trabalhava em sua publicação do herói pela revista Shonen Sunday. Lá o mangaká teve mais liberdade de trabalhar com o personagem e seguia na contramão da imposição dos produtores. Uma das diferenças era o nome da pedra King Stone, que se chamava "A Pedra Filosofal" no mangá. Elemento baseado mais tarde para a TV em 2001 na série Kamen Rider Agito.

Além de carregar referências às séries clássicas, como a do ser humano reconstruído (adaptado na dublagem como "homem mutante"), toda essa mudança foi fundamental para que Kamen Rider Black fosse uma série única, diferente, sombria e com vários momentos de drama e suspense. Esta que é sem dúvida uma das melhores passagens da franquia na TV japonesa.

Kamen Rider Black completa 30 anos de sua estreia pela emissora japonesa TV Asahi neste 4 de outubro. A estreia no Brasil aconteceu em 22 de abril de 1991, junto com Spielvan e Maskman na Sessão Super-Heróis da Rede Manchete.

Henshin!!!

Leia também:

- Registros confirmam Super Giant como predecessor de National Kid no Brasil

- Após 50 anos, Ultra Seven ainda é um clássico absoluto do tokusatsu

- As teorias sobre os dois Kotaro Minamis - Black e Black RX

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Black virou um Kamen Rider "pejorativo" no fandom brasileiro

Kamen Rider Black e seus antecessores

Geralmente quando se fala de Kamen Rider no Brasil, logo vem a imagem do Kamen Rider Black, certo?. Afinal ele foi o primeiro a passar no Brasil e foi uma das poucas séries da franquia que passaram no Brasil, junto de Kamen Rider Black RX, sua adaptação americana Masked Rider e mais Kamen Rider - O Cavaleiro Dragão (adaptação nipo-americana de Kamen Rider Ryuki).

Nos últimos tempos, Black ainda é considerado como "o melhor Kamen Rider". Pela visão saudosista é até compreensível. Não seria problema nenhum se não fossem as discussões acaloradas em fóruns e redes sociais onde colocam o nosso Black Sun no pedestal e acabam diminuindo o valor dos Riders mais antigos e dos Riders da era Heisei. A desculpa é que os Riders da era Showa "são toscos" e mais discussões tolas pra saber quem é o Rider "menos macho" desta geração e outras asneiras. Nem preciso dizer que são afirmações sem a menor análise e interesse em se aprofundar na franquia. Puro preconceito.

O tempo passou, muita gente ainda prega o Black como "o melhor de todos e mais ninguém" e a imagem do herói vai se desgastando no fandom brasileiro. O excesso fez com os fãs ficassem mais divididos até que os saudosistas do homem mutante levassem a alcunha de "viúvas do Black". Sendo assim, Kamen Rider Black virou um herói "pejorativo" entre os fãs brasileiros. Ou seja, quem menciona Issamu Minami como uma referência para explicar sobre a franquia para leigos é taxado de "viúva". E acredite. Acontece o mesmo com alguém que esteja revendo a série e se atualiza com as séries novas/recentes, busca os clássicos setentistas da franquia e por aí. Falou no Black? O cidadão é automaticamente chamado de "viúva". Parece até pecado, punição ou o simples fato de rever a série vira motivo para o espectador ser rebaixado e até discriminado por outros fãs.

Acompanhar uma clássico não é o problema. E sim quando colocam um herói como pedestal e faz dele motivo de briga, como ocorre em diversos papos de roda sobre futebol, política e religião. Também é um problema quando não há informação e pesquisa e/ou divulgam unicamente a mesmice de sempre pra abordar sobre uma vasta franquia. Kamen Rider Black é um clássico respeitável, porém existem séries melhores do que essa, incluindo mais antigas e de outras franquias (como Ultra, por exemplo). E é preciso que se diga que também há séries Kamen Rider bem legais dos anos 2000 pra cá. É só ter a boa vontade de correr atrás e conferir.

Se a pessoa só conhece o Black, ofereça pelo menos uma série antiga e outra atual para ela assistir. Recomendação é uma boa atitude, não fere ninguém e é um pontapé inicial para um debate inteligente/amigável. Faça um teste e deixe a pessoa a vontade para escolher. É melhor do que encher o saco de alguém que gosta daquilo que você talvez não gosta ou nem era da sua época e sair rotulando a toa.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mudança de horário de Kamen Rider e Super Sentai é desleal para Dragon Ball e One Piece e vice-versa

Recém lançado na TV japonesa, Kamen Rider Build se tornará rival de Dragon Ball Super

Daqui a duas semanas acontecerá a mudança de horário das séries Kamen Rider e Super Sentai na TV Asahi. Até o próximo dia 24 de setembro, Kyuranger será apresentado às 7h30 e migra de horário para às 9h30 da manhã a partir de 1 de outubro. Kamen Rider Build ainda é exibido às 8h da matina e no mês que vem será exibido dominicalmente às 9h. A mudança é necessária, pois ambas as franquias já não tem mais a mesma audiência que antes. Porém não será fácil. Ambas as séries vão disputar audiência respectivamente contra Dragon Ball Super e One Piece, da Fuji TV.

São duas séries tokusatsu produzidas pela Toei Company contra dois animês da Toei Animation, subsidiária da empresa. Nos dias 1 e 8 de outubro a Fuji TV apresenta, respectivamente, episódios de uma hora de duração de One Piece e Dragon Ball Super. Não dá pra dizer que é uma estratégia ou se era algo programado como vários meses de antecedência. Mas não deixa de chamar atenção e deixar o público japonês dividido. A Fuji TV poderia mudar de horário quando quiser? Até pode. Mas o padrão da TV japonesa e de outras mídias com rádio, por exemplo, promovem eventuais mudanças de horário trimestralmente. Por isso vemos várias estreias e mudanças de horário nos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Uma mudança repentina da dobradinha de animês requer uma mexida na grade da emissora. A organização é maior do que na TV brasileira que sempre sofreu com mudanças repentinas.

A Toei Company está praticamente de mãos atadas quanto à mudança. Isso devido a estreia do jornalístico Sunday Morning em 1 de outubro, entre 5h50 e 8h30 na TV Asahi, conduzido pelo ator/cantor Noriyuki Higashiyama, membro do grupo pop idol Shonentai. Entenda que aqui não é nenhum prejulgamento sobre a nova atração. Porém não dá pra dizer quem vai se sair melhor na faixa dominical da 9h da manhã. É um tanto desleal para os patrocinadores dos heróis, o resultado será totalmente imprevisível e quem pode sair ganhando mesmo será o Sunday Morning que deve trazer um misto de informação e variedades. Um apelo necessário para uma grande emissora como a TV Asahi, apesar do problema que pode gerar para os patrocinadores das séries infanto-juvenis das duas emissoras. Cedo ou tarde a Fuji TV pode sentir a necessidade de mudar o horário dos animês. O tempo e os números de audiência dirão.

PS: A título de curiosidade, outubro que vem trará um tempo não muito favorável para a Nagoya TV. A emissora vai extinguir seu bloco de animês que esteve no ar por mais de 40 anos. Foi lá onde a série original de Gundam era exibido pela primeira vez na TV japonesa. Motivo da extinção: baixa taxa de natalidade.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kamen Rider Ex-Aid desconstruiu homens e famílias?

Rosa sim e muito macho, sim, Senhor!

A internet é um terreno fértil para as mais altas bizarrices e criações de lendas urbanas. Essa surgiu durante o feriadão, através de um vídeo que fala sobre "desconstrução do homem" e tentando ligar o assunto aos Riders de ontem e de hoje. Mais especificamente sobre uma comparação entre Kamen Rider Black (1987) e Kamen Rider Ex-Aid (2016). Fora tentativas de associar a franquia com esquerdismo, bandeiras de diversidade sexual, destruição familiar e coisas que estão anos-luz do verdadeiro propósito da franquia da Toei.

Eu não discuto essas questões. Mas aqui vale a defesa em dizer que as séries Kamen Rider mudaram não para agradar minorias (e nem deve ficar nas mãos destes "especialistas", seja da direita ou da esquerda). Em Ex-Aid há mensagens sobre companheirismo, família e coisas do tipo. Foi uma declaração exagerada e fora do contexto, tentando ligar uma coisa com outra que não tem nada a ver. Se é por causa da cor do herói, isso não é um fato determinante que vai mudar a sexualidade de quem assiste nem a identidade do herói. Tivemos outros dois Riders que vestiram rosa: Kamen Rider Raia (de Kamen Rider Ryuki) e Kamen Rider Decade. Ambos são héteros. Já tivemos dois personagens gays na franquia: Kaba-chan em Kamen Rider Wizard e Kamen Rider Bravo em Kamen Rider Gaim. Foram casos isolados e não houve influências nas crianças nem muito menos imposições de ideologias.

O episódio só tende a reforçar algo bem chato no fandom brasileiro. O preconceito de boa parte dos saudosistas que teimam em colocar o Black no pedestal como o "melhor Kamen Rider de todos os tempos" e taxar os Riders como afeminados ou coisa assim. O chato é ver que ainda tem gente que quer especular sobre a sexualidade dos atores e dos personagens. Tá certo que Issamu Minami tem seu valor e é uma das referências de um grande e destemido herói do passado. Mas venhamos e convenhamos: ele não era nenhum Schwarzenegger, nem um Stallone, um Seagal, tampouco um Chuck Norris da vida. Por mais que a intenção seja boa, o discurso pareceu mais um pretexto para inflamar um mito que já deveria ter acabado há muito tempo. Ou seja, opinião sem base naquilo que está sendo debatido. Os tempos mudaram e existem certas coisas que não são mais como antigamente. Paciência.

Na realidade, Kamen Rider é uma franquia que teve constantes mudanças, principalmente nos visuais e nas narrativas. Alguns exageros surgem aqui ou ali, mas no geral são boas séries e que continuam trazendo valores para o público (algo que certos brasileiros precisam aprender para viver). São histórias que contam sobre lutas do bem contra o mal. E todas elas estão anos-luz de levantar bandeiras de minorias, maiorias, políticas, religiosas, futebolísticas, etc.

Isso não é exclusividade dos Kamen Riders. As franquias Super Sentai e Ultraman também sobrevivem de propaganda infantil. Caso não saiba, isso continua firme e forte e não deve desaparecer tão cedo no Japão. Ao contrário do Brasil que restringe esse tipo de divulgação e perdeu espaço para outros nichos de programação. Nem há o que comparar a realidade daqui com a do Japão.

São situações assim que geram lendas urbanas por anos a fio. E por aí vai algo que está sendo compartilhado irresponsavelmente, sem a menor pesquisa e com informações distorcidas. Lamentável!

Assista ao vídeo e pasme com tamanha desinformação:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dois erros de continuidade no mesmo fim de semana em Dragon Ball Super e Kamen Rider Build

Cena final do episódio 105 de Dragon Ball Super (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Parece inútil comentar esse tipo de coisa, mas não deixa de ser curioso. No final episódio deste domingo (3) de Dragon Ball Super notei uma diferença de dois minutos entre o episódio anterior e o mais recente. É que todo final de episódio desta fase do torneio dos Doze Universos há uma contagem de quanto tempo falta para tudo ficar decidido de vez. Um episódio inteiro dura vinte e poucos minutos. Não é de hoje que a franquia não vê o tempo passar, digamos assim. O exemplo mais clássico é a fusão de Gotenks (Goten + Trunks) na saga de Majin Boo em Dragon Ball Z. Eram 30 minutos que duravam uns dois ou três episódios. Até aí isso é "normal" para a obra de Akira Toriyama e dá pra levar de boas.

Só que o que chamou a atenção deste blogueiro é que o mais novo episódio - de vinte e poucos minutinhos - durou 2 minutos. Foi um bom episódio, inclusive, mas que desperdiçou Tenshinhan que poderia ser aproveitado numa luta mais espetacular do que essa que foi apresentada. Essa contagem foi feia pelo Zen'O? Vai entender, né? Compare e tire suas conclusões:

Uma batalha suada que durou dois minutinhos

Ainda ontem aconteceu a estreia de Kamen Rider Build (futuro concorrente de Goku a partir de outubro que vem). Ainda é cedo pra avaliar as primeiras impressões, mas foi uma boa estreia e a premissa é interessante. Por sinal esta deve resgatar o clima dos primeiros Heisei Kamen Riders e este provavelmente será o último da atual era que está chegando ao fim. Tem lá o lance do cabelo do Sento Kiryu ficar levantando e tal, mas acho desnecessário, mesmo para um programa infanto-juvenil. Claro, isso é só um detalhe que não deve atrapalhar a trama.

O erro de continuidade - ou proposital mesmo - é quando o mais novo Rider salva o fugitivo Ryuga Banjo de ser capturado pelos soldados do Instituto Touto. Os tiros acontecem numa pequena-média distância de onde Ryuga estava. De primeira a gente pensa "como esse tiro não pegou eles?", mas em câmera lenta vemos que o tiro foi no chão mesmo e as armas apontavam para o alvo. Foi de propósito? Foi erro de continuidade do roteiro? Sabe-se lá. Isso era algo bem comum em séries antigas da Toei e todo mundo levava de boa. Coisas assim acabam divertindo a gente. Repare aí:


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Toshihiko Egashira diz que Haim Saban NÃO acabou com o tokusatsu no Brasil

Toshi em sua recente entrevista (Foto: Reprodução/JBox)

Após duas longas semanas - e um pequeno suspense que acabou logo após o final da temporada de Game of Thrones, o JBox finalmente lançou em seu canal no YouTube a última parte da ótima entrevista com o sr. Toshihiko Egashira. Também conhecido como Toshi (leia o apelido na paroxítona). No final da parte anterior, o empresário foi perguntado sobre o que ele acha da tal afirmação de fãs de Haim Saban ter supostamente acabado com o tokusatsu no Brasil com o lançamento de Power Rangers.

Toshi responde:

"Não. Ele na verdade difundiu no mundo esse formato de live action. É por causa dessa refilmagem por parte dos seriados onde aparecem o rosto de japoneses e mudava pros loirinhos, o moreninho e tal. E esse formato fez com que todas as emissoras no mundo aceitassem, inclusive aqui no Brasil pela Rede Globo. Mas eu não acredito que ele tenha acabado, não. Eu acredito que ele tenha difundido. O que talvez hoje está desgastado é porque o mercado já deu o que tinha que dar. Já deu, eu acho. Na época eu ainda tinha os direitos de exibição no Brasil. Pelo pedido da Toei "japonesa" me fez para vender pra ele pra ele ter o direito mundial, então, eu negociei com a Saban, sim. Somente negociação de papel."

Em 1995, Kamen Rider Black RX estreou no Brasil pela extinta Rede Manchete, enquanto nos EUA a sua versão americana, Saban's Masked Rider, ia ao ar na Terra do Tio Sam. Enquanto o filho do sol era exibido no Brasil, Rider nipo-americano foi exibido também por aqui pela extinta Fox Kids. Toshi fala a respeito dos direitos de Black RX no Brasil:

"A única vez que a Toei me pediu pra vender a minha parte dos direitos de exibição no Brasil foi do Metalder (e Spielvan). Do RX não. Eu acho que o Japão tinha vendido sem o Brasil porque tava na minha mão."

Com essa entrevista, o próprio Toshi, com sua simplicidade, derruba um mito que ainda tenta perdurar por mais de 20 anos. Tem aqueles fãs brasileiros que ainda demonizam Haim Saban dizendo que ele acabou com o tokusatsu no Brasil. O que não é verdade, pois na mesma época haviam reprises de Jaspion e cia, além dos lançamentos da época como Patrine e Winspector, por exemplo. Não custa nada lembrar que após o fim da Manchete tivemos Ultraman Tiga e Ryukendo na TV aberta, filmes do Ultraman na TV por assinatura e home-vídeo, além de materiais do tipo em canais de streaming como das franquias Garo, Ultraman e Power Rangers. Goste ou não, Toshi reconhece o potencial da franquia da Saban e sua importância para o mercado. O desgaste das séries japonesas veio naturalmente devido à saturação causada por outras emissoras na época do boom de Jaspion e Changeman e do próprio retorno do público. O fim da Manchete foi outro ponto crucial, já que era uma emissora que abria espaço para anime e tokusatsu na TV aberta. Outros tempos.

Nesta última parte, Toshi também fala sobre o fim da emissora dos Bloch, sua vida atual e lembranças dos tempos da Everest/Tikara. Lá ele afirma que não tem mais direitos das séries japonesas e que ainda guarda materiais.

"Se um dia acontecer alguma coisa de precisar, tá lá. Já tá dubladinho e tá prontinho, tá prontinho e tal. É só ter um aparelho compatível que possa rodar e mudar pra esse formato novo."

Na ocasião dos lançamentos de Jaspion, Changeman e Flashman em DVD pela Focus Filmes, Toshi cedeu as fitas masters com as respectivas dublagens clássicas.

Atualmente os direitos das mesmas citadas pertencem à Sato Company.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Kamen Rider Ex-Aid vai deixar saudades e língua queimada de lembrança

Admita, Ex-Aid e sua turma vão fazer falta

A atual série Kamen Rider chega ao fim no final de agosto. O novo Kamen Rider Build vem aí em setembro. Desde 2013 as séries da franquia tinham estreias marcadas para o mês de outubro. Desta vez será diferente e como era antes, desde Kamen Rider W. Tempo suficiente pra fechar a trama de Kamen Rider Ex-Aid em 45 episódios.

Ex-Aid causou repulsa no início por causa do seu visual que deu aquela vergonha no começo. Até mesmo este blogueiro que vos escreve. É bom lembrar o que eu já dizia nas vésperas do programa: uma coisa é visual e outra é a trama. Infelizmente ainda há quem confunda uma coisa com a outra e vice-versa. Daí acabam perdendo uma ótima série, ao lado da segunda temporada de Kamen Rider Amazons. Rolou até briguinhas tolas no fandom por conta do visual, mas é coisa de quem não tem o que fazer da vida a não ser encher o saco da vida alheia. Antes que me perguntem, não vou comentar nada sobre Build antes da estreia nem muito menos sobre seu visual.

Bom, Kamen Rider Ex-Aid entra para a reta final e o chefão de fato vai dar as caras. Algo pior que Kamen Rider Chronicle? Tudo indica que sim. O legal nessa fase final de Ex-Aid é a ligação entre Emu e Pallad. O episódio desta semana ressaltou bem isso e com uma boa reflexão sobre a fragilidade dos humanos quanto ao medo da morte. Além disso, tudo parece estar se resolvendo para os demais Riders, que já devem se preparar para a batalha final.

Confesso que Kamen Rider Ex-Aid não é minha série Rider favorita, mas recomendo pela boa trama. Seu visual esdrúxulo nos ensina a jamais subestimar um herói pelo visual. Com certeza você já ouviu que não se deve julgar o livro pela capa e que as aparências enganam, não é? O mesmo se aplica aqui.

E a gente segue com a língua bem tostadinha e aguardando o final.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O antigo festival de mangá da Toei

Os filmes da edição de 1987
Em 1969, a Toei Animation inaugurou um festival que serviu como uma forma de apresentar suas séries vigentes de então, sempre em períodos de férias. O Toei Mangá Matsuri (Festival de Mangá da Toei). O formato era uma das maiores fontes de receita do estúdio, que produzia em média 1,5 bilhões de ienes, por edição. Os anúncios eram investidos maciçamente em meios como TV e revista.

O evento acontecia simultaneamente nas principais cidades do Japão. Assim o público poderia acompanhar os lançamentos em cerca de 1000 salas de cinema do país. Na maioria das edições a duração do festival era de um mês, para que o público pudesse apreciar as novidades. E como todo bom evento japonês, tinham brindes, pôsteres e outros souvenir para o deleite dos fãs. Em março de 1990 o evento mudou de nome para Toei Anime Fair.

Na época do Toei Mangá Matsuri eram apresentados episódios especiais das séries de anime e tokusatsu. Alguns pareciam episódios curtos ou maiores que o padrão executado na TV japonesa. Por dia eram exibidos cerca de três horas de filmes. Algumas das séries foram exibidas no Brasil como Metalder, Maskman, Jiban, Kamen Rider Black, Dragon Ball, Os Cavaleiros do Zodíaco, Angel, etc. Infelizmente nenhum destes filmes das séries tokusatsu vieram pra cá. Com exceção dos curtas de Cavaleiros (o filme de Abel não fez parte deste circuito) e Dragon Ball tiveram a sorte de serem lançados por aqui em mídias como home-vídeo e TV (incluindo pay-per-view).

Na data de hoje em 1987 foi apresentado uma edição que reunia os curtas de Metalder, Maskman, além dos títulos conhecidos pelo público brasileiro Os Cavaleiros do Zodíaco - O Santo Guerreiro (ou apenas "Saint Seiya" nos anos 90) e Dragon Ball - A Bela Adormecida no Castelo Amaldiçoado, que nada mais serviam como episódios estendidos e que não faziam parte do cânon das suas respectivas cronologias das animações da TV. É preciso que se diga que tem gente que ainda confunde o trailer dessa edição (veja abaixo) como se fosse apenas uma simples divulgação aleatória e com estranheza de desavisados por não ter Kamen Rider Black na lista, já que o mesmo estreou em apenas em outubro do mesmo ano.

Toei Cartoon Festival 1987 por sylvain1985

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Hiiro jamais almejaria seu objetivo em Kamen Rider Ex-Aid

Hiiro se preparando para a transformação

Você deve ter acompanhado o drama de Hiiro/Kamen Rider Brave nos últimos episódios da série. Para tentar recuperar os dados de sua namorada, Saki Momose - que morreu anos atrás - ele teve que se aliar a Masamune Dan/Kamen Rider Cronus. Essa traição foi meio que por livre e espontânea pressão.

Esse preço quase custou a vida de Taiga/Kamen Rider Snipe, que ficou ferido na batalha anterior e teve que ser operado. No fim das contas, tudo dependia de Hiiro salvar ou não o ex-companheiro de profissão. Caso salvasse Taiga, Hiiro perderia sua namorada para sempre. Por fim essa foi a decisão mais sensata e a mais difícil, tanto como médico quanto como herói.

Obviamente não ia dar em nada e de qualquer jeito Hiiro não conseguiria salvar sua amada. Isso porque Dan já tinha tudo armado e sua chantagem era maior. É fácil reparar como ele usou os dados de Saki em seu favor, até mesmo durante o embate contra Emu/Ex-Aid. E quem garante que Dan cumpriria com a palavra caso sua traição fosse mesmo consumada, não é?

Isso é só mais um motivo para Hiiro se vingar logo logo. É só esperar pra ver acontecer. O perdão de Hiiro também pode fazer com que Taiga saia do ostracismo e volte a trabalhar no CR.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Kamen Rider W em mangá

A Toei anunciou neste fim de semana uma sequencia da série tokusatsu Kamen Rider W em mangá. O herói 2 em 1 foi o primeiro da atual fase "Neo Heisei" iniciada em setembro de 2009, logo após o final de Kamen Rider Decade. A série se chamará Futo Tantei (Detetives de Futo) e as edições serão semanais e começam a serem publicadas a partir de 8 de julho pela revista Weekly Big Comic Spirits.

O roteirista Riku Sanjo e o designer Katsuya Terada, que haviam trabalhado na série de TV, revisitam a mitologia neste mangá. Além disso, Masaki Sato fornecerá a obra de arte para a série. Por fim, Hideaki Tsukada, que produziu W e Kamen Rider Fourze, supervisionará esta série.

Os acontecimentos ocorrem logo após o fim da série. Uma força misteriosa chega à fictícia cidade de Futo. A dupla de detetives Shotarô Hidari e Philip voltam à ação para proteger a cidade do vento.

Kamen Rider W (leia: Double) foi a décima primeira série da franquia Kamen Rider na atual era Heisei. Junto com Kamen Rider Decade, a série comemorou o décimo ano das séries Heisei, ocupadas na faixa dominical das 8h da manhã. Este serviu como projeto de outono destas comemorações. A fase Neo Heisei Kamen Rider, iniciada por W, tem a pretensão de permanecer no ar até meados de 2019, como mostrado num vídeo promocional da série. Teve 49 episódios pra TV, 7 filmes para o cinema e dois direto-para-vídeo, além de um game para a plataforma Wii e uma série no formato mini-drama. A dupla Shotarô & Philip foram interpretados respectivamente pelos atores Renn Kiriyama e Masaki Suda. Ambos podem ser vistos em outras produções como os respectivos dramas Switch Girl!! e 35-sai no Koukousei, disponíveis no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll.

O mangá Futo Tantei ainda não tem previsão para lançamento no Brasil.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Novos horários de Kamen Rider e Super Sentai são incômodo para Dragon Ball e One Piece

Super Sentai e Kamen Rider serão concorrentes diretos...

Como escrevi no post anterior, as séries Kamen Rider e Super Sentai vão mudar de horário a partir de 1 de outubro na grade dominical da TV Asahi. O motivo é o lançamento de um jornalístico que atende pelo título provisório Sunday Live e irá ao ar das 5h50 às 8h30 da matina. Com isso, a partir desta data Kyuranger deixa a faixa das 7h30 e será exibido às 9h30 da manhã. Já as séries Kamen Rider (Ex-Aid ou Build) não serão mais às 8h e sim às 9h da manhã. Até o momento não se sabe se o bloco Super Hero Time será oficializado após a mudança. O anime Kikakira PreCure a la Mode, da franquia PreCure, continua na faixa habitual das 8h30.

Acontece que a mudança é um problema para a Fuji TV que exibe Dragon Ball Super às 9h e One Piece às 9h30. Ou seja, respectivamente haverá uma forte concorrência entre Kamen Rider e Super Sentai. Obviamente isso deixa o público japonês indeciso e deve interferir drasticamente nos números de audiência.

Daqui até outubro há uma janela de três meses. Quem sabe até lá a Fuji TV busque uma alternativa para mudar os horários de Dragon Ball Super e One Piece para não sofrer essa forte concorrência. Foi mais ou menos o que aconteceu em 1987 com Zillion, que era exibido na faixa dominical das 10h da manhã, pela Nippon TV e teve que mudar para a faixa das 10h30. Já que a faixa anterior seria ocupada por Kamen Rider Black, na TBS.


...de Dragon Ball e One Piece

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Kamen Rider e Super Sentai mudam de horário a partir de outubro


Segundo o site japonês Sponichi, as séries Kamen Rider e Super Sentai vão mudar de horário a partir do dia 1 de outubro. Atualmente na faixa dominical das 7h30 da manhã, pela TV Asahi, Uchu Sentai Kyuranger será exibido às 9h da manhã (mesmo horário de Dragon Ball Super, na Fuji TV). Já as séries Kamen Rider deixam a faixa das 8h da manhã e migram para às 9h da manhã do mesmo dia da semana (o mesmo de One Piece, também na Fuji TV). Ainda não há confirmação oficial se Kamen Rider Ex-Aid ainda estará no ar em sua reta final ou se o novo horário será inaugurado pela estreia de Kamen Rider Build.

As séries Super Sentai estão na faixa das 7h30 da manhã desde o dia 6 de abril de 1997, com o episódio 8 de Megaranger. A partir de então, as séries Super Sentai voltaram a ter 25 minutos de duração (desconsiderando intervalos comerciais). Antes as séries tinham 20 minutos, modelo adotado a partir do episódio 9 de Dynaman, em abril de 1983. Nesta faixa dominical, as séries Super Sentai formaram uma dobradinha com Kabutack e Robotack (as duas últimas da franquia Metal Hero), Moero! Robocon (primeira obra póstuma de Shotarô Ishinomori) e os Heisei Kamen Riders.

As séries Kamen Rider herdaram o atual horário dominical que eram dos Metal Heroes durante a era Heisei. Inaugurado pelo episódio 10 de Jiban, em abril de 1989. A primeira série Heisei da franquia foi Kamen Rider Kuuga, que estreou em 30 de janeiro de 2000.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Kiriya foi mais uma cobaia da própria Toei

Kiriya nos enganou direitinho (Foto: Reprodução/TV Asahi)

Já escrevi algumas vezes aqui no blog sobre a Toei insistir em alguns momentos o mesmo elemento, que cá pra nós, está batido e às vezes fica sem graça. Eu falo daquele lance de enganar o inimigo pra enganar o aliado. Elemento usado em alguns crossovers entre Kamen Rider e Super Sentai e que já foi usado em algumas séries. O caso mais recente foi o de Stinger, o Sasori Orange de Kyuranger.

No episódio deste domingo (25) de Kamen Rider Ex-Aid aconteceu algo do tipo. Quem está acompanhando a série sabe que Kiriya (Kamen Rider Lazer) retornou do além, ou pelo menos os seus dados. Há alguns episódios ele voltou como vilão, ao lado de Cronus. Provocou uma briga entre Emu (Ex-Aid) ao dizer algo que o deixou muito fulo da vida.

Mas tudo não passava mesmo de uma encenação. Tudo baseado nesse mesmo elemento usado à exaustão pela Toei nos últimos tempos. Pelo menos, Kiriya nos enganou muito bem. Ele poderia ficar mais um tempo como vilão, mas ainda assim não teria tanta graça quanto ficou até agora. E essa jogada foi mais imprevisível com Kiriya do que com Stinger.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

De volta do inferno, Kiriya rivaliza de vez em Kamen Rider Ex-Aid

O novo Kiriya Kujo

Sem dúvida alguma, esta é a melhor fase da série. Kiriya Kujo está mesmo de volta, agora como Kamen Rider Lazer Turbo. Antes de qualquer coisa, Masamune Dan/Kamen Rider Cronus instaurou um início de um grande caos que vai ameaçar a humanidade. Claro, isso no universo de Kamen Rider Ex-Aid. Mas o que chamou atenção foi a volta do Rider que voltou após sua morte do trágico episódio de Natal.

Kiriya é um daqueles sujeitos que cativam o espectador pelo seu valor. Sua morte no fim do ano foi estranha e sentida por muita gente que acompanha a série. Porém sua volta é significativa ou mais do isso. Sem o controle de Cronus e lutando ao lado do vilão por vontade própria, Kiriya veio pra deixar a marca de uma forte rivalidade contra Emu. Não se sabe ainda o que Kiriya disse para Emu para que ele ficasse com raiva. É mais um enigma que vai sendo desvendado durante os próximos episódios e que vai deixar muito espectador babando o chão e roendo unhas. E claro, queimando a língua de quem ainda acha que Ex-Aid é ruim pelo visual.

Kamen Rider Ex-Aid está indo muito bem. O único furo no momento é quanto ao Hiiro/Brave. Sério mesmo que ele está se deixando cair numa armadilha tão óbvia? Cronus está prometendo devolver a memória de sua namorada mesmo que signifique trair Ex-Aid e sua turma. Tá na vista que o rival vai pagar caro pela sua decisão e isso pode custar até sua própria vida. Como se dará isso, só assistindo pra saber.