sábado, 5 de novembro de 2016
Review: DVD-box de Ultra Seven
Pela primeira vez o blog dedica uma review sobre um lançamento em home-video. Em outubro passado foi lançado no Brasil o DVD-box de Ultra Seven. Uma das séries tokusatsu cultuadas e veneradas até os dias de hoje. Por aqui alguns lançamentos causam certo receio entre o público. Uma das razões pode atender por vir através do selo World Classics, esta misteriosa empresa que lançou por aqui séries como Ultraman e Spectreman. A primeira teve como fonte o material da empresa americana Shout! Factory. A imagem incomodou boa parte dos fãs (brasileiros), pois está aquém do que pode ser visto nos materiais alternativos de divulgação que circulam há anos. Sem contar com alguns erros nas legendas em inglês. Já a segunda tem uma imagem um pouco superior que os alternativos, mas poderia ser melhor, uma vez que a Tsuburaya (ela detém os direitos dos títulos da extinta P-Productions) lançou a coleção no Japão com imagem digital.
Quando a World Classics anunciou o lançamento nacional de Ultra Seven em DVD, alguns fãs torceram o nariz antes do tempo. Muita gente criou tempestade em copo d'água nas redes sociais, a começar pela capa da coleção que é a mesma da Shout! Factory. Há quem diga que há relação com a empresa tailandesa Chayo, mas não tem nada disso. Explico melhor aqui neste texto. Afinal, não é porque tem um Seven de olhos vermelhos que você vai ver uma outra série do Seven, né?
Se você se atentar pela capa e for bem informado, deve saber que o lançamento norte-americano de Ultra Seven tem uma ótima imagem. Será que o mesmo acontece na versão brasileira? É o que vamos dissecar agora:
Capa/arte
Tanto a capa como a contra-capa vieram das matrizes da Shout! Factory. As descrições e sinopse estão em português brasileiro. Não sei se é só no meu exemplar, mas a caixa é meio frouxa se comparado a de outras coleções. Muito cuidado ao abrir e recomendo que segure sempre pela lado da abertura, por segurança. Ao abrir a digistack vemos o Seven que conhecemos (de olhos amarelos). Estas imagens internas são as mesmas das capas dos dois volumes do Blu-ray box de Ultra Seven lançados no Japão entre 2014 e 2015. São ao todo 48 episódios de 49 exibidos originalmente pelo canal TBS. Lembre-se que o episódio 12 foi banido pela Tsuburaya em 1970 e desde então não faz parte da cronologia oficial das séries Ultra. Ao ver a lista de episódios na embalagem percebe-se que faltam alguns episódios e algum título está emendado com outro. Erro de edição apenas (que poderia ser evitado). Todos os 48 episódios estão disponíveis. Veja as imagens:
Menu
Este vem com o Seven de olhos vermelhos que apresenta três opções. No último disco temos extras com curiosidades e galeria de fotos (com prints de alguns episódios). A introdução do texto das curiosidades é a mesma do Wikipédia em português. Tem algumas informações interessantes que não estão na enciclopédia virtual. Porém a explicação sobre o tal episódio banido, apesar de deixar claro que está fora de qualquer coleção oficial, não aprofunda o que levou esta decisão da Tsuburaya na época. Controverso ou não, há também uma menção à exibição (pirata) de Ultra Seven na Rede Brasil. Há mais páginas de curiosidades que não printei aqui. Veja as amostras:
Áudio/legendas/imagem
Como todos sabem, infelizmente a coleção não inclui a dublagem clássica da Cinecastro. E por uma boa razão. É que a matriz com a dublagem completa se perdeu no incêndio da TV Record em 1992. Isso afetou até mesmo as fitas masters de outras séries tokusatsu como Vingadores do Espaço e Robô Gigante (que tiveram lançamentos recentes em DVD com áudio original). É possível ver alguns desse episódios no YouTube e até nas madrugadas da Rede Brasil. Porém são poucos e não valeria a pena deixar tudo incompleto na caixa. Aliás, sabe-se lá por onde anda o pessoal da Teleshow (a distribuidora que trouxe a série para o Brasil nos anos 70) pra negociar. É bom deixar claro que até a coleção da Shout! Factory veio apenas com áudio original (e legendas em inglês). Nada da dublagem americana da Turner, pois as masters foram devolvidas para a Tsuburaya em 2001. Por um lado, ambos lançamentos mantém originalidade de Ultra Seven e dá uma nova experiência ao público da velha guarda. Um aspecto mais cult da obra.
As legendas foram traduzidas diretamente das legendas em inglês. Quanto às legendas em inglês, não tem aqueles erros bizarros como "i" ao invés de "I" (eu), por exemplo, vistos na box de Ultraman. O problema está no disco 3 em diante onde há alguns episódios com erros de concordância na língua portuguesa. Erros esses que poderiam ser evitados.
E a imagem, hein? Então, sem mais delongas, diferente de seu antecessor, a box de Ultra Seven está com qualidade de imagem remasterizada. Portanto é a mesma da Shout! Factory (suspeitei desde o princípio). Esta mesma qualidade pode ser conferida em seu canal oficial no YouTube. Confira:
Conclusão
Definitivamente você não vai ver um Seven tailandês -de olhos vermelhos - desferindo o Eye Slugger ou algo do tipo. Vamos assistir as aventuras do bom e velho Dan Moroboshi de sempre e com qualidade digital. Esse lançamento de Ultra Seven é digno de coleção e não pode faltar na estante dos fãs de tokusatsu. Porém as falhas nas legendas em português podem decepcionar os fãs hardcore.
E que venha O Regresso de Ultraman... se alguma distribuidora por aí lembrar que o também Jack existe.
Nota: 9.0
Dados/informações
Duração: 1140 minutos
Distribuidora: World Classics
Lançamento: 4 de outubro de 2016
Região: 4 - América do Sul e Central
Formato de áudio: Japonês 2.0 Dolby Digital
Legendas: Português brasileiro e inglês
Formato de tela: Full Frame
Número de discos: 5
Total de episódios: 48
Classificação indicativa: 10 anos
Atualizado em: 23 de agosto de 2017 (Áudio/legendas/imagem)
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Guia dos 50 títulos tokusatsu via streaming no Brasil
Quem ainda pensa que não existe mais tokusatsu no Brasil (sempre esteve, vai) precisa se atualizar para não ficar pra trás. O streaming é uma mídia que está em alta, dá ao espectador poder de escolha, além de provar diariamente que é a TV do futuro. Atualmente oferece mais de 50 títulos tokusatsu no Brasil entre filmes e séries (incluindo adaptações). Para ajudar o público a se situar no que rola nesses canais, o Blog Daileon resolveu criar uma lista pra você ver, rever, fazer sua maratona, criar sua própria programação. Confira e boa diversão:
Última atualização: 28 de março de 2018
Netflix (36 títulos)
Crunchyroll (11 títulos)
Tokusatsu TV (6 títulos)
Looke (2 títulos)
Ultra Channel (YouTube) (1 título)
Última atualização: 28 de março de 2018
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| Turbo: Power Rangers 2 |
Netflix (36 títulos)
- Godzilla (2017, 3 partes) (Trilogia animada da franquia) (Em andamento; novos episódios em breve)
- Garo: Red Requiem (2010, filme)
- Garo: Flauta Secreta (2013, filme)
- Mighty Morphin Power Rangers (1993, 145 episódios - 3 temporadas)
- Mighty Morphin Alien Rangers (1996, 10 episódios)
- Power Rangers Zeo (1996, 50 episódios)
- Turbo - Power Rangers 2 (1997, filme) (Disponível até 7 de abril)
- Power Rangers Turbo (1997, 45 episódios)
- Power Rangers no Espaço (1998, 43 episódios)
- Power Rangers na Galáxia Perdida (1999, 45 episódios)
- Power Rangers o Resgate (2000, 40 episódios)
- Power Rangers Força do Tempo (2001, 40 episódios)
- Power Rangers Força Animal (2002, 40 episódios)
- Power Rangers Tempestade Ninja (2003, 38 episódios)
- Power Rangers Dino Trovão (2004, 38 episódios)
- Power Rangers S.P.D. (2005, 38 episódios)
- Power Rangers Força Mística (2006, 32 episódios)
- Power Rangers Operação Ultraveloz (2007, 32 episódios)
- Power Rangers Fúria da Selva (2008, 32 episódios)
- Power Rangers RPM (2009, 32 episódios)
- Mighty Morphin Power Rangers (2010, reversion de 32 episódios)
- Power Rangers Samurai (2011, 20 episódios)
- Power Rangers Samurai: Clash of the Red Rangers (2011, especial)
- Power Rangers Samurai: Party Monsters (2011, especial de Halloween)
- Power Rangers Samurai: Christmas Together, Friends Forever (2011, especial de Natal)
- Power Rangers Super Samurai (2012, 20 episódios)
- Power Rangers Super Samurai: Trikster Treat (2012, especial de Halloween)
- Power Rangers Super Samurai: Stuck on Christmas (2012, especial de Natal)
- Power Rangers Megaforce (2013, 20 episódios)
- Power Rangers Megaforce: Raising Spirits (2013, especial de Halloween)
- Power Rangers Megaforce: The Robo Knight Before Christmas (2013, especial de Natal)
- Power Rangers Super Megaforce (2014, 20 episódios)
- Power Rangers Dino Charge (2015, 22 episódios)
- Power Rangers Dino Super Charge (2016, 22 episódios)
- Power Rangers Ninja Steel (2017, 22 episódios)
- VR Troopers (1994, 92 episódios - 2 temporadas)
- Big Bad Beetleborgs (1996, 88 episódios - 2 temporadas)
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| Ultraman Geed |
Crunchyroll (11 títulos)
- Ultraman Leo (1974, 51 episódios)
- Ultraman 80 (Eighty) (1980, 50 episódios)
- Ultraman Gaia (1998, 51 episódios) (Apenas com legendas em inglês)
- Ultraman Nexus (2004, 37 episódios) (Apenas com legendas em inglês)
- Ultraman Max (2005, 39 episódios)
- Ultraman Mebius (2006, 50 episódios)
- Ultraman X (2015, 22 episódios)
- Ultraman Orb (2016, 25 episódios)
- KAIJU GIRLS (2016, 12 episódios) (animê/spin-off de Ultraman) (novos episódios às terças a partir das 10h30)
- Ultraman Geed (2017, 25 episódios)
- GARO -VANISHING LINE- (2017, 24 episódios) (animê/spin-off de Garo) (Em andamento; novos episódios às sextas-feiras a partir das 14h23)*
*Horário de Brasília.
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| O Fantástico Jaspion |
Tokusatsu TV (6 títulos)
- O Fantástico Jaspion (1985, 46 episódios) (Em andamento; novos episódios às segundas-feiras a partir das 13h30)**
- Jiraiya - O Incrível Ninja (1988, 50 episódios) (Em andamento; novos episódios às terças-feiras a partir das 13h30)**
- Esquadrão Relâmpago Changeman (1985, 55 episódios) (Em andamento; novos episódios às quartas-feiras a partir das 13h30)**
- Comando Estrelar Flashman (1986, 50 episódios) (Em andamento; novos episódios às quintas-feiras a partir das 13h30)**
- Jiban, o Policial de Aço (1989, 52 episódios) (Em andamento; novos episódios às sextas-feiras a partir das 13h30)
- National Kid (1960, 41 episódios)* (Em hiato)
*Versão brasileira com 41 episódios. Originalmente a série possui 39 episódios.
**Horário de Brasília.
**Horário de Brasília.
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| Superior Ultraman 8 Brothers |
Looke (2 títulos)
- Ultraman Mebius & Ultraman Brothers - Yapool Ataca! (2006, filme)
- Superior Ultraman 8 Brothers - A Grande Batalha Decisiva (2008, filme)
Bônus
- Ultraman Orb: The Chronicle (2018, ?? episódios) (Em andamento; novos episódios às sextas-feiras a partir das 21h30)*
*Horário de Brasília. Cada episódio fica no ar no período de uma semana. Sem legendas.
Godzilla Channel (YouTube) (1 título)
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| Godzilla Island |
Godzilla Channel (YouTube) (1 título)
- Godzilla Island (1997, 256 episódios) (Em andamento; novos episódios às segundas e sextas a partir das 6h da manhã)*
Veja também:
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Steve Cardenas já conquistou medalha de ouro em campeonatos de artes marciais
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| Cardenas como Rocky em Power Rangers |
A segunda temporada de Mighty Morphin Power Rangers foi uma das que tiveram mudanças importantes na história da franquia da Saban Brands. Entre elas a saída de três atores/personagens e a inclusão de novos no elenco. Entre eles está Steve Cardenas que viveu o herói Rocky DeSantos. O segundo Ranger Vermelho substituiu Austin St. John (Jason) que deixou o programa junto com Walter Jones (Zack) e a saudosa Thuy Trang (Trini). Neste ponto de MMPR quem estava na liderança era Tommy, agora como Ranger Branco. Rocky entrou como o segundo no comando do sexteto. Algo que pode ser equiparado com Spade Ace que deixou a liderança após a chegada de Big One em JAKQ, série Super Sentai de 1977. Como Rocky foi também o Ranger Azul em Power Rangers Zeo. Após três anos na franquia, abandonou o personagem logo no início de Power Rangers Turbo, onde quem seria o azul era o pequeno Blake Foster (Justin).
Cardenas tinha experiência em artes marciais desde a infância e teve que aprimorar seu estilo para viver o herói. Aos 20 anos passou na audição para participar em MMPR. Após isso, Cardenas abriu seu próprio estúdio de artes marciais em Burbank, Califórnia. Em 2007 voltou à mídia como convidado da convenção Power Morphicon ao lado de ex-atores de Power Rangers. Dois anos depois iniciou um projeto de jiu-jitsu para crianças no oeste de Hollywood. Além de abrir uma escola de Yoga em 2011. Sua paixão por jiu-jitsu veio após ser derrotado numa partida amistosa. Cardenas considera este estilo como o mais difícil das artes marciais. Porém seu esforço lhe rendeu vários prêmios em concursos de artes marciais, entre medalhas de ouro e de prata.
No próximo ano o veremos mais uma vez no cinema (considerando os dois filmes anteriores de Power Rangers) em The Order. O projeto de financiamento coletivo reúne vários atores de Power Rangers numa trama voltada para o público jovem/adulto.
Steve Cardenas irá participar do Sana Fest 2017 em Fortaleza que acontece de 20 a 22 de janeiro.
Ultraman Orb alcança supremacia e detona Zyuohger
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| Orb vira sucesso absoluto de audiência e vendagem em 2016 (Foto: Reprodução/Ultra Channel) |
Estava lendo um texto do amigo Raphael Maiffre pelo site Mega Hero e me deparei com um fato impressionante dentro das séries tokusatsu da atualidade. Segundo informações do site FIELDS, as vendas de produtos de Ultraman Orb teve um ganho de 51% a mais se comparado ao Ultraman X. Sendo mais preciso, esse dado se refere a venda do Orb Ring no mercado japonês. Não só isso, Orb atingiu uma audiência de 89% a mais pelos canais de streaming se comparando a mesma série Ultra do ano passado. Aqui no Brasil estas duas séries estão disponíveis via Crunchyroll.
Por outro lado, quem está em declínio é Zyuohger. O atual Super Sentai vai de mal a pior comercialmente. Sua média de audiência pela TV Asahi pode amargar cerca de 3%. Uma média pífia para uma série comemorativa de 40 anos de Super Sentai.
Já falei em algum outro post aqui no blog que a Toei precisa se reinventar o quanto antes. Aderir os novos tempos e mudar formato. Infelizmente a Toei não tem interesse de lançar séries do bloco Super Hero Time para o ocidente via streaming. Incontestavelmente esse é o caminho mais fácil de uma série ser disponibilizada de forma legal/oficial para algum país, como também comentei meses atrás. Enquanto isso a Tsuburaya está avançando e vai avançar muito mais.
Outro ponto que favorece "a casa terrestre da Família Ultra" é a divisão por temporada e hiato. Desde Ultraman Ginga vemos produções com período suficiente e o hiato serve para trabalhar melhor com o próximo produto. Por isso vemos séries Ultra mais aprimoradas do que Rider/Sentai. Orb, por exemplo, está cheio de referências às séries históricas da franquia. Dá pra notar que o trabalho foi planejado com meses e meses de antecedência. Sem contar que a Tsuburaya conquistou um sucesso estrondoso no Japão com a reprise de Redman pelo seu canal oficial no YouTube. Agora tenta o mesmo com a reprise de Triple Fighter pela mesma plataforma.
Infelizmente não dá pra notar isso nas séries Super Sentai e Kamen Rider (com exceção de Amazons). Não há um descanso e a produção só tira férias em época de fim de ano, transmissões esportivas, especiais, etc. As duas franquias estão desgastadas e precisam urgentemente mudar o formato. Há quem diga que Super Sentai tem que acabar. Só que se isso acontecer, Power Rangers também desaparecem. Não é bom pra nenhum dos lados, pois a franquia nipo-americana ainda está em alta mundialmente e deve alcançar mais uma ascensão com o novo filme que estreia no cinema em março de 2017.
Quanto aos roteiros, Ultraman Orb é bem trabalhado e não deva nada para a concorrente. Não é uma produção perfeita e tem algum ou outro deslize como qualquer produção. Nota-se o primor e a qualidade. A atual série é digna dos 50 anos das séries Ultra. O destaque fica para o ator Hideo Ishiguro e principalmente para a atriz Miyabi Matsuura que estão se superando e mostram que Gai Kurenai e Naomi Yumeno - seus respectivos personagens - tem uma química incrível. Além disso, quebrou padrões e vem fugindo do elemento "esquadrão anti-monstro" e mostra esse mesmo elemento de forma improvisada e carregada de carisma.
Com Zyuohger a coisa é bem diferente. Começou estranho ao apresentar animais humanoides, mostrou ter potencial pra coisa e tem caído um pouco no excesso de infantilidade pra tentar se manter de alguma forma. Não fez uma comemoração grandiosa de aniversário como Gaoranger, Boukenger e principalmente Gokaiger. Teve a participação desse último esquadrão com direito à referências, mas a força não foi suficiente. Kyuranger, o Super Sentai de 2017, terá uma tarefa difícil. Talvez o tema espacial seja um reforço já que a temática espacial pega carona dos aniversários das franquias cinematográficas Star Trek e Star Wars e até mesmo da série tokusatsu Gavan. Além de que espaço é mais interessante que animais. Tema batido na franquia dos esquadrões multi-coloridos.
Depois tem gente que diz que Ultraman é sempre a mesma coisa, né? E não é mesmo. Ultraman Orb é uma série que vai deixar saudade. Merece o sucesso que tem hoje e até mais. Quem ainda não começou a assistir, não sabe o que está perdendo.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Senpai TV é curto, sem novidades e deveria ser um programa de curiosidades
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| Marcelo Del Greco na estreia do Senpai TV (Foto: Reprodução) |
A noite desta segunda (31) foi marcada pelo retorno de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na Rede Brasil. Durante a exibição houve aquele burburinho nas redes sociais que ajudaram a comemorar a volta destas duas séries de anime. Não é a toa, pois são duas das obras mais importantes da Toei Animation e da história dos desenhos japoneses no Brasil. O sucesso foi tanto que o site do canal congestionou no horário de CdZ e quem tentou até o fim só conseguiu acompanhar na parte B do episódio de estreia de DBZ. A exibição foi em HD remasterizado - material vindo da própria Toei - e o mais estranho foi que os títulos das séries e dos episódios estavam em português, ao invés de manter a originalidade (o que seria mais legal). Mas isso é o de menos. O que importa é que tudo foi apresentado sem cortes e está num horário justo (apesar da audiência não ter alcançado um ponto inteiro).
Durante a exibição houveram passagens do novo programa Senpai TV e a fórmula é batida: apresentar o episódio que vai começar. Tudo bem que isso caia bem nos anos 1990/2000 numa fase longínqua da TV brasileira, mas esse tipo de formato não convence mais. Melhor dizendo, é desnecessário e a impressão que fica é que é um programa "infantil" voltado para adultos de trinta e poucos anos.
O Senpai TV é curto pra tanta informação. Como é o primeiro programa, as informações foram as de sempre. Talvez seja para atender a nova geração que não viveu o auge desses títulos por aqui, mas precisa de mais tempo e inovar o quanto antes. Seria interessante o programa mudar o formato para um debate descontraído e trazer curiosidades. Só quem se saiu bem até agora foi Marcelo Del Greco. Afinal, ele é veterano na área desde os tempos da revista Herói e continua na ativa na editora JBC. Penso que ele é quem deveria apresentar ao invés do Clayton Ferreira que parece querer elevar o cosmo ou o chi a todo o momento. Já o José Carlos Alves estava bem tímido e acanhado.
Espero que o Senpai TV aumente sua duração pra 30 minutos e desmistifique lendas sobre Cavaleiros e Dragon Ball. Só com breves passagens não será o suficiente pra deixar alguma marca na memória do público.
PS: Os eyecatches das duas séries não foram limadas. Curiosamente, durante as passagens de DBZ a dublagem da Álamo chamava a série como "Dragão Z". Gafe que ficou de fora da memória afetiva graças a Band, Cartoon e Globo. Uma pena.
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