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segunda-feira, 5 de março de 2018

Homenagem a Haruo Nakajima foi uma grata surpresa no Oscar

O momento em que Nakajima é homenageado no Oscar (Foto: Reprodução)

Mais do que as premiações de filmes como A Forma da Água, Blade Runner 2049, Dunkirk etc, mais do que a ótima condução de Dira Paes nos comentários da transmissão na Globo (ela deu uma aula para Glória Pires) e mais do que menções do filme Pantera Negra (que não concorreu a nenhuma premiação), um momento honroso merece ficar na memória: a homenagem ao ator e dublê Haruo Nakajima, falecido em agosto de 2017.

Se você é fã de tokusatsu e nunca ouviu falar dele, por favor, pesquise sobre este que é um dos grandes nomes do tokusatsu. Nakajima foi consagrado como um dos maiores dublês de todos os tempos na história do gênero, especialmente em produções kaiju da Toho e da Tsuburaya. Sendo Godzilla o seu papel mais venerável em toda a carreira.

No momento "In Memoriam" da 90ª edição da Academia que aconteceu neste domingo (4), Eddie Vedder, da banda de rock Pearl Jam, apresentou um cover da música “Room at the Top” de Tom Petty and the Heartbreakers. Dentre vários artistas que morreram em 2017 foram homenageados, Nakajima foi lembrado. Uma surpresa e tanto para quem já acompanhou seu trabalho. Foi rápido, porém significativo e emocionante.

No Twitter, os fãs americanos de tokusatsu e filmes kaiju aproveitaram para homenagear este ícones que foi um dos colaboradores para a formação do gênero tokusatsu lá nos idos de 1954, nos estúdios da Toho. É lá nos EUA onde provavelmente deve se concentrar o maior número de fãs de Godzilla fora do Japão. Veja alguns relatos:

"Happy the #Oscars honored one of my favorite performers, Haruo Nakajima. A man truly dedicated to the monster movie craft."

"Thank you, @TheAcademy, for including Haruo Nakajima in the #InMemoriam segment of the #Oscars. #Godzilla".

"They included Haruo Nakajima in the In Memoriam. I'm glad."

"Loved that the Academy included Haruo Nakajima in their 'In Memorium' tribute."

Assista o momento In Memoriam do Oscar 2018:



PS: Outra celebridade japonesa que recebeu homenagens foi o diretor Seijun Suzuki, falecido em fevereiro de 2017. Ele é conhecido por filmes B e gênero Yakuza. Suzuki trabalhou em alguns filmes do animê Lupin III.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Cultura pop sul-coreana é um exemplo de unidade que deveria ser seguido no fandom brasileiro de tokusatsu

A Lenda, um das séries sul-coreanas na TV brasileira

Outro dia eu andava num shopping center e vi um espaço temático totalmente dedicado à cultura pop sul-coreana. Coisas como amostras de K-dramas e o já tradicional K-pop. Incrível como essa cultura ganhou notoriedade em poucos anos. Goste ou não, é um fenômeno e só tem a crescer e conquistar novos adebtos. Seja de séries do gênero, seja do estilo musical.

Na esfera musical, o K-pop conquistou espaço em eventos de cultura pop/geek. Por um lado ganhou evidência, por outro divide espaço com a cultura pop japonesa (animês, cosplays, mangás, etc). Já as séries de drama tem popularidade há longa data no Brasil. Nos últimos anos os fãs só tiveram o que comemorar com a chegada de várias séries licenciadas no Brasil. Além de títulos na Netflix, há um canal oficial de streaming específico para este nicho, o DramaFever (equivalente a uma Chunchyroll para dramas da Coréia do Sul). Isso sem contar com uma faixa dedicada na Rede Brasil. Atualmente a emissora paulista - que exibe os animês Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z em horário nobre e em alta-definição - apresenta a reprise da série Happy Ending, que está em sua reta final. Em fevereiro será substituída por outro drama, A Lenda.

Tudo isso é resultado da união dos próprios fãs que fazem o fenômeno acontecer. Não sei você, mas isso me faz pensar no fandom brasileiro do gênero tokusatsu. Uma parte tem seus público fiel, que realmente valoriza materiais quando vem pra cá, reclamam pouco e são unidos. É o tal do "nicho do nicho". Fora dele não dá pra ver a coisa crescer como deveria. Infelizmente ainda se vê materiais licenciados sendo pirateados, desunião de fãs, falta de informação nas redes sociais, intolerância e até disputas (que só existem na mente de quem se acha que está sendo disputado). Claro que isso não implica ao fandom inteiro, veja bem. Tem muita coisa bacana sendo feita, principalmente na internet e com parcerias sérias.

A coisa vem mudando a passos lentos. Porém está longe de alcançar o mesmo fenômeno construído pelo fandom dos dramas e da música sul-coreana. Falta muita coisa ainda pra engrenagem andar mais rápido, a começar maturidade de algumas cabeças (que já passaram dos 30, diga-se). Talvez uma real ascensão do tokusatsu seja improvável ou anos-luz de acontecer. Porém não impossível. Basta cada um fazer sua parte e entender determinados conceitos.

Que o exemplo dos fãs de K-drama e de K-pop sirva de lição para quem, lamentavelmente, ainda não aprendeu com os nossos queridos heróis japoneses.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Jiraiya arrebata gerações no Sana Fest e reacende a chama do tokusatsu

Takumi no palco do evento de Fortaleza

Treze anos se passaram desde a primeira visita do ator japonês Takumi Tsutsui ao Brasil para representar o maior sucesso de sua carreira: o ninja Jiraiya. De lá pra cá, Takumi passou por vários eventos em nosso país e sempre transmitindo simpatia, humildade e carisma. A presença dele é sucesso garantido por onde passa.

Demorou, mas aconteceu. Depois de muita insistência do público local, finalmente Takumi Tsutsui se apresentou em Fortaleza no terceiro e último dia da 11ª edição do Sana Fest, que aconteceu neste domingo (17). Originalmente acontecia no mês de janeiro, servindo com prévia do tradicional evento de julho, e a partir de agora o Fest passa a acontecer anualmente em dezembro. Takumi é o primeiro ator japonês de tokusatsu a vir à capital do Ceará. Sendo que ele é o quarto, considerando os três atores de Power Rangers que também estiveram recentemente. O primeiro foi Walter Jones (Zack, o primeiro Ranger Preto de Mighty Morphin Power Rangers) em janeiro de 2016, Jason Faunt (Wes, o Ranger Vermelho de Power Rangers Força do Tempo) em julho do mesmo ano e Steve Cardenas (Rocky, o segundo vermelho de MMPR e o azul de Power Rangers Zeo) em janeiro de 2017.

O ator entrou no palco Art & Fest cantando o tema de abertura da série Sekai Ninja Sen Jiraiya. Originalmente cantado por Akira Kushida, que já esteve no Sana em 2007 e em 2010. Entre muitos marmanjos que assistiram o clássico pela extinta Manchete entre 1989 e 1999, estavam também crianças e adolescentes que conheceram a série por causa da popularidade do ninja olimpíada no Brasil.

Takumi, que estava trajando um quimono parecido com o que Toha Yamashi (Toha Yamaji) vestia em Jiraiya, mencionou que agora faz 30 anos do início das gravações da série. No Japão, Jiraiya estreou em 24 de janeiro de 1988 e era exibido nas manhãs de domingo da TV Asahi. Pediu "desculpas" por ter envelhecido nesse tempo (cá pra nós: a mudança não foi tanta assim). Contou que também vestia a armadura olímpica nas gravações e que, segundo ele, "não protegia nada" e fazia muito calor no verão e que quase morria de frio durante o inverno. Sempre precisava de ajuda para vestir e tirar o traje. Até para ir ao banheiro havia dificuldades.


Com a simpatia de sempre, Takumi interage com o público

Ao som das BGMs que tocaram na série (produzidas por Kei Wakakusa, o mesmo compositor de Janperson, Blue SWAT, Robotack e Tomica Hero Rescue Force), o ator falou que por causa de Jiraiya, fez amizade com atores da franquia Metal Hero. Entre eles, Kenji Ohba, o Policial do Espaço Gavan. Ohba participou do episódio 27 de Jiraiya como Yajiro, um ninja que desafiou Toha ao vestir a armadura olímpica. Ele também amizade com Akira Senoo e Shouhei Kusaka. Respectivamente os atores que viveram Metalder e Jiban. Takumi disse que, se tudo der certo, quer trazê-los para Fortaleza. Akira Kushida também é um grande amigo.

O público fez perguntas e até declarações. Como uma criança que disse que conheceu Jiraiya por causa de seu pai. Takumi ficou surpreso por ter muitas crianças que são fãs dele. No Japão não tem isso. Teve até uma fã que pediu um "kiss me" e Takumi mandou carinhosamente a distância. Um jovem disse que Jiraiya serviu de inspiração em sua vida, pois, mesmo sem dinheiro, Toha vencia as adversidades. Isso lhe deu forças para trabalhar e amar mais as pessoas. Entre as perguntas, ele respondeu que faria novamente Jiraiya caso apareça alguma oportunidade. Tem expectativa quanto à uma possível participação numa sequencia de Space Squad, mas ainda não recebeu convite da Toei. E o episódio 22 de Jiraiya é o seu favorito. Aquele em que Kei ganha de Toha um vestido de presente para comemorar o aniversário de uma amiga e caiu na armadilha de Dokusai e sua Família de Feiticeiros.

Houve um momento de gincana onde cinco pessoas participaram para imitar a apresentação de Jiraiya. Um deles foi escolhido e ganhou uma revista (talvez uma Televi-kun da época, não tenho como precisar). Como prêmio de consolação, os outros participantes ganharam tecidos autografados pelo próprio Takumi.

A apresentação de Takumi Tsutsui terminou com ajuda do público cantando o tema de abertura em português (na primeira parte da música) e o autor cumprimentou rapidamente as pessoas que estavam em sua frente. Foram 40 minutos de muita alegria e que ficarão na memória de quem testemunhou a passagem do incrível ninja. O resultado constata que tokusatsu é rentável também em Fortaleza e pode ter divulgação ampliada. A experiência pode render a vinda de mais atores do gênero nas próximas edições. Assim esperamos.

O Brasil é praticamente a segunda casa de Takumi Tsutsui e as portas estão abertas para recebê-lo mais uma vez em Fortaleza.

Veja Takumi Tsutsui no início da apresentação:

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O forró da atualidade estraga cada vez mais a nova geração de ouvintes

Aviões do Forró está longe de virar um clássico de renome (Foto: Divulgação)

Hoje cedo eu estava escutando o programa do Paulo Oliveira, na Rádio Verdes Mares (daqui de Fortaleza) e no bate-papo de sempre com Tom Barros eles tocaram mais uma vez sobre a questão da qualidade musical de ontem e de hoje. Ambos os radialistas curtem música clássica e lamentam quanto a atual geração que acabam sendo refém das programações de rádio que, para não perder audiência, tocam tudo o que é porcaria. Por aqui o principal ritmo é o forró, que tinha uma boa tradição e hoje virou sinônimo de "música" com duplo sentido, palavrões e tudo de ruim que você puder imaginar.

Eu também sou bem crítico quanto à qualidade musical de hoje. É inevitável um balanço com as músicas do passado e é fácil perceber o que é clássico e o que é bizarro. Não sou fã de música clássica (erudita), mas reconheço e respeito sua qualidade. Sou voltado mesmo para MPB, música romântica, internacionais, jovem guarda, tertúlias e coisas do tipo. Se a gente ver como esse tipo de música era investida entre as décadas de 60 e 90, vamos perceber que há um abismo muito grande entre as músicas atuais ou mesmo desde os anos 2000.

Não sou lá um grande especialista em forró e tampouco fã do gênero. Mas tenho apreciação por umas músicas da Eliane. Até quem não curte o gênero pára pra ouvir a rainha do forró, por exemplo, porque havia nos anos 90 uma qualidade sonora e as letras eram românticas de fato. Eliane é um clássico do forró e -diferente de um Aviões do Forró ou um Wesley Safadão da vida - tem respeito e reconhecimento. Não só o forró, mas até o sertanejo sofre com esse problema. Nem preciso dizer que Leandro & Leonardo, Chitãozinho & Chororó, por exemplo, são clássicos. É claro que há exceções. O mesmo vale para o funk que outrora tinham ícones como Tim Maia e Sandra de Sá como referência e hoje é sinônimo de imoralidade.

A questão aqui não é julgar quem curte músicas com duplo sentido, cheia de barulhos e refrões chiclete que não dizem absolutamente coisa nenhuma. Com todo o respeito a quem trabalha na área, mas a qualidade é pífia e fadada ao descarte. Verdade seja dita. É lamentável que a grande maioria dos jovens prefere ouvir esse tipo de coisa e acabam não explorando canções com mais consistência e valor. Quem curte uma boa música acaba sozinho ou trancado num nicho específico. E o que é pior: tem muita gente boa tentando espaço, mas os besteirois da vida não permitem. Assim fica mais difícil descobrir um novo Belchiror, um novo Roberto Carlos, um nova Joanna, uma nova Elis Regina, um novo Wando, uma nova Rosanah, um novo Fagner e por aí vai.

O mundo evoluiu, mas a música brasileira segue em decadência plena. Não acredito que essa juventude (sem generalismo) vá atrás de um clássico da minha época ou mais antigos daqui a 10, 20, 30 anos. A tendência é a cada dia aparecer um besteirol que vai ser pior que outro. Assim, a distância entre a boa música se torna gritante e a memória musical vai caindo gradativamente e se destinando numa amnésia ferrenha. A boa música vai tomando rótulo de "música de velho careta" ou se já não está sendo agora, né? É triste.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Belchior era o Bob Dylan brasileiro e tinha Beatles na veia

Os cearenses Belchior e Raimundo Fagner em 1982 (Foto: Athayde dos Santos)

Um talento reconhece outro. Foi assim quando Belchior despontou para o cenário musical. Em 1976 tinha compactos gravados e também seu primeiro álbum, gravado dois anos antes. Em 1971, Belchior venceu o Festival Universitário da Canção Popular, da extinta TV Tupi, com a canção "Na Hora do Almoço". A sorte de Belchior foi conhecer Elis Regina, que descobriu o cantor por causa das canções "Velha Roupa Colorida" e "Como Nossos Pais". Dois dos clássicos da saudosa "Pimentinha" compostas e gravadas por Belchior. 

Foi graças à Elis que Belchior ganhou projeção nacional. Alucinação, o segundo LP do cantor, surgiu graças ao produtor Marco Mazzola, da gravadora Philips, que deu suportes invejáveis para vários artistas como Roberto Carlos, Tim Maia e Raul Seixas. Seu talento foi reconhecido de cara pelo profissional que imaginou Belchior como um "Bob Dylan brasileiro". O disco Alucinação foi gravado em apenas três dias. Antes do lançamento, o clássico "Apenas um Rapaz Latino-Americano" foi lançado como single. Aliás, este seria o nome do segundo álbum, mas Belchior e Mazzola acharam que o título escolhido seria melhor.

Belchior compôs "Mucuripe" e apresentou para Fagner. Outro clássico da MPB que foi cantado por Elis e também por Roberto Carlos (o rei cantou esta música com Fagner num dos especiais de fim de ano). Apesar da descontinuidade da parceria, que durou pouco tempo, a amizade entre Belchior e Fagner foi firmada. Belchior tinha intelecto admirável e era fã incondicional dos Beatles. Sem dúvida esta referência ficou registrada na música "Medo de Avião" que faz citação à musica "I Want To Hold Your Hand" do quarteto de Liverpool. Além do estilo blues que foi uma forte caraterística nas melodias. Sua obra ficou eternizada como cult da Música Popular Brasileira.

Belchior morreu aos 70 anos na madrugada deste domingo (30) em Santa Cruz, Rio Grande do Sul, vítima de uma dissecção da aorta. Ele estava dormindo enquanto ouvia música clássica.

domingo, 23 de abril de 2017

Jerry Adriani era um dos cantores mais carismáticos da Jovem Guarda

Jerry Adriani

A música brasileira ficou mais pobre hoje com a morte de Jerry Adriani na tarde deste domingo (23). Um dos galãs da era da Jovem Guarda. Começou a carreira em 1964 com o disco intitulado Italianíssimo, que, por sinal, tinha músicas em italiano, seguido de Credi a Me, no mesmo ano, que mantinha o mesmo estilo. Foi a partir do ano seguinte que ele despontou cantando músicas em português. Assim veio o lançamento do seu terceiro disco, Um Grande Amor.

Nos anos 60, Jerry também foi apresentador de TV no programa Excelsior a Go Go, da extinta emissora TV Excelsior. Contava com o auxílio de Luiz Aguiar e por lá eram apresentados vários cantores e bandas do movimento musical que estava em ascensão. Passou também pela extinta TV Tupi onde conduzia o programa A Grande Parada, em 1967. Ao seu lado tinha algumas apresentadoras, entre elas Betty Faria e a saudosa Marília Pera.

Jerry também passou pelo cinema brasileiro, protagonizando três filmes. Deu oportunidade a outros artistas. Foi graças a ele que conhecemos Raul Seixas. Jerry o incentivou com a criação da banda Raulzito e os Panteras. Além de participar de algumas canções. Seu talento era praticamente inesgotável. Além de TV e cinema, Jerry trabalhou no teatro. Mantinha trabalhos paralelos na TV, como nas novelas 74.5 Uma Onda no Ar (na extinta Manchete) e Malhação (na Globo).

Mas a música era sua paixão. Jerry voltou a gravar músicas da Jovem Guarda, prestou tributo ao rei do rock com o disco Elvis Vive e depois voltou a cantar música italiana nos anos 90. Algumas canções italianas foram parar em novelas globais como A IndomadaZazá e Terra Nostra. Ainda nesta fase, Jerry gravou música da Legião Urbana em italiano. "Forza Sempre", de 1999, foi um dos seus grandes sucessos desde os tempos dourados.

Por onde passava, Jerry sempre levava alegria e carisma. Todos curtiam e sua presença era contagiante em vários programas de TV. É um sujeito que vai fazer muita falta nos palcos.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Cinquentenário de Ultra Seven é tema do novo álbum da Patrulha Científica do rock


Em outubro que vem o clássico Ultra Seven completa 50 anos de estreia na TV japonesa. Como parte da celebração, será lançado no dia 7 de junho o álbum Ultraman the Rock, da banda Kagaku-Tokusoutai (se você ainda não conhece, dê uma olhada no blog do mestre Alexandre Nagado).

O álbum contará com faixas remixadas com os temas de abertura de Ultra Q, Ultraman, Ultra Seven, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace, Taro, Leo, 80 (Eighty), Towards the Future (Great), The Ultimate Hero (Powered), Tiga e XSerão 12 faixas no total que irão prestar tributo à franquia da Tsuburaya.

Veja o vídeo promocional e sinta só um gostinho do que vem por aí:



PS: Lá no blog do Nagado, o Sushi POP, tem um novo texto sobre a Kagaku-Tokusoutai e mais detalhes deste lançamento, que marca a oficialização da banda por parte da Tsuburaya.

terça-feira, 21 de março de 2017

Relembrando os JAC Brothers

O trio musical que participou de O Fantástico Jaspion

Você lembra dos JAC Brothers? Foi aquela banda que apareceu no episódio 27 de Jaspion. Ela surgiu em 1984, ano anterior ao nosso eterno "Tarzan Galático". Era formado por um grupo de dançarinos que acompanhavam o ator Hikaru Kurosaki no disco Jun’ai Dynamite/Honoo no Jidai. O título levava o nome da canção que foi tema do filme Kotarô Makari Tooru!, estrelado pelo próprio Kurosaki.

Inicialmente, a formação inicial dos JAC Brothers foi composta por quatro integrantes. Eram eles: o líder Takeshi Maya, seguido por Kazuya Inoguchi, Shingo Sunagawa e Daisuki Fuji. O primeiro LP single foi lançado no dia 5 de setembro de 1984 e foi intitulado como N.I.C.E.. Porém, um detalhe: o quarteto virou um trio com a saída de Daisuki Fuji. Foram quatro LP singles lançados pelos JAC Brothers. Os seguintes foram: Heartbreak School em 21 de abril de 1985, Dragon Lord ni Hana Fubuki em 1 de novembro de 1985 e Challenger em 2 de maio de 1986. Após estes singles foi lançado em 5 de junho de 1986 o único álbum da banda chamado Bakudan Hatsugen.

Por sinal, os JAC Brothers não fizeram tanto sucesso. Uma pena. A passagem foi curta e encarou o sucesso de outras bandas como The Checkers e Hikaru Genji. Como marca, a banda conseguiu vender vários cartões do tipo bromide, que eram bastante populares na época. Ao contrário do que muitos pensam, nem todos eram dublês, embora tenham sido formados em ação. O primeiro contato de Shingo e Takeshi se deu em 1983, conhecido como o 14º período, na mesma época de Jiro Okamoto, Makoto Sumikawa, entre outros. 

A título de curiosidade: Takeshi Maya esteve por muito tempo participando de musicais após o fim dos JAC Brothers. Já Shingo Sunagawa casou-se com Makoto Sumiwaka (a Lady Diana em Spielvan e Reiko Shiratori em Kamen Rider Black RX). E Kazuya Inoguchi é casado com Sumiko Tanaka (a segunda Yellow Four em Bioman).

Se você assistiu a passagem dos JAC Brothers em Jaspion, deve ter percebido o forte hype durante o programa, né? Então, a intenção foi justamente essa: promover o terceiro LP single do trio que foi lançado no mesmo dia que o episódio 27 de Jaspion - no Brasil ficou conhecido como "Juventude Ameaçadora" - em 1 de novembro de 1985. As duas canções do LP - "Dragon Lord ni Hana Fubuki" e o "Sengoku Rival" - foram tocadas neste mesmo episódio da série.

Ainda sobre "Juventude Ameaçadora" do trio que formava as Cuty Girls, duas eram dublês da JAC. Eram Miki Morita (Cuty Heart) e Mika Muramatsu (Cuty Queen). Maki Hayakawa, que interpretou a líder Cuty Ace, não era dublê. Outra curiosidade é que Shinichi Shiba, o fundador da JAC, lançou outro grupo formado por dublês. Nascia então o JR-III, formado pelo trio Ryohei Sato, Ryuji Mizumoto e Ryoma Sasaki. Estes dois últimos são respectivamente Ryoichi/Saturno e Osamu/Mercúrio em Cybercop. Mizumoto e Sasaki atendem também pelos nomes artísticos Tom Saeba e Jun Yuzuhara.

Assista aos vídeos com os singles citados de JAC Brothers na ordem cronológica:





terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Yumi Matsuzawa foi diagnosticada com câncer


Essa notícia é particularmente muito difícil pra mim - como fã. A cantora Yumi Matsuzawa, famosa por cantar temas de séries de anime como Nadesico e Os Cavaleiros do Zodíaco (saga de Hades), foi diagnosticada com câncer de mama. A própria divulgou uma nota em sua página pessoal no Facebook nesta terça-feira (20), onde esta fase em que está passando. 

Yumi desabafou o seu sofrimento e revela que sofre com isso há alguns meses. Antes de sua turnê no Brasil e no Chile, em julho passado, ela realizou um exame, no qual havia suspeita de câncer. Mesmo assim, Yumi cumpriu sua agenda de shows. Quando retornou ao Japão, Yumi fez novos exames. O resultado foi um câncer bilateral na mama. A cantora não conteve as lágrimas e resolveu fazer a cirurgia. Apesar das dores, Yumi saiu da cirurgia se sentindo com o coração aliviado.

No comunicado, Yumi agradece o carinho dos amigos, familiares e também dos fãs. Veja:

"Everyone, I have an important announcement to make.
There were a lot of things that happened this year.
From the launch of Battleship Nadesico's theme song debut, this year October it was the 20th anniversary, and Saint Seiya has also reached its 30th anniversary.
And I also went overseas a lot. Singing overseas might be more compared to the amount of singing I did in Japan.
I went to Chile earlier this year and went to Los Angeles the following month. In May, I went to China and in July I sang in Brazil, Argentina. 6 cities 7 performances, touring for 3 weeks.
I was quite busy but the opportunity to meet so many people all around the world, and singing more, It was a very fulfilling year. But on the other hand, I became sick in the second half of the year.
In fact I was thinking of not telling everyone, to my fans about my illness. I always thought that I wanted to convey my energy to everyone.
But my family told me.
“Even if you look at the pictures of your everyday lunch, it’s actually not that important, and it's not even fun.
So, if you truly want to connect with people through blogs, etc., it’s by conveying what you are feeling right now, if you do that don't you feel more connected to people?"
I thought that it may be so. And I feel like I'm keeping a secret, makes my heart feel uneasy somehow, so I decided to tell everyone about my condition in my blog.
A suspicion of breast cancer was found during my health examination in July this year. It was a very small suspicion though. But the doctor told me ”Please go to a big hospital without waiting a year“ and after that
I went to a Brazilian tour for three weeks.
I thought to myself, ”Cancer? No It couldn’t be cancer? Me? No way?". Especially without a lump, and no change whatsoever to my physical condition, so it was a very mysterious feeling.
No way, I truly thought to myself.
After the 3 weeks Brazil tour, I went to a big hospital for a medical checkup the next day in Japan.
The result was cancer. Breast cancer.
From there, the examination at the hospital continued, and MRI results found a small tumor on the right, as well as the part pointed out initially on the left side.
Bilateral breast cancer. By that time I was already very, very mentally depressed.
In the MRI image, the lymph was shining. Not a single word came out of my mouth.
During the examination, I cried because my heart was unable to withstand it.
But still, for the small children, and for my sake I decided to do surgery for the first time to get better, to be healthy again.
“Will I cry on the day of the surgery?”
Is what I thought, but I didn’t.
After that, I found that there was no metastasis to the lymph on the medical examination after the surgery.
Even after surgery, there was pain in my body, but my heart was relieved.
Maybe because it was filled with uneasiness for several months.
During the hospitalisation, I was operated in the same way, shared a room with people, talked with them and the people in the next room, and we became friends.
After sharing a lot of stories with them, I received some bravery. I felt our hearts became one, fellows who fought together through sickness and surgery.
It's been awhile since the surgery.
There’s 2 more weeks left this year, and I want to see everyone, so I will go to Comiket!
On the third day of Comiket, West 1 Hall Ru 27a .
I am looking forward to seeing everyone on December 31st.
Fans who has always supported me,
Everyone who was involved in my 20th anniversary album production, who I am indebted to,
My friends,
And my precious family.
☆ Thank you everyone ☆
Postscript
The 20th anniversary album is still underway, so please wait for a little bit more.
The picture is a one frame of the photo shooting I did the other day.
Looking forward to see what you can do with it ♡
"


Como fã e admirador de Yumi Matsuzawa, fica minha torcida e minhas orações por ela que é tão querida por todos os fãs e que sempre encanta por onde passa. Que Jesus Cristo a abençoe e a cure desse terrível mal. Amém!

#GanbateYumiChan

#BeStrongYumi

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Falta de ética de brasileiros contra artistas japoneses nas redes sociais chega ao cúmulo do absurdo

Sayoko Hagiwara não aceita mais brasileiros nas redes sociais

Hoje cedo o Bone do canal Resistência Tokusatsu fez um vídeo importante sobre tokusatsu e educação. Lá ele falou sobre estranhos comportamentos de fãs do estilo em seus respectivos perfis nas redes sociais. Antes de prosseguir com o texto, dê uma olhada primeiro aqui pra entender a situação.

É vergonhoso ver o tamanho da falta de educação de alguns brasileiros. Repito: alguns. Não são todos, obviamente. Faz mais de cinco anos que eu sigo alguns atores de tokusatsu e também artistas de animesongs. Não dá pra acompanhar todos de uma vez só. Mas sempre que eu vejo me deparo com algumas esquisitices. Sempre tem um ou outro tiete virtual que fica chamando atenção de um determinado artista e se aparecer. Isso não é legal.

O bom mesmo é acompanhar e ver o que o artista está postando. Nem tudo o que é postado é referente ao que marcou a sua carreira. Certo? Então por que ficar dizendo algo como "Red Flash é rei" em tudo o quanto é foto? É chato pro ator que com certeza deve se sentir invadido até. Resultado disso é que Tota Tarumi (o Red Flash) não quer muito contato com os seus fãs brasileiros. Ele está certo? De certa forma sim. Não é xenofobia, mas sabe aquela situação onde o justo paga pelo pecador? É bem esse o caso.

Outro exemplo dado foi o caso de Sayoko Hagiwara não aceitar mais brasileiros nas redes sociais. É triste que uma respeitosa atriz - casada inclusive - receba de algum estrangeiro fotos sensuais da sua juventude na sua timeline. Repito: ela é uma senhora casada. Casada com Yuu "Dyna Yellow" Tokita, caso não saibas. Por favor, um mínimo de bom senso, respeito e informação.

Esse tipo de situação não acontece apenas no nicho de tokusatsu. Acontece também no nicho dos animes. Por exemplo, sou fã da cantora Yumi Matsuzawa. Sempre que posso eu vejo suas atualizações. Posso ser lá o meu amor platônico, mas como disse em outro post, tenho os pés no chão. Tenho plena consciência das minhas limitações como fã. Bom, sempre vejo o povo escrever em suas fotos no Facebook algo como "linda", "kawaii" e por aí vai. Uma interação mais inteligente é quase nula. Ainda bem que há alguns fãs que a respeitam e fazem comentários condizentes aos posts.

Então, se você segue algum artista, procure ser educado. Ficar compartilhando fotos deles é anti-ético. Os artistas são pessoas comuns que tem as mesmas necessidades que qualquer ser humano. Eles também tem vida pessoal. E lembre-se que algum ou outro artista pode ser simpático. O que não dá direito a mim ou você a forçar a barra, marcar em tudo o que é post, etc. Japonês tem a cultura de ser reservado e de não expor a vida pessoal. E não é porque você é brasileiro que deve se achar no direito de se comunicar com o ator/cantor como se estivesse trabalhando pra algum tabloide sobre fama. Menos, meu povo.

PS: Agora, uma garota achar que está namorando Shouhei "Jiban" Kusaka é viver num eterno conto de fadas. Santa paciência!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Yumi Matsuzawa - 20 anos de inspiração e romantismo

Ela é ou não é uma princesa?

Já fiz alguns posts neste espaço falando sobre a Yumi Matsuzawa e já tá mais que na hora de escrever algo sobre a carreira desta mulher de 40 (42 anos, sendo mais exato) que jamais perdeu o seu jeitinho de menina. Depois de uma turnê em alguns países como EUA e França, Yumi está de volta ao Brasil.

Ela nasceu no dia 29 de março de 1974, na cidade de Fujimi, cidade da província de Saitama. Seu sonho de criança era ser uma lutadora de luta-livre. Ela também tinha outras opções como ser motorista de táxi e ser cantora de sucesso como a famosa Seiko Matsuda. Desistiu do sonho de ser lutadora pois uma vez ela brincou disso e levou uma baita surra e, é claro, doeu bastante. (Venhamos e convenhamos, ainda bem que ela desistiu disso a tempo.) Yumi achou que ser motorista não seria uma boa ideia, pois seria arriscado uma mulher dirigir à noite. 

Aos 19 aninhos, passou um período como modelo. Serviu como um "bico" e experiência de vida. Como é padrão das revistas de moda, há sempre comentários de quem posou para os ensaios fotográficos. Nessa ida, perguntaram para ela sobre o que queria ser no futuro. Sua resposta foi curta e direta: quero ser cantora.

Em 1996, Yumi começou a participar de testes e auditions, até que finalmente, aos 22, foi escolhida para interpretar a canção "You Get to Burning", tema de abertura da série de anime Kidou Senkan Nadesico. No filme baseado na mesmo programa de TV, Yumi interpretou o tema de encerramento "Dearest" (particularmente a minha canção favorita dela). Nadesico foi um passo importante para sua a carreira solo, interpretando desde então temas de anime e games e embarcando nesse universo. Na série de Nadesico, Yumi dublou a personagem Junko Mizuhara (foi substituída pela dubladora Yuka Imai apenas no filme).

Em agosto de 1997 lançou três singles e começou a colaborar com outros artistas. Chegou a interpretar canções de outras séries como Bucky e Gate Keepers.

A saga de Hades de Os Cavaleiros do Zodíaco foi também um trabalho importante para Yumi. Além de interpretar as famosas músicas "Chikyuugi", "Kimi to Onaji Aozora" (ambas da fase do Santuário em Hades) e "My Dear" (encerramento da fase do Inferno em Hades), foi a própria que compôs as canções. Seiya e seus amigos foram também parte de sua infância/adolescência e ela jamais imaginava trabalhar com o grande clássico de Masami Kurumada

Uma curiosidade interessante é que "Chikyuugi" surgiu de improviso num momento em Yumi estava tomando banho. Sem perder tempo, ela ligou para seu produtor para saber o que achava. A letra foi feita independente da série, sendo que Yumi imaginou o momento atual vivido por guerras, conflitos e ataques terroristas. Ela queria passar uma mensagem que diz que, apesar de cada um de nós termos poucas forças, o mundo pode caminhar em paz através de nossos próprios esforços.

Mais tarde, quando abriram o concurso, perguntaram para Yumi se ela não queria mudar a letra de "Chikyuugi", afim de se aproximar do contexto da série. Ela defendeu a sua visão de Seiya é que ele era - até então - um Cavaleiro de Bronze. Estava abaixo dos Cavaleiros de Ouro. Ainda assim, Seiya sempre ousou em superar os obstáculos e sem desistência. A ideia de Yumi era que ela não poderia cantar algo parecido como os clássicos "Pegasus Fantasy" ou um "Soldier Dream" onde abordava o Cavaleiro de Pégaso como um ser invencível. Yumi queria mostrar um lado mais humano de Seiya para a canção e assim foi. Afinal, Seiya também tem suas fraquezas (e apanha muito) e sempre supera as barreiras com muito custo.


Yumi no palco em sua performance angelical

A carreira de Yumi é cheia de premiações no mundo dos desenhos japoneses e também da música popular japonesa. Foi jurada da competição anual Animax Anison Grand Prix ao lado de outros dois grandes monstros sagrados de animesong, Ichiro Mizuki (atualmente canta o tema de abertura de Ultraman Orb) e Mitsuko Horie.

Yumi se apresentou pela primeira vez no Brasil em 2006. Em seus primeiros shows fora do Japão, se apresentou em palcos da Espanha, Argentina, etc.  Nos últimos anos, fez shows em outros países, sendo um dos mais recentes o evento Anison USA 2016, em Los Angeles em fevereiro passado. Lá ela dividiu o palco com a cantora Halko Momoi (série tokusatsu Akibaranger) e Nozomi (ex-Little-non).

Agora é a vez de Yumi voltar ao Brasil. No próximo sábado, 16 de julho, ela se apresenta palco do Anime Friends, em São Paulo. A atenção deve ser especial, pois o show será comemorativo aos 30 anos de Cavaleiros. Junto com ela estarão Nobuo Yamada e o quarteto do Cavaleiros In Concert (Ricardo Cruz, Larissa Tassi, Edu Falaschi e Rodrigo Rossi). É esperado um dueto de "Chikyuugi" entre a cantora original e a intérprete brasileira aconteça. E aqui em Fortaleza no dia seguinte, em 17 de julho, no palco do Sana. O evento cearense também vai celebrar as três décadas do anime junto com Nobuo e Ricardo. É provável que haja alguma homenagem ao cantor Koji Wada, falecido em abril deste ano, que também cantou ao lado dos três na oitava e mítica edição do Sana.


Duas gotas de ternura na Terra da Luz


Yumi numa foto tirada em Fortaleza, em janeiro de 2011

Lembro muito bem do sábado daquele show de oito anos atrás. Infelizmente não pude ir na sexta-feira, por motivos de trabalho. Foi nesse dia em que Yumi e Nobuo deram autógrafos. Perdi essa oportunidade. No dia 12 de julho de 2008, consegui um autógrafos e fotos do saudoso Koji Wada (chamado carinhosamente pelo público como "FeijoAda" e "KeijoAda) e Ricardo Cruz.

À noite, fui direto para o antigo anexo do Centro de Convenções (mesmo local onde Akira Kushida e Takayuki Miyauchi cantaram no ano anterior) para assistir ao show de Nobuo e Yumi. Quem abriu o show foi o roqueiro com "Pegasus Fantasy". Gosto muito das músicas do Nobuo, mas a estrela maior do show (pelo menos pra mim) foi Yumi. Lembro dela vestir um quimono na primeira apresentação. Começou cantando o tema principal de Nadesico e no decorrer do show cantou temas de Cavaleiros e de outros animes dos quais já trabalhou.

Lembro bem que quando ela cantou "Chikyuugi" o povo foi ao delírio. Quem estava longe ao fundo correu para a frente. Me encantei mesmo com "Dearest" que já era minha favorita. De vez em quando soltava um "cantem comigo".

No dia seguinte, uma multidão parou pra ver o show dos quatro cantores convidados. A fila era imensa (veja aqui). Atravessou multidões. A expectativa era que seria um grande show. E foi mesmo. Todos os quatro se apresentaram com uma banda (nos dois dias anteriores as músicas foram tocadas em playback). Sobre a Yumi, a grande surpresa foi quando ela cantou "Chikyuugi" acústico e em português. E digo pra vocês que ela superou o Kushida (que cantou "É Isso Aí", de Ana Carolina e Seu Jorge no Sana 7). Não foi um português perfeito, mas deu pra notar o seu esforço. Aquele dia 13 de julho de 2008 foi perfeito. Pra terminar, o "quarteto" cantou Pegasus Fantasy, coisa que ficou marcada por vários shows futuramente.


Yumi voltou em 29 e 30 de janeiro de 2011. Foram dois anos e meio de espera para a volta da minha querida ternurinha. Antes do Sana Fest daquele ano, resolvi fazer um presente para ela. Confesso que sou um péssimo desenhista e pedi ajuda à minha irmã (que só aprecia o seu trabalho) para fazer um desenho para ela. Então o tal presente acabou sendo nosso. Da minha parte eu escrevi uma mensagem em inglês. 

Os dois shows foram marcantes. No sábado, levei uma edição do caderno Zoeira, do jornal Diário do Nordeste onde Yumi aparecia na capa. Em alguns momentos do show eu levantei a mesma capa. Mas no meio daquela multidão, ela consegui me avistar e acenou para mim e ainda fiz um "thumbs up". E Yumi respondeu com o mesmo sinal. Aquilo foi importante e não esqueço jamais disso. Foi rápido, porém guardo aquele momento com carinho e felicidade.

No domingo eu estive na fila dos autógrafos. Estava nervoso, pois iria ver de perto a musa inspiradora, a princesa que encantou este humilde plebeu. Finalmente eu a vi e entreguei o presente para Yumi. Ela gostou muito e assim tirei uma foto com ela (relatei o momento aqui no blog). Semanas depois Yumi postou em seu blog pessoal o presente que a dei.

Voltando sobre aquele domingo, fiz questão de estar na frente. Ao cair daquela tarde, já não me importava mais o resto do evento. Eu queria mesmo era ouvir de perto aquela doce voz angelical que sempre me conquistou. Por isso, umas quatro e meia eu já tava na fila. E assisti aquele último show como se não houvesse amanhã.

Após o show, bateu aquele sentimento de saudades. Cenas de Yumi no Sana 8 e naquele Sana Fest passaram na minha mente como um filme. No dias seguintes os sentimentos que passavam por mim eram de felicidade e também de saudade. Pode ser loucura o que eu vou dizer, mas o sentimento de saudade que eu sentia era parecido com aquele sentimento de quem estava se despedindo de um grande amor.

Yumi tem 20 anos de carreira e ainda inspira ter o frescor de 20 anos de idade. Não apenas fisicamente, mas de longe é possível perceber que sua alma também é jovem. Dona de um belo sorriso e de uma voz que acalma até uma fera. Yumi é assim. Só sabe descrever tais sentimentos quem a admira como fã e quem um dia realmente a admira.

sábado, 11 de junho de 2016

Sandy, não cante mais aquela música trash dos Power Rangers, por gentileza

Sim, ela voltou a cantar o hit piegas dos anos 90 (Foto: Divulgação/Globo)

Se você viveu o auge dos Power Rangers em meados dos anos 90, então você certamente deve se lembrar daquela musiquinha chamada "O Mundo Precisa de Vocês". Aquela que foi "tema" dos adolescentes de Alameda dos Anjos cantada pela dupla Sandy e Júnior. Venhamos e convenhamos: era bem tosquinho, fala a verdade.

E não é que Sandy de repente resolveu cantar isso de novo depois de 20 anos? Pois é. Do nada, em um show em que ela apresentou nesta sexta-feira (10) ela deu uma palhinha do refrão. O vídeo está rolando por aí nas redes sociais. Muitos saudosistas gostaram e tal. Mas no fundo no fundo não dá.

Sandy já está em outra fase de sua carreira, e qualquer música relacionada à fase em que cantava com seu irmão naquela década não cabe. A começar por essa musiquinha medonha dos Power Rangers. E nem se trata por curtir a franquia depois de adulto, pois isso é uma outra coisa e é mal nenhum. O problema é que Sandy tem outro repertório (que não chega a ser uma Celine Dion ou uma Whitney Houston da vida), e cantar uma música do gênero é um tanto esquisito.

Por favor, Sandy. Faça este bem à música brasileira e ao tokusatsu e deixe essa música enterrada no fundo do baú. Ninguém merece.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Nem Oasis conseguiu superar os Beatles

O ex-Beatle Paul McCartney

Todo mundo sabe que os Beatles foram um dos fenômenos arrebatadores na história da música. Ou senão a maior, internacionalmente falando. A banda teve seus altos e baixos, erros e acertos. Um dos fatores que contribuíram para o fim da banda foi a "rivalidade" que existia entre John Lennon e Paul McCartney - apesar de que eles criaram bons trabalhos juntos com "Yesterday", por exemplo. Outro ponto crucial foi o estrelismo e a arrogância de afirmarem ter mais sucesso que Jesus Cristo. Apesar dos pesares, os Beatles ainda são um fenômeno e dignos de respeito e reconhecimento.

Agora repare o seguinte: Paul afirmou em entrevista nesta semana que o maior erro da extinta banda Oasis foi ter dito que ela era melhor que os próprios Beatles. Para ele, o comentário de Noel Galleagher, ex-vocalista do Oasis, soou como um "beijo da morte". Tal declaração do Oasis foi feita em 1996, numa entrevista à MTV americana.

Entenda que o caso não se trata de saber se Oasis é uma banda boa ou ruim. Agora, venhamos e convenhamos: melhor do que os Beatles? Jamais. O Oasis pode até bater de frente fácil fácil contra alguma banda novata que surgiu nos últimos 10, 15 anos. Vamos ser honestos, você saberia dizer que single da banda que perpetuou como clássico mais tocado até os dias de hoje? Que música ficou na boca do povo? Qual canção se saiu melhor que a dos garotos de Liverpoll? Difícil achar.

Então, o Oasis teve sua fama. Mas nada de tão extraordinário quanto os Beatles ou outra banda de rock renomada como Rolling Stones, Guns N'Roses e U2, por exemplo. Tá certo que Definitely Maybe e (What's the Story) Morning Glory foram álbuns significativos para o Oasis e até marcantes para o sucesso na época. Mas o tempo mostrou que jamais ninguém conseguiu criar um fenômeno ou um megasucesso parecido com os Beatles. Outra "força estranha" igual jamais se repetirá.

E isso não é nenhuma arrogância de Sir Paul Mccartney. Isso é fato e não tem comparação alguma. Seria o mesmo que dizer que Luan Santana é melhor que Roberto Carlos, que Justin Bieber é melhor que Elvis Presley, que Jota Quest é melhor que Roupa Nova, que Adele é melhor que Bonnie Tyler e por aí vai. Não dá, né? Fez o seu nome nas últimas duas décadas. Mas nada que chegasse ao mesmo topo ou algo próximo a Lennon/McCartney/Harrison/Starr.

De uma coisa é certa: Clássico é clássico e mito é mito. Os Beatles continuam insuperáveis, mesmo com todos os problemas que levaram o fim do quarteto britânico. O Oasis nunca será como os Beatles e jamais haverá outra banda que faça igual. Sem desculpa.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Yumi Matsuzawa de volta ao palco do Sana após cinco anos (este blogueiro é eternamente grato ao evento)


Sim, ela vem à Fortaleza! Yumi Matsuzawa está confirmadíssima para o Sana 2016, em julho. Também foram anunciados nesta quarta (18) os cantores Ricardo Cruz (do Jam Project) e Nobuo Yamada. Os três estiveram no Sana 8 (em 2008) junto do saudoso Koji Wada. A intenção seria remeter à nostalgia de uma das edições mais marcantes da história do Sana e também é uma homenagem aos 30 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco. Não deixa também de ser uma homenagem ao cantor da série Digimon, que nos deixou no mês passado. Dentre outras atrações - mais interessantes - estão o ator americano Jason Faunt (o Ranger Vermelho do tokusatsu americano Power Rangers Força do Tempo), os cantores Takayoshi Tanimoto e Ayumi Miyazaki (ambos também de Digimon), o simpaticíssimo dublador Garcia Jr. (He-Man, MacGyver, Schwarzenegger). Fora outras atrações ligadas à geração Millennials (YouTubers e etc).

Bom, mas este post mesmo é dedicado à ela. Por que? Há uns dois anos atrás escrevi no blog um post sobre ela. Lá deixei registrado minha eterna paixão pela cantora. Na época a ocasião era pelo seu aniversário de 40 aninhos. Continua com carinha e jeitinho meigo de uma menina 20. A música "Mulher de 40", do rei Roberto Carlos, seria ideal para uma dedicatória. Brincadeiras à parte, sempre a admirei pela sua voz encantadora e romantismo nas suas canções. Yumi é conhecida por interpretar temas da saga de Hades em Cavaleiros e começou sua carreira cantando o tema de abertura do anime Nadesico. Em breve devo escrever um outro post sobre ela e mais detalhado sobre sua carreira.

Yumi é o tipo de atração que faltava nos últimos cinco anos do evento. É bom que se diga que Yumi se apresentou em turnês no Japão, além de ter participado em eventos nos EUA e na França, por exemplo. Esperei muito tempo para vê-la cantar mais uma vez e o Sana acabou atendendo o pedido deste humilde/mortal blogueiro e do seu público em geral. Quando anunciaram a sua vinda (e de Nobuo) em outras capitais do Brasil, fiquei triste por pensar que ela não viria pra cá. Confesso que a sua vinda não passaria de uma brincadeira de 1 de abril (o Sana fez em sua fan page com referências ao Sana 8), mas hoje fui pego de surpresa. Morri e voltei de novo. Estou bastante feliz.

Na certeza de que Yumi vem por aqui, os fãs da capital alencarina querem que ela cante as suas canções apaixonadas que a gente quer ouvir. Canta pra gente, Yumi-chan.

Em sua homenagem, deixo um vídeo onde Yumi canta ao vivo a versão brasileira de "Chikyuugi" (Cavaleiros do Zodíaco Hades), no Sana 8:


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Koji Wada deixou duas marcas inesquecíveis na minha memória, como fã de Digimon

Koji durante um show no Sana 8 (Foto: Reprodução/Sana)

Tive a felicidade de assistir a quatro shows de Koji Wada aqui em Fortaleza, em duas edições do evento Sana. A primeira foi em 2008, onde também vieram os cantores Nobuo Yamada, Yumi Matsuzawa e Ricardo Cruz. Todos eles atrações inéditas até então na capital alencarina. Lembro que Koji foi um dos cantores que mais queridos e esperados pelo público. Até ganhou dois apelidos carinhosos da galera: "Keijoada" e "Feijoada". Uma brincadeira inocente pra rimar com o nome dele. No mesmo dia em que se apresentou pela primeira vez no Sana, tive o prazer de tirar a minha única foto com ele (deixei registrado aqui no blog em 2014). Nessa mesma época, Koji disse em entrevista que gostava das músicas da cantora Ivete Sangalo.

Sua última passagem foi em julho de 2010, quando veio junto com Akira Kushida, Ricardo Cruz e a dupla Unicorn Table. Infelizmente não consegui uma foto nem autógrafo. Mas pude assistir aos seus dois últimos shows por aqui, ainda no antigo Centro de Convenções do Ceará. Lembro que quando o evento passou a ser realizado no atual Centro de Evento do Ceará, Ricardo falou sobre o problema de saúde do qual Koji se encontrava. Em homenagem, o brasileiro da banda JAM Project cantou a música "Butterfly" num tom bem contemplativo. Além da música "Sem Barreiras", de ambos. Até por causa da situação, mas com tom de esperança. Que aliás é um dos temas fortes em Digimon.

Koji é um dos cantores que aprendi a curtir e tenho suas músicas, das séries Digimon e de outros trabalhos. Torcia pela sua recuperação e até hoje esperava ver outros shows. Sua voz caiu no meu gosto e de tantos desde as primeiras exibições de Digimon. Infelizmente apenas o tema de abertura de Digimon Tamers, "The Biggest Dreamer" foi mantida durante as exibições na TV, pelo menos na Fox KidsFoi uma grande perda. 

Em sua homenagem deixo a música "Seven", que é a minha favorita da franquia e que ganhou uma nova e contagiante roupagem na série Digimon Adventure tri. e também um registro do Sana 8 com a música "Fire":



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Papeando sobre tokusatsu no Blog Toku Force

Hoje saiu no Blog Toku Force um mais um Papo de Tokufã e o convidado é este blogueiro que vos escreve. Lá falei algumas curiosidades e respondo sobre alguns temas polêmicos que foram assunto aqui neste espaço durante o ano.

Deixo aqui o meu agradecimento aos brothers Admilton Ribeiro e Venâncio Souza - os owners do Toku Force - pelo convite e pela oportunidade. Grato também aos leitores do TF que estão curtindo. Eu também sou parceiro e colaboro com notícias e conteúdo pela equipe da fan page do blog no Facebook.

Esta é a segunda entrevista que concedo. A primeira foi no final do ano passado no Blog Tatisatsu, escrito pela senpai Taty de Sousa (a quem também mando um grande abraço).




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Larissa Tassi, a musa nacional dos animesongs

Larissa em sua performance sertaneja (Foto: Divulgação)

Vinte anos não são vinte dias. E Larissa Tassi, cantora brasileira do anime Os Cavaleiros do Zodíaco, provou com o tempo que pode se eternizar como um dos grandes nomes da nossa anisong (cantada em português, é claro). Ela é a única mulher em atividade a representar o repertório de canções de animes em nosso país. Não é a toa que defendeu as duas décadas de CdZ no Brasil no projeto Cavaleiros In Concert, ao lado de Rodrigo Rossi, Edu Falaschi e Ricardo Cruz.

Antes da invasão de Seiya e cia, no comecinho da década de 90, Larissa participou de vários comerciais de TV e revistas. Fã incondicional de Xuxa, ela fazia shows onde dublava a rainha dos baixinhos. Até que Larissa e William Kawamura (leia e ouça a minha entrevista exclusiva com o cantor) foram escalados para formarem uma dupla que agitou o Brasil com os temas nacionais dos guerreiros de Atena. Já contei um pouco sobre a passagem de Larissa e William aqui no blog.

Após o auge musical de Os Cavaleiros do Zodíaco, Larissa e William participaram do CD "O Mundo Mágico de Beto Carreiro", onde havia participações como da banda Chiclete com Banana. Só a partir de 1999 é que Larissa lança seu primeiro CD, em carreira solo, chamado "Tudo Vai Mudar", que seguia em ritmo de axé (um dos gêneros musicais que estavam em alta no Brasil). Larissa já não estava mais na Sony Music e seu disco não obteve sucesso.

Mas foi na Banda Montana onde a cantora continuou trilhando. Durante cerca de 10 anos no grupo, Larissa foi eleita por três vezes como melhor cantora country. Lá fazia covers de artistas do gênero e ganhou notoriedade e admiração do público. A partir daí, começou a compor canções para a Banda Montana.

Larissa não parou por aí. Chegou a gravar um CD demo a fim de divulgar seu trabalho, que depois acabou caindo na web em seguida. O tal disco é considerado pelos fãs como um "segundo disco solo". Esta amostra tocava o pop romântico. Curiosamente, foi gravada uma versão em português da música "Man, I Feel Like a Woman", da cantora Shania Twain.

Com a acensão do gênero sertanejo por aqui, Larissa deixa a Banda Montana e forma a dupla Larissa e Rafael, onde a loira é a primeira voz. O primeiro CD foi lançado em 2010 e chama-se "Vem Voando".

Por continuar ainda na ativa (em paralelo ao seu repertório sertanejo), Larissa poderia ser - merecidamente - coroada rainha dos animesongs brasileiros. O tempo ensinou Larissa a se redescobrir, musicalmente falando. Sem contar que ela ainda inspira carisma e simpatia por onde passa. Sua caminhada de carreira reflete claramente a determinação que a ajudou a construir os passos.

A versatilidade de Larissa é tanta que um épico dueto com Yumi Matsuzawa seria digno de marcar o encontro das duas intérpretes de "Chikyuugi", canção da saga de Hades. Quem sabe um dia, né?

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ronaldo Barcellos é a voz empolgante das músicas nacionais do ninja Jiraiya

Ronaldo, à esquerda, ao lado do apresentador Diogo Nogueira e do sambista Délcio Luiz, em 2014
(Foto: Divulgação/TV Brasil)

Uma das coisas mais bacanas que já aconteceram no auge dos tokusatsus no tempo da saudosa Rede Manchete foi a inclusão do cantor Ronaldo Barcellos como intérprete dos temas nacionais das séries Lion Man, Jiban e Jiraiya (com "i" antes do "y", ok?). Confesso que gosto mais dos temas originais do que das nacionais. Mas a voz do carioca (natural da cidade de Duque de Caxias) é a que mais me conquista e também aos demais fãs da geração que acompanhou as séries japonesas nos anos 90. Quase um Akira Kushida brasileiro.

Antes de sua breve - e marcante - passagem pela "anisong brasileira", Ronaldo já tinha uma carreira na Música Popular Brasileira (MPB), iniciada em meados dos anos 70, e já compôs cerca de 800 músicas. Várias delas se tornaram bem populares com o tempo, principalmente em rodas de samba. Suas composições já foram cantadas por Alcione, Mart'nália, Arlindo Cruz, Maria Rita, Wilson Simonal, Exaltasamba, Sandra de Sá e até do lendário latino Julio Iglesias.

Ele juntamente com seus filhos formaram uma banda de pagode no fim da década de 90 chamada Ronaldo e os Barcellos. Fez um sucesso mediano com o single "Feliz Aniversário". O grupo rendeu boas músicas que são romanticamente apreciáveis, mesmo pra quem não tem o pagode como gênero musical favorito (como é o meu caso).

Fora da esfera do tokusatsu, dá pra notar facilmente a sinérgica voz de Ronaldo. E é isso que ele transmite nas canções dos heróis japoneses trazidos na época pela Top Tape. Não sei se é por estas séries terem as traduções de abertura e encerramento exibidas diariamente na TV. Mas elas e os temas de inserção (a grande maioria apenas nos discos e fitas) foram as melhores. Tal talento veio pra ficar (trocadilho com uma de suas músicas ao Ninja Olimpíada) nas lembranças de quem acompanhou aquele mágico tempo.

Fica a eterna gratidão à uma lenda viva do tokusatsu no Brasil.


Capa do LP de Jiraiya, cantado por Ronaldo Barcellos