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quinta-feira, 2 de março de 2017

Em Digimon tri., amnésia deixa novo arco arrastado e Piyomon mais mala do que nunca

Piyomon estava estranha nos novos episódios (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Antes de tudo, é legal ver os personagens de Digimon Adventure de volta. A Toei Animation nos tem proporcionado essa chance a cada duas vezes por ano com a nova série Digimon Adventure tri.. Neste carnaval estreou o arco "Perda" com mais quatro episódios. Foi uma das sagas mais sofridas até aqui. Tanto pela amnésia dos Digimons (ocorrida no arco anterior) quanto pelo drama excessivo.

O foco desta vez esteve na dupla Sora/Piyomon. A garota estava mais indecisa (o que é comum na adolescência) e o ser digital estava bem chato e insensível. Apesar do dramalhão, os laços de amizade de ambas se intensificaram. Além das nova mega digievoluções de Piyomon e mais Patamon e Tentomon. A mudança de personalidade de Piyomon superou a dureza que é o drama entre Mei e Meiccomon.

Pra não dizer que os mais recentes episódios de Digimon tri. só tiveram baixos, ficamos sabendo sobre a suposta aparição de Ken Ichijoji, o Imperador Digimon na trama. O último episódio foi importante, cheio de ação, digievoluções demoradas e deu um gancho para o próximo arco intitulado "Simbiose" que vai estrear em algum ponto do segundo semestre deste ano. Lembrando que o mesmo será o penúltimo arco.

"Perda" não é aquele arco empolgante que esperávamos. Perde apenas para o segundo, "Determinação", no quesito chatice. Apesar dos pesares, abriu a porteira para a reta final de Digimon Adventure tri. que promete sacudir com mais revelações. Fica a torcida pra que "Simbiose" seja uma saga marcante tanto quanto foi o primeiro arco deste revival da série clássica.


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A Netflix notificou em seu catálogo que a série tokusatsu Ultraseven X vai ser expirado no dia 1 de abril, quando completa um ano de estreia no canal de streaming. Outra série japonesa que sairá do catálogo é o anime Madoka Magica, que está disponível desde 29 de março de 2014 e vai sair do ar na mesma data deste ano. Se ainda não conferiu esta é a última chance de maratoná-las. Ambas podem ser renovadas antes ou depois do fim do contrato.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Digimon Universe tem a dupla mais chata da franquia

Alguém aí aguenta os berros de Gatchmon?

Esperei alguns episódios pra comentar sobre esse Digimon Universe: Appli Monsters. Desde os primeiros anúncios que dá pra gente perceber que a nova série da franquia da Toei Animation seria mais um caça-níquel pra vender e mais entulhos (leia: brinquedos). Tudo bem, o programa é voltado para crianças e tem mais é que vender isso mesmo. Só que o programa começou de um jeito bem esquisitão.

Não vejo problemas da série usar aplicativos como elementos. Ora, estamos em 2016. Só que não precisa exagerar com trocentos minutos de digievolução. Dá vontade de avançar a cena. O que incomoda de fato é a dupla Haru Shinkai e Gatchmon que não tem a mesma "química" que tinham Tai/Agumon, Davis/V-Mon, Takato/Guilmon, etc. O parceiro Digimon do garotinho de 13 anos foi meio que jogado na marra e saí por aí fazendo o que bem entende. Aliás, talvez Gatchmon seja o Digimon mais mala da franquia. A criaturinha vive gritando e berrando pra lá e pra cá feito um louco. Já Haru é aquela coisa. Um garotinho que se sente "coadjuvante" em tudo. Uma dupla improvável que não deixou nenhuma marca até aqui, convenhamos.

De boas: a trama é meio corrida e tudo bem infantilzinho. Pode melhorar no futuro, mas até agora só os temas de abertura e encerramento se salvam.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Novo capítulo de Digimon tri deixa protagonistas mais tristonhos do que nunca

Patamon e Takeru sofrem bastante (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

O terceiro capítulo de Digimon Adventure tri - chamado "Confissão" - já está no ar mundialmente para os assinantes da Crunchyroll desde a tarde desta sexta (23) no tradicional formato episódico para streaming. No dia seguinte acontece a estreia do filme nas salas de cinema do Japão. Comparado aos capítulos anteriores, este foi o melhor e o mais carregado até agora. O primeiro (Reunião) teve um excelente impacto na dramatização. Essa qualidade se perdeu um pouco no arco seguinte (Determinação) com um Jo (Joe na versão ocidental) e Mimi mais enfadonhos do que de costume. Porém tivemos um gancho que liga o antigo Imperador Digimon, Ken Ichijoji, nos novos eventos.

Em "Confissão", a trama gira em torno da digiescolhida Meiko Mochizuki e de seu parceiro Digimon, Meicoomon - ou Mei-chan - que foi infectado por um vírus. A praga está afetando outros Digimons, especialmente em Patamon. O que deixa Takeru (T.K.) bastante preocupado. Para derrotar Meicoomon, os Digimons precisam tomar uma decisão difícil que pode mudar o rumo e colocar a parceria com seus digiescolhidos em jogo.

Com cinco novos episódios (um a mais que os capítulos anteriores), "Confissão" deixou os protagonistas mais sofridos como jamais vimos antes. Digimon tri culminou ao ponto de deixar a saga mais dramática e mais amadurecida. E claro, isso enriquece mais e mais o enredo. Aqui tivemos mais uma evolução de nível superior. A vez foi de AtlurKabuterimon a se transformar no poderoso HerculesKabuterimon num momento decisivo. Até o momento nada justificou a suposta aparição de Ichijoji, mas algo ficou estranho no ar e tal deverá ser respondido nos próximos episódios. Uma pena que a Toei Animation não tenha preparado alguma homenagem ao cantor Koji Wada, falecido em abril passado. Poderia rolar um "in memorian" em poucos segundos. Em todo caso, bateu uma tristeza ao ouvir a nova versão do clássico tema de abertura. E tristeza é a palavra que define muito bem este arco.

O quarto capítulo se chamará "Loss" (Perda) e está previsto para pintar nos cinemas japoneses em 25 de fevereiro de 2017. Se tudo der certo, o formato episódico será distribuído para o Brasil e o mundo no dia anterior. Perfeito pra quem ficar em casa no próximo carnaval e ver todos os episódios na Crunchy de uma vez.

sábado, 2 de julho de 2016

Há 15 anos estreava Digimon 02 no Brasil

Davis e seu fiel escudeiro Veemon

Há exatamente um ano atrás escrevi aqui no blog sobre a estreia da primeira temporada de Digimon Adventure no ano 2000 (considerando que a data foi uma pré-estreia na extinta Fox Kids e o lançamento oficial por aqui se deu no dia seguinte, no mesmo canal e também na Globo). E na data de hoje, Digimon Adventure 02 completa 15 anos de estreia no Brasil.

Apesar das negociações entre TV aberta e paga serem diferentes, a fórmula se repetiu como no ano anterior. Por esse motivo nós víamos a abertura com músicas diferentes. Na Globo, o tema era uma versão brasileira da música "Target ~Akai Shōgeki~", do nosso saudoso Koji Wada. Já na Fox Kids a coisa era diferente e nada inovadora: aquela musiquinha trash da Angélica estava de volta (e também no encerramento, pra variar). Por isso a abertura ficava em câmera lenta. Pelo menos, os eyecatches eram exibidos no saudoso canal infantil.

Inicialmente, na Globo, começava por volta das 10h45 da manhã, sendo a última atração do Bambuluá. Nas três primeiras semanas do mês, a Globo levava ao ar a última fase da Sessão Aventura. Fazia parte de um tapa-buraco que antecedia a estreia da saga de Majin Boo de Dragon Ball Z.

Na Fox Kids passava nos mesmos horários: às 17h30 e reprise às 21h30. Com a estreia de Digimon Tamers em fevereiro de 2002, Adventure 02 ficou apenas na faixa das nove da noite (após o bloco Invasão Anime) e fazendo dobradinha com a reprise de sua sucessora.

Digimon 02 não conseguiu atingir o mesmo boom da primeira temporada e seu sucesso foi mediano. Agradou a alguns e nem tanto a outros. Foi dublada pela extinta Herbert Richers. O elenco original da versão brasileira estava de volta, com exceção do dublador de Gabumon. Digimon 02 rendeu especiais para o cinema japonês e um deles só veio para o ocidente através do intitulado Digimon: o Filme (copilação de três filmes), lançado no Brasil em home-vídeo e TV aberta/paga.

Foi bom ver como os digiescolhidos estavam após três anos. A introdução de Davis Motomiya (Daisuke Motomiya no original), Yolei Inoue (Miyako Inoue) e Cody Hida (Iori Hida) foram bem casuais. Sempre curti o jeitão engraçado de Davis e torcia pra que ele conseguisse conquistar a Kari. Infelizmente o romance nunca aconteceu e ficou mesmo na intenção. Também tinha o Imperador Digimon, Ken Ichijoji, que rendeu momentos cruciais para a trama. No mais, jogar os digiescolhidos para se confinarem no Digimundo forçaria o roteiro (uma vez que no último episódio foi dito que o tempo deste mundo e da Terra passariam a ser os mesmos).

A reta final de Digimon 02 foi ousada e exagerou um pouco mostrar vários digiescolhidos ao redor do mundo. O que deixou a coisa bem surreal e sem explicação. Por outro lado, mostrou o que aconteceu com os heróis depois de 25 anos da batalha final. Atualmente esse hiato ganhou um acréscimo com o lançamento do Digimon Adventure tri, disponível oficialmente no Brasil via Crunchyroll.

Bom, Digimon 02 rendeu outros momentos bacanas como a aparição de Black Wargreymon. Houve também a digievolução em DNA que fazia a fusão de dois Digimons cada. O resultado fugia da essência das formas reais dos monstrinhos. Tudo pra vender brinquedo e não tenha dúvidas que tinha uma mãozinha boba da Bandai no meio dessa parada.

Foi uma série legal e não tinha como igualar a mesma pegada da clássica primeira temporada de Digimon Adventure. Não foi a melhor, mas foi uma temporada divertida.

PS: No Sana 16, o grupo Henshin Gattai fará uma palestra especial sobre Digimon, em tributo ao cantor Koji Wada. A palestra acontece no dia 17 de julho, no espaço Sana Nostalgia.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Koji Wada deixou duas marcas inesquecíveis na minha memória, como fã de Digimon

Koji durante um show no Sana 8 (Foto: Reprodução/Sana)

Tive a felicidade de assistir a quatro shows de Koji Wada aqui em Fortaleza, em duas edições do evento Sana. A primeira foi em 2008, onde também vieram os cantores Nobuo Yamada, Yumi Matsuzawa e Ricardo Cruz. Todos eles atrações inéditas até então na capital alencarina. Lembro que Koji foi um dos cantores que mais queridos e esperados pelo público. Até ganhou dois apelidos carinhosos da galera: "Keijoada" e "Feijoada". Uma brincadeira inocente pra rimar com o nome dele. No mesmo dia em que se apresentou pela primeira vez no Sana, tive o prazer de tirar a minha única foto com ele (deixei registrado aqui no blog em 2014). Nessa mesma época, Koji disse em entrevista que gostava das músicas da cantora Ivete Sangalo.

Sua última passagem foi em julho de 2010, quando veio junto com Akira Kushida, Ricardo Cruz e a dupla Unicorn Table. Infelizmente não consegui uma foto nem autógrafo. Mas pude assistir aos seus dois últimos shows por aqui, ainda no antigo Centro de Convenções do Ceará. Lembro que quando o evento passou a ser realizado no atual Centro de Evento do Ceará, Ricardo falou sobre o problema de saúde do qual Koji se encontrava. Em homenagem, o brasileiro da banda JAM Project cantou a música "Butterfly" num tom bem contemplativo. Além da música "Sem Barreiras", de ambos. Até por causa da situação, mas com tom de esperança. Que aliás é um dos temas fortes em Digimon.

Koji é um dos cantores que aprendi a curtir e tenho suas músicas, das séries Digimon e de outros trabalhos. Torcia pela sua recuperação e até hoje esperava ver outros shows. Sua voz caiu no meu gosto e de tantos desde as primeiras exibições de Digimon. Infelizmente apenas o tema de abertura de Digimon Tamers, "The Biggest Dreamer" foi mantida durante as exibições na TV, pelo menos na Fox KidsFoi uma grande perda. 

Em sua homenagem deixo a música "Seven", que é a minha favorita da franquia e que ganhou uma nova e contagiante roupagem na série Digimon Adventure tri. e também um registro do Sana 8 com a música "Fire":



sábado, 12 de março de 2016

Em novo novo arco de Digimon tri, Jo "brilha" como o personagem mais chato dos digiescolhidos

Jo chega à perfeição da chatice na nova saga

Assim como muitos fãs de Digimon, fiquei ansioso durante os últimos quatro meses pela estreia deste arco. "Ketsui" (Determinação), o mais novo arco de Digimon Adventure tri (crianças, não custa lembrar de novo, lê-se: "trái"; em inglês) tem um desenvolvimento longo e enfadonho. Tudo bem que um pouco de drama e momentos "kawaii" fazem parte da fase clássica. Só que em "Ketsui" a coisa ficou bem mais exagerada e a impressão é que a coisa andou por uma via parecida com alguma novela da Globo. O que deixou a qualidade aquém se comparado ao "Saikai" (Reunião), o arco anterior apresentado no final do ano passado.

Como as releases anunciaram, o foco esteve em Jo (Joe) e Mimi. Eu esperava mais da participação dos dois. Mimi se mostrou bem egoísta e precipitada num dado momento de risco. Mas quem se revelou o campeão da chatice foi Joe. Sério. Tipo, você espera um tempão por um arco empolgante e dá de cara com o dramalhão de Joe fugindo das batalhas para estudar. Tá certo que ele é esforçado, luta para um futuro melhor como adulto e tal. A indecisão de Jo foi tanta que isso se arrastou praticamente em todos os novos quatro episódios. Nem o Gomamon aguentou tamanha frescura de seu parceiro digiescolhido.

Pra quem esperava uma engrenada de deixar o espectador roendo unhas e babar o chão, vale a pena percorrer essa "via crucis" para assistir até o final. Todo o clímax perdido durante Ketsui foi compensado no último episódio lançado até o momento. Aliás, vale citar a volta dos rivais Leomon e Ogremon. Além do estranho retorno de um importante inimigo. Até agora foi mencionada sobre uma estranha força que está afetando dos Digimons e os influenciando para a invasão no mundo real. Mas o real motivo fica preso num gancho para os próximos episódios (previstos para o meio do ano). É bom prestar atenção em Meiccomon, pois aparentemente é um Digimon bobo/mimado, mas possui um potencial determinante para o que vem por aí.

Agora, fazendo justiça, Mimi e Jo são úteis quando ajudam Palmon e Gomamon, respectivamente, a alcançarem uma megaevolução de deixar qualquer fã de queixo caído. Vibrei mesmo foi com o golpe de um deles. Vocês saberão de qual estou falando quando assistirem. Outro dos poucos pontos positivos de "Ketsui" foi a nova versão da música "Seven", de Koji Wada, que entrou como o segundo tema de encerramento da série/filme. Demais.

PS: Curiosamente, até o fechamento deste post, um certa certa sub muito bem conhecida pela otakada ainda não pirateou os novos episódios. O que é ruim para quem (ainda) depende disso e bom para o novo mercado de animes. Quem assistiu em primeira mão via Crunchyroll só teve a ganhar. Os serviços oficiais estão aí (com preços irrisórios que até uma criança paga brincando) pra quem ainda está na "idade da pedra". Fica a dica amiga deste blogueiro e compare o custo-benefício. Depois não diga que eu não avisei, otakada.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Há 15 anos estreava o Invasão Anime, da Fox Kids

O Cartoon Network e a extinta Fox Kids foram responsáveis pelo boom dos animes na TV por assinatura no início da década de 2000. A gente sabe que a grande febre começou mesmo nos anos 90 com Os Cavaleiros do Zodíaco (sendo que haviam outros animes exibidos por aqui antes de Seiya e cia). Mas esta época também tem sua importância na história dos desenhos japoneses no Brasil. Seja para o bem ou para o mal.

O Invasão Anime foi o primeiro bloco de animação japonesa na TV paga brasileira. Antes a Fox Kids - e também o Cartoon - exibiam animes desde meados dos anos 90. A partir de 2000 esse tipo de programa ficou em evidência nos canais devido às exibições de Digimon, Pokémon e outras séries do segmento. A Fox Kids promoveu uma pré estreia no carnaval de 2001. De 24 (sábado) a 27 (terça) de fevereiro daquele ano o canal fez mini maratonas de animes como Digimon Adventure, Monster Rancher, Flint - o Detetive do Tempo, a pré estreia de Dinozaurs e várias exibições do primeiro filme de Patlabor - inédito até então.

O lançamento oficial aconteceu na quinta-feira pós carnaval, em 1 de março de 2001. O Invasão Anime era o bloco de animes de maior duração diária. Iniciava sempre das 17h30, logo após a dobradinha de Power Rangers. Nos primeiros meses ia até às 20h, mas com o tempo ganhou uma hora a mais. Vale lembrar que entre 2002 e 2003, após as nove da noite aconteciam dobradinhas com reprises das duas recentes temporadas de Digimon até então, seguido do engraçadíssimo Shin-chan a partir das dez da noite. Mas já não eram incluídos no bloco. Ainda assim podem ser consideradas como uma "extensão" do Invasão Anime.

O bloco permaneceu até a extinção da Fox Kids, em meados de 2004, e algumas séries que estavam no ar continuaram no canal Jetix, canal infantil da Disney (também extinto) que ocupou a programação. Não foi o melhor bloco, mas alguns títulos deixaram lembranças, de alguma forma. Outros deixavam a desejar e não batiam de frente contra um bom Toonami.

Relembre os melhores e piores que passaram pelo Invasão Anime:



Digimon

A primeira temporada conhecida como Digimon Adventure estreou em julho de 2000, simultaneamente com a Globo (leia mais aqui). Nos primeiros meses do bloco foram de reprises até a estreia de Digimon Adventure 02 (ou Digimon 2) em julho de 2001. O tradicional horário das cinco e meia da tarde ainda recebeu as séries Digimon Tamers (Digimon 3) e Digimon Frontier (Digimon 4).



Monster Rancher

Antes da estreia na Globo no final de 2000, as aventuras de Genki e seus amigos contra o terrível Moo iniciaram na Fox Kids meses antes. Inicialmente aos sábados. A série ocupou a faixa das seis da tarde. Na Globo o anime foi exibido em substituição de Digimon e teve sucesso mediano.



Medabots

Estreou em 19 de novembro de 2001 - segunda-feira, substituindo Monster Rancher. Se passava no ano 2122 e contava a história de Ikki e seu robô Metabee numa disputa entre os Medabots (Medarot no original japonês). Praticamente na filosofia "Pokémon way of life". O anime, que teve distribuição no ocidente pela A.D. Vision, também ganhou popularidade na programação matinal da Globo. Destaque de dublagem para Wendel Goku" Bezerra como o Metabee, que sempre dizia "Ah, eu sou demais!".




Beyblade

Outro anime caça-níquel que fez carreira no Brasil na Fox Kids, seguido da famosa emissora dos Marinho. O enredo era sobre uma luta entre equipes que utilizavam poderosos peões numa "rinha" de monstros. Estreou no final de 2002, substituindo Medabots no horário das seis.



Flint - o Detetive do Tempo

Foi uma adaptação americana da Saban da série original Jikuu Tantei Genshi-kun (1998~99). Começa no século XXV onde viagens no tempo são comuns. Para deter ações da vilã Petra Fina (cuma?!), Flint, luta com seus amigos para impedir seus ataques. Esse talvez é o anime mais fraco que já passou pelo bloco (sendo um forte concorrente de Super Pig como o pior anime da Fox Kids). Um fiasco para quem "competia" com Dragon Ball Z (via Cartoon Network) na faixa das seis e meia da tarde. As histórias eram extremamente bobas e a gangue de Petra Fina era uma "contraparte" deformada da Equipe Rocket, de Pokémon. Também foi exibido na Globo, mas sem sucesso algum. Que bom.



Patlabor

Dentre os animes exibidos no Invasão Anime, esse era um dos poucos títulos dramáticos já exibidos, ao lado de Digimon. Patlabor (1989~90) tinha como protagonista a ex-jogadora de basquete Noa Izumi, que se une a uma unidade da policia e assume o controle do robô Ingram 01. Patlabor era essencialmente focado no cotidiano dos policiais que pilotavam os Labors (os mechas da série) e seguia um realismo que ia na contra mão de franquias renomadas como Gundam. Os primeiros episódios exibidos no Brasil contavam com as versões originais de abertura e encerramento, mas infelizmente estas ganharam versão em português. Quem assistia, provavelmente se constrangeu com o trecho "Me dê um abraço/Midnight Blue". Como citado no início do post, o primeiro filme (de uma trilogia) de Patlabor foi exibida antes da estreia da série, assim como no Japão. O segundo filme também foi exibido na Fox Kids. A dublagem era carioca e tinha vozes marcantes como de Iara Riça (como Noa), Felipe Grinnan (como Asuma), dentre outros. Infelizmente foi um anime injustiçado pelos próprios otakus da época e também pela Globo, que adquiriu os direitos da série e engavetou no baú do esquecimento. Bem que merece uma nova chance nos dias de hoje e melhor atenção do público.




Shaman King

Estreou em 2002 e é um dos animes mais lembrados daquela geração. Contava sobre um jovem xamã Yoh Asakura, um medium entre o mundo dos vivos e dos mortos que pode se unir a fantasma. Aparentemente pode ser visto como um caça-níquel como Pokémon/Digimon e gerou até falsas polêmicas no meio religioso. Mas tinha uma história séria, tentando chegar aos pés de YuYu Hakusho. Foi dublado pela extinta Parisi Vídeo e contou com nomes conhecidos como Rodrigo Andreatto, Fábio Lucindo, Letícia Quinto, Luiz Antônio Lobue, etc.



Dinozaurs

Adaptação ocidental da série original DinoZone (1998) que misturava animação com computação gráfica. A história era bizarra. Contava sobre a luta jurássica dos Dinozaurs contra os malignos Dragonzaurs que despertam na era moderna. Em meio a isso, Kaito, o garoto protagonista, que descobre o plano dos vilões. Sem contar que era guardião de uma das três adagas Dino que formava uma força vital na Terra. A animação (feita originalmente pela Sunrise) era de má qualidade e o enredo era de quinta. Teve pre-estreia no carnaval de 2001. Amargou apenas seis meses na programação - de 1 de março a 31 de agosto de 2001 na faixa das sete e meia, saiu sem deixar saudades, e passou na Globo apenas por sinal de parabólica. Um dos piores animes que passaram pela Fox Kids. Nem mesmo a imponente interpretação do dublador Walter Breda (o Mestre Ares na dublagem clássica de Os Cavaleiros do Zodíaco) ajudou a salvar o anime.



Shinzo

Outra adaptação americana da Saban que atendia no Japão pelo título original Mushrambo (2000), da Toei Animation. O anime se passava num futuro apocalíptico onde nosso planeta foi rebatizado de Enterra, por consequência de uma conquista dos monstros Enterranos. Três destas criaturas que foram banhados com os poderes de um estranho meteoro se empenham em defender uma sobrevivente humana chamada Yakumo. Assim começava uma jornada para levá-la até o castelo Shinzo. Apesar dos efeitos constrangedores feitos pela Saban, Shinzo tinha uma boa história e o lado sombrio foi mantido (dentro dos padrões norte-americanos). Estreou no Invasão Anime em 3 de setembro de 2001 (coincidentemente a mesma data de estreia de Samurai X no Cartoon) e substituiu dignamente Dinozaurs na faixa das sete e meia. Foi reprisado sequencialmente no bloco e ganhou uma única exibição na TV Globinho em abril de 2002.




Músculo Total

Mais conhecido no Japão como Kinnikuman (um grande clássico da Shonem Jump), o lutador passou no ocidente com distribuição da 4Kids Entertainment, a mesma de Pokémon e Yu-Gi-Oh! fora do Japão. Estreou em julho de 2003 na faixa das sete e meia da noite, substituindo Shinzo.


Autopista

Esta era uma animação sul-coreana. Era baseado em corridas de carros por controle remoto e apresentava o pequeno Jimmy que foi transportado para um mundo de um jogo que dá o nome à série (Track City no original). Jimmy, junto com os novos amigos, tinham que deter um vírus maligno. As coisas ficam confusas quando o sistema do jogo se engana e pensa que o protagonista é o Piloto Lendário. A dublagem paulista contava com Yuri Chesman (o Gohan adulto de Dragon Ball) como o protagonista. Estreou em meados de 2001 e inaugurou a faixa das oito da noite no bloco. Simplesmente era o mais leve que passou pelo Invasão Anime e tinha apenas 26 episódios.




Os Cavaleiros de Mon Colle

Em junho de 2002 a Fox Kids estendeu o bloco Invasão Anime para mais uma hora. A faixa das oito da noite foi inaugurada com Os Cavaleiros de Mon Colle (distribuído pela Saban Entertainment). Estreou sem muita divulgação e suas chamadas no canal eram medonhas. Tinha como protaginista Rockana, uma garota de 11 anos que viaja para uma outra dimensão ao lado de seu melhor amigo Mondo, afim de reunir seis elementos, antes que o vilão Eccentro pegue primeiro. O anime tinha humor excessivo e infantiloide. Foi dublado pelo extinto estúdio Herbert Richers. Mon Colle jamais foi exibido na TV aberta.



Transformers: Nova Geração

Também estreou em junho de 2002, inaugurando a faixa final das oito e meia. Originalmente como Transformers: Car Robots (2000), chegou no ocidente via Saban como Transformers: Robots in Desguise. Sem adrenalina, os fãs torceram o nariz para a então nova série. A Herbert Richers, que dublou a série clássica, fez mais esse trabalho e vale destacar Guilherme Briggs como Optimus Prime.



Transformers: Armada

Estreou em meados de 2003 no lugar da série anterior.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Digimon Adventure tri dublado sim, mas sem a música chata da Angélica

Angélica na abertura brasileira de Digimon (Foto: Reprodução/Globo)

Não demorou muito para os fãs dos seres digitais cogitarem novamente a campanha para a dublagem de Digimon Adventure tri. Particularmente, também torço muito pra que isso aconteça um dia. Os organizadores do grupo Operation Adventure criaram um abaixo-assinado pra que a série (filme) venha para o Brasil via Netflix, já que o serviço de streaming é o mais viável para trazer conteúdos dublados. Isso quando há licenciamento local ou quando o serviço lança algum título exclusivo (lê-se: selo "Original Netflix"). Vale reforçar que tri já está oficialmente licenciado no Brasil via Crunchyroll apenas com o áudio original e legendas em português. Claro que isso foi um outro tipo de licenciamento que atinge o nosso e outros países. Não dá pra reclamar, né? Então sejamos gratos a Toei Animation e vamos dar a resposta assistindo pela plataforma oficial.

Caso Digimon Adventure tri venha a ganhar uma versão dublada no futuro, um licenciamento local deverá ser feito. Em meio a tantos pedidos, tem lá alguns fãs nas redes sociais pedem pra que Angélica volte a cantar o tema brasileiro. Sério mesmo? Tudo bem que marcou época e tudo mais. Só que hoje em dia não cola de jeito maneira. Ainda mais que tri é uma produção que coloca Digimon num patamar acima do que vimos na série de TV.

A "clássica" musiquinha foi uma herança da versão americana da Saban. Ainda bem que as masters foram trazidas diretamente do Japão e não tivemos cortes. Apesar de muitos nomes e termos serem ocidentais. Bom mesmo é ouvir o "Butterfly", "I Wish" e "Brave Heart", mesmo que nas versões atualizadas. Mas ouvir uma nova versão do "Digimons/Digitais/Digimons são campeões" é intragável. Dá vontade de trocar o áudio pra ouvir o Koji Wada arrebentar. Claro que Angélica não é o problema em si, mas sim o ritmo e a letra que ajudaram na pavorosidade da coisa.

Fazendo justiça: Angélica poderia cantar um tema brasileiro inédito. Só que com um toque mais maduro e que se encaixe com tri. Considerando que sua voz não é tão adequada ao tom dos temas originais. Assim ela não ficaria de fora, hein?

sábado, 21 de novembro de 2015

Digimon Adventure tri começa mais dramático que a própria série de TV

Digimon de volta oficialmente ao Brasil

Foi uma grata surpresa da Toei Animation presentear os fãs do Brasil e do restante do mundo com a primeira parte da nova série Digimon Adventure tri. Os quatro episódios da primeira parte intitulada "Reunião" chegaram nesta sexta (20) - um dia antes da grande estreia nos cinemas japoneses.

Por um lado é uma felicidade assistir primeiro que o Japão (ou simultaneamente). Por outro lado, fica minha indignação contra alguns grupos nas redes sociais e até de fansubs que estão desrespeitando o material oficial do qual se dizem serem "fãs" apoiando a pirataria. Sim, os mesmos que estão aí chorando pelo fim da "plataforma" criminosa Mega Filmes HD (que lucrava clandestinamente e não pagava pelos direitos autorais). Lamentável, pois essa turma poderia muito bem estar comemorando essa vitória mundial, dizer NÃO à pró-pirataria, serem mais gratos a Toei em trazer a série em primeira mão e incentivar o público a caminhar pela via correta. A audiência de Digimon poderia triplicar e fazer jus ao próprio título antes que isso cause prejuízos maiores no futuro. Particularmente falando por um lado mais lógico da realidade, fico feliz em ver o resultado positivo dos trocadinhos meus e do restante do público (que não é caro como dizem os opositores) que apoia conscientemente a indústria do entretenimento de séries japonesas.

Mas vamos ao que interessa: Digimon Adventure tri começou trazendo aquela nostalgia esperada. Inevitável. Mostrou o que aconteceu com os Digiescolhidos após seis anos do fim da primeira temporada. Contrariando alguns revoltadinhos, a linha também é uma sequencia de Digimon Adventure 02 (Digimon 02 no Brasil). No começo vemos silhuetas de Daisuke (Davis), Miyako (Yolei), Iori (Cody) e Ken sendo atacados. Tudo muito rapidamente e sem explicação alguma por enquanto. Antes que alguém crie alguma teoria de que "eles foram apagados da história", é preciso prestar bem atenção em simples detalhes. Como os digivices de Takeru (T.K.) e Hikari (Kari) ainda estarem modificados em relação aos demais veteranos. Aliás, tri (lê-se: "trai"; em inglês, e com a inicial minúscula mesmo) é devido a ser uma terceira temporada do clássico Adventure. Ainda é estranho o porquê dos digiescolhidos de Adventure 02 não serem mencionados durante estes episódios ou sequer os personagens se lembrarem deles para se reunirem.

Adventure tri serve para mostrar os heróis na adolescência. Todos seguindo seus rumos e muito ocupados. Legal ver alguns lances românticos passarem de leve enquanto nada é assumido. Sabe aquela queda de Taichi (Tai) por Sora? Então, isso é levemente explorado no primeiro episódio. Sua timidez é perceptível logo nos primeiro minutos quando ele a vê recebendo um convite de Yamato (Matt). A impressão é de que Yamato e Sora ainda não são namorados. Quem assistiu Digimon 02 sabe que ambos se casam e tem dois filhos no futuro. Curioso também é ver a queda de Koshirô (Izzy) pela Mimi. Afinal, ela passou muito tempo nos EUA e agora está com 15 anos.

O pano de fundo da nova trama é uma equipe de investigação que pesquisa sobre o Digmundo e descobriu que um vírus está afetando Digimons, fazendo com que eles ataquem nosso mundo. Ainda não está totalmente esclarecido. Isso é um ponto que pode render muito mistério e impulsionar a dramaticidade de Digimon. Até aqui houve um rápido feeling de Digimon Tamers. Outra excelente série da franquia. "Reunião" inseriu uma nova digiescolhida, que ainda não há muitas informações sobre ela, além de seu próprio Digimon.

As digievoluções foram modificadas, mas poderiam ser melhoradas em CG. Bem, nada que venha estragar. Além disso, os temas de abertura e encerramento também foram recauchutadas. Uma pena que Koji Wada esteja com a voz estranha, devido a problemas de saúde. Mas nada mais digno de convidá-lo a cantar. Algumas BGMs também foram recauchutadas e tivemos também novas BGMs feitas para tri.

Digimon Adventure tri ganhou mais qualidade. Tanto em roteiro quanto em visual. De início é estranho pra quem viu a mudança pelos primeiros materiais promocionais, mas impossível não se acostumar. Ou melhor, se admirar com os traços. E pensar que um fandom japonês pensou em querer boicotar Adventure tri por causa dos traços feitos por Atsuya Uki, o mesmo de Cencoroll e Tsuritama (este último é exibido no Brasil também via Crunchyroll Brasil).

Digimon Adventure tri começou triunfalmente e seu desenvolvimento é melhor que a própria série. Sinal de que Adventure cresceu bem como os digiescolhidos. Mais um ponto que derruba o mito dos incautos que ainda pensam que Digimon é uma série "infantil". E é em partes. O que não significa necessariamente que seja ruim. Agora só resta esperar até o dia 12 de março (ou antes) para vermos a próxima parte, chamada "Determinação".

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Petição para Power Rangers no SBT não faz o menor sentido


Recentemente surgiu na internet uma petição que reivindica a ida da franquia Power Rangers para o SBT. Atualmente as séries são exibidas na TV aberta via Band nos finais de semana na faixa das seis da madrugada. O texto da tal petição se resume apenas em um único parágrafo que diz o seguinte:

"Queremos um horário decente e uma valorização maior a série, nós fãs queremos acompanhar devidamente na televisão aberta. Achamos que o SBT é o único canal capaz de valorizar o seriado para exibir adequadamente Power Rangers para as crianças e adolescentes em um bom horário."

Não quero aqui desmerecer a iniciativa dos fãs que estão se reunindo. Mas a tal petição falha em vários pontos. Pra começar, o texto não argumenta o tal motivo pra que seja exibida na emissora paulista ou sequer é defendida a tese de que o SBT é o canal mais "adequado" pra passar a franquia. E sequer há uma compreensão sobre direitos de exibição e licenciamento.

Quem acompanha a TV brasileira há longa data sabe que o SBT, apesar de ter uma boa programação, vive mudando a programação e às vezes sem aviso prévio. A crise de programação mais memorável foi em meados de 2006 quando Silvio Santos resolveu mudar semanalmente sua programação. E o que é pior, na época, o site da emissora deixou de veicular a programação dos dias seguintes, se resumindo apenas ao dia presente. Já pensou se o SBT resolvesse alternar episódios de temporadas diferentes como acontece com o Chaves? Realmente não dá.

Tá certo que a Band já exibe Power Rangers há um bom tempo e eles podem passar pois tem contrato com a Nickelodeon, que é quem detém dos direitos da franquia atualmente (com exceção de Power Rangers Megaforce em diante, aqui no Brasil). Se for por condições de horário, a tal petição deveria ser direcionada para a Band e com as solicitações detalhadamente explicadas.

Mas eu me pergunto: por que fazer tal pedido se hoje em dia a TV está perdendo parte do espaço para os serviços streaming/on demand? No caso do catálogo da Netflix tem todas as temporadas da franquia. De Mighty Morphin até o Super Megaforce (o Dino Charge deve chegar em breve). Sem contar que há mais séries da Saban por lá como o re-version da primeira temporada, e temporadas completas de VR Troopers, Beetleborgs e As Tartarugas Ninja: The Next Mutation. Com um catálogo imenso nas mãos - por custo acessível - dá pra maratonar ou criar uma programação diária/semanal própria. Bem melhor do que esperar ou depender de horário ou da boa vontade dos canais, não é mesmo?

E pra não dizer que sou contra à petições, a que está sendo mais consistente e justificada é o abaixo-assinado que pede pra que a Netflix adquira os filmes inéditos do Digimon e mais o Digimon Adventure tri, que estreia no Japão em novembro que vem. Essa tem o apoio do dublador Ricardo Juarez, o narrador brasileiro das três primeiras temporadas do anime.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nostalgia: Os 15 anos do fenômeno Digimon no Brasil

O anime foi febre na Globo

Na história dos animes no Brasil, houve três momentos marcantes que causaram um grande boom de popularidade e moveram marketing devastadores por parte das emissoras brasileiras. O primeiro fenômeno do gênero acontecia com Os Cavaleiros do Zodíaco na extinta Rede Manchete (entre 1994 e 1995), a segunda com Pokémon na Rede Record (entre 1999 e 2000) e a terceira foi com Digimon (entre 2000 e 2001). Há exatamente 15 anos atrás o país, que já enfrentava uma febre com os monstrinhos de bolso, agora passaria a vivenciar uma nova aventura e mais emocionante e desenvolvida do que Pikachu e cia.

A grande concorrência fora do Japão começou nos EUA, onde Pokémon estava perdendo audiência para os seres digitais que surgiam nas manhãs de sábado. Havia um marketing super agressivo pra que toda a popularidade fosse impulsionada e a trama caísse no gosto da molecada gringa.

No Brasil a coisa não foi diferente. A disputa foi praticamente declarada meses antes quando a revista Veja cobriu uma reportagem sobre a vinda da série da Toei Animation, licenciada pela Imagine Action. Daí podia-se sentir mais um sinal de briga pela audiência entre as emissoras de Roberto Marinho e de Edir Macedo. Cogitava-se também a aquisição do então novo anime pela Record, mas a coisa não se concretizou.

Assim como Pokémon virou carro-chefe na programação do canal do bispo no fim do milênio passado (com direito a menção num especial de natal da Escolinha do Barulho), a Globo investiu pesado na divulgação daquele que seria o desenho mais badalado do segundo semestre do ano 2000. Pra se ter uma ideia, chamadas do lançamento surgiam em pleno horário nobre, durante os intervalos da novela das oito Laços de Família e também da revista eletrônica dominical Fantástico (onde ganhou matéria especial para promover o lançamento). Isso sem mencionar anúncios em revistas e jornais, por exemplo. E para completar (ou estragar alguma coisa), Angélica foi chamada para interpretar o tema de abertura. Infelizmente, no lugar da eletrizante música Butterfly, do cantor japonês Koji Wada, tivemos uma medonha melodia que dizia "Digimons/Digitais/Digimons são campeões". Algo que foi herdado da versão americana, feita pela Saban Entertainment (a mesma de Power Rangers). Mas por sorte as matrizes que vieram foram trazidas diretamente do Japão, com exceção do filme 3 em 1 copilado pelo estúdio americano.

Para reforçar ainda mais, a Fox Kids fez uma pré-estreia no domingo, dia 2 de julho, com a exibição dos dois primeiros episódios - das 19h00 às 20h00. A grande estreia de fato acontecia no dia seguinte. Nas manhãs do programa infantil TV Globinho (edição de férias), e nos fins de tarde da Fox Kids, às 17h30 e com reprises às 21h30. No canal pago, o anime tinha até exibição nos fins de semana. Porém, os episódios inéditos iam ao ar regularmente de segunda à sexta. Ou seja, quem não podia assistir de manhã, tinha mais duas chances à noite (caso tivesse TV por assinatura, claro). Um timing perfeito que nunca foi visto igual para um anime no Brasil. Vale lembrar que a partir da quarta semana de exibição, a Globo passou a exibir Digimon num segundo horário pelas manhãs, desde o primeiro episódio. Outra chance pra quem tinha perdido ou quem quisesse ver mais uma vez.

A dublagem realizada pela extinta (e lendária) Herbert Richers foi um grande primor de destaque. Já que a grande maioria dos animes eram dublados em São Paulo. O elenco carioca conquistou mais uma vez, agora com a então mais nova sensação do momento. Inclusive, Hermes "Seiya de Pégaso" Baroli estava passando uma temporada dublando no Rio de Janeiro.

A primeira temporada (originalmente intitulada como Digimon Adventure) foi lançada em DVD via Focus Filmes, em 2010. Servindo indiretamente como parte das comemorações de uma década completa do anime no Brasil. Mas apenas duas boxes - de quatro volumes previstos - foram lançados e em todos os episódios os eyecatches foram cortados. O mesmo corte de vinheta de intervalo voltaria a se repetir no primeiro box do tokusatsu clássico Comando Estrelar Flashman (exibido nas emissoras Manchete, Record e CNT/Gazeta), também lançado pela Focus no fim do mesmo ano.

Sem dúvida, a primeira temporada é a mais nostálgica de todas e a mais marcante. Não que as demais séries não mereçam atenção, mas é a que tem maior apelo para uma continuação. Digimon Adventure tri (lê-se: "trai"), filme de seis partes que será lançada no Japão a partir de novembro, é uma boa pedida para atender um público mais ávido por nostalgia.


segunda-feira, 16 de março de 2015

TV Globinho merece sim sua extinção e digo o porquê

Dragon Ball foi limado no programa por várias vezes

No final do ano passado eu comentei aqui no blog sobre o fim da TV Globinho. Lá no post eu disse o público do programa infantil não estava dando a mínima nos últimos tempos pela falta de animes na programação. Citei também que na época em que o programa de Fátima Bernardes assumiu seu programa no horário matinal, muitos dos que não estavam nem aí pra TV Globinho se manifestaram e fizeram um mimimi nas redes sociais pela volta do programa. Aliás, a TV Globinho ficou apenas aos sábados e ainda assim teve gente que "enterrou" prematuramente o mesmo. Como se houvesse uma dependência pela programação.

Desde o anúncio do fim da exibição semanal da TV Globinho, eu vejo esses mesmos mimimis crescerem vertiginosamente e sem contextualização alguma. "Falta de contextualização" é pouco pra descrever. Falta também bom senso e coerência. Senão, vejamos: é possível contar nos dedos os programas infantis que sumiram em outras emissoras nos últimos 15 anos. Principalmente de animes. O Band Kids, por exemplo, antigamente era formado por animes na época da personagem Kira (interpretada pela atriz Renata Sayuri). O bloco sumiu por um tempo e voltou com desenhos da Nickelodeon. De animação japonesa, tinha Os Cavaleiros do Zodíaco, que não teve um bom tratamento. Não vou citar e deixo essa pra se puxar pela memória. Ninguém chiou e ficou por isso mesmo.

Na Record, além de Pokémon como carro-chefe, tinha o tokusatsu Ultraman Tiga que foi tirado do ar, pela própria Eliana (leia mais aqui), e quase ninguém reclamou. O mesmo aconteceu com o anime Sailor Moon R que nunca foi concluído por lá. E isso pra não citar o bloco TV Kids, da RedeTV!, que sumiu do mapa e ninguém fez um apelo nas redes sociais.

E agora é a vez da Globo contar os dias da TV Globinho. Não tiro o mérito do programa, pois teve o seu valor. E reitero minha opinião dizendo o seguinte: a TV Globinho já deu o que tinha que dar. Fez sua contribuição e não fará falta alguma, a não ser por alguns desenho que lá estiveram. Tinham séries boas e ruins. Enfim, foi uma fase que se foi. Assim como foi o Globinho, Xou da Xuxa, TV Colosso, Angel Mix e Bambuluá (que, aliás, ninguém fez comoção por estes programas).

E qual o problema de haver programas informativos pela manhã como o Bem Estar e Encontro com Fátima Bernardes? Teve gente que (pasmem!) amaldiçoou os apresentadores destes por simplesmente eles estarem lá substituindo a TV Globinho. Saiba que eles estão lá pra fazer os seus trabalhos como profissionais. E nenhum deles tem culpa disso. E se há um culpado, ou melhor, culpados pela extinção da TV Globinho são os próprios telespectadores. Especialmente os otakus/fãs de anime.

Outra coisa que não dá pra entender é a comparação que fazem nas redes sociais afora. Tipo: "com TV Globinho" apresentando animes e "sem TV Globinho" mostrando crianças bebendo/fumando. São duas coisas diferentes que não dá pra comparar. Então vamos combinar uma coisa: observem aí a programação matinal diárias das TVs aberta americanas e japonesas e vejam se lá tem crianças que fumam e bebem porque as programação de lá são voltadas para as donas de casa. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, minha gente.

Antes que alguém diga que estou defendendo a Globo, não se trata disso. Assim como qualquer emissora, ela tem suas virtudes e presepadas. E se tratando de anime, sabemos que ela nunca foi tão amigável com as séries japonesas. Quem não lembra aí dos cortes grotescos que ela fazia com animes como Dragon Ball Z, por exemplo, que passava num horário inadequado (pela manhã). E já pensou se Os Cavaleiros do Zodíaco fosse pra lá? Seria uma catástrofe infernal, concorda? O mimimi seria de mesma intensidade - e eu não tiraria a razão. As séries Digimon são caso raro, pois tiveram tratamento e divulgação muito bem trabalhada. Porém, é preciso que se diga que a temporada Data Squad (Savers no original) foi cancelada após 20 episódios exibidos por falta de audiência. Se há falta de audiência, pode haver duas circunstâncias: falta de tempo (pois há pessoas na escola/faculdade/trabalho) ou falta de força mesmo do público específico que estaria livre no turno. E nem falo de público infanto-juvenil, mas também dos adultos que ainda acompanham animes/cartoons e programas do gênero. Os cortes que a Globo fazia também influenciavam - e muito - na baixa audiência. No entanto, tais protestos não fazem sentido em ângulo algum.

A TV Globinho tem o fim que merece. Não pela suposta censura, mas pelo saudosismo nonsense e a falta de apoio dos próprios telespectadores - que acordaram tardiamente para reclamar. O futuro da programação infantil está na TV por assinatura e nos serviços oficiais de streaming. Os tempos são outros, mas parece que o público (sem generalismo) que viver de passado que nem museu. Agora veja bem: eu não sou a favor do fim do programa em si, mas da reformulação da programação para o fim de semana. Como estará até o final deste mês. Ainda temos o Sábado Animado, do SBT. Este está longe de acabar, embora Silvio Santos esteja com planos de trocar o Bom Dia & Cia pela ampliação do SBT Jornal. Alguém cortaria os pulsos, choraria ou xingaria o nosso amigo "patrão" por estes programas também?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O futuro chegou! Bem-vindos a 2015

Present time: 2015

Enfim, estamos em 2015. Um ano bastante esperado, principalmente para os fãs e amantes da trilogia De Volta para o Futuro. Depois de um "recesso" de fim de ano, cá estou de volta para atualizar este blog. 2014 foi um ano de momentos legais e marcantes para a cultura pop. Pra mim, a breve passagem de 24 Horas: Viva um Novo Dia e os 20 anos d'Os Cavaleiros do Zodíaco foram os momentos ápices.

Neste ano estou no aguardo da primavera japonesa (outono brasileiro) para as estreias dos animes Os Cavaleiros do Zodíaco: Soul of Gold e Digimon Adventure Tri. Ambas são continuações de animações que fizeram parte de minha infância e adolescência, respectivamente, e quero acompanhá-los e me aprofundar mais e mais nestes dois universos. Claro, sem deixar de acompanhar os principais animes da atualidade e caçando antigos e recentes títulos da animação japonesa para assistir e agitar os meus fins de noite da minha "Manchete" particular. Afinal, sempre é bom explorar novas e velhas histórias pra não ficar na ferrugem, né? (rsrs) O universo dos animes é bastante vasto e precisa ser divulgado para aqueles que, por algum motivo, ainda estão presos no tempo e acham que o gênero está "minguando em conteúdo". Pra isso continuarei tecendo minhas recomendações e balanços das produções que hei de assistir.

2015 será um ano interessante também para os tokusatsus, para as séries americanas, para o cinema, e o que mais de interesse vier a nos distrair nas horas de lazer. Um ano a se comemorar e repensar nostalgias. Logo logo vamos bater parabéns para os futuros trintões do ano: Jaspion e Changeman. Duas séries que marcaram gerações de muitos marmanjos (como eu) e que abriu um leque de outras séries japonesas em nosso país a partir dos anos 80. Falando nos heróis, no final do mês estarei ao lado dos meus companheiros do Grupo Henshin Gattai para palestrar sobre Jaspion e Changeman no SANA Fest 2015, aqui em Fortaleza-CE nos dias 24 e 25 de janeiro. Ainda sobre tokusatsu, o Universo Ultra está em acensão no Brasil devido a chegada de séries e filmes nas plataformas de streamings. Com calma vou acompanhando e passar minhas impressões no momento certo. E ainda também sobre nostalgia, irei falar - a qualquer hora - sobre uma antiga novela (global) que também completa décadas e que estarei a rever em breve. Por que não? Por enquanto, deixo uns "cinco minutos" de suspense.

Que o ano do futuro seja um dos melhores e que venham boas surpresas pra todos nós. E vamos que vamos. Peguem seus hoverboards e... ao ataque!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Digimon Adventure retorna em 2015


Neste ano o anime Digimon Adventure comemora 15 anos. Para a comemoração da franquia dos seres digitais, houve no Japão um evento especial de aniversário. Sugestivamente no dia 1 de agosto (sexta-feira).

Neste evento, foi anunciado oficialmente uma continuação das aventuras de Tai (Taichi no original) com previsão para a primavera de 2015. Assista ao vídeo de divulgação da nova série:


O vídeo mostra uma mensagem que apresenta uma mensagem que indaga como seria o mundo caso Tai e sua turma não tivesse ido ao Digiworld. No final do vídeo, a mensagem aponta Tai com 17 anos nos dias de escola. Há também as datas de relançamento dos filmes e temporadas em Blu-ray.

Digimon Adventure passou no Japão entre 7 de março de 1999 e 26 de março de 2000 nas manhãs de domingo da Fuji TV. O anime gerou uma sequencia direta chamada Digimon Adventure 02 e mais quatro séries. No Brasil, Digimon foi o terceiro fenômeno da animação japonesa nas TV aberta, bem como na TV à cabo.

Digimon completa 15 anos no Brasil em julho do ano que vem.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cartoon Network adquire Digimon Fusion e Power Rangers Super Megaforce


Depois de confirmar a exibição de Power Rangers Megaforce, o Cartoon Network Brasil acaba de confirmar mais duas aquisições da Saban Brands: as séries Power Rangers Super Megaforce e Digimon Fusion (Digimon Xros Wars no original)Por sinal, a parceria está dando certo. Contrariando várias afirmações que duvidavam da mesma. Com isso, Digimon deixa o Disney XD, onde ficou por lá desde o ano 2000, quando o canal ainda atendia pelo nome da extinta Fox Kids (onde atingiu o seu auge junto com a Globo nos primeiros anos). Curiosamente, fará "concorrência" com Pikachu e cia no mesmo canal.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A possível re-ascensão dos animes no Brasil em 2014


Por sinal as emissoras brasileiras de televisão e distribuidoras locais estão voltando a investir no mercado dos animes. Isso é um bom sinal pra quem apenas tem a internet como refúgio. O sucesso de bilheteria do filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses, que arrecadou cerca de R$ 4 milhões, pode ser considerado como um começo de uma nova chance para as animações no Brasil. Ou quem sabe uma porta aberta para um filão de novas séries do gênero.

Após o anúncio da PlayTV quanto ao retorno das séries no canal, houve um grande "pipocar de fogos" dos otakus. Além do tempo que esse tipo de produção esteve fora da grade da emissora, as expectativas giram em torno da interrogação sobre quais séries serão veiculadas. Certamente seriam duas das que quais já foram ao ar no extinto bloco Otacraze. Ou quem sabe, talvez, duas séries inéditas que poderiam ter sido licenciadas em off e serem anunciadas em breve, antes da estreia. Pra ser honesto, a segunda opção é a mais improvável. Mas sabe lá o que a PlayTV está planejando para melhor investimento.

O que vem a ser grande chamariz da vez é o filme Saint Seiya: Legend of Sanctuary. A Toei Animation sabe da importância dos Cavaleiros do Zodíaco em nosso país. Nos bastidores da "toda-poderosa" nipônica, há um forte interesse num lançamento simultâneo no Brasil. Além de França, México e Argentina, onde a série passou e fez sucesso. O filme deve estrear depois da Copa do Mundo. Sabendo da correria que será por aqui por conta do evento esportivo -- começando meses antes -- a Toei estudou a possibilidade de previsão entre o final de julho e início de agosto. Sem dúvida é uma decisão acertada, pois é mais tempo ganho para as divulgações serem trabalhadas com mais afinco. Para nós, brasileiros, o momento será um marco inesquecível para a prévia das comemorações dos 20 anos da série no Brasil, em setembro próximo.

2014 tem tudo para ser um ano de um pontapé inicial de uma nova fase de animes no Brasil. Depois de um jejum de alguns anos sem uma série que causasse um burburinho como no tempos áureos de Cavaleiros, Dragon Ball, YuYu Hakusho, Pokémon, Digimon, InuYasha e tantos mais. Antes do hiato, tivemos o bloco TV Kids da RedeTV! que não teve um boom suficiente como deveria no horário nobre. Além da série Naruto no SBT, que teve maior projeção devido aos fansubers. 

Pra que tal aconteça agora, três fatores são de extrema importância: As emissoras e as distribuidoras, para que formem parcerias sólidas afim de planejem melhores horários e divulguem os produtos com mais agressividade. Logo a terceira opção é o X da questão: os próprios fãs! Sem a participação destes (me incluo nessa) para uma melhoria na comunicação, um novo boom poderia avassalar um maior reconhecimento da cultura popular japonês entre os brasileiros. Já temos há mais tempo os eventos, mas precisa-se de mais na TV e no cinema nacional. Outra coisa que seria fundamental são pesquisas onde os fãs pudessem opinar em relação a novas séries que gostariam de ver na TVs aberta e paga e como as exibições destas deveriam ser tratadas. De preferência, na íntegra (sem cortes!) e em horários acessíveis ao público. O que seria uma boa chance do telespectador interagir com os programadores e estes nos ouvirem em plena era digital. Só não vale retrair e dizer que "a TV brasileira está brega", "fico só com os que estão na internet" e tal. O segredo é reclamar menos e expor mais ideias. ;)