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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Cultura pop sul-coreana é um exemplo de unidade que deveria ser seguido no fandom brasileiro de tokusatsu

A Lenda, um das séries sul-coreanas na TV brasileira

Outro dia eu andava num shopping center e vi um espaço temático totalmente dedicado à cultura pop sul-coreana. Coisas como amostras de K-dramas e o já tradicional K-pop. Incrível como essa cultura ganhou notoriedade em poucos anos. Goste ou não, é um fenômeno e só tem a crescer e conquistar novos adebtos. Seja de séries do gênero, seja do estilo musical.

Na esfera musical, o K-pop conquistou espaço em eventos de cultura pop/geek. Por um lado ganhou evidência, por outro divide espaço com a cultura pop japonesa (animês, cosplays, mangás, etc). Já as séries de drama tem popularidade há longa data no Brasil. Nos últimos anos os fãs só tiveram o que comemorar com a chegada de várias séries licenciadas no Brasil. Além de títulos na Netflix, há um canal oficial de streaming específico para este nicho, o DramaFever (equivalente a uma Chunchyroll para dramas da Coréia do Sul). Isso sem contar com uma faixa dedicada na Rede Brasil. Atualmente a emissora paulista - que exibe os animês Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z em horário nobre e em alta-definição - apresenta a reprise da série Happy Ending, que está em sua reta final. Em fevereiro será substituída por outro drama, A Lenda.

Tudo isso é resultado da união dos próprios fãs que fazem o fenômeno acontecer. Não sei você, mas isso me faz pensar no fandom brasileiro do gênero tokusatsu. Uma parte tem seus público fiel, que realmente valoriza materiais quando vem pra cá, reclamam pouco e são unidos. É o tal do "nicho do nicho". Fora dele não dá pra ver a coisa crescer como deveria. Infelizmente ainda se vê materiais licenciados sendo pirateados, desunião de fãs, falta de informação nas redes sociais, intolerância e até disputas (que só existem na mente de quem se acha que está sendo disputado). Claro que isso não implica ao fandom inteiro, veja bem. Tem muita coisa bacana sendo feita, principalmente na internet e com parcerias sérias.

A coisa vem mudando a passos lentos. Porém está longe de alcançar o mesmo fenômeno construído pelo fandom dos dramas e da música sul-coreana. Falta muita coisa ainda pra engrenagem andar mais rápido, a começar maturidade de algumas cabeças (que já passaram dos 30, diga-se). Talvez uma real ascensão do tokusatsu seja improvável ou anos-luz de acontecer. Porém não impossível. Basta cada um fazer sua parte e entender determinados conceitos.

Que o exemplo dos fãs de K-drama e de K-pop sirva de lição para quem, lamentavelmente, ainda não aprendeu com os nossos queridos heróis japoneses.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mente quem diz que o Ultraman é velho. Bin Furuya comprovou exatamente isso na CCXP

O encontro épico de Bin Furuya, Austin St, John e Kenji Ohba (Foto: Divulgação/4 Fun Fest)

Tem uma música do veterano grupo musical MPB4 que diz no refrão "mente quem diz que a Lua é velha". Essa foi minha inspiração no título acima pra desmistificar algo que ouvi falar há algum tempo e que talvez você também tenha se deparado. Algo como Ultraman é "velho", que é "ultrapassado" e que "ninguém gosta mais da série". Pura desinformação. Um absurdo sem cabimento. Ultraman é a alma e a essência do tokusatsu. Talvez alguém que se declara fã do estilo diga que não gosta da franquia. Ele pode pensar que não gosta, mas com certeza já curtiu elementos bem presentes em produções oitentistas e que continuam até os dias de hoje, certo? É só ver Jaspion e Power Rangers, por exemplo, que dá pra encontrar fácil fácil.

É estranho ouvir falar que gosta de tokusatsu e não curte a Família Ultra. Seria o mesmo que alguém falar que gosta de HQ e não curte um Superman, um Batman ou um Homem-Aranha. Contraditório, não? Pois bem. Mas a questão aqui não é exatamente sobre gosto pessoal de cada um e sim tentar mostrar mais uma vez (sem querer, mas já mostrando) que Ultraman continua muito bem atrelado ao gênero e continua atravessando gerações. E uma má notícia pra você que de repente torce o nariz para o gigante: ele vai continuar assim nas próximas décadas.

Eu não pude ir para a CCXP, mas acompanhei alguma coisa ou outra por fotos de amigos, vídeos de canais do YouTube e até envios de leitores. Lá na fan page do blog no Facebook há alguns registros bem bacanas. Quem esteve lá pode expressar melhor como foi a experiência, mas quem acompanhou de longe pôde notar de alguma maneira que o evento foi épico. Mais precisamente sobre atores de tokusatsu, lá estavam Austin St. John (o Jason de Power Rangers), Kenji Ohba (o nosso eterno Gavan) e Bin Furuya (dublê do primeiro Ultraman e intérprete de Amagi em Ultra Seven). Queria ter visto e conversado com os três se eu pudesse estar lá em SP e quem sabe entrevistá-los.

Power Rangers conquistou uma geração que acompanha a franquia nipo-americana há quase 25 anos. Já Gavan tem um público fiel que acompanhou a trajetória dos Metal Heroes nos anos 80 e 90. E com Ultraman não é muito diferente. Pelo que deu pra perceber, Bin Furuya representou o nome do herói mais importante da história do tokusatsu e provou que não existe idade pra curtir um bom clássico -- que continua bastante presente. Antigos e novos fãs aproveitaram a oportunidade pra conversar com o veterano ator/suit actor, pegar um autógrafo e bater aquela foto imitando a pose de disparo do Specium Ray. Marca que Furuya carrega por onde vai, sempre com boa simpatia. Isso é o bastante para derrubar mitos citados na introdução deste artigo. Fora tantos outros exemplos que poderia mencionar. O gigante prateado consegue sim cativar várias idades do nosso nicho.

Como disse duas semanas atrás neste post, Ultraman é rentável, mas ainda precisa ser melhor difundido. É como descobrir Star Wars que também é uma franquia antiga, atual e é riquíssima em mitologia e bastidores. Porém não é tarde para explorar essa "mina de ouro". Esta edição da CCXP serve de referência para tantos outros grandes eventos de cultura pop no Brasil e é uma prova da força que Ultraman tem na esfera da cultura pop japonesa. Por isso não dá pra deixá-lo de fora ou ofuscado na hora de divulgar o tokusatsu.

E imagino o quão especial deve ter sido conhecer três lendas vivas do tokusatsu e sem distinção de idade ou geração.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Bin Furuya no Brasil: A sorte de Ultraman está mudando nos eventos locais de cultura pop?

Bin Furuya fazendo a famosa pose de batalha do Ultraman
Em 2016 escrevi esse texto onde eu dizia que os eventos brasileiros de cultura pop deveriam ter mais Ultraman e evitar pedestais criados pelo saudosismo da geração Manchete. Falei um pouco da dificuldade de levar esse tema adiante, em meio a falta de interesse e subestimação. A Comic Con Experience anunciou nesta sexta (24) que Bin Furuya, o dublê do Ultraman original, estará na próxima edição que acontece agora em dezembro. Ele também foi o oficial Amagi em Ultra Seven.

Quando escrevi o artigo eu pensava que a possibilidade de algum ator das séries Ultra vir ao Brasil seria zero. Confesso que não tinha a menor esperança. Na ocasião eu tinha acabado de apresentar uma palestra sobre os 50 anos de Ultraman aqui mesmo na capital alencarina. Foi legal, porém não foi nada fácil tocar a temática para um público que só tem (ou tinha) apenas a Manchete e a Toei Company como únicas e exclusivas referências ao gênero tokusatsu. A responsabilidade foi pesadíssima para e mim e meu fiel escudeiro de eventos, pois contamos com poucas pessoas que realmente acreditaram e só mesmo quem esteve no palco sabe quais foram as provações que enfrentamos (desde o planejamento até o momento de apresentação). No fim das contas não fiquei totalmente satisfeito. O número de espectadores foi razoável (já esperava por isso). Atualmente estou desligado dessas atividades.

Olhando para o lado positivo, a vinda de Bin Furuya ao Brasil deverá ser um marco. Ele já participou de vários eventos, principalmente nos EUA. Numa dessas viagens, no ano passado, Furuya esteve ao lado de Hiroko Sakurai (a Akiko de Ultraman) e Akira Takarada (o eterno astro de Godzilla). Foi um sucesso e teve gente de todas as gerações estavam lá pedindo autógrafo, tirando fotos e conversando com eles. Um sonho ainda distante para mim que não moro nos "States" nem em São Paulo.

Tenho certeza de que lá na "terra da garoa" o momento será um sucesso. Lá tem muitos fãs de Ultraman e existia o evento Ultracon (nunca vi algo parecido aqui no Nordeste). Pelo que pude acompanhar por informações na internet, a CCXP sabe como difundir cada tema trabalhado. Não que os outros eventos não saibam, entenda bem. É que infelizmente a grande maioria dos eventos de cultura pop no Brasil não aproveitam bem a marca Ultraman ou simplesmente ignoram a história do tokusatsu. Acaba sobrando para Jaspion e cia que estão mais saturados a cada ano. Nada contra divulgá-los, ok? Só acho que deveria haver um equilíbrio de divulgação dos gêneros das franquias.

Os que subestimam a Família Ultra que me perdoem, mas mal sabem eles do potencial que a franquia da Tsuburaya tem. Eu poderia aqui escrever um post inteiro explicando a importância de Ultraman, Godzilla, Kamen Rider, mas de nada adianta se pouca gente envolvida compra ideia, valoriza a história do tokusatsu e procurar se atualizar. Inovar conteúdo (nem que seja com uma coisa "velha" e que quase ninguém viu). A presença de Bin Furuya no Brasil, pela CCXP, será um belo exemplo pra essa turma, além de ser uma grande oportunidade para outros eventos começarem a enxergar o Ultraman com outros olhos, como sempre deveria ser.

Ao lado de Kenji "Gavan" Ohba, outro veterano do tokusatsu, Furuya deve conquistar o público paulistano com sua simpatia e servir de referência para outros eventos no Brasil. Mas para que isso aconteça, os organizadores dos respectivos eventos locais (alguns são meus amigos e tenho apreço por cada um) devem compreender o valor da franquia Ultra para o gênero tokusatsu e passar a difundir mais e mais a relevância em suas programações. A franquia Ultra é a que mais teve materiais oficiais de tokusatsu lançados em nosso país nos últimos dez anos, ao lado de Power Rangers. Além de ser o ano do cinquentenário de Ultra Seven, 2017 foi marcado pelo lançamento de Ultraman Geed, mais uma série transmitida oficialmente pelo canal de streaming Crunchyroll. Tivemos o lançamento do primeiro livro dedicado ao Ultraman, escrito por meu amigo Danilo Modolo, do canal TokuDoc. O ano fechará com chave de ouro com a inesperada visita de um ator/dublê da série original.

Ultraman é rentável no Brasil? Sim. Só precisa ser mais difundo nos demais eventos brasileiros e ser melhor aproveitado. Venhamos e convenhamos: já está mais do que na hora de divulgar o tokusatsu como valor cultural ao invés de puramente agradar saudosistas. Felizmente existem eventos que fazem caminho contrário das mesmices, porém são poucos.

A CCXP está de parabéns pela iniciativa. Isso pode mudar os rumos dos Ultras nos eventos no Brasil e servi-los de inspiração. Em todo caso, as coisas estão mudando aos poucos nos últimos tempos.

sábado, 27 de maio de 2017

Tentativa de assassinato contra Jason David Frank mostra o quão a humanidade é insana nas redes sociais

Jason em coletiva de imprensa após o caso (Foto: Reprodução/Fox)

Você deve saber do atentado contra Jason David Frank, o Tommy de Power Rangers, nesta quinta (25), no evento americano Phoenix Comicon. O maníaco entrou disfarçado do anti-herói Justiceiro (nesse caso, ele não merece ser chamado de cosplayer) e tentou matar o ator. Felizmente nada aconteceu com Jason e as pessoas que frequentavam o evento. O mais assustador é que tudo foi premeditado e tinha até data marcada no celular do meliante. Jason David Frank falou em coletiva de imprensa na noite de ontem que isso não o afetou e que vai continuar participando de eventos. Em seguida ele agradeceu o público pela força e pela ação rápida da polícia local.

Era de se esperar que a repercussão rendesse, no mínimo, aquela hateriazinha básica de adulto de 30 e poucis anos (com mente de uma criança de 10). Se você acompanha o fandom de tokusatsu, sabe muito bem do que estou falando. É o caso específico no Brasil, óbvio. Infelizmente ainda tem muita gente imbecil que leva a ficção a sério de mais e fica de piti nas redes sociais. Agora mais bizarro ainda é ver gente brincando com o caso dizendo algo como "Lord Zedd e Rita Repulsa fracassaram" e por aí vai. É só procurar pra ver o nível de insanidade e falta de sensibilidade.

Obviamente não falo de todos, entenda. Existem fãs que se compadeceram do ator e acredito que tem quem não goste de Power Rangers que repudiou a tentativa de assassinato. Existe momento pra tudo na vida. Não é hora de brincar nem nada do tipo agora. O mesmo vale para o caso de Zack Snyder, que perdeu sua filha durante a semana e a tragédia virou alvo de piadinhas sem cabimento. Voltando sobre o caso de JDF, é inadmissível a falha de segurança do evento. Se houvesse mais atenção dos responsáveis na hora da revista, o caos seria evitado.

Cá pra nós, tem certos momentos que não dá pra entender o ser humano.

Fica registrado o apoio deste blogueiro para Jason David Frank, o eterno Ranger Verde. Go Green Ranger!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Steve Cardenas já conquistou medalha de ouro em campeonatos de artes marciais

Cardenas como Rocky em Power Rangers

A segunda temporada de Mighty Morphin Power Rangers foi uma das que tiveram mudanças importantes na história da franquia da Saban Brands. Entre elas a saída de três atores/personagens e a inclusão de novos no elenco. Entre eles está Steve Cardenas que viveu o herói Rocky DeSantos. O segundo Ranger Vermelho substituiu Austin St. John (Jason) que deixou o programa junto com Walter Jones (Zack) e a saudosa Thuy Trang (Trini). Neste ponto de MMPR quem estava na liderança era Tommy, agora como Ranger Branco. Rocky entrou como o segundo no comando do sexteto. Algo que pode ser equiparado com Spade Ace que deixou a liderança após a chegada de Big One em JAKQ, série Super Sentai de 1977. Como Rocky foi também o Ranger Azul em Power Rangers ZeoApós três anos na franquia, abandonou o personagem logo no início de Power Rangers Turbo, onde quem seria o azul era o pequeno Blake Foster (Justin).

Cardenas tinha experiência em artes marciais desde a infância e teve que aprimorar seu estilo para viver o herói. Aos 20 anos passou na audição para participar em MMPR.  Após isso, Cardenas abriu seu próprio estúdio de artes marciais em Burbank, Califórnia. Em 2007 voltou à mídia como convidado da convenção Power Morphicon ao lado de ex-atores de Power Rangers. Dois anos depois iniciou um projeto de jiu-jitsu para crianças no oeste de Hollywood. Além de abrir uma escola de Yoga em 2011. Sua paixão por jiu-jitsu veio após ser derrotado numa partida amistosa. Cardenas considera este estilo como o mais difícil das artes marciais. Porém seu esforço lhe rendeu vários prêmios em concursos de artes marciais, entre medalhas de ouro e de prata.

No próximo ano o veremos mais uma vez no cinema (considerando os dois filmes anteriores de Power Rangers) em The Order. O projeto de financiamento coletivo reúne vários atores de Power Rangers numa trama voltada para o público jovem/adulto.

Steve Cardenas irá participar do Sana Fest 2017 em Fortaleza que acontece de 20 a 22 de janeiro.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Precisamos de mais Ultraman e menos pedestais nos eventos

É legal ir aos eventos de anime/tokusatsu e ver materiais e cosplays do estilo de monstros de borracha fazendo sucesso. Nem sempre é fácil, pois aqui no Brasil o tokusatsu acabou se


Bin Furuya, uma das figura carimbadas
nos eventos norte-americanos
tornando involuntariamente uma "causa". Os motivos foram a falta de renovação de público e o pouquíssimo investimento do material por aqui na década passada.

Tá certo que falar de tokusatsu no Brasil é lembrar da era Manchete (Jaspion e cia) e Power Rangers (apesar de meia dúzia de haters afirmarem o contrário do fato). São sinônimos fáceis de assimilar. Tudo bem até aí. O problema é que a divulgação de tokusatsu por estas bandas é muito limitada. Se a gente pesar na balança a divulgação que acontece aqui com o que acontece nos EUA, vamos ver que lá o tokusatsu tem um rico valor cultural muito acima do nosso.

Nada contra Jaspion, Power Rangers ou Rider/Sentai serem divulgados. O raciocínio não é esse. Aliás, gosto muito desses títulos. Mas tá na hora dos eventos brasileiros de cultura pop japonesa darem um upgrade nisso. Sabe o que falta por exemplo? Mais Ultraman. Ora, afinal, pra entender o universo que tanto amamos precisamos pesquisar e acompanhar a franquia. Querendo ou não, Ultraman é item obrigatório pra qualquer pessoa que diz ser fã de tokusatsu.

Infelizmente há falta de interesse do público que está mais acostumado a um "oba-oba" sobre o que passou na Manchete e sobre o que está rolando atualmente na TV japonesa. Por outro lado, há falta de interesse por parte de alguns organizadores que de repente acham que Ultraman e séries afim não dão retorno. Sei também que há pessoas interessadas em divulgar esse tipo de produto nos eventos (eu sou um deles) e a gente acaba se desanimando pela falta de cultura do público brasileiro.

Por experiência própria eu posso dizer o quão difícil é fugir da mesmice nos eventos. Em julho passado eu e um amigo apresentamos uma palestra sobre Ultraman, devido às comemorações de 50 anos da série original. Pude perceber na pele a dificuldade de "segurar" o público. Fiquei feliz por saber que, apesar do número mediano de público, jovens ficaram interessados na franquia. Fiquei feliz por eu ser um dos responsáveis e por ser um dos que estavam à frente do projeto. Foi bastante trabalhoso e muita gente gostou dos vídeos que eu produzi - modéstia à parte. Porém eu lamento com uma certa tristeza e desânimo que Ultraman não seja tão badalado entre o nosso nicho. Não foi nada fácil divulgar isso numa palestra de uma hora.

Enquanto isso, os eventos norte-americanos contam com as presenças de atores como Satoshi "Bin" Furuya, Hiroko Sakurai e Akira Takarada. As chances deles virem pra cá - do jeito que as coisa vão por aqui - é zero. Lamentavelmente. Seria legal ver um ator de alguma série Ultra com algum ator da era Manchete ou mesmo de Power Rangers. Seria democrático. Seria também de extrema importância dos organizadores de eventos terem o devido interesse de aprofundar mais o tokusatsu e explicar a importância do Ultraman na cultura pop em geral. E mostrar que isso vai além de um mero preconceito em achar que isso é "coisa de velho" ou que "não presta, tem efeitos ruins".

Agora, com todos o respeito aos amigos e companheiros de eventos - dentre eles estimados organizadores dos quais tenho boa relação e profundo apreço - e ao público dos eventos, mas está na hora de sairmos da zona de conforto. Se o tokusatsu é realmente uma causa, então devemos ser justos em divulgar títulos inéditos. Independente de gosto pessoal, de um determinado programa ser bom ou ruim, e de geração/efeitos especiais. Tudo bem que somos maioria da geração Manchete (do qual tenho imenso orgulho de ter vivido essa época). O tokusatsu é um universo muito vasto pra ficarmos presos a uma determinada época/franquia a ponto de colocarmos num pedestal. E não é porque Ultraman não tenha sido da nossa geração que tenhamos que faltar com respeito e subestimar a obra do "deus do tokusatsu" Eiji Tsuburaya. O mesmo vale para outras produções além-Tsuburaya das décadas de ouro.

Não digo aqui que devemos usar Ultraman e outros heróis da geração como substitutos de Jaspion e cia nem vice-versa. Seria mais justo ver todas as eras num mesmo equilíbrio. Poderia ser interessante e vale a tentativa de fazermos um teste. Haveria uma maior valorização do tokusatsu como acontece na terra do Tio Sam. Ainda somos pobres e precisamos chegar num nível avançado como acontece por lá.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Takumi Tsutsui e Shouhei Kusaka ensinam a Tetsuo Kurata como ser carismático em evento

Jiraiya e Jiban juntos no Brasil (Foto: Divulgação/Toku Force)

Não precisou exatamente alguém ir à São Paulo para perceber o quanto os atores Takumi Tsutsui e Shouhei Kusaka - respectivamente os próprios Jiraiya e Jiban - são extremamente carismáticos. Já era possível sentir isso a distância através da atenção que os mesmos retribuem ao público. Mesmo pra quem não foi ao evento e acompanhou o balanço e os comentários dos fãs na internet (como foi o meu caso), ficou bastante claro que a satisfação foi geral. Disso eu já tinha certeza.

A verdade é que Takumi e Shouhei (este adota seu nome de batismo, Hiroshi Tokoro, nas redes sociais) fizeram escola ao ator Tetsuo Kurata. O ator que viveu Issamu Minami nas séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX se apresentou no ano passado no Anime Friends e foi motivo muita alegria para os fãs no palco. Porém, a coisa foi frustrante na hora do meet and greet do ator que fez várias exigências. Bem, frustrante para alguns e aceitável para outros. E isso não é nenhuma invencionice de blogueiro nem nada disso. Aconteceu e pronto. Basta dar uma googada pra ver que já haviam comentários de próprios fãs que estiveram presentes e relataram (dias antes deste que vos escreve comentar o caso).

Enfim, Takumi é garantia certa de alegria para o publico e nada parcial como foi na passagem do "Black Sun". Por sinal, o nosso ninja Jiraiya foi bem "povão". Sem contar que ele já é de casa, sendo que há anos participa de eventos no Brasil). E Shouhei é outra alegria. Sempre receptivo com os fãs e procura interagir. Se você o acompanha na internet, pode notar a ímpar interatividade dele. O próprio chega a escrever textos em português, coisa que não se vê em relação a outros atores de tokusatsu. Isso só aumenta a minha vontade de conhecê-los pessoalmente um dia.

Moral da história: Takumi e Shouhei fizeram uma coisa que Tetsuo não conseguiu fazer totalmente na edição do Friends no ano passado. O primeiro já tinha experiência com o público brasileiro e dispensa explicações. O segundo se mostrou ansioso em se encontrar com seus fãs do outro lado do mundo e atendeu essa expectativa. A dupla está de parabéns e tem mesmo que continuar assim, sempre. 

PS: Antes de quaisquer acusações precipitadas (como as quais levei no ano passado nas redes sociais), não se trata de ter algo contra o Kurata. Isso é bobagem. Disse na época e volto a afirmar: sempre vou admirá-lo como ator e em seu trabalho nas séries Kamen Rider. E digo mais: apesar dos pesares, essa admiração continua imutável. Não fui o primeiro a criticá-lo sobre o caso e é só procurar alguém que se decepcionou lá na hora. Agora, Kurata bem que poderia tomar o bom exemplo do "Ninja Olimpíada" e do "Policial de Aço" e rever os pontos que não deram certo para uma próxima vinda ao Brasil. Humildade é tudo e a dupla que se apresentou no último fim de semana em São Paulo são mestres nessa matéria.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Yumi Matsuzawa - 20 anos de inspiração e romantismo

Ela é ou não é uma princesa?

Já fiz alguns posts neste espaço falando sobre a Yumi Matsuzawa e já tá mais que na hora de escrever algo sobre a carreira desta mulher de 40 (42 anos, sendo mais exato) que jamais perdeu o seu jeitinho de menina. Depois de uma turnê em alguns países como EUA e França, Yumi está de volta ao Brasil.

Ela nasceu no dia 29 de março de 1974, na cidade de Fujimi, cidade da província de Saitama. Seu sonho de criança era ser uma lutadora de luta-livre. Ela também tinha outras opções como ser motorista de táxi e ser cantora de sucesso como a famosa Seiko Matsuda. Desistiu do sonho de ser lutadora pois uma vez ela brincou disso e levou uma baita surra e, é claro, doeu bastante. (Venhamos e convenhamos, ainda bem que ela desistiu disso a tempo.) Yumi achou que ser motorista não seria uma boa ideia, pois seria arriscado uma mulher dirigir à noite. 

Aos 19 aninhos, passou um período como modelo. Serviu como um "bico" e experiência de vida. Como é padrão das revistas de moda, há sempre comentários de quem posou para os ensaios fotográficos. Nessa ida, perguntaram para ela sobre o que queria ser no futuro. Sua resposta foi curta e direta: quero ser cantora.

Em 1996, Yumi começou a participar de testes e auditions, até que finalmente, aos 22, foi escolhida para interpretar a canção "You Get to Burning", tema de abertura da série de anime Kidou Senkan Nadesico. No filme baseado na mesmo programa de TV, Yumi interpretou o tema de encerramento "Dearest" (particularmente a minha canção favorita dela). Nadesico foi um passo importante para sua a carreira solo, interpretando desde então temas de anime e games e embarcando nesse universo. Na série de Nadesico, Yumi dublou a personagem Junko Mizuhara (foi substituída pela dubladora Yuka Imai apenas no filme).

Em agosto de 1997 lançou três singles e começou a colaborar com outros artistas. Chegou a interpretar canções de outras séries como Bucky e Gate Keepers.

A saga de Hades de Os Cavaleiros do Zodíaco foi também um trabalho importante para Yumi. Além de interpretar as famosas músicas "Chikyuugi", "Kimi to Onaji Aozora" (ambas da fase do Santuário em Hades) e "My Dear" (encerramento da fase do Inferno em Hades), foi a própria que compôs as canções. Seiya e seus amigos foram também parte de sua infância/adolescência e ela jamais imaginava trabalhar com o grande clássico de Masami Kurumada

Uma curiosidade interessante é que "Chikyuugi" surgiu de improviso num momento em Yumi estava tomando banho. Sem perder tempo, ela ligou para seu produtor para saber o que achava. A letra foi feita independente da série, sendo que Yumi imaginou o momento atual vivido por guerras, conflitos e ataques terroristas. Ela queria passar uma mensagem que diz que, apesar de cada um de nós termos poucas forças, o mundo pode caminhar em paz através de nossos próprios esforços.

Mais tarde, quando abriram o concurso, perguntaram para Yumi se ela não queria mudar a letra de "Chikyuugi", afim de se aproximar do contexto da série. Ela defendeu a sua visão de Seiya é que ele era - até então - um Cavaleiro de Bronze. Estava abaixo dos Cavaleiros de Ouro. Ainda assim, Seiya sempre ousou em superar os obstáculos e sem desistência. A ideia de Yumi era que ela não poderia cantar algo parecido como os clássicos "Pegasus Fantasy" ou um "Soldier Dream" onde abordava o Cavaleiro de Pégaso como um ser invencível. Yumi queria mostrar um lado mais humano de Seiya para a canção e assim foi. Afinal, Seiya também tem suas fraquezas (e apanha muito) e sempre supera as barreiras com muito custo.


Yumi no palco em sua performance angelical

A carreira de Yumi é cheia de premiações no mundo dos desenhos japoneses e também da música popular japonesa. Foi jurada da competição anual Animax Anison Grand Prix ao lado de outros dois grandes monstros sagrados de animesong, Ichiro Mizuki (atualmente canta o tema de abertura de Ultraman Orb) e Mitsuko Horie.

Yumi se apresentou pela primeira vez no Brasil em 2006. Em seus primeiros shows fora do Japão, se apresentou em palcos da Espanha, Argentina, etc.  Nos últimos anos, fez shows em outros países, sendo um dos mais recentes o evento Anison USA 2016, em Los Angeles em fevereiro passado. Lá ela dividiu o palco com a cantora Halko Momoi (série tokusatsu Akibaranger) e Nozomi (ex-Little-non).

Agora é a vez de Yumi voltar ao Brasil. No próximo sábado, 16 de julho, ela se apresenta palco do Anime Friends, em São Paulo. A atenção deve ser especial, pois o show será comemorativo aos 30 anos de Cavaleiros. Junto com ela estarão Nobuo Yamada e o quarteto do Cavaleiros In Concert (Ricardo Cruz, Larissa Tassi, Edu Falaschi e Rodrigo Rossi). É esperado um dueto de "Chikyuugi" entre a cantora original e a intérprete brasileira aconteça. E aqui em Fortaleza no dia seguinte, em 17 de julho, no palco do Sana. O evento cearense também vai celebrar as três décadas do anime junto com Nobuo e Ricardo. É provável que haja alguma homenagem ao cantor Koji Wada, falecido em abril deste ano, que também cantou ao lado dos três na oitava e mítica edição do Sana.


Duas gotas de ternura na Terra da Luz


Yumi numa foto tirada em Fortaleza, em janeiro de 2011

Lembro muito bem do sábado daquele show de oito anos atrás. Infelizmente não pude ir na sexta-feira, por motivos de trabalho. Foi nesse dia em que Yumi e Nobuo deram autógrafos. Perdi essa oportunidade. No dia 12 de julho de 2008, consegui um autógrafos e fotos do saudoso Koji Wada (chamado carinhosamente pelo público como "FeijoAda" e "KeijoAda) e Ricardo Cruz.

À noite, fui direto para o antigo anexo do Centro de Convenções (mesmo local onde Akira Kushida e Takayuki Miyauchi cantaram no ano anterior) para assistir ao show de Nobuo e Yumi. Quem abriu o show foi o roqueiro com "Pegasus Fantasy". Gosto muito das músicas do Nobuo, mas a estrela maior do show (pelo menos pra mim) foi Yumi. Lembro dela vestir um quimono na primeira apresentação. Começou cantando o tema principal de Nadesico e no decorrer do show cantou temas de Cavaleiros e de outros animes dos quais já trabalhou.

Lembro bem que quando ela cantou "Chikyuugi" o povo foi ao delírio. Quem estava longe ao fundo correu para a frente. Me encantei mesmo com "Dearest" que já era minha favorita. De vez em quando soltava um "cantem comigo".

No dia seguinte, uma multidão parou pra ver o show dos quatro cantores convidados. A fila era imensa (veja aqui). Atravessou multidões. A expectativa era que seria um grande show. E foi mesmo. Todos os quatro se apresentaram com uma banda (nos dois dias anteriores as músicas foram tocadas em playback). Sobre a Yumi, a grande surpresa foi quando ela cantou "Chikyuugi" acústico e em português. E digo pra vocês que ela superou o Kushida (que cantou "É Isso Aí", de Ana Carolina e Seu Jorge no Sana 7). Não foi um português perfeito, mas deu pra notar o seu esforço. Aquele dia 13 de julho de 2008 foi perfeito. Pra terminar, o "quarteto" cantou Pegasus Fantasy, coisa que ficou marcada por vários shows futuramente.


Yumi voltou em 29 e 30 de janeiro de 2011. Foram dois anos e meio de espera para a volta da minha querida ternurinha. Antes do Sana Fest daquele ano, resolvi fazer um presente para ela. Confesso que sou um péssimo desenhista e pedi ajuda à minha irmã (que só aprecia o seu trabalho) para fazer um desenho para ela. Então o tal presente acabou sendo nosso. Da minha parte eu escrevi uma mensagem em inglês. 

Os dois shows foram marcantes. No sábado, levei uma edição do caderno Zoeira, do jornal Diário do Nordeste onde Yumi aparecia na capa. Em alguns momentos do show eu levantei a mesma capa. Mas no meio daquela multidão, ela consegui me avistar e acenou para mim e ainda fiz um "thumbs up". E Yumi respondeu com o mesmo sinal. Aquilo foi importante e não esqueço jamais disso. Foi rápido, porém guardo aquele momento com carinho e felicidade.

No domingo eu estive na fila dos autógrafos. Estava nervoso, pois iria ver de perto a musa inspiradora, a princesa que encantou este humilde plebeu. Finalmente eu a vi e entreguei o presente para Yumi. Ela gostou muito e assim tirei uma foto com ela (relatei o momento aqui no blog). Semanas depois Yumi postou em seu blog pessoal o presente que a dei.

Voltando sobre aquele domingo, fiz questão de estar na frente. Ao cair daquela tarde, já não me importava mais o resto do evento. Eu queria mesmo era ouvir de perto aquela doce voz angelical que sempre me conquistou. Por isso, umas quatro e meia eu já tava na fila. E assisti aquele último show como se não houvesse amanhã.

Após o show, bateu aquele sentimento de saudades. Cenas de Yumi no Sana 8 e naquele Sana Fest passaram na minha mente como um filme. No dias seguintes os sentimentos que passavam por mim eram de felicidade e também de saudade. Pode ser loucura o que eu vou dizer, mas o sentimento de saudade que eu sentia era parecido com aquele sentimento de quem estava se despedindo de um grande amor.

Yumi tem 20 anos de carreira e ainda inspira ter o frescor de 20 anos de idade. Não apenas fisicamente, mas de longe é possível perceber que sua alma também é jovem. Dona de um belo sorriso e de uma voz que acalma até uma fera. Yumi é assim. Só sabe descrever tais sentimentos quem a admira como fã e quem um dia realmente a admira.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Yumi Matsuzawa de volta ao palco do Sana após cinco anos (este blogueiro é eternamente grato ao evento)


Sim, ela vem à Fortaleza! Yumi Matsuzawa está confirmadíssima para o Sana 2016, em julho. Também foram anunciados nesta quarta (18) os cantores Ricardo Cruz (do Jam Project) e Nobuo Yamada. Os três estiveram no Sana 8 (em 2008) junto do saudoso Koji Wada. A intenção seria remeter à nostalgia de uma das edições mais marcantes da história do Sana e também é uma homenagem aos 30 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco. Não deixa também de ser uma homenagem ao cantor da série Digimon, que nos deixou no mês passado. Dentre outras atrações - mais interessantes - estão o ator americano Jason Faunt (o Ranger Vermelho do tokusatsu americano Power Rangers Força do Tempo), os cantores Takayoshi Tanimoto e Ayumi Miyazaki (ambos também de Digimon), o simpaticíssimo dublador Garcia Jr. (He-Man, MacGyver, Schwarzenegger). Fora outras atrações ligadas à geração Millennials (YouTubers e etc).

Bom, mas este post mesmo é dedicado à ela. Por que? Há uns dois anos atrás escrevi no blog um post sobre ela. Lá deixei registrado minha eterna paixão pela cantora. Na época a ocasião era pelo seu aniversário de 40 aninhos. Continua com carinha e jeitinho meigo de uma menina 20. A música "Mulher de 40", do rei Roberto Carlos, seria ideal para uma dedicatória. Brincadeiras à parte, sempre a admirei pela sua voz encantadora e romantismo nas suas canções. Yumi é conhecida por interpretar temas da saga de Hades em Cavaleiros e começou sua carreira cantando o tema de abertura do anime Nadesico. Em breve devo escrever um outro post sobre ela e mais detalhado sobre sua carreira.

Yumi é o tipo de atração que faltava nos últimos cinco anos do evento. É bom que se diga que Yumi se apresentou em turnês no Japão, além de ter participado em eventos nos EUA e na França, por exemplo. Esperei muito tempo para vê-la cantar mais uma vez e o Sana acabou atendendo o pedido deste humilde/mortal blogueiro e do seu público em geral. Quando anunciaram a sua vinda (e de Nobuo) em outras capitais do Brasil, fiquei triste por pensar que ela não viria pra cá. Confesso que a sua vinda não passaria de uma brincadeira de 1 de abril (o Sana fez em sua fan page com referências ao Sana 8), mas hoje fui pego de surpresa. Morri e voltei de novo. Estou bastante feliz.

Na certeza de que Yumi vem por aqui, os fãs da capital alencarina querem que ela cante as suas canções apaixonadas que a gente quer ouvir. Canta pra gente, Yumi-chan.

Em sua homenagem, deixo um vídeo onde Yumi canta ao vivo a versão brasileira de "Chikyuugi" (Cavaleiros do Zodíaco Hades), no Sana 8:


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Jason Faunt é um bom teste para vinda de mais astros do tokusatsu em eventos no Norte-Nordeste

Jason Faunt ao lado do seu xará David Frank

Fiquei bastante surpreso quando saiu ontem o anúncio do ator Jason Faunt para o Sana Fest 2016, aqui em Fortaleza (Ceará). Pela primeira vez a nossa (pelo menos pra mim) capital alencarina recebe um ator de tokusatsu. Sendo mais preciso, da franquia Power Rangers. Faunt nada mais é que o ator que interpretou o boa praça Wes, o Ranger Vermelho da série Power Rangers Força do Tempo. Na mesma série também viveu o seu sósia do futuro, Alex (que era o Ranger Vermelho da Força do Tempo do ano 3000). No mesmo fim de semana, ele estará São Paulo no evento 4 Fun Fest.

Faunt nasceu em Chicago, no subúrbio de McHenry, Ilinois. Estudou no McHenry West High School, onde se graduou na mesma turma de Matt Skiba, integrante da banda de punk rock estadunidense Alkaline Trio. Com o talento atlético para se tornar um jogador profissional de beisebol, optou por se mudar para Los Angeles e seguir sua carreira como ator. Foi daí que começou na série de 2001 onde ficou famoso. Casou-se com sua esposa Stephanie, em setembro do ano seguinte, com quem tiveram duas filhas. Curiosamente, quando era noiva do ator, Stephanie aparece no episódio 25 (Locuras no Cinema - Parte 2) numa cena em um bar. O mesmo foi dirigido por Koichi Sakamoto.

Em seu currículo, Jason Faunt já participou de alguns filmes e séries das TVs americana e britânica. Um trabalho bem notório dele fora de Power Rangers aconteceu em 2012 no jogo Resident Evil 6, onde fez captura de movimento para o personagem Leon S. Kennedy.

Voltando a falar sobre Power Rangers: Faunt participou de quatro episódios de Power Rangers Força Animal. Três como Wes e mais um dublando o monstro Bulldozer Org (no oitavo episódio). Ano passado reapareceu como o herói que o consagrou no final de Power Rangers Super Megaforce, ao lado de alguns outros atores veteranos da grande franquia da Saban.

Jason Faunt é um bom nome para testar futuras vindas de demais atores das séries de tokusatsu em Fortaleza. Melhor, no Norte-Nordeste. Se fizer sucesso, sem dúvida será um chamariz para a vinda de astors do gênero. Seja de Power Rangers, seja de séries japonesas. Por que não? E Jason Faunt é uma garantia certa. O carisma de seu personagem e também sua popularidade em alta em eventos americanos (assim como os de seus colegas de franquia) são pontos imprescindíveis que podem garantir o valor do investimento.

E aqui vai uma humilde opinião deste blogueiro que vos escreve: tanto o Sana como outros daqui da nossa terra-do-sol entender que a vinda de atores/atrizes de tokusatsu são rentáveis. Arrisco a ser ousado: é são cartas na manga pra qualquer evento de cultura pop do gênero. Temos sim um público que curte estas séries. Tanto da era Manchete quanto da geração que cresceu assistindo Power Rangers. É só ver o sucesso não distante em outras cidades por onde passaram Hiroshi Watari (Sharivan/Bomerman/Spielvan), Takumi Tsutsui (Jiraiya) e Jason David Frank (Tommy). Aliás, fica a dica para estes três nomes que arrastam multidões por onde passam. Uma convenção bem elaborada entre atores americanos e japoneses do estilo, como acontece nos EUA, são exemplos infalíveis do que poderia acontecer por aqui. Com certeza os eventos locais não terão nada a perder se testarem, pois tem mais a ganhar e inovar.

E Jason Faunt é um tiro certo. Podem anotar o que eu digo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Pânico foi longe demais durante sua passagem pela Comic Con

Selfie Boy durante o assédio no evento (Foto: Reprodução/Band)

Parece que a cada ano que passa a turma do Pânico caduca e fazem coisas acima do absurdo pra conseguir audiência. Sem dúvida alguma, a passagem da equipe do programa Pâncio na Band no evento Comic Con Experience foi a mais bizarra e sem graça de toda a história. Mal gosto é o mínimo que se poderia descrever. 

Pra quem ainda não acompanhou o caso, os repórteres Lucas Selfie (Selfie Boy) e Aline Mineiro estiveram fazendo uma cobertura na CCXP. Lá eles fizeram piadinhas com vários visitantes, inclusive cosplayers. A polêmica tomou uma proporção maior quando Selfie entrevistava a cosplayer Myo Tsubasa e a lambeu. Ela estava fantasiada da personagem Estelar da série animada Jovens Titãs. Durante a reportagem, Myo foi comparada a alguma Panicat que teria se "bronzeado quando dá errado". Do nada, Selfie Boy resolve dar uma lambida na moça, ela diz que aquilo não tem graça. Selfie diz ainda algo como "Ah, engraçado é a fantasia dela lá, né?".

A atitude imbecil do Pânico fez com que a direção da CCXP banisse o programa das atividades de futuras edições, em meio de nota oficial do site Omelete. Myo relatou em sua página no Facebook, no qual teve grande apoio do público durante esta segunda-feira (7).

Essa atitude faz pensar o seguinte: qual a necessidade de um programa como o Pânico na Band ir para um evento, do qual não são especializados, e ficarem zoando com um público que é mal visto por leigos? Se não entendem o porquê de tais fantasias ou coisas do tipo, melhor produzirem outro tipo de "atrativo" para encher linguiça. Sim, isso é o que o Pânico tem feito nos últimos anos. Vale lembrar que o Pânico teve uma boa fase durante o tempo em que estava na RedeTV! e era mais engraçado. Mas só piorou de uns tempos pra cá. A coisa ultrapassou os limites nesta que foi a sua última e vexaminosa visita ao CCXP. A história poderia ser diferente algum repórter do CQC estivesse no lugar. Provavelmente não haveria tal exagero. Dependendo de quem fosse o repórter, as perguntas poderiam ser criativas ou até vazias. Nada de tão gritante como faz o pessoal do Pânico.

A expulsão do programa comandado por Emílio Surita foi mais que merecida e que sirva de exemplo para que não aconteça o mesmo em outros eventos de cultura pop. Afinal, os nerds, otakus, gamers, cinéfilos e afins merecem respeito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Papeando sobre tokusatsu no Blog Toku Force

Hoje saiu no Blog Toku Force um mais um Papo de Tokufã e o convidado é este blogueiro que vos escreve. Lá falei algumas curiosidades e respondo sobre alguns temas polêmicos que foram assunto aqui neste espaço durante o ano.

Deixo aqui o meu agradecimento aos brothers Admilton Ribeiro e Venâncio Souza - os owners do Toku Force - pelo convite e pela oportunidade. Grato também aos leitores do TF que estão curtindo. Eu também sou parceiro e colaboro com notícias e conteúdo pela equipe da fan page do blog no Facebook.

Esta é a segunda entrevista que concedo. A primeira foi no final do ano passado no Blog Tatisatsu, escrito pela senpai Taty de Sousa (a quem também mando um grande abraço).




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Takayuki Miyauchi - O mais novo sessentão da praça

Hoje é aniversário de um dos cantores de anisong que curto e admiro. Takayuki Miyauchi completa hoje 60 anos. Pude conhecê-lo pessoalmente em 2007 na sétima edição do 

SANA, aqui em Fortaleza-CE. Por coincidência - ou não - Miyani (seu apelido no Japão) faz aniversário exatamente na data de estreia de duas séries de tokusatsu das quais interpretou temas de abertura/encerramento/inserções. Ou seja, há exatamente 31 e 25 anos, respectivamente, estreavam as séries Chodenshi Bioman (1984-85) e Tokkei Winspector (1990-91).

Miyauchi nasceu em 4 de fevereiro de 1955 e é residente na Província de Ibaraki. Durante o ensino médio, ele tocava bateria numa banda que tinha os Beatles como referência. Passou a se apresentar em casas de shows, bares, casas noturnas e afins. Seu repertório tinha como pano de fundo músicas românticas, jazz e blues. Além disso, Miyauchi passou também por grupos vocais.

Chegou a se inscrever numa audition da Columbia Records para gravar o tema de abertura do Super Sentai de 1983, Kagaku Sentai Dynaman. MoJo, que já cantara os temas da série anterior, Dai Sentai Goggle V (exibida no Brasil pelas emissoras Bandeirantes e Record) foi quem seguiu com as canções da série vigente. Mas foi em 1984 que Takayuki teve a sua oportunidade para ter o seu primeiro contato direto com tokusatsu, interpretando temas da série Chodenshi Bioman.


Miyauchi em apresentação na TV japonesa

Em paralelo ao sucesso de Bioman, Miyauchi chegou a gravar também para alguns animes como Kinnikuman (1983~86), Yumê Senshi Wingman (1984~85), e Video Senshi Laserion (1984~85). Além do tema de inserção "Shaider Blue" para o tokusatsu Uchuu Keiji Shaider (1984~85).

Nos tokusatsus despontou cantando para demais séries como Choshinsei Flashman (1986~87), Kamen Rider Black RX (1988~89) e se firmando na trilogia dos Rescue Heroes - da franquia dos Metal Heroes: Tokkei Winspector, Tokkyuu Shirei Solbrain (1991~92) e Tokusou Exceedraft (1992~93).






O repertório de Miyauchi é vasto. Nas séries de anime, sua imponente voz foi está presente em diversos temas de inserções de outros tokusatsus. Em especial os Super Sentais das décadas de 1990 e 2000. Nos animes, trabalhou cantando inserções de Dragon Ball (1986~89), Ginga: Nagareboshi Gin (1986), Patlabor (OVA de 1988), Yusha Oh GaoGaiGar (1997~98), Galaxy Angel (2001~02) e tantos outros.





Takayuki Miyauchi tem uma estreita relação com Akira Kushida. Os dois já se apresentaram em diversos eventos no Japão e também fora do arquipélago. Incluindo o Brasil. Em 2003 esteve fora dos palcos para se tratar de um câncer no pâncreas. Após vencer a doença, o nosso Miyani retornou e se apresentou no evento japonês Anime Fest 2004.

Ah, vale mencionar que ambos já dançaram a dança do siri no SANA 7:





Parabéns ao nosso "tremendão" dos anisongs. ^^



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tetsuo Kurata no Brasil em 2015

Sim, ele vem!

Você não leu errado. Na tarde desta terça-feira (27) foi confirmado em -  caráter oficial - no Fórum Tokubrasil a vinda do ator Tetsuo Kurata no Brasil. O ator é um nome conhecido no mundo do tokusatsu, pois ele é nada e nada menos que Issamu Minami (Kotarô Minami no original) das séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX. Dois grandes sucessos já exibidos no Brasil pela extinta Rede Manchete.

Em parceria da Yamato e da Jungle, Kurata virá em julho - pela primeira vez em nosso país - no Anime Friends 2015, em São Paulo-SP. Mais detalhes ainda serão divulgados em breve.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SANA Fest divulga suas atrações para janeiro

Cavaleiros In Concert estará em Fortaleza-CE em 2015

Na noite deste domingo (9) o SANA divulgou em sua fan page oficial no Facebook as atrações da oitava edição do SANA Fest, que acontece geralmente no final de janeiro e serve como uma "prévia" da tradicional edição do meio do ano. O carro-chefe deste ano está por conta do aguardadíssimo Cavaleiros In Concert, formado pelos cantores nacionais Ricardo Cruz (da banda japonesa JAM Project), Edu Falaschi (ex-Angra), Larissa Tassi (ex-Larissa e William) e Rodrigo Rossi. Todos os quatro, obviamente, ligados à temas nacionais do anime Os Cavaleiros do Zodíaco e estão em turnê pelo Brasil afora em comemoração dos 20 anos de Seiya e sua turma por aqui.

EXCLUSIVO! Entrevista com William Kawamura, da dupla Larissa e William

Dois dubladores também foram convidados para esta edição: Luciano Monteiro e Eduardo Borgerth, respectivamente donos das vozes nacionais dos personagens Finn e Jake do desenho A Hora da Aventura (exibido no Cartoon Network). Para os fãs mais antigos, Borgerth conhecido por ter sido o segundo dublador do personagem Fox Mulder da série americana Arquivo X. Nas séries de tokusatsu interpretou os heróis Dai Sawamura na série Shaider e Daigô Madoka na série Ultraman Tiga. Já Luciano chegou a participar de uma convenção em Nova Iorque e já dublou personagens como Charlie no filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, Caruso em Everybody Hates Chris, Freddie Benson em iCarly, dentre outros.

Outras atrações ficam por conta da banda The Kira Justice, Detonador e as Musas do Metal, e dos Youtubers Guilherme Damiani (Damianizando), Zangado (Zangado Games), Nyvi Estephan (Gamewise), Mariana Satty (PenseGeek), Kaio Oliveira (Xafurdaria) e os integrantes do Suricate Seboso.

O SANA Fest acontece nos dias 24 e 25 de janeiro de 2015 no Centro de Eventos do Ceará. Mais informações e vendas de ingressos no site oficial e na fan page do evento.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Novo anime de Os Cavaleiros do Zodíaco vem aí em 2015

Depois de umas rápidas especulações em menos de uma semana de expectativa, está oficialmente anunciado um novo anime para a 

mitologia da série Os Cavaleiros do Zodíaco. O título da produção chama-se Saint Seiya: Soul of Gold. Com previsão para iniciar na primavera de 2015 (provavelmente em abril), a série irá se passar logo após a Saga de Hades.


EXTRA! EXTRA! EXTRA! Blog DAILEON entrevista, com exclusividade, William, da dupla Larissa e William


Saiu a capa do DVD de Zyuranger

Possivelmente Aiolia de Leão será o protagonista e pelas imagens divulgadas vemos o Cavaleiro usar uma armadura divina. O design da armadura foi divulgada para o lançamento da nova linha de Cloth Myths a ser lançada.


Confira as imagens:












sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Novo projeto para Os Cavaleiros do Zodíaco está porvir

Hoje o site da Tamashi Nations publicou uma imagem anunciando um novo projeto para a série de anime Os Cavaleiros do Zodíaco. A mensagem diz: "O momento é propício para acendermos novamente o cosmo que nos encheu o peito durante a juventude! O novo projeto de Saint Seiya será finalmente estabelecido".

Os nomes de Masami Kurumada, da Shueisha e da Toei Animation também aparecem no rodapé da página. Na oportunidade, é anunciado no site que haverá uma stand da série na Tamashi Nations 2014 e exibições no Akihabara UDX 4F THEATER.

Certamente o projeto deve pintar em 2015. Seria um remake da série clássica (nos moldes de Dragon Ball Kai)? Uma animação de Next Dimension? Terceira temporada de Omega? Seja lá o que for, só nos resta confira a imagem do anúncio:


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Lenda do Santuário - o novíssimo filme d'Os Cavaleiros do Zodíaco é intenso e sensacional

Há 20 anos atrás começava um fenômeno na TV que perdura até os dias de hoje. Este fenômeno chama-se: Os Cavaleiros do Zodíaco. O título ainda rende peso, tanto para antiga como novas gerações deste maravilhoso anime. Parte deste sucesso já rendeu um filme da era clássica em exibição no ano de 1995. Rendeu outro filme em 2006.

Em 2014, o Japão assiste a um reboot da série chamado Legend of Sanctuary. O filme estreou por lá no dia 21 de junho.

E no dia 11 de setembro de 2014, exatamente 82 dias após o lançamento japonês, o Brasil recebe a mais nova releitura da aclamada saga do Santuário/Doze Casas. E o resultado? Não foi diferente. Ou melhor, se renovou após 19 anos da exibição nacional da Batalha de Abel; e 8 anos após a exibição de O Prólogo do Céu nos cinemas de todo o nosso Brasil.

Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki foram o motivo para a reunião de multidões de fãs para as salas de cinema de todo o país. Foi o 11 de setembro mais feliz do século XXI. O que dizer de Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário? É um filme épico, empolgante, divertido, e me atrevo a dizer uma coisa que nunca pensei em dizer na vida quanto à série: É um filme com cara de família. E que aliás, reuniu este conjunto. Foi algo muito legal que pude presenciar na noite de estreia e é uma das recordações que, desde já, guardo com carinho.

Antes de falar mais sobre como foi o evento dentro do cinema (se assim posso descrever), tenho que tecer comentários sobre uns pontos e pontas do longa. Se você assistiu, continue por aqui. Mas se não viu ainda, fica o aviso de SPOILERS a seguir. No final deste post, falo mais sobre toda a agitação que movimentou a galera.

Comentários:

[SPOLIERS]



O filme surpreende em todos os aspectos. É impressionante a arte gráfica e os efeitos especiais contidos na produção. E quem assiste, já sente isso logo na primeira cena, onde Aiolos de Sagitário é atacado por outros Cavaleiros de Ouro, por salvar a Atena, que ainda é um bebê. O conceito diferencial para esta versão é bem interessante. Como o Santuário se situar em uma outra dimensão, Aiolos contar sobre a perseguição de Atena e a traição do Grande Mestre por telepatia para a mente de Mitsumasa Kido.

Em A Lenda do Santuário, a história se passa 16 anos após Saori Kido ser salva. Descobre ser Atena por um diálogo entre a mesma e seu criado Tatsumi. Ainda sem entender direito o que isso significa, Saori é atacada por um Cavaleiro de Prata. É aí que toda a intensidade começa a fluir no cinema, com a chegada de Seiya -- que promete acabar com o capanga em apenas trinta segundinhos. Talvez tenha durado um pouco mais...

Mais intenso ainda foi quando surgiram outros Cavaleiros de Prata pra tentar matar Atena e chegam Shiryu, Hyoga e Shun para o ataque. O destaque para as chegadas triunfais vão para o Hyoga que chegou metido a "Kamen Rider" e deu bons sopapos em segundos e ainda pousou de boçal. Hehehe!

Ao acompanhar o filme, percebemos semelhanças e diferenças dos personagens de A Lenda do Santuário para com os personagens do mangá/anime. Seiya está muito moleque. Lembra demais aquele sujeito cômico que era nos primeiros episódios do anime. Porém aqui ele é mais solto. E isso refletiu muito na interpretação que Hermes Baroli tinha que passar na dublagem. Achei estranho no começo, mas dá pra entender o conceito com o passar da película.

Ficou engraçado o fato de Shiryu vestir todo o tempo a sua Armadura de Dragão, mesmo quando os demais Cavaleiros de Bronze estão apenas com roupas civis. Shun está um pouco mais marrudo, embora tenham umas cenas em que ele fica bem andrógeno (veja bem: não estou falando da sexualidade do personagem). E o Hyoga ficava meio isolado e quase não falava. Lembrou até o Ikki. Ah, me atrevo a dizer -- sem medo de ser feliz -- que as performances dos heróis lembram muito algo como Super Sentai e Garo. Quem saca de tokusatsu e for assistir, vai entender o que eu digo.



Já que também falei do Ikki... O que dizer do cara? Nossa! É realmente (e estupendamente) um "cão" em pessoa e no bom sentido da coisa. Até nesta versão o nosso anti-herói teve entradas triunfais indescritíveis. Claro que não podia ser diferente, mas foi algo digno a uma versão moderna de Saint Seiya. Muitos até brincaram na hora da exibição ao dizer que ele estava sendo um "Batman", antes de atacar o Cavaleiro de Sagita. E outra coisa: uma "Ave Fênix" quase silenciosa e praticamente sem encostar o dedo. (Com direitos a um "Rider Kick") Magnífico! Mais canastrão, impossível. Teve também a surra que Aiolia de Leão deu nos Cavaleiros de Bronze. A cena responde o fato de Saori estar de cabelos cortados em alguns trailers.

Mas vamos ao que interessa: falar sobre as Doze Casas. Poxa, interessante os Cavaleiros terem aberto um portal com suas medalhas (que serviam de Pandora Box) para passar para o Santuário. Aqui coube uma boa sátira na hora em que Shiryu explicava que eles teriam que passar pelas casas de Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão... Só vocês vendo mesmo pra achar graça.


Como era de se esperar, as lutas foram meio rápidas e tiveram que pular algumas casas. Mas vamos lá. Na casa de Áries foi muito rápido, pois teve conseguiu reconhecer que Saori é Atena e "tchau, podem passar pra casa de Touro, sejam felizes lá e nos vemos depois. Beijo e me liga".

Pra compensar a rapidez na primeira casa, em Touro durou mais com Aldebaran (vale ressaltar que o personagem foi originalmente dublado no Japão por Rikiya "Joe Kazumi" Koyama) comendo seu bife, bater na mesa e conseguir fazer milagres ao deixar os pratos/copos/talheres caírem em pé. O diálogo na luta pode-se resumir ao Seiya chamá-lo de "tiozão". Teve até um "golpe" onde Aldebaran grita: "Não me chame de tiozão". (rsrs)

De Touro fomos pra Câncer. Caramba! Nunca pensei que veria um Máscara da Morte sarcástico. Muito estranho. Ah, eu gostei, vai. Não vou esconder isso. Foi curioso demais. Teve até momento musical a la Disney. Tipo, as faces dos mortos cantarem, cantarem e cantarem. Sim, na dublagem, o vilão foi marcado com o termo "latas velhas". No Seikishiki, a luta entre Shiryu e Máscara da Morte foi considerável. Aqui o herói tira sua armadura pela única vez e deixa o vilão quase nu. Chegando por aí, melhor passar para outra casa...

Hyoga foi arremessado para a Casa de Aquário (ainda bem que o filme passou bem longe da famigerada Casa de Libra e nem precisa) e lutou bravamente -- apesar de rápido -- contra Camus de Aquário. O dublador Mauro Castro se encaixou bem ao personagem e seu timbre foi próximo à voz do saudoso Valter Santos (que nos deixou em dezembro passado).

Em Leão, Seiya não apanhou tanto de Aiolia como no anime, mas teve o ombro de sua armadura quebrada. Não tinha Cassius pra livrar o Cavaleiro do efeito do Satã Imperial de Ares. Então isso ficou por conta do Shaka de Virgem despachar o serviço e... daí já podia começar a guerra dos mil dias. (Hehehe!)



O tempo do relógio de fogo filme se esgota e temos uma luta de Seiya contra (A) Milo de Escorpião e Shun que perdeu vergonhosamente contra Shura de Capricórnio. Até que Ikki surge e enfrenta o homem da Excalibur, mas perde feio também. (Pô, Ikki. Não me mata de vergonha!) Um parêntese: gostei da voz da Silvia "Jasmine" Goiabeira como Milo.

As coisas vão se esclarecendo e aparece o testamento de Aiolos para cair por terra toda a farsa do Grande Mestre. Como já não fazia mais sentido toda a pancadaria, Ares despacha Afrodite de Peixes sem dó e piedade para a Outra Dimensão. Foi do tipo "vamo matar logo esse Cavaleiro que a película tem que acabar cedo". Para o bem ou para o mal, Afrodite morreu "lindamente"... ou não. Já que o produtor Yousuke Asama deixou um spolier em aberto sobre Afrodite. Deixemos pra comentar no futuro.



E aí começa toda a luta do Grande Mestre, que logo se revela como Saga de Gêmeos. Sou suspeitíssimo pra falar que a interpretação de Gilberto Baroli (um dos meus dubladores favoritos) foi, como sempre, acima da perfeição. Mais uma prova de que o cara nasceu pra ser vilão e com respeito. O final do filme foi de deixar na ponta do sofá. Mas deixo estes comentários em aberto pra vocês mesmos testemunharem e opinarem. Eu gostei do que vi e saí com o cosmo mais que elevado. (rsrs) Ah, se você não assistiu e está lendo este spolier, vai uma dica: não faça a besteira de sair ao começar os créditos finais. Tem cena no último minuto.

Resumindo: A Lenda do Santuário é um filme pra se entreter e pular diversas vezes da poltrona. Vale cada moedinha do seu ingresso e merece ser assistido pelo menos umas três vezes. Sem dúvidas despertou a nostalgia que o título do anime de maior sucesso no Brasil carrega e sempre carregará. Ainda não se sabe se haverá uma continuação. Tudo depende da própria Toei Animation. Vamos esperar pra que ela se preze a sequenciar este filme e que possamos ver uma nova versão. Seja Asgard, Poseidon ou Hades. Enquanto nada se confirma, temos que aproveitar essa oportunidade de ouro em que podemos ver nossos Cavaleiros do Zodíaco (ou o que representa-os no reboot) em tela grande.




Pra fechar a conta o assunto e passar a régua, vai aí um vídeozinho com o making of dos estúdios da Dubrasil. O material também está carregado de spoilers.