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terça-feira, 27 de março de 2018

Toei deveria repensar sobre exibições de animês em praças

Final entre Jiren e Goku levou Dragon Ball Super ao mainstream

Você deve saber do rolo em que o México se meteu ao exibir o penúltimo episódio de Dragon Ball Super em praças e sem autorização da Toei Animation, né? Comentei sobre isso neste post. Apesar de arriscado, algumas cidades brasileiras entraram na mesma onda. Bares, shoppings, centros culturais e outros estabelecimento resolveram aderir também a exibição pública do episódio final que foi ao ar neste fim de semana.

Vendo pelo lado da Toei, ela pode se sentir prejudicada e tal. Como produtora, tem suas razões. É um direito que lhe assiste. Agora vendo por outro lado, podemos tirar de longe a popularidade que a franquia de Akira Toriyama ainda tem. A iniciativa era inédita até então (esse tipo de coisa funcionava mesmo apenas em eventos voltados para o nicho) e pode funcionar muito bem com franquias de séries populares de animê como em algum episódio de estreia ou final de uma nova série d'Os Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo.

Quer dizer, animações japonesas de grande sucesso atraem multidões como numa partida da seleção brasileira um jogo da Copa do Mundo. Nesse teste (se é que podemos dizer) feito com Dragon Ball Super, vimos que a série saiu de uma mera esfera de fãs e saltou para o mainstream. Mesmo que temporariamente. Algo similar pode acontecer? O tempo dirá. Mas o resultado foi positivo com a final do Torneio do Poder.

Esse momento é oportuno para a Toei avaliar o resultado e sair da "caixinha". O mesmo vale para o serviço oficial de streaming Crunchyroll que poderia aproveitar a popularidade de alguns animês para promover eventos assim. Isso ajudaria a expandir a divulgação da cultura pop japonesa, por meios legais e atraindo novos espectadores.

domingo, 25 de março de 2018

Final de Dragon Ball Super foi um tanto generoso

Freeza e Goku no momento em que unem suas forças contra Jiren (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Fim da saga para Goku e cia na TV. Dragon Ball Super acabou neste domingo (25) e de longe foi um dos finais mais esperados. Foi destaque fora do nicho de animês pelo mundo afora (apesar de maneira safada). Por mais que a nossa consciência apontasse o Sétimo Universo como vencedor, o que importava mesmo era como essa disputa entre Goku e Jiren iria acabar. Ou melhor, o Saiyajin contou com a ajuda de Freeza e Androide Nº 17 quando parecia estar vencido pelo excessivo poder do Instinto Superior.

A união do trio evidenciou a confiança entre eles (ainda mais com um vilão) e isso foi decisivo para vencer Jiren, que renegava a amizade de seus companheiros do Décimo Primeiro Universo por orgulho. O mesmo companheirismo mudou os laços entre Goku e Freeza. Antigos inimigos que tiveram que, no fim das contas, lutar juntos por um bem em comum.

Com a vitoria do Sétimo Universo, Daishinkan encarrega ao Nº 17 o pedido para as Super Esferas do Dragão, por ter sido o único a sobrar na arena. Ninguém esperava que o pedido fosse a ressurreição dos demais Universos que haviam sido extintos no Torneio do Poder. Aliás, isso estava em cogitação até um tempo atrás, mas quase ninguém lembrava mais disso. Ninguém esperava que poderia ser assim, já que o 17 estava pensando em como ajudar sua família. Embora terminasse tudo bem pra todos, foi bastante generoso da parte dele e mais do justo. Até Freeza teve sua sua redenção. Foi ressuscitado. Uma cortesia de Bills. Merecido ou não, Freeza foi mal necessário para o Sétimo Universo vencer este Torneio.

Dragon Ball Super vai fazer falta. Os domingos não serão mais os mesmos sem Goku, Vegeta e toda a turma. Akira Toriyama fez um Dragon Ball diferente, mais carismático possível, sem perder a essência e acrescentando novos personagens e elementos à mitologia que ele criou lá nos idos de 1984. E que venha o filme de Dragon Ball Super, na esperança dessa nova aventura pintar o mais breve nas nossas telonas.

Até um dia, Goku.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Super ainda não excluiu Dragon Ball GT do cânon e ninguém se lembrou da Mai

A Mai do Futuro em Dragon Ball Super

Em julho de 2015 escrevi este artigo onde eu questionava sobre a permanência ou exclusão de Dragon Ball GT no cânon da franquia. O texto foi postado dias antes da estreia de Dragon Ball Super na TV japonesa. Na época, os fãs (principalmente aqueles que detestam DBGT) já ansiavam por isso. Ate hoje recebo um bom número de comentários no antigo post e com o tempo o debate foi se alongando. Alguns reclamaram justamente pela confusão da cronologia. Algo que até agora Akira Toriyama não explicou.

Talvez ele não venha a falar sobre isso tão cedo, já que Dragon Ball Super terá uma continuação no cinema. Alguns pontos podem justificar ou não o que vem a ser Dragon Ball GT, que cronologicamente se passa dez anos a frente de DB SuperÉ óbvio que qualquer afirmação que não seja de Toriyama ou da Toei Animation não passa de suposições. Coisa do "campo das ideias". Pode ser que Dragon Ball GT se torne uma história alternativa. Isso poderá vir mais cedo ou mais tarde. Paciência. O que talvez ninguém se indagou ainda é quanto ao fator Mai.

Em GT ela estava velha, ainda era integrante da gangue do Pilaf e sumiu depois da fracassada missão onde Goku se tornou criança novamente através das Esferas do Dragão. Já em Super a coisa toma outro rumo. Ela se torna criança, vira namoradinha do Trunks e sua versão do futuro foi de relevância.

A personagem pode ser um dos pontos a determinar o destino de DBGT no cânon da franquia que pode mesmo ficar em segundo plano. Ela é a chave que leva-nos a crer nessa lógica. Aguardemos.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Exibição púbica de Dragon Ball Super no México foi um erro vergonhoso

Jiren no episódio deste domingo (18)

Quem diria que a atual série de Goku e cia poderia gerar um grande problema entre Japão e México, né? O caso se deu por governos locais do México decidirem exibir o penúltimo episódio de Dragon Ball Super neste fim de semana. A exibição, que não teve permissão alguma da Toei, estava marcada para sábado (domingo de manhã no fuso horário japonês). A produtora ficou sabendo com antecedência da tal exibição em praças. Se ainda não acompanhou o caso, saiba mais aqui.

A iniciativa é boa? Com certeza. É louvável. É interessante ver algum evento do tipo acontecer. Isso dá uma certa visibilidade à franquia de Akira Toriyama e mostrar ao grande público que Dragon Ball não parou nos anos 90. Porém o que faltou por parte dos representantes mexicanos foi um mero detalhe: direitos autorais.

A Toei está certa em reclamar? Sim, ela é quem produz a série. Sendo mais específico, bem como todo animê, existe uma grande equipe que trabalha nos bastidores e que ganha por isso. Sequer houve uma consulta, uma permissão, um planeamento do México com a Toei. O que agravou ainda mais foi a divulgação maciça que gerou essa proporção. Por sinal, a Crunchyroll detém direitos da exibição de Dragon Ball Super via streaming e, se houvesse uma consulta ao canal de streaming, o evento poderia acontecer ou não. Independente do resultado, haveria a intenção de se fazer um evento oficial e a palavra final seria da Toei.

O caso virou um problema diplomático que pode afetar as relações entre México e Japão. O que não deixa de ser uma desconfiança e desconforto. Torço pra que o problema seja resolvido da melhor maneira possível, mas esse caso não deixa de ser histórico e um exemplo a jamais ser seguido por aí. Todos acabam perdendo no fim das contas. 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Na reta final do Torneio do Poder, Dragon Ball Super supera expectativas

Goku e Jiren medindo forças numa batalha épica (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Foi uma série com altos e baixos, conseguiu divertir em muitas coisas, enrolou em outras, acertou, errou e agora sua melhor fase está chegando ao fim. Sem dúvida alguma, o Torneio do Poder era aquilo que precisávamos ver desde o fim de Dragon Ball Z. Agora falta apenas um episódio para acabar Dragon Ball Super (que terá uma continuação em dezembro nos cinemas japoneses).

Na arena estavam Goku e Jiren. Dois guerreiros de grande poder e com diferentes ideais. O episódio deste domingo (18) enfatizou esse abismo entre eles. Um acabou conquistando amigos ao longo do tempo através de combates. E o outro é triste/solitário/amargurado e não aceita perder de jeito nenhum.

Não apenas isso. Vimos o desfecho desta violenta batalha (não tanto quanto na era de Dragon Ball Z, mas tá valendo) e que insistia em não acabar. Se você acompanha notícias sobre a série, provavelmente ficou sabendo da possibilidade de Goku perder a luta e Jiren ter que enfrentar Freeza e Nº 17. O primeiro já estava escondido na arena e - quem prestou bem atenção - já esperava que ele aparecesse num momento oportuno. Já o segundo tinha ativado sua autodestruição e conseguiu sobreviver. E foi exatamente isso o que aconteceu.

Pode parecer uma bola fora, mas já era hora de Goku ter uma mãozinha (ou duas) para vencer essa parada. Claro, ele lutou muito bem e nada do que ele fez foi em vão. A luta poderia ter terminado ali mesmo se não fosse o "efeito colateral" do Instinto Superior. De qualquer forma, Freeza e 17 darão um troco no Jiren e garantir a sobrevivência do Sétimo Universo. Sinal de que o nosso herói nunca esteve sozinho.

Já podemos dizer que a série cumpriu sua missão e marcou o público. Provou que pode ser tão bom quanto DBZ, embora uns desavisados digam o contrário. Esta rivalidade entre Goku e Jiren veio pra ficar registrada nos anais da franquia.

E aqui vai um adendo deste blogueiro: eu já tinha comentado por aqui que acreditava na possibilidade de Freeza trair seus colegas de time. Não foi isso que aconteceu e foi uma surpresa esse heroísmo. Surpresa essa que não veio de agora e sim de poucos dias atrás, conforme as pistas foram surgindo através de notícias sobre Dragon Ball Super.

segunda-feira, 12 de março de 2018

TV Diário faz tratamento absurdo com séries japonesas e fãs cearenses aprovam

Flashman é uma das vítimas da inconstante transmissão

Meses atrás escrevi este texto sobre a transmissão bagunçada que a TV Diário fazia com o animê Super Campeões (Captain Tsubasa J) no final de 2017. Eram erros bem piores que a extinta Rede Manchete fazia nos anos 90 com as séries japonesas. Ok, dava pra relevar tais problemas na época pois eram bem pequenos. A emissora situada em Fortaleza (também conhecida fora do Ceará por ter tido sinal aberto até uns anos atrás após incomodar a Globo) inaugurou sua nova programação em janeiro e de lá pra cá tem apresentado mudanças significativas. Um provável aquecimento para as comemorações de seus 20 anos em julho que vem.

Além de repaginar antigos programas e lançar novas atrações, a TV Diário lançou desde então uma nova grade de séries, desenhos e filmes clássicos. Não se sabe bem quanto a permissão dos respectivos direitos de exibição de enlatados na emissora. Apesar de não ser o carro-chefe da programação, séries japonesas tem chamado atenção do público saudosista que parece não se importar de jeito nenhum com erros crassos que a TV Diário vem cometendo. Apesar da chamada da sessão de desenhos anunciar a "volta" de Jaspion, Changeman, a TV Diário jogou as séries tokusatsu Changeman, Flashman, Cybercop, Ultraman, Kamen Rider Black RX e o animê Shurato. Todos de forma incompleta, com episódios pulados, encerramentos cortados no meio e quase sempre voltando ao primeiro episódio sem dar muitas satisfações com seus espectadores.

Antes da sessão, há um horário isolado para séries tokusatsu que está no ar desde o final de janeiro. A primeira da vez foi Cybercop que teve os mesmos erros citados acima, além de já ter finalizado um dos episódios em meio a um diálogo, ir para o intervalo minutos antes da veiculação dos eyecachtes (as vinhetas de intervalo) e (pasme!) um salto gigantesco do episódio 13 para o episódio 22. Quem estava assistindo pela primeira vez com certeza não entendeu absolutamente nada ao ver Lúcifer surgindo no meio da trama e perdeu toda a reviravolta que tinha acontecido com a chegada do anti-herói.

Sem ao menos passar o episódio final, a TV Diário colocou desde semana passada a série original do Ultraman no lugar dos Policiais do Futuro. Ao que parecia ter um timing correto no primeiro episódios, os erros foram aparecendo ao limar o tema de abertura (sem "Ultraman no Uta" é sacrilégio!) e ter começado o terceiro episódio durante um diálogo entre Akiko, Hoshino e um guarda, antes de serem surpreendidos pelo monstro Neronga. E ainda na mesma semana, a TV Diário exibiu o mítico episódio 15 de Flashman (aquele onde Kaura aparece e Flash King tem o braço decepado) e no dia seguinte voltou para o primeiro episódio. Nestas duas sequências, a emissora ignorou completamente o segundo episódio.

E logo na manhã desta segunda (12) entrou Kamen Rider Black RX sem mais nem menos no lugar de Ultraman (que mudou de horário), a partir do segundo episódio, com o importante diálogo entre Issamu e seu tio cortado pelo break comercial, sem encerramento e (pasme! 2) o título da série apareceu como "Black Kamen Raider RX". Existe uma diferença gritante entre Rider e Raider. Sem contar que a série foi confundida com Kamen Rider Black, que ficou conhecido oficialmente no Brasil como Black Kamen Rider. A impressão que fica é que temos um estagiário ou algo assim cuidando da programação. A TV Diário chegou a rebatizar Cybercop como "Cybercops". Veja aí o erro com Black RX:


O confuso rebatismo de RX (Foto: Reprodução/TV Diário)

O que era pra ser um descontentamento entre os fãs de tokusatsu/animê, virou um mero espetáculo por parte do próprio público cearense nas redes sociais, que parecem não se importar com tais problemas e pensam que estão voltando aos distantes anos 80 e 90. As desculpas são as mais clássicas possíveis: pra ver séries da época da Manchete "de volta" à TV aberta e dar aquela "moralzinha" para uma exibição ilegal que não sabe nem por onde vai a cronologia. Obviamente isso não implica a todos os fãs cearenses, mas é que esse tipo de reclamação seria normal - e com toda razão - quando alguns desses erros acontecessem em materiais oficiais (DVD, canais de streaming etc). Quer dizer, há quem deixa a nostalgia falar mais alto que a razão e vemos por aí a defesa ao indefensável. Não dá mesmo pra entender.

Nas redes sociais é fácil de encontrar essas euforias. Aqui vão dois exemplos encontrados no Twitter:


- "Fico muito feliz em ver que a TV Diário está se tornando a sucessora espiritual da TV Manchete, só hoje pela manhã assisti Cybercop, Shurato e agora tá passando Kamen Rider Black RX. De novo que felicidade ver isso na tv aberta."

- "Black Kamen Rider passando atualmente na TV Diário, e me respeito que sou da época que passava na Manchete"


E é preciso que se diga: Atualmente quem possui direitos de Cavaleiros no Brasil é a Angelotti Licensing (representante nacional da Toei Animation) e a mesma série, junto com Dragon Ball Z, possui exclusividade na TV aberta pela Rede Brasil, que exibe em HD. Logo os direitos de Jaspion, Changeman e Flashman pertencem atualmente à Sato Company. Estas três séries e mais Jiraiya, Jiban e National Kid estão disponíveis de graça pelo canal oficial Tokusatsu TV, via YouTube.

Bem, é aí que essa discussão gera um questionamento: O que é mais? Comprar ideia de um material licenciado quando o mesmo apresenta qualidade impecável ou promover na internet da vida uma transmissão que sequer consegue dar conta de séries japonesas? Outra pergunta fica no ar: a TV do Nordeste tem mesmo licença para exibir produções japonesas que são caras no mercado?

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cavaleiros: A Lenda de Fênix representa Ikki com grandiosidade

O Cavaleiro Ikki de Fênix do fan film (Foto: Reprodução)

No último fim de semana saiu no YouTube um fan film baseado em Os Cavaleiros do Zodíaco focado no anti-herói Ikki de Fênix. A Lenda da Fênix é um título que, na primeira impressão, nos faz pensar que poderia se tratar de algo que poderia imaginar a origem de Ikki antes de se tornar o Cavaleiro de Fênix. Porém é uma homenagem que o representou com grandiosidade este grande personagem.

A Lenda de Fênix se passa em algum ponto da saga dos Cavaleiros de Atena onde Ikki visita o túmulo de sua amada Esmeralda. Durante o momento de contrição, ele é surpreendido por Thomas e seus capangas, que o desafiam para uma batalha. Thomas tem uma forte relação com Guilty, o satânico mestre de Ikki que o treinara na Ilha da Rainha da Morte. Por decisão de Ikki (e até por questões técnicas), a batalha contra Thomas é decidida sem o uso da armadura de bronze. Porém, o momento crucial leva os dois a um triste episódio do passado.

Para os padrões, o fan film A Lenda de Fênix foi muito bem feita e percebe-se o cuidado com cada detalhe. O fato de Ikki não ter usado a armadura foi uma decisão acertada, uma vez que isso poderia comprometer a produção por questões técnicas ou mesmo de orçamento. Isso enriqueceu ainda mais o trabalho e deu um tom poético à mini trama. O local poderia lembrar o cenário infernal da Ilha da Rainha da Morte, mas seria exigir demais. Aliás, foi bem propício, já que se tratava do túmulo de alguém muito querida pelo Cavaleiro de Fênix.

Interpretado por atores brasileiros, o fan film conta com elenco de dublagem paulista. Foi convidado especialmente Leonardo Camilo para viver mais uma vez Ikki de Fênix. Flávio Dias (Poseidon na dublagem clássica da Gota Mágica e Sísifo de Sagitário em The Lost Canvas) narrou passagens do início e do final da história e também dublou Guilty nesta versão. Também estiveram Wilken Mazzei (Killa em Dragon Ball Kai) como Thomas e Beatriz Villa (Mei Terumi no game Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4) como Esmeralda. A produção reproduz algumas das BGMs mais marcantes do saudosíssimo maestro Seiji Yokoyama e com direito a um revival da sangrenta batalha de Ikki contra Guilty que culminou na morte de Esmeralda. O tema escolhido para o encerramento foi "Chikyuugi", canção da saga de Hades cantada originalmente pela doce Yumi Matsuzawa e interpretada na versão brasileira pela Larissa Tassi (da antiga dupla com William Kawamura e atual integrante do trio Danger3). Desta vez a canção ganhou versão própria cantada por Nando Rodrigues e Maíra Brito.

A título de nota, Nando Rodrigues foi o roteirista e diretor do fan film, além de assumir boa parte da produção independente. Sem fins lucrativos, A Lenda de Fênix foi realizada em parceria das produtoras Raciocinando Filmes, Friends Groups Entertainment e Hipnótico Filmes. Todas elas com trabalhos extensos em seus respectivos currículos.

Assista o fan film a seguir:



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

José Luiz Barbeito marcou gerações como Kuwabara


"A flor tem que ser de cerejeira. E o homem tem que ser Kuwabara!". Essa frase do maior aliado de Yusuke Urameshi, do animê Yu Yu Hakusho, é apenas um pedaço de um legado deixado por sua voz que marcou uma geração que acompanhava animês, filmes, novelas mexicanas e até produções tokusatsu.

Seu grande destaque foi em Yu Yu Hakusho, onde emprestou a voz para Kuwabara. Na mesma época fazia a voz de Dexter, do desenho O Laboratório de Dexter. Um clássico do canal pago Cartoon Network no final dos anos 90. Nas séries tokusatsu sua voz foi marcada no personagem Tetsuo Shinjoh (vivido por Shigeki Kagemaru) em Ultraman Tiga (segundo créditos de dublagem nos filmes A Odisseia Final e Os Guerreiros da Estrela da Luz). Interpretou Rito Revolto nas dublagens clássicas da terceira temporada de Mighty Morphin Power Rangers e Power Rangers Zeo. Além de participar de algumas outras temporadas da franquia. Também foi Piccodevimon na primeira série Digimon Adventure.

José Luiz Barbeito também dublou Will Smith no filme A Procura da Felicidade, Jamie Foxx no revival de Miami Vice, o saudoso Philip Seymour Hoffman em filmes como Patch Adams: O Amor é Contagioso entre tantos outros trabalhos.

Estava afastado das dublagens há alguns anos e nos últimos seis meses passou por um tratamento contra o alcoolismo. José Luiz Barbeito morreu aos 56 anos, vítima de um ataque cardíaco. Familiares, colegas de profissão e amigos de adolescência (que o ajudaram no tratamento) prestaram suas homenagens.


Kuwabara é o papel de maior referência de Barbeito nos animês

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Freeza deixa má intenção à vista e tenta bancar o Dr. Smith em Dragon Ball Super

Freeza tentando bancar o inocente com Gohan (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Convidar um antigo inimigo para se aliar a um time de um Torneio é algo bastante arriscado e requer uma atenção redobrada. E o time do Sétimo Universo precisa ter muito cuidado. Principalmente Goku que teve a ideia. No começo pareceu improvável, mas com o tempo Freeza foi se mostrando aliado forte nas batalhas.

Porém deu umas escorregadas. Não escondeu que ele tem más intenções. Já comentei aqui neste blog sobre algumas ocasiões onde ele poderia "se dar bem" e se mostrou do lado de Goku e cia. Pode ser um blefe? Sim, e mais uma vez Freeza deixou claro que pode ser um terrível inimigo. No episódio deste domingo (21) ele tentou negociar uma aliança com Dyspo onde o vilão fosse ressuscitado pelas Esferas do Dragão, caso o Décimo Primeiro Universo fosse vencedor. Muito esperto, Dyspo recusou a oferta.

Já disse uma vez nesta coluna: Freeza pode estar tramando um grande plano para sabotar o Torneio. Como todos ouviram (não sei como conseguem naquela distância), ele já perdeu a confiança de todos do Sétimo Universo. Impossível não dizer que ficará inquieto após o Torneio. Bem, será que o Goku tem algum plano para detê-lo? Tudo é possível.

E minha impressão no episódio da semana foi de que Freeza tentou bancar como Dr. Smith da série clássica de ficção científica Perdidos no Espaço, de Irwin Allen. Por um momento ele tentou disfarçar a sua tentativa com a chegada de Gohan praticamente no mesmo estilo "malandro". Só que a diferença é que o filho de Goku não é nada bobo como era o menino Will Robinson e não se deixou levar pelo charlatão. Problema resolvido (mesmo com o sacrifício de Gohan na arena). Pra quem não conhece, Dr. Smith era um vilão que acompanhava involuntariamente a Família Robinson na frustrada missão espacial pela nave Júpiter 2. Personagem do saudoso Jonathan Harris, ele tentava trair os Robinson. Ainda assim foi um personagem marcante e carismático para quem viveu os anos 60 e 70.

Sobre o final de Dragon Ball Super, acredito que seja um hiato, por enquanto. Assim como foi com Dragon Ball Kai. Não creio que haja mudança de horário, pois a lista de episódios da coletânea em home-video da série foi um indício. Consta um episódio a mais no último volume. A partir de abril começa a sexta encarnação de GeGeGe no Kitarô na mesma faixa dominical da Fuji TV. A primeira série da franquia do falecido mangaká Shigeru Mizuki completou 50 anos de estreia na TV japonesa.


O icônico Dr. Smith da série Perdidos no Espaço

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Godzilla retorna impetuosamente em trilogia animada

O novo animê do Rei dos Monstros (Foto: Divulgação/Netflix)

Com divulgação quase em cima da hora - para a nossa surpresa - a Netflix lançou a primeira parte da trilogia Godzilla: Planet of the Monsters (ou Gojira: Kaiju Wakusei) nesta quarta (17) para todos os assinantes do canal de streaming em mais de 190 países. Foram exatamente dois meses de espera desde o lançamento nos cinemas japoneses em 17 de novembro do ano passado. Esta é mais uma produção do estúdio Toho em parceria com a produtora Polygon Pictures. A mesma de animês com o selo de exclusividade Netflix como Knights of Sidonia, Ajin: Demi-Human e Blame!.

Ao invés de um kaiju que protege a humanidade, esta história mostra um Godzilla muito mais devastador e impetuoso do que nunca. Ou melhor, se tornou dono da Terra através da maior catástrofe já causada na veterana franquia. O primeiro ataque começou no final do século XX. O que obrigou os humanos a abandonarem a Terra. Vinte mil anos depois a humanidade retorna ao planeta sob o comando do capitão Haruo Sasaki, que está disposto a retomar a Terra do Rei dos Monstros. O salto no tempo se deve à uma viagem interdimensional. Uma saída que ajudou a abreviar a jornada depois da fracassada busca por um lugar habitável como a antiga Terra. Sasaki tem contas a acertar com Godzilla. É que seus pais foram vítimas do monstro quando tinha apenas quatro anos de idade.

A primeira parte serve de introdução. Sendo a primeira metade deste episódio carregada de muito diálogo e pouca dinâmica. Nenhum problema, já que faz parte de narrativa bem formulada que explora o histórico da destruição ao mesmo tempo em que os humanos procuram um meio de destruir Godzilla. O ritmo é compensado com muita ação na segunda metade.

Gen Urobuchi (de Kamen Rider Gaim e Madoka Magica) está a cargo da ideia original e do roteiro deste novo Godzilla. A produção conta com dois nomes da direção: o primeiro é Hiroyuki Seshita (de Ajin e Knights of Sidonia) e Kobun Shizuno (de Detetive Conan e Hokuto no Ken). Para interpretar Haruo Sasaki, o elenco conta com o excelente Mamoru Miyano (a inconfundível voz de Ultraman Zero).

O segundo episódio desta saga está marcada para maio deste ano no Japão e deve seguir o padrão de distribuição com poucos meses de atraso via Netflix. Está garantida uma versão do Mechagodzilla na sequencia.

Godzilla: Planet of the Monsters prepara o terreno para a volta do Rei dos Monstros nas telonas em 2019 e 2020. Duas sequencias da franquia MonsterVerse, da Legendary Pictures, onde Godzilla e King Kong irão se encontrar. Até lá a Toho não irá produzir nenhum filme tokusatsu do kaiju. É hora de aproveitarmos este novo e apocalíptico universo que nos apresenta um Godzilla visualmente parecido com aquele que conhecemos em 2014.

E se você é daqueles que dispensa créditos finais, há uma cena extra logo em seguida. Não perca.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Vanishing Line é a melhor série da franquia Garo

Os personagens centrais da série animada (Foto: Divulgação)

Para a surpresa dos fãs da franquia do Cavaleiro Makai, a série animada Garo: Vanishing Line foi lançada no Brasil em meados de novembro pela Crunchyroll. Isso graças a sua parceria com a Funimation, outro canal de streaming que opera na América do Norte. Este é o terceiro título da franquia a vir para cá. Os filmes tokusatsu Garo: Red Requiem e Garo Gaiden: Flauta Secreta estão disponíveis via Netflix e são licenciados pela Sato Company (veja mais aqui). Até o momento foram exibidos 12 episódios de Garo: Vanishing Line na TV japonesa e o próximo tem previsão para ir ao ar nesta sexta, 12 de janeiro.

Diferente das duas animações anteriores Garo: The Animation (de 2014) e Garo: Crimson Moon (de 2015) que se passavam em eras antigas (inquisição espanhola e era imperial japonesa Heian, respectivamente), esta nova trama se passa nos dias atuais na fictícia Russel City. A cidade americana (baseada em Nova Iorque) ocupa secretamente um cenário de conspiração. Para combater o mal que domina a cidade sem a percepção dos cidadãos, Sword, um cavaleiro Makai, entra em ação para deter os ataques dos diabólicos Horrors ao vestir sua armadura dourada e assumir o codinome Garo. Sword encontra uma única pista sobre os Horrors: Eldorado. É a partir daí que sua missão toma um outro rumo ao encontrar a garota Sophie que também está atrás da mesma pista que pode ter relação com o desaparecimento de seu irmão.

Junto com Sword estão o seu inseparável anel mágico Zaruba, o amargurado alquimista Makai chamado Luke e a formosa guerreira Gina. Zaruba (leia na proparoxítona) serve como conselheiro de Sword e é capaz de captar a presença de Horrors. Porém não possui ligação com as outras versões do universo original da saga em tokusatsu.

Gina, a alquimista Makai
Já Luke é mais sensato que Sword e, apesar da boa parceria com o cavaleiro Makai, está quase sempre em desacordo com ele. É que Luke desaprova o envolvimento de humanos nestas missões sobrenaturais. Além de ser perito em armamentos de fogo, munições especiais e ainda poder apagar a memória das pessoas que viram Horrors, Luke carrega um terrível trauma de infância.

E Gina é uma ladra profissional e também alquimista Makai que trabalha eventualmente ao lado de Sword. Apesar de manter uma aparência de uma mulher manipuladora, esconde seus sentimentos pelo cavaleiro. É dona de uma formosura que chama atenção de Sword, que tem uma estranha reverência às "comissões de frente" de qualquer mulher de sua idade. Porém Gina carrega o bichinho Mia que se esconde em seus próprios seios e ataca Sword quando tenta assediá-la.

Em comparação com as séries tokusatsu, Garo: Vanishing Line consegue equilibrar a densidade da luta contra os Horrors com um pouco de alívio cômico, protagonizado pelo próprio Sword em sua tentativa de conquistar alguma mulher. A série tenta não apelar e consegue formar um elo consistente entre o herói e a adolescente Sophie. Uma relação entre irmãos. Após episódios iniciais isolados, a trama apresenta sua rota de fuga (sem trocadilhos) com a aparição dos vilões Horrors que escondem o segredo do tal Eldorado. A trama é envolvente e provavelmente é a melhor série de Garo até aqui. Mesmo não tendo o mesmo peso sombrio das demais produções da franquia, é ótima para assistir tarde da noite e assistir de uma vez em poucas sentadas. Porém não é uma produção tão leve.

Destaque para o JAM Project que mais uma vez bate ponto interpretando tema de abertura. Desta vez com a música "EMG". Curiosamente Masami Okui, a única mulher a integrar a banda, interpreta a belíssima canção "Sophia". Tema de encerramento do animê. E como não poderia ser diferente, Hironobu Kageyama, cantor de várias séries japonesas como Changeman, Maskman, Jetman, Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, empresta mais uma vez sua voz ao anel Zaruba.

Se seguir o padrão das demais séries animadas, Garo: Vanishing Line irá fechar aos 24 episódios. Ainda estão previstos para o próximo cour (trimestre) a entrada dos novos temas de abertura e encerramento. "HOWLING SWORD" por Shuhei Kita e "Promise" por Chihiro Yonekura. Os próximos episódios prometem muitas surpresas com o desenrolar do mistério de Eldorado. Ótima série para quem ainda não acompanhou ou não assistiu a nenhuma das séries live action e animadas.

Garo: Vanishing Line é exibido no Brasil via Crunchyroll sempre com um novo episódios às sextas-feiras a partir das 16h23.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Na luta contra Jiren, vemos em Dragon Ball Super a diferença de técnica entre Goku e Vegeta

Vegeta durante seu embate contra Jiren (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Não é de hoje que percebemos a diferença de habilidade de Goku e Vegeta. Quem acompanha a franquia há longa sabe que além do temperamento de cada um existe o estilo de luta destes Saiyajins.

Goku gosta de treinar e é quase incansável. Não dispensa um bom adversário para superar/melhorar sua força. É um sujeito pacato, amigo de todos e sua única falha é a inocência/ingenuidade. Já Vegeta é orgulhoso e, mesmo sendo parceiro de Goku (e parecer não assumir isso), é um bom guerreiro. Antes era um assassino e hoje luta pela defesa da Terra. Seu forte temperamento é um ponto bem característico.

A diferença entre Goku e Vegeta é que eles são técnica e força, respectivamente. Duas habilidades distintas que fazem deles grandes guerreiros Saiyajins. Isso pode ser percebido no embate de cada um contra Jiren. Episódios atrás, Goku atingiu uma força sobre humana e despertou o Instinto Superior (acredita-se que seja em modo de ataque, como é do seu perfil). Existe tanto a possibilidade de Vegeta atingir esse mesmo poder quanto ser eliminado por Jiren. O que sabemos de fato é que Vegeta irá despertar um poder superior ao Super Saiyajin Blue, como foi mencionado neste domingo (7) no preview do próximo episódio de Dragon Ball Super. Possivelmente seja o Instinto Superior -- ou não.

Apesar dessas diferenças entre Goku e Vegeta, o primeiro leva mais vantagem por seu esforço e humildade. Mesmo que Vegeta consiga atingir o Instinto Superior, sua própria arrogância pode levá-lo à derrota. Tudo leva a crer de que seja isso mesmo. Uma vez que faltam pelo menos oito episódios (minutos?) para acabar o Torneio. E Jiren é o guerreiro do 11º Universo que tem tudo para ficar até o fim e enfrentar o Goku numa revanche.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Sakura Card Captors é arrastado e ainda consegue agradar

Sakura está de volta com episódios inéditos

O início dos anos 2000 foi importante na história dos animês no Brasil. Não ficamos órfãos desse tipo de programa após o fim da TV Manchete em 1999. Várias emissoras abertas e por assinatura aderiram a nova onda que começou com o sucesso de Pokémon, Digimon, Dragon Ball Z e tantos outros títulos que formaram o filão. Algumas franquias retornaram como Os Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho e Sailor MoonFoi nesse período em que animês do estilo shoujo ganharam mais notoriedade do que nos anos 90. Ao lado de Serena e sua turma, outra série chamou atenção de boa parte do público infanto-juvenil e estará de volta à TV japonesa.

Sakura Card Captors estará de volta a partir desde fim de semana numa nova série. Cardcaptor Sakura: Clear Card é uma adaptação do mangá de mesmo título que está em publicação desde dezembro de 2016. Totalizando três volumes até o momento. A mesma dá continuidade à série clássica de animê/mangá.

Apesar do sucesso mediano, Sakura Card Captors nunca figurou entre meus animês favoritos. Mas sempre que podia eu acompanhava a trama no Cartoon Network e na Globo. Tudo era arrastado sim. Porém o romance era algo que de alguma forma prendia o público e cativava quem assistia. Mesmo que o espectador não tivesse compromisso algum com o horário. A busca de Sakura pelas cartas Clow era interessante. Ao mesmo tempo que dividia espaço para o dramalhão que era a paixão da garotinha de 10 anos por Yukito, um jovem com mais idade que ela. Tinha lá seus momentos sombrios. A verdade é que o animê era arrastado demais. Mas era justamente essas composições que faziam do desenho japonês um interessante clássico da CLAMP que marcou uma geração. Além dos excelentes traços e efeitos que enchiam os olhos de qualquer espectador.

A série original foi trazida para cá via Cloverway. Por pouco não vimos uma versão adulterada da Nelvana que colocou - vejam vocês - Shaoran como protagonista, ao invés de Sakura. (Hein???) Em tempo, Sakura Card Captors estreou no Brasil às 16h30 do dia 1 de novembro de 2000 na tela do Cartoon Network. Logo após Sailor Moon R que estreou também no mesmo dia e canal. Os temas de abertura e encerramento eram bem legais. Uma pena que não foram ao ar quando passou nas manhãs da Globo em 2001. Curiosamente outras séries shoujo passaram no mesmo horário de Sakura no Cartoon. Como a divertida Corrector Yui e a chata Super Doll Licca-chan.

A exibição de Cardcaptor Sakura: Clear Card está garantida no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll. Serão ao todo 26 episódios semanais.

Assista ao trailer oficial legendado:

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

TV Diário comete os mesmos erros da Manchete e outros piores ao exibir Super Campeões

O craque Oliver Tsubasa

Desde o final de setembro a TV Diário - canal 22.1 de Fortaleza - exibe a reprise de Super Campeões, em sua versão clássica exibida na extinta Manchete, conhecida originalmente como Captain Tsubasa J. O momento coincidiu (ou foi proposital) com o aniversário de 20 anos de estreia no Brasil.

A exibição acontece de segunda à sexta no programa infantil(oide) Algodão Doce e vez por outra sofre uns erros na exibição como repetir um episódio exibido no dia anterior. Algo quase frequente no começo dos anos 90 quando a Manchete exibia reprises de Changeman, por exemplo. Até o momento foram exibidos os primeiros 28 episódios do animê e ao invés de continuar de onde parou, a série começa do início. Pra se ter uma ideia, Super Campeões voltou ao primeiro episódio nesta terça (19) e repetiu o mesmo nesta quarta (20).

Tem mais alguns erros. Só que esses a saudosa emissora carioca não cometia. Como fade in/fade out entre o momento em que aparece a palavra "tsuzuku" (つづく) e o encerramento. Uma edição desnecessária e que poderia rolar na íntegra. Sendo que a palavra japonesa que indica continuação às vezes nem aparece direitoOu mesmo o encerramento é cortado.

Fora outros cortes como episódio cortado minutos antes do encerramento e sequencia descompromissada aos sábado. Nesse dia da semana são exibidos dois episódios no seu Festival de Desenhos e curiosamente, em outubro, a TV Diário exibiu o mesmo episódio quatro vezes no mesmo dia. (!) Duas pela manhã e duas na reprise na madrugada.

Independente de ser ou não uma exibição oficial, a TV Diário deveria cuidar melhor de um animê tão legal como Super Campeões. Não dá pra dizer que a exibição é digna com essa sucessão de erros.

Atualização: Nesta quinta-feira (21) a TV Diário exibiu pela terceira vez consecutiva o primeiro episódio. Sabe-se lá o motivo por isso, mas alguém tem que revisar a ordem dos episódios antes de ir pro ar. Desta vez foi pra saturar o espectador.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O novo Super Campeões deveria ser uma história original

De tempos em tempos Oliver Tsubasa (Tsubasa Ozora) recomeça sua jornada para se tornar um jogador profissional. E isso irá acontecer mais uma vez a partir de abril de 2018 com o novo Super Campeões -- ou melhor, Captain Tsubasa. Será a quarta série animada da franquia para a TV japonesa. Desta vez com produção da David Production (mesmo estúdio de JoJo no Kimiyo na Bouken) e será exibida na TV Tokyo. Provavelmente será na faixa matinal de sábado ou de domingo. Curiosamente esta foi a mesma emissora que exibiu a versão original.

A primeira versão foi exibida entre 1983 e 1986, com produção da extinta Tsuchida Production e que tinha uma pegada infantil e trilha sonora eletrizante. Em 1994 surge Captain Tsubasa J pelo Studio Comet. Esta foi a versão exibida pela extinta Manchete entre 1997 e 1998. Em 2001 o Group TAC lança a série Captain Tsubasa: Road to 2002. Exibida por aqui via Cartoon Network e RedeTV!.

Para esta década que está quase no fim, Tsubasa ganha um novo começo. Nenhuma grande novidade à vista, a não ser pela atualização de animação e efeitos que irão ajudar a recontar a saga do craque japonês para o público infanto-juvenil de hoje. Há também indícios de que Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Manuel Neuer poderão dar as caras. Não deixa de ser oportuno para o ano de Copa do Mundo. Recentemente saiu um game da série para celular e isso seria pouco para dar sobrevida à franquia.

Isso não seria ruim, entenda. Super Campeões é sempre bem vindo e gosto da série. Mas seria legal ver uma continuação, nem que fosse uma história desvinculada do mangá de Yoichi Takahashi. Algo original, como será Megalobox, continuação de Ashita no Joe que está programado para o mesmo mês.

Em todo caso, só nos resta gritar: Fight Tsubasa!!!

Assista o trailer do novo Captain Tsubasa:


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Mangá ULTRAMAN é digníssimo de animação

O anúncio oficial do animê (Foto: Reprodução/Heros-ULTRAMAN)

A maravilhosa obra da dupla Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi foi uma das gratas surpresas que tivemos nos últimos tempos. O décimo primeiro volume da publicação vai sair agora no dia 5 de dezembro, lá no Japão. Enquanto isso, os volumes 9 e 10 devem ser publicados no começo do próximo ano (se nada dar errado) pela Editora JBC.

Um contador regressivo de horas apareceu no site oficial do mangá no início da semana e nos preparava para uma divulgação que envolve o mangá ULTRAMAN (a estilização oficial é assim mesmo, tudo maiúsculo). A mesma aconteceu no começo da madrugada desta sexta-feira (1) no Japão (tarde desta quinta-feira [30] no Brasil) e revelou uma adaptação da obra em animê. Com previsão para 2019.

O mangá está em publicação desde 2011 pela editora japonesa Shogakukan e de lá pra cá sempre saem dois volumes por ano na terra dos monstros gigantes. A trama se passa décadas depois do final da série clássica Ultraman. Desconsiderando eventos de Ultra Seven, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace e outras séries e filmes da cronologia de M-78. Ou seja, Ultraman foi o único herói que lutou na Terra nesta linha alternativa. Hayata está idoso e tem um filho adolescente, Shinjiro, que tenta levar uma vida pacata como os garotos de sua idade. Porém ele carrega uma força sobre-humana conhecida como Fator Ultra, provável de Hayata devido ao período em que esteve em simbiose com o gigante prateado.

Personagens como Dan Moroboshi (Seven) e Seiji Hokuto (Ace) estão presentes nesta releitura e com personalidades fortes, se compararmos as suas contrapartes originais. O segundo Ultraman é representado pelo humano chamado Jack, que possui o Ultra Bracelete. Isso sem mencionar as constantes referências e homenagens às séries clássicas, aparições de alguns personagens da Patrulha Científica, e muitas surpresas.

O mangá poderia ganhar uma versão tokusatsu? Sim, quem sabe um dia. Mas não acho que seja o momento. Sempre esperei por uma versão animê do que em live action. O ritmo da história tem todas as características para uma animação da faixa da madrugada e as batalhas são de deixar o leitor (futuro espectador) na ponta do sofá/roendo as unhas. Até aqui tudo fica na imaginação de como poderá acontecer e torcermos pra que a adaptação seja o mais fiel possível. Uma temporada de dois cours (termo francês que significa "curso" e que representa um período de três meses cada na TV japonesa) seria o ideal para contar essa história semanalmente. Vamos esperar um pouco mais de um ano para ver o resultado. A ansiedade é grande para quem é fã dos Ultras e acompanha o mangá. Pretendo recomeçar a ler em breve para entrar no clima e comemorar essa grande novidade.

Ah, torço pra que a atriz/dubladora/cantora Maaya Uchida (a Hiroyo Hakase do tokusatsu Akibaranger) participe do animê. Ela interpretou a idol Rena Sayama numa Motion Comic do mangá apresentado no canal oficial da Tsuburaya no YouTube e poderia reprisar a personagem na TV. Se não for sonhar demais, ela poderia cantar ao menos algum tema de abertura.

Se você ficou curioso e está no aguardo do lançamento do animê ULTRAMAN, não fique só na vontade. O mangá está em publicação pela Editora JBC, vale cada centavo e é mais uma ferramenta que diverte, instiga a nova geração a conhecer a mitologia Ultra e emociona fãs veteranos. Item obrigatório para os fãs de tokusatsu.

PS: Recomendo dois artigos escritos pelos mestres Alexandre Nagado e Usys222 sobre o mangá em seus respectivos blogs Sushi POP e Casa do Boneco Mecânico - Anexo -. Nesta sexta o grande Danilo Modolo vai apresentar no canal TokuDoc a primeira parte de sua review sobre a obra.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Já vai tarde. Ribrianne foi eliminada do Torneio em Dragon Ball Super (e não fará absolutamente falta nenhuma)

O último episódio de Ribrianne e seu famigerado "poder do amor" (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Os últimos episódios de Dragon Ball Super foram bem interessantes. De longe o confronto de Goku contra Jiren e o cansativo embate do herói contra Kefla (não confunda com a Youtuber Kéfera, ok?) ficam consagrados na história da franquia e serão lembrados como clássicos. Vale destacar o despertar do Instinto Superior de Goku nas duas ocasiões. Aqui acolá acontecem umas enrolações no Torneio. Uma dessas atende pelo nome Ribrianne. Ela simplesmente é a personagem mais chata que já apareceu neste arco.

É sério. Ninguém aguentava mais esse papo de "poder do amor" pra lá e "poder do amor" pra cá. O negócio era forçado à beça e não convenceu ninguém, por mais que houvesse esforço da guerreira pra isso. Bom, quem fez o favor de despachá-la foi a Nº 18, que (de certa forma) foi confrontada pelo fato da androide ser casada com Kuririn, aparentemente fora dos padrões, segundo a "especialista" Ribrianne. No mais, não foi lá uma luta fácil, embora ela tenha ficado gigante nos seus últimos minutos na arena, serviu para alegrar aos espectadores que já estavam de saco cheio dela.

E um outro detalhe que talvez não fizesse tanta diferença. Ribrianne poderia aparecer mais vezes (assim como na foto abaixo) sem se transformar. Aliás, nem precisava disso. Era só manter algum poder, ter menos exageros e... ficar com sua verdadeira forma. Sua aparência tipo "bonequinha" é bem mais atraente e não causaria tanta rejeição. Deixando bem claro aqui que não é a aparência da Ribrianne que está em questão e sim sua performance forçada e suas frases de efeitos repetidas à exaustão.

Se você estava que nem este blogueiro, torcendo pra eliminação de Ribrianne, abra um champanhe e vamos brindar.


Bem que a guerreira poderia ter aparecido assim mais vezes, né? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Temos mesmo que boicotar Samurai X pelo crime de Nobuhiro Watsuki?

Kenshin Himura, o herói principal do clássico Samurai X

Você deve estar acompanhando sobre o caso do mangaká. Ele foi pego com materiais de pornografia infantil, foi preso nesta terça (21), confessou que gosta de meninas de 6 e 15 anos de idade, e obviamente sua carreira está em jogo. Muita gente anda comentando na internet dizendo que isso não vai dar em nada, visto casos com a de Mitsutoshi Shimabukuro, outro mangaká que foi preso há 15 anos por prostituição infantil e que retomou com o lanamento de Toriko. Só que atualmente existe uma lei que pune quem comete esse tipo de crime. Detalhe ignorado por muitos fãs. Comentei sobre isso no neste post.

Muita decepção e revolta do público podem ser vistas nas redes sociais. Também há algumas bobagens ditas. Uma delas é com a revolta contra a série de mangá/anime Samurai X. A obra mais famosa de Nobuhiro Watsuki e que marcou uma geração entre os final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Vamos por partes: Samurai X é uma ótima série, é ambientada  na era Meiji, tem um ótima trama e outros elementos que cativaram o público. Querendo ou não, a violência faz parte do contexto. Se não me falha a memória, não tinha apelo sexual como se vê em alguns animês hoje em dia. No mais, é um clássico venerável. Já o crime de Watsuki, é uma outra coisa e não tem absolutamente nada a ver com Samurai X e demais obras assinadas por ele.

Boicotar, deixar de gostar de suas histórias e ir na onda "Maria-vai-com-as-outras" não vai consertar o problema e é o mesmo que cuspir no prato que comeu. O negócio é separar a criação de seu criador e não cair em qualquer generalismo. Independente do crime de Watsuki, a saga de Kenshin Himura sempre fará parte da história da animação japonesa e, apesar do ocorrido, não temos que transformar boas lembranças num trauma infundado.

O que está em questão é a má conduta de Watsuki e não o seu trabalho.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Escândalo de Nobuhiro Watsuki é uma mancha nos tempos modernos da cultura pop japonesa

Samurai X, a obra mais famosa de Watsuki

Os fãs de anime e mangá amanheceram com uma bomba sobre o mangaká Nobuhiro Watsuki, autor de Samurai X, que foi detido pela polícia japonesa por porte de materiais de pornografia infantil. Em seu escritório foram encontrados vários DVDs com meninas de 10 anos. Segundo informações, Watsuki teria confessado que "gostava de meninas de 6 a 15 anos".

Este não é o primeiro caso e nem deve ser o último entre artistas ligados à cultura pop japonesa. Em 2002, o mangaká Mitsutoshi Shimabukuro foi preso por violação das leis locais de prostituição infantil. Na época ele pagou 80 mil ienes a uma jovem de 16 anos para fazer sexo. Ele foi preso, o caso chocou o público e a Shonen Jump se viu obrigada a cancelar o mangá Seikimatsu Leader den Takeshi!, de sua autoria. Shimabukuro deu a volta por cima anos depois com Toriko, publicado pela mesma editora que cancelou sua obra anterior.

Só que os tempos são outros. As leis do Japão estão mais rígidas quanto a isso. Sem mencionar que desde julho de 2015 isso é crime, com pena de até um ano e multas de R$ 29 mil. No caso de Nobuhiro Watsuki, é difícil dizer se ele irá retomar com algum novo trabalho, com uma continuação de Samurai X ou algo do tipo daqui a alguns anos. Talvez isso aconteça ou talvez nunca. Pode ser que ele consiga consertar sua vida, recuperar a dignidade no futuro e ser bem recebido pelos fãs japoneses. A coisa pode ser diferente no resto do mundo, principalmente no ocidente onde o mangaká é conhecido, inclusive no Brasil onde já visitou. A ascensão das redes sociais fortaleceu indiferenças a certos casos. O que deve potencializar esta mancha na história da cultura pop japonesa.

Como o público japonês irá reagir? Só o tempo dirá.

PS: O mestre Alexandre Nagado comentou em seu blog Sushi POP sobre o assunto com pontos mais aprofundados.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Yu Yu Hakusho ganha box comemorativo com trilha sonora do animê


A obra de Toshihiro Togashi completou 25 anos em outubro. Em ritmo de nostalgia, a gravadora Pony Conyon anunciou na noite desta quarta (15) a coleção Yu Yu Hakusho 25th Anniversary Single Record Box. O pacote, que está programado para lançamento japonês em 21 de fevereiro de 2018, irá reunir as principais músicas do animê produzido pelo Studio Pierrot.

A edição regular vai custar 11.340 ienes (ou R$ 330). A caixa (esta da imagem acima) conterá 14 músicas divididas em 7 discos. Já a edição limitada estará disponível no site da gravadora por 12.960 ienes (R$ 380). Esta terá as mesmas canções, porém com adição de duas canções em dueto. Uma entre Yusuke e Keiko e outra entre Kurama e Hiei.

Veja a lista de músicas:
  • Disco 1: "Hohoemi no Bakudan" / "Homework ga Owaranai" por Matsuko Mawatari
  • Disco 2: "Unbalance na Kiss wo Shite / "Taiyo ga Mata Kagayaku Toki" por Hiro Takahashi
  • Disco 3: "Sayonara byebye" / "Dyadream Generation" por Matsuko Mawatari
  • Disco 4: "FIRE!" / "Kokoro wo Tsunaide" por Nozomu Sasaki como Yusuke Urameshi
  • Disco 5: "Otoko no Jyunjo" / "DACHI" por Shigeru Chiba como Kazuma Kuwabara
  • Disco 6: "Kurayami ni Akai Bara ~Romantic Soldier~" / "Koori no Knife wo Daite" por Megumi Ogata como Kurama
  • Disco 7: "Tasogare ni Se wo Mukete" / "Kuchibue ga Kikoeru" por Nobuyuki Hiyama como Hiei
  • Disc0 8: "WILD WIND" por Kurama e Hiei / "Omoide wo Tsubasa ni Shite" Yusuke e Keiko Yukimura (Yuri Amano)