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segunda-feira, 12 de março de 2018

TV Diário faz tratamento absurdo com séries japonesas e fãs cearenses aprovam

Flashman é uma das vítimas da inconstante transmissão

Meses atrás escrevi este texto sobre a transmissão bagunçada que a TV Diário fazia com o animê Super Campeões (Captain Tsubasa J) no final de 2017. Eram erros bem piores que a extinta Rede Manchete fazia nos anos 90 com as séries japonesas. Ok, dava pra relevar tais problemas na época pois eram bem pequenos. A emissora situada em Fortaleza (também conhecida fora do Ceará por ter tido sinal aberto até uns anos atrás após incomodar a Globo) inaugurou sua nova programação em janeiro e de lá pra cá tem apresentado mudanças significativas. Um provável aquecimento para as comemorações de seus 20 anos em julho que vem.

Além de repaginar antigos programas e lançar novas atrações, a TV Diário lançou desde então uma nova grade de séries, desenhos e filmes clássicos. Não se sabe bem quanto a permissão dos respectivos direitos de exibição de enlatados na emissora. Apesar de não ser o carro-chefe da programação, séries japonesas tem chamado atenção do público saudosista que parece não se importar de jeito nenhum com erros crassos que a TV Diário vem cometendo. Apesar da chamada da sessão de desenhos anunciar a "volta" de Jaspion, Changeman, a TV Diário jogou as séries tokusatsu Changeman, Flashman, Cybercop, Ultraman, Kamen Rider Black RX e o animê Shurato. Todos de forma incompleta, com episódios pulados, encerramentos cortados no meio e quase sempre voltando ao primeiro episódio sem dar muitas satisfações com seus espectadores.

Antes da sessão, há um horário isolado para séries tokusatsu que está no ar desde o final de janeiro. A primeira da vez foi Cybercop que teve os mesmos erros citados acima, além de já ter finalizado um dos episódios em meio a um diálogo, ir para o intervalo minutos antes da veiculação dos eyecachtes (as vinhetas de intervalo) e (pasme!) um salto gigantesco do episódio 13 para o episódio 22. Quem estava assistindo pela primeira vez com certeza não entendeu absolutamente nada ao ver Lúcifer surgindo no meio da trama e perdeu toda a reviravolta que tinha acontecido com a chegada do anti-herói.

Sem ao menos passar o episódio final, a TV Diário colocou desde semana passada a série original do Ultraman no lugar dos Policiais do Futuro. Ao que parecia ter um timing correto no primeiro episódios, os erros foram aparecendo ao limar o tema de abertura (sem "Ultraman no Uta" é sacrilégio!) e ter começado o terceiro episódio durante um diálogo entre Akiko, Hoshino e um guarda, antes de serem surpreendidos pelo monstro Neronga. E ainda na mesma semana, a TV Diário exibiu o mítico episódio 15 de Flashman (aquele onde Kaura aparece e Flash King tem o braço decepado) e no dia seguinte voltou para o primeiro episódio. Nestas duas sequências, a emissora ignorou completamente o segundo episódio.

E logo na manhã desta segunda (12) entrou Kamen Rider Black RX sem mais nem menos no lugar de Ultraman (que mudou de horário), a partir do segundo episódio, com o importante diálogo entre Issamu e seu tio cortado pelo break comercial, sem encerramento e (pasme! 2) o título da série apareceu como "Black Kamen Raider RX". Existe uma diferença gritante entre Rider e Raider. Sem contar que a série foi confundida com Kamen Rider Black, que ficou conhecido oficialmente no Brasil como Black Kamen Rider. A impressão que fica é que temos um estagiário ou algo assim cuidando da programação. A TV Diário chegou a rebatizar Cybercop como "Cybercops". Veja aí o erro com Black RX:


O confuso rebatismo de RX (Foto: Reprodução/TV Diário)

O que era pra ser um descontentamento entre os fãs de tokusatsu/animê, virou um mero espetáculo por parte do próprio público cearense nas redes sociais, que parecem não se importar com tais problemas e pensam que estão voltando aos distantes anos 80 e 90. As desculpas são as mais clássicas possíveis: pra ver séries da época da Manchete "de volta" à TV aberta e dar aquela "moralzinha" para uma exibição ilegal que não sabe nem por onde vai a cronologia. Obviamente isso não implica a todos os fãs cearenses, mas é que esse tipo de reclamação seria normal - e com toda razão - quando alguns desses erros acontecessem em materiais oficiais (DVD, canais de streaming etc). Quer dizer, há quem deixa a nostalgia falar mais alto que a razão e vemos por aí a defesa ao indefensável. Não dá mesmo pra entender.

Nas redes sociais é fácil de encontrar essas euforias. Aqui vão dois exemplos encontrados no Twitter:


- "Fico muito feliz em ver que a TV Diário está se tornando a sucessora espiritual da TV Manchete, só hoje pela manhã assisti Cybercop, Shurato e agora tá passando Kamen Rider Black RX. De novo que felicidade ver isso na tv aberta."

- "Black Kamen Rider passando atualmente na TV Diário, e me respeito que sou da época que passava na Manchete"


E é preciso que se diga: Atualmente quem possui direitos de Cavaleiros no Brasil é a Angelotti Licensing (representante nacional da Toei Animation) e a mesma série, junto com Dragon Ball Z, possui exclusividade na TV aberta pela Rede Brasil, que exibe em HD. Logo os direitos de Jaspion, Changeman e Flashman pertencem atualmente à Sato Company. Estas três séries e mais Jiraiya, Jiban e National Kid estão disponíveis de graça pelo canal oficial Tokusatsu TV, via YouTube.

Bem, é aí que essa discussão gera um questionamento: O que é mais? Comprar ideia de um material licenciado quando o mesmo apresenta qualidade impecável ou promover na internet da vida uma transmissão que sequer consegue dar conta de séries japonesas? Outra pergunta fica no ar: a TV do Nordeste tem mesmo licença para exibir produções japonesas que são caras no mercado?

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Lupinranger VS Patranger traz um novo aspecto à franquia Super Sentai

O embate entre polícia e ladrão

Nos últimos tempos temos visto ótimas séries tokusatsu pra ninguém sair reclamando. Em 2017 tivemos os lançamentos de Kyuranger, a segunda temporada de Kamen Rider Amazons e os excelentes Ultraman Geed e Kamen Rider Build (este último ainda está em exibição e mandando muito bem). Agora em 2018 temos mais um ano que promete ser cheio para os fãs do gênero.

E começou muito bem com duas equipes Super Sentai se enfrentando numa mesma série. Assim é o ponto inicial de Lupinranger VS Patranger, que começou há um pouco mais de duas semanas no Japão. Ainda é cedo pra saber se as duas equipes irão se unir no meio da série ou próximo à reta final. Enfim, o que se sabe até o momento é que nos próximos episódios aparecerá um integrante que irá assumir duas identidades: uma atende o codinome Lupin X e outra como Patren X. O quarto membro de cada equipe. Agente duplo? Quem sabe.

Enfim, a nova série Super Sentai ainda mantém as mesmas tradições como robô gigante, por exemplo. O que muda, além de apresentar as duas equipes, é ver o ponto de vista de cada equipe. Tanto os trios Lupinranger quanto Patranger buscam o mesmo objetivo: capturar o tesouro Lupin Collection. Isso ao mesmo tempo em que o grupo maligno Gangler também visa este mesmo tesouro.

Até o momento quem tem me cativado mais é o trio Lupinranger (leia: "Lupanranger"), por causa do passado recente e trágico dos anti-heróis. O mais tocante foi saber um pouco mais sobre quem era Touma (Lupin Blue) no episódio deste domingo (25). É provável que passado de Umika (Lupin Yellow) seja visitado no próximo episódio e logo mais será a vez de Kairi Yano (Lupin Red). Por enquanto, o que podemos ver sobre o trio Patranger (leia: Pat-ranger) é o foco na captura de Lupinranger e de Gangler. Tudo em nome da lei. É esperado que em algum ponto da trama Keichirou (Patren Ichi-gou) comece a se perguntar se Lupinranger é um grupo maligno quanto Gangler e quem sabe um desenrolar para uma possível união das duas equipes. Algo que pode acontecer cedo, tarde ou talvez nunca.


Haruka Kudo, a mais nova musa das séries Super Sentai
Lupinranger VS Patranger (leia "VS" em inglês ao invés de "versus") é uma série que promete muitas surpresas e marcar história. A franquia Super Sentai está em um bom momento desde a Kyuranger, série que começou com nove integrantes e deu uma diferenciada ao contar uma trama futurística. Sinal de uma jogada bem trabalhada da Toei. Ainda não há indícios de que um dia Lupinranger VS Patranger vire alguma temporada de Power Rangers num futuro próximo agora que Go-Busters (de 2012) está garantido para ser Power Rangers Beast Morphers no próximo ano. As nuances infantis não são exageradas como algumas séries recentes da franquia e as dancinhas foram limadas. Aliás, desta vez não temos tema de encerramento. O que não fará falta alguma.

E uma última nota: a jovem atriz Haruka Kudo, a Umika/Lupin Yellow, já é disparadamente a musa das séries tokusatsu em 2018. Mal tinha começado a série e a atriz de apenas 18 aninhos roubou o coração do público. Em dezembro de 2017 deixou o grupo idol Morning Musume para se dedicar integralmente à carreira de atriz. Lupinranger VS Patranger não é a sua primeira participação como atriz. Anteriormente, enquanto integrante do Morning Musume, interpretou a personagem Miyashita Noa no drama Sugaku Joshi Gakuen (de 2012), estrelado por cantoras do grupo e de outros da Hello! Project.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O que esperamos do filme nacional de Jaspion no cinema

Jaspion vai ganhar um remake oficial no Brasil (Foto: Divulgação/Sato Company)

Se você é daqueles que esperavam (ou pensaram em) ver uma participação maior de Jaspion no primeiro filme da série Space Squad, uma boa notícia: o maior super-herói japonês no Brasil vai ganhar o seu primeiro filme. E não é uma produção japonesa. Trata-se de um remake oficial e 100% brasileiro. Com produção da Sato Company, o filme tem aval da Toei Company, o estúdio que produziu a série original em 1985. A nota saiu em primeira mão pelo site Omelete na tarde desta quarta (21). Um dia antes da data em que Jaspion e Changeman completam 30 anos de estreia na extinta Manchete. 

Algo inédito e totalmente inesperado. Aliás, esta pode ser a primeira adaptação brasileira de um super-herói japonês do gênero tokusatsu. Nos anos 90, o sr. Nelson Sato, CEO da Sato Company, tinha planos para fazer uma adaptação brasileira de Cybercop, da Toho Company, devido ao grande sucesso na saudosa emissora da família Bloch. Porém o projeto nunca saiu do papel. Seria precursor de Power Rangers no formato de utilização de cenas japonesas e inclusão de atores estrangeiros. Porém não a primeira da história do tokusatsu. O pioneiro foi Godzilla, o Rei dos Monstros. Produção nipo-americana de 1956 que serviu de adaptação do filme original do kaiju da Toho.

É bem verdade que as opiniões estão divididas, mas ainda é cedo pra dizer se o filme irá vingar ou não. Tudo vai depender do conjunto da obra que a Sato irá reunir daqui pra frente. O mínimo que esperamos deste remake - que promete uma repaginação/atualização dos personagens - é uma fidelidade à mitologia do Tarzan Galático e que faça referências aos principais elementos da trama. Mais do que isso, é necessário uma consultoria e trabalho de pessoas que entendam e dominem, nos mínimos detalhes, sobre tokusatsu e saibam com que estão lidando. Seria pedir muito uma direção de Koichi Sakamoto? Quem sabe, mas tem que ter alguém que manje de cenas de ação, tokusatsu e alguém que tenha uma competência próxima a dele. Dependendo da produção, os efeitos especiais tem que ser os melhores possíveis. Seja para maquetes (por que não?) ou algo superior. O clipe "On The Rocks", primeiro single de Ricardo Cruz (da banda JAM Project) pode ser uma forte referência. Desde o local da pedreira até o modelo de sequencias de ação e efeitos especiais. E não menos importante: o fator roteiro. É essencial, ou melhor, primordial que a história tenha coerência e faça uma boa adaptação. Obviamente não dá pra injetar 46 episódios numa película de uma hora e meia ou duas horas. Por isso, personagens importantes e que acrescentam a mitologia sejam bem conduzidos.

O elenco será divulgado em agosto, durante o festival de filmes japoneses. Até lá vamos nos deparar com especulações de todos os tipos enquanto não saem mais informações oficiais. Espera-se que o elenco tenha bons atores. O único palpite que dou é de uma possível participação do sr. Sato e sua filha Jacqueline Sato. Afinal, no passado, o sr. Sato contribuiu com a narração de Cybercop. Já Jacqueline cantou o tema de abertura de Doraemon (a série de 2005) e tem uma carreira de atriz em ascensão.

Não se sabe ainda se esta nova produção terá ou não ligação com a série original. Mas será legal ver uma aventura inédita do Jaspion nas telonas. Este pode ser o primeiro passo para o tokusatsu se destacar mais uma vez para o grande público brasileiro. Ou seja, fora da esfera do fandom.

Atualização

O canal TokuDoc, tocado pelo meu amigo Danilo Modolo, entrou em contato com o sr. Nelson Sato nesta quinta (22) e o mesmo esclareceu, em primeira mão, detalhes sobre o filme de Jaspion. Assista o vídeo extra aqui.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ninguém vai sentir falta dos filmes Super Hero Taisen

Os últimos Riders da era Heisei

Saiu nesta quarta (13) um tweet do produtor Shinichirô Shirakura sobre a descontinuidade de Super Hero Taisen. A famigerada série de filmes da Toei que reúne as franquias Kamen Rider e Super Sentai na primareva japonesa. Quem assistiu sabe da bagunça que é. Fanservices malfeitos, situações forçadas, estratégias toscas, etc. Filmes como Super Hero Taisen GP: Kamen Rider 3 (2015) e Kamen Rider 1 (2016) são exceções e são recomendáveis.

A nota de Shirakura diz o seguinte:

"Nós não pretendemos fazer mais filmes de "primavera". O "Final" no título deste se refere a isso e concentrou esforços tantos para os filmes de inverno quanto para os de primavera. O filme de (Kamen Rider) Amazons é algo à parte, separada dos principais filmes Rider. Gostaríamos de trazer algo impressionante."

O "Final" que Shirakura se refere é ao filme Kamen Rider Heisei Generations Final: Build & Ex-Aid with Legend Rider, lançado no último fim de semana nos cinemas japoneses e que marca o fim da atual era imperial para os motoqueiros mascarados. Pelo que dá a entender, a Toei está abandonando esses formatos de filmes que vinha aderindo desde o começo da década. O filme de Kamen Rider Amazons é um caso isolado como foi explicado e servirá como desfecho da web-série.

Já era sem tempo da Toei mudar e fazer algo diferente. Mesmo com seus altos e baixos, Super Hero Taisen não passou de um circuito "caça-níquel". Alguns devem ficar felizes, outros nem tanto. Mas cá pra nós: foi uma série que não fará falta alguma. Quem sabe a Toei esteja preparando algo mais elaborado/inteligente para a próxima era.

Até aqui, a série de filmes Space Squad tem feito sucesso no Japão e, segundo declaração de Kenji Ohba (Gavan) na CCXP, terá continuação em 2018.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mente quem diz que o Ultraman é velho. Bin Furuya comprovou exatamente isso na CCXP

O encontro épico de Bin Furuya, Austin St, John e Kenji Ohba (Foto: Divulgação/4 Fun Fest)

Tem uma música do veterano grupo musical MPB4 que diz no refrão "mente quem diz que a Lua é velha". Essa foi minha inspiração no título acima pra desmistificar algo que ouvi falar há algum tempo e que talvez você também tenha se deparado. Algo como Ultraman é "velho", que é "ultrapassado" e que "ninguém gosta mais da série". Pura desinformação. Um absurdo sem cabimento. Ultraman é a alma e a essência do tokusatsu. Talvez alguém que se declara fã do estilo diga que não gosta da franquia. Ele pode pensar que não gosta, mas com certeza já curtiu elementos bem presentes em produções oitentistas e que continuam até os dias de hoje, certo? É só ver Jaspion e Power Rangers, por exemplo, que dá pra encontrar fácil fácil.

É estranho ouvir falar que gosta de tokusatsu e não curte a Família Ultra. Seria o mesmo que alguém falar que gosta de HQ e não curte um Superman, um Batman ou um Homem-Aranha. Contraditório, não? Pois bem. Mas a questão aqui não é exatamente sobre gosto pessoal de cada um e sim tentar mostrar mais uma vez (sem querer, mas já mostrando) que Ultraman continua muito bem atrelado ao gênero e continua atravessando gerações. E uma má notícia pra você que de repente torce o nariz para o gigante: ele vai continuar assim nas próximas décadas.

Eu não pude ir para a CCXP, mas acompanhei alguma coisa ou outra por fotos de amigos, vídeos de canais do YouTube e até envios de leitores. Lá na fan page do blog no Facebook há alguns registros bem bacanas. Quem esteve lá pode expressar melhor como foi a experiência, mas quem acompanhou de longe pôde notar de alguma maneira que o evento foi épico. Mais precisamente sobre atores de tokusatsu, lá estavam Austin St. John (o Jason de Power Rangers), Kenji Ohba (o nosso eterno Gavan) e Bin Furuya (dublê do primeiro Ultraman e intérprete de Amagi em Ultra Seven). Queria ter visto e conversado com os três se eu pudesse estar lá em SP e quem sabe entrevistá-los.

Power Rangers conquistou uma geração que acompanha a franquia nipo-americana há quase 25 anos. Já Gavan tem um público fiel que acompanhou a trajetória dos Metal Heroes nos anos 80 e 90. E com Ultraman não é muito diferente. Pelo que deu pra perceber, Bin Furuya representou o nome do herói mais importante da história do tokusatsu e provou que não existe idade pra curtir um bom clássico -- que continua bastante presente. Antigos e novos fãs aproveitaram a oportunidade pra conversar com o veterano ator/suit actor, pegar um autógrafo e bater aquela foto imitando a pose de disparo do Specium Ray. Marca que Furuya carrega por onde vai, sempre com boa simpatia. Isso é o bastante para derrubar mitos citados na introdução deste artigo. Fora tantos outros exemplos que poderia mencionar. O gigante prateado consegue sim cativar várias idades do nosso nicho.

Como disse duas semanas atrás neste post, Ultraman é rentável, mas ainda precisa ser melhor difundido. É como descobrir Star Wars que também é uma franquia antiga, atual e é riquíssima em mitologia e bastidores. Porém não é tarde para explorar essa "mina de ouro". Esta edição da CCXP serve de referência para tantos outros grandes eventos de cultura pop no Brasil e é uma prova da força que Ultraman tem na esfera da cultura pop japonesa. Por isso não dá pra deixá-lo de fora ou ofuscado na hora de divulgar o tokusatsu.

E imagino o quão especial deve ter sido conhecer três lendas vivas do tokusatsu e sem distinção de idade ou geração.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Bin Furuya no Brasil: A sorte de Ultraman está mudando nos eventos locais de cultura pop?

Bin Furuya fazendo a famosa pose de batalha do Ultraman
Em 2016 escrevi esse texto onde eu dizia que os eventos brasileiros de cultura pop deveriam ter mais Ultraman e evitar pedestais criados pelo saudosismo da geração Manchete. Falei um pouco da dificuldade de levar esse tema adiante, em meio a falta de interesse e subestimação. A Comic Con Experience anunciou nesta sexta (24) que Bin Furuya, o dublê do Ultraman original, estará na próxima edição que acontece agora em dezembro. Ele também foi o oficial Amagi em Ultra Seven.

Quando escrevi o artigo eu pensava que a possibilidade de algum ator das séries Ultra vir ao Brasil seria zero. Confesso que não tinha a menor esperança. Na ocasião eu tinha acabado de apresentar uma palestra sobre os 50 anos de Ultraman aqui mesmo na capital alencarina. Foi legal, porém não foi nada fácil tocar a temática para um público que só tem (ou tinha) apenas a Manchete e a Toei Company como únicas e exclusivas referências ao gênero tokusatsu. A responsabilidade foi pesadíssima para e mim e meu fiel escudeiro de eventos, pois contamos com poucas pessoas que realmente acreditaram e só mesmo quem esteve no palco sabe quais foram as provações que enfrentamos (desde o planejamento até o momento de apresentação). No fim das contas não fiquei totalmente satisfeito. O número de espectadores foi razoável (já esperava por isso). Atualmente estou desligado dessas atividades.

Olhando para o lado positivo, a vinda de Bin Furuya ao Brasil deverá ser um marco. Ele já participou de vários eventos, principalmente nos EUA. Numa dessas viagens, no ano passado, Furuya esteve ao lado de Hiroko Sakurai (a Akiko de Ultraman) e Akira Takarada (o eterno astro de Godzilla). Foi um sucesso e teve gente de todas as gerações estavam lá pedindo autógrafo, tirando fotos e conversando com eles. Um sonho ainda distante para mim que não moro nos "States" nem em São Paulo.

Tenho certeza de que lá na "terra da garoa" o momento será um sucesso. Lá tem muitos fãs de Ultraman e existia o evento Ultracon (nunca vi algo parecido aqui no Nordeste). Pelo que pude acompanhar por informações na internet, a CCXP sabe como difundir cada tema trabalhado. Não que os outros eventos não saibam, entenda bem. É que infelizmente a grande maioria dos eventos de cultura pop no Brasil não aproveitam bem a marca Ultraman ou simplesmente ignoram a história do tokusatsu. Acaba sobrando para Jaspion e cia que estão mais saturados a cada ano. Nada contra divulgá-los, ok? Só acho que deveria haver um equilíbrio de divulgação dos gêneros das franquias.

Os que subestimam a Família Ultra que me perdoem, mas mal sabem eles do potencial que a franquia da Tsuburaya tem. Eu poderia aqui escrever um post inteiro explicando a importância de Ultraman, Godzilla, Kamen Rider, mas de nada adianta se pouca gente envolvida compra ideia, valoriza a história do tokusatsu e procurar se atualizar. Inovar conteúdo (nem que seja com uma coisa "velha" e que quase ninguém viu). A presença de Bin Furuya no Brasil, pela CCXP, será um belo exemplo pra essa turma, além de ser uma grande oportunidade para outros eventos começarem a enxergar o Ultraman com outros olhos, como sempre deveria ser.

Ao lado de Kenji "Gavan" Ohba, outro veterano do tokusatsu, Furuya deve conquistar o público paulistano com sua simpatia e servir de referência para outros eventos no Brasil. Mas para que isso aconteça, os organizadores dos respectivos eventos locais (alguns são meus amigos e tenho apreço por cada um) devem compreender o valor da franquia Ultra para o gênero tokusatsu e passar a difundir mais e mais a relevância em suas programações. A franquia Ultra é a que mais teve materiais oficiais de tokusatsu lançados em nosso país nos últimos dez anos, ao lado de Power Rangers. Além de ser o ano do cinquentenário de Ultra Seven, 2017 foi marcado pelo lançamento de Ultraman Geed, mais uma série transmitida oficialmente pelo canal de streaming Crunchyroll. Tivemos o lançamento do primeiro livro dedicado ao Ultraman, escrito por meu amigo Danilo Modolo, do canal TokuDoc. O ano fechará com chave de ouro com a inesperada visita de um ator/dublê da série original.

Ultraman é rentável no Brasil? Sim. Só precisa ser mais difundo nos demais eventos brasileiros e ser melhor aproveitado. Venhamos e convenhamos: já está mais do que na hora de divulgar o tokusatsu como valor cultural ao invés de puramente agradar saudosistas. Felizmente existem eventos que fazem caminho contrário das mesmices, porém são poucos.

A CCXP está de parabéns pela iniciativa. Isso pode mudar os rumos dos Ultras nos eventos no Brasil e servi-los de inspiração. Em todo caso, as coisas estão mudando aos poucos nos últimos tempos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Maratona de Megaranger acontece neste fim de semana


Denji Sentai Megaranger, série Super Sentai que deu origem ao clássico nipo-americano Power Rangers no Espaço, é o sexto título da franquia da Toei lançado oficialmente nos EUA. Como é de praxe da Shout! Factory, distribuidora responsável pelos lançamentos das séries Super Sentai em DVD na terra do Tio Sam, acontecerá uma maratona com os primeiros sete episódios desta atração. Assim como aconteceu com Zyuranger, Dairanger, etc.

Os episódios serão exibidos com áudio original e legendas em inglês no próximo sábado, 28 de outubro, através do site oficial da Shout! Factory e no canal Pluto TV Channel a partir das 13h do Leste (15h de Brasília).

A maratona servirá como divulgação do DVD-box de Megaranger em 31 de outubro nos EUA. É possível que durante a programação aconteça algum anúncio oficial de mais uma série Super Sentai de forma oficial no país.

Veja a chamada:

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mudança de horário de Kamen Rider e Super Sentai é desleal para Dragon Ball e One Piece e vice-versa

Recém lançado na TV japonesa, Kamen Rider Build se tornará rival de Dragon Ball Super

Daqui a duas semanas acontecerá a mudança de horário das séries Kamen Rider e Super Sentai na TV Asahi. Até o próximo dia 24 de setembro, Kyuranger será apresentado às 7h30 e migra de horário para às 9h30 da manhã a partir de 1 de outubro. Kamen Rider Build ainda é exibido às 8h da matina e no mês que vem será exibido dominicalmente às 9h. A mudança é necessária, pois ambas as franquias já não tem mais a mesma audiência que antes. Porém não será fácil. Ambas as séries vão disputar audiência respectivamente contra Dragon Ball Super e One Piece, da Fuji TV.

São duas séries tokusatsu produzidas pela Toei Company contra dois animês da Toei Animation, subsidiária da empresa. Nos dias 1 e 8 de outubro a Fuji TV apresenta, respectivamente, episódios de uma hora de duração de One Piece e Dragon Ball Super. Não dá pra dizer que é uma estratégia ou se era algo programado como vários meses de antecedência. Mas não deixa de chamar atenção e deixar o público japonês dividido. A Fuji TV poderia mudar de horário quando quiser? Até pode. Mas o padrão da TV japonesa e de outras mídias com rádio, por exemplo, promovem eventuais mudanças de horário trimestralmente. Por isso vemos várias estreias e mudanças de horário nos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Uma mudança repentina da dobradinha de animês requer uma mexida na grade da emissora. A organização é maior do que na TV brasileira que sempre sofreu com mudanças repentinas.

A Toei Company está praticamente de mãos atadas quanto à mudança. Isso devido a estreia do jornalístico Sunday Morning em 1 de outubro, entre 5h50 e 8h30 na TV Asahi, conduzido pelo ator/cantor Noriyuki Higashiyama, membro do grupo pop idol Shonentai. Entenda que aqui não é nenhum prejulgamento sobre a nova atração. Porém não dá pra dizer quem vai se sair melhor na faixa dominical da 9h da manhã. É um tanto desleal para os patrocinadores dos heróis, o resultado será totalmente imprevisível e quem pode sair ganhando mesmo será o Sunday Morning que deve trazer um misto de informação e variedades. Um apelo necessário para uma grande emissora como a TV Asahi, apesar do problema que pode gerar para os patrocinadores das séries infanto-juvenis das duas emissoras. Cedo ou tarde a Fuji TV pode sentir a necessidade de mudar o horário dos animês. O tempo e os números de audiência dirão.

PS: A título de curiosidade, outubro que vem trará um tempo não muito favorável para a Nagoya TV. A emissora vai extinguir seu bloco de animês que esteve no ar por mais de 40 anos. Foi lá onde a série original de Gundam era exibido pela primeira vez na TV japonesa. Motivo da extinção: baixa taxa de natalidade.

sábado, 16 de setembro de 2017

Dana e Ryan Mitchell reaparecem em fan film dedicado ao Power Rangers o Resgate

A bela Dana Mitchell está de volta

O vídeo saiu nesta semana no YouTube pelo canal Chris Cantada Force, de um fã americano de Power Rangers. E foi bem inusitado por trazer de volta a bela atriz Alison Maclnnis, a Dana Mitchell/Ranger Rosa da série Power Rangers o Resgate, oitava temporada da franquia da Saban. Lá ela aparece para o Chris pedindo para que ele a ensine como fazer a coreografia da morfagem Lightspeed, com a desculpa de que havia esquecido após vários anos.

O fan film de três minutos e meio conta também com as participações de Rhett Fisher e Ron Roggé. Respectivamente Ryan/Ranger Titanium e Capitão Mitchell da temporada. Foi rápido, porém engraçado e vale para ver como seria a volta da família Mitchell após 17 anos.

Assista ao vídeo:


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Toshihiko Egashira diz que Haim Saban NÃO acabou com o tokusatsu no Brasil

Toshi em sua recente entrevista (Foto: Reprodução/JBox)

Após duas longas semanas - e um pequeno suspense que acabou logo após o final da temporada de Game of Thrones, o JBox finalmente lançou em seu canal no YouTube a última parte da ótima entrevista com o sr. Toshihiko Egashira. Também conhecido como Toshi (leia o apelido na paroxítona). No final da parte anterior, o empresário foi perguntado sobre o que ele acha da tal afirmação de fãs de Haim Saban ter supostamente acabado com o tokusatsu no Brasil com o lançamento de Power Rangers.

Toshi responde:

"Não. Ele na verdade difundiu no mundo esse formato de live action. É por causa dessa refilmagem por parte dos seriados onde aparecem o rosto de japoneses e mudava pros loirinhos, o moreninho e tal. E esse formato fez com que todas as emissoras no mundo aceitassem, inclusive aqui no Brasil pela Rede Globo. Mas eu não acredito que ele tenha acabado, não. Eu acredito que ele tenha difundido. O que talvez hoje está desgastado é porque o mercado já deu o que tinha que dar. Já deu, eu acho. Na época eu ainda tinha os direitos de exibição no Brasil. Pelo pedido da Toei "japonesa" me fez para vender pra ele pra ele ter o direito mundial, então, eu negociei com a Saban, sim. Somente negociação de papel."

Em 1995, Kamen Rider Black RX estreou no Brasil pela extinta Rede Manchete, enquanto nos EUA a sua versão americana, Saban's Masked Rider, ia ao ar na Terra do Tio Sam. Enquanto o filho do sol era exibido no Brasil, Rider nipo-americano foi exibido também por aqui pela extinta Fox Kids. Toshi fala a respeito dos direitos de Black RX no Brasil:

"A única vez que a Toei me pediu pra vender a minha parte dos direitos de exibição no Brasil foi do Metalder (e Spielvan). Do RX não. Eu acho que o Japão tinha vendido sem o Brasil porque tava na minha mão."

Com essa entrevista, o próprio Toshi, com sua simplicidade, derruba um mito que ainda tenta perdurar por mais de 20 anos. Tem aqueles fãs brasileiros que ainda demonizam Haim Saban dizendo que ele acabou com o tokusatsu no Brasil. O que não é verdade, pois na mesma época haviam reprises de Jaspion e cia, além dos lançamentos da época como Patrine e Winspector, por exemplo. Não custa nada lembrar que após o fim da Manchete tivemos Ultraman Tiga e Ryukendo na TV aberta, filmes do Ultraman na TV por assinatura e home-vídeo, além de materiais do tipo em canais de streaming como das franquias Garo, Ultraman e Power Rangers. Goste ou não, Toshi reconhece o potencial da franquia da Saban e sua importância para o mercado. O desgaste das séries japonesas veio naturalmente devido à saturação causada por outras emissoras na época do boom de Jaspion e Changeman e do próprio retorno do público. O fim da Manchete foi outro ponto crucial, já que era uma emissora que abria espaço para anime e tokusatsu na TV aberta. Outros tempos.

Nesta última parte, Toshi também fala sobre o fim da emissora dos Bloch, sua vida atual e lembranças dos tempos da Everest/Tikara. Lá ele afirma que não tem mais direitos das séries japonesas e que ainda guarda materiais.

"Se um dia acontecer alguma coisa de precisar, tá lá. Já tá dubladinho e tá prontinho, tá prontinho e tal. É só ter um aparelho compatível que possa rodar e mudar pra esse formato novo."

Na ocasião dos lançamentos de Jaspion, Changeman e Flashman em DVD pela Focus Filmes, Toshi cedeu as fitas masters com as respectivas dublagens clássicas.

Atualmente os direitos das mesmas citadas pertencem à Sato Company.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O antigo festival de mangá da Toei

Os filmes da edição de 1987
Em 1969, a Toei Animation inaugurou um festival que serviu como uma forma de apresentar suas séries vigentes de então, sempre em períodos de férias. O Toei Mangá Matsuri (Festival de Mangá da Toei). O formato era uma das maiores fontes de receita do estúdio, que produzia em média 1,5 bilhões de ienes, por edição. Os anúncios eram investidos maciçamente em meios como TV e revista.

O evento acontecia simultaneamente nas principais cidades do Japão. Assim o público poderia acompanhar os lançamentos em cerca de 1000 salas de cinema do país. Na maioria das edições a duração do festival era de um mês, para que o público pudesse apreciar as novidades. E como todo bom evento japonês, tinham brindes, pôsteres e outros souvenir para o deleite dos fãs. Em março de 1990 o evento mudou de nome para Toei Anime Fair.

Na época do Toei Mangá Matsuri eram apresentados episódios especiais das séries de anime e tokusatsu. Alguns pareciam episódios curtos ou maiores que o padrão executado na TV japonesa. Por dia eram exibidos cerca de três horas de filmes. Algumas das séries foram exibidas no Brasil como Metalder, Maskman, Jiban, Kamen Rider Black, Dragon Ball, Os Cavaleiros do Zodíaco, Angel, etc. Infelizmente nenhum destes filmes das séries tokusatsu vieram pra cá. Com exceção dos curtas de Cavaleiros (o filme de Abel não fez parte deste circuito) e Dragon Ball tiveram a sorte de serem lançados por aqui em mídias como home-vídeo e TV (incluindo pay-per-view).

Na data de hoje em 1987 foi apresentado uma edição que reunia os curtas de Metalder, Maskman, além dos títulos conhecidos pelo público brasileiro Os Cavaleiros do Zodíaco - O Santo Guerreiro (ou apenas "Saint Seiya" nos anos 90) e Dragon Ball - A Bela Adormecida no Castelo Amaldiçoado, que nada mais serviam como episódios estendidos e que não faziam parte do cânon das suas respectivas cronologias das animações da TV. É preciso que se diga que tem gente que ainda confunde o trailer dessa edição (veja abaixo) como se fosse apenas uma simples divulgação aleatória e com estranheza de desavisados por não ter Kamen Rider Black na lista, já que o mesmo estreou em apenas em outubro do mesmo ano.

Toei Cartoon Festival 1987 por sylvain1985

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Seiji Yokoyama era gênio e fazia música com alma

Seiji Yokoyama deixou um legado através de séries como Metalder e Cavaleiros do Zodíaco

Ele foi um dos músicos mais brilhantes que já passaram pelo cenário. No Brasil ele é conhecido pelas BGMs de Os Cavaleiros do Zodíaco. Trabalho feito com primazia e que evoluiu na saga de Hades. Não tem como assistir Seiya e cia e não se emocionar, principalmente com as trilhas mais contemplativas. No Japão, Seiji Yokoyama é conhecido trilhas sonoras de diversos clássicos como Captain Harlock, Megaloman e Ohranger.

Teve poucos trabalhos nas séries tokusatsu, porém significativos. Sendo em Metalder o mais marcante. A trilha sonora casava perfeitamente com as situações dramáticas e sombrias que giravam em torno do Homem-Máquina. Apesar do tom melancólico, a trilha sonora ainda emociona com maestria a quem assistiu a uma das melhores séries do gênero. Poética, a trilha sonora de Seiji Yokoyama teve seu momento ápice nos minutos finais da série Metal Hero de 1987. Inesquecível para quem teve oportunidade de acompanhar.

As mesmas trilhas de Metalder foram reaproveitadas em Winspector (de 1990). Apesar de entranho no começo, não demora muito para as conhecidas BGMs do Homem-Máquina caiem como uma luva na trama policial. Seiji também compôs trilhas sonoras próprias para esta série Metal Hero, mas as mesmas trilhas de Metalder souberam combinar com as situações e de maneira própria. Impossível não lembrar referências, principalmente nos episódios 38 e 39, de Winspector, quando os temas de encerramento e abertura são "cantarolados".

Seu trabalho de qualidade inigualável é um legado para os fãs de anime e tokusatsu.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Novos horários de Kamen Rider e Super Sentai são incômodo para Dragon Ball e One Piece

Super Sentai e Kamen Rider serão concorrentes diretos...

Como escrevi no post anterior, as séries Kamen Rider e Super Sentai vão mudar de horário a partir de 1 de outubro na grade dominical da TV Asahi. O motivo é o lançamento de um jornalístico que atende pelo título provisório Sunday Live e irá ao ar das 5h50 às 8h30 da matina. Com isso, a partir desta data Kyuranger deixa a faixa das 7h30 e será exibido às 9h30 da manhã. Já as séries Kamen Rider (Ex-Aid ou Build) não serão mais às 8h e sim às 9h da manhã. Até o momento não se sabe se o bloco Super Hero Time será oficializado após a mudança. O anime Kikakira PreCure a la Mode, da franquia PreCure, continua na faixa habitual das 8h30.

Acontece que a mudança é um problema para a Fuji TV que exibe Dragon Ball Super às 9h e One Piece às 9h30. Ou seja, respectivamente haverá uma forte concorrência entre Kamen Rider e Super Sentai. Obviamente isso deixa o público japonês indeciso e deve interferir drasticamente nos números de audiência.

Daqui até outubro há uma janela de três meses. Quem sabe até lá a Fuji TV busque uma alternativa para mudar os horários de Dragon Ball Super e One Piece para não sofrer essa forte concorrência. Foi mais ou menos o que aconteceu em 1987 com Zillion, que era exibido na faixa dominical das 10h da manhã, pela Nippon TV e teve que mudar para a faixa das 10h30. Já que a faixa anterior seria ocupada por Kamen Rider Black, na TBS.


...de Dragon Ball e One Piece

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Kamen Rider e Super Sentai mudam de horário a partir de outubro


Segundo o site japonês Sponichi, as séries Kamen Rider e Super Sentai vão mudar de horário a partir do dia 1 de outubro. Atualmente na faixa dominical das 7h30 da manhã, pela TV Asahi, Uchu Sentai Kyuranger será exibido às 9h da manhã (mesmo horário de Dragon Ball Super, na Fuji TV). Já as séries Kamen Rider deixam a faixa das 8h da manhã e migram para às 9h da manhã do mesmo dia da semana (o mesmo de One Piece, também na Fuji TV). Ainda não há confirmação oficial se Kamen Rider Ex-Aid ainda estará no ar em sua reta final ou se o novo horário será inaugurado pela estreia de Kamen Rider Build.

As séries Super Sentai estão na faixa das 7h30 da manhã desde o dia 6 de abril de 1997, com o episódio 8 de Megaranger. A partir de então, as séries Super Sentai voltaram a ter 25 minutos de duração (desconsiderando intervalos comerciais). Antes as séries tinham 20 minutos, modelo adotado a partir do episódio 9 de Dynaman, em abril de 1983. Nesta faixa dominical, as séries Super Sentai formaram uma dobradinha com Kabutack e Robotack (as duas últimas da franquia Metal Hero), Moero! Robocon (primeira obra póstuma de Shotarô Ishinomori) e os Heisei Kamen Riders.

As séries Kamen Rider herdaram o atual horário dominical que eram dos Metal Heroes durante a era Heisei. Inaugurado pelo episódio 10 de Jiban, em abril de 1989. A primeira série Heisei da franquia foi Kamen Rider Kuuga, que estreou em 30 de janeiro de 2000.

sábado, 24 de junho de 2017

Toei desrespeitou Jaspion por participação reduzida em Space Squad?

A primeira aparição de Jaspion em mais de três décadas (Foto: Reprodução)

Nem preciso dizer que era totalmente previsível a reação dos saudosistas da Manchete em relação à pequena participação de Jaspion no filme Space Squad: Gavan vs. Dekaranger. Sem recriminar ninguém nem nada do tipo, mas estamos falando de um público que não curte de verdade tokusatsu e sim as séries japonesas que passaram na Manchete. Entenda, nada contra quem curte esses clássicos pois também assisto até hoje. O problema é a falta de atualização e de atenção dos mesmos.

Desde o anúncio oficial em dezembro passado que foi avisado que Jaspion teria uma participação reduzida. Mesmo assim, teve gente que aparecia na internet dizendo que era um "filme do Jaspion" e coisas do tipo. Uma tremenda ilusão. O filme é um crossover entre Gavan e Dekaranger (como o título sugere). Jaspion foi coadjuvante. E acredite. A celeuma foi maior quando o filme saiu. É fácil encontrar nas redes sociais comentários como:

- "Isso é um desrespeito ao Jaspion."

- "Por que Gavan faz mais sucesso que Jaspion?"

- "Jaspion é mais forte que o Gavan".

- "O Daileon é mais bonito que a nave do Gavan."

- "Jaspion é o melhor."

- "Em qual parte do filme o Jaspion aparece?"

- "Vou assistir só pra ver o Jaspion."

- "Jaspion, Jiraiya e Jiban aparecem."


É mais ou menos esses causos que a gente vai encontrar fácil fácil no fandom brasileiro. Então, vamos contextualizar por partes:

Os primeiros Ultraman, Kamen Rider e mais Akarenger (o líder de Gorenger) são considerados cult no Japão, uma vez que são pioneiros de suas respectivas franquias. Eles tiveram participações pequenas/medianas e houve sitauções em que os atores que viveram originalmente estes personagens no passado não apareceram. Foi o caso de Susumu Kurobe, por exemplo, que não voltou a interpretar Shin Hayata no filme do Ultraman X. Aliás, a forma humana nem apareceu no filme e sequer a voz de Susumu foi emprestada para o gigante prateado. Falta de respeito com o herói cinquentenário? Não mesmo. Susumu Kurobe está meio que afastado das gravações devido sua idade avançada. O que não o impede de um dia voltar a participar de alguma produção (nesse caso, seria apenas uma ponta, por motivos óbvios). O mesmo vale para o Jaspion voltou a aparecer após 31 anos de seu episódio final.

Sobre Gavan: Ele é um cult, pois é o primeiro Metal Hero e isso foi devido ao seu sucesso que, na época, foi quase imediato. Gavan veio de uma influência de clássicos cinematográficos como Star Wars. Foi a salvação financeira da Toei que passava pela sua segunda crise de criatividade. Explico melhor nesse texto que escrevi em março.

Sobre Jaspion: Ele é um cult para nós brasileiros. Para os japoneses ele é só mais um herói como tantos outros da franquia Metal Hero. Não foi um fracasso e teve sucesso mediano. Porém sem a mesma popularidade de Gavan e essa sorte o Tarzan Galático teve mesmo só e somente aqui no Brasil. Em 2015 escrevi também sobre os bastidores de Jaspion aqui no blog.

Outra coisa: tem gente que acha que Jaspion é o mais forte que os Policiais do Espaço. Não é por aí. Não curto muito esse tipo de comparação, pois as conclusões são exageradas e injustas na maioria das vezes. Se você prestar bem atenção, Jaspion passou por situações parecidas que a dos seus antecessores. Por exemplo, Sharivan quase foi morreu nas mãos de Shouri Beast naquele episódio onde aparecem os Irmãos Bengel (ou "Brasas" Bengel na dublagem) e conseguiu superar a situação antes que fosse derrotado. O mesmo vale para a vez em que Jaspion quase morreu nas mãos de Zampa. Esse tipo de coisa é um elemento chamado "deus ex machina", onde o roteiro favorece que o herói principal vença mesmo que a probabilidade seja o contrário. Pra se ter uma ideia, isso recursos é bastante usado em Os Cavaleiros do Zodíaco em situações do tipo. Voltando aos Metal Heroes, Spielvan foi o menos favorecido, já que houve situações em que ele era salvo por Lady Diana e vice-versa.

Outra coisa 2: É uma pena que os "mancheteiros" só perceberam a volta de Jaspion, Jiraiya e Jiban. Outros heróis também vão aparecer, inéditos no Brasil em sua maioria. Não vou mencioná-los pra não dar spoiler. Ah, é preciso que se diga que NÃO SÃO TODOS os Metal Heroes que vão aparecer em Space Squad.

Outra coisa 3: Infelizmente tem muita gente tomando como verdade uma teoria de um fã japonês que achou que Gaku Sano (Kamen Rider Gaim) deveria ser um sucessor do Jaspion na história. Daí vai surgir mais falsas esperanças lá na frente. Menos, gente. Não tem nada confirmado.

É claro que não são todos os fãs de Jaspion que passaram por tais vexames. Felizmente existe parte do público que é "pé no chão". Aliás, foi legal ver o Jaspion numa produção inédita após três décadas. Mesmo que tenha sido por pouco tempo. Ele deve aparecer numa possível sequencia de Space Squad. Ainda assim a citação de Jaspion foi significativa e serviu de acréscimo tanto para sua própria mitologia quanto para a de Gavan.

Devemos ser gratos à Toei que lembrou do nosso herói de alguma forma.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Girls in Trouble tem Herbaira sedenta por sangue como jamais visto antes

As garotas em apuros

Para entender os eventos de Gavan vs. Dekaranger, é preciso assistir primeiro a esse filme. Inicialmente a apresentou Girls in Trouble: Space Squad Episode Zero como "um filme de ação com garotas sensuais". Daí foi mexendo com a imaginação do público masculino - é óbvio - além das divulgações oficiais de que se tratava do filme mais violento da série e que trazia a nova versão de uma antiga vilã das séries Metal Hero.

Não foi bem um filme com erotismo, apesar de pouco fanservice e de ser um elenco praticamente formado por mulheres. A atmosfera foi diferente, pelo menos no início da trama. Ao menos as protagonistas serviram como chamariz. Como o momento é de crossover entre Gavan e Dekaranger - esqueça o Jaspion por enquanto - a intensão do diretor Koichi Sakamoto e do roteirista Naruhisa Arakawa era unir as garotas das duas mitologias, que, por fim, fazem parte do mesmo universo. Daí tivemos o encontro da dupla Umeko/Deka Pink e Jasmine/Deka Yellow com o trio Shelly, Sissy e Tamy. Respectivamente as assistente dos novos Gavan, Sharivan e Shaider.

O filme começa num misterioso dome onde as garotas estão presas e não se lembram como foram parar ali. Além das garotas citadas há pouco, também estão as novatas Vivian (este foi o nome da filha do Comandante Qom, interpretada por Kiyomi "Anri" Tsukada num episódio de Shaider) e Maki. Para sobreviver, elas tem que enfrentar uma versão monstruosa de Herbaira (Hellvira), a vilã assassina da série Spielvan (de 1986). A nova Herbaira é muito mais sanguinária e não perdoa ninguém. Tudo do jeito que remete aos clássicos hollywoodianos como Alien e O Predador. Surge também a nova Benikiba (baseada na vilã original de Jiraiya, série Metal Hero de 1988) que, no passado, teve um determinada passagem pela Polícia Galática. Como complemento na trama, também surge a Secretária Sophie (erroneamente chamada por desavisados como "a chefe do Gavan") que tem um papel fundamental para os eventos deste prólogo.

Mais uma vez a antiga trilha sonora do grande Chummei Watanabe se destaca numa série totalmente moderna. Em Girls in Trouble - nome de um dos temas de encerramento de Dekaranger - podemos ouvir mais uma vez as BGMs de Shaider e Sharivan sendo tocadas. A última vez aconteceu nos dois filmes da série Uchuu Keiji NEXT GENERATION. Assim o filme foge em alguns momentos do clima tenso de terror/suspense proposto. Dosando momentos de graciosidade e fortes cenas de violência.

O single de Girls in Trouble foi lançado em janeiro deste ano e foi interpretado pelas atrizes Ayumi Kinoshita (Jasmine), Mika Kikuchi (Umeko), Suzuka Morita (Shelly), Misaki Momose (Sissy) e Mayu Kawamoto (Tamy). O mesmo é o tema de encerramento intitulado como "Girls Say Halleluya". Mika e Ayumi (esta última anunciou recentemente sua segunda gravidez) continuam transmitindo a mesma graciosidade dos tempos de Dekaranger nas manhãs de domingo, mesmo agora que ambas estão na casa dos 30 anos de idade.


A monstruosa Herbaira

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Gavan vs. Dekaranger abre caminho para a nova Liga da Justiça

O encontro de Dekaranger e Gavan Type-G

Demorou muito tempo para a Toei pensar em algo mais consistente e que reunisse grandes heróis do estúdio. Parece que agora a realidade está mudando com o lançamento dos filmes Space Squad. Inicialmente a Toei tinha planos para lançar direto-para-vídeo. Mas a repercussão no final de 2016 foi tamanha que em janeiro passado foram anunciadas as exibições itinerantes dos filmes Girls in Trouble e Gavan vs. Dekaranger nas salas de cinema do Japão. Os lançamentos em DVD e Blu-ray ainda vão sair oficialmente a partir de julho. Porém, alguns exemplares foram adiantados como brindes. Um belo agrado para os fãs japoneses.

Sem dúvida alguma, o filme mais esperado foi o crossover entre Geki Jumonji/Gavan Type-G e o sexteto liderado por Akaza Banban/Deka Red. Há tempos que a Toei deixou a entender que havia uma antiga amizade entre o primeiro Gavan, Retsu Ichijoji, e Doggie Kruger, o Deka Master. Anos depois o sonhado encontro das duas sagas se tornou realidade. E o que é melhor, expandindo o universo da Toei com novas versões de vilões clássicos das séries Metal Hero.

Antes de seguir, é preciso entender que crossovers como Super Hero Taisen, por exemplo, servem para dar possibilidade dos heróis das franquias Super Sentai (com exceção de Kyuranger), Metal Hero e Kamen Rider coexistirem no mesmo universo. Por si só, esse motivo dispensa explicações e até mesmo teorias de fã.

Space Squad conta com a volta de MacGaren (Mad Gallant), o filho de Satan Goss e rival icônico de Jaspion num passado distante. Apesar de se apresentar com uma nova armadura - e ter apenas a voz do lendário Junichi Haruta - ele não é exatamente o mesmo que conhecemos nos tempos da extinta Rede Manchete. O mesmo vale para Benikiba - interpretada por Mikie Hara - que não tem relação alguma com a verdadeira filha de Dokusai, em Jiraiya. Porém, os dois são chaves essenciais para o que podemos entender pela formação dos 12 apóstolos do verdadeiro inimigo que está por trás de tudo, Kyōsō Fumein. Embora um deles seja independente disso tudo e tem um  motivo maior para se aliar.

Deka Red e Gavan Type-G medem forças com a nova encanação de MacGaren

A introdução de Jaspion na história é pequena e aos mesmo tempo fundamental. Se você é daqueles que ainda está aguardando uma participação maior do nosso querido Tarzan Galático, mesmo com todos os avisos, é bom afogar as mágoas numa maratona da série clássica pra aliviar a dor de cotovelo ou entender de vez o contexto de Space Squad pra não criar falsas esperanças. Ao contrário do que pensávamos, Jaspion não aparece em um flashback para explicar sobre a origem de Macgaren ou algo assim. Há uma explicação sobre um material especial feito no planeta Edin. Em contrapartida, Satan Goss também aparece ou pelo menos o que sobrou do demônio da galáxia. Meio rápido e com breve referência à trilogia dos Policiais do Espaço, acredite.

Só que nem tudo está perdido e não deve parar nessas referências. Space Squad deve ser uma espécie de Liga da Justiça ou Vingadores da Toei. Possivelmente veremos Jaspion - sem a participação de Hikaru Kurosaki, é claro - em novos filmes da série. Além dele estão prometidos outros heróis das franquias Metal Hero e Super Sentai. Mais precisamente ligados aos temas espaciais e policiais. Eles formarão o senbatsu team.

Gavan vs. Dekaranger é divertido e não cai em fanservices gratuitos, que era o grande mal de alguns dos recentes crossovers do estúdio. É um misto de violência e carisma. A trilha sonora original de Gavan foi um dos destaques. Talvez porque não esteve presente em Gavan: The Movie (de 2012). Agora teve todo um charme. O carisma dos Dekaranger também ajuda. Um dos momentos mais esperados pelo público é o casamento de Sen/Deka Green e Umeko/Deka Pink que sofre imprevisto, devido ao ataque dos novos inimigos que estão por trás de um caso que envolve estranhas sanguessugas.

O diretor Koichi Sakamoto e o roteirista veterano Naruhisa Arakawa fizeram um excelente trabalho que não deve decepcionar o público. Ambos conhecem bem essas mitologias que devem acrescentar mais e mais elementos. A ansiedade só aumenta para saber o que vem por aí e vai além de um mero saudosismo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Kyuranger tem crossover boboca com Gavan e Dekaranger

O encontro dos heróis vermelhos e prateados

Desde quando Kyuranger foi anunciada oficialmente como uma série Super Sentai espacial, imaginávamos a possibilidade de acontecer algum crossover com o elenco de Space Squad. Seja no próprio filme ou num episódio de TV. Para promover a estreia de Girls in Trouble e Gavan vs. Dekaranger nas salas de cinema do Japão neste fim de semana, a Toei jogou Kyuranger num encontro com o elenco dos dois filmes.

Lucky/Shishi Red e Naga Rei/Hebitsukai Silver são o foco da trama. Suas respectivas cores se encontram com Geki Jumonji/Gavan Type-G e Banban Akaza/Deka Red. Rolou algumas referências como Geki citar "yoroshiku yuuki" (trecho do tema de abertura de Gavan), fazer um gancho com o casamento de Sen-chan/Deka Green e Umeko/Deka Pink e até reaproveitamento de cenas. Mas o desenvolvimento foi bobo demais. Começou com Madako (não confunda jamais com Madoka) enganando Geki, se fazendo de inocente e roubando a nave Dolgiran. Nada tão trabalhado como no crossover entre Gavan Type-G e Go-Busters nem como Jiraiya e Ninninger. Foi mais como divulgação sem se preocupar com a lógica.

Pelo menos esse episódio de Kyuranger confirma que a trama se passa num universo paralelo da cronologia dos Super Sentai anteriores. A invasão apocalíptica de Jark Matter num futuro distante já serve como justificativa. 

PS: Sobre os filmes do Space Squad, estreiam neste sábado no Japão, como citei acima. A Toei tinha um plano inicial de lançá-las direto-para-vídeo, mas a repercussão foi tamanha a ponto da Toei mudar os planos em janeiro. Portanto o lançamento em DVD e Blu-ray acontecem apenas em 17 de julho. Nesta semana saiu o CD com Space Squad & Toei Hero Collection. O material traz novos e antigos temas de Gavan, Dekaranger, além das TV size dos temas de abertura de algumas séries Super Sentai como Denziman, Flashman, Fiveman, Megaranger e Gingaman e mais de algumas séries Metal Hero como Sharivan, Shaider, Jaspion, Spielvan, Jiraiya, Jiban, Exceedraft, Janperson, Blue SWAT, B-Fighter e B-Fighter Kabuto. Segundo o diretor Koichi Sakamoto, há planos de lançar mais filmes de Space Squad. Será que veremos mais estes heróis em aventuras inéditas? Tomara que sim.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Toei Channel apresenta maratonas de Metalder e Power Rangers Megaforce

Os Mega Rangers atacam novamente no canal da Toei

Em julho o novo filme de Power Rangers estará nas salas de cinema do Japão. Para entrar no clima, o Toei Channel promove duas maratonas com os 20 episódios de Power Rangers Megaforce. Uma acontece nos domingos deste mês das 10h às 12h. E a outra acontece nos dias 28 e 29 (sexta e sábado) das 19h às 24h. Esta série foi exibida pela primeira vez na TV japonesa, pelo Toei Channel, em 2016. Esta é uma provável chamariz para a temporada seguinte, Power Ranger Super Megaforce, ainda inédita na terra do sol nascente.

Outra novidade é a volta do bloco Metal Hero Time. A partir de 7 de julho, o clássico Metalder será exibido às sextas-feiras das 18h às 19h, sempre com dois episódios. Com reprise na sexta-feira seguinte das 17h às 18h. Antecedendo os episódios seguintes. Neste ano, Metalder comemora 30 anos de sua estreia.

Em julho terminam as reprises das séries tokusatsu Omoikkiri Tanteidan Hadogumi (de Shotarô Ishinomori) e Captain Ultra (série que serviu como "filler" entre Ultraman e Ultra Seven). Estreiam as séries dramáticas Judô Ichokusen (1969~71) e Target Man (1971~72).

Seguem na programação as séries tokusatsu Kamen Rider Agito, Kamen Rider Fourze, Gorenger, Magiranger, Boukenger, Goseiger, Guru Guru Medaman, além das séries de anime Captain Future, Arrow Emblem e Toshô Daimos.

Veja a programação aqui.

Metalder ganha reprise nas noites de sexta