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terça-feira, 27 de março de 2018

Toei deveria repensar sobre exibições de animês em praças

Final entre Jiren e Goku levou Dragon Ball Super ao mainstream

Você deve saber do rolo em que o México se meteu ao exibir o penúltimo episódio de Dragon Ball Super em praças e sem autorização da Toei Animation, né? Comentei sobre isso neste post. Apesar de arriscado, algumas cidades brasileiras entraram na mesma onda. Bares, shoppings, centros culturais e outros estabelecimento resolveram aderir também a exibição pública do episódio final que foi ao ar neste fim de semana.

Vendo pelo lado da Toei, ela pode se sentir prejudicada e tal. Como produtora, tem suas razões. É um direito que lhe assiste. Agora vendo por outro lado, podemos tirar de longe a popularidade que a franquia de Akira Toriyama ainda tem. A iniciativa era inédita até então (esse tipo de coisa funcionava mesmo apenas em eventos voltados para o nicho) e pode funcionar muito bem com franquias de séries populares de animê como em algum episódio de estreia ou final de uma nova série d'Os Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo.

Quer dizer, animações japonesas de grande sucesso atraem multidões como numa partida da seleção brasileira um jogo da Copa do Mundo. Nesse teste (se é que podemos dizer) feito com Dragon Ball Super, vimos que a série saiu de uma mera esfera de fãs e saltou para o mainstream. Mesmo que temporariamente. Algo similar pode acontecer? O tempo dirá. Mas o resultado foi positivo com a final do Torneio do Poder.

Esse momento é oportuno para a Toei avaliar o resultado e sair da "caixinha". O mesmo vale para o serviço oficial de streaming Crunchyroll que poderia aproveitar a popularidade de alguns animês para promover eventos assim. Isso ajudaria a expandir a divulgação da cultura pop japonesa, por meios legais e atraindo novos espectadores.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Círculo de Fogo - A Revolta revigora a força do cinema kaiju

Gipsy Avanger contra um medonho kaiju

Se você é fã de tokusatsu e nunca ouviu falar de kaiju, então precisa conhecer Círculo de Fogo - A Revolta. A sequência do filme de 2013 já está em cartaz, depois de incertezas sobre a continuação. Talvez você nunca tenha assistido o primeiro filme, estrelado por Idris Elba. Mas essa aventura vale tanto para quem viu quanto para quem pegar o bonde agora.

A mitologia criada pelo mexicano Guillermo del Toro há cinco anos quando era diretor do primeiro filme (atuou como produtor em A Revolta) ainda faz jus, mantendo a qualidade e divertindo o público com batalhas entre robôs e monstros gigantes. Del Toro é fã de tokusatsu e, na ocasião do primeiro Círculo de Fogo, se encontrou com o Alien Baltan, de Ultraman. E claro, não menos importante, o filme bebe da fonte de Godzilla e de outros kaijus famosos do cinema japonês que ganharão nova vida em 2019 e 2020, na franquia MonsterVerse, também pela produtora Legendary.

A história se passa 10 anos depois da derrota dos kaiju e foca em Stacker Pentecost (John Boyega), filho do herói Jake (Idris Elba) que era piloto de Jeager (nome dado aos mechas/robôs gigantes da trama). O garotão segue a vida na contramão de seu pai e cuida da adolescente Amara Namani (Cailee Spaeny), adotada por ele como sua irmã mais nova, após ela perder a família num ataque de um kaiju. Os dois são enviados para se prepararem para uma missão especial através de Mako Mori (Rinko Kikuchi), a filha adotiva de Jake. A ocasião se deve a um lançamento de uma nova linhagem de Jeager criada por uma empresa chinesa e alguém (que parece ser mais aficionado por monstros gigantes do que o normal) está infiltrado planejando um caos em todo planeta. É hora de Stacker e seu parceiro Nate Lambert (Scott Eastwood, o filho caçula de Clint) entrarem em combate com o poderoso robô Gipsy Avanger.

A direção e o roteiro são de Steven S. Denight e este seu primeiro trabalho para as telonas, sendo que já trabalhou com séries de TV como Spartacus, Buffy, Angel, Smallville e Dollhouse. Bom, tudo ali tem a cara e o jeitão de del Toro de fazer filmes kaiju, pois ele conhece bastante coisa do tipo. A diversão é garantida e renova essa nova onda de kaiju no mainstream.

O final dá um gancho para uma possível continuação. Enquanto isso não se confirma, teremos mais Godzilla quebrando tudo de novo no ano que vem. Haja coração.

domingo, 25 de março de 2018

Final de Dragon Ball Super foi um tanto generoso

Freeza e Goku no momento em que unem suas forças contra Jiren (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Fim da saga para Goku e cia na TV. Dragon Ball Super acabou neste domingo (25) e de longe foi um dos finais mais esperados. Foi destaque fora do nicho de animês pelo mundo afora (apesar de maneira safada). Por mais que a nossa consciência apontasse o Sétimo Universo como vencedor, o que importava mesmo era como essa disputa entre Goku e Jiren iria acabar. Ou melhor, o Saiyajin contou com a ajuda de Freeza e Androide Nº 17 quando parecia estar vencido pelo excessivo poder do Instinto Superior.

A união do trio evidenciou a confiança entre eles (ainda mais com um vilão) e isso foi decisivo para vencer Jiren, que renegava a amizade de seus companheiros do Décimo Primeiro Universo por orgulho. O mesmo companheirismo mudou os laços entre Goku e Freeza. Antigos inimigos que tiveram que, no fim das contas, lutar juntos por um bem em comum.

Com a vitoria do Sétimo Universo, Daishinkan encarrega ao Nº 17 o pedido para as Super Esferas do Dragão, por ter sido o único a sobrar na arena. Ninguém esperava que o pedido fosse a ressurreição dos demais Universos que haviam sido extintos no Torneio do Poder. Aliás, isso estava em cogitação até um tempo atrás, mas quase ninguém lembrava mais disso. Ninguém esperava que poderia ser assim, já que o 17 estava pensando em como ajudar sua família. Embora terminasse tudo bem pra todos, foi bastante generoso da parte dele e mais do justo. Até Freeza teve sua sua redenção. Foi ressuscitado. Uma cortesia de Bills. Merecido ou não, Freeza foi mal necessário para o Sétimo Universo vencer este Torneio.

Dragon Ball Super vai fazer falta. Os domingos não serão mais os mesmos sem Goku, Vegeta e toda a turma. Akira Toriyama fez um Dragon Ball diferente, mais carismático possível, sem perder a essência e acrescentando novos personagens e elementos à mitologia que ele criou lá nos idos de 1984. E que venha o filme de Dragon Ball Super, na esperança dessa nova aventura pintar o mais breve nas nossas telonas.

Até um dia, Goku.

sábado, 24 de março de 2018

Agente duplo de Kamen Rider Build sempre foi um bom suspeito

Sawa no episódio 27 de Build

Desde o primeiro arco da série que ficou claro que Sawa Takigawa (Yukari Taki) ainda era suspeita de trabalhar para Seito. Ela comoveu os personagens principais, da região de Touto, como se estivesse se aliando aos heróis. Ok, mas ela aprontaria cedo ou tarde.

E foi o que aconteceu nos dois episódios anteriores de Kamen Rider Build. Ela trabalha como informante da região de Seito e passou para o Primeiro Ministro tudo o que os Riders de Touto estavam preparando. No meio do time estava Kazumi Sawatari/Kamen Rider Grease, de Hokuto.

Você deve se lembrar que no episódio passado Sawa ligou para Kazumi pedindo ajuda. Talvez o Rider de Hokuto também esteja trabalhando ou seja uma simples cobaia. Veremos isso a seguir. Esse detalhe certamente será crucial para a batalha entre Sento/Build e Gentoku/Rogue.

Sawa que já atuava desde sempre como agente duplo e isso deverá mudar mais uma vez os rumos da série desde a "traição" de Soichi Isurugi/Blood Stalk. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Rodan!... O Monstro do Espaço (1956)

O monstro dos céus devastando tudo

Godzilla foi um marco na história do cinema japonês. Isso possibilitou que o daikaiju fosse conhecido mundialmente. Em 1956, estreou nos EUA o filme Godzilla, King of the Monsters (No Brasil: Godzilla, o Monstro do Mar e/ou Godzilla - O Rei dos Monstros), adaptação do filme original de dois anos antes, quando nascia despretensiosamente o gênero tokusatsu. Enquanto isso, a Toho resolve criar um novo monstro para o cinema. Um clássico que se tornou uma obra de arte e uma referência para produções de tokusatsu e até mesmo na cultura pop em geral.

Rodan!... O Monstro do Espaço (ou Sora no Daikaiju Radon; algo como "Radon, o Monstro Gigante dos Céus") é historicamente considerado como o segundo maior sucesso do produtor Tomoyuki Tanaka. É também o segundo trabalho de filmes kaiju/tokusatsu da extensa carreira do lendário diretor Ishiro Honda. O filme que estreou no Japão em 26 de dezembro de 1956 foi escrito por Ken Kuronuma. Novelista de ficção científica que ficou conhecido também por roteirizar o clássico Varan - O Monstro do Oriente (1958).


O monstro inseto Meganulon

Em Kyushu, no sul do Japão, uma pequena aldeia de mineração de Kitamasu é inundada. Os mineradores resgatam uma vítima que sofreu ferimentos fora do comum. A princípio, Goro, um dos mineradores que havia desaparecido, se torna suspeito, porém com descrição. Ao procurar Goro, alguns mineradores encontram uma misteriosa criatura que ataca-os ferozmente.


Mesmo com as suspeitas, Shigeru Kawamura, um colega de Goro, não acredita que o colega tenha sido capaz de atacar seus companheiros de forma tão macabra. Um dia, quando vai visitar Kiyo, a irmã de Goro, Shigeru é surpreendido pelo paleozoico monstro inseto Meganulon. Os policiais e também os mineradores vão atrás de deter Meganulon (ele faz um barulho terrivelmente ensurdecedor), que em seguida ataca um dos homens.

As pistas vão surgindo e apontam para uma ameaça bem pior. Numa velocidade supersônica, uma criatura gigante, semelhante a um pteranodonte começa a fazer suas vítimas. Eis em cena o monstro Rodan (Radon). O mistério gera outros mistérios. De onde veio Rodan? Teria ele vindo do espaço? Seria uma criação da natureza ou do próprio ser humano? Qual o meio de derrotar Rodan? Para ajudar a desvendar o caso, os trabalhadores contam com a ajuda do biólogo Kyuichiro Kashiwagi, que pode ser a chave para deter o monstro.


Rodan!... O Monstro do Espaço foi primeiro filme colorido de kaiju/tokusatsu. Mais uma vez Eiji Tsuburaya trabalhou com maestria com os efeitos especiais, que ficaram bem melhores do que os dois filmes anteriores de Godzilla. As cores também devem ter ajudado a deixar as cenas de catástrofes mais realistas possíveis -- para os padrões da época. Foi nesse filme que nasceram sequencias de explosões, civis correndo desesperados no meio do dia e arsenais como tanques e mísseis etc. Modelo que serviu de inspiração para produções de tokusatsu nas décadas seguintes (incluindo até mesmo aquelas séries oitentistas que passaram no Brasil) e que estão presentes atualmente em séries das franquias Super Sentai e Power Rangers.

A trilha sonora é assinada por Akira Ifukube, o lendário maestro que compôs para os filmes de Godzilla, além de grandes clássicos da Toho. E aqui vai mais uma honrosa menção ao saudoso dublê Haruo Nakajima, o mesmo que assumia o papel do Rei dos Monstros. Curiosamente, ao filmar a cena onde Rodan cai da Ponte Saikai, a polia que segurava o sr. Nakajima se quebrou e o dublê caiu de uma altura de 7 metros. Mas felizmente as asas e a água com um metro e meio de profundidade absorveram o grande impacto.

Rodan volta a aparecer nos filmes Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964), A Guerra dos Monstros (da franquia Godzilla; 1965), O Despertar dos Monstros (da mesma franquia; 1968), Godzilla vs. Mechagodzilla II (1993), Godzilla - A Batalha Final (2004) e futuramente em . Já Meganulon voltou a aparecer somente 44 anos depois no filme Godzilla vs. Megaguirus (2000).

Rodan é um clássico obrigatório do tokusatsu e é ícone da cultura pop. Curiosamente, o personagem já foi uma das formas da criatura sobrenatural Pennywise no livro It - A Coisa, do mestre do terror Stephen King. A referência de um daikaiju surge ao lado de outros personagens conhecidos do cinema como o Lobisomem, o Drácula, o Monstro da Lagoa Negra, Frankeistein, entre outros. Rodan deverá ganhar uma versão americana em 2019 no filme Godzilla: o Rei dos Monstros, da saga MonsterVerse do estúdio Legendary, onde prepara terreno para a luta entre Godzilla e King Kong. Uma boa dica para já entrar no clima.

Assim como a maioria dos filmes clássicos de Godzilla e outros filmes kaiju da Toho, Rodan foi exibido no Brasil em circuitos de cinema no Bairro da Liberdade, onde se concentra a maior colônia japonesa no país. Passou na TV aberta pelas emissoras Tupi, Record e Bandeirantes.

Atores em destaque


Yumi Shirakawa como Kiyo no filme
de Rodan
Kenji Sahara (seu nome verdadeiro é Masayoshi Kato) apareceu no primeiro filme de Godzilla como um homem de um barco. Reaparece como o mesmo personagem na adaptação nipo-americana de 1956, mas não teve seu nome creditado. Seu primeiro papel de notoriedade foi em Rodan!... O Monstro do Espaço como Shigeru Kawamura. Antes deste filme, adotava o nome artístico Tadashi Ishihara. Participou dos filmes tokusatsu Os Bárbaros Invadem a Terra (1977), O Monstro da Bomba H (1958), entre tantos outros. Na TV, apareceu nas séries Ultra Q, Ultra Seven, O Regresso de Ultraman, Ultraman 80, Ultraman Nexus e Ultraman Mebius. Sendo um dos nomes mais conceituados entre os atores japoneses de tokusatsu, já participou de uma edição do evento americano G-FEST em 2009.

Yumi Shirakawa foi Kiyo no filme de Rodan. Além do destaque neste filme, ela foi conhecida no Japão por seus trabalhos em filmes e séries de TV. Aparece nos filmes tokusatsu Os Bárbaros Invadem a Terra, O Monstro da Bomba H e Gorath (1962). Era casada com o falecido ator Hideaki Nitani que já participou da série tokusatsu Mighty Jack, da Tsuburaya. Yumi Shirakawa morreu aos 79 anos no dia 14 de junho de 2016.

Rodan!... O Monstro do Espaço foi o segundo filme tokusatsu do saudoso ator Akihiko Hirata (astro dos filmes kaiju que se consagrou como o Dr. Serizawa no primeiro filme do Godzilla), onde viveu o Prof. Kyuichiro Kashiwagi.

terça-feira, 13 de março de 2018

Godzilla Raids Again; sequência de 1955

Godzilla enfrenta Anguirus ao lado do famoso Castelo de Osaka

O primeiro filme de Godzilla foi um grande sucesso de bilheteria e isso abriu portas para a criação de vários filmes kaiju posteriormente, tanto pela Toho quanto por outros estúdios. Assim surgia - naturalmente e sem grandes pretensões em existir - o gênero tokusatsu que, com o tempo, foi expandido do cinema para a TV e outras mídias. O sucesso de Godzilla motivou a Toho a fazer uma sequência em poucos meses e com novos personagens. Com estreia marcada de Godzilla Raids Again para 24 de abril de 1955. O diretor Ishiro Honda foi substituído por Motoyoshi Oda, um contemporâneo dele e de Akira Kurosawa. Tomoyuki Tanaka e Eiji Tsuburaya continuaram respectivamente responsáveis da produção e da criação de efeitos especiais.

Logo após os eventos do filme anterior, os pilotos Shoichi Tsukioka e Koji Kobayashi estavam à procura de peixes para uma empresa de conserva de atum, situada na cidade de Osaka. Devido a um mal funcionamento de seu avião, Kobayashi faz um pouso forçado numa ilha. Tsukioka vai atrás de resgatar o amigo e eles descobrem dois monstros gigantes se enfrentando. Um deles é Godzilla e o outro é Anguirus (leia: "Anguiras"). Um dinossauro parecido com um anquilossauro e que teria recebido uma nova vida pelo mesmo teste da bomba atômica que deu origem ao Godzilla. Porém, segundo registros, a rivalidade entre os dois kaijus vem de milhões de anos atrás.

É aí onde retorna o Dr. Kyohei Yamane, personagem do primeiro filme (reprisado por Takeshi Shimura), para tentar encontrar um meio de deter mais uma catástrofe que ameaça Osaka. Para evitar um mal maior, um apagão de emergência acontece enquanto a Força Aérea Japonesa entra em ação para impedir a chegada de Godzilla e Anguirus. Enquanto isso, um grupo de criminosos aproveita a situação para fugir de um caminhão que o transportava para a prisão. Os meliantes fogem num caminhão de gasolina e um acidente acontece durante a fuga, culminando numa explosão. Godzilla aproveita o caos para devastar mais uma cidade e, consequentemente, travar uma batalha mortal contra Anguirus.

Godzilla Raids Again conta com a trilha sonora de Akira Ifukube. Mas a falta do tema principal é sentida. Como um segundo filme do gênero tokusatsu e de filmes kaiju, não mostrou apenas mais uma catástrofe com maquetes e coisas do tipo, mas foi a pioneira entre um clássico duelo de titãs para este tipo de produção. O dublê Haruo Nakajima vestiu novamente o traje de Godzilla enquanto Katsumi Tezuka vestiu o traje de Anguirus. Tezuka foi o segundo a vestir o traje de Godzilla no filme anterior. Juntos eles protagonizaram uma cena épica que ficou marcada para os fãs de kaiju: a truculenta batalha entre Godzilla e Anguirus ao lado do famoso Castelo de Osaka -- da imagem acima.

Em 21 de maio de 1959 o filme foi lançado nos EUA como Gigantis the Fire Monster e sofreu reedição e dublagem gringa pela Warner. No mesmo ano, a Warner lançou este filme em conjunto do filme americano de ficção científica Os Adolescentes do Espaço.

Atores em destaque


Hiroshi Koizumi em 1955, ano do filme
Godzilla Raids Again
Hiroshi Koizumi como Shoichi Tsukioka. Participou de filmes tokusatsu da Toho como Mothra, a Deusa Selvagem (1961), Matango, Atragon (ambos de 1963), Mothra vs. Godzilla, Dogora, Ghidorah (os três são de 1964), Godzilla vs. Mechagodzilla (1974), The Return of Godzilla (1984) e Godzilla: Tokyo S.O.S. (2003). Além destes filmes, participou do episódio 27 de Ultra Q (1966). Morreu em 31 de maio de 2015, aos 88 anos, vítima de pneumonia. Foi um dos ícones dos filmes kaiju após Akira Takarada e Akihiko Hirata.

Minoru Chiaki foi Koji Kobayashi no filme e teve uma extensa carreira no cinema japonês, principalmente em filmes do diretor Akira Kurosawa. Entre eles, o clássico Os Sete Samurais, onde interpretou Heihachi Hayashida. Faleceu em 1 de novembro de 1999.

Yoshio Tsuchiya, o membro da Corporação Defensiva de Osaka, também participou de Os Sete Samurais como Rikichi, um dos aldeões do clássico de Kurosawa. Participou dos filmes tokusatsu Os Bárbaros Invadem a Terra (1957), Varan - O Monstro do Oriente (1958), Mundos em Guerra (1959), The Human Vapor (1960), Matango, a Ilha da Morte (1963), Frankeinstein Contra o Mundo (1965), A Guerra dos Monstros (filme da franquia Godzilla de 1965), Son of Godzilla (1967), O Despertar dos Monstros (filme da franquia Godzilla de 1968), O Desafio dos Monstros (1970), Tokyo: The Last War (1989) e Godzilla vs. King Ghidrah (1991). Tsuchiya também fez pontas nas séries tokusatsu: no episódio 2 de Ultra Q, no episódio 18 de Ultraman e nos episódios 14 e 15 de Ultra SevenMorreu em 8 de fevereiro de 2017, aos 89 anos.

Outra notável é a atriz Setsuko Wakayama, que interpretou Hidemi Yamaji. Trabalhou em clássicos fora dos filmes kaiju. Morreu em 9 de maio de 1985.

Veja o trailer de Godzilla Raids Again:

segunda-feira, 12 de março de 2018

TV Diário faz tratamento absurdo com séries japonesas e fãs cearenses aprovam

Flashman é uma das vítimas da inconstante transmissão

Meses atrás escrevi este texto sobre a transmissão bagunçada que a TV Diário fazia com o animê Super Campeões (Captain Tsubasa J) no final de 2017. Eram erros bem piores que a extinta Rede Manchete fazia nos anos 90 com as séries japonesas. Ok, dava pra relevar tais problemas na época pois eram bem pequenos. A emissora situada em Fortaleza (também conhecida fora do Ceará por ter tido sinal aberto até uns anos atrás após incomodar a Globo) inaugurou sua nova programação em janeiro e de lá pra cá tem apresentado mudanças significativas. Um provável aquecimento para as comemorações de seus 20 anos em julho que vem.

Além de repaginar antigos programas e lançar novas atrações, a TV Diário lançou desde então uma nova grade de séries, desenhos e filmes clássicos. Não se sabe bem quanto a permissão dos respectivos direitos de exibição de enlatados na emissora. Apesar de não ser o carro-chefe da programação, séries japonesas tem chamado atenção do público saudosista que parece não se importar de jeito nenhum com erros crassos que a TV Diário vem cometendo. Apesar da chamada da sessão de desenhos anunciar a "volta" de Jaspion, Changeman, a TV Diário jogou as séries tokusatsu Changeman, Flashman, Cybercop, Ultraman, Kamen Rider Black RX e o animê Shurato. Todos de forma incompleta, com episódios pulados, encerramentos cortados no meio e quase sempre voltando ao primeiro episódio sem dar muitas satisfações com seus espectadores.

Antes da sessão, há um horário isolado para séries tokusatsu que está no ar desde o final de janeiro. A primeira da vez foi Cybercop que teve os mesmos erros citados acima, além de já ter finalizado um dos episódios em meio a um diálogo, ir para o intervalo minutos antes da veiculação dos eyecachtes (as vinhetas de intervalo) e (pasme!) um salto gigantesco do episódio 13 para o episódio 22. Quem estava assistindo pela primeira vez com certeza não entendeu absolutamente nada ao ver Lúcifer surgindo no meio da trama e perdeu toda a reviravolta que tinha acontecido com a chegada do anti-herói.

Sem ao menos passar o episódio final, a TV Diário colocou desde semana passada a série original do Ultraman no lugar dos Policiais do Futuro. Ao que parecia ter um timing correto no primeiro episódios, os erros foram aparecendo ao limar o tema de abertura (sem "Ultraman no Uta" é sacrilégio!) e ter começado o terceiro episódio durante um diálogo entre Akiko, Hoshino e um guarda, antes de serem surpreendidos pelo monstro Neronga. E ainda na mesma semana, a TV Diário exibiu o mítico episódio 15 de Flashman (aquele onde Kaura aparece e Flash King tem o braço decepado) e no dia seguinte voltou para o primeiro episódio. Nestas duas sequências, a emissora ignorou completamente o segundo episódio.

E logo na manhã desta segunda (12) entrou Kamen Rider Black RX sem mais nem menos no lugar de Ultraman (que mudou de horário), a partir do segundo episódio, com o importante diálogo entre Issamu e seu tio cortado pelo break comercial, sem encerramento e (pasme! 2) o título da série apareceu como "Black Kamen Raider RX". Existe uma diferença gritante entre Rider e Raider. Sem contar que a série foi confundida com Kamen Rider Black, que ficou conhecido oficialmente no Brasil como Black Kamen Rider. A impressão que fica é que temos um estagiário ou algo assim cuidando da programação. A TV Diário chegou a rebatizar Cybercop como "Cybercops". Veja aí o erro com Black RX:


O confuso rebatismo de RX (Foto: Reprodução/TV Diário)

O que era pra ser um descontentamento entre os fãs de tokusatsu/animê, virou um mero espetáculo por parte do próprio público cearense nas redes sociais, que parecem não se importar com tais problemas e pensam que estão voltando aos distantes anos 80 e 90. As desculpas são as mais clássicas possíveis: pra ver séries da época da Manchete "de volta" à TV aberta e dar aquela "moralzinha" para uma exibição ilegal que não sabe nem por onde vai a cronologia. Obviamente isso não implica a todos os fãs cearenses, mas é que esse tipo de reclamação seria normal - e com toda razão - quando alguns desses erros acontecessem em materiais oficiais (DVD, canais de streaming etc). Quer dizer, há quem deixa a nostalgia falar mais alto que a razão e vemos por aí a defesa ao indefensável. Não dá mesmo pra entender.

Nas redes sociais é fácil de encontrar essas euforias. Aqui vão dois exemplos encontrados no Twitter:


- "Fico muito feliz em ver que a TV Diário está se tornando a sucessora espiritual da TV Manchete, só hoje pela manhã assisti Cybercop, Shurato e agora tá passando Kamen Rider Black RX. De novo que felicidade ver isso na tv aberta."

- "Black Kamen Rider passando atualmente na TV Diário, e me respeito que sou da época que passava na Manchete"


E é preciso que se diga: Atualmente quem possui direitos de Cavaleiros no Brasil é a Angelotti Licensing (representante nacional da Toei Animation) e a mesma série, junto com Dragon Ball Z, possui exclusividade na TV aberta pela Rede Brasil, que exibe em HD. Logo os direitos de Jaspion, Changeman e Flashman pertencem atualmente à Sato Company. Estas três séries e mais Jiraiya, Jiban e National Kid estão disponíveis de graça pelo canal oficial Tokusatsu TV, via YouTube.

Bem, é aí que essa discussão gera um questionamento: O que é mais? Comprar ideia de um material licenciado quando o mesmo apresenta qualidade impecável ou promover na internet da vida uma transmissão que sequer consegue dar conta de séries japonesas? Outra pergunta fica no ar: a TV do Nordeste tem mesmo licença para exibir produções japonesas que são caras no mercado?

terça-feira, 6 de março de 2018

Godzilla; o filme original de 1954

O Rei dos Monstros em seu primeiro longa metragem

Em março de 2018, o filme Círculo de Fogo: A Revolta estará em cartaz nos cinemas em todo o mundo. Seguido das sequencias da franquia MonsterVerse em 2019 e 2020 com a volta de Godzilla e King Kong às telonas. Para aproveitar a ocasião, o Blog Daileon estreia uma série de resenhas sobre os históricos filmes kaiju. E nada melhor do que iniciar falando sobre o primeiro e venerável longa do primeiro monstro gigante da Toho. Acompanhe:

A era dos monstros gigantes - ou também conhecidos como kaijus - foi uma época clássica para a história do tokusatsu. Aliás, esta época foi essencial para a formação deste gênero que tanto gostamos e que continua atravessando gerações. Muita coisa mudou de 1954 pra cá. Especialmente se tratando de efeitos especiais. A narrativa destas produções também se transformaram com o tempo.

Desde 2013 podemos ver a evidência de uma nova era de filmes kaiju em Hollywood como Círculo de Fogo, filme dirigido por Guillermo del Toro. A sequencia será lançada logo mais em 22 de março. Godzilla ganhou mais uma chance no cinema mundial após a fracassada versão de 1998, pela dupla Roland Emmerich e Dean Delvin (os mesmos de Independence Day). Em 2014 o gigante celebrou 60 anos do seu filme original e conquistou o público com o excelente filme que inaugurou a franquia MonsterVerse, da Legendary Entertainment. O segundo filme foi Kong: A Ilha da Caveira, de 2017. Em 2019 e em 2020 chegam os aguardados Godzilla: O Rei dos Monstros e Godzilla vs. Kong, respectivamente. Existem outros filmes com referências kaiju no cinema norte-americano como Cloverfield (2008), Colossal (2017), entre outros que ainda estão previstos para o futuro próximo.

Mais do que tudo isso, Godzilla é o que eu chamo de "pedra fundamental do tokusatsu". Nada disso existiria se não fosse a parceria formada entre o produtor Tomoyuki Tanaka, o diretor Ishiro Honda e o diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya (também criador de Ultraman). Foi um marco histórico para o estúdio Toho que no mesmo ano de 1954 lançou o clássico Os Sete Samurais, dirigido por Akira Kurosawa (de quem, curiosamente, contou com a amizade e colaboração de Honda ao longo da carreira). O tema principal criado pelo compositor Akira Ifukube também é outro destaque a se mencionar. Um verdadeiro hino da franquia.

A inspiração surgiu pela influência do filme norte-americano O Monstro do Mar (The Beast from 20,000 Fathoms), produzido pela Warner em 1953. Ano anterior ao Godzilla. O clássico contou com os efeitos especiais do mestre Ray Harryhausen que utilizava stop-motion. Algo espetacular naquele tempo. A ideia de Tanaka era associar o monstro com os riscos nucleares. Afim de mostrar como o homem poderia sobreviver ao próprio mal criado pelo uso de energia atômica através de atividades militares. Sem grandes recursos de produção, a saída foi contratar um dublê para vestir um traje de borracha e interpretar um monstro que devastava Tóquio -- representado em maquetes. Este dublê era Haruo Nakajima (falecido em agosto de 2017 e homenageado no Oscar 2018).

Para entender melhor o que está acontecendo no cinema, é preciso visitar o primeiro filme e entender o contexto da época, onde o Japão se recuparava dos efeitos da bomba que atingiu as cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. Godzilla surgiu com a finalidade de contar sobre os perigos da radioatividade. Assim nascia um clássico da ficção científica.


O casal Emiko e Ogata
O filme começa com a destruição do navio cargueiro Eiko-maru nos arredores da Ilha Odo. Após o incidente, vários navios e barcos de pesca também são atacados. As suspeitas levam a crer que uma lendária criatura do mar despertou. Algo como um ser pre-histórico. O paleontólogo Dr. Kyohei Yamane investiga o caso e descobre que a criatura gigante emite radiação e presume que ela acordou por causa de testes com bomba de hidrogênio.

Enquanto isso, a filha do Dr. Yamane, a bela Emiko, rompe seu relacionamento com o Dr. Daisuke Serizawa, médico recluso que trabalhou como assistente de seu pai. A garota decide namorar Hideto Ogata, capitão do navio de salvamento. Serizawa desenvolve em segredo um projeto que pode deter o monstro gigante. Porém o mesmo pode causar a destruição da humanidade se cair em mãos erradas.

Godzilla consagrou a carreira daqueles jovens atores que formaram o "triângulo amoroso" da trama. Akira Takarada, o ator que viveu Hideto Ogata, se tornou popular devido a este trabalho. Participou de alguns filmes da franquia interpretando outros personagens, além de uma ponta no filme americano de 2014. Atualmente é dublador de filmes e animações e em 2016 participou de um evento estadunidense de cultura pop G-FEST junto com Bin Furuya (o dublê do Ultraman original) e Hiroko Sakurai (A Akiko de Ultraman).

A atriz Momoko Koichi, que interpretou Emiko Yamane, participou de um outro filme kaiju conhecido no ocidente como Os Bárbaros Invadem a Terra (The Mysterians). Filme dirigido por Ishiro Honda em 1957. Koichi reprisou o papel de Emiko Yamane em 1995 no filme Godzilla vs. Destroyer. A atriz morreu em 5 de novembro de 1998 aos 66 anos, vítima de um câncer colorretal.


Daisuke Serizawa, o papel mais famoso da carreira do saudoso Akihiko Hirata

Akihiko Hirata (nascido como Akihiko Onoda) foi o Dr. Daisuke Serizawa. Um importantíssimo personagem neste primeiro filme que tem relação com Godzilla vs. Destroyer e serviu de inspiração para o personagem de Ken Watanabe na versão hollywoodiana de 2014, o cientista Ishiro Serizawa. Originalmente, Hirata estava escalado para interpretar Ogata, mas acabou ficando com o papel do cientista que lhe rendeu grande notoriedade em sua carreira no cinema japonês. Além de filmes da franquia Godzilla e de outros filmes kaiju nas décadas de 1960 e 1970, Hirata pode ser visto nas séries tokusatsu Ultra Q, Ultraman, Ultra Seven e Daitstsujin 17. Iria participar do filme The Return of Godzilla, em 1984. Porém estava muito debilitado por causa de um câncer no pulmão. Faleceu aos 56 anos em 25 de julho de 1984. Deixou um legado para a história dos filmes kaiju e de seus fãs.

E aqui também vale a menção do ator Takashi Shimura, que foi o Dr. Kyohei Yamane neste filme e na sequência Godzilla Raids Again, de 1955. Meses antes da estreia de Godzilla, mais precisamente em abril de 1954, Shimura pôde ser visto em Os Sete Samurais como Kambei Shimada. Chegou a participar de vários filmes kaiju da Toho e mais alguns filmes de Kurosawa como O Anjo Embriagado (de 1948), Rashomon (de 1950) e Viver (de 1952). Participou dos filmes tokusatsu Os Bárbaros Invadem a Terra, Mothra, a Deusa Selvagem (1961), Gorath (1962), Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964), Frankeinstein Contra o Mundo (1965) e Catástrofe - Profecias de Nostradamus (1974). Morreu em aos 76 anos no dia 11 de fevereiro de 1982, vítima de enfisema pulmonar.


Poster japonês de Godzilla, o Rei dos
Monstros. Estrelando: Raymond Burr
Em 27 de abril de 1956, o monstro gigante ganha as telas norte-americanas com o filme Godzilla, O Monstro do Mar (Godzilla, King of the Monsters). É preciso que se diga que esta foi a primeira adaptação de tokusatsu nos EUA. Ou seja, havia uma interação do elenco gringo com os eventos do filme original. A "americanização" ajudou a popularizar o kaiju na terra do Tio Sam e antecedeu o recurso usado na franquia Power Rangers (adaptação das séries Super Sentai no ocidente). O ator principal foi Raymond Burr, que estrelou a famosa séries de TV Perry Mason (ou "Pede Mais Um" como diria Seu Madruga) entre 1957 e 1966. Ele viveu o jornalista Steve Martin (não confunda com o ator de comédia) que foi ao Japão para cobrir uma matéria sobre o Godzilla. Martin tanto interagia com os personagens da trama original quanto servia como narrador-personagem. O mesmo foi reprisado por Raymond Burr quase trinta anos depois no filme Godzilla 1985. Uma reedição de The Return of Godzilla, do ano anterior.

Nos anos 50, o filme Godzilla, O Monstro do Mar foi exibido nos cinemas brasileiros. Em junho de 2015, Godzilla, Godzilla, O Monstro do Mar e O Monstro do Mar foram lançados no formato DVD-box pela distribuidora independente Obras-Primas do Cinema e de forma oficial, segundo consta em nota do Blog do Jotacê. A coleção foi batizada como Godzilla - Origens e provavelmente já tenha se tornado um item raro para colecionadores e figurando entre os poucos lançamentos recentes de tokusatsu em home-video em nosso país. Logo a adaptação Godzilla, O Monstro do Mar foi rebatizado como Godzilla - O Rei dos Monstros, seguindo a tradução direta do título em inglês. A coleção contém extras com entrevistas e documentários que abordam desde a concepção do filme até o legado deixado para cultura pop.

Assista o trailer do primeiro filme de Godzilla e de sua adaptação americana:



 

Confira também o teaser do box nacional Godzilla - Origens, pela distribuidora Obras Primas do Cinema:

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Lupinranger VS Patranger traz um novo aspecto à franquia Super Sentai

O embate entre polícia e ladrão

Nos últimos tempos temos visto ótimas séries tokusatsu pra ninguém sair reclamando. Em 2017 tivemos os lançamentos de Kyuranger, a segunda temporada de Kamen Rider Amazons e os excelentes Ultraman Geed e Kamen Rider Build (este último ainda está em exibição e mandando muito bem). Agora em 2018 temos mais um ano que promete ser cheio para os fãs do gênero.

E começou muito bem com duas equipes Super Sentai se enfrentando numa mesma série. Assim é o ponto inicial de Lupinranger VS Patranger, que começou há um pouco mais de duas semanas no Japão. Ainda é cedo pra saber se as duas equipes irão se unir no meio da série ou próximo à reta final. Enfim, o que se sabe até o momento é que nos próximos episódios aparecerá um integrante que irá assumir duas identidades: uma atende o codinome Lupin X e outra como Patren X. O quarto membro de cada equipe. Agente duplo? Quem sabe.

Enfim, a nova série Super Sentai ainda mantém as mesmas tradições como robô gigante, por exemplo. O que muda, além de apresentar as duas equipes, é ver o ponto de vista de cada equipe. Tanto os trios Lupinranger quanto Patranger buscam o mesmo objetivo: capturar o tesouro Lupin Collection. Isso ao mesmo tempo em que o grupo maligno Gangler também visa este mesmo tesouro.

Até o momento quem tem me cativado mais é o trio Lupinranger (leia: "Lupanranger"), por causa do passado recente e trágico dos anti-heróis. O mais tocante foi saber um pouco mais sobre quem era Touma (Lupin Blue) no episódio deste domingo (25). É provável que passado de Umika (Lupin Yellow) seja visitado no próximo episódio e logo mais será a vez de Kairi Yano (Lupin Red). Por enquanto, o que podemos ver sobre o trio Patranger (leia: Pat-ranger) é o foco na captura de Lupinranger e de Gangler. Tudo em nome da lei. É esperado que em algum ponto da trama Keichirou (Patren Ichi-gou) comece a se perguntar se Lupinranger é um grupo maligno quanto Gangler e quem sabe um desenrolar para uma possível união das duas equipes. Algo que pode acontecer cedo, tarde ou talvez nunca.


Haruka Kudo, a mais nova musa das séries Super Sentai
Lupinranger VS Patranger (leia "VS" em inglês ao invés de "versus") é uma série que promete muitas surpresas e marcar história. A franquia Super Sentai está em um bom momento desde a Kyuranger, série que começou com nove integrantes e deu uma diferenciada ao contar uma trama futurística. Sinal de uma jogada bem trabalhada da Toei. Ainda não há indícios de que um dia Lupinranger VS Patranger vire alguma temporada de Power Rangers num futuro próximo agora que Go-Busters (de 2012) está garantido para ser Power Rangers Beast Morphers no próximo ano. As nuances infantis não são exageradas como algumas séries recentes da franquia e as dancinhas foram limadas. Aliás, desta vez não temos tema de encerramento. O que não fará falta alguma.

E uma última nota: a jovem atriz Haruka Kudo, a Umika/Lupin Yellow, já é disparadamente a musa das séries tokusatsu em 2018. Mal tinha começado a série e a atriz de apenas 18 aninhos roubou o coração do público. Em dezembro de 2017 deixou o grupo idol Morning Musume para se dedicar integralmente à carreira de atriz. Lupinranger VS Patranger não é a sua primeira participação como atriz. Anteriormente, enquanto integrante do Morning Musume, interpretou a personagem Miyashita Noa no drama Sugaku Joshi Gakuen (de 2012), estrelado por cantoras do grupo e de outros da Hello! Project.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O que esperamos do filme nacional de Jaspion no cinema

Jaspion vai ganhar um remake oficial no Brasil (Foto: Divulgação/Sato Company)

Se você é daqueles que esperavam (ou pensaram em) ver uma participação maior de Jaspion no primeiro filme da série Space Squad, uma boa notícia: o maior super-herói japonês no Brasil vai ganhar o seu primeiro filme. E não é uma produção japonesa. Trata-se de um remake oficial e 100% brasileiro. Com produção da Sato Company, o filme tem aval da Toei Company, o estúdio que produziu a série original em 1985. A nota saiu em primeira mão pelo site Omelete na tarde desta quarta (21). Um dia antes da data em que Jaspion e Changeman completam 30 anos de estreia na extinta Manchete. 

Algo inédito e totalmente inesperado. Aliás, esta pode ser a primeira adaptação brasileira de um super-herói japonês do gênero tokusatsu. Nos anos 90, o sr. Nelson Sato, CEO da Sato Company, tinha planos para fazer uma adaptação brasileira de Cybercop, da Toho Company, devido ao grande sucesso na saudosa emissora da família Bloch. Porém o projeto nunca saiu do papel. Seria precursor de Power Rangers no formato de utilização de cenas japonesas e inclusão de atores estrangeiros. Porém não a primeira da história do tokusatsu. O pioneiro foi Godzilla, o Rei dos Monstros. Produção nipo-americana de 1956 que serviu de adaptação do filme original do kaiju da Toho.

É bem verdade que as opiniões estão divididas, mas ainda é cedo pra dizer se o filme irá vingar ou não. Tudo vai depender do conjunto da obra que a Sato irá reunir daqui pra frente. O mínimo que esperamos deste remake - que promete uma repaginação/atualização dos personagens - é uma fidelidade à mitologia do Tarzan Galático e que faça referências aos principais elementos da trama. Mais do que isso, é necessário uma consultoria e trabalho de pessoas que entendam e dominem, nos mínimos detalhes, sobre tokusatsu e saibam com que estão lidando. Seria pedir muito uma direção de Koichi Sakamoto? Quem sabe, mas tem que ter alguém que manje de cenas de ação, tokusatsu e alguém que tenha uma competência próxima a dele. Dependendo da produção, os efeitos especiais tem que ser os melhores possíveis. Seja para maquetes (por que não?) ou algo superior. O clipe "On The Rocks", primeiro single de Ricardo Cruz (da banda JAM Project) pode ser uma forte referência. Desde o local da pedreira até o modelo de sequencias de ação e efeitos especiais. E não menos importante: o fator roteiro. É essencial, ou melhor, primordial que a história tenha coerência e faça uma boa adaptação. Obviamente não dá pra injetar 46 episódios numa película de uma hora e meia ou duas horas. Por isso, personagens importantes e que acrescentam a mitologia sejam bem conduzidos.

O elenco será divulgado em agosto, durante o festival de filmes japoneses. Até lá vamos nos deparar com especulações de todos os tipos enquanto não saem mais informações oficiais. Espera-se que o elenco tenha bons atores. O único palpite que dou é de uma possível participação do sr. Sato e sua filha Jacqueline Sato. Afinal, no passado, o sr. Sato contribuiu com a narração de Cybercop. Já Jacqueline cantou o tema de abertura de Doraemon (a série de 2005) e tem uma carreira de atriz em ascensão.

Não se sabe ainda se esta nova produção terá ou não ligação com a série original. Mas será legal ver uma aventura inédita do Jaspion nas telonas. Este pode ser o primeiro passo para o tokusatsu se destacar mais uma vez para o grande público brasileiro. Ou seja, fora da esfera do fandom.

Atualização

O canal TokuDoc, tocado pelo meu amigo Danilo Modolo, entrou em contato com o sr. Nelson Sato nesta quinta (22) e o mesmo esclareceu, em primeira mão, detalhes sobre o filme de Jaspion. Assista o vídeo extra aqui.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Conspiração e rivalidade fazem de Kamen Rider Build a melhor série dos últimos tempos

O duelo entre Grease e Build (Foto: Divulgação)

Incompreendida algumas vezes, as séries Kamen Rider geram boas (e más) discussões ano após ano. Desde o visual até o roteiro. Apesar dos altos e baixos e a mudança dos tempos, os elementos atuais seguem o legado deixado por Shotaro Ishinomori. E as últimas séries tem surpreendido bastante. A qualidade chegou aos ápice com Kamen Rider Build. Uma série extremamente envolvente, que amarra o espectador desde o inicio e sempre vem um episódio mais espetacular do que o outro.

O episódio exibido nesta semana foi considerado pelo público como o melhor até o momento. Se você acompanha, deve saber que um duelo foi travado entre Sento/Build e Kazumi/Grease. Ambos representando as respectivas regiões de Touto e Hokuto que entraram em guerra. O dilema de Sento, a preocupação de Banjo e a lealdade de Kazumi aos seus companheiros Smash (um deles foi morto) foram pontos que deram um peso importante na batalha decisiva. Batalha essa que é digna de ser comparada a um final.

O escritor Shogo Muto vem realizando um excelente trabalho neste que é o seu primeiro em tokusatsu. A conspiração entre os Primeiros Ministros de Seito, Touto e Hokuto é outro elemento incontestável na trama e deve esquentar ainda com a aparição de Kamen Rider Rogue (Night Rogue?), até então desconhecido. A tendência é que Kamen Rider Build fique cada vez melhor e aumente mais a ansiedade para o fim de semana chegar e roer as unhas. Mais do que isso, é de longe a melhor série tokusatsu da Toei nos últimos 5, 10 anos. Sem mencionar que estamos diante do melhor vilão da franquia até hoje: Blood Stalk.

Kamen Rider Build tem momentos que não dá pra mencionar tudo num post inteiro e quem ainda não começou a acompanhar, nem imagina o potencial da série que pode ser a número um da franquia. Superando até mesmo clássicos como Kamen Rider Black, por exemplo. Sensacional.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Cultura pop sul-coreana é um exemplo de unidade que deveria ser seguido no fandom brasileiro de tokusatsu

A Lenda, um das séries sul-coreanas na TV brasileira

Outro dia eu andava num shopping center e vi um espaço temático totalmente dedicado à cultura pop sul-coreana. Coisas como amostras de K-dramas e o já tradicional K-pop. Incrível como essa cultura ganhou notoriedade em poucos anos. Goste ou não, é um fenômeno e só tem a crescer e conquistar novos adebtos. Seja de séries do gênero, seja do estilo musical.

Na esfera musical, o K-pop conquistou espaço em eventos de cultura pop/geek. Por um lado ganhou evidência, por outro divide espaço com a cultura pop japonesa (animês, cosplays, mangás, etc). Já as séries de drama tem popularidade há longa data no Brasil. Nos últimos anos os fãs só tiveram o que comemorar com a chegada de várias séries licenciadas no Brasil. Além de títulos na Netflix, há um canal oficial de streaming específico para este nicho, o DramaFever (equivalente a uma Chunchyroll para dramas da Coréia do Sul). Isso sem contar com uma faixa dedicada na Rede Brasil. Atualmente a emissora paulista - que exibe os animês Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z em horário nobre e em alta-definição - apresenta a reprise da série Happy Ending, que está em sua reta final. Em fevereiro será substituída por outro drama, A Lenda.

Tudo isso é resultado da união dos próprios fãs que fazem o fenômeno acontecer. Não sei você, mas isso me faz pensar no fandom brasileiro do gênero tokusatsu. Uma parte tem seus público fiel, que realmente valoriza materiais quando vem pra cá, reclamam pouco e são unidos. É o tal do "nicho do nicho". Fora dele não dá pra ver a coisa crescer como deveria. Infelizmente ainda se vê materiais licenciados sendo pirateados, desunião de fãs, falta de informação nas redes sociais, intolerância e até disputas (que só existem na mente de quem se acha que está sendo disputado). Claro que isso não implica ao fandom inteiro, veja bem. Tem muita coisa bacana sendo feita, principalmente na internet e com parcerias sérias.

A coisa vem mudando a passos lentos. Porém está longe de alcançar o mesmo fenômeno construído pelo fandom dos dramas e da música sul-coreana. Falta muita coisa ainda pra engrenagem andar mais rápido, a começar maturidade de algumas cabeças (que já passaram dos 30, diga-se). Talvez uma real ascensão do tokusatsu seja improvável ou anos-luz de acontecer. Porém não impossível. Basta cada um fazer sua parte e entender determinados conceitos.

Que o exemplo dos fãs de K-drama e de K-pop sirva de lição para quem, lamentavelmente, ainda não aprendeu com os nossos queridos heróis japoneses.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cavaleiros: A Lenda de Fênix representa Ikki com grandiosidade

O Cavaleiro Ikki de Fênix do fan film (Foto: Reprodução)

No último fim de semana saiu no YouTube um fan film baseado em Os Cavaleiros do Zodíaco focado no anti-herói Ikki de Fênix. A Lenda da Fênix é um título que, na primeira impressão, nos faz pensar que poderia se tratar de algo que poderia imaginar a origem de Ikki antes de se tornar o Cavaleiro de Fênix. Porém é uma homenagem que o representou com grandiosidade este grande personagem.

A Lenda de Fênix se passa em algum ponto da saga dos Cavaleiros de Atena onde Ikki visita o túmulo de sua amada Esmeralda. Durante o momento de contrição, ele é surpreendido por Thomas e seus capangas, que o desafiam para uma batalha. Thomas tem uma forte relação com Guilty, o satânico mestre de Ikki que o treinara na Ilha da Rainha da Morte. Por decisão de Ikki (e até por questões técnicas), a batalha contra Thomas é decidida sem o uso da armadura de bronze. Porém, o momento crucial leva os dois a um triste episódio do passado.

Para os padrões, o fan film A Lenda de Fênix foi muito bem feita e percebe-se o cuidado com cada detalhe. O fato de Ikki não ter usado a armadura foi uma decisão acertada, uma vez que isso poderia comprometer a produção por questões técnicas ou mesmo de orçamento. Isso enriqueceu ainda mais o trabalho e deu um tom poético à mini trama. O local poderia lembrar o cenário infernal da Ilha da Rainha da Morte, mas seria exigir demais. Aliás, foi bem propício, já que se tratava do túmulo de alguém muito querida pelo Cavaleiro de Fênix.

Interpretado por atores brasileiros, o fan film conta com elenco de dublagem paulista. Foi convidado especialmente Leonardo Camilo para viver mais uma vez Ikki de Fênix. Flávio Dias (Poseidon na dublagem clássica da Gota Mágica e Sísifo de Sagitário em The Lost Canvas) narrou passagens do início e do final da história e também dublou Guilty nesta versão. Também estiveram Wilken Mazzei (Killa em Dragon Ball Kai) como Thomas e Beatriz Villa (Mei Terumi no game Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4) como Esmeralda. A produção reproduz algumas das BGMs mais marcantes do saudosíssimo maestro Seiji Yokoyama e com direito a um revival da sangrenta batalha de Ikki contra Guilty que culminou na morte de Esmeralda. O tema escolhido para o encerramento foi "Chikyuugi", canção da saga de Hades cantada originalmente pela doce Yumi Matsuzawa e interpretada na versão brasileira pela Larissa Tassi (da antiga dupla com William Kawamura e atual integrante do trio Danger3). Desta vez a canção ganhou versão própria cantada por Nando Rodrigues e Maíra Brito.

A título de nota, Nando Rodrigues foi o roteirista e diretor do fan film, além de assumir boa parte da produção independente. Sem fins lucrativos, A Lenda de Fênix foi realizada em parceria das produtoras Raciocinando Filmes, Friends Groups Entertainment e Hipnótico Filmes. Todas elas com trabalhos extensos em seus respectivos currículos.

Assista o fan film a seguir:



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

The Cloverfield Paradox é fraco, mas deixa pistas no ar

Os tripulantes da estação Cloverfield

A Netflix preparou uma surpresa guardada a sete chaves. Durante o intervalo da 52ª edição do evento esportivo Super Bowl, foi liberado o primeiro trailer de The Cloverfield Paradox. O que ninguém esperava era que o filme estava mais perto do que imaginávamos. O terceiro longa da franquia Cloverfield estreou na madrugada desta segunda (5) no Brasil e também nos outros países onde o canal de streaming atua. Uma jogada inédita (e esperta) da Netflix.

O primeiro filme foi lançado nos cinemas em janeiro de 2008, pela Paramount, e carregava dois conceitos: o primeiro era o estilo found footage. Espécie de documentário como A Bruxa de Blair, Distrito 9, entre outros. E o outro era o estilo de filmes kaiju. Gênero consagrado de filmes de monstros que começou com Godzilla, deu origem a outros personagens que marcaram o cinema japonês como Rodan, Gamera, Mothra etc e continua vivo na cultura pop. Na época, J.J. Abrams tinha parceria com Brian Burk na produção. Os conceitos mencionados foram abandonados a partir de março de 2016 com o segundo filme, Rua Cloverfield, 10, que tinha uma temática diferente e com terror psicológico. Assim a franquia começava a andar em caminho inverso ao Godzilla e Círculo de Fogo (ambos da Legendary Pictures) e tomava seu próprio rumo. Distanciando da sua proposta original. Abrams conta com Lindsey Weber, que substituiu Burk e segue até hoje com a produção.

O terceiro filme se passa num futuro próximo onde a humanidade sofre com a escassez de combustíveis. Afim de criar uma nova energia inesgotável, uma estação espacial é enviada em caráter especial. A jornada causa um rompimento no espaço-tempo e daí criando situações esquisitas. The Cloverfield Paradox tenta ser um filme assustador de ficção-científica, porém é cheio de clichês e não consegue ser mais do que isso. Porém, de alguma forma, consegue conectar ao filmes anteriores e até abrindo a possibilidade de acrescentar futuramente novos elementos na mitologia. O que pode render algumas respostas e também lacunas abertas (vide o que aconteceu em Lost, também de Abrams). Em parte, o filme prende atenção em alguns momentos, mas deixa a desejar em outros.

Ainda este ano, a franquia Cloverfield terá mais um filme, sendo o terceiro para as telonas. Overlord deverá servir como prólogo desta mitologia e tem previsão de estreia no Brasil para 25 de outubro.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Kamen Rider Build é uma ótima série com um anti-herói impulsivo

O secundário Kamen Rider Cross-Z

Após meses sem assistir Kamen Rider Buildtirei uns dias pra maratonar episódios atrasados e ficar em dia. Indiscutivelmente essa é uma das melhores séries da franquia. A trama é muito bem construída (sem trocadilho) e é escrita por Shogo Muto, que por sinal, é seu primeiro trabalho com tokusatsu. Além de direção de Ryuta Takasi, que já esteve envolvido em algumas séries Kamen Rider e também Super Sentai.

Se você está acompanhando, provavelmente você viu várias reviravoltas durante a trama. Só pra destacar: as revelações sobre a verdadeira identidade de Blood Stalk (um dos grandes vilões dos últimos tempos) e sobre o passado de Sento Kiryu foram pontos-chave para tudo o que vem acontecendo até aqui. Kamen Rider Build tem bastante coisa pra comentar e não daria um post inteiro.

Como toda boa produção, nem tudo é perfeito e como em praticamente toda série Kamen Rider, tem um anti-herói esquentadinho. Nesta série temos Ryuga Banjou, acusado de ter matado Takumi Katsuragi, o cientista (do diabo) que criou o Rider System. Bem como o Build Driver e outros apetrechos usados no enredo. Desde o primeiro episódio, Ryuga se mostra um personagem à altura e não tem como não se deixar apegar a ele. Ainda mais pelo fato de Ryuga ter perdido sua noiva após ter sido transformada num Smash e ser derrotada por Build em seguida. Demorou alguns episódios para Ryuga se transformar no Kamen Rider Cross-Z (lê-se: "cross", com Z mudo). De lá pra cá vemos um herói impulsivo e que não mede as consequências quando seu foco é apenas obter mais poder e vingar a morte de sua noiva. Isso não vem sendo ruim para a trama, pois ele não perde o carisma e seu lado humano.

Bem, mais cedo ou mais tarde essa atitude pode prejudicar algum personagem e talvez mudar o rumo das coisas. Seja para o bem ou para o mal. Provavelmente lá para a reta final da série, como aconteceu com Hiiro Kagami/Kamen Rider Brave em Kamen Rider Ex-AidEssas expectativas podem fazer com que Ryuga seja um personagem bem mais interessante do que agora.