quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Midnight Diner é inusitado, faz referência a tokusatsu e tem participação de um Kamen Rider

O mestre do Jantar da Meia-Noite (Foto: Divulgação/Netflix)

No final de outubro passado a Netflix lançou mais um J-drama com seu selo de exclusividade (original). Agora trata-se da série Midnight Diner: Tokyo Stories, ou também mais conhecido na terra do sol nascente como Shinya Shokudô (algo como "Jantar da Meia-Noite"). Originalmente esta série possui três temporadas para a TV japonesa (inéditas no Brasil), sendo esta a quarta, lançada mundialmente via streaming. Seguindo o mesmo padrão das temporadas anteriores, esta remessa possui 10 episódios.

O protagonista é um chefe de cozinha (interpretado pelo veterano Kaoru Kobayashi) que toca todas as madrugadas sua lanchonete onde, segundo ele mesmo diz na abertura do programa, tem mais clientes do que se esperava. A cada episódio o Mestre (seu nome de verdade nunca foi revelado) narra histórias de pessoas que passam pelo seu estabelecimento. Sempre com duas pessoas que tem suas vidas cruzadas que de alguma forma estão relacionadas a um prato específico da culinária japonesa.

As tramas do cotidiano são inusitadas e contadas de forma simples, suficiente, sensível e despretensiosa. Logo no primeiro episódio da temporada aparece uma referência ao estilo tokusatsu. Era sobre um radialista que reconhece uma taxista de uma série de super-heróis da época de infância. A referência lembra o Ninja Captor, uma série setentista famosa da Toei Company. Logo o passado sobre ela e um dos atores principais do tal programa são revelados. Mas o grosso das histórias contadas em Midnight Diner são embasadas em romance, família, traição e até sobre máfia.

Voltando a falar sobre referência a tokusatsu: o ator Joe Odagiri, o Kamen Rider Kuuga da série homônima de 2000, também pode ser visto. Nas temporadas para TV ele viveu o personagem Katagiri. Aqui ele aparece em alguns episódios interpretando mais de um personagem. Vai a dica como uma surpresa pro espectador reconhecê-lo e ver como ele está 15 anos depois da série que o consagrou (apesar de sua antipatia com o estilo de monstros e super-heróis).

Curiosamente, além dessas breves referências, podemos ver um cartaz do filme do Deadpool, que teve uma estreia tardia no Japão (como praticamente todos os filmes da Marvel). No dia 5 de novembro estreou nas salas japonesas de cinema o segundo filme de Midnight Diner (o primeiro foi de janeiro de 2015). Para promover a estreia e o lançamento desta nova temporada na Netflix, o canal UHF da região metropolitana da capital, Tokyo MX, exibiu todos os 10 episódios da terceira temporada entre 25 de outubro e 4 de novembro, por volta das quatro/quatro e meia da manhã.

Não é a melhor ou a mais surpreendente série da Netflix, mas Midnight Diner é um prato cheio pra quem curte um bom drama oriental. Ah, se puder, assista entre meia-noite e sete da manhã. Você vai entender de cara.

Anime na Netflix: O Rapaz e o Monstro


Em julho de 2015 estreou nas salas de cinema do Japão a animação O Rapaz e o Monstro. Produzido pela Toho e dirigido por Mamoru Hosoda (que já trabalhou com Digimon, Dragon Ball, One Piece, etc), o filme mostra uma dupla bem improvável, mas com uma bela lição de companheirismo.

Ren é um garoto de 9 anos que um perdeu sua mãe, com quem vivia desde o divórcio de seus pais. Após fugir de casa, Ren descobre uma passagem para um mundo paralelo chamado "Reino das Feras". Neste lugar há dois rivais em potencial - Kumatetsu e Iozen - que disputam pela sucessão do Grande Mestre que está prestes a se reencarnar como divindade. Kumatetsu e Ren se conhecem e ambos não se entendem muito bem. Porém há uma forte empatia como se fossem pai e filho. A fera decide criar o garoto e treiná-lo. Assim, Ren passa a ser chamado de Kyuta e se prepara para tornar o seu sucessor no futuro e ser um lutador tão bom quanto seu mestre.

O Rapaz e o Monstro é carismático e alguns momentos tem uma pegada que lembra um pouco animações da Disney e da Dreamworks. Isso, pelo menos, na primeira metade do filme. Na segunda a trama começa a engrenar e amadurecer com a revelação de um inimigo poderoso que impressiona e dá bastante trabalho. Mudando totalmente o rumo da história, afim de mostrar o crescimento de Ren/Kyuta enquanto enfrenta o seu passado. Durante este ponto, a amizade entre Kumatetsu e Iozen é provada à superar esse obstáculo. Apesar de ser meio violento, O Rapaz e o Monstro pode ser apreciado com a família por tratar de valores inerentes. Simplesmente incrível.

Vencedor da categoria de melhor animação do ano pelo Prêmio de Academia do Japão, O Rapaz e o Monstro foi dublado pela Unidub (estúdio de Wendel "Goku" Bezerra) que mais uma vez fez um trabalho de qualidade. Apesar do nome proposto pela distribuição, a dublagem registrou o título como Filho de Monstro. Talvez esse seja a última participação de Fábio Lucindo em dublagem de animes antes de sua viagem para Portugal. O que leva a crer que os trabalhos foram realizados ainda no ano passado, logo após o lançamento japonês. Mauro Castro, que agora é o dublador brasileiro oficial de Camus de Aquário em produções recentes de Os Cavaleiros do Zodíaco (substituindo o saudoso Valter Santos na franquia da Toei Animation), interpretou Kumatetsu. Sua interpretação caiu com uma luva. Outra voz em destaque no filme é de Leonardo Camilo, o Ikki de Fênix em Cavaleiros, interpretando Iozen, o rival de Kumatetsu.

O Rapaz e o Monstro está online oficialmente via streaming pelo canal Netflix desde o dia 19 de outubro de 2016.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Nanairo Kamen quase passou nos anos 60 e seria a série tokusatsu mais antiga no Brasil

Máscara de Sete Cores

Tudo bem que as séries tokusatsu são conhecidas no Brasil devido ao boom da dupla Jaspion/Changeman, no final dos anos 80 pela extinta Rede Manchete. Mas antes disso tivemos a febre de séries clássicas do estilo como National Kid (o pioneiro em nossas telinhas), Ultra Q, Ultraman, Vingadores do Espaço, Príncipe Dinossauro, Spectreman, entre outros. O que não se sabia - ou melhor, uma informação que ficou enterrada - é que Nanairo Kamen, série produzida pela Toei Company exibida originalmente entre 1959 e 1960, seria também exibida no Brasil. Seria também a mais velha a vir pra cá.

Meu amigo Matheus Mossmann (a.k.a. Dyna Black) é pesquisador sobre tokusatsu e já passou por sites como Herói e Crunchyroll. Recentemente ele divulgou em seu Twitter publicações raras de exibições de tokusatsu no Brasil como Ultra Q, Ultraman e National Kid. Agora uma informação que foi resgatada por ele nesta quarta (16) é que Nanairo Kamen passaria por aqui devido ao sucesso do herói do planeta Andrômeda. O título obviamente seria adaptado, ganharia dublagem e ficaria conhecido como Mascara de Sete Cores. Seria a série tokusatsu mais antiga a passar no Brasil, enquanto National Kid seria a segunda.

A publicação saiu em agosto de 1964 pela revista TV Intervalo, de Belo Horizonte. Veja:

Teste de animação apresentado para Hayao Miyazaki foi insensato demais

O mestre do anime deverá voltar à ativa

Você com certeza já ouviu falar de Hayao Miyazaki, não é? Ele é um renomado cineasta que dirigiu vários filmes premiados de animação japonesa pelo seu Studio Ghibli (fundado há mais de 30 anos). Também é conhecido por seu jeitão ranzinza e polêmico. É sua caraterística, que em nada implica seu profissionalismo e carreira, é claro. São duas coisas totalmente distintas, mas que estão associadas à sua imagem.

Prestes a interromper sua aposentadoria, Miyazaki anunciou a possibilidade de dirigir um novo filme. Afim de formar um tipo de transição entre Ghibli e produções digitais, o produtor Toshio Suzuki anunciou a possibilidade de utilização de CG (computação gráfica). Miyazaki não é muito favorável, embora tenha curiosidade em novas tecnologias.

Neste domingo (13) ele participou de um programa da NHK, emissora estatal do Japão. Foi a convite do produtor Nobuo Kawakami, da Dwango Artificial Inteligence Laboratory, onde apresentou para o mestre do anime um teste feito com uma animação feita em IA (Inteligência Artificial). O problema é que o elemento usado para tal está bem longe do estilo de Miyazaki. A produção - que era de caráter experimental - mostrava um homem deformado que estava se esforçando para se movimentar. O cineasta não gostou nada do que viu e disse que não poderia assistir aquilo. Achou que fosse "o fim do mundo está próximo" e que "as pessoas estão perdendo sua confiança, sua fé".

Miyazaki tem todo o direito de se expressar e dizer o que pensa. Ás vezes ele extrapola, mas é sua maneira de concordar e discordar. Obviamente o clima ficou pesado na sala de reunião e não é pra menos. Aliás, o teste foi feito inicialmente para games de zumbis. O que está anos-luz do imaginário de Miyazaki para contar suas histórias. Faltou insensatez da produção e alguém poderia imaginar que o resultado seria bastante previsível e negativo.

Talvez seja por isso que Miyazaki queira retornar e reforçar seus ideais e valores que defende. Ele está certíssimo. Cada elemento em seu devido lugar e hora.

Veja como se deu o tal teste:


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Marcelo Del Greco merecia comandar o Senpai TV

Marcelo vestindo uma camisa do Ultraman (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

Já falei há uns posts atrás que o programete da Rede Brasil deveria ter uma duração maior e mais proveito sobre os assuntos. A formula é batida e comentar o próximo episódio não funciona mais como antigamente. É coisa de criança e a gente sabe que Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z não são nada disso (como vários leigos ainda assim pensam).

Quem está tentando salvar o Senpai TV é Marcelo Del Greco. O jornalista que esteve na revista Herói nos anos 90 e atualmente trabalha com lançamentos de mangás pela Editora JBC agora está na Rede Brasil falando um pouco de Cavaleiros e principalmente sobre Dragon Ball. Marcelo tem experiência na área e procura diferenciar sua participação com curiosidades (de verdade) sobre Goku e cia. Outro dia ele falava sobre o significado dos nomes dos personagens dos personagens de DBZ. Nem todos sabem das referências e é bom frisar isso na TV. Não dá pra dizer o mesmo da participação de João Carlos Alves, do portal CavZodiaco, que continua retraído, falando sobre tudo o que sabemos sobre Seiya e cia e até soltou spoiler de episódios.

Marcelo Del Greco deveria estar no comando do Senpai TV. Aliás, o programa precisa ser reformulado e aumentar a duração pra 15 ou 30 minutos. Quem sabe a coisa poderia melhorar num formato de talk show ou mesa redonda sobre anime e cultura pop japonesa. Seria mais legal e menos engessado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Veja o trailer de Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

Scarlett Johansson como a Major

A Paramount divulgou o trailer do filme Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell. O filme estrelado pela atriz Scarlett Johansson é uma adaptação hollywoodiana do mangá original assinado por Masamune Shirow. Recentemente o filme ganhou esse título oficial no Brasil que é bem estranho. Em compensação podemos ver no trailer Johansson em ação como a Major (chamada originalmente como Major Motoko Kusanagi) e vários elementos da cultura japonesa e cybberpunk presentes. Além de várias referências à obra original. Apesar de toda a polêmica sobre a adaptação e sobre o título imposto pela distribuição brasileira, saberemos o resultado desta produção a partir de 30 de março de 2017, quando acontece a estreia nas salas de cinema do Brasil. Pelo menos isso deve atrair um público ávido por filmes de ação e ficção-científica. Assista:

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Entrevista com Alexandre Nagado

Nagado e seu novo Almanaque da Cultura Pop Japonesa (Foto: Divulgação)

A segunda edição do Almanaque da Cultura Pop Japonesa, escrita por Alexandre Nagado, é o mais novo lançamento da Editora Kimera. A primeira edição foi lançada em 2007 pela Via Lettera e serviu de copilação de várias matérias escritas ao longo da carreira do redator que já passou por várias mídias como a famosa revista Herói e site Omelete. O foco da nova edição será voltada à nostalgia de vários seguimentos da cultura pop japonesa entre os anos 60 e 90 como anime, mangá, música e tokusatsu. A diferença é que esta é uma versão ampliada e trará novos conteúdos que estão recheadas de informações, curiosidades e muito mais. A Família Ultra é um dos fortes destaques no livro.

Nagado tem um papel importante para a história da divulgação desse entretenimento. É desenhista profissional e trabalhou nos roteiros de quadrinhos brasileiros de Flashman, Maskman e Changeman (séries tokusatsu da franquia Super Sentai exibidas pela extinta Rede Manchete) pela editora Abril, nos anos 90. Na mesma época, pela editora EBAL, escreveu histórias inéditas nos quadrinhos de Sharivan, Goggle V e Machine Man (séries tokusatsu exibidas pelas emissoras Bandeirantes e Record). Em 1993, Nagado trabalhou em 15 edições da revista Street Fighter II, se tornando um dos autores que mais criou histórias em quadrinhos oficiais da famosa franquia da Capcom.

Ministrou palestras em várias cidades do Brasil em eventos ligados ao gênero. Em 2008 foi ao Japão como um dos selecionados para o Jovens Líderes, programa promovido pela MOFA (Ministry of Foreign Affairs) que serviu como parte integrante das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Entrevistei Alexandre Nagado, que fala sobre a segunda edição do Almanaque da Cultura Pop Japonesa, além de temas atuais desse universo.


Blog Daileon: O que o levou a fazer uma nova edição do Almanaque da Cultura Pop Japonesa?

Nagado: Foi por insistência do editor Vanderlei Sadrak, da Editora Kimera. Em 2010, ainda na Via Lettera, o Almanaque havia passado por uma atualização ortográfica, pois estava em vias de ser comprado para distribuição em bibliotecas de escolas estaduais. A compra acabou não acontecendo e não mexemos mais nisso. Daí, em 2015, resolvi soltar o Almanaque em formato digital, mas isso durou pouco. O Vanderlei, que é amigo do meu amigo Tiburcio (da webcomic Meu Monarca Favorito) me procurou interessado em republicar o Almanaque. Fui bem resistente à ideia, pois tinha um outro projeto de livro em mente, mas acabei topando quando ele aceitou que a edição fosse ampliada. O processo de preparação foi bem demorado, mas compensou.

Blog Daileon: Quais são as novidades que encontraremos nesta edição?

Nagado: Além da nova capa, entraram algumas matérias que ficaram de fora da edição original, por falta de espaço. São textos sobre Cybercop (extraído da Herói), Lion Man (do extinto Nihonsite) e Cavaleiros do Zodíaco – Prólogo do Céu (do Omelete). Ainda, um texto de 2015 sobre o Ultraman X para o portal UOL. Dois textos antigos, um sobre J-pop e outro sobre a revista Shonen Jump, foram trocados por outros mais recentes.

Blog Daileon: Você é um grande fã da Família Ultra e ela é um dos destaques no novo Almanaque. Pra você, qual a importância dos heróis da Nebulosa M-78 no contexto histórico do tokusatsu?

Nagado: Foram os Ultras que sedimentaram o tokusatsu na televisão. Ultraman foi um enorme sucesso, seguido por Ultraseven. São séries cultuadas até hoje e que mostram diferentes momentos do tokusatsu, com histórias excelentes que são debatidas até hoje por fãs e pesquisadores. Em termos de público de nicho, hoje eles dividem espaço com Kamen Rider, Metal Heroes e Super Sentai, as franquias da Toei. Mas em termos mais amplos, falando de cultura pop japonesa de forma abrangente, não há paralelo com as demais franquias. Ultraman é praticamente uma instituição japonesa.


Blog Daileon: Entre as décadas de 1960 e 1990, quais suas séries favoritas de anime e tokusatsu e por quê?

Nagado: Meu animê favorito de todos os tempos é a Patrulha Estelar (Yamato). Gostava das naves, do clima de heroísmo clássico, do drama e da trilha sonora, que é apaixonante. Também gosto muito de Zillion, Speed Racer, A Princesa e o Cavaleiro, Sawamu e outros. Entre os tokusatsu, Ultraman, Ultraseven e O Regresso de Ultraman têm lugar garantido. Além deles, Robô Gigante, Spectreman. Do material anos 80, meus favoritos são o Jaspion, Changeman, Maskman, Metalder, Kamen Rider Black, RX e Jiraiya. Dos anos 90, tem Jetman e Dairanger, além do Ultraman Tiga. Falar do que eu gostava em cada um daria um livro...


Blog Daileon: Como você analisa o mercado de séries japonesas pelos canais de streaming?

Nagado: É um mundo de possibilidades infinitas. O simulcast oficial e legalizado é a maior conquista em termos de mercado.


Blog Daileon: Você já ministrou palestras em várias cidades do Brasil. Conte-nos um pouco sobre esta fase.

Nagado: Realmente viajei bastante dando palestras sobre cultura pop japonesa. Passei por cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Campo Grande e Recife, para citar algumas. Cada experiência teve suas peculiaridades e minhas palestras sempre foram adaptadas ao público, fossem universitários, adolescentes ou pessoal mais velho. No SANA de 2009 (Fortaleza, CE), lembro de estar esperando a vez de entrar no palco e estava conversando com a desenhista Erica Awano. Uma garota então nos abordou com os olhos brilhando e perguntou se tínhamos vindo do Japão. É que ela tinha conhecido poucos orientais na vida e estava literalmente encantada, pois adorava cultura japonesa e estava num evento com convidados do Japão. Que não éramos nós, claro. Lá estavam o Hironobu Kageyama, o Masaaki Endo e o Hiroshi Kitadani, do JAM Project.


Blog Daileon: Nos anos 90 era possível encontrar produções japonesas apenas com versões legendadas no mercado de TV por assinatura e home-video. Hoje em dia, parte do público brasileiro que acompanha anime/tokusatsu cria certa resistência por preferir acompanhar este tipo de material apenas com dublagem. Qual sua opinião sobre o assunto? 

Nagado: Gosto de boas dublagens, mas acho que devem existir as duas opções para o espectador. Isso é liberdade de escolha.


Blog Daileon: Atualmente você trabalha como funcionário público. Existe algum segredo para conciliar o tempo de serviço com este tipo de hobby?

Nagado: Segredo não tem, mas depende do seu ritmo. Eu trabalho na área de segurança patrimonial, com horários em escalas diferentes de um trabalho “normal”, de horário comercial. Não tenho finais de semana ou feriados, mas tenho metade dos dias do mês livres para cuidar de meus projetos. Eventualmente faço freelas de ilustração ou criação de texto e roteiro, além de tocar meu blog. E ainda faço minha parte pra cuidar da casa. Sou casado e tenho duas filhas pequenas. E criamos duas gatinhas também. A vida é corrida, mas consigo brechas para fazer um pouco coisas de que gosto. Mas sinto que a vida passa rápido demais...


Blog Daileon: Você tem alguma expectativa sobre o novo filme dos Power Rangers que estreia em 2017?

Nagado: Parece que vai ter um apelo meio sombrio. Que eu não acho que tem a ver com Super Sentai, mas não quero ter visões preconceituosas. Verei sem grandes expectativas. Não sou entusiasta de Power Rangers e mesmo Super Sentai sou bem seletivo, pois é a franquia que em geral menos me interessa.

Blog Daileon: Nagado, muito obrigado por sua entrevista e deixe um recado para seus leitores.

Nagado: Agradeço demais a oportunidade e a consideração por me convidar para uma entrevista. Para aqueles que curtem cultura pop japonesa de modo abrangente, convido a conhecer meu blog, o Sushi POP. E tokusatsu é um dos assuntos mais recorrentes por lá, especialmente Ultraman. Obrigado pela atenção.

PS: Nesta segunda (7) começou uma promoção-relâmpago promovida pelo TokuDoc, do grande amigo Danilo Modolo, para concorrer a DOIS almanaques. Saiba como participar através da fan page do canal no Facebook. Não perca essa oportunidade!

Cavaleiros e Dragon Ball são fiasco como carros-chefe da Rede Brasil


Mais cedo li um texto do blog Mais de Oito Mil (sei que é de humor, mas o caso é real) onde a Mara comenta sobre a audiência de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na Rede Brasil. Como todos sabemos, a emissora paulista fechou parceria com a Toei Animation e vem exibindo os dois clássicos desde a semana passada. Segundo o site Portal 4, entre os dias 30 de outubro e 6 de novembro, o programa de maior audiência da Rede Brasil foi de Lucimara Parisi, com média de 0.5, com picos de 0.7.

Nesse mesmo período tivemos a primeira semana de exibição de CdZ e DBZ, entre 31 de outubro e 4 de novembro, das 20h às 21h (de Brasília). Seiya e cia está está em segundo lugar com média de 0.4 pontos. Em seguida aparece a série Perdidos no Espaço em terceiro lugar, com 0.3 pontos. Já Goku seus amigos aparece em quarto, com 0.2 pontos. Empatando com o É 10, do Décio Piccinini (ex-jurado do Show de Calouros), que aparece em quinto lugar. Os números são referentes à Grande São Paulo.

As séries de anime ainda não conseguiram ultrapassar a média de audiência da Rede Brasil. Para esses padrões, alcançar 3 pontos já seria motivo de conquista. O problema é que os episódios são antigos e foram reprisados a exaustão nos últimos 15 anos. Os números comprovam que ambas as séries estão mais que saturadas. Todo mundo já viu, sabe tudo o que vai acontecer, e nenhuma novidade até aí. Fora que Cavaleiros e Dragon Ball são temas batidos e copiosamente insistidos em eventos.

Está na hora da Toei Animation dar um descanso na (velha) imagem de Seiya e Goku e começar a pensar em trazer novos materiais dessas franquias, se ainda quiser apostar na TV brasileira. Os números mostram que apostar nas sagas clássicas é o mesmo que chover no molhado. Podem dar certo em home-video e streaming, mas na TV a coisa se complica. Tá certo que pode ter gente chorando, se arrepiando, fazendo burburinho nas redes sociais por que está passando de novo duas séries que marcaram infância, mas elas ainda são as grandes novidades dos anos 1990/2000 e não fazem mais o mesmo sucesso de antigamente. O negócio é jogar com novas séries e Cavaleiros e Dragon Ball tem hoje em dia. 

Se for pra apostar em séries antigas em horário nobre, prefiro ver um Zillion ou um Macross da vida. Essas sim estão há um tempão sem passar na TV e merecem voltar e ter mais atenção.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Toei lança Gorenger em Blu-ray box

O primeiro super esquadrão da Toei

Himitsu Sentai Gorenger, a primeira da franquia Super Sentai, será lançado em Blu-ray box em 2017, com qualidade HD remasterizada. A coleção contará com 5 volumes que serão lançados bimestralmente, entre fevereiro e outubro. Cada volume terá 3 discos cada

Criado pelo mangaká Shotarô Ishinomori - o pai dos Kamen Riders, Gorenger (sempre com E) teve exibição original pelo canal NET (atual TV Asahi) entre abril de 1975 e março de 1977. Totalizando 84 episódios. Somente a partir de 1995, esta série e também JAKQ (também criado por Ishinomori) foram incluídos como as séries pioneiras da franquia Super Sentai. Antes disso, Battle Fever J era contado como o primeiro esquadrão da franquia.

Veja a imagem do primeiro box:


Kiefer Sutherland tenta se livrar de Jack Bauer em Designated Survivor

Kiefer agora é o presidente dos Estados Unidos na TV

Enquanto 2017 não chega com a nova temporada de 24 Horas, Kiefer Sutherland garante seu lugar na atual temporada de séries americanas do horário nobre. Ele não irá retornar ao papel de Jack Bauer no mais novo revival da série do (ex-)agente da CTU. Agora Sutherland é o presidente dos Estados Unidos em Designated Survivor, nova série da ABC que está sendo distribuída mundialmente pela Netflix.

Sutherland interpreta o secretário de defesa Tom Kirkman, que se vê obrigado a assumir automaticamente o cargo mais poderoso do mundo quando o presidente e seu gabinete são vítimas de um ataque à bomba. Com várias incertezas e temendo pela segurança da sua família, Kirkman terá a difícil missão de comandar os EUA numa era de tumulto.

Aqui o ator canadense se esforça ao máximo para desassociar de alguma forma do personagem que o consagrou na década passada. Algumas nuances de Jack Bauer são perceptíveis em momentos de crise. Não é uma tarefa fácil, mas a gente terá que se acostumar a ver outro tipo de personagem. Talvez seja por esse o motivo que Sutherland saiu de 24 Horas pra não ficasse preso à imagem de um único personagem. Quem sabe Sutherland tenha mesmo que recorrer ao velho Jack Bauer em algum momento.

O interessante é que alguns nomes ajudam o espectador a não pensar em Bauer ao ver Sutherland em cena. A trilha sonora é de Sean Callery, que também trabalhou em 24. Kal Penn também está no elenco como o porta-voz da Casa Branca e já participou dos primeiros episódios da sexta temporada do seriado da Fox. Fora isso, Maggie Q (Nikita) também divide destaque.

Parece que a temática política/presidencial acompanha a carreira da família de Kiefer. Seu pai, Donald Sutherland, também esteve no elenco fixo da série Commander in Chief, onde Geena Davis se tornou - na ficção - a primeira mulher na presidência americana após uma iminência. Curiosamente são elementos que acabam se conectando de alguma forma. Irei acompanhar Designated Survivor semanalmente, tanto pela interpretação de Kiefer Sutherland (do qual sou fã) quanto pela curiosidade em ver até onde a série vai chegar. Pelo menos Kiefer está em um bom lugar que não seja o enfadonho Touch. É mais interessante.