sábado, 9 de julho de 2016

Ultraman Orb ataca de Clark Kent na grande estreia do ano

Ultraman Orb chega ao Brasil em grande estilo

Depois de muito mistério, a Crunchyroll anunciou a série Ultraman Orb como seu grande trunfo para sua lista de novas séries para a temporada de verão. Tudo foi revelado no fim da tarde desta sexta (8) no evento Anime Friends. Foi dado como uma surpresa. Teve gente que se decepcionou porque queria que fosse anunciado um simulcast de um ou outro anime, mas a verdade é que Ultraman Orb já era esperado pelos fãs de tokusatsu. Principalmente para os amantes das séries Ultra.

Olha, não teve Zyuohger nem Kamen Rider Amazons que fizesse algo tão surpreendente e bacana numa estreia de tokusatsu em 2016 na TV. E sim, amigos, Ultraman Orb foi a melhor estreia do ano no nosso querido estilo criado pelo lendário Eiji Tsuburaya (que completaria 115 anos nesta semana).

Gai Kurenai (Hideo Ishiguro) já chega com grande estilo. Era esperado que ele pousasse como um Clint Eastwood jovial. Logo na estreia ele lembrou o ator de faroeste e até aquele jeitão sarcástico do Dan Moroboshi no primeiro episódio de Ultra Seven. Ele apareceu escondido num local bem esquisito: num contêiner refrigerado. É bom lembrar que Gai não é um humano qualquer. Aliás, ele é um ser alienígena - um Ultraman - que vive na Terra sob um disfarce humano. Assim como Seven, Leo e Mebius que não precisaram de um hospedeiro.

Agora uma coisa legal foi a referência de Orb ao Superman. Gai ao se transformar na forma principal, o Spacium Zeperion (união dos poderes do primeiro Ultraman com Tiga), Gai teve que se esconder numa cabine. Assim como Clark Kent se escondia para se transformar no Homem de Aço. Só que ao invés de telefônica, era fotográfica.

A equipe do SSP (Something Search People) é bem carismática. Tem aquele humor bobinho, inocente, mas até aqui conseguiu agradar. É quase um trio da série Ultra Q (a primeira série Ultra da história) com ares cômicos. Quem chamou atenção foi a "Cap" Naomi Yumeno (Miyabi Matsuura) com seu grito exagerado na hora em que foi salva por Gai. Era o mesmo que ver Lois Lane se acabando de gritar escandalosamente. Bom, isso não chegou a estragar a estreia, mas ficou forçado na tela.

O primeiro episódio de Ultraman Orb passou tão rápido que deu aquele gostinho de quero mais. Deu até vontade de assistir de novo e de novo. E graças ao streaming, temos esse poder de escolha pra reprisar a hora que a gente quiser. Ah, fiquei bastante animado em ver a reação do público com a estreia. Praticamente todo mundo andou comentando e as expectativas só aumentaram. Foi uma noite bem agitada pra quem gosta do Ultraman.

E aqui vai um recado amigo às fansubs brasileiras. Espero de coração que vocês ajudem, divulguem, apoiem e incentivem essa parceria entre o serviço e o estúdio japonês e não pirateiem essa série, por favor. Material oficial de tokusatsu tem mesmo é que vingar no Brasil e mostrar pra que foi que veio. Sigam o bom exemplo dos nossos irmãos do exterior e não deixem o brilho da estrela de Ultra se apagar. Schwatch!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Ultraman é tão bom que fascina a quem acompanha

Os irmãos Ultra: Zoffy, Man, Ace, Jack e Seven

Confesso a vocês que tenho os Metal Heroes no topo dos meus favoritos das séries tokusatsu. Também já tive Kamen Rider por um certo tempo no meu favoritismo (continuo sendo fã). Só que nos últimos dois anos, principalmente agora nas vésperas do cinquentenário de Ultraman, tenho me fascinado pelas séries Ultra e procurando mais e mais sobre a franquia.

Tsuburaya lança os clássicos Mirrorman e Fireman em seu canal

Incrível como, infelizmente, Ultraman não é tão comentado entre os fãs brasileiros como acontece quando o assunto são as séries da Toei Company. Isso é bem estranho e lamentável. Ainda somos pobres e limitados na cultura do tokusatsu se comparado aos aculturados fãs do resto do mundo e vejo o quanto ainda estamos presos ao saudosismo da extinta Rede Manchete e ao eixo Rider/Sentai que acabou sendo fadados a "modinhas" (assim como se comenta limitadamente sobre algo qualquer do momento) e mesmices. Claro, jamais desmerecendo a importância de Jaspion e cia e das principais franquias da nossa querida e "toda-poderosa". Só que o estilo tokusatsu não se resume apenas nisso aí não e tá mais do que na hora da gente sair do giro de 360º.

Ultraman é uma franquia fascinante. Quem diria que um simples programa despretensioso da TV japonesa se tornaria um cult aclamado. Algum desavisado pode mesmo achar estranho ou até torcer o nariz para um herói com cara de peixe que luta contra monstros de borracha e zíper nas costas. Então, a série é bem mais do que isso. É pura ficção científica pra toda a família. A coisa foi tomando forma com Ultra Seven, uma série que teve uma pegada mais séria e sombria. Eiji Tsuburaya deixou um legado para sua produtora, que criou O Regresso de Ultraman (o responsável foi seu filho, Hajime Tsuburaya). Em Ultraman Ace, foi formada a irmandade Ultra, que acabou criando uma família e todo um conceito e até diferentes universos paralelos.

O público brasileiro precisa prestar mais atenção, rever conceitos e descobrir esses diferentes mundos das séries Ultra e também de outras séries clássicas. Apesar da Tsuburaya se reciclar através dos mesmos elementos, faz escola à Toei que tem se desgastado com o tempo e se perdido com sequencias interruptas ano a ano. As séries Kamen Rider e Super Sentai estão cada vez mais presas às tendências de vendas de brinquedos como nunca. Não que elas nunca tivessem, mas hoje em dia isso tem sido uma dependência quase total.

Já nas séries Ultra, tem o lado comercial também (tanto que o vindouro Ultraman Orb terá cerca de quatro formas ou mais). Só que elas conseguem inovar e manter um lado mais maduro, apesar dos altos e baixos (como qualquer produção pode ter). Algo muito clamado pelos público (adulto) de Rider/Sentai.

Ultraman conseguiu evoluir e é coisa que é preciso ser muito mais que aprofundado pelos fãs. Tipo, sair da zona de conforto e se deixar levar por outras aventuras. Hoje há elementos claros de um Star Wars ou de um Star Trek da vida. Arrisco a dizer que Ultraman é equivalente à essas clássicas franquias no tokusatsu. Essa paixão me faz ter uma sede por explorar outros universos (séries) Ultra, também por outros clássicos da Tsuburaya e me informar cada vez mais sobre elas.

Jaspion que me perdoe, mas Ultraman é o que há. Não pelos seus 50 anos, mas por tudo o que a franquia é até hoje. E não tem Cavaleiros do Zodíaco nem Dragon Ball, Kamen Rider e Super Sentai que supere a graça das comemorações de 50 anos das séries Ultra. Ultraman não é só mais uma série a ser deixar entocada no armário e ter apenas um mero reconhecimento honroso, mas é sim uma grande série que deu vida a outros grande clássicos que deveriam ser apreciados e debatidos nas rodas de amigos.

Ultraman merece uma atenção redobrada no Brasil assim como uma boa franquia rentável de ficção científica.

PS: Hoje é aniversário do lendário Eiji Tsuburaya. A data de hoje também é o aniversário dos personagens Seiji Hokuto e Yuko Minami, ambos hospedeiros do Ultraman Ace. Daí a referência na foto acima, do primeiro episódio, junto com os demais irmãos Ultra que o antecederam. Falando nisso, o dia 10 de julho é o dia oficial do Ultraman (devido a exibição do episódio especial que antecedeu a estreia no Japão). Haverá um evento dedicado aos 50 anos do herói no próximo fim de semana.

PS 2: No próximo dia 17 de julho, dia do aniversário do Ultraman, o grupo Henshin Gattai fará uma homenagem especial no Sana 16 com uma palestra que vai abordar sobre as séries Ultra. A palestra acontece no espaço Sana Tokusatsu, que vai apresentar esta e mais outras palestras. Vamos juntos! Schwatch!

Tsuburaya lança os clássicos Mirrorman e Fireman em seu canal

Quem acompanha diariamente o canal da Tsuburaya no YouTube (pelo menos para assistir o Redman de segunda à sexta) teve uma grata surpresa nesta quinta (7). Mirrorman e Fireman, dois dos clássicos do estúdio que criou o famoso Ultraman, agora estão disponíveis no mesmo portal oficial, o Ultra Channel. O primeiro episódio de cada foram lançados às 18:00 JST (6:00 da manhã de Brasília), junto com o episódio 70 do "serial killer vermelho".

O lançamento dos episódios de estreia de ambas as séries são parte de uma divulgação de um evento comemorativo às festividades do Ultra 50, no dia 29 de julho, que inclui também lançamento de novas tiragens de box destas séries (anteriormente lançadas pela Toei Video). Tanto Fireman quanto Mirrorman devem aparecer no anual Ultraman Festival, que acontecerá entre 22 de julho e 28 de agosto. Também é esperada a aparição de Redman no palco do evento.


Mirrorman contra o monstro Iron no episódio de estreia

Mirrorman foi uma série tokusatsu/sci-fi da categoria Kyodai Hero que esteve no ar pelo canal japonês Fuji TV, entre 5 de dezembro de 1971 e 26 de novembro de 1972. Totalizando 52 episódios exibidos na faixa das sete da noite de domingo.

Ultraman é tão bom que fascina a quem acompanha

A trama se passa nos anos 1980 e começa quando uma raça alienígena chamada Invaders (nome bem sujestivo, hein) chega à Terra e envia daikaiju para devastar tudo. Na luta contra o mal está a equipe anti-monstros SGM (Science Guard Members). Diante da situação de perigo, o Professor Mitarai, líder da SGM, compartilha um segredo importante para seu filho adotivo, o fotojornalista Kyotarô Kagami. Ele é filho de um homem alienígena com uma mulher humana. Kyotarô descobre que filho de Mirrorman, um super-herói vindo da segunda dimensão. O sobrenome do alter-ego do herói, Kagami, significa "espelho" em japonês.

O chefe Murakami, personagem de Mirrorman, já apareceu na série Jumborg Ace, outro herói gigante da Tsuburaya, de 1973. Curiosamente alguns monstros da série já apareceram em Ultraman Taro e no filme The 6 Ultra Brothers vs. the Monster Army (uma produção tosca de 1974 da infeliz parceria entre a Tsuburaya a a tailandesa Chaiyo). Mirrorman ganhou uma releitura através do herói Mirror Knight, do filme Ultraman Zero: A Vingança de Belial (leia mais aqui).


Fireman na cena que lhe deu fama no Brasil pelas redes sociais

Fireman foi uma série tokusatsu da categoria Kyodai Hero, exibido no Japão entre 7 de janeiro e 31 de julho de 1973 no horário nobre do canal Nippon TV. Tendo apenas 30 episódios, Fireman serviu de comemoração dos 10 anos da Tsuburaya, junto com Ultraman Taro e Jumborg Ace.

A história começa quando surge um estranho fenômeno em todo mundo, causando o nascimento de dinossauros mutantes. Do continente subterrâneo Aban - existente há cerca de 12.000 anos, é enviado um homem chamado Misaki que passa a assumir a identidade humana de Daisuke Misaki e trabalha como agente da organização SAF. Para lutar contra as criaturas gigantescas, Misaki se transforma em Fireman.

Fireman foi estrelado pelo ator Naoya Makoto, que dois anos depois interpretou o líder Akarenger da série clássica Himitsu Sentai Gorenger, o primeiro Super Sentai da história da Toei Company. O tema de Fireman foi cantado pelo lendário Masato Shimon. Fireman ganhou uma releitura no filme do Ultraman Zero como Gren Fire.

Fireman é inédito no Brasil, porém em 2015 uma cena do episódio 19 rendeu uma gif engraçadíssima que serviu como crítica ao anterior governo federal.


Assista ao primeiro episódio de Mirroman e ao primeiro de Fireman na sequencia:



quarta-feira, 6 de julho de 2016

To Be Continued, um drama adolescente sobre viagem no tempo

Ai-rin e o sexteto da banda ASTRO

Em 2015 o canal sul-coreano MBC Every 1 exibiu a série To Be Continued. É um drama de 12 episódios com 15 minutos de duração cada que esteva no ar entre agosto e setembro. A série está disponível na Netflix desde o começo de junho e veio num pacote que inclui mais algumas séries do estilo.

Foi estrelada pelo grupo de K-pop ASTRO (assim mesmo com letras maiúsculas) e todos os artistas interpretam eles mesmos como estudantes de uma escola. Ao lado do sexteto, está a personagem Jung Ai-rin (interpretada pela atriz Kim Sae-ron, de apenas 15 aninhos). Numa noite chuvosa que antecedia a estreia da banda, todos eles foram levados para dois anos no passado. Tal evento misterioso (que não teve muita explicação), fez com que os garotos do boy band corrigissem erros dos tempos estudantis e agissem de forma em que eles trilhassem corretamente para o sucesso e assim conseguindo chegar à um festival de música que os lançariam.

To Be Continued serviu mais para promover a banda e suas músicas. Algumas tem boas batidas e outras nem tanto. A proposta da série é interessante. O que atrapalha mesmo o desenvolvimento é a curta duração de episódios. Poderia ser o dobro. Isso acabou fazendo o roteiro cometer um furo nos episódios finais.

Infelizmente os atores/cantores do ASTRO não conseguem fazer uma boa interpretação. Aliás, quem ficou mais esquisito na tela foi Cha Eun-woo (o líder da banda), pois suas expressões parecem mais com, digamos, uma madeira de porcelana. O romance entre Ai-rin e um dos integrantes do ASTRO é algo que deixa a desejar e poderia ser melhor explorado com o tempo.

A série não é a melhor já feita, mas tenta agradar. O roteiro poderia ter um tratamento melhor e mais detalhado.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Makoto Shinkai na Netflix #4 - The Garden of Words (2013)

Este é o último filme de Makoto Shinkai que antecede o lançamento do filme Your Name (que terá pré-estreia na convenção Anime Expo, de Los Angeles, no último dia 3 de julho e

estreia oficial nos cinemas japoneses em 26 de agosto). The Garden of Words é um filme lançado em 2013 que contou com a distribuição da Toho (a mesma de Godzilla e Cybercop). Mais uma vez o filme contou com a composição de Tenmon (fiel escudeiro de Shinkai na produção de trilhas sonoras) e com uma impecável fotografia.

O filme conta sobre Takao Akizuki, um garoto de 15 anos que fábrica sapatos que se apaixona por uma misteriosa e bela mulher chamada Yukari Yukino - que é 12 anos mais velha que ele. Os dois se encontravam em manhãs chuvosas no famoso parque Shinjuku Gyoen.

Shinkai escreveu o roteiro na base do conto "tristeza solitária" e também usando o elemento da palavra "amor" e usa sapatos como uma metáfora da vida. Por isso o motivo da trama incluir chuva, a antiga coleção de poesias japonesas Man'yoshu e o jardim japonês.

The Garden of Word estreou no festival de filmes Gold Coast na Austrália em abril de 2013, seguido de estreia oficial no Japão em maio do mesmo ano. Na estreia do filme, houve também o lançamento do curta Dareka no Manazashi, um curta de 7 minutos produzido e dirigido por Shinkai.

Não é o melhor filme de Makoto Shinkai, mas vale pelo drama carregado e pelos elementos citados. Não deixa de ser um bom romance, mesmo sendo realista. Os 46 minutos são suficientes pra dose.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A existência de Black Goku não faz sentido em Dragon Ball Super

Nem Freud nem Toriyama explicam esse fato

Antes de qualquer comentário, vamos entender a situação e tentar tirar essa prova dos nove: no futuro, Black Goku surgiu da mesma linha do tempo onde Goku permaneceu morto da batalha final contra Cell. Daí surgiu (tardiamente) Babidi e Dabura para ressuscitar Majin Boo. Ambos foram impedidos por Trunks e por essa tentativa de reviver o mal, algo deu errado e surgiu uma versão maligna do Goku.

Ainda assim não faz sentido. Pela regra do tempo, o futuro deveria estar alterado. Ou seja, Trunks viveria feliz como a versão da linha do tempo original que conhecemos. A Terra talvez não estaria num cenário apocalíptico em 17 anos à frente.

O que não faz muito sentido ainda é como os heróis vão viajar no futuro (que jamais mudou) e tentar deter Black Goku. O vilão voltou forçadamente para o futuro, pois percebeu que sua presença estava "alterando" o fluxo do espaço-tempo (Hein???!!!). Peraí. Como ele pode alterar algo no passado, se ele mesmo não deveria existir, ainda mais quando as circunstâncias do próprio passado já deveriam ter impedido pra que isso não acontecesse?

Nem Freud explica a lógica de espaço-tempo de Akira Toriyama. Aliás, quanto mais você tenta entender, mais você vê que a coisa é um nonsense absurdo. Dá pra ver que está pra surgir uma saga mais sem pé nem cabeça em Dragon Ball Super que pode superar a saga Majin Boo.

sábado, 2 de julho de 2016

Há 15 anos estreava Digimon 02 no Brasil

Davis e seu fiel escudeiro Veemon

Há exatamente um ano atrás escrevi aqui no blog sobre a estreia da primeira temporada de Digimon Adventure no ano 2000 (considerando que a data foi uma pré-estreia na extinta Fox Kids e o lançamento oficial por aqui se deu no dia seguinte, no mesmo canal e também na Globo). E na data de hoje, Digimon Adventure 02 completa 15 anos de estreia no Brasil.

Apesar das negociações entre TV aberta e paga serem diferentes, a fórmula se repetiu como no ano anterior. Por esse motivo nós víamos a abertura com músicas diferentes. Na Globo, o tema era uma versão brasileira da música "Target ~Akai Shōgeki~", do nosso saudoso Koji Wada. Já na Fox Kids a coisa era diferente e nada inovadora: aquela musiquinha trash da Angélica estava de volta (e também no encerramento, pra variar). Por isso a abertura ficava em câmera lenta. Pelo menos, os eyecatches eram exibidos no saudoso canal infantil.

Inicialmente, na Globo, começava por volta das 10h45 da manhã, sendo a última atração do Bambuluá. Nas três primeiras semanas do mês, a Globo levava ao ar a última fase da Sessão Aventura. Fazia parte de um tapa-buraco que antecedia a estreia da saga de Majin Boo de Dragon Ball Z.

Na Fox Kids passava nos mesmos horários: às 17h30 e reprise às 21h30. Com a estreia de Digimon Tamers em fevereiro de 2002, Adventure 02 ficou apenas na faixa das nove da noite (após o bloco Invasão Anime) e fazendo dobradinha com a reprise de sua sucessora.

Digimon 02 não conseguiu atingir o mesmo boom da primeira temporada e seu sucesso foi mediano. Agradou a alguns e nem tanto a outros. Foi dublada pela extinta Herbert Richers. O elenco original da versão brasileira estava de volta, com exceção do dublador de Gabumon. Digimon 02 rendeu especiais para o cinema japonês e um deles só veio para o ocidente através do intitulado Digimon: o Filme (copilação de três filmes), lançado no Brasil em home-vídeo e TV aberta/paga.

Foi bom ver como os digiescolhidos estavam após três anos. A introdução de Davis Motomiya (Daisuke Motomiya no original), Yolei Inoue (Miyako Inoue) e Cody Hida (Iori Hida) foram bem casuais. Sempre curti o jeitão engraçado de Davis e torcia pra que ele conseguisse conquistar a Kari. Infelizmente o romance nunca aconteceu e ficou mesmo na intenção. Também tinha o Imperador Digimon, Ken Ichijoji, que rendeu momentos cruciais para a trama. No mais, jogar os digiescolhidos para se confinarem no Digimundo forçaria o roteiro (uma vez que no último episódio foi dito que o tempo deste mundo e da Terra passariam a ser os mesmos).

A reta final de Digimon 02 foi ousada e exagerou um pouco mostrar vários digiescolhidos ao redor do mundo. O que deixou a coisa bem surreal e sem explicação. Por outro lado, mostrou o que aconteceu com os heróis depois de 25 anos da batalha final. Atualmente esse hiato ganhou um acréscimo com o lançamento do Digimon Adventure tri, disponível oficialmente no Brasil via Crunchyroll.

Bom, Digimon 02 rendeu outros momentos bacanas como a aparição de Black Wargreymon. Houve também a digievolução em DNA que fazia a fusão de dois Digimons cada. O resultado fugia da essência das formas reais dos monstrinhos. Tudo pra vender brinquedo e não tenha dúvidas que tinha uma mãozinha boba da Bandai no meio dessa parada.

Foi uma série legal e não tinha como igualar a mesma pegada da clássica primeira temporada de Digimon Adventure. Não foi a melhor, mas foi uma temporada divertida.

PS: No Sana 16, o grupo Henshin Gattai fará uma palestra especial sobre Digimon, em tributo ao cantor Koji Wada. A palestra acontece no dia 17 de julho, no espaço Sana Nostalgia.

Novo serviço de streaming é inaugurado no Brasil e com lançamentos de séries tokusatsu

Jiraiya é uma das atrações da nova plataforma

A partir do dia 8 de julho os fãs de séries japonesas e também de produções ocidentais em geral, terão uma nova opção na internet. O serviço brasileiro de streaming Wow!Play será lançado oficialmente no primeiro dia do evento Anime Friends, em São Paulo. O catálogo conta com conteúdos asiáticos em sua grande maioria como animações, filmes, documentários, etc. O objetivo é atender o público Geek.

Toda sexta-feira sempre haverão novidades. O destaque principal com certeza será o (re)lançamento de séries importantes do tokusatsu como Jaspion, JiraiyaNational Kid e Ultraman. Além de filmes de Bruce Lee e Jackie Chan e animes como Os Cavaleiros do Zodíaco e Doraemon, por exemplo.

No Anime Friends haverá um sorteio de 60 assinaturas trimestrais gratuitas do serviço Wow!Play para quem for ao evento. Inicialmente, o Wow!Play oferecerá um período de 15 dias de degustação. O cliente poderá confirmar a adesão da assinatura de R$ 14,90 nos três primeiros meses. Após esse período, o valor passará para R$ 19,90, que é o valor normal.

O site do Wow!Play está no ar e mais detalhes deverão ser divulgados no dia do lançamento.



sexta-feira, 1 de julho de 2016

Haim Saban merece sim uma estrela na calçada da fama


Durante a semana, saiu a notícia que Haim Saban está entre os nomes que terão espaço na calçada da fama no próximo ano. Alguns haters de plantão (obviamente brasileiros) não gostaram nada da ideia pelo motivo que todos nós já sabemos. Por ele ter sido o autor das adaptações americanas de Super Sentai. O megassucesso Power Rangers.

A verdade é que ele merece sim e doa a quem doer. Alguém pode dizer: "e o Shoratô Ishinomori poderia ter uma estrela". Se fosse no Japão, sim. Mas ele não trabalhou em nada tão grandioso diretamente para a cultura pop norte-americana. Aliás, Saban contribuiu para outros trabalhos além de Power Rangers. Ao lado de Shuki Levy trabalharam em clássicos como He-Man e She-Ra, por exemplo. Sem contar que ele foi um dos responsável pela criação do extinto canal Fox Kids nos anos 90. Além disso, é visionário e trabalha com filantropia na terra do Tio Sam.

Devo ter dito uma vez no blog que Haim Saban tanto acertou quanto errou com as adaptações. Pra não dizer que ele apenas criou adaptações (termo que alguns ainda insistem em confundir com "imitações"), ele também foi o criador da série Os Cavaleiros Místicos de Tir Na Nog. Série tokusatsu original totalmente norte-americana. E Power Rangers começou tosco. Nada comparado a VR Troopers (que é risível e não tem nada que se estressar por isso), mas foi bem promissor. O carisma das histórias e dos personagens ajudaram e a coisa foi crescendo. Não havia a pretensão de se formar uma franquia e Power Rangers teve seus altos e baixos na história. Enfim, é conhecido e ainda é uma chave forte para a divulgação do tokusatsu.

Bem, de uma coisa é certa. Enquanto Haim Saban ri à toa, os haters (brasileiros) choram vexaminosamente. Segue a vida.

Tsuburaya anuncia Ultraman Ace e Ultraman Zearth em Blu-ray

A Tsuburaya anunciou nesta sexta (1) seus próximos relançamentos para este ano em que se comemora os 50 anos das séries Ultra. Confira:



Ultraman Ace, a quinta série Ultra (se contarmos Ultra Q e Ultraman respectivamente como as duas primeiras produções da franquia), será a próxima a ganhar lançamento remasterizado. As suas antecessoras ganharam boxes em Blu-ray - com alta definição - e agora será a vez do centurião da Família Ultra. A última série clássica até então a entrar neste formato foi O Regresso de Ultraman (que comemora 45 anos em 2016), em novembro do ano passado.

Ultraman Ace foi exibido no canal japonês TBS entre abril de 1972 e março de 1973, totalizando 52 episódios. O herói contava com dois hospedeiros: os oficiais Seiji Hokuto e Yuko Minami, ambos da organização anti-monstros TAC (Terrible Monster Attacking Crew). Esta última foi a primeira mulher na história da franquia Ultra a se transformar em Ultraman. Portanto, a antecessora de Kamen Rider W no conceito heróis 2 em 1 no tokusatsu. A série também marcou a inclusão de um vilão principal fixo: Yapool.

Ultraman Ace é inédito no Brasil e foi a terceira série Ultraman a ser dublado em inglês nos EUA. Ano que vem completa 45 anos. O lançamento em Blu-ray acontece em 27 de setembro no território nipônico.




Outro lançamento anunciado pela Tsuburaya são os dois filmes de Ultraman Zearth (leia: zearf). Os dois filmes foram remasterizados e estarão à venda no Japão a partir de 22 de dezembro. Ultraman Zearth foi um herói comemorativo de 30 anos de Ultraman para o cinema (em paralelo ao Ultraman Tiga para a TV) e foi uma paródia ao clássico herói vindo da Nebulosa M-78.

Ele veio da Terra de Pikari, situada na Nebulosa N-95. Tem um rosto vermelho, detesta sujeira por perto e quer proteger a Terra da poluição. Ultraman Zearth é um herói que foge totalmente dos padrões, podendo ser equiparado com Hancock (herói-título vivido por Will Smith em 2008 no cinema), por exemplo.

O elenco conta com participações dos veteranos Susumu "Hayata/Man" Kurobe, Kohji "Moroboshi/Seven" Moritsugu, Masanari "Ide" Nihei, Jiro "Gô/Jack" Dan e do saudoso Akiji "Muramatsu" Kobayashi (também conhecido como Tobei Tachibana nas séries Kamen Rider).

Ultraman Zearth é inédito no Brasil na lista de filmes do Ultraman lançados.