segunda-feira, 5 de maio de 2014

O que sabemos até agora sobre 24 Horas: Viva um Novo Dia

Antes de começar esta matéria, gostaria de tirar uma dúvida que pode rondar a cabeça de alguém. Mesmo que você tenha perdido alguma(s) temporada(s)
de 24 Horas ou ainda não viu nada, fique tranquilo. A temporada a seguir pode ser acompanhada como um evento isolado dos anteriores. Assim garante os próprios produtores. Essa oportunidade pode atrair novos fãs para conhecer mais desta maravilhosa série.

Então, podemos dizer desde já que Jack Bauer está de volta. 24 Horas: Viva um Novo Dia (24: Live Another Day no original) estreia logo mais à noite nos EUA, e amanhã no Brasil! É como sentir os velhos tempos em que se assistia na ponta do sofá, roendo as unhas, e babando o chão. Não será diferente agora. Pelo menos essa é a impressão que se sente ao ver os trechos apresentados no Especial 24: Jack Voltou (Jack is Back), exibido semana passada na Fox Brasil, e há cerca de um mês via internet e no último sábado (3) na TV americana. (Saiba mais aqui).

Bom, o que esperar da "nona" temporada de uma das melhores séries do século XXI? Há quatro anos atrás a série estava bem desgastada devido à exaustão da fórmula. Entre a sexta e a oitava temporada, vimos momentos de altos e baixos (algumas bem forçadas e outras parecidas com situações passadas). Algo precisava mudar. Até então tinha se os planos para um possível filme para os cinemas, que foi abortado depois de vários empecilhos. Para continuar o legado, a Fox anunciou em maio do ano passado esta nova produção de 12 episódios.



A limited series é baseada na concepção de Howard Gordon. Tomando à frente do projeto, o tal filme foi cancelado e a série Touch, onde Kiefer Sutherland estava atuando, também foi cancelada pela baixa audiência.

O primeiro episódio "Day 9: 11:00am-12:00pm" foi escrito por Evan Katz e Manny Coto. Já o segundo episódio "Day 9: 12:00pm-1:00pm" por Robert Cochran e David Fury. Antes, os primeiros rascunhos do roteiro foram trabalhados no início de julho de 2013. A ideia inicial era do episódio de estreia se passar entre 6:30-7:30. Nada havia informado se seria pela manhã ou à noite.

As filmagens foram concluídas. A locação foi Londres, capital da Inglaterra. Este cenário já era muito enamorado pelos produtores desde 2006, quando 24 Horas estava no auge do sucesso e com planos para uma versão cinematográfica. Elas aconteceram entre 25 de janeiro e 1 de maio.


O novo dia de Jack

O novo dia de Jack Bauer se passa em Londres. Quatro anos e maio atrás, ele tornou-se fugitivo das autoridade americanas. Agora como um exilado, ele está disposto a arriscar sua vida e liberdade para evitar mais um desastre global, que envolve a vida do Presidente dos Estados Unidos James Heller em risco.




Veja a seguir quem são os personagens principais na série limitada 24 Horas: Viva um Novo Dia





Jack Bauer (interpretado por Kiefer Sutherland) - Um ex-agente da recém-fechada CTU (Counter Terrorist Unit), que é extremamente competente e experiente em operações de campo tático e altamente bem sucedido na obtenção de resultados. Como Jack continua a ser o grande responsável pela prevenção de vários ataques terroristas nos Estados Unidos e no exterior, ele sofre um grande custo pessoal e é profundamente afetado pelas ações que ele toma. Essas ações incluem o uso frequente de tortura e assassinatos, muitas vezes por causa de traições que resultaram na orientação das pessoas próximas a Jack.

*Veja o perfil completo de Jack aqui em uma das edições da seção Dark Profile do blog.





Chloe O'Brian (interpretada por Mary Lynn Rajskub) - Uma brilhante analista de sistemas que é o braço direito de Jack. É disposta a arriscar seu trabalho e liberdade para ajudá-lo. Ela foi vista pela última vez como diretora interina da CTU. Em uma cena estendida do DVD da 8ª temporada, ela é é presa pelo FBI em sua casa para ajudar Jack a escapar das autoridades. Ela agora está envolvida com o movimento de informação livre, trabalhando ao lado de Adrian Cross, que agora é seu namorado, depois de ter se divorciado de Morris O'Brian e tomou a custódia de seu filho.





Audrey Raines (interpretada por Kim Raver) - Uma mulher comprometida e apaixonada com um passado trágico, por ter se apaixonado por Jack. Ela foi vista pela última vez nas cenas finais da 6ª temporada, quando Jack percebeu que tinha que dizer adeus a Audrey. Atualmente, ela está casada com o chefe de seu pai de equipe, Mark Boudreau.





Presidente James Heller (interpretado por William Davane) - Atuou como Secretário de Defesa dos Estados Unidos e também é pai de Audrey. Quando visto pela última vez, Heller convenceu Jack a deixar Audrey, depois que ele o viu como uma ameaça ao seu bem-estar da filha.





Adrian Cross (interpretado por Michael Wincott) - Um "infame hacker" e um carismático líder do movimento informação livre.





Erik Ritter (interpretado por Gbenga Akinnagbe) - Um afiado, arrogante e ambicioso forte operatório de campo da CIA.





Jordan Reed (interpretado por Giles Matthey) - Um inteligente e sofisticado técnico de computador da CIA.





Kate Morgan (interpretada por Yvonne Strahovski) - Uma brilhante e impulsiva agente de campo da CIA, que atua em Londres. Ela é viúva devido à morte de seu marido, também um agente da CIA que foi desonrado pela venda de segredos e cometeu suicídio.






Steve Navarro (interpretado por Benjamin Bratt) - O chefe de operações da CIA que rastrea Jack Bauer em Londres.






Mark Boudreau (interpretado por Tate Donovan) - Chefe de gabinete da Casa Branca e também marido de Audrey. Logo no primeiro episódio, ordena a morte de Jack Bauer.


24: Viva um Novo Dia estreia esta noite na Fox americana com dois episódios seguidos, das 8:00pm às 10:00pm. A grande estreia no Brasil acontece amanhã pela Fox Brasil das 22:30 às 24:00, também com duplo episódio. Não percam e... Drop the gun, now! Damn it!



domingo, 4 de maio de 2014

Toriyama revela os verdadeiros nomes dos Androides 17 e 18

Akira Toriyama, autor de Dragon Ball, revelou recentemente em uma seção de perguntas e respostas da revista Saikyo Jump os nomes verdadeiros dos Androides 17 e 18. Eles se chamam Lapsi e Lazulli, respectivamente.

Toriyama acrescenta que Lapsi teria começado a trabalhar em uma reserva como um competentíssimo guarda florestal, após a destruição do androide Cell. Lapsi teria casado com uma zoóloga e adotado duas crianças.

Há alguns meses atrás, foi revelado sobre a mãe de Goku, que se chama Gine, em um mangá bônus publicado neste ano.

Será que veremos mais segredos desvendados futuramente sobre outros personagens de DB?

Homem-Aranha japonês é oficializado no Universo Marvel


Spiderman, a versão nipônica do Homem-Aranha, é o mais novo integrante do Universo Marvel. É que o aracnídeo da terra do sol nascente dará as caras na próxima saga de HQ do Aranha original chamada Spider-Verse. Esta começará em novembro.

Pra quem não conhece, Spiderman é uma série japonesa do gênero tokusatsu que foi produzida pela Toei Company em parceria com a Marvel Comics. Exibida pela Tokyo Channel 12 (atual TV Tokyo) entre 17 de maio de 1978 e 14 de março de 1979 nas noites de quarta-feira às 19:30 JST; e reprisada no mesmo canal entre abril de 1981 e março de 1982 nas tardes de segunda-feira às 17:00 JST. Sendo que o site oficial da Marvel disponibiliza desde 2009 a série completa via stream.

A história conta a saga do jovem Takuya Tamashiro (interpretado pelo eterno "Neroz" Shinji Todo), um motociclista que descobre que um UFO que caiu na terra. Era a nave Marveller, que veio do longínquo Planeta Spider para deter o terrível Exército da Cruz de Ferro, liderado pelo Professor Monster. Para lutar contra estas forças do mal, Takuya é escolhido para lutar como Spiderman e contar com a ajuda da nave que converte-se para um robô gigante: Leopardon. O primeiro a ser pilotado por um super-herói japonês. O mundo de Spiderman é nomeado pela Marvel como Terra-51778.

A partir dessa parceria, a Toei e a Marvel iriam criar uma nova série baseada no Capitão América, que se chamaria Captain Japan. Porém a produção tratou de criar a série Battle Fever J (1979), aquela que seria futuramente a primeira série (até então) do gênero Super Sentai, tendo a equipe também um robô gigante. A parceria gerou mais dois sentais: Denziman (1980) e Sun Vulcan (1981). Fechando o contrato de quatro anos da Marvel, que participou destas duas séries apenas como co-produtora.

PS: Alguns injustamente condenam a série Spiderman pelos efeitos toscos especiais da época. Mas ela é uma boa série dramática e com boas pitadas de suspense que deve ser assistida com bastante atenção. Spiderman é tão bom quanto assistir o Jaspion, por exemplo, que idolatrado apesar de possuir efeitos semelhantes. Enfim, será curioso ver o encontro destes "aranhas" e quem sabe o Leopardon apareça (ou não).



sábado, 3 de maio de 2014

Fox cancela Almost Human


Nesta semana, a Fox anunciou o cancelamento da série Almost Human. A série de J.J. Abrams teve sua primeira temporada de apenas 13 episódios exibidos nos EUA entre 17 de novembro de 2013 a 3 de março de 2014. O episódio de estreia teve cerca de 9.18 milhões de telespectadores. A audiência teve certos declínios e reerguimentos, até culminar no total de 5.63 milhões no season finale.

Curiosamente, o número foi maior do que o season finale da segunda temporada de The Following, que teve 4.81 milhões assistindo -- e já havia sido renovada semanas antes para o terceiro ano.

Almost Human passou no Brasil pela Warner Channel nas noites de quinta-feira entre 28 de novembro de 2013 e 27 de março de 2014.

Leia a resenha sobre a estreia aqui no blog.

PS: A série foi boa. Talvez poderia ter ganhado uma temporada completa de 22 episódios caso não tivesse estreado durante o follow-up da temporada atual. Gostei da série e do carisma da dupla Kennex/Dorian. Tinha bons episódios isolados, mas precisava de mais profundidade para acrescentar o lance dos personagens principais. Outra frustração é que quase rolou um clima entre o Kennex e a Valerie, e nunca mais se falou em nada.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Godzilla - A importância do "rei dos monstros" na cultura pop

Cartaz do primeiro longa de Gojira,
 em 1954
No próximo dia 15 estreia no Brasil a tão aguardada nova versão norte-americana de Godzilla. O lagartão gigante é um fruto indireto das consequências da Segunda Guerra Mundial. Até hoje é aclamado como um ícone popular dos Kaiju Eiga ("filme de monstro" em japonês). O tradicional clichê em que Tóquio é palco para o caos e destruição de criaturas horrendas e gigantescas -- feitas de borracha e com zípers nas costas. (rsrs) Apesar das brincadeiras que podem surgir, há uma interessante gênese a ser reverenciada.

A ideia partiu do produtor Tomoyuki Tanaka, da Toho Films e do diretor Inoshiro Honda. O nome Gojira (pronúncia do nome do monstro em seu país de origem), é a fusão das palavras "gorilla" e "kujira" (baleia). Os efeitos especiais ficaram a cargo do lendário Eiji Tsuburaya, que mais tarde criaria outro ícone da cultura pop japonesa de todos os tempos - Ultraman! Além da assistência do renomado Akira Kurosawa, que era amigo pessoal de Honda.

A concepção era de apresentar um monstro que foi criado por testes nucleares. Com o contexto metafórico de retratar quanto aos perigos nucleares, causas que levaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki à destruição na Segunda Guerra, o gigante disparava lasers radioativos e gerava um verdadeiro caos. A inspiração surgiu da influência do filme americano O Monstro do Mar (Beast from 20.000 Fathoms) de 1953.


Godzilla, King of Monsters -
a primeira adaptação amaricana de uma produção japonesa

Assim estreava Gojira nos cinemas locais, em 3 de novembro de 1954. O sucesso estarrecedor de bilheteria de sua geração. Em 1956, o cult seria apresentado nos cinemas americanos como Godzilla, King of the Monsters. Sendo o primórdios das adaptações americanas para uma produção japonesa, o filme teve inserção de atores estadunidenses no roteiro. O astro principal era Raymond Burr (então futuro protagonista da série-título Perry Mason). Antecedendo a fórmula usada para a produção de Power Rangers (saiba mais aqui). Deste sucesso, surgiram monstros como o inglês Gorgo e o coreano Yongary, respectivamente dos anos de 1961 e 1967. Ambos tiveram suas exibições na TV brasileira.

Voltando a falar sobre o monstro no Japão, Godzilla serve de inspiração para a criação de monstros como Rodan (Radon no orginal), Kikara, Baran e Frankenstein (Isso mesmo. Uma versão nipônica do personagem). Seu maior concorrente mais bem sucedido foi sem dúvidas o Gamera da produtora Daiei. Além de outros monstros que ficaram famosos no cinema japonês como Baltan, Red King e Zettou.


Godzilla em ação ao lado do herói Zone Fighter (1973)

Godzilla viria a roubar cenas em cameo que fez em cinco dos 26 episódios da série Zone Fighter, de 1973. Um Kyodai Hero (herói gigante) que nasceu de sucessos de outros vários heróis do gênero como Robô Gigante, Spectreman, Vingadores do Espaço, etc.


Godzilla esbanjando nos bastidores
Em meio ao desgaste da fórmula dos monstros que surgiram desta empreitada, Godzilla gerou 28 filmes originais ao todo. Sendo Godzilla: Final Wars (2004) o último lançado até o momento. A fama levou o monstro a ter sua primeira versão hollywoodiana em 1998. Um fracasso das telonas. E agora estamos prestes a testemunhar um filme que, até onde se sabe, dá a impressão de ter a qualidade mais projetada. Esperamos que seja tremendamente assustador. Tudo como o mais novo sexagenário da praça merece ter em um filme catástrofe da era moderna.


Godzilla é o pioneiro do gênero tokusatsu, estilo de filmes e séries de TV com efeitos especiais. No Brasil, o dia em que o "imperador dos monstros" comemora aniversário -- em 3 de novembro, é comemorado o Tokusatsu Day. A data foi idealizada no ano passado pelos membros do site especializado no gênero Mega Hero, para homenagear heróis como Ultraman, Jaspion, Kamen Rider, etc.

Vida longa ao eterno Godzilla! E que venha o mais novo grandalhão...

Confira abaixo o mais recente pôster do filme e mais trailers e teasers do filme.










Apresentação dos dubladores de Lenda do Santuário + vídeos

Recentemente no Japão, aconteceu uma apresentação com os seiyus (dubladores) do filme Os Cavaleiros do Zodíaco: Lenda do Santuário, que estreia nos cinemas japoneses em 21 de junho; e nos cinemas brasileiros em setembro.

Estiveram presentes Kaito Ishikawa (Seiya de Pégaso), Kenji Akabane (Shiryu de Dragão), Kensho Ono (Hyoga de Cisne), Nobuhiko Okamoto (Shun de Andrômeda) e da graciosa Ayaka Sasaki (Saori Kido/Atena).

Por curiosidade, Ayaka apareceu de cadeira de rodas. É que a atriz e cantora de apenas 17 aninhos fraturou o pé e está passando por um tratamento de 2 meses. Mas ela apareceu com um lindo vestido que a manteve com pose de princesinha.

Ela disse em entrevista: "Eu estava tão nervosa, pois não sabia da grandiosidade da personagem que iria fazer, mas hoje estou ansiosa. Eu aceitei o desafio e quero que todos passem a gostar de Saori Kido."

Veja as imagens a seguir:












Mais um pouco de Ayaka...











Bônus: Veja um vídeo da apresentação para a imprensa e também do vídeo da música "Hero", tema oficial do filme, cantada por Katie Fitzgerald da banda Violet UK. Esta apresentação foi realizada em Costa Mesa, EUA, durante o Yoshiki Classical World Tour (evento realizado pelo ex-vocalista do X-Japan Yoshiki Hayashi).





Fonte: CavZodiaco.com

Novas imagens de Kikaider Reboot

Segue abaixo novas imagens do filme Kikaider Reboot.




Kikaide Reboot estreia nos cinemas japoneses em 24 de maio.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Estrelas Lendárias - Ayrton Senna


Hoje teremos mais uma edição da seção Estrelas Lendárias. Como você sabe, sempre trago aqui algum artista de forma humorada e descontraída que esteve ou ainda deve(ria) estar na lembrança de todos. Seja artista ou banda nacional ou internacional. Hoje vamos fazer um pouco diferente como sempre fazemos. Na data de hoje, há 20 anos atrás, morria um dos maiores orgulhos que este país já teve em toda a sua história. Morria Ayrton Senna da Silva. Um dos, ou senão, o maior piloto de Fórmula 1 que já existiu.


A paixão que elevou a velocidade

Ayrton nasceu em 21 de março de 1960, na cidade de São Paulo, bairro de Santana. Pelo incentivo de sua pai, Sr. Milton, que era empresário, Ayrton começou a ter sua paixão por carros e velocidade. Seu primeiro contato profissional foi aos treze anos de idade. Passando por vários campeonatos, Ayrton buscava fervorosamente o primeiro lugar em suas competições. Para ele, o topo era tudo para satisfazer o resultado de seu esforço. Por três anos consecutivos, conquistou o primeiro lugar em competições como Fórmula Ford 1600 em 1981; Fórmula Ford 2000 em 1982; e Fórmula 3 em 1983. Nesse período, Ayrton passou a adotar o sobre nome Senna, que é o sobrenome solteiro de sua mãe.



Senna foi sondado por várias equipes da Fórmula 1. No famoso torneio, passou por quatro equipes: Tolerman (1984), Lotus (1985-87), McLaren (1988-93) e Williams (1994). Aos poucos ele conquistava várias classificações no campeonato e atenção dos brasileiros e do mundo inteiro. Senna também teria o seu rival nas pistas. O francês Alan Prost, que fora ultrapassado nas pontuações nos primeiros anos de Senna na Fórmula 1. Coisa acirrada por vários anos, no período em que Senna esteve na Mclaren. Pela mesma equipe, Senna foi tri-campeão mundial de Fórmula 1, vencendo nos anos de 1988, 1990 e 1991.

Ayrton passaria para a equipe Williams em 1994. Tentou ingressar no ano anterior, mas foi impedido por Prost, que vetou sua participação. Após um problema de cláusula de contrato da equipe, Senna consegue se firmar na Williams-Renault, por ser uma equipe que estava no auge das vitórias.




O GP da morte

Nesta temporada, mais precisamente nos treinos livres para o GP de San Marino em Ímola-Itália, Senna estava determinado a iniciar bem nesta temporada. Antes, a temporada já havia começado com algumas corridas em que não obteve sucesso. Foi um fim de semana difícil para aquela temporada. 

Rubens Barrichello havia se acidentado na sexta-feira, 29 de abril. Lá ele perdeu o controle do Jordan Nº 14, passando por cima de uma zebra e voou da pista. O carro chocou-se em uma barreira de pneus. Rubinho teve leves escoriações e o nariz quebrado. Não poderia participar do GP de domingo. Senna foi ao hospital visitar o amigo e foi impedido pelos médicos. Senna teve que pular o muro para vê-lo. Assim percebendo que as normas de seguranças precisavam serem revistas.

No sábado, 30 de abril, acontecia os treinos livres. Lá morria o piloto austríaco Roland Ratzenberger em um terrível acidente. A primeira morte no mundial depois de dez anos.

Senna estava bastante preocupado com a segurança nas pistas da F1. Sendo um dos veteranos, se ofereceu para ajudar a recriar a Comissão de Segurança dos Pilotos. Era dada a largada da sétima volta. Senna entrou em uma curva Tamburello e perdeu o controle do carro. Senna tentou reduzir a velocidade de 300 km/h para 200 km/h.

A equipe médica socorreu imediatamente Senna. O mundo acompanhava o que acontecera. Pela transmissão, era possível ver a cabeça de Senna se mexer levemente. Todos pensavam que ele estaria bem. Mas infelizmente o tal movimento causou um dano cerebral. Senna foi removido de seu carro e recebeu os primeiros socorros. Antes de ser levado para o Hospital, Senna foi declarado morto.

O neurocirurgião Professor Sid Watkins (in memorian) declarou horas depois:


"Ele estava sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro, por suas pupilas, que ele teve um ferimento maciço no cérebro. Nós o tiramos do cockpit e o pusemos no chão. Embora eu seja totalmente agnóstico, eu senti sua alma partir nesse momento."



Neste momento, o repórter Roberto Cabrini informava pelo tenebroso Plantão Globo com as seguintes palavras:


"Morreu Ayrton Senna da Silva... Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar."


Nos destroços do carro de Senna, foi encontrada uma bandeira da Áustria, que seria erguida por ele, caso vencesse, para homenagear o colega Ratzenberger, falecido no dia anterior.

Além destas tragédias em um mesmo GP, aconteceria também um acidente envolvendo os pilotos J.J. Letho e Pedro Lamy, onde feriu dois torcedores. Outro acidente com o piloto italiano Michele Alboreto (in memorian; 1956-2001), que perdeu um dos pneus na saída dos boxes, chocando contra os mecânicos da Ferrari e mais um da Lotus.

Havia um outro risco. O piloto Érik Comas apenas entendeu a situação quando fiscais da pista hastearam bandeiras vermelhas. Caso contrário, o carro poderia ter se chocado no helicóptero da emergência que havia pousado no asfalto da pista, para levar Senna ao hospital.




Crônica pessoal - Memórias do luto de um herói brasileiro

Naquele domingo de 1 de maio de 1994, todo o Brasil ficou cabisbaixo com a tragédia de Ayrton Senna. A alegria que perdurou durante toda uma década, se calou diante da morte de um ídolo do esporte. O governo brasileiro declarou luto oficial de três dias.

Neste período, vários programas jornalísticos passavam do horário de término. Lembro que no rádio, o Programa João Inácio Júnior, da Rádio Verdes Mares, chegou a passar trinta minutos depois das quatro da tarde. Eram tardes de brilho intenso do céu de maio, porém tristes com as lembranças da partida do herói. Na TV, o Jornal Nacional, que começava pontualmente às oito e tinha apenas meia hora de duração, acabou tendo edições especiais de 1h30.


O Brasil estava mais triste, pois morria um herói que era um verdadeiro orgulho da nação brasileira. O público sabia que aqueles domingos já não seriam mais os mesmos domingos de alegria. Haveria um vazio nas pistas da televisão. Muitos artistas diziam que não assistiriam mais a Fórmula 1. Não por eles, mas até hoje não tenho mais o costume de acompanhar o mundial. Torço para que vença o melhor. Mas o maior campeão das pistas não está mais entre nós.


Lembro-me bem que três dias após a sua morte, o Brasil parou para receber o corpo de Ayrton Senna do Brasil. Por volta das 5h30 da madrugada, as principais emissoras Globo, SBT, Bandeirantes e Manchete estariam com flashes direto do Aeroporto de Guarulhos. Assim como o Brasil parava para ver o cortejo que iniciou às sete da matina, eu deixei de ir a aula para ver a despedida do herói que fez parte dos meus domingos até os meus oito anos de idade.


Quem dera que Senna estivesse vivo... Ele seria tetra-campeão como seria a Seleção Brasileira meses depois na Copa. Se orgulharia de uma conquista honrosa para a pátria. Ayrton Senna deve ser visto e reverenciado pelas futuras gerações de nosso país como exemplo de determinação e perseverança.






Ayrton - o deus da velocidade

No Japão, Senna é admirado por sua garra e coragem. Senna é conhecido por lá como o "deus da velocidade". A repercussão próprio de sua morte também foi marcante para os cidadãos japoneses.

Ayrton era tão admirado que ganhou nas páginas da Shonen Jump em três séries de mangá entre os anos de 1990 e 1991. GP Boy, onde não era protagonista; Fastest One, onde sua rivalidade com Prost era abordada; e F no Senkou - Ayrton Senna no Chousen (O Brilho da Fórmula - O Desafio de Ayrton Senna).

Esta última publicação teve uma melhor projeção de narrativa. Com direito a flashbacks de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, entre outros pilotos.

Senna é tratado no mangá como um ícone de herói japonês, ao lado de seu amigo Gerhard Berger (então parceiro da McLaren) como coadjuvante. A revista mostrava um quadro com todos os pilotos da F1 da temporada de 1991. Seria interessante ver esta homenagem renomada pintar nas bancas do Brasil.




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