Pra quem acompanha todo santo dia o Ultra Channel, o canal oficial da Tsuburaya no YouTube, Redman virou rotina. Um novo episódio sempre é lançado de segunda à sexta às 18:00 JST (6:00 da manhã de Brasília). Porém cada episódio fica disponível apenas uma semana quando um novo episódio é lançado. Com exceção do vídeo da abertura e do primeiro episódio. Já que o "serial killer vermelho" de 1972 atualmente está em alta no Japão e é sucesso absoluto entre os internautas de lá, a Tsuburaya lançou nesta sexta (15) no mesmo canal os episódios de Redman que foram expirados. Os mesmos ficaram no catálogo até o dia 29 de agosto. A intenção é o bom proveito do público nas férias de verão, em agosto. Eis uma boa oportunidade de acompanhá-lo, rever episódios e entender o sucesso do "herói gigante de 42 metros de altura". Fica a dica de leitura sobre a série pelos blogs Casa do Boneco Mecânico (por Usys) e Sushi Pop (por Alexandre Nagado).
Já fiz alguns posts neste espaço falando sobre a Yumi Matsuzawa e já tá mais que na hora de escrever algo sobre a carreira desta mulher de 40 (42 anos, sendo mais exato) que jamais perdeu o seu jeitinho de menina. Depois de uma turnê em alguns países como EUA e França, Yumi está de volta ao Brasil. Ela nasceu no dia 29 de março de 1974, na cidade de Fujimi, cidade da província de Saitama. Seu sonho de criança era ser uma lutadora de luta-livre. Ela também tinha outras opções como ser motorista de táxi e ser cantora de sucesso como a famosa Seiko Matsuda. Desistiu do sonho de ser lutadora pois uma vez ela brincou disso e levou uma baita surra e, é claro, doeu bastante. (Venhamos e convenhamos, ainda bem que ela desistiu disso a tempo.) Yumi achou que ser motorista não seria uma boa ideia, pois seria arriscado uma mulher dirigir à noite. Aos 19 aninhos, passou um período como modelo. Serviu como um "bico" e experiência de vida. Como é padrão das revistas de moda, há sempre comentários de quem posou para os ensaios fotográficos. Nessa ida, perguntaram para ela sobre o que queria ser no futuro. Sua resposta foi curta e direta: quero ser cantora. Em 1996, Yumi começou a participar de testes e auditions, até que finalmente, aos 22, foi escolhida para interpretar a canção "You Get to Burning", tema de abertura da série de anime Kidou Senkan Nadesico. No filme baseado na mesmo programa de TV, Yumi interpretou o tema de encerramento "Dearest" (particularmente a minha canção favorita dela). Nadesico foi um passo importante para sua a carreira solo, interpretando desde então temas de anime e games e embarcando nesse universo. Na série de Nadesico, Yumi dublou a personagem Junko Mizuhara (foi substituída pela dubladora Yuka Imai apenas no filme). Em agosto de 1997 lançou três singles e começou a colaborar com outros artistas. Chegou a interpretar canções de outras séries como Bucky e Gate Keepers. A saga de Hades de Os Cavaleiros do Zodíaco foi também um trabalho importante para Yumi. Além de interpretar as famosas músicas "Chikyuugi", "Kimi to Onaji Aozora" (ambas da fase do Santuário em Hades) e "My Dear" (encerramento da fase do Inferno em Hades), foi a própria que compôs as canções. Seiya e seus amigos foram também parte de sua infância/adolescência e ela jamais imaginava trabalhar com o grande clássico de Masami Kurumada. Uma curiosidade interessante é que "Chikyuugi" surgiu de improviso num momento em Yumi estava tomando banho. Sem perder tempo, ela ligou para seu produtor para saber o que achava. A letra foi feita independente da série, sendo que Yumi imaginou o momento atual vivido por guerras, conflitos e ataques terroristas. Ela queria passar uma mensagem que diz que, apesar de cada um de nós termos poucas forças, o mundo pode caminhar em paz através de nossos próprios esforços. Mais tarde, quando abriram o concurso, perguntaram para Yumi se ela não queria mudar a letra de "Chikyuugi", afim de se aproximar do contexto da série. Ela defendeu a sua visão de Seiya é que ele era - até então - um Cavaleiro de Bronze. Estava abaixo dos Cavaleiros de Ouro. Ainda assim, Seiya sempre ousou em superar os obstáculos e sem desistência. A ideia de Yumi era que ela não poderia cantar algo parecido como os clássicos "Pegasus Fantasy" ou um "Soldier Dream" onde abordava o Cavaleiro de Pégaso como um ser invencível. Yumi queria mostrar um lado mais humano de Seiya para a canção e assim foi. Afinal, Seiya também tem suas fraquezas (e apanha muito) e sempre supera as barreiras com muito custo.
Yumi no palco em sua performance angelical
A carreira de Yumi é cheia de premiações no mundo dos desenhos japoneses e também da música popular japonesa. Foi jurada da competição anual Animax Anison Grand Prix ao lado de outros dois grandes monstros sagrados de animesong, Ichiro Mizuki (atualmente canta o tema de abertura de Ultraman Orb) e Mitsuko Horie. Yumi se apresentou pela primeira vez no Brasil em 2006. Em seus primeiros shows fora do Japão, se apresentou em palcos da Espanha, Argentina, etc. Nos últimos anos, fez shows em outros países, sendo um dos mais recentes o evento Anison USA 2016, em Los Angeles em fevereiro passado. Lá ela dividiu o palco com a cantora Halko Momoi (série tokusatsu Akibaranger) e Nozomi (ex-Little-non). Agora é a vez de Yumi voltar ao Brasil. No próximo sábado, 16 de julho, ela se apresenta palco do Anime Friends, em São Paulo. A atenção deve ser especial, pois o show será comemorativo aos 30 anos de Cavaleiros. Junto com ela estarão Nobuo Yamada e o quarteto do Cavaleiros In Concert (Ricardo Cruz, Larissa Tassi, Edu Falaschi e Rodrigo Rossi). É esperado um dueto de "Chikyuugi" entre a cantora original e a intérprete brasileira aconteça. E aqui em Fortaleza no dia seguinte, em 17 de julho, no palco do Sana. O evento cearense também vai celebrar as três décadas do anime junto com Nobuo e Ricardo. É provável que haja alguma homenagem ao cantor Koji Wada, falecido em abril deste ano, que também cantou ao lado dos três na oitava e mítica edição do Sana. Duas gotas de ternura na Terra da Luz
Yumi numa foto tirada em Fortaleza, em janeiro de 2011
Lembro muito bem do sábado daquele show de oito anos atrás. Infelizmente não pude ir na sexta-feira, por motivos de trabalho. Foi nesse dia em que Yumi e Nobuo deram autógrafos. Perdi essa oportunidade. No dia 12 de julho de 2008, consegui um autógrafos e fotos do saudoso Koji Wada (chamado carinhosamente pelo público como "FeijoAda" e "KeijoAda) e Ricardo Cruz. À noite, fui direto para o antigo anexo do Centro de Convenções (mesmo local onde Akira Kushida e Takayuki Miyauchi cantaram no ano anterior) para assistir ao show de Nobuo e Yumi. Quem abriu o show foi o roqueiro com "Pegasus Fantasy". Gosto muito das músicas do Nobuo, mas a estrela maior do show (pelo menos pra mim) foi Yumi. Lembro dela vestir um quimono na primeira apresentação. Começou cantando o tema principal de Nadesico e no decorrer do show cantou temas de Cavaleiros e de outros animes dos quais já trabalhou. Lembro bem que quando ela cantou "Chikyuugi" o povo foi ao delírio. Quem estava longe ao fundo correu para a frente. Me encantei mesmo com "Dearest" que já era minha favorita. De vez em quando soltava um "cantem comigo". No dia seguinte, uma multidão parou pra ver o show dos quatro cantores convidados. A fila era imensa (veja aqui). Atravessou multidões. A expectativa era que seria um grande show. E foi mesmo. Todos os quatro se apresentaram com uma banda (nos dois dias anteriores as músicas foram tocadas em playback). Sobre a Yumi, a grande surpresa foi quando ela cantou "Chikyuugi" acústico e em português. E digo pra vocês que ela superou o Kushida (que cantou "É Isso Aí", de Ana Carolina e Seu Jorge no Sana 7). Não foi um português perfeito, mas deu pra notar o seu esforço. Aquele dia 13 de julho de 2008 foi perfeito. Pra terminar, o "quarteto" cantou Pegasus Fantasy, coisa que ficou marcada por vários shows futuramente.
Yumi voltou em 29 e 30 de janeiro de 2011. Foram dois anos e meio de espera para a volta da minha querida ternurinha. Antes do Sana Fest daquele ano, resolvi fazer um presente para ela. Confesso que sou um péssimo desenhista e pedi ajuda à minha irmã (que só aprecia o seu trabalho) para fazer um desenho para ela. Então o tal presente acabou sendo nosso. Da minha parte eu escrevi uma mensagem em inglês.
Os dois shows foram marcantes. No sábado, levei uma edição do caderno Zoeira, do jornal Diário do Nordeste onde Yumi aparecia na capa. Em alguns momentos do show eu levantei a mesma capa. Mas no meio daquela multidão, ela consegui me avistar e acenou para mim e ainda fiz um "thumbs up". E Yumi respondeu com o mesmo sinal. Aquilo foi importante e não esqueço jamais disso. Foi rápido, porém guardo aquele momento com carinho e felicidade.
No domingo eu estive na fila dos autógrafos. Estava nervoso, pois iria ver de perto a musa inspiradora, a princesa que encantou este humilde plebeu. Finalmente eu a vi e entreguei o presente para Yumi. Ela gostou muito e assim tirei uma foto com ela (relatei o momento aqui no blog). Semanas depois Yumi postou em seu blog pessoal o presente que a dei.
Voltando sobre aquele domingo, fiz questão de estar na frente. Ao cair daquela tarde, já não me importava mais o resto do evento. Eu queria mesmo era ouvir de perto aquela doce voz angelical que sempre me conquistou. Por isso, umas quatro e meia eu já tava na fila. E assisti aquele último show como se não houvesse amanhã.
Após o show, bateu aquele sentimento de saudades. Cenas de Yumi no Sana 8 e naquele Sana Fest passaram na minha mente como um filme. No dias seguintes os sentimentos que passavam por mim eram de felicidade e também de saudade. Pode ser loucura o que eu vou dizer, mas o sentimento de saudade que eu sentia era parecido com aquele sentimento de quem estava se despedindo de um grande amor.
Yumi tem 20 anos de carreira e ainda inspira ter o frescor de 20 anos de idade. Não apenas fisicamente, mas de longe é possível perceber que sua alma também é jovem. Dona de um belo sorriso e de uma voz que acalma até uma fera. Yumi é assim. Só sabe descrever tais sentimentos quem a admira como fã e quem um dia realmente a admira.
Depois de muito mistério, a Crunchyroll anunciou a série Ultraman Orb como seu grande trunfo para sua lista de novas séries para a temporada de verão. Tudo foi revelado no fim da tarde desta sexta (8) no evento Anime Friends. Foi dado como uma surpresa. Teve gente que se decepcionou porque queria que fosse anunciado um simulcast de um ou outro anime, mas a verdade é que Ultraman Orb já era esperado pelos fãs de tokusatsu. Principalmente para os amantes das séries Ultra. Olha, não teve Zyuohger nem Kamen Rider Amazons que fizesse algo tão surpreendente e bacana numa estreia de tokusatsu em 2016 na TV. E sim, amigos, Ultraman Orb foi a melhor estreia do ano no nosso querido estilo criado pelo lendário Eiji Tsuburaya (que completaria 115 anos nesta semana). Gai Kurenai (Hideo Ishiguro) já chega com grande estilo. Era esperado que ele pousasse como um Clint Eastwood jovial. Logo na estreia ele lembrou o ator de faroeste e até aquele jeitão sarcástico do Dan Moroboshi no primeiro episódio de Ultra Seven. Ele apareceu escondido num local bem esquisito: num contêiner refrigerado. É bom lembrar que Gai não é um humano qualquer. Aliás, ele é um ser alienígena - um Ultraman - que vive na Terra sob um disfarce humano. Assim como Seven, Leo e Mebius que não precisaram de um hospedeiro. Agora uma coisa legal foi a referência de Orb ao Superman. Gai ao se transformar na forma principal, o Spacium Zeperion (união dos poderes do primeiro Ultraman com Tiga), Gai teve que se esconder numa cabine. Assim como Clark Kent se escondia para se transformar no Homem de Aço. Só que ao invés de telefônica, era fotográfica. A equipe do SSP (Something Search People) é bem carismática. Tem aquele humor bobinho, inocente, mas até aqui conseguiu agradar. É quase um trio da série Ultra Q (a primeira série Ultra da história) com ares cômicos. Quem chamou atenção foi a "Cap" Naomi Yumeno (Miyabi Matsuura) com seu grito exagerado na hora em que foi salva por Gai. Era o mesmo que ver Lois Lane se acabando de gritar escandalosamente. Bom, isso não chegou a estragar a estreia, mas ficou forçado na tela. O primeiro episódio de Ultraman Orb passou tão rápido que deu aquele gostinho de quero mais. Deu até vontade de assistir de novo e de novo. E graças ao streaming, temos esse poder de escolha pra reprisar a hora que a gente quiser. Ah, fiquei bastante animado em ver a reação do público com a estreia. Praticamente todo mundo andou comentando e as expectativas só aumentaram. Foi uma noite bem agitada pra quem gosta do Ultraman. E aqui vai um recado amigo às fansubs brasileiras. Espero de coração que vocês ajudem, divulguem, apoiem e incentivem essa parceria entre o serviço e o estúdio japonês e não pirateiem essa série, por favor. Material oficial de tokusatsu tem mesmo é que vingar no Brasil e mostrar pra que foi que veio. Sigam o bom exemplo dos nossos irmãos do exterior e não deixem o brilho da estrela de Ultra se apagar. Schwatch!
Confesso a vocês que tenho os Metal Heroes no topo dos meus favoritos das séries tokusatsu. Também já tive Kamen Rider por um certo tempo no meu favoritismo (continuo sendo fã). Só que nos últimos dois anos, principalmente agora nas vésperas do cinquentenário de Ultraman, tenho me fascinado pelas séries Ultra e procurando mais e mais sobre a franquia. Tsuburaya lança os clássicos Mirrorman e Fireman em seu canal Incrível como, infelizmente, Ultraman não é tão comentado entre os fãs brasileiros como acontece quando o assunto são as séries da Toei Company. Isso é bem estranho e lamentável. Ainda somos pobres e limitados na cultura do tokusatsu se comparado aos aculturados fãs do resto do mundo e vejo o quanto ainda estamos presos ao saudosismo da extinta Rede Manchete e ao eixo Rider/Sentai que acabou sendo fadados a "modinhas" (assim como se comenta limitadamente sobre algo qualquer do momento) e mesmices. Claro, jamais desmerecendo a importância de Jaspion e cia e das principais franquias da nossa querida e "toda-poderosa". Só que o estilo tokusatsu não se resume apenas nisso aí não e tá mais do que na hora da gente sair do giro de 360º. Ultraman é uma franquia fascinante. Quem diria que um simples programa despretensioso da TV japonesa se tornaria um cult aclamado. Algum desavisado pode mesmo achar estranho ou até torcer o nariz para um herói com cara de peixe que luta contra monstros de borracha e zíper nas costas. Então, a série é bem mais do que isso. É pura ficção científica pra toda a família. A coisa foi tomando forma com Ultra Seven, uma série que teve uma pegada mais séria e sombria. Eiji Tsuburaya deixou um legado para sua produtora, que criou O Regresso de Ultraman (o responsável foi seu filho, Hajime Tsuburaya). Em Ultraman Ace, foi formada a irmandade Ultra, que acabou criando uma família e todo um conceito e até diferentes universos paralelos. O público brasileiro precisa prestar mais atenção, rever conceitos e descobrir esses diferentes mundos das séries Ultra e também de outras séries clássicas. Apesar da Tsuburaya se reciclar através dos mesmos elementos, faz escola à Toei que tem se desgastado com o tempo e se perdido com sequencias interruptas ano a ano. As séries Kamen Rider e Super Sentai estão cada vez mais presas às tendências de vendas de brinquedos como nunca. Não que elas nunca tivessem, mas hoje em dia isso tem sido uma dependência quase total. Já nas séries Ultra, tem o lado comercial também (tanto que o vindouro Ultraman Orb terá cerca de quatro formas ou mais). Só que elas conseguem inovar e manter um lado mais maduro, apesar dos altos e baixos (como qualquer produção pode ter). Algo muito clamado pelos público (adulto) de Rider/Sentai. Ultraman conseguiu evoluir e é coisa que é preciso ser muito mais que aprofundado pelos fãs. Tipo, sair da zona de conforto e se deixar levar por outras aventuras. Hoje há elementos claros de um Star Wars ou de um Star Trek da vida. Arrisco a dizer que Ultraman é equivalente à essas clássicas franquias no tokusatsu. Essa paixão me faz ter uma sede por explorar outros universos (séries) Ultra, também por outros clássicos da Tsuburaya e me informar cada vez mais sobre elas. Jaspion que me perdoe, mas Ultraman é o que há. Não pelos seus 50 anos, mas por tudo o que a franquia é até hoje. E não tem Cavaleiros do Zodíaco nem Dragon Ball, Kamen Rider e Super Sentai que supere a graça das comemorações de 50 anos das séries Ultra. Ultraman não é só mais uma série a ser deixar entocada no armário e ter apenas um mero reconhecimento honroso, mas é sim uma grande série que deu vida a outros grande clássicos que deveriam ser apreciados e debatidos nas rodas de amigos. Ultraman merece uma atenção redobrada no Brasil assim como uma boa franquia rentável de ficção científica. PS: Hoje é aniversário do lendário Eiji Tsuburaya. A data de hoje também é o aniversário dos personagens Seiji Hokuto e Yuko Minami, ambos hospedeiros do Ultraman Ace. Daí a referência na foto acima, do primeiro episódio, junto com os demais irmãos Ultra que o antecederam. Falando nisso, o dia 10 de julho é o dia oficial do Ultraman (devido a exibição do episódio especial que antecedeu a estreia no Japão). Haverá um evento dedicado aos 50 anos do herói no próximo fim de semana. PS 2: No próximo dia 17 de julho, dia do aniversário do Ultraman, o grupo Henshin Gattai fará uma homenagem especial no Sana 16 com uma palestra que vai abordar sobre as séries Ultra. A palestra acontece no espaço Sana Tokusatsu, que vai apresentar esta e mais outras palestras. Vamos juntos! Schwatch!
Quem acompanha diariamente o canal da Tsuburaya no YouTube (pelo menos para assistir o Redman de segunda à sexta) teve uma grata surpresa nesta quinta (7). Mirrorman e Fireman, dois dos clássicos do estúdio que criou o famoso Ultraman, agora estão disponíveis no mesmo portal oficial, o Ultra Channel. O primeiro episódio de cada foram lançados às 18:00 JST (6:00 da manhã de Brasília), junto com o episódio 70 do "serial killer vermelho". O lançamento dos episódios de estreia de ambas as séries são parte de uma divulgação de um evento comemorativo às festividades do Ultra 50, no dia 29 de julho, que inclui também lançamento de novas tiragens de box destas séries (anteriormente lançadas pela Toei Video). Tanto Fireman quanto Mirrorman devem aparecer no anual Ultraman Festival, que acontecerá entre 22 de julho e 28 de agosto. Também é esperada a aparição de Redman no palco do evento.
Mirrorman contra o monstro Iron no episódio de estreia
Mirrorman foi uma série tokusatsu/sci-fi da categoria Kyodai Hero que esteve no ar pelo canal japonês Fuji TV, entre 5 de dezembro de 1971 e 26 de novembro de 1972. Totalizando 52 episódios exibidos na faixa das sete da noite de domingo. Ultraman é tão bom que fascina a quem acompanha A trama se passa nos anos 1980 e começa quando uma raça alienígena chamada Invaders (nome bem sujestivo, hein) chega à Terra e envia daikaiju para devastar tudo. Na luta contra o mal está a equipe anti-monstros SGM (Science Guard Members). Diante da situação de perigo, o Professor Mitarai, líder da SGM, compartilha um segredo importante para seu filho adotivo, o fotojornalista Kyotarô Kagami. Ele é filho de um homem alienígena com uma mulher humana. Kyotarô descobre que filho de Mirrorman, um super-herói vindo da segunda dimensão. O sobrenome do alter-ego do herói, Kagami, significa "espelho" em japonês. O chefe Murakami, personagem de Mirrorman, já apareceu na série Jumborg Ace, outro herói gigante da Tsuburaya, de 1973. Curiosamente alguns monstros da série já apareceram em Ultraman Taro e no filme The 6 Ultra Brothers vs. the Monster Army (uma produção tosca de 1974 da infeliz parceria entre a Tsuburaya a a tailandesa Chaiyo). Mirrorman ganhou uma releitura através do herói Mirror Knight, do filme Ultraman Zero: A Vingança de Belial (leia mais aqui).
Fireman na cena que lhe deu fama no Brasil pelas redes sociais
Fireman foi uma série tokusatsu da categoria Kyodai Hero, exibido no Japão entre 7 de janeiro e 31 de julho de 1973 no horário nobre do canal Nippon TV. Tendo apenas 30 episódios, Fireman serviu de comemoração dos 10 anos da Tsuburaya, junto com Ultraman Taro e Jumborg Ace. A história começa quando surge um estranho fenômeno em todo mundo, causando o nascimento de dinossauros mutantes. Do continente subterrâneo Aban - existente há cerca de 12.000 anos, é enviado um homem chamado Misaki que passa a assumir a identidade humana de Daisuke Misaki e trabalha como agente da organização SAF. Para lutar contra as criaturas gigantescas, Misaki se transforma em Fireman. Fireman foi estrelado pelo ator Naoya Makoto, que dois anos depois interpretou o líder Akarenger da série clássica Himitsu Sentai Gorenger, o primeiro Super Sentai da história da Toei Company. O tema de Fireman foi cantado pelo lendário Masato Shimon. Fireman ganhou uma releitura no filme do Ultraman Zero como Gren Fire. Fireman é inédito no Brasil, porém em 2015 uma cena do episódio 19 rendeu uma gif engraçadíssima que serviu como crítica ao anterior governo federal.
Assista ao primeiro episódio de Mirroman e ao primeiro de Fireman na sequencia:
Em 2015 o canal sul-coreano MBC Every 1 exibiu a série To Be Continued. É um drama de 12 episódios com 15 minutos de duração cada que esteva no ar entre agosto e setembro. A série está disponível na Netflix desde o começo de junho e veio num pacote que inclui mais algumas séries do estilo. Foi estrelada pelo grupo de K-pop ASTRO (assim mesmo com letras maiúsculas) e todos os artistas interpretam eles mesmos como estudantes de uma escola. Ao lado do sexteto, está a personagem Jung Ai-rin (interpretada pela atriz Kim Sae-ron, de apenas 15 aninhos). Numa noite chuvosa que antecedia a estreia da banda, todos eles foram levados para dois anos no passado. Tal evento misterioso (que não teve muita explicação), fez com que os garotos do boy band corrigissem erros dos tempos estudantis e agissem de forma em que eles trilhassem corretamente para o sucesso e assim conseguindo chegar à um festival de música que os lançariam.
To Be Continued serviu mais para promover a banda e suas músicas. Algumas tem boas batidas e outras nem tanto. A proposta da série é interessante. O que atrapalha mesmo o desenvolvimento é a curta duração de episódios. Poderia ser o dobro. Isso acabou fazendo o roteiro cometer um furo nos episódios finais. Infelizmente os atores/cantores do ASTRO não conseguem fazer uma boa interpretação. Aliás, quem ficou mais esquisito na tela foi Cha Eun-woo (o líder da banda), pois suas expressões parecem mais com, digamos, uma madeira de porcelana. O romance entre Ai-rin e um dos integrantes do ASTRO é algo que deixa a desejar e poderia ser melhor explorado com o tempo. A série não é a melhor já feita, mas tenta agradar. O roteiro poderia ter um tratamento melhor e mais detalhado.
Este é o último filme de Makoto Shinkai que antecede o lançamento do filme Your Name (que terá pré-estreia na convenção Anime Expo, de Los Angeles, no último dia 3 de julho e
estreia oficial nos cinemas japoneses em 26 de agosto). The Garden of Words é um filme lançado em 2013 que contou com a distribuição da Toho (a mesma de Godzilla e Cybercop). Mais uma vez o filme contou com a composição de Tenmon (fiel escudeiro de Shinkai na produção de trilhas sonoras) e com uma impecável fotografia. O filme conta sobre Takao Akizuki, um garoto de 15 anos que fábrica sapatos que se apaixona por uma misteriosa e bela mulher chamada Yukari Yukino - que é 12 anos mais velha que ele. Os dois se encontravam em manhãs chuvosas no famoso parque Shinjuku Gyoen. Shinkai escreveu o roteiro na base do conto "tristeza solitária" e também usando o elemento da palavra "amor" e usa sapatos como uma metáfora da vida. Por isso o motivo da trama incluir chuva, a antiga coleção de poesias japonesas Man'yoshu e o jardim japonês. The Garden of Word estreou no festival de filmes Gold Coast na Austrália em abril de 2013, seguido de estreia oficial no Japão em maio do mesmo ano. Na estreia do filme, houve também o lançamento do curta Dareka no Manazashi, um curta de 7 minutos produzido e dirigido por Shinkai. Não é o melhor filme de Makoto Shinkai, mas vale pelo drama carregado e pelos elementos citados. Não deixa de ser um bom romance, mesmo sendo realista. Os 46 minutos são suficientes pra dose.
Antes de qualquer comentário, vamos entender a situação e tentar tirar essa prova dos nove: no futuro, Black Goku surgiu da mesma linha do tempo onde Goku permaneceu morto da batalha final contra Cell. Daí surgiu (tardiamente) Babidi e Dabura para ressuscitar Majin Boo. Ambos foram impedidos por Trunks e por essa tentativa de reviver o mal, algo deu errado e surgiu uma versão maligna do Goku. Ainda assim não faz sentido. Pela regra do tempo, o futuro deveria estar alterado. Ou seja, Trunks viveria feliz como a versão da linha do tempo original que conhecemos. A Terra talvez não estaria num cenário apocalíptico em 17 anos à frente. O que não faz muito sentido ainda é como os heróis vão viajar no futuro (que jamais mudou) e tentar deter Black Goku. O vilão voltou forçadamente para o futuro, pois percebeu que sua presença estava "alterando" o fluxo do espaço-tempo (Hein???!!!). Peraí. Como ele pode alterar algo no passado, se ele mesmo não deveria existir, ainda mais quando as circunstâncias do próprio passado já deveriam ter impedido pra que isso não acontecesse? Nem Freud explica a lógica de espaço-tempo de Akira Toriyama. Aliás, quanto mais você tenta entender, mais você vê que a coisa é um nonsense absurdo. Dá pra ver que está pra surgir uma saga mais sem pé nem cabeça em Dragon Ball Super que pode superar a saga Majin Boo.
Há exatamente um ano atrás escrevi aqui no blog sobre a estreia da primeira temporada de Digimon Adventure no ano 2000 (considerando que a data foi uma pré-estreia na extinta Fox Kids e o lançamento oficial por aqui se deu no dia seguinte, no mesmo canal e também na Globo). E na data de hoje, Digimon Adventure 02 completa 15 anos de estreia no Brasil. Apesar das negociações entre TV aberta e paga serem diferentes, a fórmula se repetiu como no ano anterior. Por esse motivo nós víamos a abertura com músicas diferentes. Na Globo, o tema era uma versão brasileira da música "Target ~Akai Shōgeki~", do nosso saudoso Koji Wada. Já na Fox Kids a coisa era diferente e nada inovadora: aquela musiquinha trash da Angélica estava de volta (e também no encerramento, pra variar). Por isso a abertura ficava em câmera lenta. Pelo menos, os eyecatches eram exibidos no saudoso canal infantil. Inicialmente, na Globo, começava por volta das 10h45 da manhã, sendo a última atração do Bambuluá. Nas três primeiras semanas do mês, a Globo levava ao ar a última fase da Sessão Aventura. Fazia parte de um tapa-buraco que antecedia a estreia da saga de Majin Boo de Dragon Ball Z. Na Fox Kids passava nos mesmos horários: às 17h30 e reprise às 21h30. Com a estreia de Digimon Tamers em fevereiro de 2002, Adventure 02 ficou apenas na faixa das nove da noite (após o bloco Invasão Anime) e fazendo dobradinha com a reprise de sua sucessora. Digimon 02 não conseguiu atingir o mesmo boom da primeira temporada e seu sucesso foi mediano. Agradou a alguns e nem tanto a outros. Foi dublada pela extinta Herbert Richers. O elenco original da versão brasileira estava de volta, com exceção do dublador de Gabumon. Digimon 02 rendeu especiais para o cinema japonês e um deles só veio para o ocidente através do intitulado Digimon: o Filme (copilação de três filmes), lançado no Brasil em home-vídeo e TV aberta/paga. Foi bom ver como os digiescolhidos estavam após três anos. A introdução de Davis Motomiya (Daisuke Motomiya no original), Yolei Inoue (Miyako Inoue) e Cody Hida (Iori Hida) foram bem casuais. Sempre curti o jeitão engraçado de Davis e torcia pra que ele conseguisse conquistar a Kari. Infelizmente o romance nunca aconteceu e ficou mesmo na intenção. Também tinha o Imperador Digimon, Ken Ichijoji, que rendeu momentos cruciais para a trama. No mais, jogar os digiescolhidos para se confinarem no Digimundo forçaria o roteiro (uma vez que no último episódio foi dito que o tempo deste mundo e da Terra passariam a ser os mesmos). A reta final de Digimon 02 foi ousada e exagerou um pouco mostrar vários digiescolhidos ao redor do mundo. O que deixou a coisa bem surreal e sem explicação. Por outro lado, mostrou o que aconteceu com os heróis depois de 25 anos da batalha final. Atualmente esse hiato ganhou um acréscimo com o lançamento do Digimon Adventure tri, disponível oficialmente no Brasil via Crunchyroll. Bom, Digimon 02 rendeu outros momentos bacanas como a aparição de Black Wargreymon. Houve também a digievolução em DNA que fazia a fusão de dois Digimons cada. O resultado fugia da essência das formas reais dos monstrinhos. Tudo pra vender brinquedo e não tenha dúvidas que tinha uma mãozinha boba da Bandai no meio dessa parada. Foi uma série legal e não tinha como igualar a mesma pegada da clássica primeira temporada de Digimon Adventure. Não foi a melhor, mas foi uma temporada divertida. PS: No Sana 16, o grupo Henshin Gattai fará uma palestra especial sobre Digimon, em tributo ao cantor Koji Wada. A palestra acontece no dia 17 de julho, no espaço Sana Nostalgia.
A partir do dia 8 de julho os fãs de séries japonesas e também de produções ocidentais em geral, terão uma nova opção na internet. O serviço brasileiro de streaming Wow!Play será lançado oficialmente no primeiro dia do evento Anime Friends, em São Paulo. O catálogo conta com conteúdos asiáticos em sua grande maioria como animações, filmes, documentários, etc. O objetivo é atender o público Geek. Toda sexta-feira sempre haverão novidades. O destaque principal com certeza será o (re)lançamento de séries importantes do tokusatsu como Jaspion, Jiraiya, National Kid e Ultraman. Além de filmes de Bruce Lee e Jackie Chan e animes como Os Cavaleiros do Zodíaco e Doraemon, por exemplo. No Anime Friends haverá um sorteio de 60 assinaturas trimestrais gratuitas do serviço Wow!Play para quem for ao evento. Inicialmente, o Wow!Play oferecerá um período de 15 dias de degustação. O cliente poderá confirmar a adesão da assinatura de R$ 14,90 nos três primeiros meses. Após esse período, o valor passará para R$ 19,90, que é o valor normal. O site do Wow!Play está no ar e mais detalhes deverão ser divulgados no dia do lançamento.