quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Attack on Titan: Junior High é engraçadinho, mas não deixará saudades

Eren e sua turma em versão mirim

Aguardei algumas semanas pra comentar sobre o anime Attack on Titan: Junior High (Shingeki! Kyojin Chugakko no original) pra ver se realmente a coisa me convencia. Não que eu seja impaciente ou relutante à comédias. Nada disso. A série é bem legal é é bom ver Eren, MikasaArmin e cia em situações improváveis às que acontecem na série original de mangá/anime.

O primeiro episódio é interessante, pois faz referências ao início da saga original. Engraçado ver o Eren enfrentar o Titã Colossal por causa de comida e coisas do tipo. Referências é o que não faltam e não devem mesmo. É uma paródia. Mas sabe aquelas situações que você vê em alguns animes de comédia? Estão lá. Você tem impressão de ter visto parecido por aí. Nenhuma grande novidade.

A paródia é um tanto dispensável e não deve fazer falta. Mesmo sendo bacaninha e "bonitinho". Mas tinha que ir pra TV por alguns fatores. Uma é devido ao boom do Ataque dos Titãs na TV japonesa e no mundo. A segunda é por esta versão ser uma obra autorizada por Hajime Isayama (e ilustrado por Saki Nakagawa). E a terceira é pra suprir o atraso da segunda temporada do anime original que estreia no ano que vem.

Enfim, vale a pena dar uma olhada. Curioso ver os personagens em versão chibi e com as cabeças maiores que seus próprios corpos. Lembra um pouco aquele anime, o Viewtiful Joe, que passou anos atrás na RedeTV! e no Cartoon. Serve mais pra tirar os heróis do cenário frenético e até faz bem a eles. Mas nada melhor que ver a próxima temporada em breve.

Attack on Titan: Junior High é daqueles programas que você tira pra espantar o estresse ou renegar e ficar com a cabeça cheia até o anúncio oficial em 2016.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Meme anti-Power Rangers incentiva espancamento na tokunet

O meme ridículo da discórdia

Parece que não tem jeito que dê jeito na haterada de plantão. Nem uma injeção de cavalo resolveria. Por mais que os mais pacíficos e cabeças-frias tentem explicar que essa raivinha contra Power Rangers e demais adaptações americanas é uma tremenda duma bobajada, os mancheteiros puristas estão se superando a cada dia na tokunet brasileira.

Eis que essa raiva gerou o pior dos absurdo. Surgiu no começo da semana um meme com a imagem dos Flashman (em forma civil) com a seguinte mensagem: "Prontos pra espancar o primeiro que chamar a gente de Power Rangers?"

Esse meme nada mais é que ridículo e incentiva a violência. Nem adianta dizer que "é só uma brincadeirinha" pois nem com isso se faz. Pare um pouco e acompanhe o raciocínio: se uma criança de 7, por exemplo, chamasse qualquer Super Sentai de Power Rangers, ela teria que apanhar por não saber? Com certeza não. É mais fácil explicar, mesmo sendo meio difícil para um leigo entender do que realmente se trata.

Mas se fosse um adolescente, um adulto ou mesmo um idoso que chamasse de Power Rangers, você teria coragem de espancá-lo, linchá-lo ou qualquer coisa do tipo? Então, não há mesmo como levar isso na brincadeira, pois nem os haters conseguem levar Power Rangers de boa. Sequer os mesmos tem coragem de sentar na frente da TV e analisar as diferenças entre as versões japonesas e americanas. Só vivem de pretextos, pretextos e mais pretextos e partes deles são fãs - apenas - das séries tokusatsu que passaram na era Manchete e não sabem justificar esse ódio todo.

Nada justifica este tipo de meme. Quer goste ou não de Power Rangers e da Saban, é um direito que assiste a cada um de nós. Este ódio já está passando dos limites e periga partir pro vandalismo. Ou se já não estamos vivenciando isso e ainda não demos conta. Nem preciso dizer que isso é que acontece nos estádios em alguns jogos de futebol, né? Não gostaria de ver isso em eventos de cultura pop japonesa. Essa negatividade prejudica o tokusatsu e desestimula qualquer leigo a conhecer o estilo.

Gente, violência é algo que pode até existir em alguma ou outra série de tokusatsu. O que não signifique que seja um apoio a um espancamento contra pessoas inocentes. Respeito ao próximo é coisa que a gente aprende desde os clássicos japoneses até os americanos. Aliás, nos tempos da primeira temporada de Mighty Morphin Power Rangers os atores David Yost (Billy/Azul) e Amy Jo Johnson (Kimberly/Rosa) gravaram um vídeo onde eles explicavam as diferenças entre as lutas na série de TV e a violência na vida real. É mais fácil uma criança que assiste Power Rangers aprenderem essa lição. Será que todo marmanjão adulto que assistiu Changeman na Manchete aprenderia o mesmo com toda uma revolta xenofóbica entranhada na mente? Sabe, parte dos fãs das séries japonesas parecem serem fortes candidatos ao um exército de uma facção como Al Qaeda, Hamas, Hezbollah, ETA, Taleban ou Comando Vermelho da vida do que propriamente de dos Defensores da Terra.

Eis uma prova que levar qualquer tipo de entretenimento a sério, sobe a cabeça e aliena. Já dizia um velho ditado: mente vazia, oficina do capeta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Papeando sobre tokusatsu no Blog Toku Force

Hoje saiu no Blog Toku Force um mais um Papo de Tokufã e o convidado é este blogueiro que vos escreve. Lá falei algumas curiosidades e respondo sobre alguns temas polêmicos que foram assunto aqui neste espaço durante o ano.

Deixo aqui o meu agradecimento aos brothers Admilton Ribeiro e Venâncio Souza - os owners do Toku Force - pelo convite e pela oportunidade. Grato também aos leitores do TF que estão curtindo. Eu também sou parceiro e colaboro com notícias e conteúdo pela equipe da fan page do blog no Facebook.

Esta é a segunda entrevista que concedo. A primeira foi no final do ano passado no Blog Tatisatsu, escrito pela senpai Taty de Sousa (a quem também mando um grande abraço).




Ikki Tousen tinha tudo pra ser uma nostalgia "adulta" entre os animes no Brasil

Os personagens principais do anime

Nos idos de 2006 um título bem conhecido entre o público hardcore dos animes iria pintar nas telinhas da TV fechada. Trata-se de Ikki Tousen: Anjos Guerreiros (ou simplesmente Ikki Tousen, no original). Inicialmente a sua primeira temporada, do ano de 2003, e intitulada originalmente como Ikki Tousen: Battle Vixens (baseado no mangá de mesmo nome), estava prestes a estrear na programação do Cartoon Network.

Por conta de seu conteúdo apelativo (fortes fanservices), o anime esteve engavetado por alguns anos. Bastante inapropriado para o horário vespertino do extinto bloco Toonami, mas seria ideal para o Adult Swim. A programadora Turner havia voltado atrás no final de 2008 e resolveu agendar a estreia para o canal I-Sat, em novembro daquele ano. Porém o lançamento foi cancelado. A salvação foi a Netflix que disponibilizou esta temporada entre 15 de março de 2012 e 1 de outubro de 2015, com áudios em português e espanhol. Logicamente a matriz era a mesma que seria usada na TV paga brasileira.

O pano de fundo é uma "guerra" entre sete escolas situadas na região de Kantô e os alunos de cada são treinados para se tornarem lutadores e rivalizarem entre si. Suas vidas e destinos são guiados por estranhas jóias de magatama que contém espíritos dos guerreiros da era dos Três Reinos da China antiga, bem como seus destinos.

A heroína principal é Hakufu Sonsaku, uma garota que se mudou para o Japão e é ingressada para a Escola Nanyo. Ela é descendente do lendário conquistador Sun Ce e é destinada a unir as escolas, mas com um lado sombrio que adormece em seu ser. Hakufu mora com seu primo Koukin Shuuyu e sua mãe Goei.

Esta premissa promete uma história interessante e digna de muita ação. E é de fato. Só que, como citado acima, Ikki Tousen apela em várias situações. E não é qualquer apelo não. É do tipo banalmente sexual ou próximo a passar dos limites. Apesar de Hakufu ser uma peça-chave da trama, ela faz o tipo de loira burra (é sério!) que não tem muita preocupação na vida e sua ingenuidade atrai mal intencionados que subestimam sua força. Não são dispensadas cenas onde os seus seios balançam e sua calcinha e sutiã ficam quase sempre amostra. Fora que já foi apelidada por um de seus colegas de escola como "garota do peitão bombado". (que linguajar, hein?!)

A impressão que se tem de início é que as situações são boas desculpas pra explorar um pouco da sensualidade (ou sexualidade). Até uma cena de estupro entre a vilã Ryofu e a heroína Ryomô já foi praticamente explicitada. Sem mencionar que Goei meio que ostenta de sua beleza e gosta de namorar rapazes mais novos que ela.

Apesar dos pesares, Ikki Tousen tem uma boa trama e rica em conceitos. O que gera uma certa complexidade, inclusive. Mas as várias pitadas ecchi são constrangedoras. Elas diminuem mais com a proximidade do clímax nos últimos três episódios da temporada inicial. Sem tirar o mérito, Ikki Tousen tem personagens carismáticos. Mas a série em si é consideravelmente regular ou um pouco mais se garimparmos apenas o essencial da história.

A primeira temporada de Ikki Tousen, cuja autoria é do mangaká Yuji Shiozaki, possui apenas 13 episódios exibidos originalmente pelo canal pago AT-X, entre 30 de julho e 22 de outubro de 2003. Estranhamente a exibição original era inapropriada: 11h30 da manhã. Mas ganhou exibição regular na temporada de outono do mesmo ano (de outubro a dezembro) nas madrugadas dos canais TVK, Sun TV, etc. A série tem mais três temporadas que permanecem inéditas no Brasil. Dragon Destiny (2007), Great Guardians (2008) e Xtreme Xecutor (2010). Todas com 12 episódios cada.

Com distribuição da Ledafilms, a dublagem foi realizada pelo estúdio Uniarthe, de São Paulo-SP. Podemos conferir destaques como de Jussara Marques (a Maluca do TV Cruj) emprestando a voz para Hakufu Sonsaku. Ela é conhecida como a Pan em Dragon Ball GT e trabalhou em diversos animes exibidos na TV e no streaming. Telma Lúcia foi Ryofu Housen. Ela é conhecida como Néfer do tokusatsu Flashman, Kuririn na primeira dublagem do anime Dragon Ball e tantos outros.

Os 10 primeiros episódios possuem créditos em inglês na abertura e encerramento. Porém o restante está todo em japonês. Vale citar que durante o preview de alguns episódios, acontece a repetição das mesmas cenas de um determinado episódio, mas com a locução referente ao próximo. Os temas de abertura "Drivin' Through The Night", da banda japonesa M.o.v.e e o encerramento "Let me be with you" da cantora Shela foram exibidas. Infelizmente nunca tivemos de forma oficial a música "Fate" de Masumi Asano (a voz original de Hakufu) nos episódios 8 ao 13 (que foram substituídas pelo tema de encerramento anterior).

Curiosamente, Wendee Lee, a Scorpina de Mighty Morphin Power Rangers, empresta sua voz para Goei na dublagem americana.

Se na época Ikki Tousen tivesse conquistado espaço na TV fechada, seria lembrado com um certo saudosismo. Seja pela trama convidativa ou pelo fanservice exageradamente fora do habitual.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Ultraseven X estreia na Netflix brasileira

Seven X deve ser o sexto Ultra nos streamings brasileiros

Segundo informações do blog Filmes Netflix, a série Ultraseven X será um dos próximos lançamentos da Netflix no Brasil. Já possível ver o link do título da série aqui e sua classificação indicativa é de 10 anos. Ainda não há data definida e nem se haverá áudio dublado em português (o que deve ser uma mínima chance por logísticas de distribuição). 

Confira a sinopse oficial:

A organização DEUS, criada para proteger a Terra de alienígenas do mal, possui uma arma secreta: um jovem chamado Jin, também conhecido como Ultraseven X.

Com isso, esta é a sexta série da Família Ultra a vir ao Brasil via streaming, sendo que a atual série Ultraman X e mais quatro fazem parte do catálogo da Crunchyroll. Ainda sobre tokusatsu no Brasil, vale lembrar que na Netflix estão disponíveis oito dos nove filmes de Ultraman lançados por aqui em home-vídeo pela Focus Filmes. É aguardado também os lançamentos de Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraiya, Jiban, Kamen Rider Black, National Kid e o inédito Garo (distribuídos pela Sato Company). Sem mencionar que também o serviço possui adaptações americanas do estilo como a franquia Power Rangers (de Mighty Morphin até Super Megaforce) e seus spin-offs: VR Troopers e Beetleborgs. Depois dizem que não tem mais tokusatsu no Brasil, hein?

Programado pra ter apenas 12 episódios, Ultraseven X era exibido nas madrugadas de sexta pra sábado na TBS e CBC. Entre 5 de outubro e 21 de dezembro de 2007, durante o cours (temporada) de outono.

Em breve na Netflix (Foto: Reprodução/Netflix/Marcos Lima)

Antigos Metal Heroes deveriam ganhar novos episódios e no mais longe possível de fanservices

As duas gerações B-Fighter

A semana está praticamente indomável aqui no blog quanto aos Metal Heroes, depois da breve passagem de Jiraiya na última semana, na série Ninninger. Estiva conversando com alguns amigos noutro dia sobre a franquia e falei que  a Toei deveria voltar com os Metal Heroes. Precisamente com os antigos. Quem me dera ser influente e dar uns pitacos lá no estúdio, hein. Mas reconheço o meu lugar de fã e espectador. Não precisa ser um fanservice a la Super Hero Taisen que arremesse os heróis para uma história qualquer pra agradar (ou desagradar) o público. Tem que ser distante disso. Bastaria manter a fidelidade e partir do ponto donde cada série parou. Incluindo recentes produções, como dos Uchuu Keiji, por exemplo.

Penso que a franquia poderia ter uma sobrevida como um teste pra tentar despertar o interesse da nova geração para conhecer as séries. Claro, dentre a molecada japonesa deve haver alguns que devem ou estão acompanhando algo no Toei Channel ou até nos DVDs lançados há alguns anos atrás na terra do sol nascente.

A Toei poderia lançar algo como "Metal Hero Chronicles" onde cada arco duplo fosse isolado e focado numa determinada série. Talvez uma aventura inédita dos novos Uchuu Keiji (praticamente juntos do início ao fim) e com o auxílio dos antigos Policiais do Espaço (Retsu e Den). Ou quem sabe ver por onde andaram Metalder e Jiban em suas peregrinações após o seus respectivos finais. Como está Jiraiya e a Família Yamashi lutando contra os sobreviventes da Família de Feiticeiros (Clã Youma).

Isso agradaria em cheio as "viúvas" da Manchete, hein. Mas vamos mais além (já que a franquia não tinha parado por aí). Quem sabe poderia ter um arco especial para os Rescue Heroes e dando um protagonismo para os três líderes das séries Winspector (de Liuma[Ryouma])/Fire), Solbrain (de Daiki/Braver) e Exceedraft (de Hayato/Redder). Uma nova organização terrorista que desafie Janperson e Gun Gibson. Ou até mesmo alguma força maligna que encare o trio Blue SWAT. Ou alguma situação que reúna novamente as duas gerações B-Fighter.

É claro que não daria pra todos os atores aparecerem, mas seria legal se quem estivesse disponível e ainda atuante aparecesse. Também aqueles que fossem essenciais em cada trama. Agora, seria mais difícil colocar Jaspion numa nova aventura, uma vez que Hikaru Kurosaki não tem mais interesse em tokusatsu. A saída seria um jovem para interpretar o Ginga no Tarzan (aquele bebê do último episódio). Spielvan poderia ficar no seu próprio tempo e encarar alguma força do mal que surgisse de lá.

Outro impasse, e a que mais acirraria as discussões entre os fãs, era quanto a inclusão ou não das séries Kabutack e Robotack. Lembrando que os dois nem foram mencionados no net movie Kamen Rider x Super Sentai: Super Hero Taihen - Hannin wa Dare da?! (paródia non-canon do primeiro filme Super Hero Taisen). Mas estranhamente a série Moero! Robocon foi mencionada na lista. Sendo que esta série jamais foi oficializada na franquia e a tal primeira obra póstuma de Shotarô Ishinomori serviu de transição para o final das séries Metal Hero (concluído em 24 de janeiro de 1999) e o começo dos Heisei Kamen Riders (com a estreia de Kamen Rider Kuuga).

Tá mais que na hora da Toei abrir a mente (comercial) e bolar algo do tipo. São mais de 15 anos sem algum episódio inédito regular na TV. É tempo suficiente pra se renovar. Um revival assim provavelmente agitaria o público mais velho e ganharia um novo público. Quem sabe daí não surgiria uma nova série, hein? Bem, mais é apenas uma humilde ideia que não quero viajar e tomar como verdade até que um dia se torne realidade (se acontecer). Mas seria bacana.

Jiraiya volta por causa de sugestão do próprio Takumi Tsutsui

Takumi em sua participação na série Ninninger (Foto: Reprodução/TV Asahi)

Takumi Tsutsui contou em entrevista para o site japonês My Navi que durante sua participação no filme Tokusou Sentai Dekaranger 10 YEARS AFTER ele havia comentado - em tom de brincadeira - entre a equipe de filmagem que seria legal ter algo como um "Jiraiya 30 YEARS AFTER". Algumas semana depois, Takumi receberia um convite para participar de um episódio de Shuriken Sentai Ninninger, vigente série de Super Sentai que ocupa o horário matinal dos domingos na TV Asahi.

O que Takumi menos contava era reprisar o seu papel de grande sucesso. No começo pensou que seria um personagem menor. Mas quando recebeu o roteiro, logo ficou surpreso e feliz ao saber que voltaria como o ninja olimpíada.

Na mesma entrevista, Takumi contou que durante os ensaios, o ator Shunsuke Nishikawa (Takaharu/AkaNinger) veio a tropeçar e caindo enquanto carregava Takumi nas costas. Cena que foi ao ar durante o episódio. Mesmo com o joelho machucado. Nishikawa seguiu com as gravações e não reclamou. O próprio Takumi admirou a determinação do ator de 21 anos. O show tinha que continuar.

Segundo nota do site da Toei Company, o uniforme preto com o símbolo do Bujinkan que Toha Yamashi (Yamaji no original) vestia durante a série é a mesma da série de 1988. O mesmo estava no depósito do estúdio.

O diretor Noboru Takemoto se empenhou ao máximo para o remake da "transformação" de Toha para Jiraiya. Bem como a abertura e a cena em que Jiraiya entra no escritório. A intenção foi de mostrar algo que os fãs da série original aprovassem e curtissem.

Curiosamente, nas notas do preview do episódio 34 de Ninninger, a produtora Naomi Takebe disse que a ideia surgiu na primavera (entre março e junho no Japão). Isso porque alguém teria dito - em tom de brincadeira (2) - que seria bacana colocar o Jiraiya no seriado. Alguém quem apostar quem teria sido?

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

De Volta para o Futuro II é o filme mais divertido da trilogia


O dia de hoje - 21 de outubro de 2015 - é especial e também o mais esperado do cinéfilos, principalmente para aqueles que curtem a trilogia De Volta para o Futuro. Foi na data de hoje que Marty McFly (Michael J. Fox) e Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd) pisaram no nosso tempo presente. (Great Scott!) Claro, isso em outra realidade alternativa onde a tecnologia é duas vezes - ou mais - avançada que a nossa que a dos nossos próprios dias atuais.

Sou suspeito pra falar sobre a franquia, pois é a minha favorita e é a produção hollywoodiana que tenho mais carinho, ao lado de Star Wars, Jurassic Park, Indiana Jones e tantas outras. Curto a trilogia pelo desenvolvimento ser minunciosamente bem detalhado. Isso é um caso a parte aos furos de previsões feitos pela dupla Robert Zemeckis (diretor) e Bob Gale (roteirista). O segundo filme, inicialmente, não estavam nos planos da Universal. Com o sucesso de bilheteria e o gancho em aberto, foi decidida duas continuações. A segunda que estreou nos EUA em novembro de 1989 e a terceira parte em maio de 1990. 

O segundo filme é o mais intenso de todos. Os primeiros 40 minutos da película mostram o que seria 2015 na visão oitentista. Tudo era bem exagerado e a algumas tecnologias presentes no filme foram surgindo com o tempo. As nossas aparelhagens continuam modestas ao que são mostradas em De Volta para o Futuro II. Acontecem coisas bem legais como você ir a um estabelecimento chamado Cafe 80's (Café Anos 80 nas duas dublagens) e dar de cara com uns monitores de vídeo com (os já falecidos) Michael Jackson, O ex-presidente Ronald Reagan e até o Ayatollah Khomeini. Todos eles no mesmo estilo do personagem britânico Max Headroom (cujo teve série própria exibida em 1991 nas noites de domingo da extinta Rede Manchete). Havia também a ideia tentadora de levar um almanaque de esportes para fazer apostas na época de origem e quais consequências catastróficas aconteceriam.

É por causa desse almanaque que as coisas começam a desandar após a missão de salvar o filho de Marty McFly (chamado Junior) de ser preso após participar de um crime. Após uma cena eletrizante que marcou primeira aparição de um (mitológico) Hoverboard, o tempo foi alterado. Mas um detalhe chama outro para a continuidade do filme. Uma delas é quando o velho Biff Tannen faz comete uma ação para ajudar o seu próprio "eu" de 1955, que por consequência causou a sua própria inexistência. Biff descobre o DeLorean viajante do tempo e entrega a sua versão mais jovem o tal almanaque de esportes. É tão perfeito que o espectador deve prestar bem atenção em cada detalhe em volta. Inclusive na data e hora em que o velho Biff retornou de 60 anos no passado, que aparece no display da máquina do tempo.

Com o tempo alterado, Marty, Doc e também Jennifer e o cãozinho Einstein retornam a uma versão alternativa de 1985, onde Biff é um grande milionário e transformou Hill Valley numa segunda Las Vegas. Mas assustador para Marty é saber que sua mãe Loraine é casada com ele e o pai George teve um triste destino. O grande desafio do filme é consertar o erro e manter tudo como estava quando Marty viajou para o futuro. Mas desafiador ainda foi para a produção. Remontar com perfeição os vários cenários da antiga Hill Valley dos anos 50. Obviamente algumas cenas foram reaproveitadas. Vale mencionar que o ator Crispin Glover (George McFly) não participou das refilmagens de 1955.

De Volta para o Futuro II é mais divertido quando você assiste com a dublagem clássica da BKS. Infelizmente a trilogia passou por uma redublagem e esta é comercialmente distribuída na TV, home-video e streaming. Não que a dublagem carioca da Double Sound seja ruim. Mas ouvir as interpretações de Orlando Viggiani (McFly) e do saudoso Eleu Salvador (Brown), mesmo com o microfone enlatado do estúdio, deveriam ser obrigatórias. Curiosamente boa parte do elenco de dublagem veio a compor os personagens principais da série japonesa de tokusatsu Cybercop (exibida no Brasil via Manchete e CNT/Gazeta) que foi dublada pelo mesmo estúdio.

No dia de hoje há várias referências e homenagens nas redes sociais. Várias salas de cinema voltaram a colocar os três filmes em cartaz - apenas hoje. Canais de TV promovendo maratonas. Em especial, no Brasil, por exemplo, o canal Studio Universal está fazendo uma maratona do segundo filme, repetindo seis vezes seguidas. Hoje a Netlix lançou o documentário Back in Time que celebra os 30 anos da trilogia. Curiosamente também foi lançado o filme O Garoto do Futuro (Teen Wolf), outra produção estrelada por J.Fox em 1985. Até um programa esportivo do ESPN Brasil se rendeu aos encantos da data e mudou o foco para o filme. Nos EUA, o jornal USA Today mudou a sua logo para a mesma que aparece no filme e lançou na edição de hoje a capa da primeira página onde Marty McFly Junior é manchete, além de várias homenagens no Twitter do noticioso. Só que a edição é do dia seguinte (referência à série americana de TV Early Edition?). E tantas outras coisas que puder imaginar, além do trailer do suposto quarto filme que nada mais é do que uma paródia.

Veja aqui alguns comerciais que celebra este dia 21 de outubro de 2015:


A Toyota lançou hoje um vídeo onde acontece um bate-papo entre os atores Christopher Lloyd e Michael J. Fox. A empresa de carros havia lançado alguns vídeos para promover a data, incluindo um trecho da conversa entre os dois astros.




Lembra quando Marty entra no Cafe 80's e pede uma Pepsi? Então, a versão futurística chamava-se Pepsi Perfect. Em virtude da data que marca a chegada dos personagens, a marca de refrigerantes promove as vendas do tal produto. Mas isso acontece apenas nos EUA. São cerca de 6.500 garrafas e cada uma custa US$ 20,15.



Para promover a maratona da trilogia nos cinemas e o lançamento da série em Blu-ray, a Universal lançou em seu canal no YouTube vários vídeos. Com certeza, o mais caricato é o trailer de Tubarão 19. Na nossa realidade, a série não passou de quatro filmes.



E hoje, a Universal lançou em seu canal no YouTube uma mensagem especial de Chrostopher Lloyd, voltando à pele do Doc Brown. Lá ele chega com o DeLorean dizendo sua clássica fala "Great Scott!" ("Santo Deus" nas dublagens) e diz algo como "Se meus cálculos estiverem corretos, hoje é precisamente 21 de outubro de 2015". O cientista diz que o futuro não é como se havia imaginado há 30 anos e isso não é algo para se preocupar, pois o futuro ainda não está escrito. Agora, uma frase curta e profundamente reflexiva que o Doc diz no final do vídeo: "O seu futuro só depende de você. Então faça direito." Bacana.


De Volta para o Futuro é uma antiga série de filmes, ao lado de que de Star Wars, continua dando o que falar. Que continue assim por mais 25 anos. Ou melhor, 30. É um número redondo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Netflix faz referências a Metalder em sinopses de série americana; e você talvez não dava a mínima

O Homem-Máquina é lembrado na grande plataforma

A série VR Troopers, adaptação americana de três títulos originais da franquia Metal Hero (Metalder, Spielvan e Shaider), da Toei Company, atualmente está disponível no Brasil - com redublagem da Gemini Mídia - através do famosíssimo serviço de streaming Netflix. Bem como todas as temporadas de Power Rangers (no momento até o Super Megaforce), a série Beetleborgs e outras produções da Saban Brands que estão fora da esfera do tokusatsus como Goosebumps, As Tartarugas Ninja: Next Mutation, Digimon Fusion, a vindoura Glitter Force (versão ocidental de Smile PreCure!), etc.

A curiosidade a seguir está mesmo na própria plataforma de vídeo. Quem é assinante e assiste (ou assistiu) o trio Ryan, Kaitlin e J.B. contra o (não tão) malvado Grimlord por lá, talvez tenha reparado detalhes importantes que chamam a atenção de qualquer fã das séries japonesas.

Primeiro de tudo: veja que a sub-descrição (abaixo) afirma que VR Troopers (leia mais sobre a série aqui) É SIM um tokusatsu, derivada de Power Rangers, obviamente. Independente de amá-la ou odiá-la. Quando trocamos o idioma da plataforma para o inglês, a descrição é a seguinte: "This popular tokusatsu-style series is a spin-off of the long-running TV franchise "Mighty Morphin Power Rangers"" (Traduzindo por extenso: Esta série popular do estilo tokusatsu é uma série derivada da franquia de TV de longa duração "Mighty Morphin Power Rangers"). Incontestavelmente, esta é mais uma prova que faz cair por terra qualquer polemiquinha xiita que queira relativizar a verdadeira essência do tokusatsu, criada nos primórdios de Godzilla.

O que é legal mesmo é que nas sinopses de alguns episódios há fortes referências à série Metalder, o Homem-Máquina (Choujinki Metalder, 1987-88). O herói-título de 1987 nada mais é que a contraparte original de Ryan Steele até os episódios iniciais da segunda temporada de Troopers. Na sinopse do episódio 6 há citação dos vilões Alfa Tacitos (Goushou Tagusron) e Alfa Taskan (Goushou Taguski), da série japonesa. Em VR Troopers, tanto na redublagem quanto nas legendas eles são chamados pelos nomes que receberam de rebatismo nos EUA: Slice e Dice, respectivamente. O mesmo acontece na sinopse do episódio 20 que cita Omega Jangal (Gekitoushi Jamune), no episódio 25 que cita Gama Barlock (Yuutou Barlock), e episódio 32 citando Beta Top Gunder (Boukon Top Gunder) e Comandante Darvius (Gasei Geldring). Sendo que na versão americana eles são, respectivamente: Fistbot, Dream Master, Dark Heart e Toxoid.

Isso dá a entender é que a Saban, distribuidora da série, resolveu fazer um agrado aos fãs brasileiros de tokusatsu quando enviou os releases para o serviço. Mais precisamente citando alguns nomes (brasileiros) dos vilões do Império Neroz, uma vez que Metalder foi exibido na TV via Rede Bandeirantes, a partir de abril de 1990. Porém, como já citado, isso acontece apenas nas sinopses de alguns episódios em nosso português brasileiro. Agora, se Metalder vai ou não pra Netflix ou voltar pra TV são outros quinhentos e só depende da boa vontade das nossas distribuidoras.

Confira as imagens de algumas das sinopses e descrições citadas aqui:







segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Participação de Jiraiya em Ninninger é melhor que o próprio Super Sentai; E isso não é saudosismo

Jiraiya ressurge impetuosamente em Ninninger

De cada dez imagens na tokunet, onze são do Jiraiya. A volta (passageira, ok mancheteiros?) do Sucessor de Togakure é inevitavelmente o assunto do momento. Pelo menos por aqui no Brasil, onde o herói marcou um fenômeno avassalador nos anos 90. O retorno do carismático ator Takumi Tsutsui à pele de Toha Yamaji (Yamashi na dublagem brasileira da extinta Álamo) se deu no episódio deste domingo (18) da série Shuriken Sentai Ninninger.

Comentei outra vez aqui no blog que o atual Super Sentai (e não Power Rangers, ok mancheteiros? 2) está passando por uma fase terrível onde as histórias estão absurdamente infantilizadas e quase nada acontece acontece para acrescentar ou ajudar a mitologia dos jovens ninjas. Jiraiya não veio pra ficar (com trocadilho à trilha sonora nacional) desta vez até o fim e muito menos salvar a série das infantilidades e da má audiência. É apenas uma única participação especial (não três como diziam alguns trotes) que em nada garante a ilusão de uma nova série própria. Muito menos uma dublagem oficial (instantânea/mágica) do episódio como muitas "viúvas da Manchete" estão bobando por aí. Aliás, é mais fácil Ninninger virar uma futura temporada de Power Rangers e Jiraiya ganhar uma versão americana para um episódio específico (com a autorização da Toei, é claro). Preparem os calmantes, se for o caso.

Mas falando sobre o episódio, sim, este foi um dos melhores de Ninninger. Não porque ele fez parte da minha infância e sim pelo bom senso. Tem o lado da nostalgia que aflora. Isso é absolutamente normal. Fazendo justiça, fica ao lado do arco duplo que trouxe de volta Sasuke (de Kakuranger) e Hurricane Red (de Hurricaneger). O episódio 34 é o mais marcante de Ninninger, não por este blogueiro guardar um carinho especial pelo ninja vermelho, mas porque procurou dar uma continuidade ao herói, mesmo que parcialmente.

A impressão era de estar assistindo uma nova versão do Jiraiya, pois a introdução da abertura da série de 1988 foi refeita e com direito a logo da mesma. Algumas BGMs de Keisuke Yamakawa, feitas para o herói título, estavam lá. Parece que a Toei tomou gosto após a experiência na série Uchuu Keiji NEXT GENERATION. Claro, não poderia faltar a inserção do tema de abertura cantada pelo grande Akira Kushida. Até a instrumental do cativante encerramento "SHI-NO-BI '88" tocou com a mesma impressão de estar assistindo a algum episódio de Jiraiya.

Quem acompanha Ninninger, já poderia esperar que Toha caísse em alguns momentos de comédia. Foi inevitável, mas nada que viesse a constranger a sua imagem ou desrespeitá-lo. Outra referência que persistiu foi Jiraiya subir num prédio e passar rapidamente por um escritório, como acontecia na inesquecível abertura. O pano de fundo do episódio foi sobre um comitê que protege o bom nome dos ninjas que estava promovendo uma regra que alegava "falta de ética" às transformações. Por isso o encalço contra os Ninninger e principalmente ao Toha. Uma ideia meio boba que é passível. Nada de tão idiota como em episódios recentes.

Para os saudosistas que se perderam no "museu" dos Bloch, a cafonice do visual do Yokai Konakijiji é comum nos tempos atuais. Que diga seu ataque que fez com que as pessoas ficassem coladas na cacunda, mas tem contexto, se a gente observar.

O momento ápice, sem dúvida, está nos momentos finais do episódio. Takaharu (AkaNinger) recebe uma shuriken flamejante que dá acesso aos poderes de Jiraiya. Tal fanservice é válido, pois trouxe de volta a impetuosamente a Jikou Shinku Ken (Espada Olímpica como foi batizado no Brasil) sem muitos exageros e muito menos algum compromisso de explicação científica. Milagre considerável. A mesma shuriken despertou o espírito do faraônico Jiraishin (Deus Jirai) que ainda continua vagando pelo espaço desde o final de Jiraiya. Na última cena, Toha estava com um dos figurinos semelhante ao que vestia na época. Mais precisamente de jaqueta branca, camisa verde e calça jeans. Provavelmente uma referência ao episódio 11 de Jiraiya, onde Toha recebe os equipamentos do Jiraiya Power Protector. Falando nisso, é interessante notar que Toha agora veste a armadura com o tal upgrade. Creio que tenha mais haver com a superioridade do herói como lendário ninja mundial. Algo similar acontecia com Gavan que era capitão da Polícia Galática até o último episódio de Shaider (em março de 1985) e reapareceu como Lendário Policial do Espaço a partir do filme Gokaiger vs. Gavan (em janeiro de 2012). Bem, não é a primeira vez que Jiraiya aparece diretamente assim (ou pelo menos sua imagem). Há dois anos e meio, no filme Super Hero Taizen Z (abril de 2013), Jiraiya e mais Jiban, Janperson, Draft Redder (Exceedraft), Blue Beet (B-Fighter) e B-Fighter Kabuto aparecem dispensavelmente como Ranger Keys e foram utilizados pelos Gokaiger. Jiraiya foi usado pelo Gokai Green.

O episódio teve outras participações especiais. O mais curioso é do Yoshi Sudarso, o Koda/Ranger Azul de Power Rangers Dino Charge (atualmente em exibição nas TVs americana e brasileira). Ele era apenas um turista (e não um filho de Toha como arrisquei num palpite neste espaço) que estava sendo atacado pelos Kibaoni. Apesar de rápido, o diálogo entre ele e o AoNinger foi curioso. O personagem de Sudarso gritava "Somebody help me!" e Yakumo o salva dizendo "Get away". O turista respondeu dizendo "Okay, thank you". Outro ator que é não menos importante é o suit actor Hideaki Kusaka como um dos oficiais do comitê. Kusaka foi dublê de vários heróis, vilões e até robôs gigantes de Super Sentai. Destacando alguns como: Goggle Robo (Goggle V), Gyodai, Change Robo (ambos de Changeman), Flash King, Monarca La Deus (ambos de Flashman), Great Five, Rei Zeba (ambos de Maskman), além de alguns como Grey (em Jetman) e Topat/Baboo (Zyuranger/Power Rangers). Fora outros mais curiosos como Satan Goss (Jaspion) e Kamen Rider J. Seu currículo é extenso e ele havia aparecido em Ninninger como o yokai Franken (episódios 23 e 24).

Falando sem saudosismo e com os pés no chão: Jiraiya bem que poderia ganhar um V-Cinema nos mesmos moldes de Uchuu Keiji NEXT GENERATION. É bem impossível ter todos os atores de volta, mas seria bacana. O nosso ninja merecia mais uma passagem e sendo mais explorado.