sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Robô Gigante é um belo agrado da Sato Company para os fãs de anime no Brasil


Desde o dia 15 de janeiro deste ano, a Netflix passou a disponibilizar em seu catálogo a versão animada do Robô Gigante, de 2007. A atração veio graças à Sato Company, distribuidora do sr. Nelson Sato, que trouxe alguns títulos como Doraemon, Saint Seiya: The Lost Canvas, Ultraman: The Next para a plataforma. A empresa também está se empenhando para levar à gigante dos streamings séries como Devil May Cry, Vampire Hunter, Bayonetta: Bloody Fate, Diabolik Lovers, Ghost House, Jormungand, o nostálgico noventista Street Fighter II-V, e claro, as prometidas séries tokusatsus Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraiya, Jiban, Kamen Rider Black e National Kid. Sem contar que há planos da empresa de lançar filmes de terror japoneses para as nossas telonas.

A trama se passa em algum ponto do início do século 21, quando a Terra é invadida por Robôs Gigantes denominados como GR. O garoto Daisaku Kusama (leia o nome e sobrenome do personagem em oxítona) encontra o GR-1 em meio a um ataque de um gigante contra a cidade de Okinawa. Sem escolha, Daisaku faz um pacto com um deus de ferro de EDFU e desperta o tal GR-1. Em troca, sua genética é alterada. A partir disso, Daisaku é protegido pela UNISON, que faz pesquisas sobre os Robôs Gigantes. A tutela do garoto fica por conta da detetive Alex McKenzie. A UNISON luta contra a organização maligna GRO (Gigantic Rebellion Operators) que manipula Robôs Gigantes para ataques terroristas no mundo. A história envolve mistérios sobre uma estranha garota chamada V, que inicialmente aparece para Daisaku numa ilusão e por algum motivo tem relação com os GRs. Mas o que movimenta o enredo é uma possível conspiração envolta sobre a UNISON, que teria um interesse especial sobre os GRs. As pistas são esclarecidas a cada episódio, sem muitas enrolações (apesar do clima tenso da série).

Esta versão fez parte das comemorações dos 40 anos do herói que se originou do mangá/tokusatsu criado por Mitsuteru Yokoyama (in memorian). Escrito por Chiaki J. Konaka e dirigido por Masahiko Murata, o anime não tem qualquer relação com o OVA Giant Robo: The Animation (1992~98). Robô Gigante foi lançado no Japão pela produtora Softgarage em 19 de janeiro de 2007 e encerrou no dia 6 de julho do mesmo ano, totalizando 13 episódios. Havia planos para a produção de mais duas temporadas, mas nunca aconteceram. Entre 4 de outubro e 27 de dezembro do mesmo ano ganhou exibição semanal nas noites de quinta-feira do canal TOKYO MX (UHF de Tóquio e região metropolitana). Vale a menção do tema de abertura "Answer" da dupla rockwell - que chegou a conceder uma entrevista no final de um dos episódios.

Por ter licenciamento local para streaming no Brasil (o que ainda dificilmente ocorre na Crunchyroll brasileira), Robô Gigante ganhou uma versão dublada em português pelo estúdio Lexx. Este mesmo estúdio foi responsável pela tradução de alguns títulos licenciados para a Netflix como B-Daman Crossfire, os quatro filmes de InuYasha, o live action de Samurai X e tantos outros. Mais uma prova de que os streamings são sim rentáveis atualmente e que são genuinamente as alternativas em tempos onde as TV brasileira definiu seu segmento independente. A Lexx fez um ótimo trabalho e digno de qualidade. Muitas das vozes conhecidas são paulistas, mas os destaques vão para Silvia Goiabeira (como McKenzie) e Hamilton Ricardo (como Max Chaplin, o âncora da BFN). Ambos são mais conhecidos em dublagens realizadas no Rio de Janeiro, porem participaram ultimamente de dublagens em estúdios paulistas. Goiabeira recentemente dublou Milo de Escorpião em Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário e é mais conhecida como a Jasmine de Aladin. Já Ricardo dublou Freeza em Dragon Bal Kai e o oficial Horii em Ultraman Tiga. Provavelmente este foi o seu último trabalho nos animes, pois infelizmente veio a falecer em agosto passado.


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