quinta-feira, 9 de junho de 2016

Animes no canal Futura? Essa foi a melhor piada pronta da semana

Digimon num canal educativo? Nem sonha

Ontem um boato saiu disparado na internet dizendo que a Globo estaria interessada em lançar animes na programação do canal Futura. Além da notícia falsa ser um absurdo - e iludir muitos otakus desavisados, a notinha chega a ser engraçada. Isso porque você encontra furos facilmente (claro, se você acompanha o ramo e procura filtrar fontes).

Primeiro de tudo: O Futura é um canal educativo. Se for verdade (o que eu duvido muito) deve entrar talvez o Doraemon ou algum anime educativo e só. Não vá pensando em ver um Digimon ou Dragon Ball Z na tela desse canal porque isso não faz o estilo da programação.

Outra coisa: a Globo já tem o seu próprio canal infantil, o Gloob. Sabe-se que o Gloob quer distância de animes e quer lançar uma programação diferenciada e sem violência. Ok até aí. Mas e a Globo? Todos já sabem que a programação infantil está extinta na emissora dos Marinho, como também em outras emissoras como Record, RedeTV! e Band. Na TV aberta é possível encontrar alguma programação infantil na Cultura e no SBT. Hoje em dia a alternativa que mais dá certo pro lado dos animes são as plataformas de streaming. Além de você encontrar uma infinidade de opções de deixar o espectador indeciso ao escolher o que quer assistir, você poder ver a hora que quiser e tem o poder de escolha maior que a dependência de grade de programação. Programação do tipo não falta e não tem o que reclamar de barriga cheia.

Esse boato já nasceu engraçado e  vai ter muita gente que vai passar meses afim sonhando com a volta dos animes na TV aberta. Onde o velhor formato se tornou obsoleto, não só quando o assunto é sobre produções japonesas. Bem, podem soltar outra piada pronta no meio otaku se quiserem. Mais sorte na próxima.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Mordomo de Preto estreia em junho nos cinemas do Nordeste

Uma boa notícia para quem mora no Nordeste. O filme Black Butler - O Mordomo de Preto, baseado no mangá original Kuroshitsuji/Black Butler estreia nos cinemas de

Fortaleza, Salvador e Grande Recife em 23 de junho. O filme será exibido nas salas da Rede Cinépolis como parte do Projeto Cinema de Arte. As cidades de Natal e João Pessoa também deverão entrar no circuito ainda neste mês.

O mangá de Kuroshitsuji/Black Butler alcançou o primeiro lugar na lista de mangás mais vendidos no Japão, consagrando-se como um best-seller. A adaptação para o cinema lançada em 2014 é estrelado pelo ator/modelo Hiro Mizushima, que interpretou Souji Tendou, o alter-ego do herói-título Kamen Rider Kabuto, série tokusatsu de 2006. A direção é de Kentaro Ohtani (Nana) e Keiichi Sato (Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário).

Com distribuição da Sato Company, o filme Black Butler - O Mordomo de Preto esteve em exibição nos cinemas do Rio de Janeiro em março passado. E agora é a vez do Nordeste ter o privilégio de receber um renomado filme japonês.

Confira a sinopse oficial:

Black Butler - O Mordomo de Preto conta a história de Sebastian Michaelis (Hiro Mizushima), um misterioso mordomo com poderes sobrenaturais que serve Kiyoharu (Ayame Gôriki), e tem como missão proteger e cumprir todas as ordens de sua mestra.

A história se desenvolve em um futuro próximo, no ano de 2020, na cidade de Tóquio. Após ver os pais serem assassinados, Kiyoharu Phantom torna-se líder de sua família e dona de um grande império comercial. Por ser uma garota e não poder assumir essa posição, apropria-se de outra identidade e começa a vestir-se como rapaz. A jovem pede a proteção de Sebastian e oferece sua alma como pagamento. Além de protegê-la, o mordomo deve ajudá-la a encontrar os assassinos de seus pais.

A protagonista também é uma agente da Rainha, denomidada de “cão de guarda”, que a convoca para solucionar o mistério de uma série de assassinatos. Aos poucos, com o auxílio de seu mordomo, descobre evidências de que os autores dos crimes podem estar relacionados também com a morte de seus pais.


Assista ao trailer do filme Black Butler - O Mordomo de Preto:


terça-feira, 7 de junho de 2016

Redman é uma das melhores coisas que a Tsuburaya já produziu nas últimas décadas

Herói ou assassino calculista? (Foto: Reprodução/Ultra Channel)

Há alguns posts atrás escrevi aqui no blog sobre a série nipo-americana VR Troopers, indagando se ela realmente é uma série ruim como muitos haters vivem cantando por aí na tokunet (às vezes sem acompanhar direito pra dar uma análise convincente e formar um argumento preciso). Apesar de toda aquela chocridão, sempre gostei do trio liderado pelo inexperiente Ryan Steele. Tenho esse esporte de analisar cenas e comparar situações entre as versões das franquias adaptadas - principalmente Metal Hero e Kamen Rider - praticamente desde sempre. No mais, não tem essa de odiar e levar tokusatsu demasiadamente a sério. Pra gostar de tokusatsu não precisa ter essas bobagens de julgar antes de assistir nem de ficar caçando qual gênero/franquia é melhor que a outra.

Falando de coisas toscas do tokusatsu, comecei a assistir ultimamente a série Redman, um clássico da Tsuburaya do ano de 1972. Outro clássico da chocridão que estava precisando assistir. Passei a acompamhar devido a uma recomendação feita pelo caprichado blog Casa do Boneco Mecânico - Anexo - (por Usys 222), até pela necessidade de ficar informado e pesquisar mais sobre esse estilo que tanto gostamos. Leia mais aqui pra entender melhor. 

Redman é uma das melhores produções já feitas pela Tsuburaya nos últimos 50 anos. Claro que clássicos do UltramanUltra Seven e demais heróis da Família Ultra tem os seus devidos valores. Só que Redman tem algo mais peculiar. Com baixo-orçamento, o herói de 40 metros - que lutava ao ar livre, quase sempre num terreno baldio ou num arrozal. Você até esquece que ele é "gigante" e leva de boa como um herói de tamanho normal.

Nos últimos anos Redman tem ganhado fama entre os japoneses. Sim, amigos. Uma série antiga pode arrebatar fãs de qualquer idade (ou vai dizer que Jaspion ainda não pode ter esse efeito entre a garotada de hoje?). É que os episódios são lançados de segunda a sexta pelo canal oficial da Tsuburaya no YouTube (também conhecido como Ultra Channel), sempre às seis da manhã (de Brasília). A parte chata da distribuição é que os episódios mais antigos são apagados após uma semana de lançamento. Ou seja, são cinco por semana. O que por um lado acaba atraindo o espectador a acompanhar diariamente a série como numa exibição regular na TV. Pelo menos a abertura e o primeiro episódio ficam intactos.

Desde sua estreia no início de abril o público japonês passou a acompanhar Redman e comentar bastante. O cara simplesmente virou uma espécie de "popstar" do tokusatsu. E ainda por cima ganhou a má fama de "serial killer vermelho". A primeira impressão que tive ao assistir a série é que Redman fosse um anti-herói. Do tipo que quer matar qualquer monstro que aparecesse em sua frente. Boa parte dos monstros são das séries Ultra. Alguns deles acabam "ressucitando". Só essa semana Saurus já apanhou e morreu umas três vezes.

Vale a pena assistir Redman e ver um lado do tokusatsu como ele é: nu e cru. Monstros de borracha com zíper amostra, malabarismo e coisas do tipo. E não adianta ficar torcendo o nariz achando que isso é desprezível por ser tosco. Pode até ser mal feito, mas foi por causa de produções assim é que hoje temos Ultraman, Kamen Rider e Super Sentai com efeitos especiais melhorados. E vale assistir pra dar risada e fazer escracho.

Redman é uma das coisas mais bizarras feitas pela Tsuburaya, mas que merece a fama que está tendo hoje no Japão. São 2 minutinhos e meio que mostrava um jeitão mais simplório de contar alguma história e que hoje em dia acabou deixando o herói principal parecer um psicopata (matando na faca sem dó e piedade). O importante é curtir um bom tokusatsu, seja ele tosco ou bem feito. É um prato cheio pra quem tem sede de conhecer mais sobre esse estranho universos dos monstros de borracha e encara isso sem fanatismo. Essa é a verdadeira essência do tokusatsu.

Redman foi exibido originalmente entre 24 de abril e 3 de outubro de 1972 e tinha 138 episódios de cinco minutos cada transmitidos de segunda à sexta às 7h30 da manhã dentro do programa Ohayo! Kodomo Show, da Nippon TV. A série está no ar pelo canal da Tsuburaya via YouTube desde 1 de abril e seu último episódio está previsto para ser lançado em 11 de outubro (terça-feira). O tema de abertura foi cantada pelo icônico Masato Shimon.

Confira a abertura e o primeiro episódio da série:



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Sato Company apresenta mostra de filmes e animes inéditos na Fest Comix

O espaço acontece no próximo fim de semana (Foto: Divulgação/Sato Company)

A 22ª edição da Fest Comix acontece nos próximos dias 17, 18 e 19 de junho, no Centro de Eventos de São Paulo Expo. Pela primeira vez o evento recebe a 1ª Mostra Anima Sato, promovida pela Sato Company. O espaço contará com exibições de clássicos, lançamentos, pré-estreias, além de palestras com gente que entende do assunto sobre produções japonesas. A entrada é gratuita para os visitantes da Fest Comix.

A partir das 16h de sábado, o público acompanha um encontro especial com Nelson Sato, CEO da Sato Company, que irá apresentar as novas produções trazidas pela empresa e tirar dúvidas dos fãs. No domingo, às 14h30, acontece a palestra A história dos seriados japoneses no Brasil, com os especialistas em séries de TV, Leonardo Bussadori e Roosevelt Garcia, do canal E No Próximo Episódio...

Entre os destaques da programação da mostra estão as pré-estreias no Brasil dos animes japoneses Ghost Hound, Diabolik Lovers, High School of the Dead, Devil May Cry e Jormungand. Títulos que estarão em breve na Netflix. Para os fãs de tokusatsu, o Anima Sato contará também com exibições de clássicos como Changeman, Flashman, Jaspion e Jiraiya. O evento encerrará com a pré-estreia do filme Garo: Red Requiemo primeiro filme da franquia de tokusatsu Garo, lançado originalmente no Japão em 2010. Além disso, o espaço exibirá A Turma do Ronaldinho Gaúcho (de Maurício de Sousa), o clássico italiano Topo-Gigio e o famoso desenho japonês Doraemon.

Confira a programação do Anima Sato:


DIA 17 - SEXTA-FEIRA ANIMADA

11 h – Topo Gigio
12h – Turma do Ronaldinho Gaúcho, de Mauricio de Sousa
13h – Doraemon, O Gato do Futuro
14h - Street Fighter
15h - Ghost Hound (Pré-estréia)
16h - Diabolik Lovers (Pré-estréia)
17h - High School of the Dead (Pré-estréia)
18h - Devil May Cry (Pré-estréia)
19h - Jormungandi (Versão dublada em inglês, sem legendas – 1° episódio. Pré-estréia)


DIA 18 – SÁBADO ESPECIAL

11h – Turma do Ronaldinho Gaúcho, de Mauricio de Sousa
12h - Tartarugas Ninja, O Filme Clássico
14h – Black Butler - O Mordomo de Preto (Pré-estréia em São Paulo)
16h - Encontro com Nelson Sato
17h – Kotodama, A Maldição (Pré-estréia)


DIA 19 – DOMINGO TOKUSATSU

10h30 - Esquadrão Relâmpago Changeman
11h30 - Comando Estelar Flashman
12h30 - Jaspion
13h30 - Jiraiya
14h30 – Palestra – A história dos seriados japoneses no Brasil, com Leonardo Bussadori e Roosevelt Garcia
15h30 - Garo, o Filme - Red Requiem (Pré-estréia)


INFORMAÇÕES

22ª FestComix
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - São Paulo – SP
Valores: R$ 20,00 Dia; ou R$ 50,00 Pacote 3 dias.
Site Fest Comix: www.festcomix.com.br
Site AnimaSato: www.sato.tv.br/animasato

Vegeta torce para sua própria réplica derrotar Goku em Dragon Ball Super

Vegeta no momento em que ordenava a vitória de sua própria réplica e de Goku

A saga do Sexto Universo terminou oficialmente neste domingo (5), mesmo com o torneio tendo acabado há algumas semanas, e fechou com a luta final entre Goku e a réplica de Vegeta (formada por um Choujinsui). Não foi lá aquela luta emocionante e foi rápida.

Apesar disso, o episódio da semana de Dragon Ball Super rendeu algumas situações engraçadas. Gente, o que foi aquela indecisão de Vegeta, hein? Numa hora ele queria que sua réplica vencesse seu rival Saiyajin a qualquer custo, mesmo que isso causasse sua morte. Num segundo depois Vegeta diz para Goku não perder para sua réplica. Dá pra entender o que realmente o Príncipe dos Saiyajins queria mesmo?

Bom, agora engraçado mesmo foi ver Vegeta usar uma chupeta pra selar o Choujinsui, para ganhar tempo de impedir seu desaparecimento total. Vegeta teve seu momento Koenma (da série YuYu Hakusho) por alguns instantes. Quase um momento de vergonha alheia, Jaco tenta dar uma de "paparazzi" para tirar uma foto de Vegeta (chupando chupeta), mas a bateria acaba bem na hora. Que pena. Vegeta só ficou sabendo que aquilo era uma chupeta depois da resolução da luta. Cá pra nós, como ele não sabia disso? O que ele pensou que fosse? Vai entender, né? Tava muito na vista pra não ser percebido.

Vegeta e seus quinze minutos como Koenma

domingo, 5 de junho de 2016

VR Troopers é realmente uma série tão ruim assim?

O trio deformado da Saban

Em 2014 escrevi aqui no blog uma resenha sobre a série VR Troopers. Querendo ou não a série marcou época nos anos 90. Não tanto quanto o morfenomenal Power Rangers, mas deixou sua marca de alguma forma quando exibido na Globo e na extinta Fox Kids. Tanto pro bem quanto pro mal. A série é até hoje odiada por muitos fãs de tokusat... digo, digo, da saudosíssima Rede Manchete (também sou fã, mas sem viuvez) que levam séries japonesas a sério demais. É que VR Troopers é uma adaptação americana de três séries originais da franquia Metal Hero, da Toei Company. As "vítimas" foram Metalder, Spielvan e Shaider. Foi a primeira série não oficial da franquia Metal Hero ao lado de Big Bad Beetleborgs (B-Fighter e B-Fighter Kabuto) e Zaido (uma sequencia filipina de Shaider).

Tais fãs (da Manchete) afirmam que a série é uma "imitação" e um "estupro" contra as séries japonesas exibidas no Brasil. Por causa desse falatório que vem desde o antigo Orkut, uma lenda urbana foi criada que reza uma praga que diz: "por causa da Saban o tokusatsu não voltará jamais ao Brasil". Tivemos várias reprises de séries de tokusatsu nos anos 90. Vimos lançamentos de Ultraman Tiga e Ryukendo nos canais abertos Record, Rede 21 e RedeTV!, respectivamente na década passada. E agora temos séries Ultra em serviços oficiais de streaming como Netflix e Crunchyroll. Bem, o tokusatsu está aí, não tem que ninguém reclamar de barriga cheia e a Saban não é lá esse monstrão nazista que você talvez pense que é (apesar da empresa não ser nenhuma santinha e dar suas prezepadas).

A questão é se VR Troopers é uma série ruim. Isso é verdade? Tem motivo pro trio formado por Ryan Steele, Kaitlin Star e J.B. Reese serem odiados assim (por alguns mancheteiros)? Então, a série é tosca. Mas vá sabendo que ela ASSISTÍVEL e tentou ser séria. Aliás, ela é bem mais séria se comparada e minuciosamente analisada ao lado do tenebroso Masked Rider (Kamen Rider Black RX) e do mal-assombrado Beetleborgs, que seguiram padrões mais infantiloides. Dentre as adaptações americanas de tokusatsu, só perde para Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão (Kamen Rider Ryuki), que foi mais trabalhado e ficou bem longe do cúmulo da tosquidão. É melhor que as séries originais da Toei? Nem de longe. Mas você for uma pessoa paciente e parar pra assistir um episódio por dia/semana ou resolver descarregar a série em maratonas você vai descobrir muitos erros na série. Erros não são raros de serem encontrados em VR Troopers, mas faz o espectador se divertir. É como você encontrar um zíper nas costas do Godzilla ou de qualquer monstro de tokusatsu.

Se eu listasse aqui as inúmeras gafes, este post ficaria grande demais. E são tão risíveis de um jeito que o espectador se livra da depressão em dois tempos. Pois é. Ficar por aí estressado enquanto Toei e Saban ganham dinheiro loucamente é que leva numa depressão profunda. Rir é o melhor remédio. Analisar as cenas e as situações entre original japonesa e adaptação americana é divertido. Pois além de perceber as limitações, roteiros forçados de VR Troopers, você acaba encontrando erros. 

Só pra deixar umas curiosidades, Kenji Sony (Hiroshi Watari) virou "dublê" de J.B., Duas "Kaitlins" já apareceram juntas ainda na primeira temporada antes mesmo da duplicata (ocorrida na segunda e última), Satoru Kiita (Kazuoki Takahashi) de penetra em dois episódios, e por aí vai. Nas cenas originais, o que dizer das armaduras? São mal feitas pra caramba, mas bem engraçadas. Dignas de um "cospobre". Não tem como não rir e você acaba gostando daquilo - pra escrachar, é claro. Tem algumas gafes como Ryan aparecer sem o "fraldão" da armadura, a cinta da armadura de J.B. cair diante às câmeras, etc.

De início as lutas civis entre os Troopers contra os previsíveis Skugs (assista pra entender o porquê) não são as melhores no inicio. Mas vão melhorando. Só não chegam perto do mentor Tao Chong (o proprietário do Tao Dojo). Agora, um ponto a ser exaltado são as lutas coordenadas por Koichi Sakamoto (que dirigiu Ultraman X) no momento do Grid de Batalha. Tá certo que os trajes são horríveis, os capacetes foram modelados pelo capacete do Ranger Vermelho de Mighty Morphin Power Rangers (Kyoryu Sentai Zyuranger), mas são as lutas mais bem feitas. Tem lá uns personagens bobocas Woody e seu repórter Percy que tentam fazer comédia pastelão, mas são totalmente dispensáveis. Comédia de verdade foi o que eu falei acima. Tem seus momentos de drama com as reflexões de Tyler Steele, que serviu como um "Trooper" secundário ao assumir o codinome Dark Heart (Top Gunder em Metalder).

Então. Se por acaso você brigou com a namorada, tive um péssimo dia no trabalho, o gás acabou e o chefe ficou mal humorado, assista lá os Troopers pra desopilar e faça um teste em sua Netflix, mou. Dê boas risadas ou seu mal humor de volta. Metalder, Spielvan e Shaider continuam no mesmo lugar de sempre, no mundo da Toei e não são as gafes dos Troopers que vão destruir as obras originais. VR Troopers é uma boa série... pra rir.

sábado, 4 de junho de 2016

A cultura do mimimi pela falta de dublagem nos animes tem que acabar

Gon e Killua tem mais é que falar japonês mesmo

Antes de qualquer coisa, sou a favor da dublagem brasileira e sempre quando surge algum título de anime/tokusatsu com dublagem eu acompanho primeiro na versão brasileira. Felizmente ou infelizmente nem tudo é como a gente quer. Todos sabem (ou deveriam saber) que dublagem custa caro. Outro fato é que o nosso país se encontra atualmente em crise econômica. Não sei se esse é exatamente o caso da Sato Company. Pelo menos a justificativa do sr. Nelson Sato em entrevista ao site Jbox foi justamente os custos que são altos. procure lá no YouTube, caso não tenha assistido ainda.

Por isso não vimos o filme Mordomo de Preto com dublagem, mas não esqueçamos que animes trazidos pela distribuidora como Doraemon e Robô Gigante tiveram versões dubladas. Recentemente chegaram ao catálogo da Netflix os filmes japoneses Hunter x Hunter: The Last Mission e Kotodama: A Maldição. Ambos trazidos pela própria Sato Company e sem dublagem. O que acontece? Eu observo as redes sociais e acabo me deparando com certos mimimis. Sabe, se você anda nesse meio otaku vai encontrar algo como "Ah, está sem dublagem. Me motivaria assistir se tivesse dublagem" ou "só vou me interessar em assistir se tiver dublagem". Poxa, tenha santa paciência.

Claro que não são todos os que comportam assim. Me refiro mesmo à essa geração leite-com-pera que quer tudo nas mãos e que cresceu assistindo animes legendados por fansubs. O mesmo acontece na gama brasileira de tokusatsu, onde alguns chegaram a dizer que "se não tiver Garo dublado, as fanbus já fizeram o trabalho anos atrás". Entenda que meus comentários não são para desmerecer as fansubs (que eu as apoio sem "partidarismo" quando elas divulgam materiais inéditos no Brasil, que fique bem claro isso). Mas o que custa incentivar um material vindo para o Brasil, hein? Caso não saibas, licenciamento de produções japonesas não são à preço de banana, independente de sair ou não dublado.

Daí você pode me dizer o seguinte: "Ah, César, mas anime e tokusatsu no Brasil não existe se não tiver dublado". Pois bem. Então você no mínimo está negando que títulos como Lady Battle Cop e Ultraman Zero Gaiden: Killer the Beatstar, por exemplo, nunca vieram (e que alguma licenciadora torrou grana ao vento pra alguma exibição "fantasma"). Pois estes títulos que exemplifiquei tiveram apenas versões legendadas no Brasil. Não deixe de ser manchete (com trocadilho) na história da cultura pop japonesa por aqui. Esse mesmo relativismo não cabe nos EUA com os lançamentos de séries Super Sentai em DVD e apenas com legendas.

O que eu digo pra garotada de hoje é o seguinte: quando eu tinha meus 12 anos de idade eu passei a ter meu primeiro contato com TV por assinatura. Canais como HBO e Telecine apresentavam filmes legendados. Tinha também aqueles que passavam com versões dubladas como a TNT. Dublagem já era "obrigatório" pros canais infantis. Indo exatamente para o lado das séries japonesas, tinha um bloco no Multishow chamado Japanimation que apresentava OVAs com meia hora de duração por episódio. Assisti por exemplo ao Oitavo Homem legendado. Então, pensa que eu ficava triste murmurando e me esperneando por isso? Muito pelo contrário, eu assistia feliz por que eu queria assistir um anime inédito até então. Aliás, com 12 anos e poucos meses de experiência com a TV paga eu entendi o apelo em apresentar produções com o áudio original. Comecei a reparar que o áudio é melhor e você aprende expressões. E passei a assistir muitas outras séries que foram dubladas pra TV aberta e acabei me acostumando com o áudio original. Foi assim com produções ocidentais como WMAC Masters, Anos Incríveis, SOS Malibu, etc. Não tinha essa molezinha que tem hoje de ficar pedindo não.

Então, que tal trocar essa cultura chata do mimimi e por falta de dublagem pela cultura dar pesquisa sobre licenciamento? É um assunto chato também assim mesmo, muitas vezes parecendo não ter um pingo de cabimento na mente de fã, mas que é fácil de, digamos, compreender (o que é bem diferente de aceitar tudo). E arrisco a dizer: quem é fã de verdade de uma determinada série ou filme japonês e/ou tem realmente interesse em assistir, vai atrás. No meu tempo não tinha essas desculpazinhas nem esse tipo de boicote raso não. Se tem dublagem é lucro. Senão, bola pra frente que a gente tem mais é que assistir do mesmo jeito. A cultura pop japonesa começa quando há o bom senso.

PS: O filme Mordomo de Preto vai ser lançado ainda este mês em algumas capitais (incluindo aqui em Fortaleza). Mesmo já tendo assistido na Netflix e resenhado aqui no blog, pretendo ir ao cinema para assistir, prestigiar um filme japonês na minha cidade (não é toda vida que se encontra algo assim) e quero experimentar a sensação de ver um excelente filme com aquela acústica. Podem me chamar de "louco" que vai entrar no ouvido e sair no outro.

PS 2: Antes que eu me esqueça, no início do século tínhamos o canal Locomotion, que passava animes legendados. Ninguém reclamava e todo mundo curtia de boa e não tinha esse mimimi bobo que tem hoje.


Seja dublado ou legendado, vamos assistir o Garo

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Samurai Warriors completa 20 anos de estreia no Brasil

Hector e seus "cavaleiros"

Na segunda metade dos anos 80 a cultura pop japonesa estava embalada pelo sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco. Surgiram depois alguns animes inspirados em Seiya e cia. Um bom exemplo foi Shurato, que foi visto aqui no Brasil como uma "imitação" dos guerreiros de Atena. Nenhum problema em ser desde que haja criatividade (e o Rei Shura andou com as próprias pernas). No ano anterior a Shurato, em 1988, a TV japonesa apresentou um outro quinteto também inspirado (ou imitado) em Cavaleiros. Yoroiden Samurai Troopers teve 39 episódios produzidos pela Sunrise e exibidos ao entardecer de sábado, na faixa das cinco e meia da Nagoiya TV. A série foi exibida nos EUA em 1995 e rebatizada pela DIC Entertainment como Ronin Warriors. Isso pra não ser confundido com a série de tokusatsu nipo-americana VR Troopers (um "clássico" spin-off de Power Rangers que serviu como adaptação de Metalder, Spielvan e Shaider). Como se nenhuma criança soubesse diferenciar uma série da outra, né?

Enfim, foi dessa versão americana (que é mais barata, comercialmente falando) que tivemos a exibição de Yoroiden Samurai Troopers. Por aqui veio através da distribuição da Samtoy (a mesma que trouxe Cavaleiros, Sailor Moon, WMAC Masters, Super Campeões, etc) e foi rebatizada mais uma vez. Agora como Samurai Warriors (não confunda com a série de games Sengoku Musou que recebe o mesmo título romanizado no ocidente). Estreou na extinta Rede Manchete na segunda-feira 3 de junho de 1996, às 18h15. A série era transmitida inicialmente depois de Sailor Moon (17h45) e antes de Shurato (18h45) e Cavaleiros (19h15).

Contando com os trabalhos de dublagem da também extinta Gota Mágica, estiveram presentes nomes como Hermes Baroli (Hector do Fogo) e Élcio Sodré (César da Luz) que foram equivalente a Seiya e Shiryu. Coincidência ou propositalmente talvez isso tenha sido uma referência do diretor Gilberto Baroli (dublou o "chefão" Scorpion e foi a primeira voz de Diavlo) aos CdZ. Até Jonas Mello voltou como narrador.

Por ser uma série curta e exibida exaustivamente de segunda à sexta, Samurai Warriors saiu do ar após várias reprises e voltou à tela da Manchete em meados de 1997 apenas para Rio-São Paulo e alguma ou outra cidade que não tivesse programação local na faixa das seis da noite. Ficou taxado como outra "imitação" de Cavaleiros do Zodíaco por boa parte dos saudosistas/xiitas de Seiya e cia, mas não é pra tanto. Foi uma boa série com um roteiro mais light do que de costume. Uma pena que nunca tivemos a mesma sorte dos americanos em ter um relançamento da série com a versão original e sem cortes. E olha que Samurai Warriors foi bem aceito na França, país onde CdZ também é um cult.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Nem Oasis conseguiu superar os Beatles

O ex-Beatle Paul McCartney

Todo mundo sabe que os Beatles foram um dos fenômenos arrebatadores na história da música. Ou senão a maior, internacionalmente falando. A banda teve seus altos e baixos, erros e acertos. Um dos fatores que contribuíram para o fim da banda foi a "rivalidade" que existia entre John Lennon e Paul McCartney - apesar de que eles criaram bons trabalhos juntos com "Yesterday", por exemplo. Outro ponto crucial foi o estrelismo e a arrogância de afirmarem ter mais sucesso que Jesus Cristo. Apesar dos pesares, os Beatles ainda são um fenômeno e dignos de respeito e reconhecimento.

Agora repare o seguinte: Paul afirmou em entrevista nesta semana que o maior erro da extinta banda Oasis foi ter dito que ela era melhor que os próprios Beatles. Para ele, o comentário de Noel Galleagher, ex-vocalista do Oasis, soou como um "beijo da morte". Tal declaração do Oasis foi feita em 1996, numa entrevista à MTV americana.

Entenda que o caso não se trata de saber se Oasis é uma banda boa ou ruim. Agora, venhamos e convenhamos: melhor do que os Beatles? Jamais. O Oasis pode até bater de frente fácil fácil contra alguma banda novata que surgiu nos últimos 10, 15 anos. Vamos ser honestos, você saberia dizer que single da banda que perpetuou como clássico mais tocado até os dias de hoje? Que música ficou na boca do povo? Qual canção se saiu melhor que a dos garotos de Liverpoll? Difícil achar.

Então, o Oasis teve sua fama. Mas nada de tão extraordinário quanto os Beatles ou outra banda de rock renomada como Rolling Stones, Guns N'Roses e U2, por exemplo. Tá certo que Definitely Maybe e (What's the Story) Morning Glory foram álbuns significativos para o Oasis e até marcantes para o sucesso na época. Mas o tempo mostrou que jamais ninguém conseguiu criar um fenômeno ou um megasucesso parecido com os Beatles. Outra "força estranha" igual jamais se repetirá.

E isso não é nenhuma arrogância de Sir Paul Mccartney. Isso é fato e não tem comparação alguma. Seria o mesmo que dizer que Luan Santana é melhor que Roberto Carlos, que Justin Bieber é melhor que Elvis Presley, que Jota Quest é melhor que Roupa Nova, que Adele é melhor que Bonnie Tyler e por aí vai. Não dá, né? Fez o seu nome nas últimas duas décadas. Mas nada que chegasse ao mesmo topo ou algo próximo a Lennon/McCartney/Harrison/Starr.

De uma coisa é certa: Clássico é clássico e mito é mito. Os Beatles continuam insuperáveis, mesmo com todos os problemas que levaram o fim do quarteto britânico. O Oasis nunca será como os Beatles e jamais haverá outra banda que faça igual. Sem desculpa.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Kamen Rider Amazons é o exemplo que a Toei Company deveria tomar

Que Kamen Rider Amazons é uma excelente série, isso já sabemos. Voltado para o público adulto, a Toei Company está investindo num novo formato para os padrões do estilo

Os Amazons vão ensinar como é que se faz
tokusatsu. Cada episódio foge do padrão habitual da TV japonesa de 23-24 minutos contados (desconsiderando os intervalos comerciais) e a duração varia entre 30 a 45 minutos.

O total de episódios não é uma novidade: 13 episódios. Um cour/trimestre completo, assim como acontece em várias séries de anime e algumas séries corujões recentes do tokusatsu como Lion Maru G, Voicelugger, Ultraseven X, Neo Ultra Q (as duas últimas tiveram 12 episódios cada), Akibaranger (cada uma das duas temporadas tiveram 13 episódios). Nesta terça-feira (31) foi anunciada oficialmente pelo serviço de streaming Amazon Prime uma nova temporada para Kamen Rider Amazons na primavera japonesa de 2017. Junto à esta novidade, o serviço também anunciou um spin-off de Ultraman para o fim do ano.

Tanto a Toei (que tem o erro de não expandir o mercado para o ocidente) quanto a Tsuburaya estão embarracando no formato de web séries. Certamente a influência se deve ao boom das Originals Netflix. O mesmo está acontecendo agora com as séries de tokusatsu. Quem acompanha o blog sabe que há tempos venho dizendo que o futuro do tokusatsu e dos animes é o streaming. Não sei se isso vai levar ao fim do tokusatsu na TV japonesa. Longe de cogitar isso. Mas acredito que mais cedo ou mais tarde as emissoras terão que se adaptar as novas tendências, de alguma forma ou de outra.

Kamen Rider Amazons é um exemplo que as séries dominicais da franquia dos motoqueiros mascarados e os Super Sentais deveriam tomar daqui pra frente. Tem muita gente que ainda está acostumada com o padrão sequencial destes dois produtos da Toei. É aquele velho lance de terminar uma série e começar outra no lugar. O fato é que isso vem desgastando as séries ao longo do tempo. Só quem está se salvando mesmo é Zyuohger que vai muito bem. As Ultra Series também estão mandando a ver lançando novos Ultraman por temporada e intercalando com hiatos e estabelecendo um total de episódios. No caso de Ultraman Orb, a série está prevista para ter 25 episódios.

Quem sabe a Toei se veja um dia na necessidade de fazer um revezamento entre Kamen Rider e Super Sentai. Tipo, seis meses para uma franquia e outros seis meses para a outra franquia. Um hiato é sempre bom pra revigorar a criatividade. E tanto os Amazons quanto os Ultramen tem tudo pra mostrar pra própria Toei que o caminho é esse.