sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Em Death Note, Misa Amane rouba cena e L vira o rei do novo drama

Olha, esse novo drama de Death Note é uma das melhores coisas que está passando atualmente na TV japonesa (e também no streaming oficial no Brasil e no resto do mundo

via Crunchyroll). Algumas mudanças são bem significativas nessa nova produção pra TV, se comparadas ao mangá/anime. Há situações que lembram a obra original de Tsugumi Ohba e outras que mudam o rumo de forma impressionante e com boas doses de imprevisibilidade. Ambas são de deixar o telespectador roendo as unhas e ficar na ponta do sofá.

Há pelo menos dois personagens principais que estão se destacando e deixando suas marcas. A primeira é a Misa Amane que teve breves aparições, mas bem chamativas. Não apenas pela beleza e graciosidade da atriz Hinako Sano. É que Misa está aparecendo com uma certa periodicidade em meio ao paralelo do foco no anti-herói Light Yagami e seu passado está sendo mais explorado. Claro que esta é a ponte de ligação que os roteiristas criaram para aproximar os dois, que não por acaso possuem seus Death Notes. Mas foi no episódio desta semana que ela teve mais importância. Misa pode ser menos articulosa como um segundo Kira e atrapalhar involuntariamente o seu admirado e a equipe de investigação. Mas até aqui não tem como sentir raiva ou constrangimento da gatinha. Muito pelo contrário, ela está movimentando o desenrolar do enredo.

Outro personagem que eu tiro o chapéu é o L. Primeiro de tudo, esta versão do investigador tem um certo charme que desperta a atenção da mulherada. O personagem não foi feito pra ser um galã de novela ou algo do tipo. Era pra ser feio e esquisito mesmo. Mas Kento Yamazaki dá um tom mais sensual. Aliás, a cena em que L toma banho com Light virou brincadeira entre os fãs como "boys-love". Bem nonsense pro contexto, mas não deixa de ser uma ideia meio engraçada. Voltando sobre o L, a impressão é que temos é que o cara se tornou o rei do novo drama (trocadilho com o Light original). A disputa pra saber quem é o mais inteligente está mais acirrada aqui. Emocionante seria pouco pra definir essa corrida. Ele está mandando bem e mostrando que sabe jogar e armar estratégias. Sem medo de afirmar, suas artimanhas o ajudam a superar sua contraparte original.

Cada vez que Misa e L crescem na trama, Light fica no cabide. Não que este Light seja ruim, entenda. Ele tem o seu valor como personagem mais humanizado e que não tem aquela ideologia de ser um "deus do novo mundo" ou "trazer a paz". O protagonista deste TV drama (ou "dorama" para os íntimos) tem um senso de justiça e inteligência. Porém, tem sua desvantagem em relação ao seu arqui-inimigo. Isso provavelmente o encurralará no próximo episódio, pelo que deu a entender no preview.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Shaider retorna à TV filipina

O Policial do Espaço Shaider

Segundo informações do site Orends: Range, a série japonesa de tokusatsu Uchuu Keiji Shaider (Policial do Espaço Shaider) ganha espaço na TV fora do Japão. Mas por ora somente nas Filipinas, país onde fez um grande sucesso. O terceiro herói-título da franquia Metal Hero - da Toei Company - entra na programação da emissora paga TeleAsia Filipino e vai ao ar diariamente às 18h00 (hora local). A última exibição de Shaider nas Filipinas aconteceu há cerca de dez anos atrás no canal pago Hero TV.

Shaider é o último da trilogia dos Uchuu Keiji (Policiais do Espaço) e esteve na emissora japonesa TV Asahi entre 1984 e 1985, com total de 49 episódios para TV e mais dois filmes. Sucedendo Sharivan e precedendo Jaspion nas noites de sexta-feira. A série conta a saga de Dai Sawamura (Alexis del Mundo na dublagem estrangeira), um jovem arqueólogo que foi recrutado para ser treinado pela Policia Galática e se tornar Shaider. Junto com sua parceira Annie, ele luta contra o devastador Império Fuuma que destruiu vários planetas antes de sua chegada à Terra.

No Brasil, Shaider (leia mais sobre a série aqui) foi exibido pela primeira vez na Gazeta entre 1990 e fez passagem na Globo no ano seguinte onde inicialmente ganhou exibição semanal nas manhãs de sábado e mais tarde foi jogado inconstantemente nas madrugadas. Shaider também serviu de adaptação para a segunda temporada da série americana VR Troopers, onde atualmente pode ver vista via Netflix com redublagem.

Veja a seguir a chamada da volta de Shaider nas Filipinas:


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Akira Toriyama está criando uma "realidade alternativa" dentro de Dragon Ball Super

Pilaf e sua gangue em Dragon Ball Super (Foto: Reprodução/Fuji TV)

Se você assistiu o filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses (que esteve nos cinemas brasileiros no final de 2013) e está acompanhando a série Dragon Ball Super, com certeza você deve ter reparado algumas diferenças na história que conta a chegada do deus Bills à Terra.

Já era possível perceber isso pelo fato de Bulma comemorar o seu aniversário num transatlântico, ao invés da festa acontecer na própria Corporação Cápsula. No quarto episódio, exibido neste domingo (2) era possível ver diferenças mais "gritantes" em comparação à versão cinematográfica. Um bom destaque foi para a infiltração da Gangue do Pilaf na festa. Ao invés deles caçarem as Esferas do Dragão e tentarem roubarem na surdina, o trio foi salvo por Goten e Trunks. O mais curioso é que Pilaf, por ora, ainda não se assustou com a verosimilhança do caçula de Goku com aquele que outrora (tinha rabinho) atrapalhava os seus planos na série original. Outra coisa que mudou foi o fato de Goku conseguir arrancar uma "confissão" do Sr. Kaioh quanto à vinda de Bills em seu planeta. Ao contrário do filme, onde Goku descobriu por si só e de início encarou ingenuamente.

Agora está dando pra entender o que Akira Toriyama quis dizer com "afastar do seu próprio universo", quando se pronunciou nas vésperas da estreia do mais novo anime da franquia. A impressão que temos é que o mangaká está criando uma realidade alternativa dentro de sua própria obra produzida na TV e no cinema. Pelo menos essa é a impressão que dá pra tirar. De uma certa forma, isso dá força à teoria de que Dragon Ball GT (que não faz parte do cânon do mangá) possa ser "apagada" da cronologia das séries de anime. Isso só o futuro pode dizer e o próprio Toriyama também como se dará.

Vale ressaltar que Dragon Ball Super se passa dentro de um hiato de dez anos entre a derrota de Majin Buu e o 28º Torneio de Artes Marciais, e será dividida em pelo menos três sagas: A Batalha dos Deuses, O Renascimento de 'F' e O Sexto Universo (com os Guerreiros Z procurando as Super Esferas do Dragão).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Comparações entre as versões de Alma de Ouro

Você deve saber que saiu recentemente no Japão o primeiro volume de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro em Blu-ray, não é? Então, a versão digitalizada em home-vídeo teve melhorias em relação aos episódios distribuídos quinzenalmente pela Toei Animation para os serviços de streaming. Veja este, por exemplo:


A qualidade é inquestionável. O mais estranho é o porquê da Toei não aderir esta versão diretamente nos lançamentos de episódios inéditos. No mínimo é uma jogada de marketing do estúdio pra ganhar dinheiro. Mas ainda assim, se a série fosse lançada nessa qualidade o impacto visual seria maior. Além do mais, evitaria a famosa oscilação de qualidade nos traços, que deixou a série famosa entre o público.

Falando sobre traços, tem uma fanart bacanuda que está na rede e que reproduz a cena em que Aiolia e Lyfia se encontram com Máscara da Morte na taverna. Ficou perfeito. Aqui o Cavaleiro de Câncer teria uma pegada mais maligna, como bem dignamente merece. Compare aí então com a imagem desses traços com a versão original da web-série.





Alguém me diz que rumo é esse que Alma de Ouro está tomando, hein?!

Aiolia e Frodi no momento final do episódio desta sexta (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Estamos nos momentos finais de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro. E tenho que confessar uma coisa: o episódio desta sexta (31) foi um dos melhores até o momento. Não que a série estivesse no nível das antigas produções, mas chega perto.

Uma das surpresas esteve em torno de Lyfia, que foi revelada como a responsável por trazer os Cavaleiros de Ouro de volta à vida. Segundo Andreas, a garota teria planos para dominar Asgard e destruir Yggdrasil. Por qual motivo, razão ou circunstância, isso ainda deve ser explicado nas próximas quinzenas (assim esperamos). Infelizmente ela foi vítima de um ataque fatal e covarde do Guerreiro Deus Utgardar de Garm (sim, ele tem possui uma marca dos Einherjar debaixo da máscara), que estava lutando contra Dohko de Libra e foi atingido com o desmoronamento da Estátua da Câmara dos Mortos.

Uma pena que Lyfia morresse assim. Gostava da personagem, que parecia ter algum pingo de sentimento platônico por Aiolia. Ela pode não ter sido uma grande personagem ou que fosse mais marcante, mas sua docilidade contava muito em presença. Apesar de morta, ela ainda deverá ser um elemento fundamental para o desfecho. Claro, contanto que sua ligação para os seus planos sejam explicados. Bem, espero que seja logo no embate entre Aiolia e Andreas. Aliás, o "chefão" desta saga precisa convencer de que tem algum potencial mais maligno/diabólico. Ainda está devendo como vilão.

Alma de Ouro está mostrando que tem o seu valor e está indo bem. Começou bem, teve alguns fanservices e alguns pontos que jamais foram explicados direito, como a mudança repentina de Máscara da Morte de Câncer e a traição de Camus de Aquário. Mas está rendendo ótimas situações emocionantes em batalhas inéditas. É como voltar aos velhos tempos da nostálgica Rede Manchete, embora sejam corridas. Ah, não posso esquecer de mencionar sobre os traços, que começaram bem, decaíram gradativamente nos episódios seguintes e agora estão caprichando, por sinal.

Ainda sobre os tais traços, falei sobre as melhorias na versão recém lançada em Blu-ray. Confira

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dublagens de novos animes e tokusatsus: por que alguns não acontecem?

Garo é o próximo tokusatsu a vir para o Brasil

Há dois meses atrás saiu uma nota que moveu vários meios especializados e não especializados em cultura pop japonesa: o provável lançamento de tokusatsus originais (japoneses) para a Netflix. Claro, muitos (como este blogueiro que vos escreve) também comemorou. Apesar de certos sites distorcerem o que foi dito pelo JBox na época, há possibilidades sim das dublagens das séries clássicas irem para a plataforma.

Na lista da Sato Company há também o nome do inédito Garo. Ainda não se sabe se haverá realmente dublagem ou não. Julgando pelos lançamentos da empresa para a Netflix, animes como Doraemon e Robô Gigante estão com seus áudios em português (e em japonês também). Detalhe: ambos citados jamais passaram pela TV brasileira. Possivelmente aconteça o mesmo com Garo. Mas e se por acaso não for dublado?

Caso não aconteça, isso não é motivo pra mimimi, choramingar ou se espernear pela net afora. Querendo ou não, dublagem custa caro. Garo é um tipo de tokusatsu que poderia muito bem funcionar com áudio dublado em nosso idioma. Mas também funciona ainda melhor com áudio original. E nem é aquela desculpa de que "em japonês é melhor". O que vier oficialmente do gênero, tem que ser bem-vindo mesmo e valorizado.

Mas aqui acolá sempre tem meia dúzia que defendem a "causa" das fansubs e dizem algo como: "se for pra ter legendado, eu já tenho em casa" ou "as subs já fizeram esse trampo primeiro". Aí é que muitos se enganam e caem do cavalo. As subs brasileiras costumam se basear nas versões gringas. Mas o que muita gente não sabe é que as "TV-Nihon"s da vida costumam adaptar e mudar certos pontos nos diálogos. Independente de sair dublado ou não, certamente haverá uma opção de legendas em português. O que veremos ali no serviço num futuro não muito distante é uma versão traduzida diretamente da versão japonesa. Daí, podem comparar à vontade a vindoura versão oficial brasileira com as alternativas.

Outro ponto a se ressaltar é quanto a suposição de uma vinda das séries Zyuranger e Dairanger para o Brasil. Uma vez que estes Super Sentais tem lançamento para os EUA, é importante ressaltar que é possível que tais alcancem apenas a América do Norte (EUA, Canadá e México). Vir para o Brasil? Olha, sendo bem franco, acho que seria mais viável vir direto-para-Netflix. O mercado de home-vídeo está escasso e muitas vezes os próprios fãs não ajudam pro crescimento do mesmo. Mas caso viessem num desses formatos, possivelmente viria com o mesmo padrão da Shout! Factory: apenas com o áudio original japonês (e sem dublagem!). Coisa que os próprios americanos são compreensíveis e dão bom exemplo para certos brazucas, em termos de informação. Ou seja, eles são felizes e sabem disso. Poderia acontecer também de alguma empresa licenciar pra cá em parceria com a Shout! Factory e daí surgir uma dublagem brasileira. Quem sabe.

Gente, vamos ser sinceros e procurar entender como o mercado de séries japonesas é importante. É triste ver alguns materiais sendo trazidos para cá e o público não dar o devido retorno. Muitas vezes reclama-se por falta de dublagem. E quando tem, reclamam de forma pior e da mais ingrata possível. Muitos dizem que comprariam um box de uma série japonesa "se tiver em Blu-ray", mas não comprariam nem fosse lançado de forma alguma. Eu indicaria o público a tentar se aprofundar e pesquisar mais sobre como funciona os licenciamentos pra TV, cinema, home-vídeo e streaming antes de reclamarem qualquer coisa por aí sem saber do que vai realmente reivindicar ou pra quem diretamente vai tais protestos. Ainda assim, o assunto é meio complexo de se entender e ao mesmo tempo fácil pra se ter ao menos uma noção. Nada melhor que os próprios fãs tentarem acompanhar isso de perto, né?

Veja bem: não sou contra a dublagem. E é até legal assistir novas produções com áudio em português. Coisa que não veremos tão fácil na TV como antigamente. Felizmente ou infelizmente, nem todas as produções vão para o streaming com dublagem. Motivo? Por chegarem através de licenciamento internacional. É o caso da grande maioria de séries que passam pela Crunchyroll e alguns também na Netflix. O que vier, é lucro e tem mais é que ser consumido mesmo e valorizado. Ou ainda não temos mais animes e tokusatsus em atividade no Brasil?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Máscara da Morte justiceiro ou como detonar um vilão?

O Cavaleiro de Câncer no episódio desta sexta, dia 17 (Foto: Reprodução/Daisuki)

Por algumas ocasiões em que Máscara da Morte aparecia em Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro, eu havia comentado sobre sua estranha e mal-explicada mudança de personalidade. Um dos meus posts dedicados ao Cavaleiros de Câncer repercutiu nas redes sociais e as opiniões ficaram divididas. Uns entenderam o meu ponto de vista de que aquilo estava estranho para o vilão e outros interpretaram como uma perfeita redenção para ele e que minha análise não passou de mais um "mimimi gratuito" (e não foi, ok?).

Como eu disse uma vez, Máscara pode se apaixonar por quem quisesse. O problema é que não houve uma ponte pra que justificasse isso. Pareceu que ele foi jogado na beira da bondade sem mais nem menos, ou até que ele tivesse perdido parte da memória, ou ali fosse um sósia do cara. Podem falar a vontade, mas Máscara da Morte apareceu bem estranho e além do mais estava com um traço que o lembrava em partes. Tá certo, merece uma redenção. Mas antes de tudo, uma razão que faça valer todo o sentido.

Parece que a coisa deu uma leve "melhorada" pro seu lado. No episódio desta sexta (17), o "ex"-vilão teve traços consertados e que lembrou mais de sua (antiga) personalidade. Não sei por quanto tempo isso vai durar, bem conhecendo a oscilação que a animação vem tendo desde o terceiro episódio, não há muita garantia. Mas talvez fique assim enquanto estiver com sua armadura de ouro.

Ainda que lutasse contra seu oponente, Fafner de Nidhogg, na terrível Colina do Yomotsu, o que atrapalhou um pouco foi o que seria a intervenção dos irmãos da falecida Helena, a amada do Cavaleiro. Máscara da Morte pode ter sido herói, mas não teve como não lembrar da sua mudança de personalidade que marcou demais nesta série. Pode até ser que eu veja Máscara da Morte com os olhos de antigamente ao rever a série clássica ou na saga de Hades. Mas ao vê-lo em Alma de Ouro, a lembrança será a mais icônica possível.

Mas fazendo justiça, Máscara da Morte se saiu bem como um digno Cavaleiro de Atena, apesar dos pesares. Tenho também que dizer que a luta entre Shaka de Virgem contra Balder de Hraesvelgr chegou perto do nível da mitologia de Masami Kurumada. Foi rápida (por razões que quem acompanha, sabe), mas que foi uma das melhores coisas que aconteceram até aqui nesta temporada.

Sailor Moon Crystal veio pra superar de vez as séries clássicas da franquia

As heroínas na mais recente versão para a TV

Desde o começo, acompanhei quinzenalmente os episódios de Sailor Moon Crystal. Tá certo que em meio a tantos elogios há sempre aqueles que podem taxar a volta da heroína e cia como "falta de criatividade" ou coisa da "crise de dos animes". Tudo bobagem. Já no primeiro episódio pudemos perceber de que aquela nova versão de Sailor Moon era algo que prometia ser espetacular. E realmente foi. Digo mais: foi mais além e superou divinamente as séries clássicas.

Quem assistiu as antigas temporadas - exibidas no Brasil em canais como Manchete, Cartoon e Record - se deparou com várias situações criadas especialmente para a TV. Dentre elas estavam aquelas que tiveram um tom mais hilário do que o próprio mangá original de Naoko Takeuchi. E a intenção foi de aproximar a web-série (ativa no Brasil gratuitamente via Crunchyroll) dos quadrinhos e da forma mais fiel possível.

Com certeza, Sailor Moon Crystal é uma importante obra prima da franquia e não é a toa que está sendo uma das mais aclamada dos animes da atualidade. Ganhou destaque em emissoras de TV em França e Portugal, onde começaram a ser exibidas regularmente. Além de garantir espaço na programação das temporadas de algumas emissoras japonesas como TOKYO MX e BS11, semanalmente nos fins de tarde e nas madrugadas das temporadas de primavera/verão. Sem contar que a própria é rica em romantização e drama. É algo perfeito e que o espectador tem o prazer de assistir e admirar. Ah, é preciso que se diga que a animação (lê-se: traços) é escola para Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro e de longe é o melhor desde a primeira série de 1992, que foi originalmente ao ar nas noites de sábado da TV Asahi.

Sailor Moon Crystal deixa saudades e há a promessa de voltar com mais uma penca de 26 episódios no futuro. Sem dúvida alguma, é a versão que falta pra nossa "marinheira da lua".

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Dragon Ball Super justifica o filme A Batalha dos Deuses na cronologia

Whis e Bills terão suas estreias recontadas

Quem assistiu ao segundo episódio de Dragon Ball Super deve ter se surpreendido com os minutos finais que explicaram que os eventos mostrados até aqui serviram de base como prólogo do filme A Batalha dos Deuses - exibido no Japão e no Brasil em 2013.

A história justifica o momento de paz entre os personagens e a falta de menção entre os veteranos até a chegada de Bills e Whis. Uma vez que ambos ainda chegarão à Terra nos próximos episódios. Agora deu pra compreender o porque de tanto mistério por parte do Akira Toriyama e da Toei Animation para não revelar tantos detalhes. O único vilão (até onde se dá a entender) seria o Bills gordo que deverá aparecer após os episódios centrados neste filme para a TV. É provável que o tal Bills gordo apareça dentro do hiato de um ano entre A Batalha dos Deuses e O Renascimento de 'F' (que certamente também terá sua versão em Dragon Ball Super).

Isso é bem válido, já que pode haver parte do público japonês que não foi aos cinemas ver algum destes dois filmes. Acho justo que haja uma recontagem, pois justifica a passagem dos dois novos personagens nas telinhas, uma vez que há uma ligação direta.

Sobre o episódio da semana: foi engraçado ver o vexame que Vegeta sofreu no seu passeio em família com a esposa Bulma e o filho Trunks. O príncipe dos Saiyajins foi chamado como algo de "tiozão" numa festa havaiana e foi chamado pra dançar em público. Ao contrário do que alguns fãs dizem sobre "estragar a imagem do Vegeta", ele tem que passar por algum constrangimento e uma vergonhazinha de vez em quando. Afinal, quem nunca passou por isso, né?

Mas voltando sobre a cronologia, provavelmente isso faz cair por terra a "teoria" de que Dragon Ball GT seja extinto da cronologia oficial do anime. Aconteça o que tiver que acontecer em Super, a série provavelmente deverá terminar aonde começou o epílogo mostrado nos episódios finais de Dragon Ball Z e mais recentemente em Dragon Ball Kai. Foi lá onde Goku conheceu Uub.

Kamen Rider Drive consegue driblar sua crise de roteiro

O trio de Riders em suas formas civis

Desde quando Kamen Rider Drive teve sua mudança assustadora com a revelação pública de Shinnosuke Tomari como o alter-ego do herói-título, a série teve certos momentos bizarros e nonsenses. Pra não dizer que ficou previsível demais. Apesar do absurdo - que de alguma forma mexeu com a lógica da trama, algumas coisas tem segurado. Uma dessas é o Chase, que virou um Kamen Rider de suporte na luta contra os Roidmude.

Tá certo que eu critiquei certas falhas no roteiro e ainda defendo minha opinião quanto a isso. Mas tenho que fazer justiça quanto a outro fato que ocorreu durante a os últimos episódios. É quanto a resolução do caso do falecido pai de Shinnosuke.

Como eu havia dito há vários meses, este caso poderia ser desenvolvido mesmo sem usar o tal artifício banal feito por Riku Sanjô. Mas parece que em alguns momentos, o consentimento público quanto a identidade de Drive teve que ser adaptado na história. O que foi motivo de medo por parte deste blogueiro. Mas o caso teve uma boa resolução, apesar do plano de Nira ter sido meio previsível no começo. Mas Shinnosuke e seus amigos conseguiram resolver de forma inteligente e que pegasse os adversários desprevenidos.

Foi uma das melhores coisas que aconteceram em Kamen Rider Drive. A única coisa que me incomodou mesmo foi Brain entrar como conselheiro da polícia, logo após aquela mudança de roteiro. Isso ficou bem na vista e entregou de bandeja toda a conspiração dos Roidmude. Volto a dizer: esse caso poderia ser melhor trabalhado se não houvesse a tal revelação, que forçou vários pontos de Kamen Rider Drive. Em todo caso, a resolução foi a melhor possível.