sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E aquele tempo em que Xuxa não levava jeito com as crianças, hein?

Antes da fama de Rainha dos Baixinhos na Globo, lá nos idos de 1983-84, Xuxa apresentava o extinto Clube da Criança, na saudosíssima Rede Manchete. Mas vendo os vídeos da loira, em vésperas de dia das crianças e muita nostalgia carregada pela semana afora, a gente acaba se deparando com vídeo bem conhecido por alguns onde Xuxa aparenta não se dar bem com as crianças ou não tinha jeito pra coisa no começo da carreira. Era bem comum a Xuxa dar algumas gafes como soltar um "vixe", dar um selinho no cantor Silvinho e coisas do gênero.

O que chama mais atenção são nos momentos em que Xuxa perde a paciência com alguns moleque no meio do programa. Algo impagável para os tempos de hoje. Vamos levar em consideração de que a estética do programa era bem precária se comparada aos tempos do Xou da Xuxa, onde ela tinha Paquitas e Paquitos, tenha o Dengue e o Praga pra auxiliá-la. Aí dava pra fazer um programa legal e organizado.

Veja o vídeo abaixo e repare com a Xuxa melhorou bastante de 30 anos pra cá e aprendeu a ter mais paciência com seu público. Ela era esquentada ou apenas estava tentando ser legal?

 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Kamen Rider Drive começa com retorno das origens dos Neo-Heisei Riders

Rider motorista começa com boa acelerada

Neste domingo (5) foi ao ar pela TV Asahi (no Japão, é claro) o primeiro episódio de Kamen Rider Drive. Ainda é cedo pra dizer se será uma série promissora, mas começou muito bem. Como é padrão de várias séries de tokusatsu, tudo ficou na introdução pra depois as pontas serem ligadas e explicadas a partir do segundo episódio.

Drive resgatou a essência dos Neo-Heisei Kamen Riders (De W pra frente), voltando com aquela pegada mais carismática e com alívios cômicos. Quase chegando a infantil. Ou seja, Kamen Rider Gaim cumpriu do início ao fim sua promessa e meta para resgatar a essência da primeira década dos Heisei Riders (De Kuuga ao Decade). Só em ter o roteiro do competente Riku Sanjô, o mesmo de Kamen Rider W (Double), já é motivo pra esperar algo com excelência daqui pra frente. Claro que o roteiro pode sofrer alguma ou outra derrapada, né? Pra alegria de muitos, e minha também, o herói apanhou e ralou no chão em forma civil, como já vinha acontecendo desde o Kamen Rider OOO (Ôzu). Isso é essencial para todo tokusatsu de qualquer época.

Essa dupla parece ter saído de um dorama...

A interação entre o herói Shinnosuke Tomari e sua parceira policial Kiriko Shinjima passa uma boa impressão. Kiriko, pro ser fria e seguir os passos de Tomari, lembra um gênio de "anê" (irmã mais velha). Só que a garota não é gasguita, mas também não passa um sorriso no rosto. Tomari já tem um jeito mais largado, após ter passado por uma desaceleração no dia em que seu amigo morreu por acidente.

O ataque noturno dos Roidmude, mostrada no início do episódio, foi algo digno de cinema. Temo que esses ataques de desaceleração fiquem cansativos. A vulnerabilidade para cair na mesmice é maior. Nada que uma boa inovação não possa resolver isso futuramente. Ah, a ideia de Drive ter uma base secreta e um cinto falante é bacana.

Torço pra que seja uma ótima série e espero que minhas apostas estejam certas ou superem minhas expectativas. Tem tudo pra ser uma ótima série ou mais que isso.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sobre falta de certas matérias

Ultimamente o "editor-chefe" deste site (no caso, sou eu mesmo) meio que tem sido cobrado por alguns leitores quanto à questão de matérias maiores para o blog. Já disseram que eu deveria escrever sobre aquele personagem de anime clássico ali, sobre aquela estreia de tokusatsu acolá, e coisa tal e tal e coisa. Por um lado eu fico feliz, pois é sinal de uma repercussão positiva do blog - e de que vocês tem paciência pra aguentar este cabra velho que vos escreve. (kkk) Mas acho que poucos ainda não entenderam ou não perceberam certas realidades, das quais venho explanar agora, que todo blogueiro em atividade passa.

Gente, de boa, eu sou apenas um só. Tá certo que eu mantenho o site no ar (grande coisa, hein?), mas não vivo apenas disso. Eu tenho meu horário diário pra escrever/rascunhar/atualizar o espaço. Como tenho também meu trabalho, meus estudos, minhas atividades pessoais, etc. Tenho meus horários pra assistir minhas séries e falar de algum ponto interessante que mais me despertar mais atenção pra comentar aqui.

Tenho recebido algumas sugestões também pra escrever sobre alguma série ou algum filme que ainda não vi. É claro que aceito todas as que vierem. O blog pode não ser um grande site de notícias/matérias/resenhas especiais ou uma revista eletrônica super-hiper-ultra-mega-power especializadíssima como muitos por aí. Até porque nem blog pessoal seria, né? Gosto de fazer matérias por aqui. Sejam médias ou sejam grandes. É legal? Com certeza, e é muito prazeroso. É fácil? Não. Tudo isso requer um certo tempo disponível. Coisa que não tenho tido nas últimas semanas por conta do período eleitoral, que terminou e vai voltar ainda na semana. Antes que me perguntem, não fui candidato (e nem pretendo ser). Apenas tive excesso de serviço devido à inserções deste tipo de material para veicular em grade de programação. Já que rádio é o meio de comunicação que atuo. E isso me tomou tempo e só sobrava mesmo pra fazer comentários das séries atuais. Muitas das matérias especiais que foram ao ar neste período, como dos Cavaleiros do Zodíaco, já estavam prontas há muito tempo. Outras não consegui terminar. É como o caso de uma série japonesa que ainda estou escrevendo para a volta da seção Ponto de Vista, que estava prevista para ir ao ar ainda nesta semana, e será adiada por tempo indeterminado por não estar nem na metade da pauta.

Todo blog do ramo/gênero segue essa base. No caso, em off eu digo que o Blog DAILEON e eu somos um só cérebro. Falo sobre cultura pop americana (especificamente sobre séries filmes), japonesa (sobre animes/tokusatsu) e um pouco da brasileira. É isso. Como muitos blogs em geral, este é um espaço onde escrevo sobre aquilo que está ao meu alcance e domínio, dentro do propósito do determinado globo temático.

Felizmente ou infelizmente, a falta de tempo e o fato de não poder assistir a tudo o que se quer é a sina de qualquer blogueiro/crítico. Mas enquanto eu estiver vivo, vou estar por aqui e teremos bastante tempo no futuro pra dissecar vários assunto, assistir a variados episódios, pesquisar pra falar de maneira solta e ter mais interação para o público participar e opinar.

Maria Betânia cantando "Pegasus Fantasy"?

Ontem o nosso Ricardo Cruz, cantor brasileiro da banda japonesa JAM Project, postou um vídeo no YouTube onde ele dizia que sonhou que estava cantando ao lado de Maria Betânia em algum show. Daí ele se perguntou como se a cantora da MPB chegasse a cantar "Pegasus Fantasy", o famoso tema de Os Cavaleiros do Zodíaco que virou um hino em vários eventos de anime.

Foi feita, pelo próprio Ricardo, uma montagem engraçadinha da dona da maior voz do Brasil cantando da maneira que ele imaginou que poderia ser. Veja aí se ficou bacana:


Pitaco - Tiririca e seu humor genial no Horário Político

"Que "bifões", bicho." (Foto: Reprodução)

Depois de um longo período eleitoral, a coluna Pitaco está de volta pra falar sobre alguma coisa ou outra relacionada ao mundo paralelo (e atípico) da nossa cultura pop. Não sei se você teve paciência pra assistir ao Horário Político. Particularmente não tive muito tempo saco pra assistir. Mas do pouco que me restava para ver na TV, mudava o sinal local para o sinal de São Paulo, na hora da programação estadual (é claro), para ver nada mais e nada menos que o Tiririca.

Falando sério, eu sintonizava mais para vê-lo fazer graça mesmo. Aliás, quem é que não gosta de ver suas palhaçadas, não é verdade? Só em a gente ver a cara dele, já dá vontade de rir à beça. Aqui o Tiririca fez o que sempre soube fazer de melhor - como humorista: matar o povo de risadas/gargalhadas. E logo em um horário em que costumeiramente muitas pessoas tem desligado a a TV com mais frequência e descontentamento às promessas que são feitas em todo santo período eleitoral do que em anos anteriores. 

Dá pra perceber que Tiririca investiu mais pesado na campanha desta vez. Como diferencial, ele começou imitando rei Roberto Carlos parodiando a música "O Portão". Com direito à uma referência ao Friboi. Sensacional. Uma das melhores performances do cearense, embora tenha sido dublado ao cantar. Houve um momento em que o palhaço também foi dublado ao imitar o Pelé. Nada que não nos fizesse arrancar umas boas gargalhadas. Como prestação de contas ao eleitor, Tiririca foi criativo ao brincar com situações como conhecer "Brasília" (simbolizada pelo carro de mesmo nome), ocupar uma "tribuna", lutar pela "bandeira dos cornos", e até com as repressões pelas quais foi questionado após ser eleito em 2010.

Foi uma boa ver o Tiririca novamente no meio humorístico depois de tanto tempo, mesmo que sendo de passagem para uma campanha eleitoral. Bem que ele poderia retornar aos palcos e tal, mas agora sua empreitada é outra. Quem sabe o veremos naquele comercial de uma famosa campanha publicitária de sucesso, já que as eleições para os deputados já acabou, né?. Certamente o palhaço está liberado pra isso.

Se você não viu ainda ou quer ver de novo, confira os vídeos do Tiririca em campanha neste ano e se bula de rir. Vale a pena ver todos, "abestado!":
 
 
  
  
  
  
 

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A pior música de todos os tempos da última semana


Alguém aí já ouviu no rádio a música "Bilu Bilu"? Se não ouviu, parabéns. Você é uma pessoa feliz. Se já, bem vindo ao clube. (rsrs) De qualquer forma, ouça aqui. A música do cantor de tecnobrega chamado Pablo, também conhecido como "A Voz Romântica" (quem?!), é a PIOR música das paradas de sucesso atualmente. Não sei se aquilo dá pra ser enquadrado no rol da "periferia" sertaneja da atualidade. Mas o ritmo lembra muito o gênero. A melodia é até engraçadinha e você acha bonitinha no começo. Mas quando vem o refrão, meu cumpadi, você não sabe se ri ou se chora e loga dá uma vontade de rebolar uma banda de tijolo no aparelho de som que tiver tocando esta praga.

"Bilu Bilu" é uma daquelas música chiclete que entram na cabeça do ouvinte sem pedir licença, que chegam a atormentar o mais fundo do subconsciente nos momentos de extremo sossego. Cá pra nós: a letra é pobre de criatividade, não tem sentimentalismo sequer, poetismo zero, é feita pra ganhar dinheiro nas coxas, e daqui a 20-30 anos jamais será lembrada como grandes clássicos do passado que perpetuam há várias décadas em boa parte das emissoras de rádio.

O refrão começa assim: "Como criança em seus braços/Eu me sinto um rei de sangue azul/Gosto quando encosta em meu nariz e faz/Bilu bilu bilu bilu". E daí vem junto toda uma repetição de um tal de "bilu bilu bilu bilu" pra lá, "bilu bilu bilu bilu" pra cá, desculpa pra dizer "bilu bilu bilu bilu", carência depressiva pra mais um "bilu bilu bilu bilu"... Ah! Isso é de infartar fulminantemente ou estourar o cérebro até do mais renomado dos compositores da música brasileira.

Em off, eu digo sempre que tenho oportunidade pra falar que não existe mais romantismo nas músicas brega e sertanejo. O motivo são os mais óbvios possíveis. E o tal sucesso de Pablo é um exemplo da decadência musical no Brasil e do jeito que descrevi. Se há quem queira me provar o contrário, eu convido para escutar uma maratona da minha coletânea destes gêneros das antigas. Música romântica de verdade é aquela que fala sobre fio de cabelo no paletó, sobre as paredes azuis, sobre o convite inesperado de casamento, sobre o cara que não aprendeu dizer adeus, e por aí vai. Pena que os mais jovens nem fazem ideia de que músicas são essas ou quem as cantam, né?

A diferença de qualidade é gritante em todos os sentidos. Uma lástima.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nostalgia: Roswell completa 15 anos de sua estreia

No dia 6 de outubro de 1999 (quarta-feira), estreava nos EUA uma das melhores séries de drama sci-fi que já passou na TV. Roswell inicialmente ia ao ar

Elenco fixo da segunda 
temporada de Roswell
todas as quartas-feiras às nove da noite. Algo que pode ser visto hoje como um "Crepúsculo" da vida, mas que é bem superior e com menos enrolação.

Como o próprio título sugere, a história se passa na cidade onde foi supostamente descoberto um disco voador na famosa cidade do Novo México, em 1947. Fato que ficou conhecido mundialmente como Caso Roswell. Vários anos mais tarde, três crianças são descobertas no deserto e são acolhidas por humanos. Estas três crianças mantem-se unidas em contato e tentam entendem o porquê de seus poderes especiais, ainda que em segredo do restante da civilização.

No mês de setembro de 1999, ocorre um tiroteio onde a bela jovem Liz Parker é atingida. Antes que ela morresse, Max Evans salva sua colega de escola com seu poder. Este é o ponto de partida para os eventos desta série. Passamos conhecer as tais crianças que agora são adolescentes com poderes paranormais. Max vive com sua irmã Isabel (ou Isabele na dublagem) e os dois contam com o amigo Michael Guerin.


Quantos aos seus poderes especiais, Max tem o dom da cura e da telecinese. Além de projetar almas. Já Isabel pode invadir o sonho de uma determinada pessoa ao olhar para uma foto da mesma em questão. Obviamente isso funciona quando a pessoa está dormindo. E Michael tem dificuldades em controlar seus poderes, tendendo a fazer coisas explodirem quando sente raiva.

Inicialmente a série aborda a construção do drama entre os personagens. Já na primeira temporada são definidos os interesses amorosos entre Max e Liz, Isabel e Alex Withman, e Michael e Maria DeLuca. Uma vez que estes amigos de Liz se envolvem com o tal segredo do trio de aliens. O que acaba sendo o pivô do desenrolar da trama.


Da esq. para dir.: Isabel, Michael e Max

Na primeira temporada, a luta é para defender os Max e os outros do Xerife Jim Valenti, que investiga atividades paranormais pelo FBI, e desconfia de Max desde o piloto. Como contraponto, o seu filho Kyle foi o namorado de Liz no começo da série.

E quanto aos aliens do mal? Sim, estes aparecem em meados da temporada inicial e em boa hora. O primeiro dele é um metamorfo que atende pelo nome Nasedo, que é a causa de muita dor de cabeça e perseguição ao Max. A partir daí inicia-se a busca pelo quarto híbrido alienígena que teria vindo com o trio para a Terra. O enredo nos apresenta então a personagem Tess Harding, que seria a rival de Liz pelo coração de Max na segunda temporada.


A série tem bons momentos e sempre apareciam ligações onde acrescentavam algo quanto à origem dos heróis. A segunda temporada foi a melhor de todas e mais completa e na medida certa, tanto no quesito drama quanto no sci-fi. Os novos inimigos eram os aliens Skins, que procuravam caçar os híbridos alienígenas de Antar (o planeta natal dos protagonistas forasteiros). Com direito à um episódio que retratou bem uma batalha final entre as duas raças na Terra. Algo digno a um season finale. Ainda na segunda temporada, o elenco tem uma baixa de um personagem importante na trama.

Infelizmente a terceira temporada teve vários problemas. Pra começar: Roswell migrou da The WB para a UPN em 2001. (Nota: ambas as emissoras foram extintas em setembro de 2006 para formar o canal The CW) A produção de Roswell passou por problemas financeiros e adotou um tom mais realista do que da própria ficção científica. Deixando alguns episódios monótonos e perdendo bruscamente a qualidade. Ainda assim, o final da série teve a pegada que deu origem aos acontecimentos e o final foi algo surpreendente. Um tanto rápida até, mas o suficiente para um desfecho de uma série que marcou uma geração que acompanhou o programa.

Roswell foi o palco de alguns rostos conhecidos das séries mais recentes. Como Katherine Heigl (Isabel) que ficou famosa como a Dra. Isobel "Izzie" Katherine Stevens na seis primeiras temporadas de Grey's Anatomy; A atriz Emilie de Ravin marcou com a gravida Claire Litteton em Lost; e o ator Adam Rodriguez, o Eric Delko de CSI: Miami, entrou para o elenco fixo da terceira e última temporada como Jesse Ramirez - o novo namorado de uma das garotas da trama. Curiosamente, o saudoso ator Heath "Coringa" Ledger fez um audition para o papel de Max Evans.



No Brasil, Roswell era exibido todos os sábados na Fox, religiosamente na faixa das sete da noite. Numa era em que passavam bons programas noturnos nos fins de semana e fazia gosto ficar em casa pra acompanhar. Com reprises no domingo à tarde. As duas temporadas passaram no horário oficial com a dublagem do estúdio paulista Mastersound. E as vozes são bem marcantes na memória de uma época onde série dublada era muito comum também na TV a cabo. A partir de maio de 2001, a Fox passaria a legendar algumas de suas séries veteranas como Buffy, Angel, Arquivo X e Boston Public, com a opção de dublagem nos fins de semana. Quanto ao Roswell, podia-se assistir nos sábados com o áudio original e nos domingos com a então habitual dublagem.

Em 2001, Roswell passou na última passagem da saudosa Sessão Aventura da Rede Globo, sempre às segundas-feiras no terrível horário das 11h15 da manhã sob o horrendo título Arquivo Roswell (Hein?!). A série fazia rodízio com outras séries como Sheena (às terças), Parceiros da Lei (às quartas), Stargate (às quintas) e O Homem Invisível (às sextas). Infelizmente a então nova edição da Sessão Aventura ficou no ar apenas por três semanas - de 2 a 20 de julho daquele ano - e permanece "póstuma" até os dias de hoje. Acarretado pelo descaso que a Globo tem com os enlatados americanos até hoje. (E pensar que a emissora pensa em adquirir séries da Warner futuramente...) Ou seja, nem deu tempo de Roswell despontar popularmente na TV aberta como se esperava e como merecia de fato. Nem ao menos fez uma dobradinha com Dawson's Creek nas manhãs de sábado. Ficou no anonimato da maioria do público brasileiro em geral. A Sessão Aventura foi substituída pelo anime Dragon Ball Z na saga de Majin Boo, onde teve um retorno de audiência por ser uma série dita como "infantil" em horário de programas infantis. (:P)



A trilha sonora de Roswell contou com um bom repertório da musica popular teen americana da época. Como destaque ficam Coldplay, Nelly Furtado, dentre outros nomes. Mas o mais marcante, ou senão a mais clássica/memorável, a música "Here With Me", tema de abertura cantada por Dido.

Roswell pode não ser tão popular atualmente como em seu auge, porém é uma série que merece destaque ao lado de Star Trek e de tantas outras do gênero. Uma reprise na TV seria ideal para a nova geração conhecer essa série bacana.


 

sábado, 4 de outubro de 2014

A suposta "censura" de TERRAFORMARS, a falta de informação de otakus e a prestação do falso serviço

TERRAFORMARS deveria ser mais violento do que já é?

Estava eu de passagem nesta semana por uma certa fansub (que não vou citar o nome por questões de ética) e acabei me deparando com alguns causos bem curiosos quanto aos comentários do primeiro episódio de TERRAFORMARS. O anime estreou no Japão pela TOKYO MX na semana passada e pode vista no Brasil via Crunchyroll.

Eis uns comentários que me chamaram mais atenção:

- "só acho q terra formars vai ter 12 episódios. censura d acaba com o anime..."

- "Terra Formars é muito foda, mas a censura está acabando com o anime. Eles deviam exibir os episódios depois da meia-noite."

- "Pode ser as 4 da manhã que vai ter censura. É lei no Japão, assim como os filmes pornôs também tem por lá..."

- "Velho, parei de assistir esse Terra Formars, censura escrota FDP."

- "Terra Formars está bom. Os humanos têm que reagir. Para quem está falando sobre a censura: Para que tanta obsessão por violência? Psicopatas."

Tenho que ser mais que obrigado a concordar com este último comentário, pela coerência absoluta. Ao contrário dos comentários anteriores. Quem assistiu ao primeiro episódio se deparou com uma cena violenta mesmo que deixo pra quem não viu ainda opinar. Mas poxa, será que uma excedência à uma carnificina que tanto alguns querem - mais do que já tinha ido ao ar - ou a falta dela mexe com toda a história ou com a qualidade do roteiro? Pera lá. Vamo com calma, criançada. A coisa foi bem parecida com quando Os Cavaleiros do Zodíaco foi adaptado do mangá para o anime.

Quanto à censura, se ela tem força ou não nas madrugadas, é outro assunto. Mas se bem já vimos, não muito distantemente, braços sendo torados em animes como Mahouka Koukou no Rettousei e Re: Hamatora, já vimos bustos e nádegas praticamente à mostra em Kill la Kill e por aí vai. Que bem me lembro, o anime Saikin, Imouto no Yousu ga Chotto Okashiin Da Ga sofreu censura em janeiro deste ano por passar na faixa das 22:00 de sábado na TOKYO MX, pelas cenas de puro apelo sexual e de incesto. Teve que mudar de horário no mês seguinte para as madrugadas de terça para quarta na mesma emissora. E é um anime pra se passar bem longe, mas bem longe mesmo de tão ruim e nojento que é.

Outra incoerência que me chamou a atenção era quanto à falta de informação que muitos dependentes de fansubs tem por aí em plena era digital. TERRAFORMARS é exibido sim depois da meia-noite. Ás 24:30 de sexta (0:30 de sábado) pra ser mais exato. Falta uma procura de uma fonte confiável pela juventude. Talvez seja medo/desconfiança de pesquisar numa Wikipédia estrangeira. Neste caso eu recomendaria as versões em inglês e japonês por ter fontes fidelíssimas. O fato de ter 13 episódios (e não 12 como foi equivocadamente dito) não significa que a série será ruim. O negócio é assistir do inicio ao fim, já que a série é curta mesmo. Até aqui, TERRAFORMARS é um anime interessante e não passa disso, por enquanto. O primeiro episódio teve uma base bem introdutória que não explica muita coisa. É cedo demais pra julgar e dizer se irá vingar ou não. Normal para um tempo de estreias. Ainda tenho que assistir ao segundo episódio. Depois comento mais sobre o anime aqui no blog.

Volta e meia me deparei com pedidos de animes que nem sequer a tal fansub deu satisfação em responder se vai legendar ou não. Se vai continuar ou resfriar na geladeira, etc. Ainda bem que temos algo oficial no país, né? Aliás, atualmente as fansubs de animes estão atrapalhando mais do que ajudando. Verdade seja dita. Antes, quando não tínhamos serviço oficial para o meio, tudo era feito pra divulgar. Mesmo sendo ilegal. Agora que temos algo oficial - e que não tem o que doutor reclamar, as mesmas fansubs continuam legendando novos animes que estão sendo licenciadas atualmente no Brasil. Tá certo que a questão de licenciamento é algo que não depende da Chunchyroll e da Netflix, e sim das distribuidoras que os levam para estes serviços.

Já que é a função das fansubs foram sempre de divulgar materiais inexistentes no país, então por que competir com algo que é mais rentável e é mais dinâmico? Não seria melhor e mais prático legendar apenas as séries que não estão licenciadas no Brasil?

É isso. Fica com as "manivelas" quem gosta de sofrer com as "manivelas". Se duvidar, ano que vem vai ter até "trânsito aéreo" pra facilitar e haverá oposição...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Kamen Rider Gaim termina com chave de ouro e uma nova chance para Mitchy

Gaim e Ryugen juntos para a última batalha

[SPOILERS]

O final de Kamen Rider Gaim foi incrível. Coisa pra deixar saudades e ficar marcada na memória de quem assistiu esta maravilhosa série. O epílogo serviu pra mostrar o que aconteceu com os demais personagens que ficaram em Zawame City, meses depois dos ataques dos Overlords.

Aqui o Mitchy teve sua justa remissão e ficou responsável para proteger a cidade no lugar de Kouta. O nosso herói se tornou o tal "Homem do Começo" (Hajimari no Otoko) e foi com Mai para criar um novo mundo. Simplesmente a luta final entre Gaim Kiwami Arms (Kouta) e Ryugen (Mitchy) foi digna de um último episódio. Aliás, Mitchy mereceu essa chance e foi bem melhor do que ele morrer no final, como foi o caso de Masato Kusaka/Kamen Rider Kaixa de Kamen Rider 555 (Faiz). O garoto se mostrou um grande personagem. E como vilão que foi nos momentos finais, ele foi um dos mais marcantes da história dos tokusatsus. Um "bom" vilão, muitas vezes, é aquele que você sente raiva dele até dizer chega. E quantas vezes este blogueiro não teve umas vontades de dar uns tapas no escutador de novela dele, hein.

E fica minha dica para quem ainda não assistiu e está lendo estes spoilers - sem culpa nenhuma no juízo. Assista esta série do início ao fim. Tenha paciência e não vá na onda dos pré-julgamentos do tipo "ah, o Rider-fruta! Bagh!". Veja por si próprio e tire suas próprias conclusões. Talvez você tenha a mesma opinião ao finalizar. Garanto que não se arrependerá.

E que venha o Kamen Rider Drive no próximo domingo. Parabéns a Toei Company por esta ótima série de Kamen Rider.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

"Millenario" será a única coisa de Mahouka Koukou no Rettousei que fará falta

Os Irmãos Shiba só deixam saudades apenas no quesito musical

Que Mahouka Koukou no Rettosei foi um anime de grande aposta pela imprensa japonesa e foi o contrário de tudo o que foi dito no início, é fato. Praticamente nada teve rastros de saudades ou da famosa depressão pós-anime (felizmente sou vacinado disso. rsrs). Mas tem uma coisa que dá pra dizer foi guardada com carinho na memória: a música "Millenário" da cantora Elisa.

O primeiro tema de encerramento do anime é uma das canções mais lindas que já foram tocadas neste planeta azul que a gente chama de Terra. Veiculada nos primeiros treze episódios da série e voltou a ser tocada depois num encerramento especial, onde Tatsuya e Miyuki dançaram uma valsa naquela festa entre os estudantes da Escola de Magia. Antes de qualquer coisa, a tal cena não foi constrangedora. Mas, venhamos e convenhamos, foi mais bonita entre os estranhos Irmãos Shiba. Aliás, tenho que tirar o chapéu pra trilha sonora (OSTs e BGMs) que são muito boas.

Se você não lembra da música ou de repente passou direto, ouça aí e diga se é ou não uma melodia angelical:



Linda, não é mesmo? Até lembra de um certo tom inocente do início da série, quando tinha que se esperar algo engrenar de vez na trama. A música já começava nos segundos finais da história do episódio até chegar ao ending acima. É uma canção que dificilmente tocaria novamente numa futura nova temporada. Mas teria que haver um tema que chegue aos pés da qualidade de "Millenario".

Apesar de Mahouka não ter sido nem a metade que foi apontado há seis meses atrás, "Millenario" ecoará um bom tempo na cabeça de quem assistia semanalmente o anime.

Adult Swim está de volta, agora pela TBS

Harvey, o Advogado e antigas atrações estão de volta nas madrugadas

Uma notícia que saiu na semana, mas que ainda vale a pena destacar. Quem tinha o Cartoon Network há cerca de nove anos atrás, provavelmente assistia a um "notório" bloco chamado Adult Swim, que era exibido nos finais de semana de madrugada. Eis que o canal pago TBS Brasil ressuscita o bloco e agenda a estreia para o dia 3 de novembro às 24h00.

Inicialmente, aqueles desenhos que víamos lá na primeira fase como Harvey, o Advogado, Laboratório Submarino 2021, Acqua Teen, Frango Robô e Space Ghost Costa a Costa estão garantidos para agitar os insoniosos de plantão. Atrações inéditas irão surgir com o tempo na grade de programação do Adult Swim.

O bloco Adult Swim estreou no Cartoon Network Brasil no dia 7 de outubro de 2005 e ia ao ar sempre de sexta à domingo, das 23h00 à 1h00. Era seguido de uma reprise na mesma sequencia entre 1h00 e 3h00 da manhã. Os desenhos são recomendados para maiores de 18 anos. Mas não significa que haja conteúdo propriamente pornográfico ou coisa do tipo. É que as piadas eram feitas para uma compreensão mais madura. Embora houvesse algum ou outro programa com conteúdo apelativo e outros nem tanto. Infelizmente, após alguns vacilos, o bloco saiu do ar em 2008. Adult Swim é um grande sucesso no Cartoon americano, ao lado do - outro bloco que merecia uma nova vida chamado - Toonami.

Quem puder ficar acordado até tarde e não pestanejar, dê uma boa conferida na programação. Vale a pena relembrar velhos tempos de uma "boa noite de insonia". Que beleza, hein.