sexta-feira, 10 de março de 2017

Game of Thrones tem data e vídeo da nova temporada

É fã de Game of Thrones? Então você tem motivo duplo pra comemorar. Numa transmissão ao vivo via Facebook, aconteceu um anúncio oficial da sétima e penúltima temporada da série. A estreia está marcada para 16 de abril na HBO e vai contar com sete episódios ao todo. Neste mesmo anúncio saiu o primeiro teaser-trailer que você confere a seguir:


quinta-feira, 9 de março de 2017

Entendendo a origem de Gorenger e JAKQ na franquia Super Sentai

Os esquadrões Gorenger e JAKQ

As duas séries Super Sentai criadas por Shotarô Ishinomori (o mesmo de Kamen Rider) são dois pilares importantes da história da franquia dos heróis multi-coloridos. Mas o que poucos sabem (pelo menos aqui no Brasil) é que isso nem sempre foi assim. Essa é uma análise importante para compreendermos o conceito dos heróis. Seguem alguns pontos para compreensão:


Gorenger e JAKQ não faziam parte da franquia até os anos 90

Antes de tudo, precisamos entender que o primeiro Super Sentai, de fato, foi Battle Fever J, de 1979. No ano anterior a Toei passava por sua primeira crise de instabilidade (a segunda foi em 1981). Apenas duas séries tokusatsu foram lançadas pelo estúdio em 1978: Spider-Man e Ganbarê! Red Vickies. Ambas estavam com os dias contados e a Toei precisava inovar, afim de não cair no prejuízo.

Já no segundo ano (de um total de quatro) de parceria entre a Toei e a Marvel, surgia um projeto de uma nova série que inicialmente era intitulado como Captain Japan. Uma clara versão japonesa do Capitão América. O alter-ego do herói se chamaria Masao Den. Ele seria um ciborgue que lutaria contra a organização secreta Beta. Assim como o Homem-Aranha japonês, Captain Japan teria uma nave-mãe chamada Captain Baser que poderia se converter no robô gigante Nelson. Tudo muito parecido com Spider-Man até aí. Só que Captain Japan teria uma ajudante. Seu nome seria Miss America. Baseada na Miss Marvel.

Antes da estreia, o projeto sofreu mudanças. Foram incluídos mais três heróis. O robô que fora inspirado em Leopardon se tornou numa espécie de "samurai gigante". A organização secreta Beta foi rebatizada como Egos. E finalmente o herói Captain Japan teve o nome trocado para Battle Japan. E assim nascia a série Battle Fever J. O "J" do título é uma inicial da palavra "Jumbo", por causa do robô gigante que recebia então o batismo de Battle Fever Robo.

É preciso que se diga que nesse ponto da história não havia ainda uma concepção de Super Sentai como temos hoje. Tanto que o nome da franquia não existia. Coisa que só aconteceu a partir de 1981 com Sun Vulcan, que firmou o conceito. Porém nem tudo era certo, pois tudo dependia do fator audiência para se manter no ar. Hoje é comum termos uma série com duração de um ano. Mas antigamente, se a série não tivesse retorno, poderia ser cancelada. Por isso a Toei fazia contratos curtos com os artistas.

Segundo o ex-ator Ryusuke Kawasaki, que viveu o primeiro Vul Eagle em Sun Vulcan, os contratos duravam cerca de seis meses. Como o contrato de Kawasaki não foi renovado, Takayuki Godai o substituiu para viver o segundo Vul Eagle. A mesma coisa aconteceu com a atriz Takako Kitagawa, a líder Zero One, do grupo Zero Girls. Sua personagem morreu antes da segunda metade de Sun Vulcan. Perigava-se também a saída de Kinya Sugi, o Vul Shark da série, mas isso nunca aconteceu.

Em tempo: Battle Fever J, que foi baseado em Spider-Man (de Saburo Hatte) foi um protótipo de Super Sentai e não nasceu para formar a franquia. Foi algo formado naturalmente. Ou seja, não foi inspirado em Gorenger e JAKQ nem muito menos uma sequencia. Por isso o nome de Shotarô Ishinomori não aparecia nestas séries.


Gorenger e JAKQ foram incluídos a partir dos anos 90

Algumas publicações incluíam ambas as séries como parte da franquia Super Sentai. Foi o caso, por exemplo, do livro Chodenshi Bioman Dai Hyakka, da editora Keibunsha. Porém, não se deve levar em conta uma vez que Ninja Captor (de 1976) também foi mencionado como um Super Sentai.

O primeiro livro a incluí-las de forma oficial foi Choseikizen Sentai Daizenshu, lançado pela editora Kodansha em 1993. O livro listava desde Gorenger até Dairanger, como uma forma de antecipar o aniversário da franquia com uma diferença de dois anos. Depois de uma certa demora, a editora Shogakukan também incluiu as duas obras de Ishinomori em seus livros.

E finalmente em 1995, na terceira edição do livro Super Sentai Chozenshu é que houve uma listagem de Gorenger até Ohranger (a série Super Sentai daquele ano). A primeira edição foi de 1990 e incluía de Battle Fever J a Fiveman. A segunda, de 1993, ia de Battle Fever J até Dairanger.

Em contrapartida, surgiram alguns questionamentos. O aniversário de 10 anos de Super Sentai, que foi comemorado em Turboranger (e ainda é oficialmente), seria "matematicamente" comemorado em Changeman. Se Gorenger se tornou a "origem" dos Super Sentai, o nome de Shotarô Ishinomori deveria ser creditado desde então como gensaku (criador) ao invés de Saburo Hatte. Mas isso é coisa que nem a Toei explica.

A franquia Super Sentai não deve ser vista como ininterrupta. Gorenger e JAKQ são exceções, uma vez que ambas não surgiram como Super Sentai, mas sim incluídas. Hoje em dia parece que as publicações ignoraram o passado encarando a transição de JAKQ e Battle Fever J como um processo natural de um conceito que foi formado anos mais tarde.

Créditos de informação: Michel Matsuda

quarta-feira, 8 de março de 2017

Andréa Beltrão ataca de monstro gigante em paródia do Tá no Ar ao Changeman

Electro Five, a paródia de Changeman (Foto: Reprodução/Globo)

Pra surpresa de quem acompanha o Tá no Ar, saiu a paródia de Changeman na noite desta terça (7). Há duas semanas a imagem dos heróis apareceu por alguns instantes, balançou o público que curte séries japonesas e finalmente pudemos ver o tal "Super Sentai" formado por Marcelo Adnet e elenco.

O nome da equipe é Denshi Sentai Electro Five. A cara é do Esquadrão Relâmpago e com prováveis referências ao Denziman e ao France Five (tokusatsu feito na França) no título. O tema de abertura tem uma breve variação à canção de Hironobu Kageyama e com direito aos elementos vistos na abertura de Changeman.

Quem acompanha há longa data o humorístico da Globo sabe que já teve piadas em inglês, em alemão e por aí vai. Aqui deu pra nota a fluência em japonês nos diálogos. Quem manja katakaná conseguiu ler os nomes estrangeiros e criados, como no caso do monstro da grande estrela Gazan que parecia um polvo. No caso deste foi interpretada por Andréa Beltrão (a eterna Zelda Scott de Armação Ilimitada).

Bom, os efeitos foram toscos e as maquetes mais caseira do que de costume. Para derrotar a gigante Beltrão, os Electro Five usaram a arma fatal Power Míssil (Power Bazooka). A logo da suposta emissora que exibia chama-se Tokyo TV (alusão à TV Tokyo?) e o termos "tsuzuku" apareceu no final do mini-episódio. Ainda com aquele jeitão dos anos 80 só que mais escrachado. E não posso deixar de mencionar a semelhança da bela Carol Portes e a lindíssima Luana Martau à Sayaka e Mai, respectivamente.

E assim foi a homenagem da Globo a um dos clássicos importantíssimos da história do tokusatsu na TV brasileira. Muito boa.


Andréa Beltão como um monstro gigante (Foto: Reprodução/Globo)

terça-feira, 7 de março de 2017

Cyborg 009: Call of Justice ultrapassa o estilo clássico de Ishinomori

Joe Shimamura e amigos mais triunfais do que nunca

A série original de mangá ultrapassou cinco décadas. Lançada pela primeira vez em julho de 1964, a publicação original de Shotarô Ishinomori (o mesmo de Kamen Rider) rendeu várias séries e filmes em anime. Sendo que no Brasil vieram a série clássica de 1968 (com 26 episódios) exibida pela extinta TV Tupi, o filme Cyborg 009 contra o Monstro do Mar (direto-para-vídeo), a série Cyborg 009: The Cyborg Soldier (51 episódios) pelo Cartoon Network e o mais recente OVA de 3 episódios que serviu de crossover com Devilman exibido mundialmente pela Netflix.

Entre novembro e dezembro de 2016 o cinema japonês exibiu a trilogia Cyborg 009: Call of Justice. Produção da Production I.G em parceria OLM Digital e distribuição da Toho. A trilogia contou com os trabalhos de Kenji Kamiyama (de 009 Re:Cyborg) e Kokai Kakimoto na direção. Desde fevereiro esta nova produção pode ser vista com selo de exclusividade da Netflix em 12 episódios com meia hora de duração cada.

Após décadas lutando pela paz, os ciborgues Zero-Zero, criados pelo engenhoso Dr. Gilmore, são convocados para lutar contra um novo inimigo capaz de controlar a humanidade e até mesmo as máquinas. Tudo começa quando Lucy Devenport, filha de um renomado cientista, descobre os segredos de uma tribo de seres imortais conhecida como The Blessed. A partir de então todo um quebra-cabeça é formado com ação, suspense e mais pistas que vão sendo desvendados a cada episódio. Causando tensão e deixando o espectador na ponta do sofá com momentos que garantem muita imprevisibilidade.

O visual dos personagens foram repaginados e a estética teve que se habituar aos novos tempos, com animação em 3D (a princípio ficou estranha, mas dá pra se acostumar), trilha sonora pop agradável e elementos que tratam sobre política e conspiração. Algo totalmente distante da era clássica. Para o público "das antigas" é um bom momento de ver Joe Shimamura e seus amigos numa aventura envolvente nos dias atuais. E Cyborg 009: Call of Justice vem conquistando o público jovem. Uma forma de atrair novos fãs a conhecerem a franquia de Ishinomori. Outro ponto a se destacar é a caprichada dublagem paulista que manteve a mesma qualidade conferida em AJIN: Demi-Human, por exemplo.

E que venha Devilman com mais uma produção inédita sob o selo original da Netflix. A nova produção foi anunciada recentemente, porém sem mais detalhes até o momento.

segunda-feira, 6 de março de 2017

De herói, Goku se torna vilão por seu rival em Dragon Ball Super

Goku no episódio deste domingo (5) (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

O novo torneio começou e as lutas estão rápidas para os padrões. Pelo menos uma luta por episódio. Por um lado é melhor, pois evita se estender e exagerar aqui ou acolá. Pois bem, algo inusitado aconteceu neste fim de semana em Dragon Ball Super. Goku, que era o verdadeiro salvador do Sétimo Universo, se tornou inimigo dos seus adversários no torneio.

O responsável foi Bergamo, um guerreiro conhecido em seu mundo por ser perigoso. Ele persuadiu facilmente como o responsável pela decisão de Zen'oh em destruir cada universo que fosse derrotado (salvo exceções) e ainda conseguiu o perdão de todos os universos, caso derrotasse Goku. Isso não aconteceu e logo a ira dos guerreiros foi atiçada.

Mais engraçado ainda é que surgiu um outro guerreiro que veio, sabe-se lá de onde, só para derrotar o Goku. Esse torneio agora está ficando interessante. Pena que temos que esperar mais duas semanas, já que Dragon Ball Super vai pausar no domingo que vem.

Quem dirá que Power Rangers vai proibir o tokusatsu na Coréia do Sul?

Os primeiros Rangers sul-coreanos

Você deve estar sabendo sobre a nova versão coreana de Kyoryuger, né? Antes de qualquer coisa, vale mencionar que a série Super Sentai original de 2013 passou na Coréia do Sul como Power Rangers Dino Brave. Bem como acontece todos os anos por lá quando uma nova série Super Sentai é lançada. Devido ao sucesso, a série ganhou uma adaptação como Power Rangers Dino Force Brave. Sendo a primeira adaptação sul-coreana de Super Sentai.

Ao contrário da lógica de quem acha que "onde tem Power Rangers não tem tokusatsu" (como se a franquia nipo-americana não fosse), esta nova versão deve agregar e contribuir para o cenário do gênero no país. E claro, não vai proibir a exportação de séries japonesas por lá (que nem foi o caso do Brasil, entenda). O curioso é que a maioria dos atores são artistas de bandas de K-pop, o que é bem comum esse tipo de coisa nas séries de dramas locais. Mais interessante ainda é o envolvimento do competentíssimo Koichi Sakamoto na direção.

Vendo essa harmonia que a Toei tem com a Saban (dos EUA) e agora com a Daewon Animation (da Coréia do Sul), fica mais uma prova de que não tem essa de proibição de novas séries Super Sentai no Brasil ou em qualquer outro país. O que falta mesmo por aqui é interesse das distribuidoras locais e a motivação de boa fatia do público. Fato.

E é bom deixar claro um coisa: tanto Power Rangers feitos nos EUA quanto na Coréia, no Brasil em até no Azerbajão são tokusatsu. Não é porque uma produção é feita fora do Japão que a essência seja inexistente.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Maskman, um grande Super Sentai sem o menor glamour

O Super Esquadrão de 1987

Nesta semana uma das séries Super Sentai que passaram pelo Brasil completou três décadas de estreia no Japão. Hikari Sentai Maskman veio pra cá pela extinta licenciadora Everest Vídeo, do sr. Toshihiko "Toshi" Egashira, num pacote que incluía outras séries tokusatsu como Spielvan, Kamen Rider Black e Metalder (este último estreou primeiro em 1990). Sua primeira exibição foi pela também extinta Rede Manchete, em 22 de abril de 1991.

Originalmente, Maskman foi exibido pela emissora japonesa TV Asahi entre 28 de fevereiro de 1987 e 20 de fevereiro de 1988. Substituindo Flashman e antecedendo LivemanForam 51 episódios semanais lançados na faixa das seis da tarde, sempre aos sábados. Ainda contou com um filme lançado no extinto Festival de Mangá da Toei, ao lado de Metalder, Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball.

O seriado apresentava cinco jovens lutadores de diferentes artes marciais que foram recrutados secretamente pelo Chefe Sugata para combater o Império Subterrâneo Tube, encabeçado pelo demoníaco Rei Zeba. O quinteto é formado pelo líder Takeo/Red Mask (Takeru), Kenta/Black Mask, Akira/Blue, Sayaka/Yellow (Haruka), Keiko/Pink (Momoko).

No episódio 39, surge um sexto integrante chamado Mask X-1 (X-1 Mask), que seria o primeiro Maskman. Com design original e posteriormente rejeitado pela Toei Company, Mask X-1 jamais foi oficializado como um Sexto Ranger nem como um Bangai Hero (herói extra) das séries Super Sentai.

Em janeiro de 1999, Maskman voltou a ser reprisado na Manchete. Inicialmente nas noites de sábado e domingo. Os seis primeiros episódios serviram de tapa-buraco da programação no período de carnaval daquele ano, uma vez que a emissora carioca estava à beira da falência e não transmitiu os desfiles das Escolas de Samba (houveram apenas reprises). Logo ganhou exibição diária ao meio-dia, sempre com dois episódios. Na primeira semana de junho, agora como TV! (RedeTV!), Maskman foi exibido em dois horários, junto com as reprises de JiraiyaShurato e YuYu Hakusho. Após isso, as reprises destas séries passaram por constantes mudanças de horário até o fim da transição da emissora de Osasco. Ao todo, as reprises de Maskman não passaram dos primeiros 36 episódios.

Curiosamente a dublagem contou com a repetição da voz de Francisco Bretas como Red Mask. Antes ele dublou Red Flash e Goggle Red, respectivamente em Flashman e Goggle Five. Provavelmente este seja o último trabalho do saudoso dublador Carlos Laranjeira (Black Mask), falecido em maio de 1993.

Infelizmente Maskman não obteve a mesma popularidade no Brasil como seus antecessores, Changeman e Flashman. Foi a quarta e última série Super Sentai lançada no Brasil. O número já é inferior aos EUA que contam atualmente com cinco séries originais da franquia só nos últimos três anos. Quem acompanhou a série, deve ter se vibrado e se emocionado com o ritmo dramático e extremamente violento dos episódios.

Sem dúvida foi uma das melhores que passaram por aqui e que não alcançou um reconhecimento cult entre o público brasileiro.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Em Digimon tri., amnésia deixa novo arco arrastado e Piyomon mais mala do que nunca

Piyomon estava estranha nos novos episódios (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Antes de tudo, é legal ver os personagens de Digimon Adventure de volta. A Toei Animation nos tem proporcionado essa chance a cada duas vezes por ano com a nova série Digimon Adventure tri.. Neste carnaval estreou o arco "Perda" com mais quatro episódios. Foi uma das sagas mais sofridas até aqui. Tanto pela amnésia dos Digimons (ocorrida no arco anterior) quanto pelo drama excessivo.

O foco desta vez esteve na dupla Sora/Piyomon. A garota estava mais indecisa (o que é comum na adolescência) e o ser digital estava bem chato e insensível. Apesar do dramalhão, os laços de amizade de ambas se intensificaram. Além das nova mega digievoluções de Piyomon e mais Patamon e Tentomon. A mudança de personalidade de Piyomon superou a dureza que é o drama entre Mei e Meiccomon.

Pra não dizer que os mais recentes episódios de Digimon tri. só tiveram baixos, ficamos sabendo sobre a suposta aparição de Ken Ichijoji, o Imperador Digimon na trama. O último episódio foi importante, cheio de ação, digievoluções demoradas e deu um gancho para o próximo arco intitulado "Simbiose" que vai estrear em algum ponto do segundo semestre deste ano. Lembrando que o mesmo será o penúltimo arco.

"Perda" não é aquele arco empolgante que esperávamos. Perde apenas para o segundo, "Determinação", no quesito chatice. Apesar dos pesares, abriu a porteira para a reta final de Digimon Adventure tri. que promete sacudir com mais revelações. Fica a torcida pra que "Simbiose" seja uma saga marcante tanto quanto foi o primeiro arco deste revival da série clássica.


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A Netflix notificou em seu catálogo que a série tokusatsu Ultraseven X vai ser expirado no dia 1 de abril, quando completa um ano de estreia no canal de streaming. Outra série japonesa que sairá do catálogo é o anime Madoka Magica, que está disponível desde 29 de março de 2014 e vai sair do ar na mesma data deste ano. Se ainda não conferiu esta é a última chance de maratoná-las. Ambas podem ser renovadas antes ou depois do fim do contrato.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A história da série clássica Uchuu Keiji Gavan

Gavan em sua moto Cyberian

A história do tokusatsu nos anos 70 foi marcada pela invasão de heróis gigantes (Kyodai Heroes), além do surgimento das franquias Kamen Rider e da formação da Irmandade Ultra. No fim da mesma década a Toei Company estava em crise. No final de 1978, o estúdio sofreu sua primeira fase de instabilidade de criação de super-heróis. No mesmo ano foram ao ar as séries Spider-Man (em parceria com a Marvel) e Ganbare! Red Vickies. Ambas estavam com seus respectivos finais programados para o início do ano seguinte.

Correndo contra o tempo para criar uma nova série em 1979, a Toei e a Marvel planejavam um herói chamado Captain Japan, baseado nada mais e nada menos no Capitão América e seu alter-ego seria o ciborgue Masao Den que lutaria contra a organização secreta Beta. Assim como Spiderman, Captain Japan teria um robô gigante. Como acrescimo, o então novo herói contaria com uma ajudante, a Miss America (baseada na Miss Marvel). Como todos sabemos, o projeto acabou incluindo mais três guerreiros. Assim a pré-produção passou a ser rebatizada como Battle Fever J (o J vem da palavra "Jumbo") e consequentemente Captain Japan mudou o seu nome para Battle Japan, o líder do quinteto. Na época não havia ainda a concepção final de Super Sentai como conhecemos hoje. Vale lembrar que Gorenger e JAKQ, ambas criações do lendário mangaká Shotarô Ishinomori (o mesmo de Kamen Rider, Cyborg 009, Kikaider, entre outros), só foram incluídas na franquia a partir de 1995, com o anúncio oficial de Ohranger.

Em 1980, o contrato de quatro anos que a Toei tinha com a Marvel estava na metade. O estúdio de Stan Lee serviu como co-produtora para as séries Denziman e Sun Vulcan, respectivamente de 1980 e 1981. Durante este último ano a Toei enfrentava a segunda fase de instabilidade de criação de super-heróis. Sendo mais preciso, a série do trio solar foi a única produzida pela Toei nesse período. Após a parceria com a Marvel, foi lançada Goggle V (exibida aqui no Brasil nos anos 90 pelas emissoras Bandeirantes e Record) para dar continuidade à franquia dos esquadrões multi-coloridos. Mas isso não era o bastante. A Toei precisava de novidade.

Inspirada em produções de Hollywood como Star Trek e Star Wars, que tinham temáticas espaciais, a Toei criou a série Uchuu Keiji Gavan. A ideia veio do produtor Susumu Yoshikawa em 1977 devido ao sucesso da obra de George Lucas naquele ano. Unindo elementos do cinema e do tokusatsu. O visual tem autoria do renomado desenhista Katsushi Murakami, que produziu vários visuais para a Bandai. Além também dos trabalhos do competentíssimo músico Chuumei Watanabe que produziu uma trilha sonora cheia de energia. Já a inesquecível pose de transformação foi criada pelo diretor Osamu Kaneda. Tudo no improviso, uma vez que Kenji Ohba havia apenas levantado o braço.

Semanalmente nas noites de sexta-feira, Uchuu Keiji Gavan contava as aventuras de um policial do espaço chamado Retsu Ichijoji - filho de um alienígena com uma terráquea - que enfrentava o grupo criminoso Makku que tinha a ambição de dominar a Terra (bem clichê, diga-se). O dublê Kenji Ohba estreou como ator em 1979 como Battle Kenya (literalmente o primeiro Ranger Preto do tokusatsu) em Battle Fever J. No ano seguinte foi o Denzi Blue em Denziman. Após o sucesso nas séries Super Sentai, Susumu Yoshikawa escalou Ohba para o papel de Gavan. A partir daí, Ohba se tornou um ícone do seu tempo e uma das grandes referências dos heróis japoneses até hoje.

A série também contava com a presença do artista marcial Sonny Chiba, fundador da Japan Action Club (atualmente Japan Action Enterprise), como o Policial do Espaço Voicer, pai de Gavan. Curiosamente, em 2003, Chiba e Ohba aparecem juntos no filme Kill Bill: Volume 1 (de Quentin Tarantino) também como pai e filho, respectivamente. O elenco da série contou participação de Masayuki Suzuki no elenco suporte como o atrapalhado Kojiro Ooyama. Além de outros nomes de peso como Ken Nishida (San Dorva), Hiroshi Miyauchi (Policial do Espaço Alan), Susumu Kurobe, Machiko Soga, entre outros.

Assim como as primeiras séries de Ultraman, Kamen Rider e Super Sentai, Gavan tornou-se uma referência de um sucesso quase imediato no Japão. O pioneiro foi o embrião de uma franquia que esteve ao pela TV Asahi durante 17 anos consecutivos, além de ser o primeiro da trilogia Uchuu Keiji (Policiais do Espaço) ao lado de Sharivan e Shaider. Gavan teve um retorno grandioso em 2012 no cinema com o filme Gokaiger vs. Gavan, crossover com o Super Sentai do ano anterior, além do primeiro filme do herói onde estrava o seu sucessor Gavan Type-G (encare o visual com a mesma sina de Ultraman Jack de O Regresso de Ultraman). Nesta primavera japonesa, o Gavan da nova geração fará um encontro com Dekaranger, o Super Sentai de 2004. Algo esperado pelos fãs há longa data.

O nome Gavan (romanização definitiva para o ocidente) é uma homenagem ao ator francês Jean Gabin (1904~1976). Esse tipo de referência se repetiu em outras séries Metal Hero como Sharivan, Shaider, Spielvan e Janperson.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Changeman aparece de lampejo no Tá no Ar

Changeman no programa Tá no Ar (Foto: Reprodução/Globo)

Assistiu o Tá no Ar na noite desta terça (21)? Então você deve ter reparado um lampejo de Changeman, né? Num daqueles momentos de zapeadas o Esquadrão Relâmpago aparece. Na realidade são cosplays do quinteto disparando míssil com a Power Bazooka. O engraçado é que Change Pegasus está de verde e Mermaid está de amarelo e à direita de Dragon. Ainda no final da temporada deve haver uma paródia completa ao Changeman na atual temporada desse excelente humorístico formado por Marcelo Adnet, Marcius Melhem e cia.

Veja o vídeo aqui.

PS: Na data de hoje, Jaspion e Changeman completam 29 anos de estreia pela extinta Rede Manchete. Hoje também completam 31 da exibição original do último episódio do Esquadrão Relâmpago pela TV Asahi.