quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Guia dos 50 títulos tokusatsu via streaming no Brasil

Quem ainda pensa que não existe mais tokusatsu no Brasil (sempre esteve, vai) precisa se atualizar para não ficar pra trás. O streaming é uma mídia que está em alta, dá ao espectador poder de escolha, além de provar diariamente que é a TV do futuro. Atualmente oferece mais de 50 títulos tokusatsu no Brasil entre filmes e séries (incluindo adaptações). Para ajudar o público a se situar no que rola nesses canais, o Blog Daileon resolveu criar uma lista pra você ver, rever, fazer sua maratona, criar sua própria programação. Confira e boa diversão:


Última atualização: 28 de março de 2018


Turbo: Power Rangers 2

Netflix (36 títulos)

Ultraman Geed

Crunchyroll (11 títulos)
*Horário de Brasília.


O Fantástico Jaspion

Tokusatsu TV (6 títulos)
*Versão brasileira com 41 episódios. Originalmente a série possui 39 episódios.
**Horário de Brasília.

Superior Ultraman 8 Brothers

Looke (2 títulos)
Bônus


Ultraman Orb: The Chronicle

Ultra Channel (YouTube) (1 título)
*Horário de Brasília. Cada episódio fica no ar no período de uma semana. Sem legendas.


Godzilla Island

Godzilla Channel (YouTube) (1 título)
  • Godzilla Island (1997, 256 episódios) (Em andamento; novos episódios às segundas e sextas a partir das 6h da manhã)*
*Horário de Brasília. Alguns episódios possuem legendas em Closed Caption (em japonês).

Veja também:

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Steve Cardenas já conquistou medalha de ouro em campeonatos de artes marciais

Cardenas como Rocky em Power Rangers

A segunda temporada de Mighty Morphin Power Rangers foi uma das que tiveram mudanças importantes na história da franquia da Saban Brands. Entre elas a saída de três atores/personagens e a inclusão de novos no elenco. Entre eles está Steve Cardenas que viveu o herói Rocky DeSantos. O segundo Ranger Vermelho substituiu Austin St. John (Jason) que deixou o programa junto com Walter Jones (Zack) e a saudosa Thuy Trang (Trini). Neste ponto de MMPR quem estava na liderança era Tommy, agora como Ranger Branco. Rocky entrou como o segundo no comando do sexteto. Algo que pode ser equiparado com Spade Ace que deixou a liderança após a chegada de Big One em JAKQ, série Super Sentai de 1977. Como Rocky foi também o Ranger Azul em Power Rangers ZeoApós três anos na franquia, abandonou o personagem logo no início de Power Rangers Turbo, onde quem seria o azul era o pequeno Blake Foster (Justin).

Cardenas tinha experiência em artes marciais desde a infância e teve que aprimorar seu estilo para viver o herói. Aos 20 anos passou na audição para participar em MMPR.  Após isso, Cardenas abriu seu próprio estúdio de artes marciais em Burbank, Califórnia. Em 2007 voltou à mídia como convidado da convenção Power Morphicon ao lado de ex-atores de Power Rangers. Dois anos depois iniciou um projeto de jiu-jitsu para crianças no oeste de Hollywood. Além de abrir uma escola de Yoga em 2011. Sua paixão por jiu-jitsu veio após ser derrotado numa partida amistosa. Cardenas considera este estilo como o mais difícil das artes marciais. Porém seu esforço lhe rendeu vários prêmios em concursos de artes marciais, entre medalhas de ouro e de prata.

No próximo ano o veremos mais uma vez no cinema (considerando os dois filmes anteriores de Power Rangers) em The Order. O projeto de financiamento coletivo reúne vários atores de Power Rangers numa trama voltada para o público jovem/adulto.

Steve Cardenas irá participar do Sana Fest 2017 em Fortaleza que acontece de 20 a 22 de janeiro.

Ultraman Orb alcança supremacia e detona Zyuohger

Orb vira sucesso absoluto de audiência e vendagem em 2016 (Foto: Reprodução/Ultra Channel)

Estava lendo um texto do amigo Raphael Maiffre pelo site Mega Hero e me deparei com um fato impressionante dentro das séries tokusatsu da atualidade. Segundo informações do site FIELDS, as vendas de produtos de Ultraman Orb teve um ganho de 51% a mais se comparado ao Ultraman X. Sendo mais preciso, esse dado se refere a venda do Orb Ring no mercado japonês. Não só isso, Orb atingiu uma audiência de 89% a mais pelos canais de streaming se comparando a mesma série Ultra do ano passado. Aqui no Brasil estas duas séries estão disponíveis via Crunchyroll.

Por outro lado, quem está em declínio é Zyuohger. O atual Super Sentai vai de mal a pior comercialmente. Sua média de audiência pela TV Asahi pode amargar cerca de 3%. Uma média pífia para uma série comemorativa de 40 anos de Super Sentai.

Já falei em algum outro post aqui no blog que a Toei precisa se reinventar o quanto antes. Aderir os novos tempos e mudar formato. Infelizmente a Toei não tem interesse de lançar séries do bloco Super Hero Time para o ocidente via streaming. Incontestavelmente esse é o caminho mais fácil de uma série ser disponibilizada de forma legal/oficial para algum país, como também comentei meses atrás. Enquanto isso a Tsuburaya está avançando e vai avançar muito mais.

Outro ponto que favorece "a casa terrestre da Família Ultra" é a divisão por temporada e hiato. Desde Ultraman Ginga vemos produções com período suficiente e o hiato serve para trabalhar melhor com o próximo produto. Por isso vemos séries Ultra mais aprimoradas do que Rider/Sentai. Orb, por exemplo, está cheio de referências às séries históricas da franquia. Dá pra notar que o trabalho foi planejado com meses e meses de antecedência. Sem contar que a Tsuburaya conquistou um sucesso estrondoso no Japão com a reprise de Redman pelo seu canal oficial no YouTube. Agora tenta o mesmo com a reprise de Triple Fighter pela mesma plataforma.

Infelizmente não dá pra notar isso nas séries Super Sentai e Kamen Rider (com exceção de Amazons). Não há um descanso e a produção só tira férias em época de fim de ano, transmissões esportivas, especiais, etc. As duas franquias estão desgastadas e precisam urgentemente mudar o formato. Há quem diga que Super Sentai tem que acabar. Só que se isso acontecer, Power Rangers também desaparecem. Não é bom pra nenhum dos lados, pois a franquia nipo-americana ainda está em alta mundialmente e deve alcançar mais uma ascensão com o novo filme que estreia no cinema em março de 2017. 

Quanto aos roteiros, Ultraman Orb é bem trabalhado e não deva nada para a concorrente. Não é uma produção perfeita e tem algum ou outro deslize como qualquer produção. Nota-se o primor e a qualidade. A atual série é digna dos 50 anos das séries Ultra. O destaque fica para o ator Hideo Ishiguro e principalmente para a atriz Miyabi Matsuura que estão se superando e mostram que Gai Kurenai e Naomi Yumeno - seus respectivos personagens - tem uma química incrível. Além disso, quebrou padrões e vem fugindo do elemento "esquadrão anti-monstro" e mostra esse mesmo elemento de forma improvisada e carregada de carisma.

Com Zyuohger a coisa é bem diferente. Começou estranho ao apresentar animais humanoides, mostrou ter potencial pra coisa e tem caído um pouco no excesso de infantilidade pra tentar se manter de alguma forma. Não fez uma comemoração grandiosa de aniversário como Gaoranger, Boukenger e principalmente Gokaiger. Teve a participação desse último esquadrão com direito à referências, mas a força não foi suficiente. Kyuranger, o Super Sentai de 2017, terá uma tarefa difícil. Talvez o tema espacial seja um reforço já que a temática espacial pega carona dos aniversários das franquias cinematográficas Star Trek e Star Wars e até mesmo da série tokusatsu Gavan. Além de que espaço é mais interessante que animais. Tema batido na franquia dos esquadrões multi-coloridos.

Depois tem gente que diz que Ultraman é sempre a mesma coisa, né? E não é mesmo. Ultraman Orb é uma série que vai deixar saudade. Merece o sucesso que tem hoje e até mais. Quem ainda não começou a assistir, não sabe o que está perdendo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Senpai TV é curto, sem novidades e deveria ser um programa de curiosidades

Marcelo Del Greco na estreia do Senpai TV (Foto: Reprodução)

A noite desta segunda (31) foi marcada pelo retorno de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na Rede Brasil. Durante a exibição houve aquele burburinho nas redes sociais que ajudaram a comemorar a volta destas duas séries de anime. Não é a toa, pois são duas das obras mais importantes da Toei Animation e da história dos desenhos japoneses no Brasil. O sucesso foi tanto que o site do canal congestionou no horário de CdZ e quem tentou até o fim só conseguiu acompanhar na parte B do episódio de estreia de DBZ. A exibição foi em HD remasterizado - material vindo da própria Toei - e o mais estranho foi que os títulos das séries e dos episódios estavam em português, ao invés de manter a originalidade (o que seria mais legal). Mas isso é o de menos. O que importa é que tudo foi apresentado sem cortes e está num horário justo (apesar da audiência não ter alcançado um ponto inteiro).

Durante a exibição houveram passagens do novo programa Senpai TV e a fórmula é batida: apresentar o episódio que vai começar. Tudo bem que isso caia bem nos anos 1990/2000 numa fase longínqua da TV brasileira, mas esse tipo de formato não convence mais. Melhor dizendo, é desnecessário e a impressão que fica é que é um programa "infantil" voltado para adultos de trinta e poucos anos.

O Senpai TV é curto pra tanta informação. Como é o primeiro programa, as informações foram as de sempre. Talvez seja para atender a nova geração que não viveu o auge desses títulos por aqui, mas precisa de mais tempo e inovar o quanto antes. Seria interessante o programa mudar o formato para um debate descontraído e trazer curiosidades. Só quem se saiu bem até agora foi Marcelo Del Greco. Afinal, ele é veterano na área desde os tempos da revista Herói e continua na ativa na editora JBC. Penso que ele é quem deveria apresentar ao invés do Clayton Ferreira que parece querer elevar o cosmo ou o chi a todo o momento. Já o José Carlos Alves estava bem tímido e acanhado.

Espero que o Senpai TV aumente sua duração pra 30 minutos e desmistifique lendas sobre Cavaleiros e Dragon Ball. Só com breves passagens não será o suficiente pra deixar alguma marca na memória do público.

PS: Os eyecatches das duas séries não foram limadas. Curiosamente, durante as passagens de DBZ a dublagem da Álamo chamava a série como "Dragão Z". Gafe que ficou de fora da memória afetiva graças a Band, Cartoon e Globo. Uma pena.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

MacGaren é xará de outro vilão das séries Uchuu Keiji?

MacGaren em sua primeira aparição em Jaspion

Na última sexta noticiei aqui que foi lançado um vídeo promocional da Bandai para o lançamento da Laser Blade de Gavan Type-G para venda em 2017. No meio do ano que vem teremos dois filmes da saga Spece Squad que fará um crossover entre o elenco de Dekaranger (Super Sentai de 2004) e das séries Uchuu Keiji (Gavan The Movie e NEXT GENERATION). E o que chamou atenção mesmo foi a menção de MacGaren, vilão da série tokusatsu O Fantástico Jaspion.

Desde que o vídeo viralizou entre os fãs de tokusatsu (especialmente no Brasil), muita gente começou a especular, criar teorias e achar que aquilo seria um reboot de Jaspion (Oi???). Há quem acredite que MacGaren foi citado por citar e nada mais. Há quem acredite que haja outro vilão com o mesmo nome do filho de Satan Goss (Oi??? 2). Isso não faz o menor sentido e a possibilidade deve ser remota.

Se você acompanhou os crossovers da Toei nos últimos cinco anos certamente vai optar pela ideia mais lógica que é a ressurreição de MacGaren (ou Mad Gallant no original). Se for isso mesmo, não temos muito que esperar uma explicação. O caminho mais fácil da Toei é tirar algum vilão das profundezas do inferno e dar nova vida a ele sem mais nem menos. Foi assim ultimamente com Shadow Moon, Apollo Geist, General Jark e tantos outros vilões das séries Kamen Rider. Agora se a aparição de MacGaren fará algum sentido, só saberemos quando os filmes saírem no verão japonês.

Seria legal ver MacGaren novamente depois de tanto tempo e quem sabe com uma armadura cromada (bem como os Policiais do Espaço). Mais legal ainda seria ver Junichi Haruta mais uma vez. Como dublê talvez seja mais difícil por conta da sua idade (61 anos), porém pode dar sua graça apenas como ator. Só o tempo dirá. Bem, melhor aguardarmos os próximos dias/semanas/meses pra saber do que se trata e comentarmos melhor.

PS: Se você ainda tem algum pingo de fé que Hikaru Kurosaki volte a viver como Jaspion, esqueça essa ideia de uma vez por todas. O mesmo trabalha como instrutor de mergulho e não quer mais voltar para a mídia. Contente-se com as reprises.

Vacilo de Goku dá "zebra" para Zamasu em Dragon Ball Super

Zamasu após seu confinamento (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Akira Toriyama sempre teve aquele jeitão de colocar situações inusitadas em Dragon Ball. Várias delas engraçadas e isso não é problema nenhum. Só que desta vez a coisa não funcionou bem como antigamente no episódio deste fim de semana em Dragon Ball Super.

Para deter o deus Zamasu, única alternativa que Goku e seus amigos encontraram foi usar a técnica Mafuba. No episódio anterior o jarro foi quebrado na explosão da máquina do tempo. Sem desistir, Bulma (do presente), Trunks e Mai (ambos do futuro) consertaram o tal jarro. Enquanto isso Goku e Vegeta enfrentam Zamasu e Black Goku. Trunks e Mai conseguiram usar a técnica para selar Zamasu de uma vez. Só que por descuido de Goku, o selo foi esquecido na casa do Mestre Kame.

Ficou sem graça no final das contas, apesar de não parecer a intenção de Toriyama. Esse lance do Mafuba poderia ser usado mais pra frente e a impressão foi que estava bom demais para Zamasu ser derrotado facilmente. Uma situação assim seria improvável em outras séries de anime. Aliás, Zamasu e Black ainda tem muito trabalho pela frente com a fusão de ambos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Gavan Type-G contra MacGaren no próximo filme?!

Geki chamando MacGaren (Foto: Reprodução/Bandai)

A Bandai anunciou em seu canal oficial no YouTube que irá lançar em breve a Laser Blade do Gavan Type-G. Em agosto a empresa havia anunciado o lançamento da Laser Blade do Gavan original. Ambos os produtos são partes das comemorações aos 35 anos da série Uchuu Keiji Gavan e da saga dupla Space Squad (junto com os Dekaranger) que estreia direto-para-vídeo em julho de 2017 no Japão.

No novo vídeo, o ator Yuma Ishigaki volta a interpretar Geki Jumonji/Gavan Type-G. Mas o mais interessante não é a espada em si e sim uma curiosa citação de Mad Gallant (マッドギャラン Maddogyaran) logo nos primeiros segundos. Ou conhecido também no Brasil como MacGaren da série tokusatsu O Fantástico Jaspion.

Seria uma pista para uma possível aparição do filho de Satan Goss na próxima aventura? Isso só o tempo dirá. Assista o vídeo:

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Comemoração de Cavaleiros e Dragon Ball na Rede Brasil seria melhor se não fosse por 12 erros grotescos

Evê e Larissa papeando sobre Cavaleiros e algo mais (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

Se você está acompanhando às vésperas do relançamento de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z à TV brasileira certamente ficou sabendo do especial da Rede Brasil sobre as duas séries japonesas na edição desta semana do Em Revista. O programa apresentado por Evê Sobral, que também é diretor de programação da emissora paulista, trouxe vários envolvidos nas produções da Toei Animation. Sejam jornalistas, redatores, cantores, dubladores e até representantes do próprio estúdio japonês. É preciso que se diga que, pela intensão, isso jamais foi feito por nenhuma outra emissora brasileira.

Durante a exibição das comemorações da última terça-feira vários fãs se manifestaram nas redes sociais. Por um lado, muita gente curtiu o fato de falarem sobre o assunto por duas horas no horário nobre. Por outro, teve quem tirou sarro da coisa toda. Sem contar com alguns desavisados que estranharam a forma como o Em Revista levou. É que a Rede Brasil mesmo esse lado trash e não é de hoje. É mais ou menos como era a CNT/Gazeta nos ano 90 de maneira deformada. Tudo bem popularesco e como uma qualidade aquém de outras emissoras como Globo, Record, SBT, etc.

Se a gente peneirar tudo o que foi mostrado, vamos ver que tivemos uma tentativa de apresentar a cultura pop japonesa para leigos. Nesse âmbito foi bom? Sim, porém com várias falhas. Há quem diga que não foi ninguém que representasse Goku e cia. Ao menos tivemos os dubladores Figueira Jr. e Tânia Gaidarj (as respectivas vozes de Androide 17 e Bulma no Brasil). Só que o glamour ficou mesmo para Seiya e sua turma. Era de se esperar.

Agora pelo menos 12 coisas atrapalharam a tal comemoração e renderam momentos de pura vergonha alheia. Foram essas:

1) Excesso de merchandising com direito a intervenções do Marcos Tolentino, presidente da Rede Brasil. Só na abertura foram 15 minutos interruptos de anúncios. Um absurdo pra qualquer veículo de comunicação.

2) O bullying de Evê Sobral com Yudi Tamashiro pra tentar explicar quem é o Goku. Nada a ver e foi constrangedor. Comentei sobre isso aqui.

3) Evê Sobral tentando limpar a imagem da emissora. Nem precisava o apresentador/diretor ficar falando que a programação é digna e tal. Todo sabemos que apesar da aquisição legal destas séries da Toei, tem muita coisa passando sem autorização. Também não precisava dizer que a Rede Brasil não terminou de copiar as masters enviadas do Japão. Pela fama da RBTV, isso obviamente virou piada na internet. Há quem acredite mesmo que esses episódios estejam mesmo sendo baixados apesar de todo o sarcasmo.

4) Gente comendo bolo e salgado na platéia. Tudo bem apresentar bolo confeitado com os personagens de Cavaleiros e Dragon Ball (até o Bills da série Super estava no meio). A refeição podia esperar pra depois do programa.

5) Falando em bolo, uma confeiteira disse ter assistido as séries pelo YouTube pra conhecer a trama. Ficou feio, vai.

6) O estúdio estava pequeno demais pra tanta gente. E o cenário é novo.

7) Nâni Venâncio tentando falar japonês com Sobral e Tolentino. Num papo que não tinha nada com anime estava Larissa Tassi (que veio pra cantar temas dos Cavaleiros, veja bem). Só pra se ter uma ideia, os minutos se perderam com assuntos como merchan, chocolate, implantação de TV digital, exibição de mais séries na Rede Brasil (com direitos desta vez?), e Larissa ali no meio da conversa sem falar nada e vendo navios. É bom citar que ela cantou durante o programa e conversou sobre Cavaleiros. Aí sim valeu.

8) Nyvi Estephan promovendo sua atual edição na Playboy. Isso poderia ser assunto na próxima semana.

9) Tudo bem que tinham duas miss, mas o que isso tem mesmo a ver com o tema, hein?

10) Bastidores do estúdio do Em Revista. Sem comentários.

11) Microfone do Tolentino sendo cortado na hora de Larissa cantar no palco. Ele dizia: "eu tenho que ter 20% de todo o cachê dela..." e puff. Engraçadíssimo. Procure na internet que vale uns replays.

12) Evê Sobral falando por três minutos só pra terminar o programa.

Tirando todo esse momento de vergonha alheia, o assunto poderia ser melhor aproveitado e quem sabe mais trabalhado. Valeu a intenção sim da Rede Brasil de Televisão, mas esse é seu "trash way to life" de sempre.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Precisamos mesmo de reprise de Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z pela manhã?


Dá pra notar que a Rede Brasil está animada com a aquisição das séries Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z diretamente pela Toei. Rolou até uma "festinha" de comemoração no programa do Evê Sobral - diretor de programação do canal - naquele estilo "trash" de sempre. Só quem salvou o bate-papo foram os convidados entendidos no assunto. A coisa deve ser lucrativa para o canal. Há quem duvide nas redes sociais, mas é algo que depende mais do tratamento da Rede Brasil do que do próprio público fiel.

Evê disse nesta semana na edição especial do Em Revista que ambas as séries animadas podem ganhar reprise no horário da manhã. Pra muita gente isso é bacana. Se a gente analisar esse ponto com cuidado vamos ver que isso pode ser um erro. Primeiro que CdZ e DBZ nem devem ser considerados programas infantis como muitos leigos ainda pensam em pleno século XXI. São dois programas extremamente violentos pro horário e são mais voltados pro público jovem do que infantil. Não que as crianças também não fossem o público alvo da época. É que hoje os tempos são outros e vivemos a era do politicamente correto. Aliás, quando essas séries eram exibidas por aqui nos anos 90 haviam várias reclamações de pais por causa do conteúdo e coisas do tipo. Não é porque as classificações indicativas foram "liberadas" recentemente pelo governo Temer que não poderia haver textões/mimimis nas redes sociais.

Cavaleiros e Dragon Ball irão passar juntos pela primeira vez e num horário correto/condizente. Até aí está acertadíssimo e não deve ser mexido. Se é pra ter reprise, talvez um horário tarde da noite seria ideal. Ora, até Ultraman e Ultra Seven estão sendo exibidos depois da meia-noite. No Japão é comum ver anime de madrugada. Por que não tentar uma reprise nessa faixa? Pode ser uma horário zoado, mas é bem melhor do que deixar à espreita dos chamados justiceiros sociais de plantão. Pode tomar nota que o caminho é esse mesmo.

Evê Sobral ressalta National Kid e faz bullying com Yudi Tamashiro em programa sobre Cavaleiros e Dragon Ball

Evê estava vestindo uma camisa do National Kid (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

Foi ao ar na noite desta terça (25) uma edição especial sobre anime no programa Em Revista, da Rede Brasil. É que a partir da semana que vem a emissora, que fechou contrato com a Toei Animation, irá apresentar (legalmente) as séries Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z. Ambas com suas respectivas versões remasterizadas em HD que foram lançadas há pouco tempo no Japão. Essa parceria é inédita por aqui e vale lembrar que pela primeira vez veremos as turmas de Seiya e Goku numa dobradinha na TV brasileira.

No programa passaram vários nomes importantes envolvidos nas respectivas obras de Masami Kurumada e Akira Toriyama por aqui como Marcelo Del Greco, Cassius Medauar (ambos da editora JBC), Eduardo Vilarinho (site CavZodiaco), além dos cantores Ricardo Cruz, Rodrigo Rossi, Larissa Tassi e alguns dubladores como Ulisses Bezerra (Shun de Andromeda), Figueira Jr. (Androide 17), Tânia Gaidarj (Bulma), entre outros convidados. Sem esquecer, é claro, da mensagem especial do presidente da Toei Animation ao público.

Curiosamente esteve também a apresentadora de games Nyvi Estephan, capa da atual edição da Playboy. Yudi Tamashiro, ex-Bom Dia & Cia, deu o seu depoimento sobre Dragon Ball Z. Disse que é fã de Goku desde pequeno e que nos bastidores do programa infantil do SBT já sabia que a audiência iria cair quando começava DBZ na Globo. Agora uma coisa que não deu pra entender direito foi o apresentador Evê Sobral fazer bullying com o rapaz dizendo algo como "Yudi fazia as coisas com o Goku na infância". Tentou até explicar pro espectador que não manja nada de anime quem era Goku, mas tudo saiu errado e caiu no mal gosto total.

Tirando isso, o bate-papo foi, digamos, ousado para um horário onde normalmente é destinado para um público que costuma ver outros tipos de entretenimento. Rolou um pequeno desfile de cosplays de ambas as séries e até cigarro de chocolate e bolo confeitado com os personagens dos desenhos japoneses. Evê também ressaltou que toda a história da cultura pop japonesa no Brasil começou lá nos anos 60 quando estreou a série tokusatsu National Kid (o apresentador vestia uma camisa do herói na ocasião). O que vimos foi algo bastante raro na TV brasileira como nunca aconteceu desde o lançamento de Digimon no Brasil no ano 2000. Ou mais. Vai ficar na memória de quem assistiu.