segunda-feira, 11 de abril de 2016

Vegeta fez mais que seus colegas no torneio de artes marciais em Dragon Ball Super

Vegeta em sua luta contra Hit

Vegeta pode ter perdido na batalha contra Hit no episódio deste domingo (10) de Dragon Ball Super. Mas foi o mais esforçado. Esforçado é pouco pra defini-lo. Quem é espectador de DB há longa data sabe que o Príncipe dos Saiyajins tem uma extrema carga de força e emocional. Em poder perde apenas para Goku. O seu lado emocional ainda é muito elevado e periga em algum momento ou outro se voltar para o mal, apesar disso não ser tão provável por ora.

Na semana passada deu uma aula em seu oponente Cabba, o Saiyajin do Sexto Universo. Esperava mais de Cabba. Pensei que ele esconderia um poder oculto, mas nem isso. Ele foi patético ao expor sua fragilidade em meio à luta. Melhor nem ter entrado no torneio. Pelo menos aprendeu com Vegeta - na dor - como ser um verdadeiro guerreiro Saiyajin e jamais baixar a guarda.

Vegeta venceu por três batalha seguidas e foi derrotado por Hit que esconde algum poder especial. Teoricamente Hit pode pular 0,1 segundo no tempo e assim vencer os seus inimigos. Goku tem agora a difícil missão de derrotar um inimigo que já se mostra poderosíssimo. E nem imaginamos direito o que deve ser isso.

sábado, 9 de abril de 2016

Atelier, o primeiro J-drama original da Netflix

O elenco da web série japonesa

Antes da estreia, cheguei a comentar sobre esta série num determinado papo de roda e um desavisado que estava no meio chegou pra mim e disse o seguinte: "esta série vai ser cheio de boiolagem por causa desse nome". Quase dei dele por dizer tamanha sandice. Eu que já tinha lido a sinopse tinha alguma noção do que poderia se tratar e como poderia ser, conhecendo o estilo dos J-dramas. Julgar alguma produção sem sequer ter assistido ou ao menos antes da estreia é uma tremenda frescuragem em plena era digital e considero imperdoável em qualquer área da cultura pop.

Assisti todos os 13 episódios de Atelier, o primeiro drama japonês ("terebi dorama") original/exclusivo da Netflix que estreou em dezembro do ano passado. Gostei bastante e pretendo assistir de novo qualquer dia desses. E posso adiantar que é agradável, vale a pena e o título é bem mais que um mero programa sobre lingerie que possa vir à sua mente. Entre 13 de novembro e 5 de dezembro de 2015 a Fuji TV exibiu (durante três noites de sexta e uma tarde de sábado) a série Atelier (Underwear no original), antes de seu lançamento mundial pelo famoso serviço on demand.

A engrenagem que move a série é a agência de design chamada Emotion, que é especializada em criar modelos de roupas íntimas, que fica em Ginza, distrito de Tóquio. As duas protagonistas são a novata Mayuko Tokita (Mirei Kiritani) e a chefe Mayumi Nanjo (Mao Daichi). A primeira impressão que fica é de estar diante a uma versão japonesa do filme O Diabo Veste Prada (estrelada por Meryl Streep e Anne Hathaway), mas o roteiro segue um rumo diferente. A equipe da Emotion passa a se unir em prol dos eventos e da divulgação dos seus produtos quando Mayuko começa a questionar sobre certas políticas de Nanjo e no desenrolar da série aparecem vários imprevistos.

Os primeiros episódios de Atelier mostram lições de companheirismo, perseverança e vitória. Como uma boa "novela" japonesa, há quem queira bater de frente e disputar com jogada suja. Até isso está presente. Um dos momentos que deixam expectativas, embora o enredo não tenha grandes pretensões de causar. O romantismo não é o forte de Atelier, apesar de ser movimentada nos episódios finais por um sujeito atrapalhado que é perdidamente apaixonado por Mayuko. Tal carinha acaba suprindo a estranha ausência de Hajime Sousuke (Dori Sakurada) na segunda metade do programa.

O interessante é que Atelier aborda diferentes visões sobre a profundidade da moda e isso gera um eterno debate sobre "mulher não se vestir para os outros, mas para si própria" entre as protagonistas Mayuko e Nanjo. Atelier consegue divertir e emocionar em vários momentos. Em outros decepciona sem constranger. Ainda assim vale a pena entrar de cabeça numa maratona. Por um lado, Atelier dá uma aula de como ser bem sucedido no campo profissional, às vezes com toque melodramáticos (e até exagerados em certos momentos).

A atriz principal Mirei Kiritani (atualmente vista no filme Assassination Classroom: Graduation, nos cinemas japoneses) conquistou o público com seu carisma e docilidade de sua personagem, Mayuko. Ela é toda atrapalhada no começo e comete algumas burradas por tomar decisões próprias e imaturas. A qualidade de Mayuko é que ela consegue conquistar facilmente amizades de profissionais da moda que se encontram em baixa estima e que por algum motivo desistiram. Mayuko evolui como profissional ao enfrentar o verdadeiro mundo da moda, apesar de ser metódica demais com seus conceitos e pagar de coitadinha, o que faz com que ela fique chata às vezes. A veterana Mao Daichi, admiravelmente, foi quem mais se destacou na série. Com charme e elegância, Nanjo é o tipo de chefe durona que esconde um bom coração. Por trás de uma mulher bem sucedida, carrega um triste segredo de seu passado que é revelado num episódio isolado na reta final.

Alguns nomes de peso nos J-dramas e também alguns rostos conhecidos do tokusatsu estão presentes como Mayuko Kawakita (Yuri Kouno, a melhor amiga de Mayuko) da série Shiratori Reiko - que deve chegar ao Brasil em breve via Crunchyroll, Ken Kaito (o manager Jin Saruhashi) do filme live action Mordomo de Preto, Dori Sakurada (o assistente Hajime Sousuke) dos filmes do Kamen Rider Den-O como Kotarô Nogami/Kamen Rider NEW Den-O, além do veterano Hisahiro Ogura da série Kamen Rider Wizard como Shigeru Wajima/Kamen Rider Mage.

Atelier antecedeu a estreia de outro J-drama da Fuji TV, Terrace House, uma espécie de reality show que reúne grupos de homens e mulheres que tem que se virar para convier uns com os outros. Esta última não teve tanta divulgação assim pela própria Netflix, apesar de receber o seu"original". O que atrapalha um pouco em meio a tantos títulos de pesos como House of Cards, Demolidor, etc. No caso de Atelier, a série merece um tratamento igual às pratas da casa, ainda mais por ser o primeiro drama japonês do serviço.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Koji Wada deixou duas marcas inesquecíveis na minha memória, como fã de Digimon

Koji durante um show no Sana 8 (Foto: Reprodução/Sana)

Tive a felicidade de assistir a quatro shows de Koji Wada aqui em Fortaleza, em duas edições do evento Sana. A primeira foi em 2008, onde também vieram os cantores Nobuo Yamada, Yumi Matsuzawa e Ricardo Cruz. Todos eles atrações inéditas até então na capital alencarina. Lembro que Koji foi um dos cantores que mais queridos e esperados pelo público. Até ganhou dois apelidos carinhosos da galera: "Keijoada" e "Feijoada". Uma brincadeira inocente pra rimar com o nome dele. No mesmo dia em que se apresentou pela primeira vez no Sana, tive o prazer de tirar a minha única foto com ele (deixei registrado aqui no blog em 2014). Nessa mesma época, Koji disse em entrevista que gostava das músicas da cantora Ivete Sangalo.

Sua última passagem foi em julho de 2010, quando veio junto com Akira Kushida, Ricardo Cruz e a dupla Unicorn Table. Infelizmente não consegui uma foto nem autógrafo. Mas pude assistir aos seus dois últimos shows por aqui, ainda no antigo Centro de Convenções do Ceará. Lembro que quando o evento passou a ser realizado no atual Centro de Evento do Ceará, Ricardo falou sobre o problema de saúde do qual Koji se encontrava. Em homenagem, o brasileiro da banda JAM Project cantou a música "Butterfly" num tom bem contemplativo. Além da música "Sem Barreiras", de ambos. Até por causa da situação, mas com tom de esperança. Que aliás é um dos temas fortes em Digimon.

Koji é um dos cantores que aprendi a curtir e tenho suas músicas, das séries Digimon e de outros trabalhos. Torcia pela sua recuperação e até hoje esperava ver outros shows. Sua voz caiu no meu gosto e de tantos desde as primeiras exibições de Digimon. Infelizmente apenas o tema de abertura de Digimon Tamers, "The Biggest Dreamer" foi mantida durante as exibições na TV, pelo menos na Fox KidsFoi uma grande perda. 

Em sua homenagem deixo a música "Seven", que é a minha favorita da franquia e que ganhou uma nova e contagiante roupagem na série Digimon Adventure tri. e também um registro do Sana 8 com a música "Fire":



Ultraman Mebius completa 10 anos

O herói-título comemorativo está em exibição no Brasil

Com a série Ultraman Max (leia mais aqui) remetendo referências à antigos Ultras, a Tsuburaya Productions resolveu criar uma nova série, indo mais além, afim de resgatar as origens e dando uma continuidade ao universo original dos Ultras da era Showa. Como parte das comemorações dos 40 anos do Ultraman original, a Tsuburaya lançou em 2006 uma super-produção para a TV japonesa, onde também um filme da série já estava agendado para o outono do mesmo ano. Acompanhe agora a trajetória de um dos grandes heróis vindos da Nebulosa M-78 no século XXI.


O início da saga do guerreiro infinito

Mirai Hibino, o então novo herói vindo de M-78.
A série conta a trajetória de Mebius (que significa "infinito"), um membro da Guarda Espacial da Nebulosa M-78 que é enviado à Terra pelo comandante supremo Ultra no Chichi (Pai de Ultra) para aprender sobre a humanidade e defender o nosso planeta. Na linha do tempo original (de M-78), a Terra passou por um "jejum" de invasão de monstros por cerca de 25 anos. Ou seja, a história tem ligação com os eventos das séries Ultraman¹ (1966~67), Ultra Seven¹ (1967~68), O Regresso de Ultraman¹ (1971~72), Ultraman Ace (1972~73), Ultraman Tarô (1973~74), Ultraman Leo² (1974~75) e Ultraman 80² (1980~81). (NOTA 1: As três primeiras séries citadas foram exibidas na TV brasileira pelas emissoras Tupi, Bandeirantes, TVS [atual SBT], Record e Manchete; NOTA 2: As últimas duas séries também estão disponíveis no Brasil via streaming.) Produções como The Ultraman (anime, 1979~80), Ultraman USA (anime, 1989) e as minisséries Ultraman Great (1990), Ultraman Powered (1993) e Ultraman Neos (2000) estão de fora da linha do tempo original. Considerando que estes fazem parte de seus respectivos universos.

Chegando à Terra, o herói assume a forma do primeiro humano que teve contato, o astronauta Ban Hiroto, de 18 anos, do qual não consegue salvar a vida. Passando a aprender a viver como humano, Mebius copia a forma humana de Hiroto e assume identidade humana como Mirai Hibino. O mesmo já havia acontecido com os heróis Dan Moroboshi/Ultraseven, Gen Ootori/Ultraman Leo e Takeshi Yamato/Ultraman 80 (Eighty). Em outras palavras: nada de hospedeiro humano.

Spielvan, o inesquecível guerreiro dimensional, completa 30 anos

Ultraseven X é a mais nova opção para os amantes de ficção científica



CREW GUYS


A carismática equipe CREW GUYS


- "GUYS, Sally go!
- "G.I.G." (Guys Is Green)*

*Códigos respectivos de Sakomizu e sua equipe da GUYS.


A GUYS (Guards for Ultility Situation) é a organização de defesa que foi criada nos anos 80 com o auxílio de vários países. A sede é localizada em Nova Iorque e possui várias filiais ao redor do globo conhecidas como CREW GUYS. Como a história se passa em Tóquio - obviamente - os personagens principais são da equipe CREW GUYS JAPAN. Para ser ingressado na tropa é preciso ter, pelo menos, 16 anos ou mais.

A GUYS obtém documentos das outras organizações de defesa que foram desmanteladas no passado. São estes: SSSP (com informações dos monstros e aliens de Ultraman), TDF-UG (de Ultra Seven), MAT (de O Regresso de Ultraman), TAC (de Ultraman Ace), ZAT (de Ultraman Tarô), MAC (de Ultraman Leo) e UGM (de Ultraman 80). Há uma outra categoria denominada "Out of Document", que contém informações sobre monstros e aliens que apareceram após as atividades destas equipes de defesa. Bem como o hiato entre as atividade de MAC e de UGM.

No episódio de estreia, a antiga equipe CREW GUYS entra em ação para deter o ataque do monstro especial Dinosaur. Por falta de experiência, os integrantes da equipe são derrotados. Os mesmos, no entanto, não haviam pegado a "era dos kaijus". Não tendo outra escolha, novos integrantes são recrutados para a nova formação da CREW GUYS. Com grandes talentos e individualidades, laços de companheirismo e aprendizado são desenvolvidas ao longo da série. Um ponto que difere bastante as demais Ultra Series que vieram antes e depois de Mebius.



Os integrantes da CREW GUYS JAPAN são estes:

Mirai Hibino/Ultraman Mebius - 18 anos (idade terrestre); Através do relacionamento com os seres humanos, Mirai aprende muitas lições, para um dia tornar-se um “verdadeiro Ultraman”.

Ryuu Aihara - 20 anos; É o único sobrevivente da primeira formação da equipe GUYS. Ryuu carrega o lema de que a Terra deve ser protegida pelos humanos. Por isso pouco se alegra com a presença do Ultraman. Seu maior orgulho são as Cinco Promessas Ultra (Ultra Itsutsu no Chikai), ensinamentos transmitidos por Hideki Gô ao garoto Jiro, no final de O Regresso de Ultraman.


A meiga Konomi Amagai
Marina Kazama - 19 anos; Uma jovem que sonha em participar do campeonato mundial de motociclismo, mas acaba renunciando para integrar-se à GUYS.

George Ikaruga - 20 anos; Ex-jogador de futebol da Liga Espanhola que precisou interromper a carreira devido a problemas no joelho. Após sua dispensação do clube, entra para a GUYS.

Konomi Amagai - 18 anos; Uma graciosa garota que sonha em ser professora do jardim de infância. Ela é um pouco medrosa, mas sensível com crianças e pequenos animais. Trabalha como operadora da base Phoenix Nest.

Teppei Kuze - 18 anos; Um estudante de medicina que quer seguir a mesma carreira do pai, chefe de um grande hospital. Mas acaba entrando para a GUYS, sem revelar para sua mãe. Além da medicina, Teppei é um grande expert de monstros que surgiram no passado.

Shingo Sakomizu - 40 anos; O novo comandante da CREW GUYS, substituto do antigo comandante Kazuya Serizawa, desaparecido em combate. Tem uma aparência de ser meio distraído, mas é uma pessoa de atitude. É amante de um bom café expresso.

A GUYS também conta com as presenças do atrapalhado líder Aide Toriyama, do seu secretário Aide Maru, da inspetora geral Yuki Misaki, e do veterano chefe de mecênica Araiso.


Monstros


Em Ultraman Mebius, vários monstros clássicos retornam. Diferente do que acontece em Ultraman Max (que faz parte de outra linha do tempo), os monstros não são os mesmos das séries clássicas, pois estes já foram destruídos pelos respectivos Ultras. Tudo para dar uma continuidade com uma alegação básica de que são da mesma espécie. Uma das coisa que mais chamam atenção é que em Ultraman Mebius foi estabelecida uma ligação entre as demais séries da era Showa. Fato que não existia antigamente. Ou seja, não haviam menções de eventos ou mesmo de outros esquadrões anteriores, por não haver elementos que provassem de fato que eram de uma mesma cronologia. Nada melhor do que unir estas histórias (e "corrigir" datas) para uma série comemorativa de quatro décadas de Ultraman.

A GUYS também conta com os Maquette Kaiju, que são monstros criados artificialmente pela tecnologia METEOR (Much Extreme Technology of Extraterrestrial ORigin). Como o nome sugere, é parte de pesquisas baseada na tecnologia dos aliens que haviam passado em nosso planeta. Os Maquette Kaiju ficam encasulados em capsulas (ligou ao Pokémon?) e ao serem liberados lutam por apenas um minuto. Para reutilizá-los, somente depois de um intervalo de uma hora.


Sagas e participações especiais


Tsurugi, o cavaleiro caçador

Ultraman Mebius é carregado de sagas importantíssimas. Seja para levantar referências às séries clássica de Ultraman como também para acrescentar elementos à sua própria mitologia. Logo nos primeiros episódios surge um misterioso gigante de armadura azul chamado Hunter Knight Tsurugi (apresentado assim mesmo em inglês). Durante suas ações haviam suspeitas da relação de Tsurugi com o desaparecimento do comandante Kazuya Serizawa. O que fez com que Ryu entrasse de cabeça no caso, pois era próximo e lhe foi ensiado sobre os cinco mandamentos Ultra (estabalecidos no último episódio de O Regresso de Ultraman). Num determinado momento da série, o passado de Tsurugi vem à tona e sabemos que ele na verdade era Ultraman Hikari, que foi consumido pelo remorso. Durante esse evento, aparece também um antigo rival de Tsurugi. Seu nome é Zamushar, um honrado espadachim espacial - gigante - que desafia Tsurugi para um duelo mortal. A pegada de Tsurugi/Hikari pode ser considerado o equivalente aos Riders secundários das séries Heisei Kamen Riders (da Toei Company), por exemplo.

Nos episódios 24 a 26, é formado um arco triplo com o volta da Yapool. Fazendo uma ligação com Ultraman Ace, além de referencias às demais séries. Yapool era um ser maligno vindo de outra dimensão que criava os chojuu, originados da união entre aliens e com formas de vida terrestres e que por sinal são superiores aos tradicionais kaijus. Yapool aparentemente é imortal e é formado pelo ódio e sentimentos negativos dos humanos. Na série, Yapool se disfarça de um homem com manto e chapéu preto. Algo que lembra um pouco séries antigas de tokusatsu. Este arco iniciou no mesmo dia da estreia do filme Ultraman Mebius & Ultraman Brothers, em 16 de setembro de 2006, onde Yapool também aparece. Ao que dá a entender, os eventos do arco triplo acontecem antes do filme, já que a aparição dos antigos Irmãos Ultra são as "cerejas do bolo" e o monstro U-Killersaurus era a última herança do demônio.


Mebius enfrentando Ultraman Leo, um dos antigos Irmãos Ultra

E falando em Irmãos Ultra, a segunda metade da série é importante para as homenagens. Como esperado, os lendários heróis aparecem em episódios específicos. Vale ressaltar que Ultra no Chichi e Ultra no Haha (Mãe de Ultra) aparecem em determinados momentos. Zoffy (da série original) aparece fazendo uma ligação com um dos membros da GUYS. Aos poucos vão aparecendo demais Ultras como Man, Seven, Jack, Ace, Tarô, Leo, Astra (irmão de Leo) e Eighty.


Anáilise

Ultraman Mebius é uma série obrigatória para quem é iniciante na franquia dos gigantes prateados e principalmente para quem é veterano nas séries de tokusatsu. O roteiro é perfeito e foge de qualquer fanservice que você esteja acostumado a ver nas séries da Toei. A Tsuburaya procurou manter uma fidelidade e precisão nas homenagens. Os elementos por si só atiçam a curiosidade do espectador a procurar as séries clássicas de Ultraman.

Com personagens carismáticos, Ultraman Mebius tem um bom diferencial e explora o drama de cada personagem à exaustão. Algo incomum nas demais séries Ultra que focam mais nos casos investigativos e invasões alienígenas. Em especial a fragilidade de Mirai como humano, ressaltando que os Ultramen também não são perfeitos (nem deuses). Há ótimas interações aqui e vai um destaque para a intervenção de um vilão (humano) que surge, infernizando os membros da GUYS ao descobrir um grande segredo que pode comprometer a equipe.

Além de Mirai, é preciso prestar bem atenção em Ryuu. Pois apesar de ser um personagem birrento/gasguito, mostra ser de grande valor e cresce durante a trama. Também tem o Comandante Sakomizu que aparenta saber sobre o segredo de Mirai e mantem discrição. Fora uma provável relação com um determinado Ultraman no passado.

É uma maravilhosa série que deixa saudades ao terminar. Ultraman Mebius é tão perfeito que fica difícil apontar algum ponto negativo. Fica a dica pra quem diz que Ultraman é uma franquia "chata" e que só Kamen Rider, Super Sentai e os clássicos da Manchete é que são bons e mais nada. Acompanhe Ultraman Mebius do início ao fim e comprove por si mesmo que Ultraman (apesar dos padrões) não é a mesma coisa. Mebius tem o seu valor como os grandes heróis do tokusatsu que ficaram populares, seja dentro ou fora do nosso nicho.



Produção e exibição no Japão


A 19ª Ultra Series foi transmitida originalmente pelas emissoras japonesas CBC, TBS e MBS nos fins de tarde de sábado das 17:30 às 18:00 (JST). Esteve no ao ar entre 8 de abril de 2006 e 31 de março de 2007. Mudando das manhãs de sábado (ocupadas por Ultraman Nexus e Ultraman Max) para o entardecer do mesmo dia da semana. Dias antes de sua estreia na TV, a Tsuburaya anunciava o filme Ultraman Mebius & Ultraman Brothers (lançado em DVD pela Focus Filmes e atualmente disponível na Netflix) para os cinemas japoneses em 16 de setembro do mesmo ano. O longa trazia os Irmãos Ultra de volta, antes de suas aparições na série.

Em 2008 a Tsuburaya lançava uma continuação: Superior Ultraman 8 Brothers (também disponíveis nos respectivos home-vídeo e streaming) onde Mirai parou acidentalmente num mundo onde Daigo (Tiga), Asuka (Dyna) e Gamu (Gaia) eram meros espectadores de Ultraman na televisão e viviam normalmente como civis.

Mebius também aparece pela última vez nos filmes Mega Batalha na Galáxia Ultra (2009), Ultraman Zero: A Vingança de Belial (2010) e Ultraman Ginga S: Showdown! Ultra 10 Warriors!! (2015). Ultraman Mebius possui também mais 7 Gaidens direto-para-vídeo.


Curiosidades: Elenco e produção

Shunji Igarashi, o ator principal que deu vida ao Mebius, se aposentou da carreira artística em novembro de 2013, aos 27 anos. Em 2004 esteve entre os classificados na final da audição do D-BOYS, um grupo de atores/cantores/dançarinos. Igarashi declarou que Ultraman Mebius marcou sua vida para sempre e que o fato de ser fã dos Ultras e sua esperança em um dia trabalhar em alguma série da franquia o impulsionaram a seguir como ator.

Masaki Nishina (Ryuu Aihara) já apareceu no filme Ultraman Cosmos vs. Ultraman Justice: The Final Battle (de 2003) como um membro anônimo da EYES.

Daisuke Watanabe (George Ikagura) trabalhou no musical do mangá Prince of Tennis.

Minoru Tanaka (Sakomizu) faleceu aos 44 anos no dia 25 de abril de 2011. Foi encontrado enforcado. Pode ser visto no especial Kamen Rider W RETURNS: Kamen Rider Accel (lançado quatro dias antes de sua morte) como o Commander Dopant.

Shin Ishikawa (Serizawa) interpretou Tori Tsukamori em Ultraman Gaia; além de Shin Kazamatsuri, o herói principal no filme Kamen Rider Shin: Prologue.

Em Ultraman Mebius, aparecem alguns atores conhecidos do tokusatsu na TV brasileira como Shigeru Kagemaru (Shinjoh em Ultraman Tiga) e Shun Ueda (Gasami 2 em Jaspion).

A atriz Askua Shimuzu, que aparece no episódio 13 como uma antiga amiga de Marina, já participou nos tokusatsu Guyferd (de 1996) como Rei Kujou e Gransazer (de 2003) como Mika Shidou/Sazer Mithras.

Os veteranos Susumu Kurobe (Shin Hayata/Man), Kohji Moritsugu (Dan Moroboshi/Seven), Jiro Dan (Hideki Go/Jack), Keiji Takamine (Seiji Hokuto/Ace), Mitsuko Hoshi (Yuko Minami/Ace), Ryu Manatsu (Gen Ootori/Leo) e Hatsunori Hasegawa (Takeshi Yamato/Eighty) retornam aos seus respectivos personagens.

Hideyuki Takana e Hiroya Ishimaru, as vigentes vozes oficiais de Zoffy e Ultraman Tarô, respectivamente, também retornam.

O grupo Project DMM, que é responsável pelo tema de abertura, já gravaram trilhas sonoras para outros títulos da franquia como Ultraman Neos, Ultraman Cosmos, Ultraman Nexus, Ultra Galaxy Mega Monster, etc.


Do Japão para o Brasil e o mundo


O ator Shunji Igarashi ao lado de Mebius

Desde o dia 21 de outubro de 2014, o serviço de streaming Crunchyroll anunciou o lançamento de Ultraman Mebius em seu catálogo. Inicialmente a série chegou nas versões americana, canadense e britânica e logo depois para outras regiões como América Latina, Austrália e Nova Zelândia.

Mais especificamente no Brasil, a série pode ser assistida gratuitamente (com anúncios) e por assinatura (na íntegra) desde 25 de dezembro do mesmo ano. Ultraman Mebius é a segunda série de Ultra a vir por aqui através dos streamings (a nova mídia do mercado). Pra você que ainda não assistiu e/ou não viu nada de Ultraman, fica a recomendação do blog para conferir aqui e ainda acompanhar outras Ultra Series de forma oficial, gratuitamente ou por assinatura.

Não deixe de ajudar a outras séries tokusatsu a virem ao Brasil através da sua audiência. Vamos mostrar que o estilo tem força sim por aqui. Schwatch!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Spielvan, o inesquecível guerreiro dimensional, completa 30 anos

O segundo "Jaspion" contemplando o pôr-do-sol

Depois de um resultado mediano da série O Fantástico Jaspion (erroneamente interpretado por algumas correntes no Brasil como "fracasso no Japão"), a Toei resolveu investir numa releitura da trilogia dos Uchuu Keiji (Policiais do Espaço - Gavan, Sharivan e Shaider) para tentar recuperar parte da audiência perdida.

O ator Hiroshi Watari vivenciou mais uma vez um herói da linhagem dos Uchuu Heroes (heróis do espaço). Outrora dublê da Japan Action Club (atual Japan Action Enterprise), ator principal da série Sharivan interpretou também o detetive Boomerman em alguns episódios de Jaspion. Com a retirada de pinos em uma de suas pernas, devido um acidente de moto que sofreu em setembro de 1984, Watari precisou se retirar da série. Seria talvez um herói secundário fixo, só que sem uma suit de combate. Foi através de um convite do produtor Susumu Yoshikawa, durante um passeio de esqui com dublês da JAC, em dezembro de 1985, que Watari foi convidado para estrelar o novo herói espacial da Toei no ano seguinte.

Flashman nascia há 30 anos de uma marca da mais famosa guerra da história da humanidade

Jetman, o cult noventista do Super Sentai, completa 25 anos

O projeto da série Jikku Senshi Spielvan (Guerreiro Dimensional Spielban) nasceu de um plot de um antigo projeto para a série que se candidatara a ocupar o horário das 19:30 das sextas-feiras da TV Asahi após o final de Shaider, em 1985. Ginsei Ouji Big Bang (Príncipe da Estrela de Prata Big Bang) - que seria apenas um Henshin Hero - contaria sobre um jovem fugitivo de um planeta natal destruído por uma rainha do mal. Tais elementos só foram usados em 1986.

O herói-título e sua parceira Diana são sobreviventes do Planeta Clin, que foi dizimado pelo Império Water (Waller no original). Liderado por um espírito guardião que dá o nome ao império e sub-comandado pela Rainha Pandora, Water havia sequestrado o cientista Dr. Paul (Dr. Ben) e sua filha mais nova Helen. Respectivamente, o pai e a irmã de Spielvan. Paul foi transformado no Dr. Bio e passou a criar mechanoids para dominar qualquer planeta que possua uma grande abundância de água. Viajando e adormecendo durante um período na nave Defender (Grand Nasca), Speilvan e Diana (seus respectivos nomes são claramente homenagens ao cineasta Steven Spielberg e à falecida Princesa Diana de Gales) aprendem sobre a humanidade e treinam com a missão de destruir Water sem misericórdia.


O Império Water

Spielvan herdou vários elementos dos Uchuu Keiji, mas era um herói que não tinha um comandante. O clima da série era triste e carregado que os demais antecessores da franquia Metal Hero. Não tão sombrio quanto Sharivan, mas superando Jaspion. As lutas seguiam um padrão, mas era de se notar que a Toei estava tentando inovar em sequencias de ação mais ousadas que as séries anteriores da franquia. Arrisco a dizer que seu visual é o mais belo dentre os Metal Heroes, a começar pelo seu capacete arrojado que lembra uma nave espacial. Spielvan marcou também por lançar a primeira Metal Heroine da franquia, Lady Diana (Diana Lady). Mais tarde um novo aliado surgiria como o primeiro Metal Hero secundário (sem spoilers para quem ainda não assistiu), ideia que naturalmente vingou com as aparições de outros ao longo da franquia como Top Gunder (em Metalder), Eminin Emiha (em Jiraiya), Gun Gibson (em Janperson), Gold-Platinum (em Blue SWAT), entre outros.

Os primeiros episódios tiveram seus altos e baixos. Ponto positivo é a procura angustiante de Spielvan por sua irmã que passou a ser controlada por Pandora e se transforma em Herbaira (Helvira [lê-se: "hell váira" no original]), sem o consentimento do herói. Algo que deixa qualquer espectador na ponta do sofá ou mesmo quem assiste algum desses momentos sem compromisso. Ponto negativo, de longe, é o núcleo do laboratório do "cientista" Daigorô Koyama. Uma tentativa fracassada e de muito mal gosto se suceder Kojiro Ooyama (o alívio cômico da trilogia Uchuu Keiji). A sua atuação mais patética foi no segundo episódio quando Daigorô pensou ter criado uma fórmula para a invisibilidade e quase fez um strip-tease (é sério!) na frente de crianças e mulheres. Constrangedor. Felizmente ele saiu na metade da série e é um personagem que jamais fez falta sequer por ser uma baita vergonha alheia.

Spielvan melhorou na segunda metade com a aparição do Imperador Guillotine. Um homem vindo do ano 2201 que por algum motivo vivia como um mendigo. Infelizmente a gênese do herói foi um grande furo de roteiro, mas por incrível que pareça nem isso impediu a evolução de um vilão calculista que deu trabalho. Outro vilão que marcou a série nos momentos finais foi o Fantasman (Youki) e sua investida rendeu um clímax frenético jamais visto até então nas séries Metal Hero. Coisa de deixar o telespectador na ponta do sofá.

Com todo um conceito espacial formado em seus 44 episódios, Spielvan teve um final decepcionante e com um grau nonsense acima da compreensão humana. Pra se ter uma ideia, até hoje nem mesmo Watari conseguiu entender o que realmente aconteceu. Pois a resolução criou um desconexo que serviu de "caminho largo" para a Toei fechar com um final feliz e um sorriso estampado de orelha à orelha. Seria melhor vê-lo na Terra ou partir para outro planeta para combater algum outro ser espacial. Ainda assim, Spielven deve ser visto, analisado, apreciado, e ver como a série cresceu com o tempo. Apesar do nó deixado na cabeça de quem acompanhou até o final medonho. Uma grande série como Spielvan merecia um final digno e respeitável.


Diana e Spielvan no clock-pit da nave Defender (Grand Nasca)

Jikku Senshi Spielvan teve grandes nomes no elenco. Destaco as participações de Ichirô Mizuki, tanto como Paul quanto cantando os eletrizantes temas da série; a lindíssima Naomi Morinaga como Helen; e a nossa saudosa Machiko Soga como Pandora. Vale lembrar que Watari teve mais dois trabalhos em comum com seus colegas. Ele voltou a contracenar com Makoto "Diana" Sumikawa, nos episódios 25 e 26 de Metalder, série que sucedeu Spielvan (e que serviu de "companhia" numa determinada versão nipo-americana de tokusatsu). Em 2014, Watari e Morinaga retornaram como seus respectivos personagens da trilogia Uchuu Keiji (Den Iga e Anne) na saga NEXT GENERATION. E junto com Soga, Watari e Morinaga trabalharam no jogo Uchuu Keiji Tamashii, onde a atriz consagrada à vilã voltaria a interpretar Mitsubachi Doubler (de Gavan) e Dark Galaxy Queen. Aliás, esta foi sua última personagem. A atriz morreu em 7 de maio de 2006 - 18 dias antes do lançamento para PlayStation 2.

Spielvan é um tokusatsu que assisti desde sua estreia na Sessão Super-Heróis, em 22 de abril de 1991, na extinta Rede Manchete, e que tive como um dos favoritos depois de adulto e entender melhor o enredo. Seu lançamento veio através da Everest Video (do sr. Toshihiko "Toshi" Egashira), junto com Maskman e Kamen Rider Black. A estreia das três séries foram marcadas também pelo retorno de Cybercop que trazia uma nova remessa de episódio inéditos trazidos pela Sato Company (do sr. Nelson Sato). Infelizmente os últimos quatro episódios não foram dublados devido a um problema no traslado das fitas masters originais vindas do Japão. Queria muito ouvir a dublagem e arrisco dizer um nome de um dublador que seria ideal para substituir o saudoso Ézio Ramos. Mas isso é assunto para um outro post.



Esta é uma rara chamada exibida originalmente durante os últimos episódios de Jaspion. Ao final do anúncio vemos sem película Spielvan e Diana no clock-pit da nave Defender (Grand Nasca) e mais a reunião de parte do elenco convidando os espectadores a acompanhar então nova série. A estreia aconteceu no dia 7 de abril de 1986 e era exibido sempre às segundas-feiras às sete da noite.



Trecho de um programa de variedades da TV Asahi em que anunciava as atrações daquela segunda-feira - 1 de setembro de 1986 - na faixa das sete da noite. Os previews do episódio 21 de Spielvan (19:00) e do episódio 19 do anime Ginga: Nagareboshi Gin (19:30), este último se encontrava na reta final.

PS: Amanhã teremos no blog mais uma resnha especial de nostalgia com mais um tokusatsu aniversariante, e que está hoje em exibição no Brasil. Dica? A Sally vai. Esteja verde.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Relembrando Kamen Rider Decade, o herói mais indefinido da história da Toei

O destruidor de mundos foi um divisor de águas para os Heisei Kamen Riders

Neste fim de semana a franquia Kamen Rider completou 45 anos. De 2009 pra cá o número de filmes, especiais, crossovers e certos fanservices (alguns deles bem nonsenses) vieram junto. Direta ou indiretamente isso se deve à existência de um anti-herói que deu o que falar naquela época.

Kamen Rider Decade foi uma das séries mais divertidas da era Heisei e não é pra menos. Com todo um roteiro indeciso e lacunas abertas até aqui, a série tinha tudo pra ser regular. A primeira fase foi legal, mostrando versões alternativas dos Heisei Kamen Riders anteriores. O único que teve uma versão original foi o mundo do Kamen Rider Den-O. Isso porque o herói vinha sendo muito popular e rendeu vários filmes após o seu final na TV (incluindo um crossover com Decade, que foi um coadjuvante).

Ao longo dos 31 episódios da série, total já estabelecido pela produção antes da estreia, muitas teorias e boatos foram criados por fãs. Em parte era compreensível, pois se tratava de um roteiro "misterioso". Mas a Toei parecia que não sabia bem o que fazer com a trama. Tudo era muito confuso e nada tinha uma lógica concreta. Havia na época uma linha de pensamento que muitos criaram sobre "existir um mundo com o ator original e outra com o ator de Decade". Isso foi explicado pelo produtor Shinichirô Shirakura, em entrevista à revista Toei Hero Max Special W Cross Decade. Sabe as aparições de Wataru Kurenai (o Kiva original) e Kazuma Kenzaki (o Blade original)? Então, eles são seres de uma "meta-ficção". Ou seja, eles não são os mesmos personagens de suas respectivas séries. São versões alternativas dos heróis originais, mesmo sendo interpretados pelos atores originais.

O mesmo vale para as aparições dos heróis Shôichi Tsugami (Agitô) e Issamu Minami (Black/Black RX), que não são os mesmos que conhecemos (leia mais aqui). O mesmo acontece no filme Movie Taisen 2010 (de 2009) onde aparece uma versão alternativa do Kamen Rider Skull no final do filme e que não reconhece a própria filha Akiko Narumi e o seu discípulo Shotarô Hidari. A própria produção de Kamen Rider Decade optou por não usar termos que diferenciam entre "Rider original" e "Rider alternativo", inclusive em publicações, uma vez que a proposta em Decade era outra.

A premissa de Kamen Rider Decade seria de explorar os nove mundos dos (Heisei) Kamen Riders. Mas pra cumprir o prazo do calendário, a Toei acabou criando outros mundos: Nega, Diend (um dos melhores anti-heróis dos Riders), Shinkenger (que ficou claro com o tempo que é o mesmo mundo do restante dos heróis da Toei, se calcularmos os crossovers), e também no mundo de alguns Showa Riders como o mundo de Black RX, o mundo de Black e o mundo de Amazon. Shirakura foi contra isso, e tal confusão se alastrou no filme de verão onde não havia um ponto exato com a cronologia da série de TV e apresentou um Shadow Moon totalmente diferente do demônio que foi apresentado na era clássica.

Kamen Rider Decade pode ser vista como uma simples diversão, mas algumas perguntas que ficaram no ar ainda são inevitáveis como "de onde veio Tsukasa Kadoya?" ou "qual o real objetivo do vilão Narutaki?". Para o bem ou para o mal, Decade foi um divisor de águas para a Toei. Primeiramente sua "intervenção" fez com que a Toei mudasse o calendário de estreia do último domingo de janeiro para o início de setembro (atualmente acontece em outubro devido ao atraso de produção de Kamen Rider Gaim). Kamen Rider W (Double) era pra estrear originalmente logo após Kamen Rider Kiva. A razão era devida à estratégia de marketing de comemoração do 10º aniversário dos Heisei Kamen Riders (décima série, melhor dizendo) e isso incluiu também a estreia do Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão (versão americana de Kamen Rider Ryuki). Fora que talvez sem ele, crossovers entre um Rider vigente com o próximo Rider a estrear não existiriam. Coisa que influenciou nos próprios Super Sentais. Ou mesmo na criação das famigeradas séries Movie Taisen nos cinemas em dezembro.

É por essas e outras que Decade é amado por uns e odiados por outros. Até hoje certos mistérios da série jamais foram respondidas e jamais serão. Kamen Rider Decade pra mesma lista de Lost e outras séries de mistérios da cultura pop que ficaram devendo respostas.

Onorê, Dikeido!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Só burro se deixa enganar por Haruka e Michiru em Sailor Moon Crystal

Haruka com ar de Don Juan (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Tem uma marchinha de carnaval do saudoso velho guerreiro Chacrinha que diz assim: "Maria Sapatão/Sapatão, Sapatão/De dia é Maria/De noite é João". Brincadeiras à parte e com todo o respeito, é claro. Mas esses dias estava irresistível não vir à minha mente essa música ao lembrar de Haruka e Michiru. Pois foi bem o que aconteceu na estreia da nova temporada de Sailor Moon Crystal nesta segunda (4).

O casal gay chegou enganando todo mundo. Sei que a série está fiel ao mangá de Naoko Takeuchi e há elementos bem atuais presentes. E Haruka e Michiru mais ainda por motivos óbvios que estamos carecas de saber. A fidelização da Toei foi tão forte que Haruka parece realmente com um homem. Isso pode pegar algum desavisado que parar pra assistir, mas o público de longa data sabe do que se trata. Alguém pode pensar que ela foi dublada por um homem, mas na realidade foi dublada sim por uma mulher. Junko Minagawa, que já interpretou personagens masculinos em outros animes. Caiu como uma luva.

Quem passa por elas acaba pensando que ali está um casal hétero. Haruka faz um tipo de boa pinta que é piloto de corrida, estiloso e deixou Usagi atraída por ele (quer dizer, ela). E Michiru tem um jeitinho de princesinha que se esbarrou em Mamoru. No momento seu espelho caiu e viu que Mamoru foi um príncipe em vidas passadas. O tal espelho tem esse poder de refletir isso. De uma certa forma Mamoru ficou interessado.

Agora, uma das coisa mais engraçadas mesmo nessa estreia foi ver o tema de encerramento "eternal eternity", que foi cantada pelas dubladoras de Haruka/Uranus (Minagawa) e Michiru/Neptune (Sayaka Ohara). Só você vendo mesmo (assista pelo link acima). Isso é uma das coisas que só reforça o que eu disse semana passada aqui no blog. Haruka e Michiru vão brilhar mais do que qualquer outra coisa nesta nova temporada. Não duvide nada se esta nova remessa de 13 episódios perigar se resumir às duas.

Michiru no momento em que se esbarra com Mamoru (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Toei surpreende no melhor estilo Original Netflix com Kamen Rider Amazons

Os Amazons Omega e Alpha

Há cerca de duas semanas atrás fomos surpreendidos com o anúncio da série Kamen Rider Amazons. A web série semanal da Toei Company (transmitida no Japão via streaming pela Amazon Prime Video) é baseada em Kamen Rider Amazon, de 1974. Servindo como uma releitura da série clássica, Amazons apresenta dois novos Riders: Haruka Mizusawa/Kamen Rider Amazon Omega (verde) e Jin Takayama/Kamen Rider Amazon Alpha (vermelho).

Não sei bem se essa é a intenção, mas a impressão é que a Toei está querendo ousar em produções de séries mais violentas e menos rigorosas. Deu pra sentir que ela quer fazer algo parecido como a Netflix trabalha em suas séries originais/exclusivas. Nivelando a qualidade com séries curtas e mais surpreendentes que nos lançamentos convencionais para a TV. Sem contar que a duração é maior do que os tradicionais 23 minutos por episódio (no episódio de estreia de Amazons foram 46). Ou seja, qualidade superior e mais surpreendente de um jeito que talvez jamais passe na TV. Algo similar ao Demolidor e Jessica Jones, ambos da Marvel.

Os episódios de Kamen Rider Amazons são chamado de "Hunts" e destaca a inicial do título de cada episódio com uma estilização que lembra a série americana Breaking Bad. O clima é tenso, adulto, sombrio e digno de terror. E o que chama mais atenção do público é a violência truculenta herdada de Amazon. De longe, Kamen Rider Amazons chegou pra mostrar que as séries dominicais dos motoqueiros mascarados não passam de meros blockbusters para a TV, por melhor que a Toei tente fazer.

A roteirista Yasuko Kobayashi (a mesma de Janperson, Blue SWAT, B-Fighter, Kamen Rider Ryuki, Go-Busters, etc) acertou em cheio numa obra que com certeza vai dar o que falar. Outro ponto interessante é inserção de dois atores de Super Sentai: Masashi Taniguchi (o GoBlue de Go Go V) como o anti herói Takayama/Alpha; e Ryoma Baba (o Blue Buster de Go-Busters).

Agora, estou aguardando mesmo é a atuação de Yu Kamio como o vilão Yugo Tachibana, da Nozama Pharmacy. Gostei muito de sua atuação como o Dr. Maki em Kamen Rider OOO (Ôzu) e o Capitão Shotarô Kamiki em Ultraman X. Ele tem tudo pra ser um grande trunfo da série. Um motivo a mais para preparar um babador, roer as unhas e ficar na ponta do sofá na frente da TV/computador.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Ultraseven X é a mais nova opção para os amantes de ficção científica

Ultraseven X está disponível no Brasil via Netflix

A década de 2000 rendeu algumas séries de tokusatsu bem interessantes nas madrugadas da TV japonesa como Garo, por exemplo. Uma delas é Ultraseven X, a mais nova série da Família Ultra a pintar no Brasil via streaming. Produzida pela Tsuburaya, esta série é um revival de Ultra Seven, que na época estava comemorando os 40 anos. Foi destinado ao público jovem/adulto e foi um dos primeiros tokusatsus exibidos em widescreen. Ia ao ar todas as madrugadas de sexta para sábado da temporada de outono de 2007, entre 5 de outubro e 21 de dezembro pela TBS (emissora que exibiu várias Ultra Series), totalizando 12 episódios. Além de uma novel publicada pela Hobby Japan.

Num determinado universo alternativo, a organização especial de investigação DEUS (leia: deus) combate secretamente alienígenas que estão infiltrados entre a humanidade, afim de dominar nossa espécie. Os agentes de DEUS vivem como pessoas comuns, prontos para entrar em ação a qualquer hora. Eles são chamados pelos seus codinomes e suas reais identidades são desconhecidas entre os parceiros.

Revisitando os Ultra filmes - Ultraman: The Next

Ultraman Max, o primeiro tokusatsu da era pós-Ryukendo no Brasil

O protagonista é o agente Jin, um jovem de 25 anos que por algum motivo perdeu sua memória. Um dia ele orientado por Elea, uma misteriosa garota que lhe entrega um Ultra Eye, e afirma que o mesmo é o salvador do mundo. Com este dispositivo Jin se torna em Ultraseven (com visual moderninho, com leves toques sombrios e mais uns músculos). Ainda no primeiro episódio, o jovem encontra o agente K (leia: kei), que o conhecia antes de perder a memória. Os dois passam a lutar juntos contra os seres alienígenas que aparecem com planos contra a humanidade. Desde abdução alienígena até microcefalia, por exemplo. No decorrer da série aparecem outros agentes de DEUS que agiam secretamente. O destaque fica por conta da bela agente secreta S.

Por possuir uma temática mais madura, consequentemente Ultraseven X quebrou padrões e fugiu ao máximos dos clichês das séries anteriores. A organização DEUS não chega a ser um Esquadrão Ultra (Ultra Garrison no original), por exemplo, que encara monstros gigantes com raios lasers e coisas do tipo. DEUS seria equivalente a uma MI-6 ou um FBI que combate aliens periculosos. Os seres espaciais da trama são equivalentes aos terroristas. A interação entre os atores Eriku Yoza (Jin) e Tomohito Wakizaki (K) ajudam a equilibrar o tom da trama. Uma coisa que visualmente pode chamar atenção do público mais jovem é o visual de K ser próximo ao de Kouga Saezima da série Garo. As batalhas do gigante vermelho (como assim é chamado durante a série) contra os invasores são meio curtas para quem está acostumado a ver lutas com mais intensidade. Em compensação, o seu Color Timer mal dispara e as histórias ganham dinamicidade. A série carrega influências dos filmes americanos Matrix e Blade Runner.

Aparentemente Ultraseven X não tem nenhuma relação com a série clássica de 1967. Mas vale citar que o episódio final conta com as participações especiais dos atores Kohji Moritsugu (Dan Moroboshi/Ultraseven) e Yuriko Hishimi (Anne Yuri). Seus papeis na série são bastante curiosas e vale como surpresa para quem ainda não acompanhou. Aliás, serve como gostinho pra assistir ao Seven original. Para os saudosistas da era Manchete, Takumi "Jiraiya" Tsutsui aparece em um dos episódios.

Ultraseven X estreia nesta sexta - 1 de abril - no Brasil através serviço on demand Netflix. Reforço que esta é a sexta série da Família Ultra a ser exibido oficialmente via streaming no Brasil - considerando que este tipo de mídia é uma alternativa em meio ao velho descaso das emissoras de TV brasileira para com os tokusatsus). Sendo as outras cinco séries exibidas através do serviço Crunchyroll, sob licenciamento da Tsuburaya. Somando com as exibições na TV, Ultraseven X é o décimo título de série de TV da Família Ultra em terras brasileiras e mais duas estão previstas para este semestre (Ultraman Gaia e Ultraman Nexus). Eis uma boa oportunidade fazer aquela maratona. É hora do Ultraseven alcançar outros públicos além do nicho de fãs de tokusatsu. Especialmente para os amantes da ficção científica.

E uma grata surpresa: Ultraseven X chega como o primeiro tokusatsu dublado em português brasileiro após RyukendoCom distribuição da Televix (a mesma do Guerreiro Madan exibido na RedeTV! em 2009), a versão brasileira foi realizada pelo estúdio Lexx (o mesmo do anime Robô Gigante). Aliás, este é o segundo trabalho da Lexx com Ultraman, uma vez que cuidou do filme Ultraman Saga. Até o fechamento deste post pude conferir os dois primeiros episódios e o resultado está bacana. Todos vão curtir bastante. Curiosamente a voz do saudoso Hamilton Ricardo está presente como o Comandante de DEUS, sendo este um dos seus últimos trabalhos antes de sua morte em agosto de 2015. Hamilton emprestou sua voz ao Horii em Ultraman Tiga e Hideki Gô/Ultraman Jack nos filmes Mega Batalha na Galáxia Ultra e Ultraman Saga. Um presentão e tanto que tem que ser dissecado pelo menos umas sete vezes.

Revisitando os Ultra filmes no Brasil #4 - Ultraman: The Next (2004)

Uma nova encarnação do gigante prateado no início do século

Depois da triste passagem de Ultraman Tiga na Rede Record (leia mais aqui), o guerreiro da luz teve uma única exibição na Rede 21 em 2005. No ano seguinte, a marca Ultraman teve uma sobrevida no Brasil com o lançamento de dois filmes da franquia em DVD via Impact Records. O primeiro foi Ultraman Tiga: A Odisseia Final, que nada mais era que um epílogo do último Ultra exibido na TV brasileira. O segundo título trazia um herói inédito em nosso país com visual e conceitos diferenciados de tudo o que ouvimos falar até então sobre os gigantes prateados.

Se você, por acaso, é daqueles que zoa com tudo o que é tokusatsu e acha que todo filme com maquetes é tosco, então assista Ultraman: The Next e reveja os seus conceitos. Na realidade o filme consegue agradar não apenas aos fãs do astronauta vindo da Nebulosa M-78, mas leva algum leigo ou um aficionado por ficção científica e suspense a ter uma boa experiência com um filme do estilo com um toque mais sombrio/adulto. Digno de nível cinematográfico.

O filme não tem quaisquer relações com as produções anteriores e serve como um prólogo de uma série de TV contemporânea. Shunichi Maki (Tetsuya Besshô), um piloto de caça, está prestes a se aposentar para cuidar de seu filho que sofre de uma doença rara. Sem esperanças, ele decide passar mais tempo com sua família e consegue um trabalho onde pode conciliar seu tempo livre. Numa última missão, o jato de Maki sofre uma colisão com um estranho meteoro e desaparece. Misteriosamente o piloto é salvo por um gigante que se une a ele em simbiose.

Após o milagroso evento, a cientista Sara (Kyoko Toyama) sequestra Maki. Em troca de sua liberdade, o jovem se vê em uma missão onde terá que lutar contra uma criatura chamada The One. Trata-se de uma um humano que foi irradiado por um meteoro semelhante de outrora. A vítima é o militar Udo (Kenya Osumi), namorado de Sara, que muda completamente de personalidade e se transforma num horrendo monstro. Na primeira batalha, Maki sofre sua primeira transformação e assim é batizado como The Next.


The Next em sua primeira luta contra o horrendo The One

Apesar do pano de fundo sombrio, a violência do filme é leve, talvez para conciliar os públicos jovem de então e adultos de antigas gerações. Ultraman: The Next começa com um conceito antigo. O velho clichê em que um humano é salvo da morte por um Ultraman. Isso é tradição em quase todas as séries da franquia. Só que há vários elementos de Ultraman que ficam de fora para dar espaço a outros. Repare, por exemplo, que no filme não tem nada de uma organização anti-monstros. Ou melhor, tem, mas tudo secreto, pequeno, improvisado, e muito mais voltado pro lado pessoal. O visual do herói é dark e sofre mutações a cada transformação, como um aumento de nível. O mais legal é que as primeiras batalhas acontecem em campos fechados e com perspectivas atípicas de ângulos. A luta final acaba numa maquete muito bem feita e com um belíssimo pôr do sol (do jeito como um bom tokusatsu deve sempre ser).

Um outro ponto que diferencia de outras produções é que o hospedeiro de The Next é casado, pai de família, e tem de conciliar entre o drama familiar e a defesa do Japão contra uma criatura mutante. O que é ótimo, junto com o subtrama de Sara que vive um dilema sobre salvar o seu namorado e o remorso de não ter impedido o caos quando teve oportunidade. Ultraman: The Next é uma excelente amostra para apresentar a Família Ultra para os marinheiros de primeira viagem e se divertir com um tradicional filme de monstros melhorado. Surpreendente é pouco para descrever o filme.

Ultraman: The Next (ULTRAMAN no original) é fruto do Ultra N Project, um audacioso e milionário projeto da Tsuburaya que procurou alcançar um público mais maduro. Tal projeto inclui a série televisiva Ultraman Nexus (em breve no Brasil através do serviço de streaming Crunchyroll), que dá continuidade em cinco anos após os eventos do filme e contou com diferentes hospedeiros. Infelizmente o projeto não vingou e a Tsuburaya voltou às origens produzindo séries como Ultraman Max e Ultraman Mebius (também disponíveis no Brasil através da mesma plataforma de streaming).

A trilha sonora ficou por conta do guitarrista Tak Matsumoto, astro do pop rock local e membro da dupla musical B'z. Sua banda, a TMG (Tak Matsumoto Group), ficou responsável pelo tema de encerramento "Never Good-bye". Por ser um grande astro no Japão, a contribuição de Matsumoto foi mais comentada entre o público do que a própria produção em si. Sobre isso, a direção foi do veterano Kazuya Konaka, que já trabalhou em diversas produções de Ultraman e conseguiu um grande feito com as sequencias de ação. Mas não teve êxito com alguns atores que tiveram atuações um tanto apáticas. É o caso da atriz Kyoko Toyama que sequer moveu um músculo facial para se expressar e passar mais emoção como a cientista que sofria ao ver o seu namorado transformado num demônio. Felizmente o ator Tetsuya Besshô passou uma interpretação mais madura e dando a impressão de atuar num típico filme de ação/suspense.

Em 2011 a Focus Filmes lançou um pacote com sete filmes da Família Ultra, incluindo relançamento dos títulos trazidos pela Impact Records. Nenhum dos dois lançamentos trouxe extras, infelizmente, como no caso do material original (que teve trailers e making of do filme). A capa da Impact Records não chamava atenção, mas a Focus deu uma caprichada nisso. Coisa que ela não fez com o conteúdo. No relançamento, o formato de tela é de Letterbox 4:3, ao invés do Widescreen 16:9 (que é o correto). O mesmo erro foi cometido pela empresa nos três filmes anteriores e sem mencionar outros clássicos conhecidos. Hoje, quem detém os direitos de Ultraman: The Next é a Sato Company (do sr. Nelson Sato) e foi a empresa que levou o filme para a Netflix, onde esteve disponível entre 5 de dezembro de 2013 e 4 de dezembro de 2015. O filme pode retornar ao catálogo.

Este foi o último trabalho da Áudio News com a dublagem de Ultraman. O dublador Marco Ribeiro*, que é proprietário do estúdio, interpretou o herói. Tanto o hospedeiro como o próprio Ultraman. O elenco carioca contou com vozes conhecidas de Ultraman Tiga e da franquia Power Rangers - como Alexandre Moreno, Iara Riça, Mabel Cezar, entre outros. O mais curioso é que a maioria dos soldados tem a voz de Júlio Chaves (dublador oficial do Mel Gibson).

*Em dezembro de 2015 conheci pessoalmente o dublador Marco Ribeiro, no evento Anime Master, e pedi para que ele autografasse a capa do DVD de Ultraman: The Next. Foi um momento marcante que relatei neste post.

PS: A série de resenhas dos filmes do Ultraman fará mais uma pausa e volta no dia 15. Na próxima sexta teremos um especial sobre uma série Ultra exibida no Brasil - e ainda hoje também. Imperdível.