segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Promo de Kamen Rider Drive

Neste domingo (7), após o episódio 44 de Kamen Rider Gaim, a TV Asahi apresentou a primeira promo de Kamen Rider Drive. Assista já:


Estreia no dia 5 de outubro no Japão.

NEXT GENERATION - Em primeiríssima mão, Blog UNIVERSO OTAKU adianta detalhes sobre o novo V-Cinema dos Uchuu Keiji

Saiba mais sobre a pré-estreia e detalhes sobre os novos filmes de Sharivan e Shaider, no Japão, com os comentários de Michel Matsuda

Neste domingo (7) aconteceu no Japão a pré-estreia dos filmes Uchuu Keiji Sharivan NEXT GENERATION e Uchuu Keiji Shaider NEXT GENERATION, cujos serão lançados em DVD e BD, respectivamente, em 10 de outubro e 7 de novembro por lá.

Na ocasião, o meu amigo Michel Matsuda conferiu o evento e conta mais sobre os dois filmes e ainda sobre o curioso talk entre o elenco do V-Cinema. Você pode conferir através deste texto em seu blog, o UNIVERSO OTAKU. Além disso, ele chegou a acompanhar em 2012 a pré-estreia de Uchuu Keiji Gavan: The Movie -- semanas antes do lançamento oficial nos cinemas japoneses.

Para quem não conhece, Michel é brasileiro e reside na terra do sol nascente há 14 anos. Desde março de 2006, ele conta sobre tudo o que acompanha de perto como animes/tokusatsus/mangás/música/games/eventos locais e demais lançamentos dos mais diversos segmentos relacionados ao "universo otaku". Vale a pena conferir e sempre acompanhá-lo em suas atualizações sobre suas andanças no Japão como um verdadeiro otaku local.

Então, leia já o Blog UNIVERSO OTAKU e boa leitura. ;)

sábado, 6 de setembro de 2014

Os Cavaleiros do Zodíaco: O Filme


Para fechar a semana de aniversário dos 20 anos do anime Os Cavaleiros do Zodíaco -- e antes da estreia nacional do filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário no próximo dia 11 de setembro, hoje falaremos sobre O melhor filme de toda a série clássica. Os Cavaleiros do Zodíaco: O Filme (atualmente no Brasil como Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda dos Defensores de Atena) foi exibido nos cinemas brasileiros em meados do ano de 1995, época em que a série fazia um estrondoso sucesso acima do absurdo. O cosmo chegara a ultrapassar o sétimo sentido nas salas de exibição de todo o país.

Originalmente, Saint Seiya: Shinku no Shonen Densetsu (traduzindo: Saint Seiya: A Lenda do Jovem Escarlate) foi um filme lançado nos cinemas japoneses a partir de 23 de julho de 1988 (sábado) -- entre os episódios 86 e 87 da série de TV. Diferente dos outros três filmes do anime, exibido pela TV Asahi entre 1986 e 1989, este não foi apresentado diretamente para o extinto festival Toei Mangá Matsuri, onde cada filme da série tinha a habitual duração de 45 minutos. Este teve 1h15 de película, trinta minutinhos a mais, e foi exibido exatamente duas semanas após a edição de verão do festival (que curiosamente passou novos filmes, até então, de Dragon Ball, Kamen Rider Black, Bikkuri Man e Kinnikuman).




A história relata a misteriosa vinda de Abel, o filho de Zeus e também conhecido como o deus sol (que na realidade é Apolo na mitologia grega), cujo teria sido derrotado por seu pai e irmão por tentar usurpar o trono. Tendo assim o seu registro apagado das lendas mitológicas. Julgando que a humanidade estaria em rebeldia, os deuses permitiram a sua ressurreição nos dias atuais para selar a punição, afim de restaurar o domínio do Olimpo. Com isso, Abel ressuscita três Cavaleiros que o serviam desde as eras remotas. Estes que se revestem das armaduras da Coroa do Sol são: Atlas de Carina, Jaú de LinceBerengue de Coma de Bernice. Abel também revive os cinco Cavaleiros de Ouro que morreram na batalha das Doze Casas do Zodíaco, no Santuário da Grécia.

O vilão se encontra com sua irmã Atena, que é reencarnada na era moderna como Saori Kido, e promete levá-la ao Santuário da Coroa do Sol. Para isso ela tem que abdicar de Seiya e os demais Cavaleiros de Bronze como seus guardiões. Tudo não passava de um blefe da deusa para tentar impedir o ataque de seu irmão, mas a tentativa foi em vão e sua alma é enviada por Abel para rumo aos Campos Elísios. Desesperadamente, e pronto para morrer, Seiya parte para o Santuário de Abel para salvar sua admirável e amada deusa. Logo Shiryu, Shun e Hyoga vão ajudar o companheiro nesta terrível batalha sangrenta.





Ao invés de rápidas batalhas mostradas nos filmes do Toei Mangá Matsuri, este possui tempo de lutas suficientemente aproveitadas. Dando um toque especial na dramatização como acontece no anime clássico. Apesar da história também ser non-canon, há uma ligação cronológica com os eventos do filme, pois os eventos ocorrem após a fase das Doze Casas. Porém, não se sabe se a história se situa antes ou depois das sagas de Asgard/Poseidon. É um furo desconexo que não deixa tantas lacunas abertas como nos dois primeiros filmes.

E os clichês estão lá: armaduras sendo trincadas durante as lutas; e o velho apelo para a Sagrada Armadura de Ouro de Sagitário como o último recurso para Seiya. A diferença é que Shiryu e Hyoga vestem também as armaduras de Libra e Aquário, respectivamente. Herança de seus mestres. A falha no clímax está justamente pelo fato de Shiryu e Hyoga serem vencidos facilmente por um golpe de Abel, e nem terem aproveitado o máximo para usarem de tais forças. Sobrou tudo pro Seiya, que já tinha sofrido nas mãos de Atlas e ficou com expressões que lembram - sem brincadeiras - um zumbi ('Cause this is thriller, Thriller night...). Em tempo, o filme antecipou fatos que o publico japonês veria mais tarde no final da saga de Poseidon e no decorrer da saga de Hades (quanto à ressurreição dos Cavaleiros de Ouro derrotados). Curiosamente, isso aconteceria em mangá no ano seguinte.

A trilha sonora do lendário e competentíssimo Seiji Yokoyama é sensacional. A melhor BGM tocada foi no momento em que Shura de Capricórnio e Camus de Aquário são mortos. Um dos pontos altos do filme. Fugindo do padrão do Toei Mangá Matsuri, o filme não teve a então abertura atual da série de TV e não encerrou com créditos finais com BGM instrumental. Mas teve uma das mais belas canções feitas para Saint Seiya. "You Are My Reason To Be" foi cantada pelo americano Oren Waters e a japonesa Hitomi Toyama. Oren é conhecido nos EUA por trabalhar em conjuntos para cantores como Neil Diamond, Paul Simon, o grupo Pet Shop Boys, além dos irmãos Micheal e Janet Jackson, entre outros. Além deste longa de Saint Seiya, contribuiu para trilhas sonoras de filmes como O Rei Leão, Matrix, O Gângster, etc. A música ganhou o prêmio de melhor tema de encerramento de animação japonesa de 1988.

E no Brasil? Claro que não poderíamos deixar de mencionar. Teve um dos marketings mais bem preparados para um anime no Brasil. Momento ímpar e épico na história dos Cavaleiros no Brasil. O filme estreou por aqui em 14 de julho de 1995 (sexta-feira) num momento escaldante da febre do sucesso. Pois novos episódios (53 ao 84) estavam sendo exibidos na saudosa Rede Manchete. Tamanho resultado foi devido também ao tema de abertura cantado por Larissa e William. Só na primeira semana, mais de 500 mil pessoas foram ao cinema para ver Seiya e cia nesta emocionante aventura. Tinha gente que deixou pai e mãe em pé, pois a lotação foi tremenda. Não haviam espaços suficientes pra tanto cosmo. Momento ímpar para quem viu os nossos heróis nas telonas.



Quem faz parte da nova geração de fãs do anime, pode estranhar o fato das BGMs originais serem trocadas pelas nacionais ao assistirem com a dublagem noventista - feitas exclusivamente para o filme - e mais algumas do álbum nacional em instrumental. Qualquer criança acima de 9-10 anos, da época, podia notar a diferença do fundo musical e na qualidade sonora do mesmo. Bem, o pessoal queria deixar uma impacto para o público, né? E deu certo, apesar das musiquinhas bem cafoninhas. A mais engraçada foi numa que tocou quando Ikki de Fênix aparece para enfrentar Afrodite de Peixes; e quando Seiya se prepara para atirar a flecha contra Abel. Hoje em dia é mais emocionante assistir com a versão da Dubrasil e com o áudio original. Claro, não desmerecendo o trabalho feito pela Gota Mágica quando o material foi lançado para as telonas. Sem dúvidas, vale a pena demais dar uma boa conferida pela carga de nostalgia que exerce neste material.

Os Cavaleiros do Zodíaco: O Filme passou na Manchete em meados de 1996, em horário nobre. Na faixa das nove da noite, logo após o extinto Programa de Domingo. Competindo então a audiência com Fantástico e Silvio Santos. O mesmo havia acontecido com as exibições de Saint Seiya (O Santo Guerreiro) e A Grande Batalha dos Deuses (lançados direto-para-vídeo) em dezembro do ano anterior. A última exibição na saudosa emissora dos Bloch se deu em 31 de dezembro de 1997 das 15h30 às 17h00. No dia seguinte e no mesmo horário, foi a vez de A Batalha Final (A Batalha do Armagedon). Foram os últimos suspiros dos Cavaleiros de Atena na Manchete. Ah, não esquecendo que algumas cenas do filme foram "spoiliadas" desde o mítico dia 1 de setembro de 1994 na abertura "Made in Spain" que veio pra cá.

Entre o final de agosto e início de setembro de 2014, a PlayArte preparou maratonas de Cavaleiros nos cinemas de São Paulo-SP, para a comemoração de aniversário do anime no Brasil. No dia 30 de agosto (sábado), o filme A Lenda dos Defensores de Atena voltou a ser exibido nos cinemas de forma oficial após 19 anos.

Nota: ✭✭✭✭✩ (muito bom)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Os Cavaleiros do Zodíaco e o início da imprensa especializada

Enquanto Os Cavaleiros do Zodíaco faziam sucesso nos primeiros meses em "terras brasilis", estava pra surgir uma nova imprensa que se especializaria aprofundadamente na cultura pop de diversos segmentos. E o momento foi mais que oportuno. Caiu como uma luva, pois devido a tanto sucesso do anime, esse tipo de imprensa continua em vigor e inspira, até hoje, jornalistas e blogueiros (como este que vos escreve) a seguir com o gênero rumo net afora.


A Heróis do Futuro foi a principal
concorrente da Herói nos anos 90
A Revista Herói foi a pioneira no acesso
informativo da cultura pop no Brasil




























Tudo começou nos idos de 1994, quando os jornalistas André Forastieri e Rogério de Campos fundaram a Editora Acme. A inspiração de criar uma revista nos moldes da revista Set Terror & Ficção, spin-off da Revista Set, onde ambos foram redatores. O grande trunfo foi a Revista Herói, fruto da parceria da Acme com a Nova Sampa.

O momento foi propício, pois havia um desenho japonês que estava acima do auge no final daquele ano. Os Cavaleiros do Zodíaco teria que virar capa da primeira edição da revista. Ou senão, de várias capas que seguiriam nas futuras edições, desde então. A primeira matéria sobre os defensores de Atena foi escrita por Odair Braz Jr. Mas, dentre as contratações, Marcelo Del Greco foi o jornalista responsável por levar informações sobre o anime, com direito à spoilers. A intenção, segundo o próprio Del Greco, era fazer da revista uma "Contigo dos animes". E a fórmula deu muito certo. A Herói caiu no gosto do público infanto juvenil e foi responsável por um fenômeno noventista no Brasil que foi herdado com a acensão da internet. Ou melhor, a internet especializada em cinema, séries de TV e coisas afim teve um prólogo importante numa década em que tudo era limitado.

Em contrapartida, surgiram as concorrências e Cavaleiros era (obviamente) o pano de fundo principal. A revista Heróis do Futuro, da Editora Press, foi a primeira rival da Herói. Quanto a Cavaleiros, os destaques foram marcados pelas matérias relacionadas à mitologia e à origem dos heróis.


Capa da segunda edição
 da revista Japan Fury
Edição #5 da revista Animax


























As duas revistas teriam que lidar com outra concorrente: a revista Japan Fury, que curiosamente era publicada também pela Sampa. Destinada ao público jovem, a revista tinha um tom mais solto para as críticas. A revista teve apenas seis edições e curiosamente as matérias tinham conteúdos interessantes, incluindo sobre os mangás de Cavaleiros. Tema inédito nas revistas especializadas da época.

A Japan Fury costumava fazer sorteios de fitas VHS dos Cavaleiros. A parceria foi fechada entre a Flash Star Home Video, que era a detentora dos filmes da série clássica nos anos 90. Tudo isso além de kits relacionados ao anime de maior sucesso no Brasil.

Após o fim da Japan Fury, surgia em maio de 1996 a revista Animax. Esta sim procurava disputar agressivamente com a Herói e seguia com matérias relacionadas aos mangás de Cavaleiros. Assim como a Herói, a revista editada por Sérgio Peixoto e José Roberto Pereira mantinha matérias sobre os animes que estavam em exibição no Brasil e no Japão naquele período.

Outras revistas do gênero começaram a surgir após o período dos Cavaleiros do Zodíaco na saudosa Rede Manchete. Como a revista Anime Do, da Editora Escala, que mantém-se no mercado, apesar da força que a internet tem contribuído para o meio. Dentre outras também tivemos a New Tokyo, também da Editora Escala, que trazia conteúdos inovadores sobre Cavaleiros e outros animes. E a Ultra Jovem, que era voltada ao público infantil e passou a abordar sobre Cavaleiros. Ah, a Herói continua apenas como site e a mesma teve momentos marcantes, podendo ser considerada como eras de prata da marca.

Bons tempos aqueles em que estas revistas estavam no mercado. Era um diferencial e tanto. Temos que agradecer aos pioneiros redatores e jornalistas destas revistas que tantos nos alegraram naqueles tempos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Estrelas Lendárias - Larissa e William, a dupla que colocou Seiya nas paradas de sucesso (AT)

Larissa e William em apresentação na TV

Esta é a terceira edição especial da seção Estrelas Lendárias dedicadas à semana de aniversário de 20 anos do anime Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil. Hoje vamos falar da dupla Larissa e William, que marcou geração com canções feitas especialmente para o desenho japonês de maior febre nacional daquele momento (e ainda é, vai!).

Nostalgia: VR Troopers, uma das "bombas" da Saban, completa 20 anos

Os 20 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil

Os pequenos foram aprovados nos testes realizados pela extinta Rede Manchete para cantar as músicas da trilha sonora brasileira do anime. Assim surgia a dupla Larissa e William. Os dois ficaram famosos com o tema principal "Os Cavaleiros do Zodíaco". Trechos da música podiam ser ouvidos na chamada dos episódios inéditos que era anunciada na Manchete para o dia 1 de maio de 1995. Foi a partir desta data que a abertura com a música "Os Guardiões do Universo" foi substituída na TV pelo single da dupla.


Todo um marketing maciço e agressivo estava sendo bem preparado. A música seria o tema principal do álbum nacional lançado pela Sony Music/Columbia em CD, LP e K7. Todas as 12 faixas (sendo quatro em instrumental) eram baseadas no anime. Não diretamente dos temas originais japoneses. As músicas tiveram produção de Augusto César e Mário Lúcio de Freitas (dono do extinto estúdio de dublagem Gota Mágica). Grandes nomes da Música Popular Brasileira como Carlos Colla, Michael Sullivan e Paulo Sérgio do Valle contribuíram na composição das músicas. O álbum teve breves participações dos dubladores Hermes Baroli (Seiya de Pégaso) e Walter Breda (primeira voz do Mestre Ares). As músicas chegavam a revezar no encerramento (via España) de CdZ na Manchete.

O tema principal teve mais um ápice. O filme que foi lançado nos cinemas de todo o país em julho daquele ano (falaremos mais sobre este ainda nesta semana) ajudou bastante no sucesso absurdo das filas. Sem contar que Cavaleiros foi sucesso garantido nas paradas de sucesso nas principais emissoras de rádio populares das capitais do país. Era uma coisa de louco! Resultados assim dificilmente veremos igual por aqui. Foi uma coisa "miraculosa" da mitológica década de 90. Nem mesmo Xuxa, Angélica e Eliana chegaram assim no topo com os temas de She-Ra, Digimon e Pokémon, respectivamente. Só quem chegou perto foi a dupla Sandy & Júnior com o sucesso "O Mundo Precisa de Vocês" inspirados nos Power Rangers. Daí já podia ser formada a disputa de favoritismo da garotada.

Falando nisso, a presença de Larissa e William era constante em diversos programas de auditório como Xuxa Hits, Programa Livre, Hebe, etc. Sempre acompanhados de uns cospobres cosplayers de personagens da série. Resultado de toda a bagagem: shows por todo o Brasil, vendas de aproximadamente 1 milhão cópias do álbum, e premiações com Discos de Ouro, Platina e Platina Dupla.

Larissa e William chegaram a gravar um CD "O Mundo Mágico de Beto Carreiro" para o parque Beto Carreiro WorldA dupla se separou em 1996. Larissa gravou um tema para o anime Guerreiras Mágicas de Rayearth. Ainda segue carreira musical. Paralelamente forma a dupla sertaneja Larissa & Rafael. Atualmente se apresenta em shows de eventos de anime e já pisou em palco do Anime Friends (São Paulo-SP), Anime Master (Fortaleza-CE), etc. Hoje está ao lado de Ricardo Cruz, Rodrigo Rossi e Edu Falaschi na turnê Cavaleiros In Concert, que comemora as duas décadas do anime por aqui. Quanto ao William, atualmente está afastado da carreira artística e é empresário.


PS: Os especiais de aniversário ainda não acabaram. Teremos mais durante esta semana que está só começando. Fiquem ligados no DAILEON. ;)

Os Irmãos de Prison Break estarão juntos em The Flash

Wentworth Miller e Dominc Purcell novamente juntos em uma série

Depois da confirmação do ator Wentworth Miller na série The Flash, Dominic Purcell contracenará com o mesmo no décimo episódio da nova série do herói da DC Comics. Os dois são famosos por serem os irmãos Michael Scofield e Lincoln Burrows, respectivamente, na série Prison Break. Será a primeira participação dos dois atores após cinco anos do final da série.

Purcell viverá Mick Rory, um piromaníaco que se alia ao Capitão Cold (Miller) e se transforma no vilão Heat Wave.

The Flash, que é um spin-off de Arrow, estreia nos EUA a partir do dia 7 de outubro. No Brasil, a Warner Channel garantiu a exibição da série ao lado da terceira temporada de Arrow e da estreante Gotham.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nostalgia: VR Troopers, uma das "bombas" da Saban, completa 20 anos

VR Troopers são os heróis que até hoje
 deixam a Geração Manchete
 de cabeça quente
Quem aí lembra da série VR Troopers? É claro que você lembra. Era um clássico e tanto dos anos 90, hein?. Clássico da chocridão! Uma das coisas mais toscas que a Saban já fez nessa parceira com a japonesa Toei Company. Exatamente hoje a série completa 20 anos de sua estreia nos EUA. O programa veio "nas costas" de um grande sucesso da empresa americana: Mighty Morphin Power Rangers.

Tudo começou quando o eípicio Haim Saban resolveu criar uma nova série nos mesmos moldes dos jovens de Alameda dos Anjos: série adaptada de heróis japoneses, utilizando as cenas de ação da produção original. E na hora de tirar a máscara, estão lá os atores americanos. Claro que isso mudava pra caramba o roteiro e a qualidade era pífia. Não batia nem de longe com as produções da Toei que eram mais articuladas e tinham histórias bem mais dramáticas e elaboradas.

Pra você entender a picaretagem adaptação para os Troopers, quando a Saban resolveu criar uma nova série, ela queria lançar um herói solitário para lucrar com isso (obviamente). Saban obteve pela Toei os direitos direitos da série Choujinki Metalder (1987-88; Metalder, o Homem-Máquina no Brasil) e intitulava originalmente como Psycon. O roteiro foi apenas escrito e contaria a história do jovem Adam Steele, que se fundiria com o ciborgue Psycon ao invés de se transformar nele. (Alguém lembrou de Ultraman aí?) Seu arqui-inimigo seria Grimlord (leia mais aqui), que assumia a identidade humana como Cyrus Ritker e lideraria um exercito de robôs chamado Cyberdrones. Cyrus teria um filho chamado Percy, que seria rival de Adam nas artes marciais. Outros personagens principais seriam Tao, o mentor de Adam; Mia, sua filha; e mais um jovem chamado Mouse MacKenzie.


Jason David Frank (o Tommy de Power Rangers)
 vestiria a armadura metálica azul-vermelha e assumiria
 o codinome Cybertron, na série que nunca foi ao ar.

O roteiro teve umas mexidas, a começar pelo nome do herói que se chamaria Cybertron. Seria estrelada nada mais e nada menos que Jason David Frank, o Tommy Oliver de Power Rangers. Nada mais justo, pois seu personagem fez bastante sucesso e ainda conquista o público pelo seu carisma e bravura. David Frank interpretaria Adam Steele, que lutaria contra Grimlord e seus WardronesA história seria basicamente a mesma de Psycon. Os atores Gardner Baldwin interpretaria Cyrus Ritker/Grimlord; Richard Rabago seria Tao Chong.

Por causa dos direitos do nome do herói que já pertenciam à Hasbro (a mesma fabricante de brinquedos dos Transformers), a Saban teve que mudar de nome mais uma vez e de rumo também.


Da esq. pra dir.: J.B. Reese, Ryan Steele, Kaitlin Star e o cão falante Jeb

O nome escolhido foi VR Troopers e outra série japonesa seria adaptada para o mesmo programa ao lado de Metalder. A vítima foi Jikuu Senshi Spielban (1986-87; Guerreiro Dimensional Spielban ou Jaspion 2: Spielvan no Brasil). Daí a inclusão de mais dois heróis na trama. Ou seja, VR Troopers seria uma "salada mista" de duas séries originais do gênero Metal Hero.


As mudanças que seguiram foram as seguintes: Jason David Frank voltaria à série Mighty Morphin Power Rangers. Adam Steele mudaria de nome para Ryan Steele e seria a contraparte americana de Ryusei Tsuruji/Metalder. Este passou a ser interpretado por Brad Hawkins, que curiosamente seria o Ranger Branco na segunda temporada de Power Rangers. Os dois novos heróis inseridos seriam Kaitlin Star como contraparte Diana/Diana Lady e J.B. Reese como contraparte de Yousuke Jou/Spielban. Ambos interpretados respectivamente por Sarah Brown e Michael Bacon.


Metalder e Spielvan; as duas séries adaptadas
 para uma batalha em defesa da Realidade Virtual

Na nova premissa, Grimlord atravessa a barreira da Realidade Virtual para conquistar o nosso mundo com o auxílio de sua tropa. Para isso, três jovens são convocados pelo Professor Horatio Hart (interpretado por Julian Combs), que foi aprisionado na Realidade Virtual, para se tornarem os VR Troopers e lutarem contra os (nem tanto) terríveis inimigos. Ryan teve o seu pai desaparecido dez anos antes do início da série e junto com J.B. treina no dojo do mestre Tao. Kaitlin é fotógrafa do jornal Underground Voice Daily e trabalha com o editor-chefe Woody Stocker e com o fotógrafo Percy -- que por sinal é o personagem mais idiota de toda a série e que era uma tentativa fracassada de ser uma versão de "Bulk e Skull" na série. Tinha também o Jeb (Springer em Metalder), o cão de Ryan que passou a falar depois de um acidente experimental no segundo episódio.


Professor Hart

Os Troopers podiam se transformar pelos elementos Virtualizer ao erguer dizendo "We are VR!" (Somos Realidade Virtual!). Os heróis também vestiam os trajes chamados Battle Grid para lutarem contra os soldados Skugs (Kinclons/Soldados Clown em Spielvan) em uma outra dimensão alternativa, dependendo da situação adversa. Curiosamente, por falta de criatividade ou não da Saban, os capacetes tinham os mesmos moldes do capacete do Ranger Vermelho original dos Power Rangers. Ah, nem disse que os Troopers teriam uma transformação mais "demorada" e o Professor Hart pareceria um "Einstein" tresloucado e bigodudo (:P)


Os Troopers na forma Battle Grid

Grimlord (contraparte de God Neros de Metalder) assumia a identidade de Karl Ziktor (Gozo Kirihara ou Makoto Dolbara no Brasil; vilão principal em Metalder) e é dono da Ziktor Industries. Em seu escritório, contava com suas assistentes (similares às Secretárias K e S de Metalder). Em seu calabouço chamado Virtual Dungeron (Ghost Bank em Metalder) tinha o auxílio de seus guerreiros. Como Grimlord, podia se comunicar com o General Ivar e Coronel Icebot (respectivamente General Darthzero [Deslok] e Doctor Bio de Spielvan), que situavam-se num castelo aéreo.


Virtual Dungeron - o calabouço oculto de Grimlord

A série se desenrolava em episódios isolados com situações um tanto forçadas e sem expressividade. Citando algumas: no segundo episódio, Ryan esquece de seu "morfador". Poxa, no mínimo seria um herói irresponsável, hein seu galeguinho? Nem o mais sonolento dos heróis seria tão burro assim. Outra situação é do pai de J.B. ter seu caminhão atacado por golpes repetitivos dos Skugs que não fizeram arranhão nenhum. Os heróis se tornarem crianças em um dos episódios, Hert tentando aprimorar técnicas especiais em cima da bucha, e por aí vai todo um constrangimento.

As BGMs eram sérias demais (pareciam que foram feitas em 8bits) e raramente se ouvia o tema principal cantado. Aliás, o tema de abertura pode ficar só mesmo no refrão que a mesma se entranha fácil fácil na cabeça de quem assiste. Os heróis não tinham o mesmo carisma que o elenco de Power Rangers, mas se esforçavam para engrenar. Quantos aos monstros, tinham umas vozes muito engraçadas. Padrão Saban de qualidade. E as armaduras americanas, ó... um lixão de doer. Tínhamos um "Metalder" inchado, uma "Diana" gordinha e um "Spielvan" com um tampão grosso no capacete.


"We are VR!"

O fim da saga de Dark Heart

J.B. medindo forças contra a vilã Red Python

Mas VR Troopers teve um momento marcante, de certa forma, na primeira temporada, que foi um arco de quatro episódios denominado "Defending Dark Heart" (entre os episódios 31 e 34), onde Dark Heart (Top Gunder de Metalder) duelaria contra Ryan e perderia pateticamente. Como punição, seria executado pelo exercito de Grimlord, até se defender, se ferir, e ser salvo por Ryan. Os Troopers descobrem que Dark Heart é na realidade o seu pai desaparecido, Tyler Steele. Por algum motivo, ele foi transformado em um dos guerreiros de Grimlord. A luta final de pai e filho contra Grimlord teve seu valor, apesar de uns furos. Mas não teve a mesma carga dramática que teve a luta de Metalder e Top Gunder contra Neroz. Teve também o arco da vilã Red Python (Herbaira/Hellvira de Spielvan) no final da primeira temporada, mas este ficou bem aquém do arco citado e também com a saga da sua contraparte original.


Ryan em sua nova armadura na segunda temporada

As cenas de ação de Metalder acabaram com o fim da primeira temporada. Ainda sobraram mais algumas cenas de Spielvan pra inserir em outras histórias. Para continuar com a série que fazia um relativo sucesso nos EUA, a Saban tratou de adquirir uma outra série de Metal Hero e mais antiga. A vítima era Uchuu Keiji Shaider (1984-85; Policial do Espaço Shaider -- leia mais sobre a série original aqui). Com isso, Ryan Steele vestiria uma nova armadura, teria uma nave-mãe própria, novas armas, novos golpes, etc, etc, etc.

Dentre outras mudanças para a então nova temporada, Kaitlin passaria a se duplicar através de uma técnica virtual. Sendo então a contraparte de Lady Helen que possuía um cutter como arma principal. J.B. poderia ativar a transformação da nave Sky Base (Grand Nasca/Defender de Spielvan) para o robô-humanoide VR Troopertron (What hell is it?!). Algumas cenas de batalha de mecha da série Shaider foram mescladas também com este mecha, substituindo a forma (horrorosa) humanoide de Vavilos.


"Trooper" o que?!

No núcleo de vilões da série, Grimlord teria cenas originais americanas e ganharia chifres pra deixar o vilão muito mais feio/tinhoso. Sua nova base seria a Fortaleza das Trevas Virtual (Fushijigen em Shaider) onde haviam novos vilões inspirados no Império Fuuma. Curiosamente a Rainha Pandora de Spielvan se inserido na história como Desponda, que era a irmã de Despera -- a contraparte da Sacerdotisa Paul de Shaider. Haviam algumas cenas de ação reaproveitadas de Desponda interpretada pela saudosa Machiko Soga. Que curiosamente também teve cenas de sua personagem Bandora da série Zyuranger inseridas como Rita Repulsa em Power Rangers. Sem contar que a mesma havia gravado cenas para a adaptação americana. Para mais, leia aqui.

Tantos as cenas de Shaider como as de Spielvan acabaram, e a série foi cancelada. Não teve final, e após dois anos no ar a Saban faria uma nova adaptação americana para a franquia dos Metal Heroes: Big Bad Beetleborgs e Beetleborgs Metalix. O que daria um bom "desenterra" para o futuro.



Quanto aos atores, Brad Hawkins seria o Ranger Branco como citamos acima. Depois de VR Troopers, ele dublou o Trey de Triforia/Ranger Dourado em Power Rangers Zeo quando morfado, intercalando com os trigêmeos Ted, Tom e Tim DiFillippo, que interpretavam o herói na forma civil. Como ator, passou brevemente pelas séries de primetime (horário nobre) como Prison Break, Charmed, CSI, etc. É também cantor country.

Sarah Brown é casada com o produtor executivo Shuki Levy desde o ano de inauguração da série. O casal tem um filho de 16 anos chamado Jordan. Também passou pela série Power Ranger Zeo como Heather no episódio triplo "There's No Business Like Snow Business" (episódios 15 ao 17), onde era o interesse romântico de Tommy. Passou por séries como General Hospital, Cold Case, e também na veterana novela Days of Our Lives (exibida no Brasil pelo canal Sony nos anos 90) entre 2011 e 2012.

Michael Bacon, chegou a aparecer no clipe da música "You Mean the World to Me" como um affair da cantora Toni Braxton. Foi o único do elenco principal de VR Troopers que não participou de alguma temporada de Power Rangers após o cancelamento da série. Atualmente, Bacon vive com sua família em Massachusetts. Contrariando os boatos da "hateria" de plantão de que o mesmo fosse ator de filmes pornô.



No Brasil, VR Troopers estreou em 18 de setembro de 1995 no extinto (e saudoso) programa infantil TV Colosso, fazendo dobradinha com a segunda temporada de Power Rangers na hora do almoço. Aliás, ambas as temporadas vigentes, até então, das mesmas no Brasil estrearam no mesmo dia na Globo. Que por um lado, fez sucesso por aqui e rendeu vendas de brinquedos pela marca Estrela (ao invés de ter vindo diretamente pela Bandai como foi com PR por aqui), chicletes com figurinhas auto colantes da Bomky, etc.

Enquanto o sucesso mediano rolava por estas bandas, havia uma tristeza por conta de muitos fãs hardcore das séries de tokusatsu da geração Rede Manchete. É que pelo fato da Saban ter comprado os direitos de Metalder, Spielvan e Shaider, não haveria mais exibição das séries originais por aqui. O que deixou muita gente fula da vida e deixa até hoje. É preciso que se diga que essa raiva existe até hoje, mesmo com o advento da internet e fácil acesso (alternativo) às séries originais. Mas fala a verdade, quem é que não assistia o VR Troopers pra ver as cenas de ação e matar as saudade dos nossos heróis que atire a primeira pedra, né?

VR Troopers foi dublado pelos extintos estúdios da Herbert Richers. Ryan tinha a voz de Marcus Jardym, que dublou a voz de Ken em Bicrossers (Kyodai Ken Byclosser, 1985) no trabalho do mesmo estúdio. Kaitlin era dublada por Adriana Torres, a Maria Joaquina da novela mexicana Carrossel. E J.B. por Marco Ribeiro, que dublou o Gavan nos estúdios da VTI e eternizou-se como Yusuke Urameshi de YuYu Hakusho nas duas dublagens da Audio News.



VR Troopers teve exibição na extinta Fox Kids brasileira em meados de 1996 indo até o final de fevereiro de 1998. Era exibido em dois horários: 16h30 e 23h00; de segunda à sexta. Entre 1998 e 1999, VR Troopers foi jogado nas madrugadas da Globo. Onde a segunda temporada -- que era inédita na emissora carioca -- amargou o horário inconstante da insônia. Tipo, entre 4h00 e 5h30 da manhã. Coincidência ou não, Shaider também passou nas madrugadas da Globo anos antes. Atualmente VR Troopers pode ser visto por vias legais através da Netflix. Porém, com nova dublagem dos estúdios Gemini Mídia. Falando nisso, a nova dublagem é cheia de falhas. A começar pela transformação "Trooper transformar!". Isso seria um outro assunto a tratar com mais calma e mais detalhes.

Para o bem ou para o mal, a série pode ser a ovelha negra da Saban. Perde apenas pro Masked Rider na ruindade da tosquice. Mas ao invés de se assistir com um trauma existente na época, hoje pode ser vista pra escrachar a catastrófica produção e rir à beça. De qualquer forma, Troopers marcou uma geração positiva ou negativamente por aqui, mas está anos-luz de ser considerado um cult como Power Rangers é até hoje.

Em todo caso, já pensou se VR Troopers fizesse mesmo sucesso? Acho que a próxima vítima seria a série do... Humm, é melhor nem falar nada. É até pecado dizer qual seria. Jogue suas mãos para o céu e agradeça...



 

Bônus: Concorrentes contemporâneos


Ainda em 1994, VR Troopers e Power Rangers tinham outras duas séries concorrentes da DIC Entertainment. Relembre e confira um resumo destes tokusatsus americanos a seguir:


Superhuman Samurai Syber-Squad

A série foi o resultado de uma parceria entre a DIC, a Tsuburaya e a Ultracom. Esteve no ar entre 12 de setembro de 1994 e 11 de abril de 1995 e teve 53 episódios. Foi a adaptação americana do tokusatsu original Denkou Choujin Gridman (Super-homem Relâmpago Gridman; 1993-94), do gênero Kyodai Hero (herói gigante).

Foi estrelado por Matthew Lawrence - então com 14 anos de idade, do filme Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire, 1993) protagonizado pelo já saudoso Robin Williams. A história contava sobre o adolescente Sam Colins que tinha uma banda chamada Team Samurai. Um dia, ele foi teletransportado para o seu computador e assume a identidade de Servo para lutar contra criaturas monstruosas de Kilokhan na realidade cibernética. O jovem contava com seus amigos na luta contra o mal.

O programa era de baixo custo e se limitava a cenários fechados. Pra se ter uma ideia, Sam tinha uma irmã que ficou apenas na imaginação e que se comunicava com ele através de uma caixa de som. As história tinham um certo carisma e alívio cômico à moda americana. Mas agradava a quem assistia.

Foi exibida na extinta Rede Manchete simplesmente como Super Human Samurai e fazia parte do licenciamento da Sato Company para a programação da saudosa emissora carioca dos Bloch. Assim estreava o bloco JapAction* no dia 25 de março de 1996 com Super Human Samurai e as reprises de Ultraman e National Kid com redublagens. Havia também a reprise de Solbrain e mais tarde a estreia do anime Shurato (ambas trazidas pela Tikara Filmes). A dublagem ficou por conta da extinta Gota Mágica (sim, a mesma de Cavaleiros) e teve Jonas Mello na narração, Hermes "Seiya de Pégaso" Baroli como Sam/Servo, Gilberto "Saga de Gêmeos" Baroli como Kilokhan (alguém lembra do "pedaço de carne"?), e grande elenco da dublagem paulista.

Segundo o sr. Nelson Sato, em entrevista à unica edição da lendária Revista Gyodai, havia o interesse de licenciar a série original para o Brasil. Porém, a Tsuburaya não permitiu e sugeriu a adaptação americana. Que fez sucesso relativo para o público que acompanhava a Manchete.

Super Human Samurai foi reprisado entre 2000-01 pela Gazeta/CNT junto com as séries licenciadas pela Sato Company.


*Curiosidade: Relembre a grade do bloco JapAction na Manchete:

25 de março a 26 de abril de 1996

Segunda à quinta

19h00 - Super Human Samurai (estreia/inédito)
19h30 - Ultraman (estreia/reprise/redublado; foi ao ar até o ep. 12)

Sexta

19h00 - National Kid (estreia/reprise/redublado; foi ao ar até o ep. 3[?!])
19h30 - Solbrain (estreou em junho de 1995; reprise)

29 de abril a 10 de maio de 1996

Segunda à quinta

19h00 - Super Human Samurai (inédito)
19h30 - Kamen Rider Black RX (estreou em julho de 1995; reprise)

Sexta

19h00 - National Kid (reprise/redublado)
19h30 - Ultraman (reprise/redublado)

13 a 31 de maio de 1996

Segunda à quinta

19h00 - Shurato (estreia/inédito)
19h30 - Super Human Samurai (inédito)

Sexta

19h00 - Shurato (inédito)
19h30 - Ultraman (reprise/redublado)

Fonte de programação: Acervo Folha

OBS: O bloco ficou apenas dois meses no ar e as demais séries continuavam seguindo na programação da Manchete.


Tattooed Teenage Alien Fighters from Bervely Hills


No ar entre 3 de outubro e 8 de dezembro de 1994, esta série foi uma produção puramente americana e os visuais lembram ligeiramente o Super Sentai Battle Fever J (1979). Como o próprio título diz, a série se passa na famosa e popular cidade da Califórnia.

O quarteto estudantil é escolhido pelo alien Nimbar, que era uma gosma falante que seria algo como o "Zordon" da série. Os jovens teriam que lutar contra o Imperador Gorganus que visa conquistar a Terra, onde seria o centro de uma rede de portais que lhe daria mais poder para o domínio de nosso planeta.

Com apenas um toque no dedo de Nimbar, os jovens ganhariam tatuagens baseadas em constelações celestiais. Quando Nimbar se comunica, as tatuagens piscam. As plataforma chamadas Transo Discs são as chaves para a transformação dos heróis para as Sentinelas Galáticas. Ao se unirem, o quarteto forma o guerreiro medieval Knightron. Algo como um "Megazord" de tamanho humano.

O ator Kevin Castro, o Tunker de Super Human Samurai, fez uma participação especial em um dos episódios como Rick. O quinto sentinela chamado Orion -- que foi o substituto temporário de Laurie/Scorpio. O jovem (alien) foi o affair de Drew/Centaur.

No Brasil, a série ficou conhecida como Os Jovens Guerreiros Tatuados de Bervely Hills. Estreou no SBT em 12 de outubro de 1995 (quinta-feira) num compacto dos três primeiros episódios dentro do Cinema em Casa Especial - apresentado por Eliana. Logo no dia 16 do mesmo mês (segunda-feira) estreou no Programa do Mallandrona faixa das 11h da manhã. Ganhou uma rápida reprise em 1997 no mesmo horário. Vale destacar as vozes dos dubladores brasileiros Angélica dos Santos (como Laurie Foster/Scorpio), Wendel Bezerra (Gordon Henley/Taurus), Lúcia Helena (Drew Vicent/Centauro) e Hermes Baroli (Swinton Sawyer/Apollo). Apesar de ser muito tosca, vale a pena assistir por algumas peculiaridades que diferem de Power Rangers e as demais séries citadas.



Estrelas Lendárias - Mitsui, a pequena amazona da Manchete

Mitsui nos tempos da Manchete, em 1995

Este é o Blog DAILEON, em ritmo de comemoração aos 20 anos do anime Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil. E mais uma nova edição da seção Estrelas Lendárias chega agora contando e relembrando momentos do auge do sucesso de Seiya e seus amigos. Hoje vamos falar sobre uma apresentadora que marcou um momento ápice do sucesso. Ela é a pequena notável Mitsui.

Após a primeira exibição inédita dos primeiros 52 episódios anime entre 1 de setembro e 14 de novembro de 1994, nos programas Dudalegria (com Duda Little) e Clube da Criança (com Pat Beijo), aconteceu a primeira reprise. A Manchete havia anunciado no encerramento do episódio 52 que novos episódios viriam em 1995. Chegou o novo ano e acontecia uma segunda reprise.

Foi então que a partir de 1 de maio de 1995 chegava uma nova leva com mais 32 episódios, que compreendia entre os episódios 53 e 84. A partir desta data, Os Cavaleiros do Zodíaco, que já tinha uma faixa própria meses antes na faixa das 18h30, passaria a ser comandada por uma menina. Foi então que o programa teria uma abertura própria e apresentação da japinha Mitsui. Com isso, as mudanças fizeram com que a faixa ganhasse mais 10 minutos de segunda a quinta (das 10h20 às 11h; e das 18h20 às 19h) e um compacto semanal às sextas-feiras (das 10h às 11h; e das 18h às 19h).

Sobre a Mitsui, ela fazia aparições básicas dando uma sinopse do episódio do dia e apresentava um rápido trecho do episódio seguinte. Ora ficava parada em frente à câmera, ora fazia uma dancinha de criança. (:P) Não se sabe se este é o nome verdadeiro da garota.

Bem, Mitsui marcou aquela geração por mais simples que ela fosse. Agradou e tanto a molecada.