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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Retrô Files - Viagem ao Fundo do Mar, o filme mais agressivo que o Aquecimento Global

Depois de um longo hiato, a seção Retrô Files está de volta para repensar filmes que jamais devem sair da memória. Retorno falando sobre um grande clássico dos anos 60. O filme


Viagem ao Fundo do Mar está em cartaz na programação do canal Telecine Cult (da programadora Globosat), com opção da dublagem original. O filme é uma das grandes obras do saudoso diretor Irwin Allen (1916-1991) e deu origem à série de TV de mesmo título naquela década longínqua.

Tudo começa quando o possante submarino do governo americano USOS Seaview (e não "civil" como muitos pensavam) navegava pelo Oceano Ártico em uma viagem especial. O Seaview foi criado e desenvolvido e comandado pelo Almirante Harriman Nelson (interpretado por Walter Pidgeon; 1897-1984). Ao seu lado ele contava com o Capitão Lee Crane (1917-2006).

A missão de destino era o Polo Norte. Ao avistarem o local, toda tripulação é surpreendida por uma fortíssima onda de calor e, consequentemente, um derretimento de geleiras. A situação agravante anunciava que a Terra estava envolta pela grande coroa de fogo conhecida cientificamente como o Cinturão de Val Allen. A humanidade estaria com os dias contados para um armagedon infernal.

Nelson, juntamente com seu comodoro Lucius Emery, criam um calculado plano para disparar um míssil atômico, com dia e hora precisos, para dispersar as ondas do tal fenômeno, antes que cause a extinção da raça humana. A dupla é duramente questionada pela ONU e sofre todo o tipo de pressão mundial, já que acredita-se que tal cartada não poderia surtir efeitos.

Viagem ao Fundo do Mar foi produzido pela 20th Century Fox, sob a direção do gênio Irwin Allen. Teve uma boa repercussão com seu lançamento em 12 de julho de 1961, o que lhe rendeu uma série televisiva (com outros atores) entre os anos de 1964 e 1968 - com quatro temporadas. É um cinema-catástrofe que equilibra entre o drama e a corrida contra o tempo. Com poucos efeitos especiais no enredo, a ação de Viagem ao Fundo do Mar vale pelas cenas aquáticas feitas em estúdio. O ataque de um polvo gigante contra o Seaview já diz por si só a grandeza desta obra. Uma cena simplesmente incrível que faz qualquer aficionado pelo gênero ficar admirado. Curiosamente, a cena do Seaview passando pelas minas já foi reaproveitada na série de TV. Não apenas a cena como também a própria miniatura do clássico submarino.


Da esq. para dir., Almirante Nelson e Capitão Crane originais

De certa forma o filme serviu como "piloto" de uma série que em episódios isolados enfrentavam casos policiais, extraterrenos, sobrenaturais, etc. E tudo se deve a genialidade de Irwin Allen (in memorian; 1916-1991) famoso por outras famosas séries do gênero sci-fi que fizeram a cabeça da juventude sessentista de todo o planeta com Perdidos no Espaço (1965-68), Túnel do Tempo (1966-67) e Terra de Gigantes (1968-70). Não foi a toa que foi reconhecido como o melhor produtor de ficção-científica dos anos 60. Allen também foi popular por produzir outros filmes de cinema-catástrofe como O Destino de Poseidon (1972) e Inferno na Torre (1974).

Alguns destaques ficam com: a atriz britânica-americana (nascida no Japão) Joan Fontaine (1917-2013) como a Dra. Susan Hiller. A única que conseguiu levar o Oscar - de melhor atriz - pelo filme Rebeca, a Mulher Inesquecível (1940). Thriller dirigido por Alfred Hitchcock (1899-1980); Peter Lorre como Lucius Emery, que viveu o vilão Le Chiffre na primeira versão de 007 - Cassino Royalle (1954); O cantor norte-americano Frankie Avalon como Denny Romano. A atriz Barbara Eden, nossa eterna "Jeannie é um Gênio", também brilhou como a tenente Cathy Connors. Ela também foi casada com outro ator do elenco, Michael Ansara (1922-2013), que interpretou Miguel Alvarez. O único ator a reprisar papel foi Del Monroe (1936-2009), que interpretou o Kowalski tanto na longa-metragem quanto na série de TV.


USOS Seaview

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Retrô Files - Krull


Mais um quadro no Blog DAILEON! A seção Retrô Files resgatará a memória de filmes que não devem e nem deveriam jamais ser esquecidos da história. Esses dias eu tive vontade de rever e escrever sobre o Krull. É um dos que marcaram minha infância. A primeira vez que assisti foi em VHS numa gravação que meu pai fez quando estreou pela primeira vez na TV brasileira às 21h30 do dia 1 de agosto de 1987 -- sábado -- no bloco Supercine da Rede Globo.

Lançado em 1983 pela Columbia Pictures, teve produção de Ron Silverman e direção do finado Peter Yates, que havia trabalhado no longa Sob Suspeita, que reuniu Cher, Dennis Quaid e Liam Neeson no elenco.

Krull se passa no planeta que leva o nome do filme, situada num sistema de sois gêmeos, onde é invadida por uma gigantesca montanha espacial conhecida como Fortaleza Negra, liderada pelo horrendo e asqueroso monstro denominado pela alcunha de The Beast (ô diabo feio, nam!). O terrível chega ao planeta para sequestrar a princesa Lyssa (interpretada por Lysette Anthony), que está prestes a se casar com o príncipe Colwyn (Ken Marshall). Segundo uma profecia de Krull, uma garota de um nome antigo deve se tornar rainha e escolher o seu rei que juntos governarão o mundo e o filho destes governará a galáxia. A cerimônia de casamento deve ser finalizada por uma aliança de fogo entre os noivos. As tais chamas são a força para derrotar The Beast (dublado por Trevor Martin). O ritual é interrompido por seus vassalos, os Slayers (soldados que fazem um grito horroroso de dar dó quando morrem), que levam Lyssa para a fortaleza e destroem o castelo do rei.





Colwyn é o único sobrevivente do ataque e é encontrado pelo velho Ynyr (Freddie Jones), que o ajuda a resgatar o Glaive (Gládio na dublagem), uma poderosa arma com forma de estrela que é uma ferramenta de grande importância na invasão à Fortaleza Negra, que muda de lugar a cada amanhecer. Colwyn e Ynyr recebem reforço de Ergo o Magnífico (David Battley, in memorian) e de um grupo de fugitivos liderado por Torquil (Alun Armstrong). Por curiosidade, um dos bandidos, Kegan, é interpretado por Liam Neeson, antes de tomar as famas de Qui-Gon Jinn, Ra's al GhulAslan nas telonas. Voltando, o grupo também não demora muito para serem auxiliados pelo ciclope Rell (Bernard Bresslaw, in memorian), que possui o dom de saber quando a morte se aproxima).












O roteiro é bem aventureiro e alguns efeitos lembram elementos básicos de Star Wars, Flash Gordon e Senhor dos Anéis. Krull se parece bastante com a Terra nos tempos medievais/nórdicos, porém com suas próprias atribuições.



Krull também guarda uma revelação que liga o passado de Ynyr e a profecia que envolve a princesa Lyssa. Rumando para o final emocionante. A cena em que o grupo corre com Éguas de Fogo (na dublagem eram cavalos mesmo) para a Fortaleza Negra é uma das mais bem feitas e uma das mais lindas do cinema em plena década de 80. As últimas cenas, na Fortaleza Negra, são bastante tensas e escondem armadilhas terríveis para os heróis. A luta entre Colwyn e The Beast é o tipo do clichê onde o mocinho salva a princesa do malfeitor. Mas é marcante para aqueles que assistirem.

O longa foi alvo de críticas negativas de alguns jornalistas da imprensa americana da época. Até foi apontado como o "pior filme" pelo Stinkers Bad Movie Awards. Mas os espectadores não foram trouxas e perceberam que o filme é diversão garantida e Krull gerou fãs ao longo dos anos 80.



A breve passagem de Krull deixou legado. Uma novelização escrita por Alan Dean Foster, adaptada para a edição #28 da Marvel Super Special. Sem contar que rendeu um game originalmente planejado para o Atari 5200, mas foi migado para o Atari 2600 devido ao fracasso de vendas do antigo sistema.



Krull completa 30 anos de sua estréia oficial nos EUA e Inglaterra. Países de origem do longa. É uma aventura que vale todo os entretenimento seguro para a família. Uma pena que um filme campeão de bilheteria tão bom não tenha tido a popularidade que merecia ter nos dias atuais.