terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tsuburaya revela novos detalhes sobre o spin-off de Ultraman Orb

As origens de Orb serão reveladas após o Natal

Não é de hoje que se falava de um spin-off do Ultraman Orb pelo canal de streaming Amazon Prime Japan. Agora finalmente detalhes são revelados. Ultraman Orb: The Origin Saga estreia no dia 26 de dezembro e a cada semana, todas as segundas-feiras, um novo episódio de um total de doze. Até o momento estão confirmados legendas em inglês e em alemão. Nada de vir ao Brasil por enquanto.

Esta prequel vai contar as origens de Gai Kurenai (o alter-ego de Orb) e de Juggler, que jamais foram contadas na série de TV e sempre foram mistério. Hideo Ishiguro e Takaya Aoyagi retornam aos seus respectivos papeis. A direção é de Kazuya Konaka e o roteiro de Yuji Kobayashi. Ambos já trabalharam em séries e filmes Ultra.

E pra entrar no clima, a Amazon Prime lançou para seus assinantes as séries Ultraman, Ultra Seven, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace, Leo, 80 (Eighty), Gaia, Cosmos, Nexus, Max, Mebius, Ginga, Ginga S, X e Orb. Além dos filmes Ultraman Story, Zearth 1 e 2, Tiga & Dyna: Os Guerreiros da Estrela da Luz, Cosmos First Contact, Cosmos 2: Blue Planet, Zero: A Vingança de Belial, Saga e os dois filmes de Ginga.

Ultraman Orb é exibido no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll. Um novo episódio sempre aos sábados a partir de 1h da manhã (de Brasília). Na mesma plataforma podem ser encontradas algumas destas séries citadas. Não deixe de conferir o guia atualizado do Ultraman aqui.

Veja o pôster de Ultraman Orb: The Origin Saga que traz o herói numa forma vermelha:



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Audiência de Cavaleiros e Dragon Ball ainda é insuficiente

Goku e seus amigos ainda estão abaixo da média

Há alguns dias atrás comentei aqui no blog sobre a baixa audiência de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na Rede Brasil. Na primeira semana ambas as séries marcaram respectivamente média de 0.4 e 0.2 pontos - em média. Lembrando que estes números são referentes apenas à Grande São Paulo - e não em todo o Brasil como muita gente andou confundindo por aí. As informações são do Portal 4 (caso tenha dúvidas sobre a fonte, o autor é Guilherme Beralto que já passou pela RedeTV!).

Agora surge uma nova informação que Seiya e seus amigos tiveram um aumento de 54% de audiência e marcou uma média de 0.57 pontos entre 21 e 24 de novembro. Já Goku e sua turma marcaram 0.49 pontos neste mesmo período.

Apesar do aumento considerado, os números ainda são medíocres e poderiam fazer bonito. Cavaleiros e Dragon Ball eram pra marcar pelo menos uns 2 pontos. Nos tempos do extinto bloco TV Kids, da RedeTV!, a audiência bateu 5 pontos de audiência. Sendo que a média do canal costuma marcar 3 pontos.

Parece que a Rede Brasil está se contentando com pouco, mas a audiência bem que podia melhorar já que muita gente clamou pela volta dos animes na TV brasileira de forma oficial e no horário nobre, né?

domingo, 27 de novembro de 2016

Alexandre Nagado sofre ataque de ódio na internet

Nagado com o Ultra Olho de Ultraseven (Foto: Divulgação/Tatisatsu)

Neste fim de semana Alexandre Nagado, ex-redator das revistas Herói e do site Omelete, foi vítima de um injusto ataque de ódio na internet por um tal de Glauber Gleidson que postou em um grupo no Facebook sua revolta contra Nagado e com prints de sua conversa com ele pelo Twitter:

"Alexandre Nagado é o senhor da verdade absoluta em humilhar artistas amadores. Este senhor se julga o grande hokage do mangá nacional ao se considerar o Deus do Mangá no Brasil. Anos 1990 só ele se destacava porque não havia concorrência. Pasados 20 anos, sua mentalidade mesquinha e desprezível para com iniciantes. Não sei como a ABRADEMI - e tantos conluios - Fazenão abre os olhos para nós, o proletariado, os excluídos, os "leprosos" que deixam de dormir, de comer alimentando um câncer malígno chamado "mangá".
Neste quase 20 anos de cultura pop japonesa no Brasil, era para haver renovação no segmento. Houve? Porra Nenhuma. Muitos desenhistas de mangá hoje se conerteram ao protestantismo, casaram, viraram políticos do PT, executivos de empresas de consultoria para pagar contas de água do SAAE (ou Sabesp), luz, telefone, celular, taxa da escola particular dos filhos aborrescentes. Sonhar no Brasil é gratuíto. Frustrar-se com os sonhos gratuítos é caro. Digo isso que é mais fácil ser pastor, político PTista (meus sinceros respeitos aos meus amigos militantes do Partido dos Trabalhadores), contrabandista do que artista. Sem falar que pessoas sem o menor pingo de sensibilidade e generosidade matam os sonhos e o talento dos mais pobres que alimentam utopias pessoais. Vi muitos desistirem e se perder as aventuras da vida comum.

Ele - e muitos como ele - acha que o brasileiro não precisa de artista, não precisa de cultura; ele já consome cultura enlatada importada já pronta. Não precisa se sacrificar para fazer um bom livro, ou uma boa série de quadrinhos. E este senhor acha que nós, pobres e pretos não temos competência intelectual para fazer bons livros, boas filmagens, boas canções. Faltam homens que ensinem o melhor caminho a seguir. Sobram canalhas que pisoteam em nossa dignidade e cospem em nossas feridas.


Quem não tem voz, que me siga! Antes berrar na orelha dos burgueses do que gemer de frustração de barriga vazia. Faremos a revolução!
"


O textão odioso de Glauber


Esse é mais um episódio de "hateria" na internet. Infelizmente há pessoas que estão começando ou percorre a estrada há vários anos e não tem humildade em aprender e ouvir críticas (mesmo que sejam construtivas). Isso ajuda a melhorar em qualquer trabalho. De modo bem particular, quando comecei no rádio eu aprendi que ninguém sabe de tudo a não ser Deus. Até na velhice iremos aprender coisas novas. O mesmo vale pra quem ainda não enveredou para o lado profissional. Nagado apenas deu sua opinião como profissional da área de quadrinhos e sem ofensa alguma. É como um professor que está ensinando o seu aluno naquele momento. Mas é lamentável que algumas pessoas - em pleno século XXI - interpretem isso como uma ofensa pessoal e acabam espalhando ódio por aí de forma patética. Crítica e calúnia são coisas totalmente diferentes e bem confundidas nas redes sociais. Todo e qualquer tipo de difamação está previsto no artigo 139.

Fica o registro do meu apoio para Nagado, um dos maiores divulgadores da cultura pop japonesa no Brasil.

PS: Recentemente o entrevistei aqui no blog onde ele fala sobre a mais nova edição do Almanaque da Cultura Pop Japonesa e mais assuntos ligados a anime e tokusatsu.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Para chegar a um final de saga feliz, Dragon Ball Super apela para o fim do mundo

Zamasu dominou geral (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Esse artifício já foi usado por Akira Toriyama na saga de Majin Boo em Dragon Ball Z. No episódio deste fim de semana, a Terra foi dominada pelas trevas no mundo de Trunks do Futuro, graças a Zamasu. Não foi aquela coisa arrastada como na série clássica, mas não deixa de ser absurda. Trunks venceu o deus e poucos minutos depois ele se reergueu e devastou tudo ao redor.

A alternativa encontrada por Goku e seus amigos foi invocar o deus Zen'oh, que julgou pela destruição do mundo antes que as trevas dominassem o universo inteiro. Isso rendeu saídas mais fáceis pra terminar a saga. Aliás, tudo poderia terminar ali mesmo com a vitória de Trunks e o resto do episódio só com despedidas. Se a saga atual foi estranha e complicada, a coisa foi mais exagerada ainda. Teve uns momentos engraçadinhos com dois Zen'ohs se encontrando e tal. No mais, o final da saga de Trunks do Futuro foi à beira do nonsense do início ao fim. E que desculpa de levar Trunks e Mai do futuro para momentos antes da invasão de Zamasu, perigando se encontrarem com outra versão do casal, hein. Espero que seja o mesmo mundo.

Na boa, essa saga de Dragon Ball Super foi bizarra e equivale a um filler. Serviu mesmo como nó no cérebro do público e não deve acrescentar muita coisa na mitologia da franquia. Que venha a próxima saga. Teremos três episódios de epílogo dessa saga que prometem ser bobinhos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ultraman Orb ainda nem acabou e Miyabi Matsuura já deixa saudades

Miyabi como Naomi em Ultraman Orb (Foto: Reprodução/Ultra Channel)

Que Ultraman Orb é ótimo isso é indiscutível. As noites de sexta-feira são sagradas pra quem acompanha a série semanalmente pela Crunchyroll. Sem dúvida alguma é a melhor série Ultra dos últimos tempos e não é a toa o seu sucesso mundial. O empenho e planejamento da Tsuburaya está dando frutos.

Mas quem deve deixar mais saudades ainda é Miyabi Matsuura. A atriz interpreta Naomi Yumeno, a chefe da SSP, que é uma personagem de extrema importância na série. Olha lá apenas pela beleza ou só pela graciosidade é meio que subestimá-la. Miyabi é mais que isso. É dona de uma interpretação ímpar e marcante. Uma das coisas mais legais é vê-la contracenando com Hideo Ishiguro, o Gai Kurenai da série. Ambos tem uma química incrível que ajudar a construir a ligação entre os personagens. Em alguns episódios Naomi rouba o protagonismo de Gai.

Dentre as atrizes das séries tokusatsu deste ano, Miyabi está no topo. Sua interpretação tem vivacidade. Não que as atrizes de Kamen Rider e Super Sentai sejam ruins. Não é isso. Elas também são boas. É que Miyabi tem um brilho diferente e talento desabrochado em apenas três anos de carreira. Já viveu a Sailor Mercury no musical de Sailor Moon, em 2013.

Miyabi é uma atriz promissora, tanto para o tokusatsu quanto para outras séries de drama. Quem sabe no futuro ela tenha a mesma importância que a Hiroko Sakurai nas séries Ultra, né?

Ultraman Zero substitui Orb nas manhãs de sábado em 2017

O filho de Seven ganha série própria

Dezembro está chegando e com ele o final de Ultraman Orb (a série também está disponível oficialmente no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll). E a Tsuburaya já anunciou o seu substituto. Será nada mais e nada menos que o popular Ultraman Zero, filho de Ultraseven, interpretado pelo seiyu Mamoru Miyano (a voz original de Light Yagami, de Death Note).

A partir do dia 7 de janeiro de 2017 estreia Ultraman Zero: THE CHRONICLE. Ocupando assim a faixa das 9h das manhãs de sábado pela TV Tokyo. A reprise acontece 10 dias depois pelo canal BS Japan a partir do dia 17 de janeiro, às 17h. Ao que tudo indica, esta série seguirá os moldes do extinto programa Ultraman Retsuden e deve transformar filmes e gaidens de Zero em episódios semanais. Se a fórmula vingar, deve ficar seis meses no ar enquanto uma nova série Ultra é preparada para o segundo semestre. Esta nova série do Zero também pode servir de terreno para as comemorações dos 50 anos de Ultraseven em outubro de 2017. Veja a página oficial aqui.

Não há previsão no momento de Ultraman Zero: THE CHRONICLE vir ao Brasil. Porém os filmes da trilogia Mega Batalha na Galáxia Ultra - protagonizada pelo herói - teve lançamento em vídeo por aqui pela Focus Filmes e a mesma teve passagem via streaming pela Netflix e atualmente pode ser assistida pelo Looke (veja a lista aqui). Os gaidens de Ultraman Zero também passaram pela TV paga através do canal Max (do grupo HBO).

Veja o pôster da nova série do Zero:



Veja também:

- Revisitando os Ultra filmes no Brasil #7 - Mega Batalha na Galáxia Ultra (2009)

- Revisitando os Ultra filmes no Brasil #8 - Ultraman Zero: A Vingança de Belial (2010)

- Revisitando os Ultra filmes no Brasil #9 - Ultraman Saga (2012)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Midnight Diner é inusitado, faz referência a tokusatsu e tem participação de um Kamen Rider

O mestre do Jantar da Meia-Noite (Foto: Divulgação/Netflix)

No final de outubro passado a Netflix lançou mais um J-drama com seu selo de exclusividade (original). Agora trata-se da série Midnight Diner: Tokyo Stories, ou também mais conhecido na terra do sol nascente como Shinya Shokudô (algo como "Jantar da Meia-Noite"). Originalmente esta série possui três temporadas para a TV japonesa (inéditas no Brasil), sendo esta a quarta, lançada mundialmente via streaming. Seguindo o mesmo padrão das temporadas anteriores, esta remessa possui 10 episódios.

O protagonista é um chefe de cozinha (interpretado pelo veterano Kaoru Kobayashi) que toca todas as madrugadas sua lanchonete onde, segundo ele mesmo diz na abertura do programa, tem mais clientes do que se esperava. A cada episódio o Mestre (seu nome de verdade nunca foi revelado) narra histórias de pessoas que passam pelo seu estabelecimento. Sempre com duas pessoas que tem suas vidas cruzadas que de alguma forma estão relacionadas a um prato específico da culinária japonesa.

As tramas do cotidiano são inusitadas e contadas de forma simples, suficiente, sensível e despretensiosa. Logo no primeiro episódio da temporada aparece uma referência ao estilo tokusatsu. Era sobre um radialista que reconhece uma taxista de uma série de super-heróis da época de infância. A referência lembra o Ninja Captor, uma série setentista famosa da Toei Company. Logo o passado sobre ela e um dos atores principais do tal programa são revelados. Mas o grosso das histórias contadas em Midnight Diner são embasadas em romance, família, traição e até sobre máfia.

Voltando a falar sobre referência a tokusatsu: o ator Joe Odagiri, o Kamen Rider Kuuga da série homônima de 2000, também pode ser visto. Nas temporadas para TV ele viveu o personagem Katagiri. Aqui ele aparece em alguns episódios interpretando mais de um personagem. Vai a dica como uma surpresa pro espectador reconhecê-lo e ver como ele está 15 anos depois da série que o consagrou (apesar de sua antipatia com o estilo de monstros e super-heróis).

Curiosamente, além dessas breves referências, podemos ver um cartaz do filme do Deadpool, que teve uma estreia tardia no Japão (como praticamente todos os filmes da Marvel). No dia 5 de novembro estreou nas salas japonesas de cinema o segundo filme de Midnight Diner (o primeiro foi de janeiro de 2015). Para promover a estreia e o lançamento desta nova temporada na Netflix, o canal UHF da região metropolitana da capital, Tokyo MX, exibiu todos os 10 episódios da terceira temporada entre 25 de outubro e 4 de novembro, por volta das quatro/quatro e meia da manhã.

Não é a melhor ou a mais surpreendente série da Netflix, mas Midnight Diner é um prato cheio pra quem curte um bom drama oriental. Ah, se puder, assista entre meia-noite e sete da manhã. Você vai entender de cara.

Anime na Netflix: O Rapaz e o Monstro


Em julho de 2015 estreou nas salas de cinema do Japão a animação O Rapaz e o Monstro. Produzido pela Toho e dirigido por Mamoru Hosoda (que já trabalhou com Digimon, Dragon Ball, One Piece, etc), o filme mostra uma dupla bem improvável, mas com uma bela lição de companheirismo.

Ren é um garoto de 9 anos que um perdeu sua mãe, com quem vivia desde o divórcio de seus pais. Após fugir de casa, Ren descobre uma passagem para um mundo paralelo chamado "Reino das Feras". Neste lugar há dois rivais em potencial - Kumatetsu e Iozen - que disputam pela sucessão do Grande Mestre que está prestes a se reencarnar como divindade. Kumatetsu e Ren se conhecem e ambos não se entendem muito bem. Porém há uma forte empatia como se fossem pai e filho. A fera decide criar o garoto e treiná-lo. Assim, Ren passa a ser chamado de Kyuta e se prepara para tornar o seu sucessor no futuro e ser um lutador tão bom quanto seu mestre.

O Rapaz e o Monstro é carismático e alguns momentos tem uma pegada que lembra um pouco animações da Disney e da Dreamworks. Isso, pelo menos, na primeira metade do filme. Na segunda a trama começa a engrenar e amadurecer com a revelação de um inimigo poderoso que impressiona e dá bastante trabalho. Mudando totalmente o rumo da história, afim de mostrar o crescimento de Ren/Kyuta enquanto enfrenta o seu passado. Durante este ponto, a amizade entre Kumatetsu e Iozen é provada à superar esse obstáculo. Apesar de ser meio violento, O Rapaz e o Monstro pode ser apreciado com a família por tratar de valores inerentes. Simplesmente incrível.

Vencedor da categoria de melhor animação do ano pelo Prêmio de Academia do Japão, O Rapaz e o Monstro foi dublado pela Unidub (estúdio de Wendel "Goku" Bezerra) que mais uma vez fez um trabalho de qualidade. Apesar do nome proposto pela distribuição, a dublagem registrou o título como Filho de Monstro. Talvez esse seja a última participação de Fábio Lucindo em dublagem de animes antes de sua viagem para Portugal. O que leva a crer que os trabalhos foram realizados ainda no ano passado, logo após o lançamento japonês. Mauro Castro, que agora é o dublador brasileiro oficial de Camus de Aquário em produções recentes de Os Cavaleiros do Zodíaco (substituindo o saudoso Valter Santos na franquia da Toei Animation), interpretou Kumatetsu. Sua interpretação caiu com uma luva. Outra voz em destaque no filme é de Leonardo Camilo, o Ikki de Fênix em Cavaleiros, interpretando Iozen, o rival de Kumatetsu.

O Rapaz e o Monstro está online oficialmente via streaming pelo canal Netflix desde o dia 19 de outubro de 2016.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Nanairo Kamen quase passou nos anos 60 e seria a série tokusatsu mais antiga no Brasil

Máscara de Sete Cores

Tudo bem que as séries tokusatsu são conhecidas no Brasil devido ao boom da dupla Jaspion/Changeman, no final dos anos 80 pela extinta Rede Manchete. Mas antes disso tivemos a febre de séries clássicas do estilo como National Kid (o pioneiro em nossas telinhas), Ultra Q, Ultraman, Vingadores do Espaço, Príncipe Dinossauro, Spectreman, entre outros. O que não se sabia - ou melhor, uma informação que ficou enterrada - é que Nanairo Kamen, série produzida pela Toei Company exibida originalmente entre 1959 e 1960, seria também exibida no Brasil. Seria também a mais velha a vir pra cá.

Meu amigo Matheus Mossmann (a.k.a. Dyna Black) é pesquisador sobre tokusatsu e já passou por sites como Herói e Crunchyroll. Recentemente ele divulgou em seu Twitter publicações raras de exibições de tokusatsu no Brasil como Ultra Q, Ultraman e National Kid. Agora uma informação que foi resgatada por ele nesta quarta (16) é que Nanairo Kamen passaria por aqui devido ao sucesso do herói do planeta Andrômeda. O título obviamente seria adaptado, ganharia dublagem e ficaria conhecido como Mascara de Sete Cores. Seria a série tokusatsu mais antiga a passar no Brasil, enquanto National Kid seria a segunda.

A publicação saiu em agosto de 1964 pela revista TV Intervalo, de Belo Horizonte. Veja:

Teste de animação apresentado para Hayao Miyazaki foi insensato demais

O mestre do anime deverá voltar à ativa

Você com certeza já ouviu falar de Hayao Miyazaki, não é? Ele é um renomado cineasta que dirigiu vários filmes premiados de animação japonesa pelo seu Studio Ghibli (fundado há mais de 30 anos). Também é conhecido por seu jeitão ranzinza e polêmico. É sua caraterística, que em nada implica seu profissionalismo e carreira, é claro. São duas coisas totalmente distintas, mas que estão associadas à sua imagem.

Prestes a interromper sua aposentadoria, Miyazaki anunciou a possibilidade de dirigir um novo filme. Afim de formar um tipo de transição entre Ghibli e produções digitais, o produtor Toshio Suzuki anunciou a possibilidade de utilização de CG (computação gráfica). Miyazaki não é muito favorável, embora tenha curiosidade em novas tecnologias.

Neste domingo (13) ele participou de um programa da NHK, emissora estatal do Japão. Foi a convite do produtor Nobuo Kawakami, da Dwango Artificial Inteligence Laboratory, onde apresentou para o mestre do anime um teste feito com uma animação feita em IA (Inteligência Artificial). O problema é que o elemento usado para tal está bem longe do estilo de Miyazaki. A produção - que era de caráter experimental - mostrava um homem deformado que estava se esforçando para se movimentar. O cineasta não gostou nada do que viu e disse que não poderia assistir aquilo. Achou que fosse "o fim do mundo está próximo" e que "as pessoas estão perdendo sua confiança, sua fé".

Miyazaki tem todo o direito de se expressar e dizer o que pensa. Ás vezes ele extrapola, mas é sua maneira de concordar e discordar. Obviamente o clima ficou pesado na sala de reunião e não é pra menos. Aliás, o teste foi feito inicialmente para games de zumbis. O que está anos-luz do imaginário de Miyazaki para contar suas histórias. Faltou insensatez da produção e alguém poderia imaginar que o resultado seria bastante previsível e negativo.

Talvez seja por isso que Miyazaki queira retornar e reforçar seus ideais e valores que defende. Ele está certíssimo. Cada elemento em seu devido lugar e hora.

Veja como se deu o tal teste: