segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Ex-Aid que me perdoe, mas precisa aprender com Ultraman Orb

Kamen Rider Ex-Aid nem começou e já está tendo repercussão negativa pelo público. Isso não é de agora e sim desde o anúncio oficial em julho, quando a Toei revelou o visual

Thunder Breastar, a nova forma de
Ultraman Orb
duvidoso do herói baseado em games. Primeiro de tudo, aqui não é um julgamento prévio sobre o roteiro da série. Isso é impossível, uma vez que estamos a um mês da estreia. Mas vendo o trailer dá pra notar que o ambiente será aquém do víamos até poucos anos atrás na franquia.

Agora veja a foto ao lado e diga se Ultraman Orb está ou não num nível acima de Ex-Aid? A Tsuburaya vem acertando a mão há algum tempo e está dando duro com a atual série Ultra neste ano em que é comemorado os 50 anos da franquia. A começar pelos visual das formas do herói. Na imagem temos a forma Thunder Breaster, resultado da união dos cards do herói Zoffy e do vilão Ultraman Belial. E que visual formidável, hein.

Quem acompanha Ultraman Orb (exibido no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll) sabe que a trama foge do que víamos nas séries Ultra anteriores. Ao contrário da Toei, que sempre fica amarrada nas mesmas muletas (fanservices), a Tsuburaya consegue ser, digamos, mais criativa que sua concorrente. Há ainda um mistério quanto à origem de Orb e aos poucos esse quebra-cabeça vai sendo montado. Durante os episódios lançados até o momento nota-se que a homenagem não se perdeu como num labirinto. Coisa que aconteceu, por exemplo, em Kamen Rider Decade. Apesar da trama do alter-ego Tsukasa Kadoya ter divertido, terminou com várias perguntas sem resposta. Espero que o mesmo mal não aconteça daqui em diante em Ultraman Orb que está indo muito bem.

Agora sejamos honestos. Que expectativa a gente pode tirar de Kamen Rider Ex-Aid? Quase nada. Sendo justo, a série que irá comemorar os 45 anos da franquia criada por Shotarô Ishinomori tem apenas um resquício de apelo. Aquele 1% chamado Asuna Karino, a enfermeira interpretada pela atriz Ruka Matsuda. Nem o trailer lançado na semana passada conseguiu criar um impacto. Parece que tudo será feito na base da comédia e periga cair no excesso de infantilidade. E não venha me dizer que isso é porque é um programa infantil pois não é motivo pra cair a qualidade. Ser um programa infantil não é necessariamente ser um programa ruim

Entenda, não estou dizendo que Kamen Rider Ex-Aid será um programa de péssima qualidade. Como falei acima: impossível de julgar antes mesmo de estrear. Pode se dar bem no futuro? Pode. Tudo depende da equipe de roteiristas. Mas como diz uma velha frase: a primeira impressão é a que fica. Bem, é justamente nisso que a Toei deveria voltar a trabalhar e seguir o exemplo da Tsuburaya. Já Ultraman Orb, tive boas expectativas antes da estreia e me divirto com o que vejo semanalmente. Fora que os fins de noite se sexta-feira são sagrados pra mim.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O Shaolin do Sertão é a mais nova aposta do cinema nordestino

Saiu o trailer de O Shaolin do Sertão. Estrelado e roteirizado por Edimilson Filho, de Cine Holliúdy, o filme deverá ser a nova aposta do cinema nordestino diretamente para o território nacional. Os destaques do elenco são Fábio Goulart, Falcão e Dedé Santana. Assista:


O Shaolin do Sertão estreia no dia 13 de outubro no Ceará e em 27 do mesmo mês  em todo o Brasil.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Em novo vídeo de Narcos, Pablo Escobar foge das autoridades

A Netflix lança nesta quinta (1) um clipe de expectativa da nova temporada de Narcos. No vídeo vemos Pablo Escobar (Wagner Moura), pra variar, escapando das autoridades. Isso durante o momento em que o Escobar tenta uma fuga da Catedral, prisão onde o narcotraficante esteve preso durante um ano. Assista:


A série exclusiva do canal de streaming retorna com dez novos episódios a partir desta sexta-feira, 2 de setembro. A produção é de Eric Newman e José Padilha.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dramas na Neflix: Hibana e Good Morning Call

Hibana: Spark

O meio do ano foi agitado para Netflix que lançou e ainda vem lançando várias séries de drama oriental. Tanto coreanas quanto japonesas. Apesar da divulgação tímida desses títulos, o canal de streaming vem produzindo mais títulos exclusivos. Aproveitei minhas férias para descansar, tirar de vez o atraso e me atualizar sobre estes novos lançamentos.

O primeiro da lista foi Hibana: Spark, de apenas 10 episódios. A série é baseada na obra original do novelista Naoki Matsyoshi e do poeta Haiku, cujo título publicado pela revista japonesa "O Mundo Literário" ganhou o 153º Prêmio Akutaga. Além de ser indicada para o 28º Prêmio Mishima.

Esta atração conta com os atores principais Kento Hayashi (que participa do filme live-action do mangá Erased) e Kazuki Namioka (participou dos filmes Patrulha Estrelar, Zebraman 2, Ace Attorney e também em séries tokusatsu como Justirizers, Lion Maru G, Kamen Rider Den-O e Kamen Rider Gaim). O primeiro interpreta o jovem Tokunaga, que ao lado de seu parceiro formam uma dupla de comediantes manzai chamada Spark, que não bem sucedidos (e com piadas forçadas e sem graça alguma no começo). E o segundo interpreta Kamiya, um veterano em comedia do mesmo estilo que forma uma dupla chamada AhondaraComo aspirante, Tokunaga pede para Kamiya ser o seu mestre. Desde que cumpra um certo acordo entre eles.

Inicialmente Hibana: Spark pode ser cansativo. A dramatização é carregada, melancólica. Porém, reflexiva. Salvo uns poucos momentos de insanidade de Kamiya. Mas duas coisas prendem atenção do público. Uma é que você quer saber como acaba a jornada de Tokunaga para alcançar uma carreira reconhecida de comediante. E a outra é o fato da série retratar a dificuldade de tais artistas a trilharem e se manterem no showbiz. O que não é fácil pra ninguém nesse meio artístico ou em qualquer outro no Japão. Por isso não dá pra desistir de cara no primeiro ou no segundo episódio. Não é melhor que Atelier (o primeiro J-drama exclusivo da Netflix), mas é um título que vale a pena conferir. Principalmente se você é inveterado em programas do gênero.


Good Morning Call

Outro título recente do catálogo é a comédia romântica Good Morning Call, estrelada pelo ator Shunya Shiraishi (o Kamen Rider Wizard da série-homônima de tokusatsu da Toei Company). Junto com ele estrela a atriz de 17 aninhos Hakura Fukuhara (interpretou Lady no summer movie de ToQger). Esta é uma adaptação do mangá de Yue Takasuka, publicado pela editora Shueisha entre 1997 e 2002.

Fukuhara e Shiraishi vivem respectivamente Nao Yoshikawa e Hisashi Uehara. A garota tem que se virar para morar sozinha e se sustentar enquanto está cursando o segundo ano do ensino médio. Só que por engano, ela é vítima de um golpe. O aluguel da sua nova casa coincide com o mesmo apartamento de Uehara, conhecido como o garoto mais popular e idolatrado da escola. A única saída que eles encontraram é morar juntos em segredo (sem segundas intenções). Conforme o desenrolar da trama, ambos se apaixonam e mantém suas próprias aparências e até fingir um relacionamento sério. Apesar dos pesares, um carrega sentimento pelo outro e vice-versa, porém ambos tentam não assumir.

Good Morning Call passa a ter várias reviravoltas com a chegada de Yuri que foi o grande amor de Uehara no passado. Yuri é interpretada pela atriz Erika Mori, que trabalhou na série Kamen Rider Hibiki como Hitomi Mochida e Hitoe (esta última foi personagem exclusiva do summer movie deste motoqueiro mascarado de 2005), além de interpretar Chiharu no filme Kamen Rider The Next (de 2007). Outro nome das séries Kamen Rider é o ator Dori Sakurada, o NEW Den-O dos filmes de Kamen Rider Den-O. Dori, que também estrelou em Atelier, vive um personagem filler chamado Daichi, que carrega um amor não-correspondido por Nao. Inicialmente Daichi parece não ter muita influencia na história até determinado ponto da série onde ele rivaliza sem piedade contra Hisashi. Curiosamente, há mais atores de Kamen Rider na série, como a atriz Moe Arai (do filme Kamen Rider Decade: All Riders vs. Dai-Shocker), Shugo Nakashima (de Kamen Rider Fourze e Kamen Rider Drive).

Se você gosta de comédias como Itazura na Kiss, vai curtir bastante Good Morning Call, dar boas gargalhadas, se emocionar e roer as unhas com as surpresas que surgem em cada episódio. Divertidíssimo.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Redman ganha nova linha de produtos e mais exibições

O herói "gigante" da Tsuburaya (Foto: Reprodução/Ultra Channel)

Redman, spin-off da série clássica Ultraman, ganha uma nova linha de produtos no mercado japonês. O "serial killer vermelho" atualmente está em alta no Japão por causa da sua exibição no Ultra Channel (canal oficial da Tsuburaya via YouTube).

A partir desta terça (30) alguns episódios antigos do anti-herói estarão disponíveis numa linha de exibição especial. Vale lembrar que todos os episódios exibidos até a última semana estavam disponíveis até ontem, durante as férias de verão. Agora, os episódios 1, 6, 7, 12, 19, 28, 54, 64, 70, 73 e 87 estão disponíveis nesta playlist temporária até o dia 12 de setembro. Entre 13 e 27 de setembro, a Tsuburaya irá lançar uma segunda linha de exibição especial.

Outra novidade é que a partir de hoje Redman ganha mais um produto no mercado nipônico. Depois de miniaturas e camisas, agora adesivos do personagem estarão à venda via internet. Veja as imagens e... "Red fight!":





Esperar por Jaspion numa aventura inédita é uma mera ilusão brasileira

Gavan Type-G e Deka Red irão se encontrar em 2017

Em 2014 eu escrevi um texto aqui no blog sobre expectativas que alguns fãs brasileiros tinham na época sobre uma aparição de Jaspion pro futuro, devido ao anúncio da série Uchuu Keiji NEXT GENERATION. Ou mesmo de Spielvan. Lá disse que expectativas como essa não deveriam ser alimentadas por razões simples e lógicas. Primeiro que Jaspion só apareceria apenas transformado e talvez sem muito proveito, uma vez que Hikaru Kurosaki está afastado da mídia há zilhões de anos e não pretende voltar. E Spielvan teve seu desfecho num futuro bem distante. Hiroshi Watari poderia retornar à pele do herói, mas teria que ter alguma lógica na trama. Bem, lógica é uma coisa que a Toei não sabe o que é, diga-se.

A saída poderia ser colocar protagonistas mais jovens, como foi o caso do herói Geki Jumonji/Gavan Type-G (Yuma Ishigaki). Mas se a gente ver com os olhos da razão vamos perceber que isso não é interessante nem pra Toei nem pro público japonês. O interesse é puramente brasileiro e a produtora jamais iria fazer algo voltado unicamente para um público estrangeiro específico. Isso considerando também que Jaspion e Spielvan tiveram popularidade aquém à trilogia Uchuu Keiji no Japão. Mas não chegaram a ser fracassos (como rezam as lendas urbanas na tokunet brasileira).

Os Policiais do Espaço estão tendo uma sobrevida desde 2012 por ser uma trilogia bem sucedida no Japão. E a mitologia dos heróis ainda tem muito a ser criada e explorada. Não que Jaspion e Spielvan não mereçam, entenda. Mas os Uchuu Keiji tem renome e apelo maior no Japão ao lado de Ultraman e Kamen Rider.

Então, pés no chão, minha gente.

PS: E estou ansioso pra ver os dois filmes com os elencos de Gavan: The Movie e de Dekaranger. Mal posso esperar pelo resultado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Silvia Abravanel é esperança incerta de Power Rangers na TV

Megaforce seria a primeira proposta da Saban para o SBT

Na semana que passou saiu uma nota pelo portal Na Telinha que informa que a Saban Brands está em busca de uma emissora que daria "maior visibilidade" à franquia Power Rangers. Insatisfeita com os horários ingratos da Band nos fins de semana, a empresa visa o SBT pelo simples motivo de ser a única emissora aberta (das cinco principais) a ter mais duração de programas infantis. Fora que também as emissoras Globo, Record e RedeTV! extinguiram programas infantis de suas respectivas grades. Parece que a única esperança dos fãs brasileiros dos Rangers é Silvia Abravanel (não lembro qual número é a filha de Silvio Santos), que coordena a programação infantil do SBT e está restringindo programas com conteúdos de violência.

O problema é que Power Rangers tem esses elementos. Aliás, tanto as lutas como a violência são moderadas. Nem sangue há e é mais fácil encontrar faíscas. Brincadeiras à parte, Power Rangers não deixa de ser uma programa didático, pois em vários episódios encontramos lições de vida, moral da história e tantos outros ensinamentos importantes.

Cá pra nós: Silvia não é uma boa opção, apesar dos pesares. Power Rangers pode fazer sucesso no SBT? Sim, mas tem outro problema que os fãs esquecem. É que o SBT é conhecido por alterar programação (muitas vezes sem aviso). Já teve uma má fase em meados de 2006 onde a cada semana a grade mudava. E quem garante que o SBT exibiria em um bom horário, né? Volta e meia Power Rangers poderia cair na mesma faixa das seis da manhã dos fins de semana assim como acontece na Band (mesmo horário do Chaves no SBT, diga-se).

Cá pra nós 2: o SBT já exibiu outra série tokusatsu bem mais violenta que Power Rangers chamada Spectreman, que foi sucesso nos anos 80. O mesmo já exibiu animes bem mais violentos como Street Fighter, Fly, Rayeart e Dragon Ball nos anos 90. Na mesma décadas, as manhãs de domingo tinham séries (do horário nobre americano) bem violentas. Lembro que uma vez o bloco Sábado Animado exibiu um único episódio da série O Renegado pra nunca mais. Ok, vivemos em outros tempos. Esses exemplos foram pra mostrar que Power Rangers tem violência fichinha a esses mencionados. É só analisar.

Enfim, se for pra depender da boa vontade de Silvia e de horário de TV, prefiro ficar com minhas eventuais maratonas dos Rangers na Netflix. Ao menos nós temos essa ótima opção (aprovada pelo patrão) há longa data.

sábado, 27 de agosto de 2016

Evangélicos precisam urgentemente aprender a pesquisar direito sobre a franquia Pokémon

Ash e Pikachu

Antes de qualquer coisa, deixo claro que este blogueiro que vos escreve é cristão evangélico e escrevo aqui este texto como tal e também como veterano na área de animes. Durante boa parte desse mês eu estive de férias e vi o sucesso de Pokémon Go em tudo quanto é canto. Eu não sou lá um grande fã da franquia, porém sou fã confesso das fase clássica do anime, o Indigo League, que me marcaram muito. Reconheço o sucesso de Pokémon e conheço a franquia.

Enfim, nessa história do Pokémon Go foi legal ver a repercussão dos fãs, a imprensa não-especializada divulgando, etc. Tinha também muitos vacilões (vítimas do "Bulbassalto"), infelizmente. Agora uma coisa que me deixou bastante intrigado foi com certos "religiosos" que aproveitaram para ressuscitar uma velha lenda urbana - já desmentida pelos próprios fãs há séculos atrás - que dizia que "Pokémon é coisa do capeta".

Sinceramente, mesmo não sendo tão inveterado, me compadeci de quem obviamente ficou bravo. Me identifiquei até porque na época do auge de Pokémon na TV brasileira eu ouvia muitas histórias do tipo. E os mesmos contos do vigário voltaram. Era gente dizendo que "Pokémon significa demônio de bolso" (quando na realidade o nome é uma palavra-valise de "pocket" e "monster"), "Pikachu significa monstro destruidor" (quando na realidade é uma junção de duas onomatopeias japonesas que se referem a espumantes elétricos e a guinchos de rato), outros falavam que "Pokémon vai destruir as famílias" e tantos outros absurdos sem pé nem cabeça, teorias falsas, teólogos invadindo terreno totalmente desconhecido por eles, etc, etc, etc.

A impressão que tive era de que aquela velha inquisição que há tempos estava sumida - devido à ausência de anime na TV aberta - renasceu das profundezas do inferno para apavorar pais de família desavisados. É, pais estes que por sinal parecem não ter tido infância na vida e que mostraram claramente não saber absolutamente nada sobre Pokémon ou sequer ter assistido a um único episódio da série ou procurar saber o que é o novo jogo. Facilmente são levados por lobos em pele de cordeiro que agem de má fé em páginas na internet ditas "cristãs" que estão por aí enganando leigos.

Por ser evangélico, isso nunca me impediu de ter uma boa convivência nesse meio da cultura pop japonesa. Bem como concilio com meu compromisso pessoal com Deus. Na igreja sou conhecido como "o cara dos animes" e alguns chegam a pensar que sou fã de Naruto (quem me conhece mesmo sabe bem que não curto essa série). Esses dias o assunto do Pokémon Go foi inevitável e sempre que pude eu esclarecia e detonava mitos com base das minhas pesquisas de longa data. Eu fui meio que um Mythbuster informal. Assim, acredito que como cristão devo exercer o mesmo papel que os crentes de Beréia fizeram em Atos dos Apóstolos: certificar as veracidades dos fatos. E como fã de anime devo prestar o meu papel de informar e procurar um diálogo pacífico onde tudo deve ser esclarecido sem deixar dúvidas. Ora, se conheço Pokémon e sei que as informações que rolam nas igrejas são falsas, como posso eu ficar calado?

Algum leigo poderia dizer: "César, essa é uma febre que vai passar em breve e não tem porquê defender isso". Veja bem, eu defendo não apenas o jogo ou a liberdade de jogo apenas. Defendo a franquia. Principalmente à série clássica da TV, pois isso também faz parte da minha memória afetiva e, assim como pode ter algum fã mais árduo, tenho conhecimentos de fatos que derrubam facilmente esses argumentos falaciosos que estão rolando. Tudo é questão de PESQUISA. No mais, eu não suporto ver mentiras como essas se espalhando nas igrejas evangélicas. E a quem quiser debater com hombridade, que venha falar comigo. Estou à disposição da comunidade. Como diz uma velha frase no meio jurídico: "ao acusador cabe o ônus da prova". Coisa que ninguém conseguiu e nem vai conseguir fazer em 17 anos de Pokémon no Brasil.

Conheço vários evangélicos que, assim como eu, curtem animes e jamais foram influenciados negativamente como se pregava no passado. Muito pelo contrário, essas pessoas até hoje estão firmes na fé. Repito: até hoje. Infelizmente vejo boa parte de evangélicos leigos no assunto querendo saber mais que os próprios fãs. Se fechando na redoma da ignorância. Ignorância é coisa do diabo. Espalhar boatos, faltar com a verdade e se privar de pesquisas sérias também é. Portanto, meus senhores, saibam ouvir mais. Jamais negligencie algum fã e quem trabalha/trabalhou com isso. Não condene quem curte. Se não sabe o que é, pesquise primeiro antes de falar bobagem. Consultoria (formal ou informal) existe pra isso. Não julgue para não ser julgado pelo Altíssimo.

Dizer que Pokémon é satânico é o mesmo que assinar um atestado de que não saber o que está falando. Irresponsabilidade é pouco. Na realidade, Pokémon é tem muitos elementos que ressaltam amizade, respeito, companheirismo, vitória, determinação, etc. Isso os "justiceiros sociais" do meio gospel não vão dizer pra você, meu caro leigo. Seja esperto.

PS: Em 2000, o Papa João Paulo II deu a benção Papal à franquia. Vale lembrar que a princípio o Papa era contra a série e nunca tinha visto nada sobre isso. Porém só entendeu do que se tratava após assistir o primeiro filme do Pokémon no cinema. Daí a sua aprovação e a curiosa bênção. Exemplos de paciência e humildade a serem seguidos por todos os cristãos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Kuromukuro é tão eletrizante que dispensa dublagem


A produtora japonesa P.A. Works (conhecida por produzir alguns animes populares entre o nicho como Shirobako e Charlotte) comemora seus 15 anos. Um título do estúdio que deve ser promissor para este tipo de público pelo mundo afora é Kuromukuro. Atualmente em exibição nas noites de quinta-feira pelos canais AT-XTokyo MX, os primeiros 13 (de 26) episódios podem ser vistos mundialmente pela Netflix, onde recebe o selo "Original".

Muita gente do Brasil (de onde mais poderia ser, né?) reclamou pela falta de dublagem e teve até quem apoiou pirataria com as mesmas desculpas de sempre. O caso não foi exclusivo apenas por aqui. Ou seja, em outros países também aconteceu a mesma coisa. Talvez por exigência do próprio estúdio japonês. Assisti a primeira metade da série de uma só vez e digo o seguinte: Kuromukuro dispensa dublagem estrangeira (o mesmo vale para Devil May Cry) e o clima da série fugiria do tom se isso acontecesse. O áudio original transmite muito bem todo o impulso da trama. Está no ponto.


Mao Ichimichi, a eterna Gokai Yellow,
integra o elenco de dublagem
Kuromukuro é protagonizado por Kennosuke Tokisada Ouma, um jovem nascido na era Sengoku que pilotava um mecha alienígena chamado Kuromukuro para proteger uma princesa de seu tempo. Por algum motivo, o guerreiro despertou em nossa era e passa a lutar junto de Yukina Shiranahe, que é confundida com a princesa por Kennosuke. Yukina está no segundo ano do ensino médio e é filha de uma líder de um instituto investigativo da ONU. Coincidentemente, ela pode controlar Kuromukuro ao lado de Kennosuke.

O anime é instigante e é um prato cheio para os amantes do gênero mecha. Boas sequencias de ação, uma trilha sonora eletrizante, gráficos de primeira, rivalidade e coisas do tipo. Tem seus momentos inúteis, mas nada que vá destruir sua diversão. Um nome notável no elenco é Mao Ichimichi, a Gokai Yellow da série tokusatsu Gokaiger (Power Rangers Super Megaforce no ocidente). Atriz agora envereda como seiyu (dubladora) e atente pelo pseudônimo M·A·O neste meio artístico. Na série ela dubla Yukina.

O segundo cour de Kuromukuro - que é na verdade a segunda metade da primeira temporada - está disponível na Netflix desde o dia 10 de outubro.

Kenji Ohba testa arma fatal de Gavan em vídeo promocional

Você deve saber que no início do ano que vem Gavan (Type-G) e Dekaranger irão se encontrar em dois filmes que serão lançados em home-vídeo no Japão. Ontem saiu o anúncio da Toei Video para o lançamento da série clássica do primeiro Policial do Espaço em Blu-ray.

E as novidades não param. A Bandai lançou um vídeo onde Kenji Ohba - de 61 anos - volta a vestir o figurino de Retsu Ichijoji. Lá ele testa um novo brinquedinho que vai estar à venda em breve: a Laser Blade (Espada Laser na versão brasileira). E não é qualquer "coisa de criança" não. É que esta Laser Blade tem alguns apetrechos que dão proximidade à ficção. Coisa de arrepiar os fãs da trilogia Uchuu Keiji.

Assista o vídeo e se divirta: