sábado, 4 de junho de 2016

A cultura do mimimi pela falta de dublagem nos animes tem que acabar

Gon e Killua tem mais é que falar japonês mesmo

Antes de qualquer coisa, sou a favor da dublagem brasileira e sempre quando surge algum título de anime/tokusatsu com dublagem eu acompanho primeiro na versão brasileira. Felizmente ou infelizmente nem tudo é como a gente quer. Todos sabem (ou deveriam saber) que dublagem custa caro. Outro fato é que o nosso país se encontra atualmente em crise econômica. Não sei se esse é exatamente o caso da Sato Company. Pelo menos a justificativa do sr. Nelson Sato em entrevista ao site Jbox foi justamente os custos que são altos. procure lá no YouTube, caso não tenha assistido ainda.

Por isso não vimos o filme Mordomo de Preto com dublagem, mas não esqueçamos que animes trazidos pela distribuidora como Doraemon e Robô Gigante tiveram versões dubladas. Recentemente chegaram ao catálogo da Netflix os filmes japoneses Hunter x Hunter: The Last Mission e Kotodama: A Maldição. Ambos trazidos pela própria Sato Company e sem dublagem. O que acontece? Eu observo as redes sociais e acabo me deparando com certos mimimis. Sabe, se você anda nesse meio otaku vai encontrar algo como "Ah, está sem dublagem. Me motivaria assistir se tivesse dublagem" ou "só vou me interessar em assistir se tiver dublagem". Poxa, tenha santa paciência.

Claro que não são todos os que comportam assim. Me refiro mesmo à essa geração leite-com-pera que quer tudo nas mãos e que cresceu assistindo animes legendados por fansubs. O mesmo acontece na gama brasileira de tokusatsu, onde alguns chegaram a dizer que "se não tiver Garo dublado, as fanbus já fizeram o trabalho anos atrás". Entenda que meus comentários não são para desmerecer as fansubs (que eu as apoio sem "partidarismo" quando elas divulgam materiais inéditos no Brasil, que fique bem claro isso). Mas o que custa incentivar um material vindo para o Brasil, hein? Caso não saibas, licenciamento de produções japonesas não são à preço de banana, independente de sair ou não dublado.

Daí você pode me dizer o seguinte: "Ah, César, mas anime e tokusatsu no Brasil não existe se não tiver dublado". Pois bem. Então você no mínimo está negando que títulos como Lady Battle Cop e Ultraman Zero Gaiden: Killer the Beatstar, por exemplo, nunca vieram (e que alguma licenciadora torrou grana ao vento pra alguma exibição "fantasma"). Pois estes títulos que exemplifiquei tiveram apenas versões legendadas no Brasil. Não deixe de ser manchete (com trocadilho) na história da cultura pop japonesa por aqui. Esse mesmo relativismo não cabe nos EUA com os lançamentos de séries Super Sentai em DVD e apenas com legendas.

O que eu digo pra garotada de hoje é o seguinte: quando eu tinha meus 12 anos de idade eu passei a ter meu primeiro contato com TV por assinatura. Canais como HBO e Telecine apresentavam filmes legendados. Tinha também aqueles que passavam com versões dubladas como a TNT. Dublagem já era "obrigatório" pros canais infantis. Indo exatamente para o lado das séries japonesas, tinha um bloco no Multishow chamado Japanimation que apresentava OVAs com meia hora de duração por episódio. Assisti por exemplo ao Oitavo Homem legendado. Então, pensa que eu ficava triste murmurando e me esperneando por isso? Muito pelo contrário, eu assistia feliz por que eu queria assistir um anime inédito até então. Aliás, com 12 anos e poucos meses de experiência com a TV paga eu entendi o apelo em apresentar produções com o áudio original. Comecei a reparar que o áudio é melhor e você aprende expressões. E passei a assistir muitas outras séries que foram dubladas pra TV aberta e acabei me acostumando com o áudio original. Foi assim com produções ocidentais como WMAC Masters, Anos Incríveis, SOS Malibu, etc. Não tinha essa molezinha que tem hoje de ficar pedindo não.

Então, que tal trocar essa cultura chata do mimimi e por falta de dublagem pela cultura dar pesquisa sobre licenciamento? É um assunto chato também assim mesmo, muitas vezes parecendo não ter um pingo de cabimento na mente de fã, mas que é fácil de, digamos, compreender (o que é bem diferente de aceitar tudo). E arrisco a dizer: quem é fã de verdade de uma determinada série ou filme japonês e/ou tem realmente interesse em assistir, vai atrás. No meu tempo não tinha essas desculpazinhas nem esse tipo de boicote raso não. Se tem dublagem é lucro. Senão, bola pra frente que a gente tem mais é que assistir do mesmo jeito. A cultura pop japonesa começa quando há o bom senso.

PS: O filme Mordomo de Preto vai ser lançado ainda este mês em algumas capitais (incluindo aqui em Fortaleza). Mesmo já tendo assistido na Netflix e resenhado aqui no blog, pretendo ir ao cinema para assistir, prestigiar um filme japonês na minha cidade (não é toda vida que se encontra algo assim) e quero experimentar a sensação de ver um excelente filme com aquela acústica. Podem me chamar de "louco" que vai entrar no ouvido e sair no outro.

PS 2: Antes que eu me esqueça, no início do século tínhamos o canal Locomotion, que passava animes legendados. Ninguém reclamava e todo mundo curtia de boa e não tinha esse mimimi bobo que tem hoje.


Seja dublado ou legendado, vamos assistir o Garo

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Samurai Warriors completa 20 anos de estreia no Brasil

Hector e seus "cavaleiros"

Na segunda metade dos anos 80 a cultura pop japonesa estava embalada pelo sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco. Surgiram depois alguns animes inspirados em Seiya e cia. Um bom exemplo foi Shurato, que foi visto aqui no Brasil como uma "imitação" dos guerreiros de Atena. Nenhum problema em ser desde que haja criatividade (e o Rei Shura andou com as próprias pernas). No ano anterior a Shurato, em 1988, a TV japonesa apresentou um outro quinteto também inspirado (ou imitado) em Cavaleiros. Yoroiden Samurai Troopers teve 39 episódios produzidos pela Sunrise e exibidos ao entardecer de sábado, na faixa das cinco e meia da Nagoiya TV. A série foi exibida nos EUA em 1995 e rebatizada pela DIC Entertainment como Ronin Warriors. Isso pra não ser confundido com a série de tokusatsu nipo-americana VR Troopers (um "clássico" spin-off de Power Rangers que serviu como adaptação de Metalder, Spielvan e Shaider). Como se nenhuma criança soubesse diferenciar uma série da outra, né?

Enfim, foi dessa versão americana (que é mais barata, comercialmente falando) que tivemos a exibição de Yoroiden Samurai Troopers. Por aqui veio através da distribuição da Samtoy (a mesma que trouxe Cavaleiros, Sailor Moon, WMAC Masters, Super Campeões, etc) e foi rebatizada mais uma vez. Agora como Samurai Warriors (não confunda com a série de games Sengoku Musou que recebe o mesmo título romanizado no ocidente). Estreou na extinta Rede Manchete na segunda-feira 3 de junho de 1996, às 18h15. A série era transmitida inicialmente depois de Sailor Moon (17h45) e antes de Shurato (18h45) e Cavaleiros (19h15).

Contando com os trabalhos de dublagem da também extinta Gota Mágica, estiveram presentes nomes como Hermes Baroli (Hector do Fogo) e Élcio Sodré (César da Luz) que foram equivalente a Seiya e Shiryu. Coincidência ou propositalmente talvez isso tenha sido uma referência do diretor Gilberto Baroli (dublou o "chefão" Scorpion e foi a primeira voz de Diavlo) aos CdZ. Até Jonas Mello voltou como narrador.

Por ser uma série curta e exibida exaustivamente de segunda à sexta, Samurai Warriors saiu do ar após várias reprises e voltou à tela da Manchete em meados de 1997 apenas para Rio-São Paulo e alguma ou outra cidade que não tivesse programação local na faixa das seis da noite. Ficou taxado como outra "imitação" de Cavaleiros do Zodíaco por boa parte dos saudosistas/xiitas de Seiya e cia, mas não é pra tanto. Foi uma boa série com um roteiro mais light do que de costume. Uma pena que nunca tivemos a mesma sorte dos americanos em ter um relançamento da série com a versão original e sem cortes. E olha que Samurai Warriors foi bem aceito na França, país onde CdZ também é um cult.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Nem Oasis conseguiu superar os Beatles

O ex-Beatle Paul McCartney

Todo mundo sabe que os Beatles foram um dos fenômenos arrebatadores na história da música. Ou senão a maior, internacionalmente falando. A banda teve seus altos e baixos, erros e acertos. Um dos fatores que contribuíram para o fim da banda foi a "rivalidade" que existia entre John Lennon e Paul McCartney - apesar de que eles criaram bons trabalhos juntos com "Yesterday", por exemplo. Outro ponto crucial foi o estrelismo e a arrogância de afirmarem ter mais sucesso que Jesus Cristo. Apesar dos pesares, os Beatles ainda são um fenômeno e dignos de respeito e reconhecimento.

Agora repare o seguinte: Paul afirmou em entrevista nesta semana que o maior erro da extinta banda Oasis foi ter dito que ela era melhor que os próprios Beatles. Para ele, o comentário de Noel Galleagher, ex-vocalista do Oasis, soou como um "beijo da morte". Tal declaração do Oasis foi feita em 1996, numa entrevista à MTV americana.

Entenda que o caso não se trata de saber se Oasis é uma banda boa ou ruim. Agora, venhamos e convenhamos: melhor do que os Beatles? Jamais. O Oasis pode até bater de frente fácil fácil contra alguma banda novata que surgiu nos últimos 10, 15 anos. Vamos ser honestos, você saberia dizer que single da banda que perpetuou como clássico mais tocado até os dias de hoje? Que música ficou na boca do povo? Qual canção se saiu melhor que a dos garotos de Liverpoll? Difícil achar.

Então, o Oasis teve sua fama. Mas nada de tão extraordinário quanto os Beatles ou outra banda de rock renomada como Rolling Stones, Guns N'Roses e U2, por exemplo. Tá certo que Definitely Maybe e (What's the Story) Morning Glory foram álbuns significativos para o Oasis e até marcantes para o sucesso na época. Mas o tempo mostrou que jamais ninguém conseguiu criar um fenômeno ou um megasucesso parecido com os Beatles. Outra "força estranha" igual jamais se repetirá.

E isso não é nenhuma arrogância de Sir Paul Mccartney. Isso é fato e não tem comparação alguma. Seria o mesmo que dizer que Luan Santana é melhor que Roberto Carlos, que Justin Bieber é melhor que Elvis Presley, que Jota Quest é melhor que Roupa Nova, que Adele é melhor que Bonnie Tyler e por aí vai. Não dá, né? Fez o seu nome nas últimas duas décadas. Mas nada que chegasse ao mesmo topo ou algo próximo a Lennon/McCartney/Harrison/Starr.

De uma coisa é certa: Clássico é clássico e mito é mito. Os Beatles continuam insuperáveis, mesmo com todos os problemas que levaram o fim do quarteto britânico. O Oasis nunca será como os Beatles e jamais haverá outra banda que faça igual. Sem desculpa.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Kamen Rider Amazons é o exemplo que a Toei Company deveria tomar

Que Kamen Rider Amazons é uma excelente série, isso já sabemos. Voltado para o público adulto, a Toei Company está investindo num novo formato para os padrões do estilo

Os Amazons vão ensinar como é que se faz
tokusatsu. Cada episódio foge do padrão habitual da TV japonesa de 23-24 minutos contados (desconsiderando os intervalos comerciais) e a duração varia entre 30 a 45 minutos.

O total de episódios não é uma novidade: 13 episódios. Um cour/trimestre completo, assim como acontece em várias séries de anime e algumas séries corujões recentes do tokusatsu como Lion Maru G, Voicelugger, Ultraseven X, Neo Ultra Q (as duas últimas tiveram 12 episódios cada), Akibaranger (cada uma das duas temporadas tiveram 13 episódios). Nesta terça-feira (31) foi anunciada oficialmente pelo serviço de streaming Amazon Prime uma nova temporada para Kamen Rider Amazons na primavera japonesa de 2017. Junto à esta novidade, o serviço também anunciou um spin-off de Ultraman para o fim do ano.

Tanto a Toei (que tem o erro de não expandir o mercado para o ocidente) quanto a Tsuburaya estão embarracando no formato de web séries. Certamente a influência se deve ao boom das Originals Netflix. O mesmo está acontecendo agora com as séries de tokusatsu. Quem acompanha o blog sabe que há tempos venho dizendo que o futuro do tokusatsu e dos animes é o streaming. Não sei se isso vai levar ao fim do tokusatsu na TV japonesa. Longe de cogitar isso. Mas acredito que mais cedo ou mais tarde as emissoras terão que se adaptar as novas tendências, de alguma forma ou de outra.

Kamen Rider Amazons é um exemplo que as séries dominicais da franquia dos motoqueiros mascarados e os Super Sentais deveriam tomar daqui pra frente. Tem muita gente que ainda está acostumada com o padrão sequencial destes dois produtos da Toei. É aquele velho lance de terminar uma série e começar outra no lugar. O fato é que isso vem desgastando as séries ao longo do tempo. Só quem está se salvando mesmo é Zyuohger que vai muito bem. As Ultra Series também estão mandando a ver lançando novos Ultraman por temporada e intercalando com hiatos e estabelecendo um total de episódios. No caso de Ultraman Orb, a série está prevista para ter 25 episódios.

Quem sabe a Toei se veja um dia na necessidade de fazer um revezamento entre Kamen Rider e Super Sentai. Tipo, seis meses para uma franquia e outros seis meses para a outra franquia. Um hiato é sempre bom pra revigorar a criatividade. E tanto os Amazons quanto os Ultramen tem tudo pra mostrar pra própria Toei que o caminho é esse.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Tom Hiddleston é ideal para o novo James Bond; porém há um mero detalhe

Tom seria o segundo loiro a interpretar 007

No último fim de semana foi noticiado um rumor de que Tom Hiddleston estaria em negociações para viver o novo James Bond nos cinemas, segundo fontes próximas ao artista. O ator ganhou apoio do público britânico após a sua repercussão na minissérie de espionagem The Night Manager. Hiddleston afirmou que gostaria de viver na pele do agente secreto mais famoso do cinema. Seu nome está disparado nas apostas para a escalação oficial e desbancou o próprio ator afro-britânico Idris Elba.

Tom Hiddleston é um ótimo ator. Conquistou o público mundial como o vilão Loki nos filmes do Thor e em Os Vingadores - todos da Marvel. Só que tem um detalhe que descaracteriza mais uma vez a descrição de Ian Fleming para o herói. É que Tom é loiro. Seria ele então o segundo ao lado de Daniel Craig. Tom tem alta estatura e se daria bem como sedutor. Sua nacionalidade é britânica e isso é mais um ponto que conta bastante em vantagem. Poderia ele chegar ao nível de seus antecessores? Sem dúvida alguma.

O fato de Tom Hiddleston pode não incomodar tanto a quem está na expectativa do anuncio oficial que vai dizer quem será o próximo 007 no cinema. Como se pode ver, os britânicos não estão se importando muito com esse detalhe. Algum ou outro fã mais puritano pode se irritar bastante. Enfim, várias outras características podem ter ajudado a elevar a preferência do público e seu talento também é um ponto-chave. Acredito que ele seria melhor que o próprio Daniel Craig, que acabou dando uma outra cara para o Bond.

É uma boa opção e, venhamos e convenhamos, seria melhor do que Idris Elba. Não tem nada haver com racismo, nem por ser "das ruas" (palavras de Anthony Horowitz, autor de novos livros do 007), mas Idris convenceria mesmo como algum outro agente. Os fãs poderiam equipará-lo ao Craig por dar uma interpretação, digamos, mais bruta. Não apenas isso. A porteira seria aberta para um ator de alguma outra etnia que não fosse próxima ao que foi descrito pelo próprio Fleming nos anos dourados.

Se Tom Hiddleston realmente for escolhido no futuro, fico na torcida pra que ele se empenhe e que venha a surpreender, apesar do detalhe na coloração capilar. As demais caraterísticas do ator estão bem mais próximas do James Bond original de Ian Fleming e podem falar mais alto do que isso e está mais além da cogitação de Idris Elba como 007.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Alma de Ouro foi um desperdício para Os Cavaleiros do Zodíaco?

Aiolia em Alma de Ouro

Tudo bem que a série terminou há oito meses atrás. Mas tal produção pode estar refletindo atualmente no atraso do novo anime de Os Cavaleiros do Zodíaco. Em pleno ano em que comemoramos os 30 anos da franquia (os festejos começaram no final do ano passado por conta do lançamento do primeiro volume do mangá original de Masami Kurumada, em 26 de novembro de 1985) não teremos uma produção inédita. A temporada de outono seria ideal para o lançamento, uma vez que em outubro (mês de início deste cour) a série clássica completará três décadas de sua estreia na TV Asahi.

A previsão é que a nova série seja lançada seja lançada entre 2017 e 2018. Há uma teoria que acredita que a série pode ser pelo menos anunciada em junho no evento Complet Works of Saint Seiya. A Bandai disse recentemente numa entrevista que pretende lançar sua nova coleção de Cloth Myth EX (trazendo os Cavaleiros de Ouro trajando as Armaduras Divinas) quando a nova série estiver produzida. Sabe-se lá o que a Toei Animation está preparando. Espero que ao menos a pesquisa feita por ela entre os fãs do mundo todo tenha ajudado.

Até aí tudo bem. Só que, por outro lado, surge uma outra pergunta em minha mente. A série Alma de Ouro foi uma produção supérflua para a franquia? A série foi boa, mas poderia ser melhor. Poderia, pois teve alguns furos que atrapalharam a trama. Principalmente em relação a personagens como Máscara da Morte de Câncer e Camus de Aquário (que foram contraditórios com suas próprias personalidade). Outro ponto que atrapalhou foram alguns traços mal desenhados. Esses pontos escrevi bastante durante a exibição quinzenal da série. Foi um bom filler que poderia ser melhor se tais erros fossem evitados a tempo. Embora seja um filler considerável, foi um filler. A Toei poderia dar prioridade a uma nova produção com Seiya e cia. Restaria então o Next Dimension, que anda a passos lentos (graças ao Kurumada). Ainda assim iria demorar. Particularmente sou curioso mesmo para ver uma versão animada de Santia Shô.

Talvez com o tempo a gente entenda se Alma de Ouro foi uma distração da Toei e da Bandai pra não passar em branco e segurar a produção da série vindoura ou se foi uma inutilidade. Vamos aguardar.

O filme do decenário de Yu-Gi-Oh!

As três primeiras gerações da franquia Yu-Gi-Oh!

No final de março passado a Netflix lançou o filme Yu-Gi-Oh!: Bonds Beyond Time (Yu-Gi-Oh!: Vínculos Além do Tempo na versão brasileira) em seu catálogo. Não é a primeira vez que o filme é veiculado oficialmente por aqui no Brasil, uma vez que serviços como a Vivo Play e a Claro Vídeo também já exibiram, respectivamente em 2013 e 2014.

Este filme de 2012 é o segundo de três filmes lançados até o momento (o mais recente chama-se Yu-Gi-Oh!: The Dark Side of Dimensions, lançado no final de abril deste ano) e serviu de comemoração dos 10 anos da franquia na TV japonesa. Não apenas isso. Reuniu os protagonistas das três primeiras séries. Yugi Muto de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, Jaden Yuki de Yu-Gi-Oh! GX e Yusei Fudô de Yu-Gi-Oh! 5D. A versão original da película contava 50 minutos e passou a ganhar mais 10 na versão americana da 4Kids (os minutos extras eram formados por flashbacks das séries).

Se aqui eu pudesse resumir este filme em apenas numa palavra seria a seguinte: fanservice. Bonds Beyond Time apelou pra velha desculpa afim de unir os três heróis (de eras diferentes) para um duelo contra um poderoso estrategista chamado Paradox, que por sinal é o único vilão do enredo. A história é pequena e superficial. A impressão é que criaram um caos para partirem pra uma partida de card game. O filme consegue divertir numa luta difícil. Mas a falta de construção da trama tira todo o brilho e não consegue empolgar como antigamente quando víamos duelo épicos da série clássica, por exemplo. Apesar de ser uma homenagem, está longe de ser um grande filme.

A dublagem de Yu-Gi-Oh!: Bonds Beyond Time foi realizada pela Lexx, que vem fazendo bons trabalhos em diversos animes lançados atualmente. Muitos fãs hardcore andam reclamando da baixa de Marcelo Campos, a voz brasileira que marcou como Yugi Muto/Yami Yugi na primeira série. Quem acompanha as notícias sabe muito bem que Marcelo está afastado das dublagens (Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário foi uma exceção em sua atual fase profissional e não deve voltar mais). Ao menos escalaram uma voz parecida com a dele, que obviamente não é a mesma coisa.

domingo, 29 de maio de 2016

Réplica de Vegeta deixa Goku previsível para a próxima saga de Dragon Ball Super


Se você acompanha as notícias sobre Dragon Ball Super então deve saber sobre a nova saga que começa daqui a duas semanas. Teremos novamente o Mirai Trunks (Trunks do Futuro) e um novo inimigo chamado Black Goku. Pelo que vimos nos últimos dois episódios, Vegeta teve seu poder roubado por uma força denominada "Choushinsui" e uma réplica sua foi criada, com os mesmos poderes. Como consequência, Vegeta está desaparecendo aos poucos.

Isso já dá uma ideia de como poderá aparecer a tal réplica de Goku. Pra não dizer que isso pode parar na previsibilidade, os tais sintomas que atingiram Vegeta irão fazer o mesmo com Goku. Daí o que vai realmente acontecer, só assistindo aos próximos episódios.

Por si isso não deixa de ser interessante. O que um Goku do mal poderia fazer? Muito estrago. Afinal, é a réplica do Saiyajin mais poderoso de sua mitologia. Não sei você, mas a minha curiosidade aumenta mais ao querer descobrir onde Mirai Trunks vai aparecer e o por quê. Tá muito na vista que a réplica de Goku dominará tudo e alguém do futuro teria que dar o recado pra que o caos seja impedido a tempo.

Torço pra que Toriyama tenha trabalhado com muito cuidado neste novo arco do anime. Até aqui o quebra-cabeça está convincente.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Revisitando os Ultra filmes no Brasil #9 - Ultraman Saga (2012)

O trio Dyna, Zero e Cosmos

Depois de uma comemoração tímida de 45 anos de Ultraman em 2011, a Tsuburaya começa o ano seguinte com mais um filme da franquia. Ultraman Saga estreou nas salas de cinema do Japão em 24 de março de 2012. Cerca de um mês antes do primeiro filme da série Super Hero Taisen, da Toei Company, que fez uma lambança monstruosa numa guerra nonsense entre Kamen Rider e Super Sentai.

Sendo o último filme da trilogia que começou com Mega Batalha na Galáxia Ultra e prosseguiu em Ultraman Zero: A Vingança de Belial, este reúne três Ultramen de mundos diferentes e sem muita explicação. Ultraman Zero - que ainda estava no universo alternativo onde Belial fora derrotado - rebebe uma misteriosa mensagem que diz para ele ir à Terra. Zero chega ao universo onde ocorreu os eventos da série Ultraman Dyna (que também é o mesmo de Tiga).

Passaram-se 15 anos após o final de Dyna. Somos apresentados ao novo membro da Super GUTS, Nozomu Taiga (interpretado pelo cantor DAIGO). Durante uma perseguição, Taiga é salvo por Zero e ambos entram em simbiose. Porém, podem se comunicar entre si, sem deixar o hospedeiro adormecido (como na outra vez). Taiga é teletransportado por uma Granspheres e vai para um outro universo onde Alien Bat domina e cria o monstro Hyper Zetton.



Este universo desconhecido (chamado de "universo Saga") é protegido pelo Team U, da Earth Defense Force (EDF), formado por garotas (todas interpretadas por integrantes do grupo AKB48). Elas protegem crianças que foram separadas de suas família após um ataque de monstros. No passado, Shin Asuka (Takeshi Tsuruno), o Ultraman Dyna, conheceu a equipe e as crianças. Até que desapareceu após uma batalha feroz. Neste mesmo mundo também aparece Musashi Haruno (Taiyo Sugiura), o Ultraman Cosmos na luta contra os invasores.

O filme pode parecer confuso para algum leigo em Ultraman, mas isso se deve ao conceito de multiversos formado pela Tsuburaya nos últimos anos e usado mais explicitamente nesta trilogia. Na realidade o filme se passa em quatro universos diferentes: da Nebulosa M-78 (de Man ao Zero), de A Vingança de Belial, de (Tiga/)Dyna e o apocalíptico de Ultraman Saga. Se você não ficar atento, pode achar de primeira que houve uma "fusão" destes mundos. O que não acontece aqui.

Contando com parte do elenco original de Ultraman Dyna, a Super GUTS contou com o novo integrante interpretado pelo cantor DAIGO, que deu um tom mais humorado. Este é o terceiro ator a viver um hospedeiro de Ultraman Zero. O primeiro foi o apático Yu Konayagi como Ran em A Vingança de Belial. O segundo foi Daisuke Watanabe (George Ikagura em Ultraman Mebius) como Shin no show Ultraman Premium Stage 2011. Todos eles dublados pelo grande Mamoru Miyano ao assumirem a identidade do herói. O ator Taiyo Sugiura (Musashi/Cosmos) estava com 30 anos, portanto em plena forma. Agora, Takeshi Tsuruno (Asuka/Dyna) está com uma aparência mais velha do que em sua última aparição dois anos antes em Mega Batalha na Galáxia Ultra.



Os atores Susumu Kurobe (Shin Hayata/Ultraman), Kohji Moritsugu (Dan Moroboshi/Ultraseven), Jiro Dan (Hideki Gô/Ultraman Jack), Keiji Takamine (Seiji Hokuto/Ultraman Ace) e Ryu Manatsu (Gen Otori/Ultraman Leo) retornam como seus respectivos personagens e com mantos que lembram bem os Jedis de Star Wars.

Com direção de Hideki Oka, Ultraman Saga tem ótimas sequencias de ação (uma delas vai lembrar séries mais antigas de tokusatsu, quem viu sabe de qual estou falando) e as maquetes voltaram (Aaaaaaaaaaaleluia!). O legal é quem há alguns takes de explosões onde Zero e Cosmos correm ao ar livre. Claro, alguns cenários feitos anteriormente em CGI (imagem gerada por computador) estavam presentes, como o País da Luz na Nebulosa M-78 e a vista dos multiversos. Ultraman Saga, o herói que dá o nome ao filme, nada mais é que o resultado da união de Zero, Dyna e Cosmos (foto ao lado). O filme tem seu lado cômico como também tem altas doses de drama. Uma coisa curiosa no elenco é que o grupo AKB48 participa, mas não chega a cantar um único tema sequer. Aliás, o tema de encerramento "Lost the Way" é cantado pela banda japonesa DIVA. Ainda bem, pois o estilo musical do AKB48 não combina em nada com a pegada de Ultraman.

Ultraman Saga foi lançado no Brasil em DVD pela Focus Filmes em meados de 2014. O último filme da franquia a vir pra cá até o momento. Ainda não há previsão de lançamento nos serviços de streaming Netflix e Looke, mas deve acontecer mais cedo ou mais tarde. Ainda é possível encontrar a mídia física em lojas virtuais.

Agora uma coisa que me decepcionou um pouco é que a dublagem mudou de casa. O estúdio encarregado de Ultraman Saga foi a paulista Lexx (a mesma do anime Robô Gigante e do tokusatsu Ultraseven X) e não mais a Dubrasil/Rio Sound. O trabalho da Lexx é bacana, mas infelizmente não cria uma ponte entre os elencos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Felipe Grinnan, que já trabalhou em outras produções de tokusatsu como as séries Power Rangers Turbo, Power Rangers no Espaço (ambas como T.J.), Ryukendo (como Master Ryukendo) e o filme Ultraman Zero: A Vingança de Belial (como Glen Fire), volta como Nozomu Taiga. Sua interpretação melhorou e lembrou o auge das séries mais antigas que acabei de citar. Mas ele não consegue mais fazer gritos. A impressão é que sua voz falha nessas horas. Mais uma falha que ficou estranha e ainda não consigo entender o que houve com Grinnan, que é um dos dubladores que admiro.

Boa parte do elenco dos heróis foram trocados. Da antiga formação Dubrasil/Rio Sound retornam para os respectivos papéis o saudoso Hamilton Ricardo (Jack), Orlando Viggiani (Ace) e Nestor Chiesse (Leo). Curiosamente, Affonso Amajones volta a dublar Hayata/Ultraman depois de quase 20 anos da redublagem de Ultraman (feita pela BKS nos anos 90). Esta dublagem não ficou ruim, entenda. Mas às vezes parte o coração por não ouvir mais as vozes de Alfredo Rollo e Hermes Baroli, por exemplo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Saitama, de One Punch Man, esteve de passagem em Dragon Ball Super

No episódio deste domingo (22) de Dragon Ball Super aconteceu uma certa troca de favores - ou de referências. É que Saitama, protagonista da série One Punch Man, é representado numa capa de uma revista mensal sobre artes marciais da qual Monaca entrega para um senhor do planeta Potofu. Não estou dizendo que é propriamente o próprio Saitama que está ali, mas não deixa de ser uma referência à série de mangá/animê que fez o mesmo com Dragon Ball. No boom da exibição japonesa (mundial via Daisuki) no ano passado, os fãs colocaram Goku e Saitama num "paredão" pra saber quem é o mais forte entre eles. Veja aí se essa semelhança é uma mera coincidência ou não. Diga aí nos comentários: