sábado, 2 de maio de 2015

Kamen Rider Drive toma rumo estranho após revelação pública

Shinnosuke sofre as consequências de sua precipitada decisão

Há algumas semanas atrás eu comentava aqui sobre a decisão do herói Shinnosuke Tomari em assumir publicamente a sua identidade secreta como Kamen Rider Drive e afirmei que tal foi absurdamente irresponsável para um herói que tinha que manter a sete chaves os seu segredo. Muitos no Facebook comentaram e disseram que minha análise foi exagerada e que tal fato poderia dar um "up" na trama. É algo que acredito e ainda estou longe de ser convencido do contrário.

Muitos também disseram que ele teve o direito sim de quebrar o sigilo, pois estaria "cansado" de guardar segredo. Isso não justifica de forma alguma Shinnosuke agir insensatamente. Uma vez que o mesmo jamais pediu permissão ao Mr. Belt (seu mentor) para tal.

Agora Shinnosuke sofre com as consequências de sua decisão e isso, obviamente, está refletindo negativamente no rumo da série. Esta tudo muito estranho e a intervenção dos colegas da polícia que antes nem sabiam das ações de Shinnosuke como o Kamen Rider é penetra e fora do comum. Isso pra não dizer que ele está sendo pressionado pela imprensa e pela própria polícia em que serve. A coisa vai pro apelo psicológico quando o assunto é a honra de seu pai que morreu em serviço.

Falando em polícia, agora sabemos sobre uma tal conspiração dos próprios Roidmude na corporação. Isso poderia ser melhor trabalhado, independente de Shinnosuke ter se revelado ou não. Mas está faltando um pouco mais de mistério quanto a identidade do Roidmude 001. Quem está acompanhando, soube prematuramente que é um superior da polícia local. Ainda há uma brecha disso ser mais desenvolvido com o tempo, mas tal segredo poderia ser mantido por mais alguns episódios, afim de criar uma expectativa maior em torno do grande vilão. Outra coisa que não deu pra engolir foi a cena onde Brain aparece na reunião como auxiliar investigativo e provocar uma luta para emboscar o Drive. Mais forçado, impossível. E é preciso que se diga que isso deu na vista que os Roidmude estão diretamente ligados a tal conspiração.

Não estou dizendo que Kamen Rider Drive não possa a ter um bom rumo até o final. Pode ser que algo venha a surpreender no futuro, mas isso jamais será um motivo de isenção da atitude leviana do herói. Aliás, a precipitação de Shinnosuke é um exemplo óbvio que nunca deve ser seguido por um outro herói. E sua identidade secreta foi um elemento de tamanha importância na trama quanto outros heróis da Toei como Jiban e Spiderman, por exemplo. Uma pena que foi perdida de forma tão bestial.

Faltam menos de 5 meses para Kamen Rider Drive acabar e Riku Sanjô terá que fazer um "balão" pra que esta injustificação tenha algum sentido, o que não será nada fácil. A série ainda tem uma salvação: Chase, que se tornou Kamen Rider Chase anteriormente. Talvez também seja mais útil no roteiro, já que sua família tem uma ligação história com os Roidmude. Esperar pra ver.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Porque você deve aliar Ultraman X ao rol do eixo Rider-Sentai

O mais novo caçula da Família Ultra

Tudo bem, você pode até torcer o nariz e não dar a mínima para a franquia das Ultra Series e preferir Kamen Rider e Super Sentai (o que não é mal nenhum) mais do que qualquer outra franquia de tokusatsu. Mas todo fã do gênero que se preze deveria ter no mínimo alguma curiosidade em procurar acompanhar a franquia. Independente de escala, tempo, quantidade, cronologia ou mais alguma outra termologia adequada à uma sessão/bloco/maratona.

Ultraman X (lê-se: "éks"), a mais nova série da Tsuburaya, estreia em julho que vem. Praticamente é uma prévia das comemorações dos 50 anos da estreia do gigante prateado original da Nebulosa M-78 na TV japonesa, que serão comemorados em 2016.

E porque devemos colocar este novo programa na mesma balança da Toei? Vamos começar por um simples fato: Ultraman é praticamente uma paixão nacional (no Japão, claro) das séries de todos os tempos. Algo próximo acontece entre os fãs americanos. Sinceramente não consigo entender qual o problema no Brasil. A empolgação para uma nova série ou filme da franquia é pífia. Isso pra não dizer que é quase nula. Aliás, Ultraman tem muitos fãs no Brasil, mas a divulgação é tímida diante dos Riders/Sentais. A coisa não deveria ser reduzida assim.

Ultraman X é uma boa oportunidade para todos os amantes de tokusatsu acompanharem semanalmente. No Japão é normal a maioria das pessoas não conseguirem assistir a todas as séries da franquia. Aliás, poucos são os que conseguem assistir a todas as séries de uma grande "família" de tokusatsu, né? Isso é com o tempo e com paciência. Nada que isso venha a impedir de alguém assistir à uma destas de forma isolada ou por curiosidade.

As Ultra Series podem não ser as minhas grandes favoritas (como particularmente são os Metal Heroes), mas tenho uma profunda admiração e tenho minhas prediletas na ponta do lápis. Ultraman é um gênero que jamais deveria ser apagado da memória e do interesse dos fãs brasileiros de tokusatsu. E digo mais: é uma porção de "muito mais além" do que qualquer modinha feita para Rider, Sentai ou até mesmo pros heróis da Geração Manchete, como acontece por aí em algumas áreas da tokunet brasileira. Entenda, não estou dizendo que é errado ver estas séries. Eu mesmo assisto as mesma, mas procuro me atualizar e mudo o meu foco em outras séries do passado e do presente. E é assim que se ultrapassa barreiras de algo que admiramos.

Voltando sobre o Ultraman X: pelo o deu pra tirar da sinopse, tem tudo pra ser mais séria. Ainda é cedo, mas é uma boa expectativa e que pode vir a nos surpreender. É preciso prestar bem atenção nos detalhes e referências que podem surgir no decorrer da trama. No mais, é um bom momento pra analisar e criar nossas próprias impressões no mesmo ritmo cantado tradicionalmente em fevereiro (Sentai) e outubro (Rider) de cada ano.

Como disse numa outra oportunidade aqui neste espaço: Ultraman é um gênero que tem o seu valor quanto às grandes franquias da "toda-poderosa". E sua divisão de conceitos e também de multi-versos são grandes diferenciais a serem debatidos na net afora.

Ah, uma sugestão: Ultraman poderia muito bem virar um tema específico para o dia do tokusatsu no ano que vem. Quem sabe isso desperte um justo interesse pelos Ultras, hein? Seria bacana.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Impressões sobre Vingadores: Era de Ultron


O filme Vingadores: Era de Ultron está em cartaz no Brasil desde a última quinta, 23 de abril (nos EUA estreia em 1 de maio), e já é um sucesso garantido de bilheteria e popularidade, devido ao sucesso do primeiro filme e das expectativas geradas nestes três últimos anos.

Desde já aviso que esta não é uma resenha completa, e, por ora, deixo aqui umas breves impressões. Pra quem ainda não viu e está fugindo de spoilers, fique tranquilo.

Vamos lá. Era de Ultron tem grandes efeitos especiais, o que já supera muito no quesito de qualidade das produções cinematográficas da Marvel. Ainda não é melhor que o primeiro filme (de 2012), mas consegue prender a atenção em vários momentos importantes. Os primeiros 30 minutos dão uma boa introdução, com direto a um momento de descontração dos heróis. A santa presença de Stan Lee é imprescindível e por mais que ele esteja só de passagem (como manda a tradição), não deixa de ser algo curioso. Aqui ele fez uma cena bem engraçada e que pode virar um clássico algum dia no futuro.

Todo o elenco principal é impecável (e não dá pra duvidar disso), mas desta senti falta daquele velho sarcasmo de Robert Downer Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro). Não foi o mesmo de antes. Não que ele não estivesse bem, pelo contrário. É um ator admirável. Tivemos um romance interessante entre dois integrantes da equipe e que deve ser bem observada pelos conflitos e diferenças entre eles.

O filme tem um ótimo desenrolar, mas nada que deixe tão marcante quanto o primeiro filme. Mas o final da aventura é determinante para a terceira aventura que será dividida em duas partes. 2018 e 2019, respectivamente.

Vingadores: Era de Ultron é um filme bem detalhado e é algo que deve ser bem apreciado, tanto os inveterados em HQ quanto simpatizantes. Quem não acompanhou os últimos filmes, pode encarar como uma aventura isolada, o que fica bem difícil para compreender.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Yuuta Mochizuki como Issamu Minami?

Todo fã de tokusatsu que se preze deve conhecer o ator Yuuta Mochizuki pelos papeis de Geki/TyrannoRanger (da série de 1992 Kyoryu Sentai Zyuranger) e Koji Segawa/Kamen Rider J (do filme de 1994 que leva o nome do herói). O que poucos fãs brasileiros devem saber é que o ator fez uma participação especial no episódio 13 de B-Fighter Kabuto (em 1996). Poderia ser uma participação como de qualquer outro ator veterano se não fosse por um detalhe importante: é que seu personagem, que é um motoqueiro, aparece com uma jaqueta que provavelmente teria sido a mesma usada em 1988 por Tetsuo Kurata para interpretar Issamu Minami (Kotarô Minami no original) na reta final de Kamen Rider Black. Veja as imagens:








Compare agora com o look de Issamu:



Créditos de captura: Carlos "RX" Henrique (Grupo Henshin Gattai)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Você tem certeza que odeia a Rede Globo?

Tem certeza mesmo? (Foto: Reprodução/Globo)

Então, a Rede Globo completou seus 50 anos neste domingo (26) e é motivo pra comemorar. Ora, por que não? Todos assistem a emissora, mesmo que seja pra dar uma zapeada. Fala a verdade. Tudo bem que a Globo foi autora de várias controvérsias históricas. Mas é praticamente impossível a imprensa ou o público geral não se voltar a atenção para ela. Os próprios ajudaram ao longo deste meio século a formá-la como a emissora número 1 do Brasil (como dizia um slogan da mesma nos anos 80) e isso é fato. Mesmo que em certos casos ela não tenha merecido.

Por tudo o que a Globo é e foi no passado, ela carrega uma relação de amor e ódio ou de carne e unha com o público brasileiro. Querendo ou não. Eu já vi muita gente dizer que odeia a emissora carioca e que não assiste de jeito nenhum. Mas de alguma forma ou de outra tá sempre atento ao que acontece por lá e assiste mesmo de alguma forma. E não dá pra tirar a sua importância quanto à historicidade em diversos fatos nacionais e internacionais ao longo do tempo. Ou mesmo de grandes eventos.

Outros dizem pela net afora que órgãos de imprensa criadas por emissoras "concorrentes" não podem jamais falar ou criticar um programa da Globo. Isso é um absurdo, pois a própria liberdade de expressão garante isso e é mais do que válido. Eu mesmo posso apontar falhas e acertos num determinado programa da emissora, como ela também poderia fazer o mesmo com qualquer outra emissora se quisesse. Normal. E pra provar que tal liberdade é recíproca, até o próprio SBT felicitou a Globo numa publicação impressa na semana passada. E é assim como a Globo anda fazendo paródias com programas da emissora de Silvio Santos e até da Record (de Edir Macedo). É só pesquisar e analisar antes que qualquer sentença pra ver que isso é real e o tal tabu está sendo quebrado pela própria Globo com o passar do tempo. No mais: todas as principais emissoras abertas brasileiras amam a Globo e ninguém pode negar. Se elas dão audiência pra Globo, ela também faz o mesmo, até pela nonsense briga pela audiência.

No fim das contas, a Globo sempre foi e sempre continuará fazendo parte da memoria afetiva do público em geral e da nossa cultura pop nacional. Mesmo que você jamais admita isso, também já parou pra ver o que tá passando na programação. Do contrário, quem nunca assistiu, que atire a primeira pedra. Enfim, não dá pra fugir do fato de que a Globo é o xodó do brasileiro, nem que seja só pra zoar mesmo. O Militante Pernambucano (personagem de Marcelo Adnet) que o diga.

Falando de um modo bem particular, posso não acompanhar uma novela global da atualidade (embora eu tenha uma certa apreciação por novelas oitentistas). Mas acompanho o seu jornalismo, que (apesar dos pesares) ainda é o melhor da TV aberta em termos de qualidade e estética. De qualquer forma, vários programas e séries que passaram por lá ainda estão na memória de alguém. Mesmo que este alguém seja um "hater" de uma esquina qualquer.

E uma salva de cinquenta plim-plins.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dohko promove uma batalha forçada para Aldebaran em Alma de Ouro

Dohko apresentando o seu companheiro para o oponente (Foto: Reprodução/Daisuki)

O segundo episódio de Os Cavaleiros do Zodíaco - Alma de Ouro já está no ar (se você ainda não sabe como assistir por vias oficiais, saiba aqui e dê essa força pra Toei) e tivemos duas lutas paralelas. De um lado, Mu de Áries que enfrentou o terrível Guerreiro Deus Fafner de Nidhogg. Do outro, tivemos um outro Guerreiro Deus chamado Hércules de Tanngrisnir.

De início poderíamos pensar que Dohko de Libra assumisse a batalha contra este. Mas sendo bem descontraído num momento sério, Dohko acabou jogando uma "batata quente" nas mãos de Aldebaran de Touro. Ou seja, pra limpar sua barra após ter perdido feio de Shido de Mizar no início da fase clássica de Asgard. Foi meio forçado, mas algo bem engraçado pra quebrar o gelo. E que deve acontecer em CdZ de vez por outra e na medida certa.

O legal desse episódio foi a interação paralela das dúvidas de Mu e principalmente de Aldebaran por não saberem o porquê deles estarem em Asgard e o motivo pelo qual estão realmente lutando. Foram poucos minutos (se comparados à quantidade de episódios as lutas levavam antigamente), mas suficientes para mostrar o caráter valoroso do Cavaleiro de Ouro brasileiro (paraense como revelado há algumas semanas pela Bandai).

Olha, se tivermos duas batalhas paralelas como no episódio de hoje, será até mais fácil de deixar a segunda metade da trama de 13 episódios. O que deve superar a atual fase de batalhas dos Cavaleiros de Ouro contra os novos Guerreiros Deuses. Assim esperamos.

E tem uma frase que Mu disse para Lyfia no começo do episódio: "O Leão adormecido. Ou melhor, o Leão que já dormiu demais espera por você."

Épico.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Top 5 de temas de Roque Santeiro


Neste fim de semana a Rede Globo completa seus 50 anos. Devo ter comentado alguma vez por aqui, mas tenho uma certa apreciação (queda) por produções mais antigas da TV brasileira. E dentre as novelas da Globo, tem uma que é a minha favorita e está prestes a completar 30 anos de suas estreia. Roque Santeiro (1985~86) é uma obra prima da teledramaturgia brasileira e que deve ser assistido por todos. Até mesmo por quem não assiste novelas com frequência. E não é só mais uma novela não. Tem várias peculiaridades a serem analisadas e uma delas é a trilha sonora. E aqui estou para elencar o meu top 5 das músicas de Roque Santeiro. Algumas canções cantadas por Wando, Elba Ramalho e Roupa Nova - que são artistas do meu favoritismo - ficaram de fora por ter outras canções que acabam sendo as mais belas, na minha opinião. Em breve falarei mais sobre a novela. Sem mais delongas, confira a o meu setlist:

5) "Entra e Sai de Amor - Altay Veloso (tema de Tânia e Padre Albano)





4) "Mil e Uma Noites de Amor - Pepeu Gomes (tema de Linda e Gerson)




3) "Sem Pecado e Sem Juízo" - Baby Consuelo (tema de Linda e Gerson)




2) "Mal Nenhum" - Joanna (tema de Ninon e Delegado Feijó)



1) "Coração Aprendiz" - Fafá de Belém (tema de Tânia)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Chappie, uma relação de amor e ódio entre o público

O sofrido robô-título do filme

Sem muita divulgação e praticamente despercebido pelo publico geral, Chappie estreou nos cinemas brasileiros na última semana. O filme é dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp (o mesmo de Elysium e Distrito 9) e mostra um cenário de uma violenta Joanesburgo - a maior cidade da África do Sul - dominada pelo crime e combatida por robôs policiais criados pela empresa Tetravaal.

A trama começa quando o cientista/projetista Deon Wilson (Dev Patel, do filme Quem Quer Ser um Milionário?) é sequestrado por um trio de criminosos. Ironicamente (ou não), dois deles são interpretados por rappers de um grupo local chamado Die Antwoord: Ninja e Yolandi Visser (que tiveram seus nomes artísticos usados para seus respectivos personagens). Eles armam o sequestro para que Wilson crie um robô que possa ser-lhes útil para um determinado assalto planejado por eles.

Mal sabem os bandidos que com Wilson estava um robô que estava para ser ativado (sem permissão) e logo foi batizado como Chappie. O robô, apesar de ter atitudes infantis (por motivos óbvios), é dividido entre seguir os ensinamentos de seu criador ou passar pelo mal caminho do crime.

Chappie é um filme que tenta ser fofo e agradar em alguns momentos. Em troca, abusa absurdamente da violência. É difícil saber se você sente pena do robô ou raiva do mesmo. Passa perto de ser um Jonny 5 em alguns momentos pela sua inocência e carisma. Mas tudo isso vai por água abaixo quando sofre as consequências de sua (má) educação e falta de compreensão do mundo real.

O filme em si é estranho e sua conclusão é bizarra. Sigouney Weaver não teve uma grande participação que ajudasse o enredo. Ela não passou de uma chefona mandona. Hugh Jackman também esteve presente no elenco e estava totalmente irreconhecível. Talvez pelo seu penteado horroroso (pra não dizer lambido) que estragou o seu visual. Curiosamente, o ator Sharlito Copley é escolhido pela terceira vez consecutiva por Blomkamp para participar em seus filmes. Aqui ele interpreta a voz de Chappie e aparece rapidamente em uma das cenas finais. Copley aparecerá em Alien 5 como um Xenomorfo. Outro filme que será dirigido por Neill Blomkamp.

Chappie estreou nos EUA em março deste ano e foi repudiado pela crítica. Além de ter sido um fracasso na bilheteria mundial. Seguramente um fiasco e isso está estampado na testa do robô.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Nostalgia: Tru Calling está há 10 anos sem um desfecho

O elenco principal de Tru Calling

Pode não ser uma série tão conhecida ou lembrada, mas foi uma que terminou injustiçadamente e deixou com gosto de quero mais. Tru Calling era um drama sobrenatural que iniciou nos EUA em 30 de outubro de 2003, pela Fox local. No Brasil a série estreou no primeiro semestre do ano seguinte, na versão brasileira do "canal da raposa". Foi estrelada por Eliza Dushku, conhecida como a filha de Shwarzenegger no filme True Lies (1994), pela assassina Faith nas séries Buffy, a Caça Vampiros (1997-2003) e Angel (1999-2004), além de viver a protagonista Echo em Dollhouse (2009-10).

A história é sobre Tru Davies, uma estudante de medicina que começa a trabalhar num necrotério. Eis que quando esta estava sozinha na sua primeira noite de trabalho, ela vê um corpo de uma mulher abrir os olhos e dizer "Help me" (Me ajude). Tru acaba voltando no mesmo dia, exatamente no momento em que acordou. Descobrindo que tem um raro e estranho dom de voltar ao tempo quando tem este rápido momento de comunicação com os mortos, ela percebe que tem a missão de salvar a pessoa que clamou por sua ajuda.


A premissa é interessante e já teve um episódio onde Tru teve que salvar mais de uma pessoa em perigo no mesmo dia. Como suporte de roteiro, ela conta com seu irmão e de seus amigos. Embora parte deles não saibam do seu segredo. A trama começa a tomar outro rumo quando aparece o personagem Jack Harper, vivido por Jason Priestley (mais conhecido como Brendan Walsh da série Barrados no Baile). Isso tudo pra complicar a vida de Tru, pois o rapaz tem o mesmo dom que ela. Porém o usa para preservar o que ele define como "mão do destino" da vida das pessoas. O desenrolar desta luta acaba por ligar uma ponte para uma possível relação com a morte da mãe de Tru no passado.


Jason Priestley na pele do
 vilão Jack Harper

Infelizmente, provavelmente por incompetência da emissora americana, Tru Calling teve sua segunda temporada atrasada. Mais precisamente do final de 2004 para o final de março de 2005. Isso porque a Fox acabou mexendo na programação da então nova temporada e isso causou o seu cancelamento prematuro. Houve também os indícios de baixa audiência no final da primeira temporada. Causando assim um cliffhanger na série. Havia planos da Fox para filmar um series finale, mas isso nunca aconteceu.

Tru Calling foi criado por Jon Harmon Feldman. O mesmo de outros trabalhos conhecidos como Anos Incríveis, Dawson's Creek, Roswell, Reunion, etc. Teve sua primeira temporada completa de 20 episódios, indo ao ar regularmente até o final de abril de 2004. Já a segunda temporada, após os contratempos citados, teve estreia no dia 31 de março de 2005, com duplo episódio. Dos seis episódios gravados para esta temporada "final", apenas o último produzido não foi ao ar. Sendo lançado apenas durante uma maratona realizada pelo canal Sci-Fi Channel, em 21 de janeiro de 2008. Por sorte, os brasileiros puderam conferir este final muito antes dos americanos.

Tru Calling foi ao ar pela última vez pela Fox americana no dia 21 de abril de 2005. Deixou saudades para o pequeno público que curtia esta boa série. 

Merecia um justo e digno final.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Isla, a ginoide de Plastic Memories, é complicada; ao mesmo tempo em que consegue conquistar

Plastic Memories é um título bem peculiar pra quem curte um bom romance. Mas a trama é um tanto atípica para os padrões. O que acontece é um amor platônico por uma ginoide que 


tem dias contados para viver. Bem, o terceiro episódio, exibido neste sábado, transpareceu melhor isso e de forma mais cômica.

Tsukasa Mizugaki, o marksman de Isla, teve que levá-la para morar com ela. Não que isso tivesse ou tenha que chegar para o lado das segundas intenções (embora pareça pegar mal para alguns de seus colegas). Mas chega a ser meio constrangedor para o jovem. Muito mais ainda pelo fato de Tsukasa ser apaixonado pela robozinha.

O episódio em si foi engraçado pelas várias tentativas de Tsukasa em querer chegar junto de Isla. Isso no sentido de se comunicar com ela, uma vez que é sua parceira. Ele podia muito bem tentar conversar sem fazer estripulias, mas foram vexames bem engraçados e que serviram para quebrar o gelo do clima da série, que é bem mais sério. Por outro lado, a ginoide também não ajuda.

Isla pode não fazer o mínimo esforço pra sorrir, conversar ou não ter motivo algum pra se socializar. Ela vive cercada de seus afazeres e sabendo que não viverá muito tempo. Ainda sim consegue ser fofa (kawaii) e tem algo diferente na personagem que faz com que o público passe a simpatizar com a mesma. Esse algo chega a ser difícil de explicar, inclusive. Espero que ela venha a sorrir no decorrer da série - de apenas 13 episódios - e que isso não fique só no encerramento.

Falando nisso, os temas de abertura e encerramento ("Ring of Fortune" de Eri Sasaki e "Asayake no Starmine" de Asami Imai, respectivamente) são lindas e bem instigantes. Não podem faltar no playlist da otakada de plantão.