quarta-feira, 15 de abril de 2015

Velozes e Furiosos 7 e a despedida de Paul Walker

A última corrida do herói na franquia

O sétimo filme da franquia Velozes e Furiosos foi mais além e ousou como nunca nas corridas de carro. Corrida é pouco pra descrever este longa. Os carros voaram e saltaram de vez e fizeram piruetas destrambelhadas nos ares. É algo que está longe de dizer que é apenas um filme sobre pegas.

A trama seguiu com uma ponta deixada pelo filme anterior. A chegada de um novo inimigo, Deckard Shaw (Jason Statham), que chegou explosivamente motivado por uma vingança pela morte de seu irmão. O filme segue com vários carros voando dos céus - com direito à paraquedas - e muitas manobras arriscadas. Principalmente de Dominic Toretto (Vin Diesel), onde houve um desafio de vida ou morte contra a lei da gravidade. Sem dúvida alguma, uma das cenas mais loucas e contagiantes é onde Dominic e Brian fogem com um carro de primeira linha sobre vários prédios. O local, inclusive já foi palco para uma outra cena arrisca em Missão: Impossível - Protocolo Fantasma (de 2011). Coisa que foi superada agora em Velozes e Furiosos 7.

O filme tem boas passagens de humor com a dupla PearceTej (Tyreese Gibson e Ludacris, respectivamente). Apesar de aparecer no início e no final do filme, Luke Hobbs (Dwayne Johnson) também fez tiradas engraçadíssimas. Uma frase dita pelo personagem até pode perigar em virar um meme nas redes sociais (assista pra descobrir qual é). Além do drama romântico de Letty (Michelle Rodriguez) que segue ainda desmemoriada no filme e atuou em várias cenas de ação como se ainda soubesse quem ela era antes do acidente. Em meio às estrelas do filme - que disputam seus brilhos com os carros que aparecem a toda hora - está Kurt Russell, que aparece como um líder de uma organização secreta que auxilia Dominic. Não foi um grande papel do ator, mas vale o destaque.


O saudoso Paul Walker foi homenageado nos momentos finais de Velozes e Furiosos 7

A grande expectativa estava mesmo quanto ao fim que tomaria o personagem de Paul Walker. Pode ser irônico, mas já no início do filme podemos ter aquela impressão de que o personagem Brian O'Conner tinha que se aposentar pra cuidar da sua esposa, Mia (Jordana Brewster) e de seus dois filhos (sendo que um deles já estava pra chegar) e deixar as balas de lado. Mas pela ironia do destino ou algo do gênero, Paul Walker veio a nos deixar no dia 30 de novembro de 2013, devido ao acidente automobilístico que o vitimou. Uma grande trapaça da vida.

Como todos devem saber, o ator morreu num período onde as filmagens estavam pela metade. A solução foi usar dublês para suprir a necessidade. Nada mais justo e honroso do que os próprios irmãos de Paul (Caleb e Cody) cumprirem esta difícil missão. É meio complicado saber exatamente em quais cenas aconteceram a substituição, mesmo até pra quem assistiu em 3D. A não ser pela cena onde Brian luta num cenário escuro e teve sua voz refeita digitalmente.

As últimas cenas serviram de uma belíssima homenagem ao saudoso Paul. Seria até pecado descrever por aqui, mas é algo que deve ser visto e sentido pelo espectador para que se emocione de vez. Tá certo que Paul Walker não fez outros grandes papéis memoráveis além de Brian O'Conner. Porém tal "estigma" não deixa de ser importante, apesar do ator ter tido uma vida discreta diante os holofotes. A última cena de Paul deixou uma breve impressão que ele ainda estava entre nós. Impossível não notar a emoção de Vin Diesel no desfecho.

Há rumores de que a franquia deverá ter mais duas continuações em 2017 e 2018, mas nada oficial ainda. Vin Diesel poderia seguir adiante no protagonismo. Mas ainda sim seria difícil não ter mais o primeiro grande herói da trama em ação. Ainda é cedo pra saber.

Esta última corrida foi para o eterno Paul e quem curte a franquia não pode deixar de prestigiar este momento ímpar nos cinemas.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nisekoi volta com Chitoge apaixonada e mais pretextos para esticar o tal mistério

Nesta sexta (10) estreou a segunda temporada de Nisekoi (intitulada como Nisekoi:) e já de maneira espetacular para a sequencia da comédia romântica. Já no início temos Chitoge 

Kirisaki apaixonada - de verdade - por Raku Ichijo e fazendo várias estripulias pra fazer com que o rapaz se apaixone por ela de fato. Uma vez que o namoro de ambos é falso e arranjado (fazendo jus ao título do anime/mangá).

O que é mais engraçado na relação deles é que Ichijo não está nem aí pra "gorila" e não faz nenhum esforço pra dar atenção à sua parceira. Uma vez que ele é apaixonado por Kosaki Onodera, que é oito mil vezes mais carinhosa/meiga/amável que Chitoge.

Mais engraçado também é o desespero da loira em fazer com que Ichijo a note de qualquer jeito. Nem que fosse uma pequena mudança. O curioso nesse rolo todo é a que entre os dois há uma química num caso onde não há química. Esse início de temporada certamente será um ponto para amarrar ainda mais o engodo e rir até ter dor de barriga.

Falando nisso, a saída que deram para que o tal mistério da tal garota da promessa continuasse foi boa. Quase esfarrapada de primeira impressão, mas a explicação de Ichijo foi bem convincente e cômica até. Claro que o mistério deve continuar, pois essa é a graça da história.

Olha, confesso que Nisekoi é um dos animes que este blogueiro mais aguardou para retornar nesta primavera (japonesa). Em dezembro passado eu elegi aqui como o melhor anime do ano passado. Não é qualquer anime e as fofuras (kawaii) aqui não é gratuita coisa nenhuma. O mais legal é que a trama te deixa apreensivo e na ponta do sofá roendo as unhas. E a coisa não deve ser diferente agora. Não dá pra subestimar, né?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Alma de Ouro depende da audiência exclusiva por on demand e do cancelamento das fansubs

Aiolia em ação na nova série

A tão aguardada série Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro está oficialmente no ar desde a última sexta-feira (10) em todo o mundo, com exceção de alguns países. Caso não saibas, a série tem licenciamento garantido no Brasil e pode ser visto pelos serviços de streaming Daisuki e Crunchyroll (respectivamente aqui e aqui). Ou seja, não espere tão cedo passar na TV brasileira, já que a coisa é mais incerta do que uma galinha pôr ovos de ouro ou coisa do tipo.

Bem, se as séries estão disponíveis por on demand e ainda mais de forma gratuita, então nem precisamos nos dar o trabalho de baixar, né? Ora, tá tudo lá mesmo e tão cedo irá sair do ar. A tendência é da disponibilidade perdurar por vários anos pra gente assistir a hora que quisermos.

Mas sempre tem aqueles que aparecem como os supostos "salvadores da pátria", afim de conquistar algum crédito indevidamente. É o caso das fansubs que acabam disputando com estes serviços e consequentemente atrapalhando todo o mercado projetado. O teor do post não é nem fazer juízo quanto a quem baixa ou quem não baixa. Mas sim discutir sobre as consequências desta troca do certo pelo duvidoso.

Vejamos a lógica do raciocínio: alguém perde tempo (minutos/horas afim) baixando um episódio que já estava muito cedo no ar e pontualmente nos serviços, poderia ajudar a contabilizar nos números de audiência da série? Todos sabemos que não. Felizmente temos fãs conscientes no Brasil em relação à disponibilização oficial dos serviços. Mas vejo ainda muita gente por aí falando que tal serviço "não presta" sem ao menos nunca ter feito uma análise. Reclamam que "não dá pra baixar" e esquecem isso é totalmente obsoleto no próprio Japão, diante à gravadoras digitais. Fora que já disseram que "tal serviço traduz nomes de golpes" quando tem fansubs que não fazem diferente. Gente, vamo acordar pra vida. 2015 chegou. Novas mídias, novas tecnologias, novos tempos. Não dá mais pra ficar na idade da pedra.

Então, os números de audiência de Alma de Ouro pode variar para "regular" ou "bom" para Toei Animation. Mas esse cosmo poderia explodir o sétimo sentido se fosse pra "ótimo" ou "excelente". Isso se os otakinhos-leite-com-pera colocassem a mão na consciência e percebessem que isso pode ser um risco para a existência de uma possível segunda temporada no futuro. Ou seja, quanto mais pessoas baixando, menos audiência pro anime, e a série pode ser descontinuada/cancelada. Essa é que é a verdade e não tem por onde correr. Depois nem adianta chorar pelo leite derramado depois. Traduzindo: reclamar por não ter segunda temporada e não saber por qual motivo.

Olha, teve um tempo em que as fansubs ajudavam bastante na divulgação de animes não licenciados no Brasil. Justamente por não haver serviços que veiculassem os tais de forma oficial e com preço justo. Seja gratuito e/ou pago. Hoje em dia há uma disputa desesperadora das fansubs brasileiras em querer legendar animes e tokusatsus lançados nos serviços oficiais. Mal sabem os donos das mesmas perdem por (re)fazer um trabalho que já foi feito, perdem os próprios fãs e perde a industria da animação japonesa (do qual tanto se dizem abraçar e defender a causa). A regra é clara. Se é pra divulgar o que falta, então que tal focar nos materiais que que nunca chegaram ao Brasil pela TBS e pela Toho? Afinal, que bem me lembro, antigamente a função das subs foram de divulgar séries inéditas num determinado país (como o nosso). A coisa não é mais assim, infelizmente, e se escancarou de vez.

As fanbus que estão aí subando o Alma de Ouro tem mais é que cancelar o projeto, em respeito ao material trazido para o Brasil, e focar nas séries inéditas. Por mais que a coisa não seja legalizada e não tenha direitos no Brasil. O mesmo vale para as subs que estão legendando séries de tokusatsu (atualmente série e filmes de Ultraman) já licenciadas por aqui pelos on demand. E é preciso que se diga que as fansubs gringas são muito mais conscientes que as daqui. Pois elas não estão preocupadas em chegar primeiro quando tais serviços já fazem suas partes e são oficiais por direito.

Ainda bem que temos gente que está valorizando a transmissão oficial e isso é importantíssimo para que a popularização de Alma de Ouro no Brasil seja bem vista pela Toei. Falando nisso, o pessoal do site CavZodíaco está fazendo uma campanha bacana de conscientização. Sem contar que eles criaram um hotsite e um podcast para entrar no embalo. Assim deve ser a força do Leão dourado e tal bravura deve reconhecer o esforço da Toei em popularizar Cavaleiros maciçamente em tempo real.

PS: Saiu ainda pela manhã uma informação dos bastidores que as visualizações do primeiro episódio somadas pelos serviços Daisuki e Crunchyroll registraram cerca de 1 milhão. É um número surpreendente, mas que poderia ser maior do que isso.

domingo, 12 de abril de 2015

Toei comemorou os 40 anos de Super Sentai e ninguém me avisa?

Gorenger é a série aniversariante da vez

Na última semana teve todo um barulho com a comemoração dos 40 anos da série Himitsu Sentai Gorenger e muito já se anteciparam em brindar também o aniversário da franquia Super Sentai. Pelo calendário, seria isso mesmo. Mas a dona Toei Company só fará isso no ano que vem. Pra isso eu digo o seguinte: vamos ter calma e analisar o cânon.

Tá certo que a série pioneira dos esquadrões recebeu homenagem agora na série Shuriken Sentai Ninninger. Mas a Toei não criou uma logo de aniversário, não fez marketing pra tal, e sequer a série dos ninjas é comemorativa. Alguém poderia dizer que isso já conta com a aparição de Sasuke e Hurricane Red (de Kakuranger e Hurricaneger, respectivamente), mas é outra coisa totalmente diferente. As referências são apenas sobre o tema ninja e nada mais.

A comemoração, de fato, acontecerá no ano que vem. Como todos sabem, desde 2001 a Toei comemora um ano depois da contagem regular do nosso calendário gregoriano. Portanto, tivemos séries comemorativas como Gaoranger, Boukenger (2006), Gokaiger (2011) e a sucessora de Ninninger em 2016. Isso porque a Toei resolveu celebrar o aniversário da franquia com o número de total de séries, e não precisamente pelo aniversário de Gorenger. No entanto, são duas coisas diferentes. Já que a série de Super Sentai do próximo ano será a quadragésima e comemorativa. Aí sim é que a gente pode mesmo soltar os rojões e brindar as taças.

Por ora, só dá pra celebrar mesmo os 40 anos do time de Akaranger.

sábado, 11 de abril de 2015

Felicity tem que se decidir com quem quer ficar em Arrow

A garota precisa deixar de ser indecisa

Olha, tá certo que Felicity é uma personagem admirável e seu referencial de garota nerd não é a toa. É bonita, inteligente, tímida, meiga, e tantas outras qualidades em que um homem procura. Mas o problema da personagem de Arrow é que ela não sabe ao certo como seguir o rumo de sua vida sentimental.

Sabemos que ela é louca por Oliver e a probabilidade de sua paixão ser correspondida pelo herói são minúsculas (apesar da tal esperança batizada na internet como "Olicity"). Uma vez que o Arqueiro teve um breve affair com ela, mas ainda sofre com a morte de Sara. Sem contar que Oliver também já teve uma paixão por Laurel (que herdou a identidade de Canário Negro após a morte da irmã).

Teve uma breve paixão por Barry Allen, que já foi passou Starling City e recebeu a visita de Felicity por duas ocasiões em The Flash. Numa delas, os dois confessaram os seus amores não correspondidos - ele por Iris e ela por Oliver - e se beijaram.

Agora é a vez de Ray Palmer confundir as emoções de Felicity. Claro, no bom sentido da coisa. No episódio desta sexta (10), o Eléktron, que está internado num hospital, confessou seu amor por ela. Felicity contou para sua mãe que o admira como um homem perfeito e tal. Mas não consegue expressar o seu amor por ele, pois é apaixonada mesmo por Oliver.

Tá certo que é difícil numa situação complicada do coração. Mas chega uma hora em que ela terá que superar e se decidir de vez. Caso contrário, acaba desgastando a imagem da própria personagem que é a queridinha dos telespectadores da série.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Um pouco sobre os estúdios Gota Mágica

Logo dos extintos estúdios que dublou vários animes nos anos 90

Se você tem mais de 25 anos, provavelmente já ouviu em algum anime da época a seguinte frase dita pelo lendário ator/dublador Jonas Mello: "Versão brasileira: Gota Mágica, São Paulo". Hoje comumente é possível ser lembrada por alguém da nova geração que é fã do anime Os Cavaleiros do Zodíaco e que já deve ter assistido a primeira dublagem exibida pela saudosíssima Rede Manchete.

Mas Cavaleiros não foi o único trabalho do estúdio. A Gota Mágica também foi a grande mãe que acolheu tantos outros anime e até séries ocidentais naquela década. A Gota Mágica, além de dublar, também produziu temas nacionais de animes naquela década.


Mário Lúcio de Freitas, o dono do extinto estúdio

O proprietário do estúdio era o dublador Mário Lúcio de Freitas, que é um dos nomes importantes da gênese dos Cavaleiros no Brasil. Em 1993 ele estava saindo de uma sociedade com outro estúdio de dublagem, a Marshmallow (também de São Paulo), para criar este então novo estúdio. Foi quando surgiu a proposta de dublar uma série até então desconhecida pelo público brasileiro. Inicialmente, Mário não estava tão seguro em começar a trabalhar com uma série que nunca ninguém tinho ouvido falar em nosso país. Mas o seu cliente, Manolo (da também extinta Samtoy), o convenceu de dublar a série de Seiya e cia.

Os personagens principais foram escalados por Mário Lúcio. Para evitar um certo "nepotismo", foi ele mesmo que escolheu Hermes Baroli e Letícia Quinto para interpretar Seiya de Pégaso e Saori Kido/Atena, respectivamente. Uma vez que Gilberto Baroli era quem dirigia e escalava os personagens coadjuvantes e antagonistas. Os primeiros 52 episódios foram dublados na Marshmallow (sob assinatura da Gota Mágica, enquanto período de transição). Os demais episódios e filmes foram dublados no então novo estúdio da empresa. Seus trabalhos se encerraram em 1997, tendo sua total extinção em meados de 1999. Isso por falta de elenco para fazer vozes femininas, infantis, etc. Em outras palavras: problemas de extra campo, já que se tratava de uma empresa familiar. Uma pena, já que o estúdio tinha um sucesso consolidado por seu grandioso trabalho.

Relembre agora os trabalhos do estúdio que também é conhecida como "a casa dos animes":




Os Cavaleiros do Zodíaco

A obra prima dos trabalhos da Gota Mágica. Cavaleiros (Saint Seiya, 1986~89) tinha vários erros naquela dublagem, mas não por culpa da empresa. E sim do material vindo da Espanha (com dublagem local, obviamente) e da própria Samtoy, que assim exigia. Por isso, Jabu seria o Cavaleiro de "Capricórnio" ao invés de Unicórnio. Uma louca jogada de marketing para vender os action figures da série. Enfim, grande sucesso da saudosíssima Rede Manchete (exibida por lá entre 1 de setembro de 1994 e 12 de setembro de 1997) e que arrasta gerações até os dias atuais com novas produções que acrescentam a mitologia.




Sailor Moon

Com estreia na Manchete no dia 29 de abril de 1996, às 17h45, Sailor Moon (Bishojo Senshi Sailor Moon, 1992~93) apresentava a história de Serena (Usagi Tsukino no original) que um dia recebeu poderes para lutar contra as forças do grupo Negaverso (Dark Kingdom). Apesar de ser voltado para o público feminino e todo um marketing de produtos já encabeçado pela Samtoy, o anime fez mais sucesso com o público masculino. Claro, que as garotas também curtiam, mas de forma não tão expressiva. Sailor Moon voltaria anos mais tarde, em 2000, no Cartoon Network, com as temporadas R, S, Super S e Stars. Porém com novo licenciamento (que desconhecia a passagem da heroína nos anos 90) e novo elenco de dublagem, consequentemente.




Samurai Warriors

Originalmente atendido pelo título original japonês Yoroiden Samurai Troopers (1988~89), este anime foi adaptado nos EUA como Ronin Warriors. Afim de não causar uma possível confusão com o tokusatsu da Saban VR Troopers. Aqui no Brasil, Samurai Warriors estreava às 18h15 do dia 3 de junho de 1996, na Manchete. Com boa parte do elenco de dublagem conhecido de Cavaleiros do Zodíaco, o anime contava sobre a luta de um quinteto formado por homens contra o terrível Scorpio (Aragô).





U.S. Mangá

O título do programa era na realidade o mesmo da distribuidora que trouxe vários OVAs como Detonador Orgun, Zeorymer, Fatal Fury e tantos outros nas noites de sexta-feira. A partir do dia 8 de novembro de 1996, às 19h15. (NOTA: No dia 22 de novembro - duas semanas após a estreia - mudou de horário para às 18h45) Ficou no ar até meados de 1997.




Superhuman Samurai

Foi o único tokusatsu com adaptação americana exibido na Manchete. Superhuman Samurai (Superhuman Samurai Syber-Squad, 1994~95) foi a série que teve as honras de inaugurar o bloco JapAction, no dia 25 de março de 1996, às sete da noite. Fazia dobradinha com Ultraman no mesmo bloco e ambas iam ao ar, inicialmente, de segunda à quinta. Estrelada por Matthew Lawrence (do filme Uma Babá Quase Perfeita), a história contava - de uma forma precária - a saga do carismático adolescente Sam Collins, que um dia recebeu poderes para defender a realidade cibernética das mãos de Kilokhan, assumindo o codinome Servo. Originalmente, a Sato Company (empresa do sr. Nelson Sato) estava interessado mesmo em trazer a série original Denkou Choujin Gridman (1993~94). Mas por embargo da própria Tsuburaya, foi a versão americana que acabou vindo pra cá.




Guerreiras Mágicas de Rayearth

Lançado no SBT em 1996, Rayearth (Mahou Kishi Rayearth, 1994~95), do estúdio CLAMP, veio como o segundo anime shoujo pós-Cavaleiros. A dublagem sofreu adaptações nos nomes do trio de heroínas, por exigência da distribuidora local. Era exibida nas manhãs do programa Bom Dia & Cia e teve o primeiro tema de abertura nacional do anime cantado por Larissa Tassi.





Fly, o Pequeno Guerreiro

Produzida originalmente pela Toei Animation, Fly (Dragon Quest: Dai no Daiboken, 1991~92) passou também nas manhãs do SBT, no Programa Sérgio Mallandro, na faixa das onze da manhã. O anime (que permanece descontinuado) conta a história de um garoto que luta contro o terrível demônio das trevas Hadlar. Sua última exibição no Brasil acontecia em meados de 2000.




Dragon Ball

Esse dispensa comentários sobre a série (de 1986~89). Foi exibida no SBT inicialmente pelo Sábado Animado. Infelizmente, só foram exibidos os primeiros 60 episódios e (o patrão) Silvio "Ma oe" Santos não tratou de comprar o restante da série. Sua última reprise no SBT - ainda com a dublagem da Gota Mágica - aconteceu em 2000 no Bom Dia & Cia. Em 2003, todos os 153 episódios foram exibidos pela Globo e com nova dublagem da extinta Álamo. Consequentemente, com o mesmo elenco formado desde o lançamento de Dragon Ball Z no Brasil.





WMAC Masters

Série americana (de 1995~97) que mostrava um campeonato de artes marciais situado nos estúdios da Universal, na Flórida. Sua estreia no Brasil acontecia pela Manchete às 18h30 do dia 14 de abril de 1997. Teve exibição no Multishow em meados de 1996 (fazendo dobradinha com a série clássica Reboot) e era apresentado (com áudio original e legendas) sob o título A Força do Dragão. Sua última exibição no canal da Globosat teria sido nos finais de madrugada, em 1998.




Super Campeões

Mais precisamente sendo a segunda versão em anime para TV (Captain Tsubasa J, 1994~95), esta clássica série futebolística estreou no Brasil em 15 de setembro de 1997, às sete da noite. Ocupando o lugar de Cavaleiros na grade da Manchete e fazendo uma dobradinha com YuYu Hakusho (dublado pela carioca Audio News). Sua última exibição acontecia em 10 de julho de 1998, dois dias antes da fatídica final da Copa do Mundo na França. Porém, ficou até o final de setembro do mesmo ano, indo ao ar dominicalmente.




Bananas de Pijamas

Pode-se dizer que foi o grande último grande sucesso dublado pela Gota Mágica. A série australiana (Bananas in Pyjamas, 1992~2003) que apresentava B1 e B2 foi um boom de popularidade. Não só para as crianças, mas também com os jovens e adultos da época. Estreou no programa Eliana & Cia, do SBT, em meados de 1997.





Contos da Cripta (cartoon)

Inspirada na série televisiva em live-action da HBO, esta versão infantil (Tales from the Crypteeper, 1993~99) foi exibida no Brasil pelo extinto canal pago Fox Kids.



Clube do Chaves

Foi a versão mais recente de Chesperito e cia. Provavelmente sendo o último trabalho da Gota Mágica, esta foi um redublagem feita para o SBT, e que estreou por lá em 2 de junho de 2001 (sábado). Esta mesma havia estreado no Brasil em 1997 pela CNT, porém com outra dublagem.

Créditos: Diego Pontes (Grupo Henshin Gattai) e Matheus Mossmann (site Herói)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Barry Allen comete a pior burrada já feita por um herói em The Flash

Primeiro de tudo: quero dizer que, apesar de várias idiotices cometidas - impulsionadamente - por Barry Allen, foi um dos melhores e importantes episódios da série. Ao contrário do que 


podia se pensar, Barry voltou apenas um dia no tempo. E não no tal "mundo" de onde Dr. Wells poderia ter vindo. Que é o propósito dele, de fato. Isso já sabemos.

Uma decisão acertada do herói foi ter prendido Mark Mardon/Mago do Tempo logo cedo e por dedução já sabia o seu paradeiro. Sabendo que ele e Joe seriam atacados. Tudo certo e o episódio poderia terminar mais cedo, né? Só que tal atitude teve um preço. O tal tsunami feito pelo vilão não aconteceu, pois este já está preso. Joe não teria que ser sequestrado e Iris não iria sair para salvar o pai junto com Barry. Detalhe crucial: eles não teriam como mais ter aquele beijo antes da grande onda atacar.

Mas não. Barry foi por impulso e colocou tudo a perder. Terminou tudo com sua namoradinha e resolveu investir em Iris duma maneira mais burra: chegou falando que ainda sente por ela, sem ao menos conquistá-la. Será que Barry pensou que isso poderia assustá-la? Não deu outra. Iris disse que ainda ama Eddie e que nada mudou entre eles. Barry poderia ter ganhado um par de chifres ali mesmo por tamanha inconsequência. Pelo menos Dr. Wells deu uma explicação convincente: faltou o despertamento do inconsciente da moça. Então, lá no fundo no fundo Iris gosta de Barry e tão cedo irá assumir. Isso pra não dizer que o fato vai atiçar ainda mais as chatices dela. Pra todos os efeitos: a química já estava perdida.

A intervenção temporal de Barry impediu também a possível morte de Cisco nas mãos de Wells. Que aliás, tá mais do que na hora dele assumir suas verdadeiras intenções, né? Mas é coisa que deve acontecer mesmo lá no final da temporada, em maio. O episódio da semana (exibido no Brasil) também teve o ar da graça com a presença dos irmãos Scofield/Burrows (ops, Snart/Rory) e de Lisa/Patinadora Dourada.

sábado, 4 de abril de 2015

Toei destrói toda a coexistência entre Kamen Rider e Super Sentai como ninguém

Ninninger e Kamen Rider Drive no encontro mais controverso da história

Nesta semana foi ao ar no Japão, pela TV Asahi, o especial Shuriken Sentai Ninninger vs. Kamen Rider Drive Haruyasumi Gattai Supesharu. O segundo e já habitual crossover de final de férias da primavera japonesa entre as duas franquias do bloco Super Hero time. Olha, incrível como uma empresa como a Toei Company se presta ao ridículo no tratamento de seus próprios heróis. Sabe aquela coexistência entre os Kamen Riders e os Super Sentais que vimos nos últimos anos? Então, tudo aquilo foi jogado na lata do lixo e na cara dura.

O encontro começou bem e dando a entender inicialmente que Ninninger e Drive eram do mesmo mundo. Tinha lá aquela estranheza de ninguém saber que inimigos eram aqueles e que heróis eram aqueles que lutam para defender a paz. Só que nos 20 minutos ficamos sabendo de uma distorção temporal causada pelo youkai Buruburu (seria uma referência ao monstros de Fuuma em Uchuu Keiji Shaider). Esta tal distorção fez com que os Ninninger fossem parar no mundo dos Kamen Riders.

Pode parar! Peraí! Como assim? Mas os Riders e os Sentais não eram do mesmo universo? Por acaso Riku Sanjô tomou alguma cachaça louca quando escreveu? Como a Toei poderia explicar aqueles encontros anteriores depois desse furo monstruoso?

Vamos mais longe, pro ano de 1978. No filme JAKQ vs. Gorenger fizeram uma menção clarividente dos heróis Kamen Rider V3, Kamen Rider Amazon e mais o Kikaider. Eles estavam lutando contra tropas do CRIME em várias partes do globo. Tivemos os crossovers de Rider e Sentai no fatídico filme Super Hero Taisen (em 2012) que comprovou aquilo que poderia ser desconfiado há eras. Sem contar que tivemos outros encontros desses no Super Hero Taisen Z (2013), Kamen Rider Taisen (2014), além do crossover de primavera passada entre Kamen Rider Gaim e ToQger.

Partindo desse princípio já podemos formar uma linha do tempo que liga a coexistência das duas franquias, ao lado dos Uchuu Keiji. Mesmo que as séries em si não tenham ligações alguma e possa haver algum ou outro furo aqui ou ali. Quem mandou unir as duas franquias, né? Afinal, a Toei pode (quase) tudo. Certo?

Não teria como separar os dois universos. Drive já se encontrou com Gaim e daí podemos contar o encontrão entre os Heisei Riders e Showa Riders. Que neste mesmo filme apareceram também os ToQger e mais Kyoryu Red (de Kyoryuger). Deste ponto podemos combinar o seguinte: voltando de ano em ano vamos chegar a conclusão de que todos os Super Sentais de Gorenger até o presente Ninninger fazem parte de um mesmo universo - coexistente com os Kamen Riders. Os Ninninger apareceram no filme ToQger vs. Kyoryger (lançado em janeiro nos cinemas do Japão). Se ambos invadiram aquela batalha dos Riders no ano passado, como poderia o novíssimo Super Sentai ser separado do universo dos Kamen Riders? E como fica esse histórico já que Ninninger se encontrará com Sasuke (de Kakuranger) e Hurricane Red (de Hurricaneger), que já lutaram numa boa ao lado dos Riders?

Mais uma suruba nonsense criada pela dona Toei para confundir a cabeça de todos nós, os fãs. Nem mesmo a Tsuburaya, que definiu multi-versos na mitologia das Ultra Series cometeria tal mancada. Estaria a empresa brincando/subestimando a inteligência de seu próprio público? Isso é coisa séria.

Não dá pra entender essa.

Vexame total. Só nos resta esperar o possível crossover da primavera que vem para ver qual será a próxima desculpa.

A Toei, se quiser, já pode decretar falência! Tanto criativa quanto moralmente.

PS: Apesar desta mancada animalesca da "toda-poderosa", o crossover foi consideravelmente divertido. Bem melhor que o anterior onde Gaim e ToQger bolaram planos muito abobados que até uma criança de 4-5 anos manjaria fácil fácil. O que matou de vez foi a atitude descarada da Toei em desmoronar toda a coexistência que ela mesma criou há quase quatro décadas e fez valer até bem pouco tempo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Os 7 piores erros (mentirosos) na tokunet brasileira

Sabe aquele jogo dos sete erros? Então, existem pelo menos sete destes também pela tokunet brasileira afora. São mitos que foram quebrados de vez por outra e acabam voltando como se fosse uma "verdade absoluta". Confundindo totalmente a cabeça dos fãs brasileiros do gênero. Neste dia da mentira, saiba quais são os mitos informativos mais corriqueiros sobre o tokusatsu na web brasileira e que devem ser esquecidos pra todo o sempre:




1) Episódio zero de Turboranger?

Sabe-se lá quem inventou isso. A confusão toda se deu pelo primeiro episódio de Kousoku Sentai Turboranger (o Super Sentai de 1989) se parecer com um "especial" qualquer. Na realidade o que acontece é uma espécie de prólogo onde acontece uma reunião dos primeiros 10 esquadrões da franquia (lembrando que Gorenger e JAKQ só foram incluídos oficialmente a partir dos anos 90, ok?). A história só começa mesmo a partir do episódio 2. Como diz a foto aí acima (do livro Keibunsha Kousoku Sentai Turboranger Dai Hyakka), isso prova que este é realmente o #1 de um total de 51 episódios.




2) Filme dos Policiais do Espaço?

Nem filme e muito menos um especial. Trata-se de um epílogo formado no 49º e último episódio de Shaider (1984~85). A própria Toei Company assim enumera e isso pode ser conferido nas listagens oficiais de DVD e reprises no canal pago japonês Toei Channel. Veja mais aqui.




3) Super Sentai abandonado por Ishinomori?

Tem lá uma certa informação errônea de uma famosa enciclopédia (mais precisamente na versão pt-br) que afirma que o saudoso mangaká Shotarô Ishinomori teria abandonado a franquia Super Sentai. Simplesmente por causa da autoria da equipe Saburo Hatte a partir de Battle Fever J (1979~80). Ora, Gorenger (1975) e JAKQ (1977) jamais foram criados com a intenção de ser uma franquia gigantesca como é o Super Sentai. Ambas as obras de Ishinomori (que também é o pai dos Kamen Riders) eram apenas sentais até a inclusão oficial, como dito anteriormente. Eu escrevi um texto com maiores detalhes.




4) Black, o primeiro Rider da história?

Essa vai para as fontes menos especializadas no ramo (diga-se: leigas). De vez por outra alguma dessas já andaram referindo as séries recentes de Kamen Rider e dando a entender o Kamen Rider Black como o "primeiro Rider da história". Quando nós já sabemos na ponta da língua quem foram os 10 Riders que antecederam Issamu Minami na TV japonesa.




5) Ultraman Hayata?

Essa é uma das afirmações mais cabulosas e cabeludas que surgiu em meados da década passada e nem Freud explica tamanha arrumação. Hayata é apenas o nome do hospedeiro habitado pelo astronauta prateado da Nebulosa M-78 e nada mais. Isso é totalmente fora de lógica e não bate nem na versão original japonesa e muito menos na versão dublada americana. Sem chance. Conversa pra boi dormir. Coisa inventada e desconexa com a própria concepção original de Eiji Tsuburaya. Antes que alguém possa dizer que o caso é "semelhante" com o Kamen Rider 1-gô (Ichigô), isso é diferente sim, pois o nome foi dado oficialmente no mangá original de Ishinomori e na série de tokusatsu na TV, para diferenciá-lo do Rider 2-gô (Nigô). Leia mais aqui.




6) Jaspion brasileiro?

Houve um tempo em que Jô Soares (ainda pelo clássico late night Jô Soares Onze e Meia, no SBT) entrevistou um tal ator que interpretou o Jaspion e falava fluentemente português. Tal ator era do Circo Show do herói aqui no Brasil e foi confundido pelo "gordo". Resultado: teve gente que achou que aquele era o próprio Hikaru Kurosaki em carne e osso. A coisa foi desmentida por várias fontes especializadas em tokusatsu e o verdadeiro Kurosaki chegou até a ser entrevistado pela primeira versão do site Herói, em 2001. Nos extras do DVD de Jaspion (lançado pela Focus Filmes em 2009), Ricardo Cruz, da banda JAM Project, havia comentado o fato que culminou na TV nos anos 90. Mas parece que uma minoria desavisada infelizmente continua acreditando em tal bobagem, e ainda em plena era digital, né? True story.




7) Power Rangers, os responsáveis pelo fim do tokusatsu na TV brasileira?

Ah, essa sim é a mentira mais insistente e (por que não?) a maior causadora de intrigas abobadas nas redes sociais. O tempo, os sites especializados e também este blogueiro que vos escreve já afirmaram/desmentiram/explicaram/alfinetaram e a briga ainda continua sem nexo algum. Mesmo depois dos recentes encontros e de alguns atores da fase Mighty Morphin com os do sentai Zyuranger. Não tem jeito mesmo! Por mais que se prove o contrário, a famigerada franquia do egípcio Haim Saban é culpada por algo que (em parte) são inocentes. Power Rangers - que também é tokusatsu, sim senhor - nunca foram pivô do fim da era das séries japonesas com monstros de borracha e heróis que sangram faísca na TV brasileira. É preciso que se diga que lá nos anos 90 tivemos reprises de várias séries tokusatsu, ao mesmo tempo que os garotos de Alameda dos Anjos estavam no auge. Atualmente as licenciadoras locais e internacionais estão investindo neste produto para o nosso nicho e não falta material por aqui. 

Atualizado e revisado em: 1 de abril de 2017

terça-feira, 31 de março de 2015

Último episódio de Cross Ange apela para nudez como último recurso

Ange em sua última batalha

[SPOILERS]

E assim chegamos ao final de Cross Ange: Tenshi to Ryuu no Rondo. Com uma cena de um quase abuso sexual de Embryo contra a heroína Ange. Que, é preciso que se diga, não fez absolutamente quase nada. Sua última luta ficou apenas ao pilotar um mecha contra outro que estava sendo controlado pelo vilão (em sua onisciência).

O final não teve grandes explicações. Serviu mais como desfecho num duelo mortal entre Embryo e Tusk. Não foi lá um grande último episódio que venha a deixar uma lembrança marcante, mas ainda assim não foi necessariamente ruim. Aliás, a última lembrança que teremos é de Ange estar do jeito que veio ao mundo. Mais vítima do que heroína.

Ange, poderia ter lutado e não ter deixado sua fragilidade feminina ser dominada por um vilão tão sem vergonha como Embryo. Apesar dos pesares, Nana Mizuki (a dubladora de Ange) se destacou mais uma vez ao cantar neste momento surreal de perigo. No momento, Ange estava sem roupas e com umas nuvens cobrindo os seios. Coisa que nunca tinha acontecido e nem mesmo naquele breve lampejo na abertura do anime. Tusk foi o herói da vez que bravou contra Embryo, embora parecesse uma luta perdida pelo altíssimo poder do "deus loiro". 

Cross Ange foi um anime divertido apesar de alguns fanservices. Pode até deixar saudades, mas o final poderia ter sido melhor. Mesmo assim, deu pra considerar.