terça-feira, 3 de março de 2015

Lançamento do novo filme de Dragon Ball Z no Brasil pode ser um tiro no pé

Freeza em cena do novo filme

Frustrante. Quando se pensava que haveria alguma chance do filme Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza ter uma estreia próxima ao Japão, eis que vem uma nota confirmando o lançamento do longa para o dia 15 de outubro no Brasil. Serão seis meses de diferença e não só o Brasil está nesta "lista negra". O resto da América Latina todo também sofrerá este mal.

Particularmente, não estava com muita fé quanto ao lançamento de dois dias antes da terra do sol nascente. Estamos em março e nenhuma divulgação forte está sendo trabalhada ainda. O que eu realmente esperava era um lançamento que se desse antes de setembro. Isso porque, se prestarmos bem atenção, a grande maioria dos lançamentos de séries e filmes da Toei sempre acontecem no Japão 5-6 meses depois da estreia, na TV e no cinema, respectivamente.

Resultado: Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza cairá antes na rede. Um mês de estreia nacional. Nem preciso dizer que deve acontecer o mesmo que em 2013. Naquele ano o filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses foi lançado no Japão no finalzinho de março, e veio pra cá em outubro. O DVD/BD do filme foi lançado por lá em setembro e consequentemente vazou na internet. O resultado daquilo foi um mimimi endiabrado de meia dúzia de otakinhos dizendo "não gostei do filme" ou "filme ruim" sem ao menos contextualizar os motivos e prestar atenção nos mínimos detalhes. Daí apareceram outra meia dúzia de otakinhos que se deixou influenciar pelos outros e sem ao menos tomar uma opinião própria e deixaram de ir aos cinemas e sentir a emoção (com a nossa dublagem).

Quem realmente é fã de Dragon Ball, prestigiou aquele filme no cinema. A Batalha dos Deuses não é ruim e se analisarmos bem, toda aquela comédia e gozação que há serviu para resgatar um lado que foi perdido com o final da primeira série de Dragon Ball. Uma vez que Dragon Ball Z teve um foco na violência e com uma comédia reduzida.

Lamentável que nem a Fox e nem a Toei se preocuparam em repetir o mesmo erro do passado. Quanto ao filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, a Toei e a Diamond Films tiveram todo um cuidado para que não dessem brecha à pirataria. Infelizmente a história vai se repetir por falta de planejamento das próprias empresas.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Yuuka Yano ou Kasumi Yamaya: qual delas é a mais kawaii em Ninninger?

Yuuka-himê

Ninninger está em seu segundo episódio e as atrizes Yuuka Yano e Kasumi Yamaya nos causam mais uma impressão de que veremos uma preferência acirrada entre o público masculino dos Super Sentais. Ainda estamos no comecinho da história e teremos muito pano pra manga pela frente.

Tá certo que tokusatsu é pra ser apreciado pelas tramas, valores, conceitos, etc. Mas é impossível não se encantar com tanto kawaii por parte das próprias atrizes. Fala a verdade. E assim são as garotas que respectivamente interpretam Fuka Ishigaki/Shironinger e Kasumi Momochi/Momoninger. As duas são de deixar qualquer marmanjo se ajoelhar aos seus pés e tratá-las como princesas.

A preferência inicial do público foi por Kasumi por seu jeitinho bonequinha e um ar de colírio. Até aí, tudo bem. Mas quando vimos Yuuka em cena, o rumo da coisa mudou. A atriz surpreendeu, pelo menos pra mim, por passar um carisma carregado de pura meiguice. Ok, ela também é bonita. Mas não basta ter presença. Tem que cativar. E foi assim mesmo que Yuuka mandou. Só em ela ter feito tamanha fofura em cena, já é um ponto forte a se acrescentar no futuro. E acredite: Yuuka seguramente periga estar fazendo a preferência deste blogueiro. E nem é por causa da personagem em si. Há outras qualidades em questão.

Além das atrizes principais de Ninninger, a atriz Rio Uchida, a Kiriko de Kamen Rider Drive, tem melhorado muito sua performance com a evolução da personagem. Tanto é que a atriz ficou mais bonita com a variação de figurino nos episódios. Impossível não admirá-la.

Este ano promete muitas inspirações e declamações a mais de mil ou até oito mil. Se duvidar, poderemos ver algo parecido como na época de Gokaiger ou Shinkenger, por exemplo, onde as preferências ficaram divididas. Façam suas apostas para as atrizes nipônicas de 2015 nos super esquadrões.

Kasumi-himê

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Nostalgia: Ultraman Tiga estreava há 15 anos no Brasil

O gigante de Tiga tinha tudo para ser um cult pós-Manchete

Após o triste fim da Rede Manchete em 1999, as séries de tokusatsu originais (do Japão) teriam uma certa sobrevida. Era pra continuar de fato. Mas a vida tem lá suas contradições, né? Eis que no dia 28 de fevereiro de 2000 (segunda-feira) uma então nova série da Família Ultra dava início no Brasil, após uma considerável divulgação na programação da Rede Record, para a exibição nas manhãs do programa Eliana & CiaUltraman Tiga (1996~97) tinha tudo para engatar de vez e emplacar um sucesso que merecia, perigando ser um clássico equivalente ao Jaspion e até mesmo ao próprio Ultraman em pleno século XXI.

A série foi trazida pela distribuidora Mundial Filmes e com a colaboração de Marcelo Del Greco (ex-Revista Herói) no projeto de lançamento. A dublagem foi realizada pelos estúdios da Áudio News (do dublador Marco "Yusuke Urameshi" Ribeiro), os mesmos onde foram dubladas as duas versões do anime YuYu Hakusho. Comparando o nível, tudo era diferente, pois a dublagem era carioca. Ao invés da tradicional dublagem paulista, já que estávamos acostumados com este elenco na grande maioria das séries de tokusatsu exibidas nos anos 90. Aliás, naquela década a dublagem carioca esteve presente em tokusatsus como Gavan, Shaider, Bicrosser, além das temporadas clássicas de Power Rangers. Curiosamente, por coincidência (ou não), a dupla Eduardo Borgerth e Marisa Leal voltariam a interpretar um casal nas séries japonesas. Antes de Daigo e Rena, eles já haviam interpretado Dai Sawamura e Annie, respectivamente, em Shaider.

O primeiro Ultra da era Heisei tinha uma história menos "arrastada" do que as primeiras séries da franquia. Porém possuía uma alta e elevadíssima carga dramática. Em vários episódios isolados, próximos à metade da série, era impossível não se emocionar com os desfechos de cada. Sejam alegres ou tristes. Eram qualidades que destacavam o guerreiro da luz. Tiga representa o mesmo que Kamen Rider Black é para a franquia dos motoqueiros mascarados, pela sua própria atmosfera dark.

Na TV brasileira, Tiga marcava 8 pontos de audiência, com picos de 13. Dois a mais que Pokémon, que era fortemente o carro-chefe da programação entre 1999 e 2000. (Nota: a segunda leva de 52 do anime havia começado na Record em 21 de fevereiro de 2000. Exatamente uma semana antes da estreia de Tiga.) Não chegava a ser tão popular, mas era um bom começo. Infelizmente houve o velho atraso no lançamento de produtos ligados ao tokusatsu. A série era recebida com uma certa estranheza por Eliana e sua trupe. Era pra ir ao ar - pontualmente - às 10h30 da manhã como dizia as chamadas comerciais que anunciavam o tokusatsu. Mas pra dar aquele "up" na audiência, a apresentadora atrasava uns dez minutos (raramente começava minutos antes do previsto) e usava de uma certa artimanha chamada Chiquinho. Sim, aquele personagem patético que dizia "Dona Eliana" e sempre fazia desenhos toscos para a mesma num quadro branco. Coisa que retardava as crianças da época e subestimava a inteligência das mesmas. No dia da estreia foi até um cosplay do Ultraman (com uma máscara que parecia mais com um Ultraseven defeituoso de olhos azuis) lutar contra um "King Kong" de tamanho real. No YouTube você pode ver um pouco deste momento constrangedor aqui. E isso tudo pra não dizer que Eliana confundia todo santo dia o Tiga com o Ultraman original. Mais constrangedor impossível.



Depois de vermos batalhas clássicas, como do Evil Tiga, e passados 48 episódios inéditos, Ultraman Tiga sai do ar sem dar satisfação aos telespectadores que acompanhavam diariamente. Sem maiores explicações naquele momento, Eliana anunciava a re-estreia da animação Donkey Kong no horário do tokusatsu. Uma tremenda falta de respeito com os fãs, pois faltavam quatro episódios para encerrar uma série que tinha praticamente tudo para elevar a fama da própria Record. Um tempo depois foi revelado que o motivo foi por um pedido da apresentadora, que afirmava que aquele tipo de atração "não combinava em nada com seu programa". Venhamos e convenhamos: realmente Ultraman Tiga era maduro demais para estar num programa infantiloide que deixava passar crianças seminuas dançando a "boquinha da garrafa" e coisas do tipo. Ah, faz favor, né, dona Eliana?

Ultraman Tiga poderia estar dignamente no horário nobre e fazer bonito. Haviam planos da Mundial para levar o filme Ultraman Tiga: A Odisseia Final para os cinemas. Além da série da sequencia do herói, Ultraman Dyna (1997-98) para a TV. Além de que Del Creco idealizava uma sessão que seria exibida nas noites/madrugadas, com direito às renovações de direitos das séries Ultraman, Ultra Seven e O Regresso de Ultraman que ganhariam redublagem. Del Greco pretendia lançar também outras séries a partir de Ultraman Ace (com exceção de Ultraman Tarô). Antes das fitas masters de Dyna chegarem ao Brasil, houve uma escala do elenco de dubladores para os personagens principais. No caso, Hermes Baroli, que estava passando um período de trabalho no Rio de Janeiro, emprestaria sua voz para Shin Asuka/Ultraman Dyna. Márcio Seixas faria o Capitão Gousuke Hibiki. Estes mesmos só vieram mesmo a trabalhar com seus respectivos personagens no filme Ultraman Tiga & Ultraman Dyna: Os Guerreiros da Estrela da Luz, lançado por aqui em DVD pela Focus Filmes em 2011 e atualmente disponível no serviço de streaming Netflix. Por uma triste ironia do destino, estes materiais só chegaram no dia que Tiga saiu do ar pela primeira vez na Record.

Tiga teve mais duas exibições nos anos de 2001 e 2002, restritas apenas para São Paulo. Serviram apenas de tapa-buraco e nunca chegavam até o final. Coisa que só aconteceu entre maio e julho de 2005, na única (e mítica) exibição da série na Rede 21, sendo substituído em seguida pela reprise do anime Tenshi Muyo. Tiga teve uma sobrevida no mercado home-vídeo com os filmes da franquia Ultra, mas nada de tão glamouroso, infelizmente.

Como os tempos são outros agora, e o mercado de streaming está em ascensão, principalmente se tratando da parceria entre a Tsuburaya e a Crunchyroll, talvez algum dia o nosso herói tenha o destaque que mereça, mesmo que seja calcado apenas entre um público específico e inveterado na cultura pop japonesa. Tiga deveria mesmo ter uma nova chance como uma luz dourada e resplandecente. Foi mais uma que amargou na lista dos tokusatsus injustiçados em nosso país.



+ Ultraman ou "Ultraman Hayata"? Eis a questão

+ Hey tokufã, admita: você também é otaku

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vida longa e próspera ao eterno Spock


Ele era um dos maiores ícones da cultura sci-fi de todos os tempos. Morreu na tarde desta sexta-feira (27) o ator Leonard Nimoy, que ficou eternizado como o lendário Mr. Spock da série Star Trek (ou Jornada nas Estrelas; 1966-69).

Ele iniciou sua carreira aos vinte anos atuando em séries e filmes hollywoodianos na década de 50. Seu primeiro filme foi Kid Monk Baroni (1952). Além de Star Trek, participou de outras séries como Missão: Impossível (quarta e quinta temporadas) e em episódios das séries Agente 86 e Bonanza.

Recentemente apareceu na TV como Dr. William Bell na série Fringe e fez uma participação especial num episódio de The Big Bang Theory, onde dublou um action figure de Spock. Em 2009 e 2013 reprisou como Spock nos filmes Star Trek e Além da Escuridão: Star Trek, respectivamente.

Leonard Nimoy sempre teve sua imagem atrelada ao alienígena. Reprisou o mesmo personagem de sucesso em vários filmes e séries spin-off da franquia Jornada na Estrelas. Chegou a escrever duas autobiografias intituladas como I Am Not Spock (de 1975) e I Am Spock (1995), onde escrevia sobre seu ponto de vista quanto sua existência ao personagem.

Agent Carter valeu apenas pela volta da heroína

Peggy Carter em sua série própria

E a série Marvel's Agent Carter chegou ao fim nesta semana, tanto nos EUA quanto no Brasil (por aqui pelo canal Sony). Foram oito episódios programados que mostraram Peggy Carter após os eventos do primeiro filme do Capitão América.

A série começou interessante, ligando referências aos eventos anteriores sem restrições como acontece em Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D.. A fotografia vista como cenário para os anos 40 teve a mesma competência e qualidade
cinematográfica vista no cinema. A interpretação de Hayley Atwell foi impecável como sempre. O que não ajudou tanto foi o ritmo que a Marvel colocou para a trama nas telinhas. Nem é por se passar em uma época antiga, pois poderia ser mais instigante do que foi apresentado, independente de ser no passado ou não. Tinha sim uma conspiração em torno, mas faltou um importante elemento: a imprevisibilidade.

Apesar de não empolgar quanto deveria, Marvel's Agent Carter foi bem superior que a série do Agente Coulson. Quem sabe venha uma segunda temporada e tenha um desenrolar mais frenético. Isso saberemos no máximo em maio que vem. A Marvel necessita abrir estes horizontes como sua concorrente DC Comics vem fazendo há tempos na TV. Mas ainda assim, valeu por ver Carter novamente e superando a dor de não ter Steve Rogers ao seu lado.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Encontro das duas "Florindas" marca mais um épico histórico

Florinda Meza e Marta Volpiani se encontram pela primeira vez (Foto: Reprodução/SBT)

Quem assistiu ontem ao Programa do Ratinho na noite desta quarta (25) viu a entrevista com Florinda Meza, a viúva de Roberto "Chaves" Bolaños. Foi a primeira vez que a atriz, que ficou marcada pelas personagens Dona Florinda e Pópis, veio ao Brasil. Infelizmente nunca tivemos a mesma felicidade de ter uma visita de Bolaños quando em vida, mas foi bem representado por ela. Lá ela contou curiosidades sobre sua carreira e também do comediante. Além de fatos sobre as séries Chaves, Chapolin e tantas outras produções do grande elenco de Chesperito. Florinda disse que jamais imaginava o tamanho do sucesso que a série do menino do oito faz por aqui há mais de três décadas.

Momento marcante mesmo foi o encontro da atriz com sua dubladora brasileira, a Marta Volpiani. A emoção foi tanta que chegou a superar o encontro de Édgar "Barriga" Vivar com o saudoso Mário Vilela, em 2003, que foi curta. Embora significativa. Na época, o fato (que também foi épico) se deu no extinto programa vespertino Falando Francamente, também do SBT e apresentado por Sônia Abrão. O encontro de ontem foi mais emocionante pois as duas puderam conversar ao vivo e terem maior interação, junto com Ratinho e Magdalena Bonfiglioli (que foi a tradutora intermediária). Florinda disse que Marta é o seu "outro eu" e até ganhou um presente interessante da mesma. A emoção teve um ponto especial pela espera de Marta para conhecer pessoalmente a atriz.

Sobre a novela em que Florinda protagonizou, Milagro y Magia (1991), que foi comentada ontem no programa, seria interessante ver esse material passar aqui no Brasil via TV ou streaming, quem sabe. Uma pena que 25 episódios (de um total de 90) do programa tenham se deteriorado com o tempo. Ainda assim seria curioso assistir uma produção onde Florinda esteve fora do universo de Chesperito e dublada por Marta. Vale lembrar que esta novela foi dirigida pelo próprio Bolaños, que também compôs o tema de abertura da novela.

Florinda na novela Milagro y Magia

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Fã filme de Power Rangers explora fatos improváveis na franquia

O capacete do Ranger Vermelho jogado em meio à uma guerra

Um dos assuntos do momento é sobre o fã filme de Power Rangers que saiu nesta semana na internet, produzido por Joseph Kahn. Ele que é diretor de filmes americanos (como Pânico na Escola e Fúria em Duas Rodas) e vídeo clipes (de artistas como Taylor Swift, Shakira, Robbie Williams, AKB48, etc).

O curta de 14 minutinhos apresentado como POWER/RANGERS mostra uma versão alternativa - carregadamente sombria - onde os heróis (da primeira formação) de Alameda dos Anjos estão lutando numa guerra que ameaça a paz mundial. A história é centrada na investigação sobre a dissolução da equipe com misto de flashbacks. Sem contar que Tommy teria desaparecido. Algumas referências aos personagem, em alusão aos atores, são bem visíveis. Como o funeral de "Trini" (da atriz Thuy Trang) e a opção sexual de "Billy" (do ator David Yost).

O vídeo não dispensa a sanguinolência e é algo que obviamente jamais entraria para alguma temporada da franquia na TV. Provavelmente este nível de brutalidade jamais alcançaria o novo filme dos heróis, que será lançado em 2016. Alguns estariam confundido e perguntando se haveria alguma relação entre ambas as produções. Isso logo foi desmentido pelo roteirista Zack Stentz, que por sinal gostou da alternativa. Sobreo ator Jason David Frank, ele não poderia estar nesta produção, pois tem contrato com a Saban e com a Bat in the Sun (que faz os crossovers entre Tommy e heróis de outras mídias).

Se você ainda não viu (ou quer rever), assista aí:


No elenco do fã filme há alguns rostos conhecidos das série americanas. Kimberly é interpretada pela atriz Katee Sackhoff, que já esteve em séries como 24 Horas, Star Wars: The Clone Wars, etc. Já o interrogador é interpretado por James Van Der Beek, conhecido como Dawson Leery da série adolescente Dawson's Creek. A atriz Carla Perez, que foi a Rita Repulsa a partir da segunda temporada de Mighty Morphin Power Rangers, também reprisa a mesma vilã neste fã filme.

Uma pena que Kahn não queira dar uma continuidade ao projeto. Ficou muito bom e não deixa de ser curioso por ver os Power Rangers em situações que jamais poderiam ser descritos nas telinhas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ninninger estreia com a velha promessa de revitalizar o Super Sentai

Elenco principal da série

Neste domingo estreou pela emissora japonesa TV Asahi o 39º Super Sentai: Shuriken Sentai Ninninger. Originalmente a série estava prevista para começar no dia 15 deste mês. Mas por conta daquele ataque do Estado Islâmico contra um dos jornalistas japoneses capturados, houve uma pausa forçada no dia 1 de fevereiro. O que fez com que atrasasse em uma semana os episódios dos animes World Trigger (6:30), Tribe Cool Crew (7:00) e do tokusatsu Ressha Sentai ToQger (7:30). Ninninger foi o terceiro Super Sentai a sofrer um delay na estreia. Os outros dois foram Choushinsei Flashman (1986~87; por conta de atraso na produção em um mês) e Kousoku Sentai Turboranger (1989~90; pela morte do Imperador Hirohito). Enfim, para o bem ou para o mal, coincidentemente a estreia caiu no dia 22 de fevereiro. Ou seja, estreou num dia "ni-ni" (dois-dois) de um mês "ni" (dois). Curiosamente, por isso, o dia foi batizado pelos fãs como "Ninja Day".

Ainda é cedo para extrair pontos ou dizer se irá vingar ou não. Geralmente as explicações do enredo ficam para o segundo episódio. Mas pelas primeiras impressões deixadas, Ninninger começou com uma nova tentativa de fortalecer a franquia, resgatando um lado mais aventureiro e também tradicional, quanto às artes marciais. Obviamente superando sua antecessora pela imagem infantiloide que carregou durante sua exibição no ano passado.


Como sabemos, a temática ninja não é nova nos Sentais. Já vimos isso nas séries Ninja Sentai Kakuranger (1994~95) e Ninpuu Sentai Hurricaneger (2002~03). O primeiro episódio começou com uma luta triunfal entre Akaninjer e os soldados Hitokarage. Quem assistiu ao Samurai Sentai Shinkenger (2009~10) irá se lembrar da primeira luta de Shinken Red contra os Nanashi Renju.

A luta dos heróis, que são descendentes do último ninja sobrevivente, é conta o Exército Kibaoni. A estreia é centrada na chegada de Takaharu Igasaki/Akaninger nesta guerra. Ao seu lado está sua irmã mais nova Fuka Ikasaki/Shironinger e mais três ninjas: Yakumo Kato/Aoninger, Nagi Matsuo/Kininger e Kasumi Momochi/Momoninger. Para auxiliá-los está Tsumuji Igasaki, o pai de Takaharu e Fuka, que apenas tem conhecimentos sobre a arte ninja. O Último Ninja é Yoshitaka Igasaki, o avô dos heróis e responsável por selar Gengetsu Kibaoni no passado.


A vilania principal ainda não teve destaque, deixando um foco para o primeiro Yokai, o monstro Kamaitachi, inspirado numa besta do folclore japonês de mesmo nome que ataca com golpes de ar frio. A luta dos mechas contra o Yokai foi um show à parte. Destaco aqui o embate de Shinobimaru (o mecha de Akaninger) contra o monstro já agigantado. Há coisas bem inusitadas nos mechas. Como a cabeça de Shinobimaru lembrar ligeiramente os heróis de Battle Fever J (1979~80), o mecha cachorro Wanmaru em ação (coisa atípica), e os pés de Shinobimaru ficar no peito do robô gigante Shurikenjin. Nada que venha comprometer a diversão. Pelo contrário, tivemos boas sequencias de ação. Agora, o que mata a série de vez são aquelas dancinhas sem graça. Melhor não ter tido encerramento nenhum como ToQger ficou no meio da série.

Sobre o elenco, há alguns meses atrás eu havia escrito aqui neste espaço que a atriz Kasumi Yamaya (18), que interpreta a Kasumi Momochi, seria a musa dos Super Sentais em 2015. De fato ela tem tudo pra ser. Porém a disputa será acirrada, pois a atriz Yuuka Yano (17), a Fuka Ikasaki, chamou a atenção pela graciosidade e carisma que passou para a sua personagem. Aliás, a irmã de Akaninger teve destaque nas apresentações.

Criador de Fairy Tail ajuda Jack Bauer

Jack ataca mais uma vez no Japão

Qual a relação entre 24 Horas e Fairy Tail? Aparentemente nada, mas o fato é curioso. O que acontece é que a série americana 24 Horas: Viva um Novo Dia (24: Live Another Day), exibida nos EUA e no Brasil no ano passado (como sequencia da série original de oito temporadas), será lançada direto-para-vídeo a partir do dia 4 de março. Mais especificamente em DVD/Blu-ray.

E para promover o lançamento desta excelente série, Hiro Mashimao criador do mangá/anime Fairy Tail, deu uma mãozinha para ajudar Jack Bauer num desenho ilustrativo para divulgação, que será veiculada na 14ª edição da revista Weekly Shonen Magazine Kodansha, no mesmo dia do lançamento do material. Além disso, o marketing será realizado através de cartazes em várias lojas do Japão. Aliás, Mashima declarou ser um grande fã da série.

Confira a imagem, a seguir, e também um vídeo de divulgação:






24 Horas foi exibido no Japão pelas emissoras japonesa Fuji TV, TV Tokyo e o canal pago WOWOW. Jack Bauer é dublado pelo ator/seiyu Rikiya Koyama, conhecido no Brasil como Joe Kazumi do tokusatsu Kamen Rider Black RX, exibido nos anos 90 pela extinta Rede Manchete.

Existe algum vilão mais safado que Embryo em Cross Ange?

Embryo revelando o poder de sua criação

Assistiu ao episódio desta semana de Cross Ange? Então, Embryo revelou que ele recriou o mundo após uma série de destruições que a própria humanidade causaria em nossos dias. Não é a toa que ele também foi chamado há alguns episódios atrás como "deus". Aliás, já deu pra sentir a tensão quanto ao título do episódio: Kami no Kyu Kon (Espírito de Deus ou Alma de Deus).

[SPOILERS]

Agora, Embryo usou de um golpe trapaceiro que normalmente nenhum outro faria. O que foi aquela cena em que ele manipulou os desejos de Ange? Isso mesmo. Se você ainda não assistiu ao episódio 20 e está lendo este spoiler, deve estar imaginando o quão louco pode ser este chefão supremo. Veja lá e tire suas conclusões.

Embryo tem se mostrado um vilão interessante pela desenvoltura misteriosa que o cerca desde sua primeira aparição no final do cours de inverno. O que gera uma certa expectativa para os próximos cinco episódios finais da série. Mas essa manipulação do gozo sexual de Ange foi um golpe pra lá de baixo. Independente de ser uma fanservice ou não, a cena foi algo inesperado. Embora sua safadeza tivesse um "charme sutil" por parte dele contra a nossa loira.

Fico até pensando no que mais ele pode ser capaz até o final. Bem, espero que Embryo não tenha nenhum excesso de poder que venha estragar o personagem até lá. Ele está no ponto certo.